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Por Débora Gomes – . as cores dela . – Parceira Contramão HUB

cê escreveu primeiro:
“queria poder morar no abraço teu”.
meio que num susto, sempre sem saber muito o que dizer, só te respondi:
“eu também, seu moço. 
queria poder morar num abraço teu”.
é que cê não sabe, mas eu te fiz um dos meus abrigos já há muito tempo. 
e foi desde então que nunca mais me senti só.

porque cê sempre se faz por perto:
na música, nas flores do ipê na esquina, na cor verde da janela dos fundos, na lembrança mais bonita do meu coração.
essa coisa de sentir frio na barriga quando cê se achega,
e borboletas no estômago quando cê tá prestes a voltar,
faz com que eu me esqueça de todas as vezes que o caminho ameaçou desencontrar.
porque cê é encontro dentro de mim. 
e isso é bonito.

acho (nesses dias que são mais de silêncio e de brisa),
que o tempo tem trabalhado arduamente pra gente ser voo, 
asa,
vento,
gosto,
liberdade,
coração.
o amor tem dessas coisas.
de pousar no coração da gente feito passarinho,
e construir ninho devagar, galho por galho, até se sentir leve e forte, 
pelo gosto de ficar….

[fica!]

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Por Rúbia Cely

A 12ª edição da Mostra de Cinema de Ouro Preto – CINEOP foi desenvolvida com base em três temáticas, sendo elas: Educação, História e Preservação. Para cada uma destas vertentes uma personalidade foi selecionada para ser homenageada.

Antônio Leão, nascido em 1957, pesquisador e colecionador paulista, será um dos contemplados pelo evento. Ele, que é considerado uma das maiores figuras que contribuem para preservação da história e memória cinematográfica brasileira, por não só ter feito a restauração de diversas produções, mas também por ter catalogado em seus dicionários as principais categorias associadas ao cinema, será o representante do tema Preservação.

Em consonância com o tema História, Cristina Amaral, produtora e montadora será a homenageada. Cristina é autora de mais de 10 títulos e muito reconhecida por se envolver de corpo e alma com as produções as quais faz parte, segunda a curadoria do tema. Nascida em 1954, ela se envolveu com o cinema ainda no período em que estudava na USP, desde então vem alcançando grande destaque em montagem.

Por último e com certeza não menos importante o projeto Vídeo nas Aldeias será tributado pela temática Educação. O projeto que completou seus 30 anos em 2016, contempla exatamente o tema que será discutido as “Emergências Ameríndias”. Os homenageados estarão presentes na abertura oficial do evento que ocorrerá no dia 22 de junho, a partir das 20h30 no Cine Villa Rica.

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Por Auspicioso Acapela – Parceiro Contramão HUB

Ela conhece o passado e vive o presente. Acorda todos os dias com o barulho do despertador, pensando nos cinco minutinhos a mais que ela pode ficar na cama. Quando se levanta, a cabeça já ligada no 220, considera todas as pendências que precisam ser resolvidas no trabalho, e ao pegar o telefone visualiza a mensagem no grupo do WhatsApp da turma da faculdade, lembrando do relatório que precisa ser entregue. O dia já começa com malabarismos.

Ao chegar no trabalho despacha as demandas mais rápidas, enquanto abre um documento em branco no Google Drive para escrever o relatório durante o dia. Conforme as horas passam, novas tarefas surgem e o documento continua em branco. De tempos em tempos, bate o olho no relógio e realmente o tempo não para, a sensação é que se passa cada vez mais rápido. A inquietação surge e, ao mesmo tempo que está escrevendo, o telefone sem fio toca. Rapidamente, atende o telefone e volta para a frente do computador – “família escola, fulano, boa tarde!” – conforme a pessoa fala, o foco é dividido em dois. A ligação é resolvida, mas é necessária a impressão de um documento para ser entregue no primeiro andar. O relatório é deixado de lado e ao passo que o documento é impresso e o elevador é chamado, na cabeça é montada uma possível ideia para finalizar o trabalho da faculdade.

Cinco horas da tarde, bater o ponto e ir para a faculdade. Ao chegar, ir direto para o laboratório de acesso livre, fazer a conclusão do relatório, imprimir e entregar. Tchau, foi! Hahaha. No momento que é entregue, o peso do dia é retirado da cabeça e agora continuar as poucas horas do dia, para ao fim dar “olá” ao travesseiro.

Penso sobre a correria do dia a dia e o fato das pessoas serem colocadas sempre no modo multitarefa. Acredito que a maioria delas conhece o passado e vive o presente, mas sempre tentando visualizar o futuro. Questiono se essa situação realmente favorece o futuro, ou é apenas uma forma de desgaste humano. Talvez esteja na hora das pessoas cuidarem mais de si mesmas.

Por Melina Cattoni

Feito por:  Henrique Faria

No Brasil, o Cinema Nacional é comemorado no dia 19 de junho, data que homenageia o ítalo-brasileiro Afonso Segreto, o primeiro cinegrafista brasileiro que registrou imagens do nosso território em 1898, virando a seguir o filme: “Uma vista da Baía de Guanabara”. Desde então a sétima arte vem fazendo e sendo história no nosso país e para entendermos um pouco mais sobre a importância deste dia, o Jornal Contramão conversou com produtor, crítico e professor de cinema Ataídes Braga.

 

Jornal Contramão: Qual a importância do Dia do Cinema Nacional?

Ataides: Tem a importância, não necessariamente de uma data comemorativa, mas sim histórica, como uma espécie de certidão de nascimento e a partir daí vira uma necessidade de afirmação de todas as lutas desenvolvidas contra a hegemonia de cinematografias externas que em diversos momentos nos deixaram em uma posição de inferioridade e opressão.

Jornal Contramão: Estamos na Época de Ouro do Cinema Nacional?

Ataides: Sim e não, o cinema brasileiro é muito complexo, diversificado, do ponto de vista mercadológico, temos uma certa produção, majoritariamente comédias, que estão muito bem de bilheterias, mas existem muitos outros filmes que nem se quer são ou serão lançados.

Jornal Contramão: Quais as dificuldades de se fazer um filme independente hoje no Brasil?

Ataides: A ausência de uma política pública específica; falta de controle do mercado exibidor. Controlado ainda  hoje,  pela majors americanas; dificuldade, mesmo quando feitos, não conseguem distribuição e exibição, quase todas voltadas para filmes de mercado.

Jornal Contramão: Vemos cada dia mais faculdades abrindo o curso de CINEMA, quais seriam os benefícios e malefícios disso?

Ataides: A formação teórica e prática é fundamental, mas nem sempre essas faculdades tem professores capacitados e quando os tem, não tem a liberdade criativa para desenvolverem projetos que possam pensar o cinema. Eles só reproduzem o mesmo tipo de filmes e possibilidades que já estão saturados por aí.

 

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Por Ana Paula Tinoco 

A Mostra de Cinema de Ouro Preto – a CineOP – chega a sua 12ª edição e irá acontecer entre os dias 21 a 26 de junho. Sob o tema “Quem conta a História no cinema brasileiro? ” O enfoque neste ano será “Emergências Digitais” e a entrega do Plano Nacional de Preservação com a temática histórica “Quem conta a História? Olhares e identidades no cinema brasileiro e na Educação, “Emergências Ameríndias”.

 

Os homenageados da 12ª edição serão dois nomes que se destacaram na cena audiovisual brasileira: Antônio Leão e Cristina Amaral. O evento que receberá 100 profissionais de vários Estados do País tem como propósito a preocupação com a preservação do acervo que abriga as obras cinematográficas brasileiras.

Outro destaque presente na Mostra deste ano são as iniciativas que abrirá diálogo direto com os moradores, o Cine-Expressão – A Escola vai ao Cinema e a UFOP – Universidade Federal de Ouro Preto. Os dois programas pretendem oferecer sessões que beneficiaram estudantes e professores.

A mostra que tem sua programação estruturada em três pilares, preservação, história e educação, oferece uma programação variada que inclui exibição de 60 filmes em pré-estreias, retrospectivas e mostras temáticas, homenagens e personalidades do audiovisual, oficinas, workshops internacionais, debates, seminários, exposições, lançamentos de livros, shows e atrações artísticas e tudo isso gratuitamente.

 

Serão três lugares ocupados pela Mostra em Ouro Preto: Cine Vila Rica, Centro de Convenções e a Praça Tiradentes.

Para outras informações: Programação 12ª CineOP

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Por Ana Sandim – Ingrediente da Vez – Parceira Contramão HUB

Versátil, a vagem ou seja, o fruto verde de vários cultivos de feijão comum, tem o sabor fácil de adaptar, ela é ideal tanto para pratos frios quanto para pratos quentes. É capaz de dar um toque encorpado e cheio de sustância, mesmo para os preparos mais simples, e claro, garantindo diversos benefícios para a saúde graças às suas propriedades nutricionais.

Ela é rica em vitamina A, C, K e B6 (além do ácido fólico), as vagens são igualmente carregadas com os minerais silício, cálcio, manganês, ferro, cobre e potássio. Seu consumo também garantirá expressivas quantidades de fibras.

Na Gastronomia ficam ótimas temperadas apenas com azeite de oliva e uma pitada de sal. Dão um toque especial em omeletes, sopas, cozidas com arroz e cenoura. Para quem quiser aprimorar os pratos e dar um toque exótico, as vagens combinam com cravo da índia, mas também podem ser temperadas com folhas de louro, orégano, sálvia, manjerona e ou pimenta-do-reino.

Salada de vagem 

Ingredientes:
250 g de vagem
1 maço de alface
20 unidade de tomate grape
2 colheres de gergelim branco torrado
Sal a gosto.

Modo de preparo:

Higienizar os ingredientes. Reserve a alface e o tomate. Em uma panela coloque 1 litro de água para ferver com uma colher de chá de sal. Quando a água começar a ferver adicione as vagens e deixe na fervura por cerca de 15 minutos. Após esse tempo retire da água e reserve.

Doure o gergelim em uma frigideira sem qualquer tipo de gordura. Quando estiver dourado reserve.

Montagem:

Rasque as folhas da alface e cortes os tomates ao meio. Mistura com a vagem e finalize com o gergelim torrado. Sirvo essa salada com o molho de iogurte.