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Por Ana Paula Tinoco

A diversidade desembarca em Belo Horizonte (MG) com o Festival TransArte. Entre os dias 4 e 12 de outubro, produtores, artistas e público, pretendem dialogar e explorar temas relacionados a identidade de gênero e sexualidade com espetáculos teatrais, performances, exposições, shows, bate papos e oficinas.

O projeto TransArte que nasceu no coração da Lapa, no Rio de Janeiro (RJ) em 2008, pelas mãos de travestis e transexuais, antes chamados de “Damas em Cena” cresceu e transformou-se em Festival em 2014, com apoio de várias instituições como Sesi Cultural (Rj), Instituto do Ator e Universidade Veida de Almeida. O TransArte busca através da arte, da música e das performances colocar em prática a discussão sobre valores como: o respeito às diferenças, a não-violência, o acesso aos bens culturais, a igualdade de direitos e a liberdade de expressão.

Em sua segunda edição, o festival traz para a capital mineira, cerca de 50 produções com mais de 100 artistas. O produtor e fundador e mestre de artes, Douglas Resende entende que existe uma diversidade de eventos com a temática da identidade de gênero e sexualidade e ressalta que o grupo é resguardado com “seriedade, respeito e comprometimento por todos os seus apoiadores”.

Para ele, é o amor pela arte é o que faz com que ele e outros artistas sigam com o projeto. “Esses são os primeiros guerreiros, os resistentes, os que veem na arte a possibilidade de mudança para uma vida melhor. São nossos primeiros apoiadores.”.

Ministério da Cultura e a Funarte também compraram e abraçaram a ideia do coletivo, sendo eles, os apoiadores institucionais. “Eles compraram a ideia devido a relevância e excelência da iniciativa”, destaca Resende que completa orgulhoso: “O projeto obteve a pontuação máxima na licitação.”.

A diversidade de artistas

A seleção dos artistas passa por uma curadoria que busca a multiplicidade existente em diferentes grupos. “O processo tenta abarcar uma pluralidade de vozes, garantindo um diálogo mais consistente e uma troca produtiva.”, explica o produtor Douglas Resende que garante, “A escolha também sempre considera o que as pessoas querem falar, o que elas querem dizer”.

 

De acordo com a também produtora, Dandara Vital, um evento desse porte tem uma grande relevância para a sociedade pois ele também foca na capacitação de pessoas trans e travestis, mostrando que o nosso lugar é onde a gente quer estar: “Acredito na arte como forma de transformação, temos a possibilidade de atingir pessoas, e assim poder incentivar a não desistir, a resistir.”.

 

Público e expectativa

 

Quando questionados sobre o que o público pode esperar, Douglas Resende revela seu desejo de que a inclusão com o TransArte alcance não só os artistas, mas também os visitantes das oficinas, bate-papos e shows. “Espero que se divirtam, que façam amizades, que conheçam pessoas novas, façam trocas. Espero também que diferentes públicos compareçam ao evento, já que ele preza a diversidade e, portanto, o respeito às diferenças como caminho para uma sociedade mais justa e mais inclusiva.”, finaliza.

 

Drag-se

 

Entre vários grupos e artistas que irão participar da segunda edição do TransArte um deles é a Drag-se, criado em 2014 como “um convite a liberdade”. Segundo Bia Medeiros, uma das fundadoras da marca, o movimento Drag-se celebra a diversidade através da arte, cultura e entretenimento.

Antropóloga e documentarista, Bia Medeiros compartilha a sua experiência e revela como será a participação do grupo no evento. “A Drag-se foi o nosso primeiro projeto voltado para a criação na internet e o YouTube veio como uma das melhores ferramentas para nos consolidar como um canal de referência na arte Drag brasileira.”. De acordo com uma das fundadoras, o Drag-se participa do TransArte em duas etapas: “A primeira será no simpósio na mesa ‘Encontro de YouTubers’ que a Drag-se vai dividir a mesa com o youtuber Lucca Najar do canal Lucca Najar e em um debate sobre internet, ativismo, como a causa LGBTQIA pode ser beneficiada pelo ativismo online. Já a segunda participação será em novembro, em que participaremos como jurados do concurso Transarte Drag-se, lá o público poderá conhecer Marco Aurélio, nosso produtor, Betina Polaroid, nossa drag fotógrafa e Ravena Creole, a drag do povo.”.

 

Serviço:

A programação completa com locais, horários e datas aqui: TransArte.

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Imagem retirada: Arco-íris/ UOL Blog

No dia 23 de agosto, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais – BDMG – lançou o Programa de Pró – Equidade de Gênero e Raça com o objetivo de discutir assuntos que giram em torno de transexualidade, racismo, pessoas com deficiência e gênero feminino. Com um comitê formado por profissionais do Banco, a ação foi dividida em quatro módulos e acontece no auditório da própria instituição.

Segundo o presidente do BDMG, Marco Crocco o senso de justiça é o tema central da pauta da atividade realizada pelos profissionais do Banco: “A diversidade produtiva, cultural, de gênero, raça e orientação sexual é elemento de desenvolvimento. A atividade da instituição é promover avanço social como inclusão, respeito à diversidade e garantir direitos.”.

Na quarta-feira, 24, iniciou-se o primeiro módulo que fala sobre transexualidade. Essa semana, dando continuidade à programação, os palestrantes farão um ciclo de palestras sob o tema: visibilidade travesti e transexual, com as abordagens “saúde, identidade e violência”, hoje 30, e na quarta, 31, “Mercado de Trabalho e Acesso à Educação”. Com entrada franca, não é necessário realizar inscrições para participar.

O programa que terá continuidade em outubro e dezembro irá abordar assuntos relacionados ao bem-estar de pessoas com deficiência. Em 2017, no primeiro semestre, o BDMG abrirá discussões abordando racismo e gênero feminino.

Programação: 

23/08 – 18h30

Abertura oficial do Programa de Pró-Equidade

24/08 – 18/30

Apresentação da peça Flor de dama, com o ator Silvero Pereira

Projeção de fotografias de Lucas Ávila, projeto “Elas Madalenas”

30/08 – 18h30

Módulo 1 – “Visibilidade Trans”

Mesa 1: “Saúde, identidade e violência”

Convidados – Anyky Lima, Sissy Kelly, Paulo Bevilacqua, Raul Capistrano, Sofia Favero, Vanessa Sander

31/08 – 18h30

Módulo 1 – “Visibilidade Trans”

Mesa 2: “Mercado de trabalho e acesso à educação”

Convidados – Sayonara N. B. Nogueira, João W. Nery, Daniela Andrade, Maria Clara Araújo, Rafaela Vasconcelos Freitas

 

Reportagem: Ana Paula Tinoco

Fonte: Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais – BDMG

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A partir desta quinta-feira, 8, até o dia 26 de Outubro a Casa Una de Cultura recebe o III Mês da Diversidade Casa Una. Realizado pelos projetos Una-se contra a LGBTfobia e Jedi  – ambos projetos de extensão do Instituto de Comunicação e Artes do Centro Universitário Una. O evento oferecerá ao público exposições, debates, bate papos, exibições de filmes, mesas redondas e intervenções. Afetos, comunicação e políticas serão os focos deste ano.

Na estreia, às 19 horas de hoje, o tema: “Mulheres negras e racismo”, será discutido na mesa redonda “Que cabelo é esse?!”, trazendo ao debate o racismo nada cordial contra mulheres negras.

Para o bate papo foram convidadas Jessica Pinheiro e Stefaniny Ratto, ambas fotógrafas e publicitárias, idealizadoras do projeto NÓS e Marina Gazire, professora do Instituto de Comunicação e Artes do Centro Universitário Una, mestre em comunicação e semiótica e Jornalista freelancer.

O evento, que vai até a última semana de Outubro, será realizado na Casa Una Centro de Cultura e terá entrada franca sujeita à lotação.

Endereço: localizada na Rua dos Aimorés, 1451 – Lourdes.

Divulgação
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Veja a programação completa:

8 de Outubro (quinta) – 19h

Mesa redonda “Que cabelo é esse?!”

Com: Jessica Pinheiro, Stefaniny Ratto e Marina Gazire.

22 de outubro (quinta) – 19h

Mesa-redonda A pessoa com deficiência e seu processo de inclusão na Educação Superior: a relação entre os discentes.

Com: Alexandre Ferreira Campos e Luiz Henrique Carneiro Campos.

26 de outubro (segunda) – 19h

Exibição do Documentário “Nossos filhos”

Após a exibição do filme, haverá uma roda de conversa com o diretor.

(2015; 85 min.)

O documentário aborda, de forma delicada, o universo de cinco mães que, em determinado momento da vida, tiveram de lidar com a orientação sexual de seus filhos e filhas. Do momento da descoberta ao enfrentamento dos preconceitos contra gays e lésbicas, o filme do jovem diretor Robert Filgueira Jr., recém-formado em Cinema pela Una, é um mergulho em histórias que celebram o amor entre mães e filhos.

Por Marina Rezende

A diversidade é um dos pontos mais sensíveis na história da humanidade. A aceitação do outro sempre gerou muita polêmica. Por diversas vezes, alguns seres humanos sempre se acharam no direito de se sobrepor a uma minoria e o meio mais utilizado sempre foi a força física. Na madrugada de sexta para sábado, houve mais uma prova dessa intolerância. Dois amigos foram atacados na região da Savassi, por estarem se abraçando em despedida, após terem assistido ao show da banda Kid Abelha.
A reportagem do Contramão procurou a Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS) para falar sobre o monitoramento e incidência desses crimes.

A assessoria da comunicação da secretaria de estado informou em nota que não há no Código Penal a definição de “crime de ódio” nem registro em boletim policial do ódio como causa para crimes.Em relação aos procedimentos de quem é agredida, a pessoa deve procurar a Polícia Militar para registrar o boletim de ocorrência. Em caso de dúvida sobre a efetividade da denúncia, a pessoa pode procurar o serviço de Ouvidoria de Polícia no telefone 0800-283-9191 (Disque-Ouvidoria). Para outras informações consulte o site

A  polícia busca uma atuação sem definição de padrões estéticos, mas sim de conduta. “Nossa atuação é indistinta a qualquer discriminação. Nós não atuamos focados em skinheads ou em qualquer pessoa que tenha o tipo físico parecido com pessoas desses grupos. Nós atuamos com relação à desordem”, afirma o Tenente Coronel da Polícia Militar Alberto Luis.

Skinhead
O movimento Skinhead se iniciou por volta de 1969, e ao contrário do que muitos pensam não tem nenhuma origem racista. Iniciado na Inglaterra com jovens trabalhadores ingleses e jamaicanos que se reuniam para ouvir música negra norte americana e jamaicana (ska) era um movimento totalmente apolítico com uma característica cultural bem definida.

Existem dissidências no movimento, que ao longo dos anos veio tendo a formação de novos subgrupos, segundo algumas pessoas pertencentes ao movimento, o verdadeiro skinhead é uma pessoa como outra qualquer e não possui em sua essência preconceito contra qualquer tipo de pessoa.

 

Por: Hemerson Morais e Paloma Sena

Foto: Divulgação