Page 3

foto: bhaz

 

Por Hellen Santos 

Em comemoração aos 120 anos da capital mineira, a Prefeitura de Belo Horizonte, lançou na manhã desta terça-feira, 28, a nova marca da casa e o calendário comemorativo de aniversário. Entre os dias 01 e 12 dezembro, a cidade estará em festa. Está programado mais de 170 eventos distribuídos pela cidade, entre eles Show da banda mineira Skank, na Praça da Estação e apresentação do Grupo Cine Galpão Horto.

 

 

Os centros culturais distribuídos nas nove regionais também entrarão na programação. Segundo a Gerente de Desenvolvimento Turístico da Belotur, Ana Gabriela Baeta, as festividades contam com visitações a pontos turísticos, guiadas e gratuitas. “Os passeios ocorrem entre os dias 01 e 03 de dezembro em dois turnos: manhã e tarde. Haverá visitas na região da Pampulha, Mercado Central e ao Cemitério do Bonfim, onde as pessoas poderão conhecer a história, as escrituras e as obras de artes”, detalha Baeta.

 

 

De acordo com a PBH, para as festividades foram aplicados cerca de 1 milhão de reais no município. Segundo o presidente da BeloTur, Aluizer Malab, a reunião desta manhã também serviu para anunciar as boas novas da capital. “O Hospital Metropolitano Doutor Célio de Castro, no Barreiro está com seus leitos 100% em funcionamento.”, destacou Malab afirmando “Estamos muito felizes e comemorando.”

 


Não quer ficar de fora das comemorações? Então fique atento ao site da PBH que traz toda a programação em detalhes. http://www.belohorizonte.mg.gov.br/120anos

0 119

Por Bianca Rolff – Parceira Contramão HUB

Sempre tive uma grande apreciação por instrumentos musicais, de forma muito especial pelo piano. Desde pequena, ia ao conservatório perto de casa para ouvir os ensaios das orquestras, aguardando ansiosamente pela parte em que o pianista testava notas, improvisos, e solos repletos de uma melancolia vibrante, algo que preenchia todos os espaços do meu pequeno corpo. Ficava ali, escondidinha na plateia vazia, quase que encoberta pelas fileiras de cadeiras à minha frente, ouvindo tudo de olhos fechados… maravilhada.
Fui crescendo, e minha paixão aumentando. Não se tratava de uma vontade de tocar o instrumento, mas de ouvi-lo o máximo possível. Era quase uma obsessão. Eu não conseguia deixar de ouvir pelo menos um pouco que fosse do som profundo e arrepiante das mãos habilidosas que davam vida ao piano e, via de consequência, a mim mesma. A cada nota compartilhada com meus ouvidos, mais meu corpo vibrava em resposta e meus sentidos se faziam completos.
Minha trilha sonora, pensei num momento de descontração mais recente, talvez se aproximasse dos clássicos de Hitchcock e tantos outros mestres do suspense. Para mim, a audácia da comparação soava, literalmente, como música para meus ouvidos.
Já na época da faculdade, meus compromissos profissionais se tornaram maiores, e meu tempo para desfrutar de algumas horas no conservatório cada vez mais escasso. Recorri a sites de música, aplicativos para celular, vídeos de internet, mas ainda que me acalmasse, nada supria a necessidade de ver os pianistas criando a partir das partituras. Até mesmo os erros eram magníficos e se encravavam na minha memória.
Lembro-me perfeitamente de sair da faculdade numa tarde fria e nublada, um dia atípico para uma cidade litorânea e tropical como a minha. O vento batia cortante em meu rosto, obrigando-me a subir a gola do moletom acima da boca, dificultando o carregar dos cadernos e pastas que tinha nas mãos.
Naquele dia, não fiz o caminho costumeiro para casa, mas cortei por uma viela com qual passagem eu não estava familiarizada. Quase no fim desta mesma viela, havia uma lojinha chamada “Artefatos”.
“Lojinha” talvez não fosse o melhor nome para o lugar, mas foi a primeira ideia que passou pela minha cabeça, tão pequena era a sua entrada, menor ainda a vitrine. Entretanto, não foi preciso entrar e verificar (algo que eu só descobriria tempos depois), o tamanho real da loja e a quantidade de artigos ela era capaz de vender. Na vitrine de vidros sujos e empoeirados havia um pequeno piano, desses de guardar segredos dentro (era assim que minha mãe se referia a eles), com uma pequena bailarina que girava na parte de cima.
Sem pensar muito, entrei na loja e pedi para ver o piano. A vendedora, uma senhora de idade com os maiores óculos que já vi, retirou-o da vitrine e o estendeu a mim. Sem prestar atenção na senhora, num único movimento, dei corda no piano e coloquei a bailarina em cima do suporte.
Uma melodia como eu jamais ouvira invadiu o ambiente. Não era apenas um toca-músicas, como eu imaginara, mas uma composição para piano intrincada e cheia de detalhes. Minha pele se arrepiou num instante e eu percebi que a dona da loja sorria para mim, um sorriso que hoje eu consideraria arrepiante, mas que à época considerei cordial. Sem perguntar mais detalhes, disse-lhe que levaria o piano, no que fui por ela prontamente atendida.
Talvez não seja para você compreensível a potência daquela melodia, mas ela dominou os meus dias a partir de então. Eu não conseguia mais deixar de ouvi-la a cada intervalo de meus afazeres, carregando aquele piano comigo para todo canto. Inúmeras vezes, peguei-me à procura da bailarina em minha mochila, que de tão pequena sumia, aparecendo em locais improváveis.
Eu ficava hipnotizada pelo movimento contínuo e um pouco desengonçado dela que, ao girar sobre aquele suporte, fazia-me esquecer de tudo ao meu redor.
Numa noite fria e chuvosa – outra atípica para o local onde eu morava – cheguei em casa mais cedo e, cansada como estava, resolvi ir para cama. Tomei um banho rápido, apenas para relaxar o corpo e estava me direcionando para o quarto quando a luz apagou. O meu apartamento ficou completamente escuro, mas olhando pela janela do banheiro, parecia ser um problema apenas no meu prédio. Tateei à procura da gaveta abaixo da pia, encontrando nela uma vela e uma caixa de fósforos. Quando acendi o fogo, eu ouvi.
Aquela melodia maravilhosa, hipnotizante do meu piano de segredos, invadia o meu apartamento. Caminhei com a vela nas mãos em direção ao quarto, com intenção de fechar o piano de maneira mais adequada para que não ficasse bambo a ponto de tocar sozinho. Mas na porta eu estaquei.
Não só o piano tocava, como a bailarina estava ali, posicionada em seu círculo, rodopiando de um lado para o outro.
Com as mãos trêmulas, corri até o piano e o fechei, batendo com a tampa em cima da bailarina. Nesse momento, a luz voltou.
Olhei ao meu redor e em todos os demais cômodos do apartamento à procura de alguém, mas não havia ninguém. Decidi, após respirar profundamente, que devo ter andado tão cansada a ponto de nem mesmo me lembrar de ter deixado o piano e a bailarina na posição em que se encontravam.
Certa de ter trancado a porta e todas as janelas, fui me deitar e creio ter adormecido de imediato. Não sei ao certo quanto tempo se passou, mas fui acordada pelo clarão de um relâmpago. Eu nunca gostei de chuva, minha mãe teve o péssimo hábito de dizer para mim que os trovões e relâmpagos eram perigosos e traziam mal agouro. Naquela noite, contudo, não eram eles que me atormentavam. Virei-me de lado, lentamente, e respirei tranquila ao notar que o piano estava exatamente como eu o deixara.
Os dias se passaram sem que nada mais acontecesse, até que cheguei mesmo a me esquecer do ocorrido. Entretanto, creio que por instinto, programei-me de maneira a conseguir, ainda que uma vez na semana, ir ao conservatório, reduzindo bastante o meu uso do piano de segredos.
Foi numa de minhas idas ao conservatório que recebi o convite para o concerto da filarmônica. Por mais absurdo que pudesse parecer a alguém cujo fascínio por piano fosse tão grande quanto o meu, eu jamais havia assistido a um concerto da filarmônica. Minha felicidade foi tanta que passei os dias até o evento contando nos dedos os minutos, tendo todo o resto de tempo se apagado por completo da minha memória.
Fora uma noite memorável, algo que eu jamais, em toda a minha vida conseguiria esquecer. Ouvir ali, de pertinho, a orquestra tocando composições que sempre fizeram parte da minha vida desde a infância era como tatuagem.
Fui para casa caminhando, aproveitando que as ruas estavam movimentadas e cheias de jovens a curtir a noite. O que não me dei conta, a princípio, foi de ter cortado caminho pela mesma viela antes mencionada. Ela estava escura e deserta, exceto por um facho de luz vindo da lojinha “Artefatos”.
Encaminhei-me para ela, os pés começando a formigar. Não sabia ao certo o que me aguardava ali, e não adiantava querer voltar pela viela, pois o caminho de volta era muito maior do que simplesmente continuar.
Ao parar em frente à pequena vitrine suja e empoeirada, engoli um grito de susto. A dona do lugar, aquela senhorinha do sorriso estranho, estava parada do outro lado do vidro, mas dessa vez o seu semblante era de horror. Sem pestanejar, entrei na loja e lhe perguntei qual era o problema. Olhando-me com os olhos vagos, ela me disse, a voz fraquinha:
– Eu achei que você o levando, a levaria consigo. Mas ela voltou…
Não precisei perguntar sobre o que ela falava. A música do meu piano de segredos começava a tocar.
Saí correndo como jamais havia feito na vida, mas a música continuava a me acompanhar. Cheguei ao meu apartamento com lágrimas nos olhos e fui direto ao quarto, na intenção de quebrar o meu piano e jogá-lo fora. Quando cheguei, a música parou e o piano estava fechado.
A bailarina é que não estava lá.
A luz se apagou. Senti uma mão gelada tocar o meu ombro.

 

***

Não posso dizer o que aconteceu depois disso. Ninguém acredita, e eu também não posso nada provar. Hoje, de dentro da minha cela branca, nunca mais senti o toque frio na minha pele. Mas de tempo em tempo, a melodia, aquela linda melodia, me visita… e vejo por baixo da porta a sombra da bailarina girando, girando…

Uma sombra em tamanho real.

0 115

Por Ked Maria

O término nos faz tomar atitudes desesperadas e imediatistas, a tecnologia nestas horas não nos ajuda em nada, e a internet só serve para propagar mais ideias absurdas. Depois de quase dois anos de relacionamento sério, parceiro apresentado aos pais, aquela coisa de almoço em família no domingo, o maldito resolveu formar uma sociedade comigo, ele entrou com o pé e eu com a bunda. Depois da famosa conversa de “o problema não é com você, sou eu” acabou o meu namoro com o meu melhor amigo. Poxa, nós transavámos, sempre estávamos beijando a boca de uma amiga em comum, era tudo que todo mundo quer, não? Chorei por meia hora, fiz textão no Facebook, não entrava na minha cabeça que os 13 anos do PT acabaram juntos com a minha vida amorosa. Nem preciso falar que a minha publicação foi mais ignorada que as Paraolímpiadas. Não, as Paraolímpiadas teve a Cleo Pires para levantar o visibilidade, o meu texto só foi desprezado sem dó e nem piedade.

Estava me sentindo a Dilma, traída pela nação, mas diferente dela eu mandei o “ex” à merda. Fui “impitimada” do cargo de poder que exercia na vida daquele homem, devia aceitar que uma nova Temer tomaria meu lugar, na verdade estava mais pra Marcela, pois a substituta é loira. Entrei para a academia na ideia de ficar A GOSTOSA DO VERÃO 2017 e, em menos de dois meses, estava igual à seleção brasileira depois do famigerado 7×1, ou seja, sem dinheiro, dolorida e pensando que lutar contra padrões de beleza era bem mais fácil e menos trabalhoso.

Continuando a minha saga, descobri que as redes sociais são uma desgraça na vida dos usuários. O Falecido (vou chamar assim o “ex”), vivia postando fotos com a sua “Marcela Temer” usando uma blusa de Game of Thrones, nestes dias eu já me sentia o próprio Jonh Snow esfaqueado na neve. Irritada, lancei o desafio para o Universo: “Já acabou, Jéssica?”. Cheguei em casa, coloquei a melhor roupa, os brincos banhado a ouro comprados na Oiapoque e tirei as melhores 6 fotos para colocar no meu perfil do Tinder. Iria mostrar quem era a Beyoncé no Grammy.

 

Sim, eu baixei o Tinder.

 

Para quem não conhece, o Tinder é um aplicativo que serve para elevar a auto estima das pessoas. O usuário escolhe até 6 fotos, cria um pequeno texto se apresentando e, automaticamente, você está em uma vitrine. As pessoas ao seu redor com seus respectivos celulares visitam seu perfil e avaliam, se houver interesse ela pode te dar um “match”, e se for recíproco, você o devolve. Há um sistema de bate papo, onde a sedução acontece, a auto estima entra nesta história toda quando você recebe vários “matchs” e se sente a Anitta cantando músicas de como ela é demais. Depois de algumas doses de empoderamento você personifica a Grávida de Taubaté e deixa a conversa fluir. Dica para a vida, abra seu aplicativo em locais diferentes dos que o Falecido frequenta, a possibilidade de encontrar um amigo do boy é grande e ele não vai pensar duas vezes antes de virar delator e ir fazer fofoca.

Na primeira conversa no Tinder me senti o Aécio Neves tentando convencer alguém de que ele é honesto. Não sabia lidar, ou seja, não rolou. Na segunda descolei um encontro, afinal eu não era a Fátima Bernardes, mas também estava solteira. Foi um fracasso, esqueci o nome do jovem, ele beijava mal e tinha cheiro de azeitona. Cheguei em casa mais frustrada que o segundo turno das eleições belorizontinas, Kalil e João Leite.

Talvez a abordagem estivesse errada, fui tentar melhorar a minha vida amorosa com um conhecido. Terminou nós dois da cama, ele super cansado, suado e eu lá, mais decepcionada que a Lava Jato.

Resolvi, vou ser piranha, é, vadia mesmo, daquelas que não querem nada com ninguém. Voltei pro Tinder. Encontro um amigo do falecido dando sopa, não perdi tempo e fiz que nem a Netflix, dominei geral. Sai com esse moço e transformei o quarto no Haiti, passei que nem o furacão Matthew, destroçando tudo. O jovem era bem aperfeiçoado, mas eu tinha decidido entrar no mundo da libertinagem. Próximo “match”: design, desenhista, um bigode imitando o Salvador Dalí (ganhou 20 pontos comigo), óculos (soma mais 10), e um convite para ir ao cinema ver um filme. O moço falava um pouco mais que o Leonardo DiCaprio no filme O Regresso, ainda assim fui parar em um bar depois da sessão. A conversa rendeu, passou de feminismo à Marvel em um piscar de olhos, foi tão emocionante que derramei meu copo de chopp nele. Depois dele, resolvi desinstalar o Tinder.

O projeto Piranhona 2016: Esse Ano Ainda Vai, ficou de lado com a chegada do final do semestre.

Minha irmã mais velha e grávida voltou a morar comigo e a grana já estava no fim, ou seja, estava mais perdida que a Dory do Nemo e mais triste que a morte de Carrie Fisher. Já no fundo do poço o Último Match resolve investir pesado. Quando digo pesado estou me referindo à uma viagem maravilhosa, sensacional e romântica para Cabo Frio com suas primas e seus respectivos namorados. Se você pegou a ironia, descarta que foi bem legal. O único ruim foi voltar para Belo Horizonte e encontrar a passagem do ônibus a R$ 4,05 e o Kalil como prefeito.

Entrei em 2017 leve e com um pedido de namoro que demorei mais que a votação da Reforma do Ensino Médio para responder. Ocupei o coração do Último Match, afinal o lema é ocupar e resistir. O Carnaval, trouxe a minha sobrinha que ainda na barriga já sabe que não vai se aposentar.

Depois dessa longa saga à procura de esquecimento, cresci e já consigo me reconhecer de novo. Ainda não posso dizer que me sinto a Viola Davis no Oscar, mas sigo mais agarrada aos meus ideais e às pessoas que se mostraram necessárias durante esse percurso.

Essa é a parte da “Moral da História”, que é a seguinte: baixem o Tinder, talvez se a Dilma tivesse dado “match” no Temer o rumo teria sido diferente.

0 137
Foto Divulgação

Por Ana Paula Tinoco

A Prefeitura de Belo Horizonte em parceria com a Belotur e a Secretaria Municipal de Política Urbana deram início às inscrições de credenciamento para ambulantes no Carnaval 2018 nesta manhã, 27 de novembro.  O documento que permitirá a comercialização de bebidas alcóolicas, assim como a venda de adereços, vale para o pré-carnaval e para os desfiles entre os dias 27 de janeiro à 18 de fevereiro.

O cadastramento que irá até o dia 15 de dezembro deverá ser feito pessoalmente no BH Resolve, na Rua Caetés, nº 342, Centro e mediante a apresentação de documentos como Carteira de Identidade (RG), CPF, comprovante de residência e declaração de compromisso que pode ser acessada no link: DOM preenchida e assinada. O atendimento será realizado entre às 8h às 17h, salvo sábados, domingos e feriados.

Em sua página oficial, a Belotur pede para que os interessados não deixem o cadastro para a última hora e tem como expectativa um número de inscrições acima das que foram feitas este ano. Em comparação com o ano de 2016, a procura triplicou e nove mil ambulantes se cadastraram.

 

Serviço:

Credenciamento para carnaval 2018

Período: 17 de novembro à 15 de dezembro

Horário: 8h às 17h. Salvo sábados, domingos e feriados

Local: BH Resolve

Endereço: Rua dos Caetés, 342 – Centro

Por Henrique F Marques

O projeto Mulheres Cabulosas da História foi idealizado no dia 8 de março de 2016, Dia Internacional das Mulheres, por um grupo de mulheres do Movimento Social Levante Popular da Juventude.

Ele é composto por dois ensaios fotográficos realizados por mulheres que recriaram imagens de 100 mulheres importantes na história nacional e internacional que foram apagadas, ou melhor, invisibilidades, por homens que estavam ao seu redor como Dandara dos Palmares, que foi liderança e companheira de Zumbi. A primeira parte do projeto encerrou no último dia 24 de novembro, momento no qual encerrou a campanha de financiamento coletivo via Catarse. A segunda parte do projeto consiste no pensamento e discussão das próximas etapas, como por exemplo, a elaboração e diagramação do Livro “100 MULHERES CABULOSAS DA HISTORIA” que deverá ser publicado primeiro semestre de 2018.

Catarse: catarse.me/mulherescabulosasdahistoria
Email: mulherescabulosasdahistoria@gmail.com
Página: facebook.com/mulherescabulosasdahistoria

Divulgação Prêmio Zumbi

Por Lucas Motta

Com a proposta de valorizar e preservar a cultura de matriz africana, a Companhia Baobá Minas realizou o 8° Prêmio Zumbi de Cultura, na noite da última quarta-Feira (22) no Sesc Paladium, Hipercentro de pelo Horizonte, em comemoração da Consciência Negra (20/11).

Idealizadora do Prêmio, a Diretora e coreógrafa da Cia, Júnia Bertolino explica que a festa contempla pessoas que se destacam no campo artístico da política e cultura negra, um espaço para refletir sobre a resistência e as representatividades negra nas artes.

“Estou emocionada e agradecida a todos parceiros pela realização de mais uma edição do VIII Prêmio porque sabemos como é importante a valorização de nossos mestres populares e artistas da cidade.  Sobretudo neste momento de crise política, crise econômica mundial, onde aumenta as disputas e os preconceitos. É importante ter iniciativa de companheirismo, de eventos que despertem a reflexão e motive os artistas e grupos a unir forças e enfatizar que juntos somos mais fortes, reconhecer iniciativas positivas realizadas por pessoas que convivem conosco, seja na escola, trabalho, na cultural e na política“ diz.

Considerada a maior premiação negra do estado, desde 2010, a festa abriu espaço para apresentações de grandes artistas como Mestre Conga, Coral Brasil African Vozes, Sérgio Pererê, Alameda Musical e a Cia Baobá Minas que tem por missão abordar o cotidiano do negro, sua cultura, valores e artes. A festa celebrou a memória de Zumbi dos Palmares que deixou um legado de identidade Africana muito forte, uma cultura que vai além dos livros de história que preserva a ancestralidade.

 

Nesta edição foram 11 homenageados, dentre elas a aluno de Jornalismo do Centro Universitário UNA Sarah Santos, pessoas guerreiras na cidade de  Belo  Horizonte,  com  ações  que  beneficia todo  estado de  Minas  Gerais. Como é  o  caso  do professor  e   escritor  Anelito de  Oliveira que através da  literatura alcança vários  educadores  do  território  nacional  chamando  atenção  para  valorização  da  escrita, religiosidade e  da  cultura.

 

Homenageados  do  Prêmio  Zumbi de Cultura –   Cia Baobá Minas Mamour Bá (Música), Sarah Santos (Protagonismo Juvenil), Maria Luiza –  Luzia (Menção Honrosa), Associação Cultural Fala Tambor (manifestação Cultural), Júlia  Santos  (Teatro), Tania Cristina – Makota Kizandembu – (Atuação Política), Anelito Oliveira (Literatura), Célia Gonçalves – Makota Celinha (Religiosidade), Marilene Rodrigues (Dança), Macaé Evaristo (Personalidade Negra), Isabel Goes Cupertino (Educação).

O prêmio foi distribuído nas seguintes categorias: dança, teatro, música, religiosidade, literatura, educação, manifestação cultural, personalidade negra, menção honrosa, protagonismo juvenil e atuação política. Os contemplados receberam um troféu confeccionado pelo artista plástico Jorge dos Anjos.

PROGRAMAÇÃO

No dia 29/11  às  16h no auditório José  de  Alencar da Assembleia Legislativa (R. Rodrigues Caldas, 30 – Santo Agostinho) recebe a “Roda de conversa: Diálogos e reflexão – homenageados do Prêmio Zumbi de Cultura”,  artistas  e  mestres  populares  estarão reunidos no  espaço  de  debate  político para a construção  e  implementação de  políticas  públicas  para  a  comunidade  negra, reforçando  a  importância de  valorização da  cultura e  da  arte  negra do  povo  brasileiro. Participe!