Por Ana Paula Tinoco

Na tarde de hoje, 25, o ator Antônio Pitanga participou de uma roda de conversa na 12ª Mostra de Cinema de Ouro Preto. Descontraído, Pitanga falou sobre racismo, oportunidade, escolhas e vivência. Com um documentário sobre sua vida, que tem na direção sua filha e também atriz Camila Pitanga junto a Beto Brant, ele é homenageado através de um olhar único que se constrói a partir de seu testemunho que narra seu percurso de criação e modulação na arte brasileira.

Mediado por Marcelo Miranda, crítico de cinema, o bate-papo foi do presente ao passado com um leve vislumbre do que há por vir na vida do ator. Pitanga que relembrou de seu começo difícil por causa do preconceito existente em nossa sociedade, ressaltou que essa dificuldade o moldou para chegar onde ele está hoje: “Eu muito cedo entendi e tive consciência política, encarei o racismo ao nascer. Sou bisneto de escrava e sei que as condições de vida não eram favoráveis. E isso me ajudou a moldar quem eu sou.”

Com uma carreira memorável no teatro, televisão e cinema, Pitanga deixa claro que tudo é uma questão de ir à luta e enfrentar as adversidades da vida: ”você é uma pedra bruta, você tem que lapidar-se e assim você vai chegar em algum lugar”. Sereno, ele relembra mais uma vez a história de sua bisavó e pontua sobre o machismo. Sendo categórico ao afirmar que isso não deve existir pois as mulheres são fortes pilares de nossa sociedade.

 

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