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Por Ana Paula Tinoco

Estudantes das redes pública federal, estadual e municipal que estejam matriculados no Ensino Médio Regular podem se inscrever no processo seletivo de cursos técnicos ofertados pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, PRONATEC, até o dia 25 deste mês, a ação é realizada por intermédio da Mediotec.

Os cursos são gratuitos e serão ao todo 825 vagas disponibilizadas aos que forem aprovados. As modalidades que se dividem em aulas presenciais ou à distância estarão disponíveis em vários municípios de Belo Horizonte e cidades do interior, entre elas Bocaiuvas, Extrema, Guaxupé, Ituiutaba, Jaíba e Pouso Alegre. O candidato que terá acesso apenas a uma inscrição deve escolher a unidade de ensino, curso e turno no momento da realização da matrícula.

Serão oferecidos os cursos de Técnico de Informática, Cooperativismo, Logística, Administração, Comércio Exterior, Recursos Humanos, Vendas, Agronegócio e Enfermagem. O processo seletivo que será realizado por meio de sorteio público e ocorrerá às 14 horas do dia 28 de fevereiro deste ano, na Secretária de Estado de Educação que está localizada na Cidade Administrativa de Minas Gerais.

As inscrições podem ser realizadas por este link e o edital pode ser acessado aqui. A divulgação da classificação dos candidatos aprovados está prevista para o dia 2 de março e será disponibilizada na página oficial da Secretária de Estado, SEE, e por todas as unidades de ensino em que os estudantes realizaram suas inscrições.

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Por Larissa Ohana

Em geral é esperado de nós que gostemos muito mais dos outros. Fala-se em empatia, em amor ao próximo e sobre cuidar dos outros. Isso tudo só vale a pena quando vem de dentro, quando o sentimento de fazer bem a si mesmo é tão natural que mal se percebe a real proporção que aquilo atinge ao mundo exterior, contagiando todas as relações que se tem.

Se amar parece tão utópico. De fato é, pensando no sentido de que é preciso sustentar muitas de suas próprias decisões em meio à opinião de tantas pessoas, inclusive muitas que te amam e discordam do seu olhar em relação à vida e à você. É, é difícil sim, mas já ouviu falar em desafio?

Parece que se amar é um fardo. Mas eu te digo, não é! Não é, porque você se sente tão vivo que nem as mortes internas que vivemos diariamente nos afeta. Não é, porque você exercita o “olhar em seus próprios olhos” e enxergar muito mais do que suas características físicas, aprofundando até ver o próprio brilho que ali existe. Não é, porque você para de reclamar do que não tem e passa a valorizar as mínimas conquistas que te fizeram chegar até ali. Sabe porque não é? Porque mesmo triste, a plenitude que toma conta do seu corpo te faz respirar fundo e, perceber os detalhes de tudo com clareza e admiração. A verdade é que não é, porque você sorri tanto (estando sozinho inclusive), que vira simplesmente um hábito fazer coisas para você e com você.

É que a gente sempre se gostou, mas algumas fases da vida fazem isso parecer se esvair, parece que a delícia de “se achar” (ou ter certeza mesmo, e tenha!) passa, ficando bem mais simples perceber com mais frequência as qualidades alheias.

O caminho inicialmente é trabalhoso sim e pode até parecer algo inútil, afinal há quem nunca tenha experimentando a sensação de ter uma auto estima forte. Mas mesmo duvidando, mesmo sem ter certeza, faça o que for em prol dos seus desejos mais loucos (loucos pra quem?), porque esses desejos são só seus, só você sabe o porque deseja aquilo. No fim, você acaba tomando gosto pelas realizações que isso te proporciona, uma vez que traz uma sensação inexplicável de preenchimento. Preenchimento esse que nem mesmo a pessoa mais incrível do mundo vai poder te garantir.

Imagina então, que loucura acordar todos os dias sem ter que esperar nada dos outros porque você mesmo já completa todas as suas expectativas? Não é loucura, é segurança.

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Foto: Rafael Minkkinen

Por Bianca Rolff – Gauche – Parceira Contramão HUB

A luz finalmente entrou pela fresta no teto, e ela soube que mais um dia se iniciava. Com dificuldade, abriu os olhos grudados pelo choro da noite e sentiu o ardor da luminosidade, aquela mesma luz que outrora fazia de seus olhos os mais bonitos do Reino. Foi-se o tempo em que ela se banhava no amarelo solar, entranhando no corpo a força do astro rei e fazendo de si uma discípula devota e extremamente fiel. Nada mais era como antes, e ela agora lamentava cada momento em que sentia o iluminar do sol vindo de fora daquela masmorra.

Tentou se ajeitar melhor, mas o movimento a fez perder o equilíbrio e cair sobre o ombro esquerdo. O choque de dor passou pelo seu corpo como um raio numa tempestade de verão, e ela mordeu os lábios para não gritar. Seus braços, há tanto tempo presos às costas já não mais lhe serviam para alguma coisa, e ela mais uma vez deixou o tempo passar.

Não soube ao certo por quanto tempo permanecera deitada, mas o corpo aos poucos foi sendo tomado por um formigamento característico e ela soube que estava para acontecer.

Com uma dor lacinante, ela viu vários pontos se abrindo em seus braços, gotejando sua pele de vermelho. Em segundos que lhe pareceram a eternidade, eles estavam ali, retribuindo-lhe o olhar.

Espinhos.

Com a respiração ofegante, ela buscou se levantar, ao menos sentar-se de um jeito menos torto e desconfortável, uma busca por conforto que não chegava a existir, de fato. Olhou novamente para aqueles pequenos pontos pretos afiados em seus braços e, contrariando o que costumava fazer, chorou ainda durante o dia.

Diriam, muito tempo depois, que aquele choro fora ouvido em vários lugares do Reino e que havia trazido consigo uma nova era. Mas ela de nada soube e apenas deixou que as lágrimas caíssem em seu colo como gotas de chuva. Sabia que seu estado não era dos melhores, e depois de muito tempo sem pensar na realidade que a confrontava, ela deixou que os pensamentos tomassem conta de si.

Prenderam-na por ter espinhos. Por ser, dentre todas as moças do Reino, aquela com capacidade própria de defesa. Tentaram podá-la, “cortar o mal pela raiz”, mas de nada adiantou. A cada poda, mais espinhos nasciam, mais fortes ficavam e ela, ainda que feliz com a própria resistência, via-se em agonia pelo crescimento de espinhos maiores do que tinha sido ensinada a suportar.

Fechou os olhos e inspirou o ar frio e embolorado da masmorra. Sentiu uma gota fria de lágrima cair sobre seu pé descalço. Olhou para aquilo com curiosidade, vendo o pequeno ponto de água escorrer por entre seus dedos e cair no chão de terra batida. Fixou o olhar ali, quase se esquecendo do frio que a rodeava, do silêncio que a preenchia, do mundo que ela não mais via.
Então, esticou os braços o máximo que pôde para o lado e puxou de sua coxa um espinho remanescente da primeira leva. O único espinho restante dos originais e que por algum motivo passara despercebido nas podas pelas quais a submeteram. Numa coreografia dolorida e cheia de esperança, ela o jogou sobre o chão e o cobriu com o máximo de terra que conseguiu. Ao ver o resultado, chorou mais e mais, banhando o solo como nos tempos de colheita mais prósperos.

Sorrindo, deitou-se para um sono profundo, à espera do futuro que não mais lhe pertencia.

Sabe-se que naquele local, contrariando todas as espectativas, floresceu a mais bela flor do Reino, uma flor de cor amarela como o sol. Sabe-se também, como toda lenda que se preze, que o paradeiro da jovem que ali se mantinha nunca fora descoberto. Entretanto, nenhuma mulher jamais fora colocada em tal situação dali em diante, e diziam as línguas que o real motivo era não terem certeza se poderiam mantê-las, de fato, em cativeiro.

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Por Melina Cattoni

Foi um sonho! E como todo sonho está difícil acordar. Ela prefere dormir para continuar a sonhar ou pelo menos para o tic-tac do relógio passar mais rápido. Sabe, ela está passando por tanta coisa. Tanta coisa que você não imagina e, o pior é que não imagina mesmo. Mas se imaginasse também, diria que estava certo o tempo todo. O que na realidade, você sempre está certo. Ela é teimosa e precisa apanhar muito para finalmente entender. Ela só não imaginava que seriam tantos baques – um atrás do outro, um mais forte que o outro –. Isso tudo em uma semana.

Ela está fraca e para ela admitir isso aqui dói. Ela é tão orgulhosa quanto você. Mas ela está sem força para continuar, sem força para retornar, sem força para parar. Ela está no limbo. Mas sabe, ela recebeu um aviso pesado, daqueles que esfrega a cara no asfalto mesmo – um aviso que não é daqui, se é que me entende –. Controlar os pensamentos, as palavras, que o tempo tem o tempo dele e esse tempo é diferente do nosso tempo. Então, não adianta correr, pular, retroceder. Tudo tem um propósito, basta confiar e, principalmente, fazer a sua parte. E para ela fazer a parte dela, ela tem que se consertar. Eu não sei quanto tempo isso vai levar, mas se tivesse a sua companhia seria mais fácil. Mas eu entendo que talvez seja pedir muito e se não puder tudo bem. Eu só espero que quando esse tempo acabar, você me encontre novamente.

E sobre o sonho, bom, eu sempre vou me lembrar dele. Cada momento, cada detalhe pequenininho porque eu apenas fui atrás da felicidade e eu a encontrei. E em algum dia, eu vou acordar e continuá-lo. Como um marinheiro que retoma o controle da vela do barco. Pelo menos o barco, eu já tenho.

 

 

Por Start

E muito bem ouvintes do meu Brasil, o Super Amigos estão de volta e aproveitando o clima carnavalesco o episodio de hoje será polemico, traremos verdades, historias da vida e do cotidiano universal movidos a álcool. Sim, iremos contar sobre nossas empreitadas com a cachaça,  com um papo politicamente incorreto e cheio de causos. Cu de babado não tem dono é uma historia do passado e não condiz mais com a realidade de alguns membros, sendo assim, aproveitem mais um cast insano e bebam com responsabilidade.

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Participantes:

Tiago Jamarino

Davi Abner

Gabriel Natã

Glaudson Junior

Iure o Crow

Lucas Henrique

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Por Samuel Aguiar – Poligrafias – Parceiros Contramão HUB

A vida é uma constante ilusão de continuidade. Acreditamos em tudo que vira hábito, temos fé em tudo que parece não mudar. A noite precede o dia, beber água mata a sede, dormir anula o sono. É tudo muito certo, até deixar de ser. E se, um dia, o sinal amarelar antes de ficar verde? E se, do nada, a chuva trouxer calor? E se, sem razão alguma, tocássemos nossas vidas no modo aleatório?

Não gosto de emendar canções, não gosto de saber a música que vem em seguida. Curto a volatilidade de uma playlist mal estruturada, curto a surpresa e o impulso do “pula essa”. Gosto da realidade inenarrável das incertezas e da máxima da probabilidade. Se existe uma chance, mesmo que mínima, ao tentarmos infinitas vezes, encontraremos infinitas situações em que ela se concretiza. A obviedade surpreende.

Surpreende porque temos a habilidade de pensar teoricamente. Na real, nem sei se o infinito existe. Dá pra imaginar, dá pra entender, dá pra usar. Somos bons em fugir de tudo que é instável, somos ótimos criadores de alicerces. No infinito é muito fácil, não usamos “e se…”, usamos “e quando…”. Temos certezas tão inquestionavelmente lógicas que me pergunto se somos tão racionais assim.

Pensamos na vida como quem faz contas matemáticas, usamos toda a nossa suposta inteligência para inventar máximas curiosíssimas, mas que não me parecem nada práticas. Pensamos no dia a dia como se precisássemos estar prontos pro que vier em seguida, mas não dá pra prever.

O passado a gente não muda, e é por isso que os condicionais só devem ser usados para imaginar o futuro. Não sei o que faria se o sinal ficasse verde depois de amarelo e nem se sairia de casa num dia quente de chuva. A minha rotina toca no aleatório, e é por isso que invisto uns bons trinta segundos em decidir se a música vai até o final ou se “pulo mais essa”.

A vida é bem mais divertida assim. E se tudo fosse uma constante continuidade?