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Por Débora Gomes – . as cores dela . – Parceira Contramão HUB


eu vou lembrar o seu sorriso mais bonito, que sempre me aparecia quando era verão.
os olhos apertadinhos pelo sol, a voz leve de quem está sempre indo. e a gente nunca sabe pra onde. nem por que.
vou lembrar sua forma leve de abrir portas e de libertar meus medos, de criar sonhos, de fazer planos e de odiar invernos.
naquele meu jeito meio torto de te gostar direito, um silêncio que nunca quis ser vazio, porque cê preenchia todos os espaços em branco de mim.
e vou lembrar os abismos (os meus) até entender que eles diziam muito mais sobre ocê, que sobre mim.
porque desde um tempo que é sempre, eu aprendi que aquilo que te fazia livre, podia me libertar também…

eu vou guardar essa raiz que eu criei n’ocê e que me fez querer girar e girar pelo mundo.
porque era isso que cê me dava: um par de asas pra voar e me fazer chegar onde eu quisesse. e cê sabe que eu fui muito longe…
vou guardar o primeiro dia – aquele! – em que cê chegou e eu não tinha ideia do que te fazia tão bonito.
por fora, por dentro. inteiro… e mesmo assim, eu nunca tive medo. e acho até que nem ocê.
e vou guardar as palavras bonitas, as promessas de saudade, o coração em festa.
porque faz parte do meu tempo mergulhar na vida que cê me trazia nos olhos e na voz, por um tempo que eu nem sei em ti contar.

eu vou ter todo o tempo do mundo pra esquecer… 
aos poucos, os detalhes vão se apagar, 
a memória a se desdobrar em pausas, 
o coração volver tranquilo sem a doçura das esperas.
vous ne savez pas,
mas eu já deixei de ser mar há muito tempo…

Por Hellen Santos, Henrique Faria e Rúbia Cely

O Casarão localizado na região Leste de Belo Horizonte, bairro Floresta, abre as portas para o público. A edificação tombada foi desativada em 2007, depois de sediar desde 1930 a Rede Ferroviária Federal, quando o espaço começou a demandar de conservação e restauro, encerrando assim suas atividades. Fruto de um projeto da CasaCor Minas, que se encontra na 23ª edição, o local foi transformado por uma vasta equipe de arquitetos, dentre outros parceiros, em que cada grupo se responsabilizou pela remodelação de um cômodo específico.

 

O objetivo segundo o diretor de conteúdo e planejamento da CasaCor Minas, Eduardo Faleiro, é assumir um compromisso com o patrimônio durante a estadia do projeto no local, não deixar morrer a história que a arquitetura conta sobre Belo Horizonte, trazer uma nova ocupação para os ambientes e dar vida para o Casarão, que a tanto tempo se encontrava inativo.

 

Supervisionado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o local ainda passa por restauros, mas já tem a maior parte de seus espaços reparados. Tudo indica que o ambiente será um Centro de Preservação da Memória Ferroviária de Minas Gerais, mas também abrigará outras atividades como oficinas.

 

A Associação Mineira de Ferromodelismo (AMF), que marca presença no Casarão à aproximadamente quinze anos, traz consigo pessoas que mesmo com outras ocupações amam trens e suas vertentes. Os participantes voluntários da associação demonstram estar com boas expectativas, devido a visibilidade que essa nova exposição trará para as peculiaridades do Ferromodelismo.

 

Entre os dias 12 de agosto e 17 de setembro, o público poderá visitar o espaço nos horários de 13h às 22h (sábado), 13h às 19h (domingos e feriados) e das 15h às 22h (terça a sexta). O casarão fica na Rua Sapucaí, nº 383 – Floresta.

 

Para mais informações acesse o site da CasaCor Minas  

 

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Por Giovanna Silveira – Metrica Livre – Parceira Contramão HUB

Ela ficaria lá por horas, se deixassem. Sentada na cadeira de canto da cozinha, contando aos netos ou para quem passasse por ali as infindáveis histórias de quando ainda morava no interior, e vivia como a ovelha mais desgarrada que se pode imaginar de um rebanho. E com saliva de orgulho renascido, ela então narra a memória mais vívida que ainda centelhava a cabeça. E começava:

 – Eu já contei pra vocês da vez em que eu fugi do colégio e nunca mais voltei?

– Já Vó, foi aquela vez qu..

– Pois então, foi assim: Eu tava lá na aula de matemática do 3° ano do colegial, naquela época se passasse pro 4° ano já poderia fazer um magistério sabiam? Érr, então, uma certa vez minha professora viu que estava conversando demais e trocando bilhetes com minhas colegas, e foi aí que ela fez a ameaça e gritou pra sala toda ouvir: “LUZIA!! Amanhã quero você aqui na frente da turma, recitando a tabuada toda! Não quero saber de chororô. Se não vier vai reprovar!” – Eu fiquei vermelha até o último fio de cabelo… E no meio da aula comecei a maquinar como eu ia fazer pra me livrar de recitar a tabuada na frente de todos os meus colegas. Até que eu pensei… ah! Seria tão ruim assim reprovar? Pff, nem liguei. Só sei que pensei no dia seguinte em vestir meu uniforme, e ao invés de seguir o percurso pra escola, segui pro canavial de papai. Já que eu teria que passar umas horas fora, que fosse trabalhando, não é? E assim eu fiz… uma, duas, três semanas trabalhando no campo. E eu gostava bem viu! Até trouxe minha irmã, que já não estava mais gostando das aulas, e ela se juntou ao meu esquema de trabalho voluntário na fazenda de papai.

E tudo estava indo bem, até o dia que a casa caiu pra nós duas –

Sempre quando chegava a esse clímax da história, ela sorria de uma forma indescritível;

– Meu pai foi para a beira da estrada esperar que a gente voltasse da escola, com o grupo de meninas que sempre nos acompanhavam… até que ele notou que nós não estávamos lá, e chamou a atenção delas: “Cadê Luzia? Efigênia? Não voltou com vocês não?” – E a partir daí só sei que elas contaram a verdade nua e crua, nós fugimos da escola por causa da matemática.

Eu morria de medo de papai, ele fazia o porte bravo e ditador, que só de olhar você já sabia que estava em apuro… então ele veio, bufando de volta para a casa contar para minha mãe a novidade e convocar meus irmãos a procurar as irmãs noviças pela cidade. Foi aí, que como já era hora, voltamos pra casa de uniformes e mochilas como se nada tivesse acontecido e nos deparamos com a cena, o circo pegando fogo e já não tinha mais jeito, contamos tudo.

– É engraçado lembrar, que depois de tanto esbravejar, quando papai soube que eu e Efigênia matamos aula para trabalhar no canavial, ele abriu um sorriso maior que o rosto…

A essa altura ela gargalhava!

– Papai era terrível, Deus o perdoe…

 Sua feição muda para uma nostalgia quase palpável

– Eu fugi da matemática, fugi da vergonha. Não me arrependo não, pelo menos nunca esqueci a tabuada!

Era impossível não ouvir. Era impossível não emprestar os ouvidos a cada detalhe minucioso e manjado da história de fuga mais engraçada e astuta já tida em tempos. E tão somente ela sabia como contar suas histórias… reforçar um detalhe, esconder outro, só para fazer parecer um interesse súbito dos ouvintes a cada vez que contava. Feliz de quem, assim como eu, ouviu os contos vivos de Luzia.

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Em memória da luz mais bonita que já brilhou sobre mim, Luzia.

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Por Ana Sandim – Ingrediente da Vez – Parceira Contramão HUB

 

Receita Campeã do Festival da Quitanda de Congonhas na categoria Quitanda Regional
Pastel de Angu com Recheio Vegano – Itabirito

Massa:
1kg e meio de fubá moinho d’água peneirado
1 colher (sopa) de tempero caseiro (alho e sal)

½ colher (sopa) de óleo de milho mazola
3 litros e meio de àgua filtrada
Temperos caseiros
3 colheres (sopa) de polvilho azedo
⅕ colher (chá) de bicarbonato de sódio
Óleo para fritar

Recheio:

2 umbigos de banana
3 uni. dente de alho
Água e sal para deixar de molho e ferventar
1 cebola picada
1 pimentão verde (amarelo ou vermelho)
1 colher (chá) de colorau
Cheiro verde a gosto
Azeite
Tomate seco

Modo de preparo:

Para o recheio, retirar a parte roxa dos umbigos de banana, até chegar ao coração do umbigo.
Cortar em pedacinhos e deixar de molho na água com sal de um dia para o outro. Escorrer e aferventar até 4 vezes até sair o gosto amargo. Levar ao fogo novamente com água e cozinhar até ficar macio. Escorrer e lavar.

No azeite refogar os umbigos de banana com cebola, colorau, pimentão, tempero e pimenta (a gosto). Depois que esfriar coloque o cheiro verde, o tomate seco e misture.

Para a massa, leve ao fogo a água, o tempero e o óleo. Quando ferver, coloque o tempero caseiro, o bicarbonato de sódio e em seguida o fubá de moinho d’água peneirado, mexendo bem em fogo baixo até cozinhar por uma hora. Despejar o angu em uma bancada lisa e esterilizada, abrir o angu ainda quente e peneirar em cima 3 colheres de polvilho. Com um rolo de polietileno amassar a massa até ficar no ponto de enrolar. Corte a massa em porções menores e coloque e sacos plásticos separados, ou cobrir com um pano limpo, para que a massa não fique ressecada.

Abra cada porção com a mão, se necessário, use o rolo de modo que não fique muito fina. Faça os pastéis um a um no tamanho desejado. Coloque o recheio no centro e feche, apertando as laterais com as pontas dos dedos, formando uns babadinhos. * Sem os babadinhos não é o legítimo e artesanal Pastel de angu de Itabirito. Frite em óleo de qualidade e quente a 180 graus, suficiente para cobrir. Deixe dourar dos dois lados e retire da panela.

Por Davi Abner – Start – Parceiros Contramão HUB

Jaime-1

Após o episódio dramático de domingo (6) passado de Game of Thrones, a estrela Nikolaj Coster-Waldau, que interpreta Jaime Lannister, sentou-se com EW para discutir o destino de seus personagens.

 

Primeiro, Coster-Waldau falou sobre aquela grande batalha e o que era ver os homens de seu personagem queimados vivos. Ele disse:

 

“Mesmo que Daenerys seja o herói e os Lannisters sejam os vilões, ser queimado vivo não é ótimo. É uma coisa terrível quando este lança-chamas monstruoso vem e incinera milhares e milhares de homens que estão apenas fazendo seu trabalho “.

 

No final da batalha, vemos Jaime indo em direção a Daenerys em uma tentativa final de destruir a Mãe dos Dragões. Sabemos que ele é salvo de uma certa incineração no último momento quando ele é jogado na água, mas Coster-Waldau observou que a direção do roteiro dizia: “Um dos nossos principais personagens está prestes a morrer …” Coster-Landau deu uma visão no que seu personagem poderia ter pensado naquele momento, ele decidiu correr o tempo para terminar a batalha. Ele disse:

 

“Jaime é tão idiota que ele pensa por um segundo:” Se eu posso fazer isso, posso ganhar tudo em uma Ave Maria “.

 

Enquanto Coster-Waldau não mencionou se Jaime vai sobreviver, ele notou que ele não vê um futuro brilhante para o personagem. Ele notou:

 

“Não vai acabar bem com Jaime Lannister, não consigo imaginar”.

 

A série conta com Peter Dinklage como Tyrion Lannister, Nikolaj Coster-Waldau como Jaime Lannister, Lena Headey como Cersei Lannister, Kit Harington como Jon Snow, Emilia Clarke como Daenerys Targaryen, Aidan Gillen como Petyr Baelish, Liam Cunningham como Ser Davos Seaworth, Carice van Houten como Melisandre, Rory McCann como Sandor “O Cão” Clegane, Maisie Williams como Arya Stark, Conleth Hill como Varys, Alfie Allen como Theon Greyjoy, John Bradley como Samwell Tarly, Gwendoline Christie como Brienne de Tarth, Kristofer Hivju como Tormund Giantsbane, Isaac Hempstead Wrightcomo Bran Stark, Jerome Flynn como Bronn, Iain Glen como Jorah Mormont, Hannah Murray como Gilly.

 

Game of Thrones continua no próximo domingo às  22:00 horas na HBO.

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self defense

Da Redação

Criada há 11 anos, a Lei número 11.340, mais popularmente conhecida como Maria da Penha, tem como objetivo proteger e amparar mulheres que são física e mentalmente agredidas por seus parceiros ou qualquer outro homem. Para falarmos sobre esse dia tão importante na luta contra a violência que acomete mulheres diariamente no Brasil fizemos um copilado de matérias que já foram publicadas no Jornal Contramão ao longo desses anos em que a lei está em vigor.

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Lei Maria da Penha: Uma Década