Alemanha: dicas práticas para seu intercâmbio

Alemanha: dicas práticas para seu intercâmbio

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Parlamento Federal da Alemanha (Berlim) Créditos: Rafaela Oliveira Guimarães

Por Ana Luiza Ribeiro

Quem nunca sonhou em estudar fora? A maioria dos jovens, hoje em dia, busca grandes experiências para suas vidas. Além disso, sabemos que o intercâmbio é um dos maiores diferenciais no currículo de uma pessoa. Ao pensar nisso, resolvi dar dicas valiosas sobre um país que, atualmente, conta com a maior economia da zona europeia e que tem uma atmosfera jovem e moderna.

Com posição central na Europa, a Alemanha é cercada por países importantíssimos à economia mundial, como Espanha, Bélgica, França, Suíça. Além disso, exibe imensa diversidade cultural e é conhecida por falar um dos idiomas mais difíceis do mundo.

Rafaela de Oliveira Guimarães, estudante de administração pelo Cefet-MG, realiza intercâmbio na cidade de Berlim, em 2020. “Eu tinha duas opções: Alemanha e Portugal. Escolhi a primeira por se tratar de língua e cultura mais difíceis. Precisava sair um pouco da caixinha e aprender mais”, comenta.

Por onde começar?

Hoje, existem muitas formas de conseguir um intercâmbio. Muitas universidades, por exemplo, ofertam programas por meio dos quais o estudante realiza testes para conseguir estudar fora do país. “Consegui meu intercâmbio por meio de edital aberto pelo Cefet-MG, onde estudo. O programa exigia nível B2 na língua inglesa e carga mínima completa de 40% do curso. Rendimento global e participação em projetos na faculdade contavam pontos”, explica Rafaela Guimarães.

Ela fez a prova de inglês – Toefl iBT – e conseguiu a pontuação necessária. Em seguida, enviou a documentação com a carga horária realizada e os comprovantes dos projetos dos quais participou. Desse modo, passou na primeira etapa. “A segunda era uma entrevista presencial, com orientadores do Cefet, da diretoria de relações internacionais e psicólogos. A terceira, por fim, foi a avaliação, pela instituição anfitriã, de minhas habilidades e de meus documentos. A partir daí, estava classificada e apta à realização do intercâmbio”, completa.

Sim, mas e se você não está numa universidade? Também existem formas de conseguir estalar fora: agências de viagem especializadas em intercâmbio podem lhe ajudar a realizar este sonho, e em vários países. (Clique aqui e veja essa dica de agência em Belo Horizonte.)

Depois de ser aprovado, existem custos? Ou a universidade arca com tudo?

“A princípio, o aluno intercambista arca com despesas como passagem, passaporte, seguro saúde, instalação e custos extras de viagem. O Cefet-MG, por exemplo, sobre os estudos e auxilia o aluno com 720€ por mês de intercâmbio (3 parcelas no início e 3 no meio do período de mobilidade), calculados em R$ no dia em que a verba é liberada. Qualquer divergência positiva ou negativa fica a cargo do intercambista”, esclarece Rafaela.

A universidade anfitriã tem parceria com uma residência estudantil de custo reduzido, um prédio de estudantes com quartos individuais e banheiros/cozinhas compartilhados. “O custo mensal do meu quarto é 285€. Cada lugar tem um custo, e você não pode escolher o que prefere. A escolha se dá por disponibilidade e por ordem de chegada, e o valor depende do número de quartos no apartamento”, completa.

Visto e documentação

Em toda a Europa, de acordo com o tratado de Schengen, o “visto” de turista dura três meses. Em outras palavras: não é preciso de visto em tal período. Para os meses subsequentes, deve-se fazer processos administrativos na prefeitura da cidade onde mora, para que você comprove que tem uma “residência”. Além disso, a assinatura de um seguro/plano de saúde é obrigatória durante toda a estadia. O intercambista pode optar por um seguro privado.

“Diversas empresas prestam esse serviço. Escolhi o Swisscare, que é mais acessível e só precisa ser pago uma vez, já o serviço público de saúde cobra dos cidadãos uma taxa de 105€ por mês, para que a pessoa tenha direito a ele. Além desses documentos, a universidade emite um documento comprovando que você é estudante. O visto é tirado no escritório oficial e se dá por ordem de chegada. Às terças e quintas, uma fila de mais de 200 pessoas se forma (ainda de madrugada) para a tentativa de conseguir uma senha para o visto”, conta Rafaela.

Quanto às possibilidades, a estudante conta que é essencial ter, ao menos, o nível intermediário de inglês, já que se trata da língua mais falada no mundo. Não é necessário falar alemão, mas é interessante ter um conhecimento prévio do idioma para facilitar a comunicação.

Clima e fuso horário

Para quem vive em um país tropical, não é muito fácil adaptar-se ao clima da Alemanha, pois, no verão, chove com frequência e as temperaturas não sobem além dos 23°C. O grande desafio de viver num país como este, porém, são os meses de outono e inverno, já que a temperatura pode chegar abaixo de zero.

O fuso horário também é muito diferente: enquanto todo mundo dorme no Brasil, os alemães já estão de pé, para começar sua rotina. Na Alemanha, são quatro horas a mais do que por aqui. Devido a isso, a comunicação, a rotina e o descanso podem ficar um pouco afetados.

Porém, nada disso impede de conhecer as belas paisagens do país e de ter uma conversinha com os amigos e familiares. Como tudo é questão de costume, isso seria só mais uma adaptação à rotina dos intercambistas.

Trabalho

Conseguir um trabalho na Alemanha, não é uma tarefa muito fácil, pois a maioria dos contratantes exige que você fale a língua alemã. Também não é algo impossível, já que existem alguns empregos em startups e freelances que só exigem o inglês.

 

E aí, o que achou de nossas dicas? Já pensa em arrumar as malas e partir para o intercâmbio? Deixe seu comentário!

 

*A matéria foi produzida sob a supervisão do professor Maurício Guilherme Silva Jr. e da jornalista Daniela Reis

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