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Exposição

Foto por Henrique Faria

Por Henrique Faria

Os artistas Felipe Barbosa e Rosana Ricalde, deram novos ares para a Praça da Liberdade na semana do Dias das Crianças com a exposição Jardins Móveis. ‘Esculturas-bichos’ foram instaladas fora das paredes do Memorial Minas Gerais Vale, os artistas expandiram os jardins do museu para a praça que abriga as obras até amanhã, Dia das Crianças.

Foto por Henrique Faria

A exposição, que conta com objetos de cores chamativas e tamanhos diferenciados é um ótimo atrativo para as crianças que passam diariamente pela área.

Com a ideia de misturar arte e natureza os artistas utilizaram de animais infláveis (balões e boias), comercializados nos mercados populares para montar as esculturas. Os animais integram a paisagem da praça e chamam a atenção dos pedestres que passavam pelo local.

Foto por Henrique Faria

O público gostou da ideia de a exposição estar do lado de fora do museu. O professor de português e intérprete de libras, Bruno Amaral, 27, diz que é a ideia é sensacional, pois várias pessoas ainda possuem um bloqueio ao se tratar destes espaços. “Trazer isso para fora, é o mesmo que buscar para dentro. Liberta a imaginação e a vontade de conhecer”.

Estefane dos Santos de Oliveira foi uma das visitantes da exposição "Mulheres Cabulosas da História".

Apesar de desempenharem um papel fundamental na construção humana, social e cultural da história, existem mulheres que foram esquecidas ao longo do tempo e colocadas como coadjuvantes diante das tradicionais figuras masculinas impostas pelos livros didáticos. Nomes como, Dandara, Simone de Beauvoir, Mercedes Sosa, Nísia Floresta, Sophie Scholl, Frida Khalo e Angela Davis são alguns desses exemplos. O projeto fotográfico “Mulheres Cabulosas da História” faz o resgate desses e de outros símbolos da luta social e feminista, por meio da releitura dos seus retratos clássicos utilizando, dessa vez, mulheres que são a atual força de representatividade dessas causas.

A fotógrafa Isis Medeiros, 26, é a responsável por idealizar o projeto que está exposto na passarela cultural do Anexo da Biblioteca Professor Francisco Iglésias, Rua da Bahia nº 1889, bairro Lourdes, entre os dias 25 de agosto a 02 de setembro, com entrada franca. Com o apoio e a realização do coletivo de mulheres do movimento social Levante Popular da Juventude, a ideia foi o resultado do engajamento fotográfico desempenhado pela autora do projeto. “Quando conheci o Levante, tive contato com todas as causas de opressão social: feminismo e patriarcado, racismo e todos os tipos de LGBTfobias. Por eu ser mulher, a primeira coisa que me pegou foi o feminismo. Fui entender várias das opressões que as mulheres sofriam e que antes eu não conseguia enxergar, e que também sofria antes. Fui entender as dificuldades que vivemos. Logo no inicio comecei a pensar como transformar isso em algum tipo de trabalho”, explica Medeiros sobre a inspiração do seu projeto.

Tornando o projeto em realidade:

Em fevereiro de 2015, após retornar de uma viagem realizada para a Bolívia, a fotógrafa apresentou a proposta para o movimento, do qual faz parte desde o ano passado, e recebeu o apoio para a sua concretização. Com a ajuda de outra integrante, Paula Silva, iniciaram o processo da pesquisa de nomes e referências que poderiam integrar as retratadas. Isis Medeiros credita o sucesso do projeto ao trabalho coletivo que foi realizado. “Ele foi muito importante e envolveu todas as meninas do movimento. Durante um mês de mobilização realizamos as pesquisas e o ensaio, que não durou mais de dois e intensos dias. No total foram 43 retratos realizados de 70 nomes pesquisados. Nesse processo, criei um evento no facebook e as meninas foram ajudando com sugestões e palpites. Tivemos a ajuda da figurinista Alzira Calhau que providenciou as vestimentas de cada uma das mulheres que foram retratadas”, explicando sobre o processo de criação das fotografias.

Além de participarem no processo de criação, as mulheres do movimento social também foram as modelos utilizadas para as releituras fotográficas. Todas os registros estão acompanhados de uma pequena biografia de cada uma das personalidades e, em seguida, é apresentada uma descrição da mulher que a representou. Isis Medeiros, além de fotógrafa, foi responsável por interpretar Isis Dias de Oliveira que, durante a ditadura militar, atuou como militante da Ação Libertadora Nacional sendo presa no ano de 1972 e dada como morta, quinze anos depois.

Retratos de Mulher:   

Estefane dos Santos de Oliveira, 21, é estudante e foi uma das visitantes da exposição “Mulheres Cabulosas da História”. Frequentadora do espaço destinado à estudos e leitura da biblioteca pública, o trabalho chamou a atenção da estudante que visitou o trabalho. “Por eu ser mulher, acho interessante ver e conhecer um pouco das mulheres que lutaram e representaram nossa causa ao longo dos anos da nossa história.”. Para ela, todos os retratos, de alguma forma, possuem a sua importância individual. “Cada uma delas lutou por ser mulher. Lutou pelo nosso reconhecimento e pelo nosso próprio bem-estar. ”, comenta.

A ideia de Isis Medeiros foi criar um ambiente em que as pessoas pudessem ver e interagir com as fotografias. Ao lado do texto que apresenta a exposição, existe uma placa com os dizeres: “o que você diria agora para uma mulher? ”. Ele acompanha caneta e papéis para serrem colados em volta do cartaz com a resposta dos visitantes. Medeiros comentou sobre as experiências geradas pela oportunidade de expor todo o material, “O que mais me comoveu foi a questão da mulher negra. Ela é a que menos aparece. Me comove ver as mulheres negras se empoderando e se organizando. Elas sentem um reconhecimento quando se deparam com a exposição e isso me emociona”, afirma .

Certa vez, Medeiros estava na Praça da Liberdade e observando os visitantes através do corredor de vidro em que as fotografias estão expostas, no interior do anexo da biblioteca, se atentou para um grupo de meninas que estavam chorando ao verem as fotos. “Naquele momento percebi que alcancei o objetivo que é de sensibilizar as mulheres para lutarem por aquilo que acreditam, por serem aquilo que desejam ser. A vida inteira lutamos por reconhecimento e para estarmos vivas. ”, finaliza.

Fotografias e Reportagem: Lucas D’Ambrosio

Exposição "Pintando a Natureza", de Yara Tupinambá, apresenta trabalhos inéditos da artista, de paisagens de Minas Gerais.

Após seis décadas de trabalhos e uma trajetória de prêmios e reconhecimento internacional, a artista mineira Yara Tupynambá irá comemorar o conjunto da sua obra com uma nova exposição na cidade de Belo Horizonte. Intitulada Yara Tupynambá – Pintando a Natureza, a exposição irá apresentar ao público mineiro um trabalho inédito em que a artista, no auge da vida com seus 84 anos, apresenta a natureza de Minas Gerais através de suas pinturas paisagistas. Com entrada gratuita, a exposição ocorre na Casa Fiat de Cultura, localizada no Circuito Cultural da Praça da Liberdade, região centro sul de BH, entre os dias 14 de junho até 24 de julho.

A artista, responsável também pela curadoria da mostra, irá apresentar 48 telas, divididas em quatro séries: Vale do Tripuí, Rio Doce, Serra do Cipó e Inhotim. Em cada uma delas, um trabalho documental representando paisagens de Minas é retratado por meio de pintura em tela. As obras pertencem ao acervo pessoal da artista e é fruto de um trabalho que se iniciou em 2005 e finalizado ainda em 2016.

Nascida em 1932, na cidade de Montes Claros, região norte do Estado de Minas Gerais, Yara Tupynambá é um dos principais nomes das artes plásticas do Brasil. Reconhecida pelos seus trabalhos em grandes painéis, a sensibilidade da artista transcende o conteúdo de suas obras abordando temas presentes na cultura do seu estado natal, Minas Gerais. Trabalhos como A Imprensa, localizado na Casa do Jornalista, região central de Belo Horizonte e a obra, Inconfidência Mineira, realizado no prédio da reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) são exemplos vivos de alguns desses trabalhos e influências da artista.

Informações da Exposição:
– 14 de Junho até 24 de Julho
– Casa Fiat de Cultura – Praça da Liberdade, 10 – Bairro Funcionários, Belo Horizonte/MG
– Entrada gratuita

Texto e Fotos: Lucas D’Ambrosio

Visita guiada.

De 27 de janeiro a 28 março, a capital mineira, poderá apreciar a exposição Iberê Camargo: Um trágico nos trópicos, em comemoração ao centenário de seu nascimento. O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) recebe 121 obras do pintor, que faz um retrospectiva de sua vida artística dando ênfase a sua fase mais madura.

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Visita guiada.

Iberê Camargo  foi um dos maiores artistas brasileiros do seculo XX, nasceu no interior do Rio Grande do Sul e logo na infância, aos 4 anos, já demonstrava o seu grande interesse pela arte, enxergando-a como uma catarse, em que conseguiu amenizar suas dores. “Não, meu coração não é maior que o mundo é muito menor. Nele cabem as minhas dores. Por isso gosto tanto de me contar.” – Iberê Camargo.

Entrevista com Luísa Poeiras e Rafaela Toloro, ambas 18 anos.
Entrevista com Luísa Poeiras e Rafaela Toloro, ambas 18 anos.

A exposição conta com visitas de um público bem amplo, desde jovens a idosos. Luísa Poeiras e Rafaela Toloro, relatam a sua visita a exposição demonstrando entusiasmo e grande interesse, “Sempre visitamos exposições juntas e por indicação de amigos, achamos interessante fazer a visita no CCBB. As cores são muito bonitas, os traços e a técnica são fantásticas.” destaca as jovens.

As visitas podem ser acompanhadas por um guia, que irá explicar sobre o artista e o contexto de cada obra, ou cada visitante contemplar de sua maneira. As atrações no espaço são totalmente gratuitas e livre para todos os públicos.

Por: Mariana Paez Matheos Monteiro Chaves e Sarah de Almeida Mansur.

Foto: Gael Benitez

Dia de Los Muertos

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Foto: Divulgação

O Arcângelo Café promove mais uma de suas festas undergrounds, agora em especial a comemoração do Dia dos Mortos. Com rodada dupla de tequila e rabo de galo, a mesa de som é comandada pelo Dj Dáblio Slama. Ah, a festa é a fantasia e tem prêmio pra melhor!

ONDE: Arcângelo Café, no Edifício Maletta, Rua da Bahia 1148.

QUANDO: Sábado, 07/11, a partir das 20h.

QUANTO: De graça.

MAIS INFORMAÇÕES: AQUI

 

Festival Luminária

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Foto: Divulgação

Já em sua segunda edição o Luminária é um festival exclusivamente colaborativo, que reúne e conecta imagem, música, pessoas e movimento, valorizando a arte como um todo e democratizando o seu fazer a partir de ações no espaço urbano. Com instalações, mini mostras de curtas, Djs e feirinha com venda de produtos artísticos.

ONDE: Museu Mineiro, Av. João Pinheiro, 342.

QUANDO: Sábado, 07/11, a partir das 12h.

QUANTO: De graça.

MAIS INFORMAÇÕES: AQUI

 

Praia da Estação Especial #FORACUNHA

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Foto: Divulgação

A badalada praia da estação volta em clima de protesto, com a junção do ato contra Eduardo Cunha e o projeto de lei 5069. A concentração começa na Praça da Liberdade às 9h e desce para a Praça da Estação até 12h.

ONDE: Praça da Liberdade até Praça da Estação.

QUANDO: Domingo, 08/11, 9h.

QUANTO: De graça.

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Lumiar – Festival Interamericano de Cinema Universitário

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Foto: Divulgação

Em sua segunda edição, o Lumiar, festival realizado pelo curso de Cinema e Audiovisual do Instituto de Comunicação e Artes do Centro Universitário UNA, terá exibição de filmes em diversas mostras, palestra, debate e oficinas. Oferecendo um panorama da produção universitária de diferentes países das Américas do Norte, Central, Sul e Caribe.

ONDE: Cine Humberto Mauro (Palácio das Artes – av. Afonso Pena 1.537, Centro), nas dependências do ICA|UNA (campus Liberdade – Rua da Bahia, 1.764, Lourdes), no Teatro do ICBEU (campus Liberdade – Rua da Bahia, 1.723, Lourdes) e na Benfeitoria (Rua Sapucaí, 153, Floresta).

QUANDO: 6 a 12 de novembro.

QUANTO: De graça.

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15 Anos do Festival Internacional de Bonecos

Foto: Guto Muniz
Foto: Guto Muniz

Em comemoração a 15ª edição do evento, Guto Muniz, fotógrafo oficial do Festival, propõe uma exposição fotográfica retrospectiva. Com duzentos e cinquenta fotografias em alto acabamento, que resgatam todos os espetáculos que se apresentaram, reafirmando assim, a grande abrangência do festival.

ONDE: Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450 – Funcionários).

QUANDO: 4 a 22 de novembro.

QUANTO: De graça.

MAIS INFORMAÇÕES: AQUI

 

 

 

Todos os anos, a organização Médico Sem Fronteiras (MSF), vacina milhões de pessoas, na maioria das vezes em lugares extremamente remotos. Para mostrar o planejamento necessário para levar os medicamentos em áreas de difícil acesso, o órgão trouxe para Belo Horizonte a exposição Caminhos da Vacinação, que fica na Praça da Liberdade até o dia 1° de novembro.

Através de fotografias e vídeos interativos, a mostra revela ao público os desafios enfrentados para realizar campanhas de vacinação em várias regiões de difícil acesso no mundo. Transportar medicamentos por trajetos imprevisíveis, longos e tortuosos, tendo de mantê-las, durante todo o tempo, a temperaturas entre 2°C e 8°C é uma das dificuldades reveladas.

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Visitante conhecendo a exposição

De acordo com Aparecida Ribeiro, 48, voluntária na ONG, a exposição prende a atenção dos visitantes. “O público está se sensibilizando com o trabalho, muitas pessoas que vêem ficam emocionadas. A maioria já conhece o Médico Sem Fronteiras e a apresentação é somente um dos serviços”, afirmou.

Caminhos da Vacina

O documentário “Caminhos da Vacina”, produzido pela Quintal Filmes, mostra os caminhos que ligam o armazém de suprimentos de vacina em Bruxelas, na Bélgica, aos vilarejos situados na região noroeste da República Democrática do Congo (RDC).

Na produção, o Coordenador de Logística da MSF, Marco Doneda, relata que as estradas são muito ruins, vilarejos que são tão distantes que só se pode ter acesso “a pé”. “Ás vezes é difícil seguir em frente nas viagens. O problema, normalmente, é levar os materiais até o local em boas condições” completa Doneda.

Partes do documentário que são utilizadas na exposição, apresentam a resistência que muitas aldeias possuem á aplicação das vacinas, por questões culturais e religiosas. Segundo o Coordenador de Logística, um dos papéis da equipe nesses locais é informar a população sobre a campanha, as datas das crianças serem vacinadas, e a importância da vacinação para todas elas.

“Não podemos ignorar a vacinação, eles estão nos avisando. As crianças que não estão vacinadas sofrem mais. Aprendemos sobre a importância da vacina na vida de uma pessoa e quais as crianças devem receber para que ela esteja totalmente protegida”, Chantale, mãe de oito filhos e moradora do Congo.

Texto e Fotos: Victor Barboza