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Por Ked Maria

A tranquila cidade de Tiradentes parou nessa sexta feira, 19, para acompanhar a abertura da 21° Mostra de Cinema. A Cine Tenda foi montada na Praça da Rodoviária e convidou toda a cidade e os turistas para acompanhar a Banda Ramalho com pipoca e pirulito. O início do festival se deu com promessas de mais incentivo financeiro para as produções mineiras e com muitas homenagens. Babu Santana, foi a estrela da noite, levou para o palco muita representatividade e mostrou que o Chamado Realista é um apelo da sociedade traduzido nas obras cinematográficas.  

Os pais Leandro Rocha e Karla Testoni levaram a pequena Luna Testoni, no colo, para o evento que já é tradicional na cidade. A assistente social de 33 anos, reside em Tiradentes há cincos anos, ela e o marido fazem questão de participar anualmente. “Como sou de Tiradentes venho sempre desde o início, acompanhei o crescimento da Mostra de Cinema, é um dos melhores eventos que acontece na cidade.”, afirma o marceneiro de 31 anos. Segundo o casal o evento movimenta bastante a cidade por ser vários dias, o que atraí o turismo. 

Renan Távora de 19 anos, estudante de cinema, veio de Belo horizonte para prestigiar uma produção fruto de um trabalho de conclusão de curso (TCC), o curta “Super Estrela Prateada “, de Leandro Branco. “Acho que a Mostra de Tiradentes dá espaço para as pessoas que estão começando agora, diversos trabalhos de conclusão de curso estão sendo exibidos aqui.”, afirma o jovem. O universitário acredita que há espaço para todos dentro do cinema, principalmente com o tema escolhido para este ano, uma vez que, a política caminha com a arte quando ela está sendo realizada. Távora enfatiza a importância de fortalecer o cinema nacional. Já Letícia Blandina, de 19 anos, universitária, cursa cinema na capital mineira, chegou na cidade com a visão do aprendizado. “A Mostra de Cinema já é tradicional, além de ser o primeiro festival do ano, ou seja, mostra os filmes do mercado atual e exibem filmes de qualidade.”, ressalta a estudante que completa: “É enriquecedor para um aluno de cinema ter esse contato com festivais”. 

 A professora Maria Marta, de 53 anos, a aniversariante chegou a cidade com a família para passear. “É a minha primeira vez em Tiradentes, queria fazer algo diferente, e como é meu aniversário, acabamos vindos parar aqui, o que foi uma grande surpresa a Mostra.”, relata a turista ressaltando que esses eventos são de extrema importância para a cultura, que segundo ela, muitas vezes é posta de lado. A  Cine-Tenda pegou ela e o marido Flávio Neto, de 61 anos, de surpresa, “As coisas que me faz vim a cidades históricas são as igrejas e a arquitetura das casas, pois sou católico. Vimos que estava acontecendo a Mostra na cidade e resolvemos ficar.”, declara o construtor.

O jovem Rai Batista de Melo, de 25 anos, compareceu a abertura com muitas expectativas, “Eu sou uma pessoa que me interesso pela a área, faço cursos de atuação e pretendo cursar Teatro na faculdade.”. Para o Inspetor de Qualidade a Mostra de Cinema de Tiradentes é um gancho para quem gosta de cultura, cinema, teatro, além de agregar experiência. Natural de uma cidade vizinha, Dores de Campos, Rai demonstra satisfação com a escolha do homenageado, “Assim como o negro, o gay, as mulheres, estão conseguindo cada dia mais o seu espaço, que hoje ainda é pouco, mas acredito que daqui há alguns anos isso vai mudar. O importante mesmo é o respeito, não importa a cor, classe ou gênero.”. Batista acredita que Babu Santana está conquistando seu espaço e a prova disso e a homenagem desde ano.

Por Ana Paula Tinoco

A Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte – CineBH – chega a sua 11ª edição, o evento que terá início hoje, 22 de agosto, conta com uma programação diversificada e gratuita. No total serão exibidos 101 filmes, sendo 41 longas, 1 média e 59 curtas-metragens organizados em 60 sessões distribuídas em toda grande BH.

A mostra que irá até o dia 27 de agosto, receberá pré-estreias e retrospectivas vindas de seis estados brasileiros: Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná. Além, da participação de 16 países: Brasil, França, Reino Unido, Estados Unidos, Portugal, Senegal, Alemanha, Japão, China, Rússia, Áustria, Líbano, Síria, Emirados Árabes, Qatar Tailândia.

Os espaços ocupados serão ao todo dez, são eles: Fundação Clóvis Salgado, Teatro Sesiminas, Sesi Museu de Artes e Ofícios, Sesc Palladium, Cine Theatro Brasil Vallourec, Praça Duque de Caxias – Santa Tereza, MIS Cine Santa Tereza, Cento e quatro Centro Cultural, Serraria Souza Pinto.

A novidade este ano fica por conta da montagem de um cinema na Praça da Estação, ao ar livre. Integrando a programação da Minas Gerais Audiovisual Expo – A MAC – o objetivo desta estreia é abrir e intensificar a interação entre a CineBH, Belo Horizonte e todos os movimentos sociais e culturais vigentes em nossa cidade.

Abaixo link dos lugares em que a 11ª Mostra de Cinema Internacional de Belo Horizonte – CineBH –  ocorrerá:

  • Fundação Clóvis Salgado – Palácio das Artes

Avenida Afonso Pena, 1.537 – Centro, Belo Horizonte – MG

  • CentoeQuatro – Centro Cultural

Praça Ruy Barbosa, 104 – Centro, Belo Horizonte – MG

  • Teatro Sesiminas

R. Padre Marinho, 60 – Santa Efigênia, Belo Horizonte – MG

  • Sesi Museu de Artes e Ofícios

Praça Rui Barbosa, 600 – Centro, Belo Horizonte – MG

  • Sesc Palladium (Entrada Principal)

Av. Augusto de Lima, 420 – Centro, Belo Horizonte – MG

  • Cine Theatro Brasil Vallourec

Av. Amazonas, 315 – Centro, Belo Horizonte – MG

  • Praça Duque de Caxias

Santa Teresa, Belo Horizonte – MG

  • MIS Cine Santa Tereza

R. Estrela do Sul, 89 – Santa Teresa, Belo Horizonte – MG

  • Serraria Souza Pinto

Av. Assis Chateaubriand, 809 – Centro, Belo Horizonte – MG

  • Praça da Estação

Av. dos Andradas – Centro, Belo Horizonte – MG

Para informações sobre a programação completa: CineBH

 

 

 

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Por Ana Paula Tinoco 

A Mostra de Cinema de Ouro Preto – a CineOP – chega a sua 12ª edição e irá acontecer entre os dias 21 a 26 de junho. Sob o tema “Quem conta a História no cinema brasileiro? ” O enfoque neste ano será “Emergências Digitais” e a entrega do Plano Nacional de Preservação com a temática histórica “Quem conta a História? Olhares e identidades no cinema brasileiro e na Educação, “Emergências Ameríndias”.

 

Os homenageados da 12ª edição serão dois nomes que se destacaram na cena audiovisual brasileira: Antônio Leão e Cristina Amaral. O evento que receberá 100 profissionais de vários Estados do País tem como propósito a preocupação com a preservação do acervo que abriga as obras cinematográficas brasileiras.

Outro destaque presente na Mostra deste ano são as iniciativas que abrirá diálogo direto com os moradores, o Cine-Expressão – A Escola vai ao Cinema e a UFOP – Universidade Federal de Ouro Preto. Os dois programas pretendem oferecer sessões que beneficiaram estudantes e professores.

A mostra que tem sua programação estruturada em três pilares, preservação, história e educação, oferece uma programação variada que inclui exibição de 60 filmes em pré-estreias, retrospectivas e mostras temáticas, homenagens e personalidades do audiovisual, oficinas, workshops internacionais, debates, seminários, exposições, lançamentos de livros, shows e atrações artísticas e tudo isso gratuitamente.

 

Serão três lugares ocupados pela Mostra em Ouro Preto: Cine Vila Rica, Centro de Convenções e a Praça Tiradentes.

Para outras informações: Programação 12ª CineOP

No sábado, 31 de janeiro, ocorreu o encerramento da 18ª Mostra de Cinema de Tiradentes e nesta data foram anunciados os vencedores da Mostra. Ao todo, foram exibidos 128 filmes nacionais, em três espaços da cidade, além de 28 debates que discutiram, entre outros assuntos, o lugar do cinema brasileiro e as perspectivas para o audiovisual em 2015.

O vencedor da Mostra Aurora foi o longa “Mais do que eu possa me reconhecer”, de Allan Ribeiro. O filme levou o prêmio Itamaraty no valor de R$ 50 mil. “A mostra Aurora foi o melhor lugar para esse filme estrear, porque é onde esse tipo de obra encontra crítica e público de uma forma muito especial para nascer”, destacou Ribeiro.

Na categoria Melhor Longa, o filme que documenta a vitória do Clube Atlético Mineiro na Libertadores, “O dia do Galo” levou o prêmio. Já o Melhor Curta eleito pelo público foi “De castigo”, de Helena Ungaretti. Eleito pelo júri jovem na Mostra Transições, o longa “O tempo não existe no lugar em que estamos”, de Dellani Lima foi o vencedor.

“Estátua”, de Gabriela Amaral Almeida foi eleito pela crítica e recebeu a premiação na Mostra Foco. O Prêmio Aquisição Canal Brasil foi para o curta “Outubro Acabou”, de Karen Akermane e Miguel Seabra Lopes, além do prêmio de 15 mil reais, o curta ainda pode concorrer ao Grande Prêmio Canal Brasil no valor de R$ 50 mil.

Texto Felipe Chagas

Imagens Divulgação Universo Produções

Dentro da temática da 18ª Mostra de Cinema de Tiradentes as opiniões sobre o lugar do cinema brasileiro são diversas. Em uma conversa mais ampla com realizadores mineiros a dúvida era: Qual o papel do cinema em Minas?

Conversamos com alguns diretores mineiros, que estão com filmes sendo exibidos nessa mostra, para saber deles como é fazer cinema em minas e como levar as produções do estado para todo o país.

Assista às entrevistas.

texto Felipe Chagas

imagens Natalie Matos e Yuran Khan

Em busca de resposta para as perspectivas para o audiovisual brasileiro em 2015, cineastas e produtores de diversas regiões do país participaram  na segunda, 26, do debate  com Rodrigo Camargo, coordenador do departamento de fomento da ANCINE – Agência Nacional do Cinema -, ligada ao Ministério da Cultura. A discussão teve como mediador o critico de cinema Pedro Brecher.

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Rodrigo Camargo destacou algumas realizações nos últimos anos da Agência  e citou os quatro principais eixos de ação para o FSA (Fundo Setorial de Audiovisual): o desenvolvimento, a produção, a exibição e difusão e a capacitação.  Rodrigo aproveitou o espaço para divulgar editais que estão com inscrições abertas. São editais para produção e desenvolvimento de projetos audiovisuais. “Esses editais  contemplam não só projetos de cinema, mas, como o desenvolvimento de séries de tv, series para vídeos por demanda e formato de programa de televisão também”, destacou.

Rodrigo falou também de editais contínuos, que ficam abertos durante o ano todo e que são destinados a produções independentes, complementação de recursos e verba para lançamento de filmes: “ a perspectiva é de produzir trezentos longas metragens , 400 obras seriadas dando um total de duas mil horas de programação, o equivalente a toda a exibição de tv paga no ano de 2012”.

Os realizadores presentes lamentaram a ausência do presidente da ANCINE Manoel Rangel, anunciado na programação do evento, pois, buscavam uma discussão sobre  a política nacional para o audiovisual. Durante o debate,  apresentaram problemas  que encontram como o alto grau burocrático para aprovação de seus projetos, e o baixo incentivo para exibição de filmes independentes. Algumas questões não puderam ser respondidas por Rodrigo. “O que a gente vê é um distanciamento da ANCINE  para essa conversa com o setor de audiovisual no Brasil, e  quando o presidente não vem e manda um representante ele é só um representante,  e aqui é um local de interlocução”, lamentou Karen Abreu, vice-presidente do Congresso Brasileiro de Cinema e membro do Fórum Mineiro de Audiovisual.

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O Presidente do Congresso Brasileiro de Cinema, Frederico Cardoso,  levantou questões negativas presentes no próprio relatório anual da ANCINE. Entre elas, o baixo número de espectadores nas exibições de filmes brasileiros no cinema. E aproveitou para tentar mobilizar os cineastas, “quero convocar os realizadores a se unir e pensarem juntos em politicas publicas efetivas para o setor”.

Texto e reportagem: Felipe Chagas
Fotos/imagens: Yuran Khan