Foto: Pablo Bernardo/Divulgação

Por Hellen Santos

Morador desde da infância da Vila Marçola, no aglomerado da Serra na região Centro-Sul de Belo Horizonte, Wallison Culu dançarino profissional a mais de quinze anos. Conhecido na comunidade por suas parcerias com várias associações e projetos Culturais do Serra em combate a redução da criminalidade com proliferação de cultura e dança, e também por levar o nome da comunidade para vários lugares no território mineiro com seu grupo de dança.

Com um sobrenome artístico bem diferente adotado por um apelido dado pela avó ainda na infância, Culu vem fazendo o seu nome de sua comunidade crescer fora de Belo Horizonte, por seus vários espetáculos teatrais. Em seu currículo ele já está na sua sétima peça “Pai contra mãe”, espetáculo todo produzido com interpretação em ritmo da Dança urbana. O espetáculo é baseado em um conto de Machado de Assis e é feito pelos artistas da Cia. Fusion.

Para estimular a comunidade, Culu está organizando no dia 20 de agosto a primeira edição do projeto “Danças Urbanas Quebrada”. No evento será ministrado algumas oficinas de danças abertas para o público no período da manhã. Na parte da tarde ocorrerá a batalha de danças com inscritos e alguns grupos convidados. O melhor desempenho terá premiação. Danças Urbanas Quebradas serão realizadas na Escola Municipal Senador Levindo Coelho, na Rua Caraça, 910 no Bairro Serra, perto da porta do Parque Mangabeiras.

“A arte está para todos, mais nem todos a consomem”

Para mais informações entrar em contato no e-mail: wallisonculu@hotmail.com

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Orquestra de Câmara OPUS recebe Maria Gadú

Data: 18.08.2017 – 20:30

Local: Sesc Palladium

A cantora e compositora paulista Maria Gadú se une aos 22 músicos da Orquestra de Câmara OPUS para apresentação única em Belo Horizonte. Com a regência e arranjos do maestro fundador da Orquestra, Leonardo Cunha, e ainda com a participação do saxofonista Derico Sciotti, Gadú e a orquestra brindam o público com os principais sucessos da artista.

Repertório: Quase sem querer, Bela Flor, Shimbalaiê, Tudo Diferente, quando fui chuva, Ela (Album Guelã), Ne me quitte pas, Altar Particular, Oração ao Tempo, Tecnopapiro (Guelã), Dona Cila, Amor de índio, Linda Rosa, Lanterna dos Afogados, Axé acapella e Livros (Caetano Veloso)

http://www.sescmg.com.br

Telefone: 31 3214-5350

Anime Festival BH 2017 Winter

Data: de 19.08.2017 até 20.08.2017

Local: Teatro Pio XII

Feira de quadrinhos, desenhos animados japoneses, mangás, games. Gincanas e atrações ligadas ao verão, férias onde a meta é a integração de todos os fãs que nos prestigiam vindos de várias regiões do interior de Minas Gerais e de outras cidades do país. Na programação, além de conferir as novidades em relação a produtos desse mercado, o público terá uma gama de atividades para entreter e se divertir, como concurso de cosplay, gincanas, workshops, bate-papos com dublador e youtuber, entre outras.

http://www.animefestival.com.br

Telefone: 11 4107-4540

E-mail: contato@animefestival.com.br

Promoção: Animecon Promoção de Eventos

Realização: Animecon Promoção de Eventos

Banda Conecto

Data: 19.08.2017 – 20:00

Local: Cine Theatro Brasil Vallourec

Com pegadas de soul, funk, hip hop, música eletrônica e batidas de loop, a Banda Conecto preparou um show especial em sua participação no Projeto Música Itinerante.
Para agitar a noite, a banda mineira de Acid Jazz tocará temas do primeiro EP autoral “In Groove”, lançado em 2015, além de composições inéditas que farão parte do primeiro álbum do grupo, “Night Club”, em fase final de produção.

http://cinetheatrobrasil.com.br

Telefone: 31 3201-5211

Laura Zennet

Data: 19.08.2017 – 21:00

Local: Sala Juvenal Dias – Palácio das Artes

Uma mistura do velho rock and roll com outros gêneros musicais, como blues e jazz”. Assim Laura Zennet define o estilo do seu primeiro EP, homônimo.
Assim como no EP, na apresentação, Laura Zennet vai contar a jornada de uma cigana através dos elementos da natureza – ar, terra, fogo e água -, nas quatro músicas do repertório do álbum, as autorais “Delírio”, “Trilhas Marginais”, “Dentes do destino” e “Flu(ir)”.
No Palácio das Artes, o público também poderá ouvir na voz de Laura, releituras de sucessos como a ”Down by the water‘’ (PJ Harvey), ”Make me wanna die” (The Pretty Reckless), ”Paris Uh Lala” (Grace Potter), ”Rain” (Guano Apes), entre outras que prometem surpreender a todos. Além disso, com a canção “Meggyújtottam a Pipám” (Besh o Drom). Ela fará uma homenagem a Hungria, país onde morou e estudou música.

http://fcs.mg.gov.br/

Telefone: 31 3236-7400

Postmodern Jukebox

Data: 19.08.2017 – 21:00

Local: Hangar 677: Rua Henriqueto Cardinale, 121 – Olhos d’Água

O Postmodern Jukebox é um grupo musical criado em 2011 pelo pianista, arranjador e produtor americano Scott Bradlee. Eles são conhecidos pelas versões vintage de sucessos pop em ritmos como jazz, ragtime e swing.
Ingressos:http://www.queremos.com.br/concert/2017/08/MG/postmodern_jukebox_bh

http://postmodernjukebox.com/

 

Fonte: Agenda Cultural BH

 

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Por Kelly Lima

Nos filmes de Naomi Kawase não há temática mais clara do que vida e morte. Em Floresta dos Lamentos, isso é expandido e passa pela celebração de ambos estes momentos e também pela discussão do que é estar vivo e do que acontece quando morremos.

Na história, um senhor chamado Shigeki perdeu a esposa há 33 anos e se encontra agora em um lar para idosos onde Machiko, uma jovem que recém perdeu o único filho, cuida dele. O título do filme em japonês “Mogari no mori” se refere ao “(…) período dedicado ao luto e à memória daqueles que morreram. ‘Mogari’ significa o ‘final do luto’.”

Vida e morte são alternados quando o filme começa em um enterro, segue para uma conversa sobre o que é estar vivo, passando pela explicação do que ocorre 33 anos após a morte de alguém (a esposa de Shigeki) – esta pessoa sofre uma “libertação”, se torna um Buda e não mais irá vagar pela Terra –, o luto de uma mãe (Machiko) que reza para o filho, a comemoração de um aniversário (de Shigeki), uma conversa sobre o que nos espera após a morte.

Alguns questionamentos surgem durante o filme, dentre eles, o que é estar vivo? O Mestre diz que há duas respostas: o simples ato de comer faz você estar vivo e o de se perguntar “qual o propósito da minha vida? ”. Esta cena, além de mostrar com uma única frase a dor do luto – “como se sentir vivo quando se está sozinho? ”, uma pergunta que paira sem resposta e ecoa por todo filme – pode ser rapidamente associada a uma cena futura em que um personagem pergunta “por que eu estou vivo e meu filho está morto? ” Um questionamento que nos leva de volta ao título do filme: o período dedicado ao luto.

Ao que parece Kawase representa no filme todas as fases do luto: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. E Shigeki parece ter um misto de todos esses sentimentos: no início ele claramente nega que a esposa morreu; logo em seguida fica com raiva e agride Machiko (o que se repete ao longo do filme); depois fica recluso – aparentemente depressivo –, tenta barganhar o fato de que a esposa morreu dizendo que tem que ir visitá-la (na floresta) e já no fim do filme (fim do luto) aceita a morte. Não só aceita a morte dele naquele momento, que pode ser interpretada como figurativa quando o luto acaba, como a morte da esposa.

A música, tocada ao piano, é recorrente nos momentos de maior interação entre os protagonistas Machiko e Shigeki. É como um respiro, o momento em que os dois estão “mais vivos” e, repentinamente, a realidade da perda e do luto os faz retornar ao estado absorto em que se encontravam e o silêncio (aqui no sentido de ausência de música) retorna. É como se ocorresse uma tentativa de fugir desse período da vida e da morte que é o luto, mas por ser algo natural – afinal todos morremos e vemos os entes queridos morrerem – é impossível. Pelo contrário, deve-se aceitar e lidar com este momento.

E é com este entendimento que entramos na floresta do título junto de Machiko e Shingeki (este que vai em busca da esposa falecida). Quando eles entram na floresta, a chuva cai e os conecta de vez. O que existia de desentendimento e culpa é levado pela chuva, ainda que exista um sofrimento que está por vir. Como Kawase (apud MAIA e MOURÃO, 2011, p. 09) diz: “Chove quando eu não quero que chova; o sol se levanta mesmo sem que eu queira. A noite cai e o dia finda. Assim como esses fenômenos, as coisas acontecem sem nenhum significado real. Mas o coração das pessoas muda. Só das pessoas, não dos outros seres vivos. Por exemplo, flores e plantas. Elas apenas recebem a chuva do céu. Mas as pessoas sentem frio ou dor quando o tempo está bom e chove”.

Logo depois vem o fogo, que os aquece e os protege. “Estamos vivos” diz Machiko, mas será? Ao que parece, a morte é iminente e logo depois disso Shigeki ainda vê, toca e dança com sua esposa falecida, para depois encontrar sua “lápide” que procurava na floresta e embaixo dela cavar seu túmulo, dando fim ao processo de luto e das próprias vidas – sua e de Machiko, afinal a possibilidade de ambos serem encontrados em uma floresta tão densa é quase inexistente.

A frase: “Não existem regras rígidas por aqui”, várias vezes repetida no filme, pode reforçar um dos aspectos da filmografia de Naomi Kawase: vida muitas vezes pode não ser literalmente representada por um nascimento e morte, pode não ser literalmente representada por um enterro. Kawase representa a complexidade da vida e da morte em seus filmes de maneira simples e sutil. Vida e morte são, além de milagres, naturais (da natureza, no sentido mais simples da palavra) e inevitáveis, pois ocorrem ao acaso e contra eles não é possível se opor, apenas lidar com o que existe de mais belo e assustador.

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Por Débora Gomes – . as cores dela . – Parceira Contramão HUB

Hoje eu queria postar aqui um texto bem bonito. Pra que você, logo ao ler a primeira frase, fosse tomado por encanto e contentamento. Pra que seus dias se enchessem de poesia, seus passos caminhassem com esperança, seu coração palpitasse alegria até não caber mais dentro do peito. Pra que você tivesse esperança, acreditasse em seus sonhos e resgatasse as metas não cumpridas em 2015 para começar a nova lista de 2016. 

Um texto tão bonito que te faria levantar dessa cadeira para correr à beira mar ou caminhar na praça mais próxima de onde você está agora, sem pressa, sem preocupação. E que aí, o ar entrando pelos seus pulmões fizesse com que você se sentisse mais vivo do que antes, mais disposto do que ontem, mais feliz do que já foi. E então você teria vontade de sorrir. E sorriria! Pro porteiro, pro vizinho, pra senhora esperando o ônibus passar na volta pra casa. 

Queria escrever um texto que te fizesse viajar pra onde nunca foi, carregando na mala só o necessário. Ou te fizesse ter vontade de revisitar aquele lugar que está quase perdido na memória. E escrevesse uma carta para o seu melhor amigo de infância. E ligasse para os seus pais pedindo desculpas pela briga da semana passada. E fizesse as pazes com aquele amor que não terminou bem. E que você se perdoasse… por todas as mágoas que causou, principalmente a si mesmo.

Um texto tão bonito que te faria crer de novo no amor. Como você nunca acreditou antes. E então você olharia pro mundo com mais ternura, abraçaria mais apertado, acarinharia com mais afeto, plantaria mais girassóis e não teria tanto medo de ser feliz. Porque descobriria que felicidade machuca sim, mas carrega tanto contentamento por dentro, que logo teria cicatrizadas as feridas. E são essas cicatrizes que ensinariam você que cada tombo é a força maior pra se levantar mais forte.

Hoje, se conseguisse, queria escrever o texto mais bonito que seu coração já ouviu, só pra afagar sua alma e acalmar suas desilusões. No entanto, tudo o que posso fazer é desejar que você viva. Com leveza, com simplicidade, em paz. Que você tenha sonhos, mesmo que não se realizem. Que você tenha alegria, mesmo que ela se esbarre vez ou outra na tristeza. Que você, que leu esse texto grande até o finalzinho, sinta uma pontinha de amor brotando no coração. E que ela cresça, cresça, cresça tanto, até virar uma árvore de sombra fresca de descanso pros que se achegarem à você.

É o que lhe desejo… 

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Por: Kedria Garcia

Assim como nos contos infantis, o ‘era uma vez’ também está presente no cenário urbano, principalmente quando se olha para dentro dos museus e se vê um castelo mágico, carregado de riquezas composto por peças recheadas de significados e valores. A cada museu um acervo, a cada museu um mundo novo, que por sua vez, guardam muitas histórias dentro de objetos.

No dicionário a palavra acervo vem acompanhada com o seguinte significado: “conjunto de bens que integram o patrimônio de um indivíduo, de uma instituição, de uma nação. ” O acervo museológico é a reunião de objetos que compõem as coleções resguardadas no museu, que integram o patrimônio. As unidades que participam do acervo possuem diversos formatos, como a exploração do campo audiovisual, tecnológico, visual, histórico, peças bi ou tridimensionais entre outros.

Os acervos presentes nos museus não são necessariamente pertencentes às instituições em que estão localizadas. podem haver acervos emprestados por algum (a) artista, outras instituições etc, estes podem ter um tempo de exposição pré-marcados. Os acervos pertencentes às instituições que estão localizadas, são normalmente comprados ou doados e eles estarão à disposição dos curadores para as exposições.

 

Museu de Minas e do Metal – MM Gerdau

Inaugurado em 2010, o Museu de Minas e do Metal conta com 44 atrações em 18 salas diferentes tendo como foco dois temas a mineração e metalurgia. “São temas que não fazer parte do cotidiano das pessoas, são temas duros, árduos. O grande desafio era tornar isso acessível, fácil, educativo e interessante, por meio da tecnologia essa foi a intenção do Marcelo Dantas que é museógrafo. ” Explica Paola Oliveira, do MM Gerdau. O acervo é tecnológico e interativo, com o objetivo de atrair o público jovem.

O primeiro andar, dedicado as principais minas do Estado, a interação é dada por meio de personagens históricos e fictícios que conta as histórias e curiosidades de Minas Gerais. O visitante tem como companhia grandes nomes, como acompanhar Dom Pedro II em sua visita a mina de Morro Velho, em um elevador virtual. “Essa atração é uma das mais visitadas, ela é bem lúdica, bem interativa, nessa visita conta um pouco da história da mineração do ouro, do ciclo do ouro. ” Afirma Paola. Há vários intérpretes narrando outras histórias como do diamante, do zinco, entre outros.

O segundo andar é destinado a metalurgia, a relação homem e metal, com o dedinho da química encontra-se uma tabela periódica virtual, onde é possível misturar os compostos e surpreender com os resultados. “Tentando alinhar a tecnologia ao conhecimento de determinadas áreas ao assunto”, complementa Paola. Outra interação é a balança que com base no peso simula a quantidade de metais presentes no organismo, que compõem o acervo tecnológico.

O acervo físico é o Inventário Mineral doado pelo antigo Museu de Mineralogia Professor Djalma Guimarães, mais 400 amostras em exposição mais de 3.000 na reserva técnica, além de setor de Geociência que responsável pela a manutenção e a curadoria dos minerais.

 

Memorial Minas Gerais Vale

A maior parte do acervo que o Memorial possui é audiovisual, algumas salas dispõem de objetos museológicos, como o vale do Jequitinhonha com algumas peças e a Sebastião Salgado com algumas fotografias. São 28 salas recriam ambientes que ajudam a contar um pouco as histórias de Minas Gerais, com a ajuda de recursos tecnológicos. “Basicamente o Memorial trabalha com vídeos, temos em vídeos aqui 56 horas aproximadamente, é muita coisa para o visitante ver em um dia só, costumamos dizer que o visitante tem que vim várias vezes para realmente conhecer o museu. “Charles Júnior Souza, assistente pedagógico.

A atração mais procurada é o Panteão da Política Mineira, segundo Charles, a sala é constituída de quadros com os principais protagonistas da Inconfidência Mineira, convidando o visitante para participar da própria reunião da Inconfidência. No segundo lugar do ranking é a sala que narra a história de Belo Horizonte, trazendo fantasmas que sussurram as lendas urbanas, como a da Maria Papuda que vivia na Serra do Curral Delrey.

 

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Por Auspicioso Acapela – Coletivo Parceiro Contramão HUB

Normalmente a vejo nos parques e praças, mas também vejo nas ruas da cidade. Seja para se divertir ou como veículo de entrega, qual bairro não tem aquele morador que faz pães e bolos caseiros, que lá pelas 17hrs da tarde já começamos a sentir aquele cheiro maravilhoso e, logo em seguida, ouve o sino da bicicleta no início da rua batendo de porta em porta. 

Virar a esquerda, a direita. Seguir reto, parar. Acelerar e frear. Retornar,

saltar, empinar. Tudo isso para conhecer o mundo e se conhecer, sentir em curtas e largas frações, todos os sentimentos de uma vez, diversas e diversas vezes. Talvez o segredo de tudo seja como guiar uma bicicleta.

Texto rimado por: Melina Cattoni

Fotografia: Guilherme Martins

Texto e foto editados: Werterley Cruz