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Um Dj tocando ritmos latinos, dois bailarinos e professores de dança ensinando os passinhos, tudo isto ao ar livre e gratuitamente… Seria maravilhoso? Será! Neste sábado, 29, às 16h00, a bailarina e professora de dança, Maíra Rodrigues, ofertará uma aula de salsa cubana na Praça da Liberdade. O evento será aberto para todas as idades e todos os corpos, já dançantes sou não. A aula faz parte da programação do Festival da Gentileza, que começou na quarta, 26, e se estende até domingo, 30.

Maíra conta que a idéia de dar aulas ocupando o espaço público une a vontade de trabalhar com “um monte de gente massa dessa cidade e o desejo de ver a rua, a praça, essa cidade bailando salsa!”. E a aula é pra quem? “A aula é para todo mundo! É aula pra se divertir, pra aprender, pra conhecer, pra interagir.”, explica a bailarina que iniciou o projeto na Virada Cultural deste ano.

A música ficará por conta do ator, músico e roteirista colombiano, Dj Valderrama. Após a aula, a discotecagem continuará agitando a festa. No evento do Facebook, que conta com 628 confirmações, Maíra deixa claro: “Aqui não tem espaço para homofobia, racismo, transfobia, machismo, nem um tipo de preconceito”, e acrescenta: “O Festival é da Gentileza, a dança é de todos nós, com carinho, com vontade, malemolência e sorrisão estampado no rosto”.

Eventuais dúvidas que possam surgir, foram esclarecidas pela bailarina:

Tem que fazer inscrição antes?
Não! Chega Chegando, com vontade de dançar, que a gente se organiza na hora.

Preciso levar um par?
Não! Convida alguém pra dançar na hora, vai ser massa!

Dança de salão é aquele negócio que dança a dama com o cavalheiro e o homem conduz e a mulher obedece?
Já estamos no século XXI, gente! Pode até ter gente que pense assim ainda, infelizmente, mas aqui é diferente! Dançam duas pessoas, as duas podem propor e não importa o gênero de cada uma. No caso da Roda de Casino as coisas funcionam um pouco diferente, os pares não são fixos e tem uma pessoa que canta os passos (nesse caso, duas, eu e o Lucas Veríssimo).

Tem que ir com roupa e sapato específicos para dança?
Venha com roupas confortáveis, aquelas que você não precisa ficar ajeitando e com as quais vai se sentir bem! O mesmo vale para os sapatos, mas no caso deles o ideal é que sejam firmes no pé, sabe?

Nunca dancei na minha vida. Posso ir?
É mais um motivo pra vir! A dança só tem um Grande problema: vicia!!! Maravilhoso esse problema, né?

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Ás semanas são sempre corridas, vivemos em um mundo aonde segunda estamos de ressaca e na sexta estamos apaixonados, e o primeiro suspiro aliviado após o fim do expediente é uma sensação única que só quem gosta de curtir uma boa balada numa sexta à noite pode descrever!

 É o momento em que todos se tornam jovens e curtirmos um pouco. Entre baladas e barzinhos, snaps e tweets, carros e ônibus, nas praças ou festinhas improvisadas aos milhares, aproveitamos a noite!

Mas como era isso, há 30 anos? Como era sair quando não tínhamos internet, os costumes eram diferentes?

Como em toda e qualquer parte da história da humanidade, adolescentes tem seu jeito especial de agir, com bastante rebeldia, às vezes, fumando e/ou bebendo escondidos, dando alguns beijos roubados, os adolescentes dos anos 80 roubaram a atenção em uma década em que tudo parecia ser feito para este público!

Na moda muita cor, muito exagero, e assim como um adolescente que se recusa a ser nada menos nada mais do que ele mesmo, aquela década foi exagerada! Os rapazes, dos anos 80, geralmente, com calças Fiorucci, Baggy e semi-baggy, com camisas de bandas, o gel new wave nos cabelos, para poder destacar, e as mulheres sempre de ombreiras, camisetas Pakalolo, e penteados com topetes tão altos que deixariam Marge Simpson com inveja!

Iam para as melhores danceterias aonde a música trazia uma batida mais disco e eles poderia virar a noite dançando os famosos passinhos ensaiados durante toda semana, ao som de Madonna, Duran Duran, Cyndi Lauper, Michael Jackson entre outros grandes nomes da década. E tomando uma Keep Cooler (a Ice da época), Piper Menta, um vinho barato ou a nossa clássica cerveja.

Ou para aqueles que eram mais cools e preferiam uma balada menos mainstream um “baile de garagem (em alguns casos “baile de galpão”), era ideal! Eram improvisadas uma pista de dança com grandes caixas de som aonde eles curtiam algumas bandas mais alternativas da época e também um palco que a maioria das vezes traziam pequenas bandas da região.

Foram nessas festas improvisadas que surgiram nomes como, Os Paralamas do Sucesso, Ultraje a Rigor, Ira!, Engenheiros do Hawaii, Legião Urbana, Plebe Rude, Capital Inicial, Titãs, Barão Vermelho, e até nomes mais pops como Kid Abelha e RPM entre outras.

Aliás falando de Rock Nacional e de festas improvisadas, você sabia o que significa ‘Rockonha’? A palavra é citada no seguinte trecho da clássica Faroeste caboclo, da banda Legião Urbana:

“Jeremias, maconheiro sem-vergonha
Organizou a Rockonha e fez todo mundo dançar
Desvirginava mocinhas inocentes
Se dizia que era crente, mas não sabia rezar”

‘Rockonha’ eram exatamente estas festas improvisadas em Brasília na década de 70/80, por serem regadas à rock e maconha mostrou toda a ousadia adolescente da época em batizar estas festa com este nome, e de quebra entraram para a história da música nacional.

E para aqueles que curtiam ficar em casa, antes de ter o grande serviços de streaming da Netflix, na televisão surgia a MTV com muitos videoclipes, dos mais diversos artistas, no cinema John Hughes fazendo muitos filmes sobre a vida teen da época, criando heróis da adolescência como Ferris Bueller em Curtindo a vida adoidado, ou a mulher dos sonhos em garota nota 1000.

Mas isso já outra história, porque seja como dia de maldade ou dia da “Rockonha”, na nossa época ou há 30 anos atrás, sexta feira é sexta feira, e agora está na hora de ir curtir a nossa!

Matéria produzida pelo aluno do 4º período de jornalismo, Daniel Reis, na disciplina de TIDIR/JOR2B

 

 

 

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Em 11 minutos você escolhe o sabor de uma pipoca – 2 minutos, se dirige ao microondas e a coloca – 4 minutos, e por fim escolhe um filme pra assistir – 5 minutos. 11 minutos é apenas um curto espaço de tempo, com pouco significado para muitas pessoas. No entanto, no Brasil, este curto espaço de tempo possui grande relevância, visto que a cada 11 minutos ocorre um caso de estupro no país.

De acordo com o Sistema de Informação de Agravos de Notificação, (Sinan), em números, são contabilizados cerca de 527 mil casos por ano, sendo deste total, 89% vítimas do sexo feminino. É claramente um índice de violência direcionada a um gênero específico, em uma sociedade que deveria estar alarmada com os números, principalmente quando 70% deles envolve crianças e adolescentes. Apenas 10% destes casos são notificados à polícia, não é incomum este número em uma sociedade que culpabiliza a vítima por ter sofrido o abuso sexual, considerando que fatores como vestimenta e horário, são argumentos para que o ato seja permitido. Esse fator reduz a parcela de pessoas que querem notificar a ação sofrida, por de fato se responsabilizar por aquilo que ocorreu com elas.

O estupro deve ser notificado, não pode continuar atuando como uma forma de opressão e controle. Roupas, horários, modo de falar ou agir, não são e nunca deverão ser, motivos para incitar um ato que diariamente interfere nas interações sociais do indivíduo, que desenvolve traumas levados para sempre.

Denuncie: 180 – Central de Atendimento à Mulher.

Documentário produzido por alunos dos 3º e 4º períodos de jornalismo, UNA.

Matéria produzida pela aluna do 4º período de jornalismo, Rafaela Bragança, na disciplina de TIDIR/JOR2B

 

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Foto Divulgação
  • Django de Los Muertos

Data: 28.10.2016 – 21:00

Local: BR 356 – Km 7,5 – 7575, Olhos D´Agua

Nessa sexta será celebrado o Dia de Los Muertos!
E dessa vez quem vem de longe estrear no palco Django é a paulista Pathy Dejesus! Pathy, além de DJ, é modelo e apresentadora de TV. Foi também a primeira negra a ser capa da edição de aniversário da Playboy e promete sacudir a pista com o melhor do hip-hop.
Também estarão presentes a banda Velotrol com uma apresentação especial e do residente Eddy Alves!

https://www.facebook.com/landspiritoficial/

Telefone: 31 3307-7600

  • Halloween

Data: 28.10.2016 – 21:00

Local: Fifty Savassi

Grupo Elas e um super time de Djs prometem agitar a noite das Bruxas!
Live:
Grupo Elas
Deejays:
PATY TERRA
REURY CAXITO
RAFA FANTINI

https://www.facebook.com/fiftysavassi/

Telefone: 31 3567-5818

  • Halloween

Data: 28.10.2016 – 22:00

Local: Clube Chalezinho

Pelo 3° ano consecutivo é o dia em que a casinha de madeira muda de cara para você se assustar e se entregar no clima de uma das maiores festas do mundo! Dress Code: Black to black and Scary!
Line up:
Lagum
The Rio Massion
DJ Léo Bacha
DJ Siman (Residente)

https://www.clubechalezinho.com.br/

Telefone: 31 3286-3155

  • Forrólloween

Data: 28.10.2016 – 22:00

Local: NECUP – Núcleo de Estudos de Cultura Popular: Avenida Nossa Senhora de Fátima, 3312 – Prado

O Forró do NECUP apresenta seu primeiro Forrólloween, trazendo a força de uma das festas mais tradicionais e populares em todo o mundo misturada à irreverência do forró e dos ritmos nordestinos.
No palco os parceiros do Trio Gandaiêra e do Trio Lampião.

https://www.facebook.com/necup/

Telefone: 31 3295-0716

  • Alta Fidelidead

Data: 28.10.2016 – 22:00

Local: Studio Bar

Os DJs Deivid, Fael, JJBZ e Kowalsky convidam para um baile dos mortos 100% vinil com muito rock, rap, disco, soul, brasilidades e funk para todo mundo curtir sinistramente!

https://www.studiobar.com.br/

Telefone: 31 3047-1020

  • Halloween Baile Da Teresa

Data: 28.10.2016 – 22:00

Local: Granfinos

A festa à fantasia vai agitar o escurinho da Granfinos para todo mundo se jogar e gastar a sola do pisante até o dia amanhecer. Participação do bloco Juventude Bronzeada.

https://www.facebook.com/granfinosbh/

Telefone: 31 3241-1482

  • Halloween do Chapeleiro

Data: 28.10.2016 – 22:00

Local: Hangar 677: Rua Henriqueto Cardinale, 121 – Olhos d’Água

A festa vai ser mais do que animada, com muita música boa. Além disso, tem decoração temática e dress code obrigatório: todos de preto ou fantasiados.

https://www.facebook.com/hangar677/

Telefone: 31 98375-4115

  • Halloween Fifty Lourdes

Data: 28.10.2016 – 22:00

Local: Fifty Lourdes

Prepare-se para curtir e se arrepiar na festa de HALLOWEEN! Marina Araújo + Djs Fabrinni Ribeiro, Babi, Oliver Bredariol e Alê Abreu prometem agitar a noite das Bruxas do Fifty!

https://www.facebook.com/fiftylourdes/

Telefone: 31 2510-5818

  • Halloween – Work Party

Data: 28.10.2016 – 23:00

Local: Lotus Lounge: Rua Pitangui, 1682 – Floresta

Chegou o Halloween, e a Lotus vai entrar nas trevas, mas sem esquecer sua origem pop! A Work Party chega na sua terceira edição com as gostosuras e travessuras!

https://www.sympla.com.br

We Can Dance – Halloween

Data: 28.10.2016 – 23:30

Local: dDuck

Sexta é dia de vir fantasiado pra We Can Dance que tá em clima de HALLOWEN, deixando a pista em um clima bem trevoso! No som, o melhor da dance music, do pop, 90s, e os hits que todo mundo ama pra só sair da pista com o sol na cara!

https://www.dduck.com.br/

Telefone: 31 3267-8472

 

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“Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?”

Conheço um casal “Eduardo e Monica”, mas na verdade chamam-se Yasmin e Isabel.

Yasmin e Isabel não são muito parecidas, uma de aries e a outra leonina, mas até que na idade e na altura elas acertam. Yasmin gosta de sair, se divertir com os amigos e ouvir musica alta. Enquanto Isabel gosta mais de ficar em casa, assistir um bom filme, enrolada em seus gatos. Isabel gosta de teatro e museu, Yasmin gosta de bar.

Se conheceram em uma festa, o primeiro assunto de “YasBel” foi sobre churrasquinho. Elas então trocaram telefone e decidiram um dia se encontrar. Yasmin sugeriu balada, já Isabel queria algo mais romântico – Que tal um jantar?

Se encontraram, então, na praça da liberdade. As duas foram de ônibus. Isabel achou melhor não comentar, mas estava cada dia mais apaixonada pela pequena japonesa de olhinhos puxados. Yasmin achou melhor espalhar, e contou pra todo mundo que tinha encontrado sua alma gêmea. Semanas após Yasmin pediu Isabel em namoro, esta não hesitou e aceitou.

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Foto: Victoria Cruz

E, mesmo com tudo diferente, veio mesmo de repente uma vontade de se ver. E as duas se encontram, até hoje, todos os dias. Ou melhor, uma mora na casa da outra. Eduardo e Monica, (ops) Yasmin e Isabel fizeram aulinhas de dança, bambolê, festas e mais dezenas de coisas juntas, e todo ano viajam juntas. Yasmin explica pra Isabel coisas como o céu, a terra, a água e o ar. Isabel aprendeu a beber (ela ate sabia, mas graduou no assunto). E elas, sempre quando podem comem churrasquinho.

Isabel forma- se esse ano, elas tem muito que comemorar! Yasmin passou no vestibular, há 2 anos, e cursa publicidade. As duas comemoram juntas, e brigam (muito) juntas. E todo mundo diz que uma completa a outra e vice-versa. Não sei muito bem sobre o futuro das duas, mas espero que elas construam uma casa, tenham gêmeos (ou o que quiserem). Ah! E que nenhum de seus filhos fique de recuperação nas férias.

 

Crônica produzida pela aluna de jornalismo, Victoria Lott Cruz, na disciplina de Tidir/JOR2B

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Ricardo Esteves (ao fundo), palestrando. Foto: Facebook oficial da ABRATA

O Coordenador Estadual de Saúde Mental da Secretaria de Estado de Saúde Minas Gerais (SES/MG), Humberto Cota Verona, estima que os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do estado atendam em média 200 mil pessoas por mês. Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são dispositivos territoriais de urgência para atendimento a casos graves, ao serem estabilizados são referenciados às Unidades Básicas de Saúde para acompanhamento ambulatorial. O SES/MG estima, portanto que, a rede básica de saúde do SUS acompanha aproximadamente 100 mil pessoas com transtorno mental/mês em todo estado.

“Não é possível dimensionar quantos pacientes entram e saem dos hospitais psiquiátricos conveniados com o SUS. No entanto, é possível dizer que esse número reduziu, significativamente em relação ao ano 2000, pois, naquela época, só havia no estado de Minas Gerais 36 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), o que justificava uma demanda maior para internações psiquiátricas”, explica Verona.

Na Idade Média os considerados loucos eram confinados em grandes asilos e hospitais, a classe de indesejáveis: inválidos, portadores de doenças venéreas, mendigos e libertinos. Os mais violentos eram acorrentados e alguns eram permitidos sair para mendigar. Phillippe Pinel, considerado o pai da psiquiatria, propôs uma nova forma de tratamento aos loucos, libertando-os das correntes e transferindo-os aos manicômios, destinados somente aos doentes mentais. O tratamento nos manicômios, defendido por Pinel, baseou-se principalmente na reeducação dos alienados, no respeito às normas e no desencorajamento das condutas inconvenientes.

Com o avanço das teorias organicistas, o que era considerado como doença moral passa a ser compreendida também como uma doença orgânica. Iniciou-se então o movimento da Luta Antimanicomial que nasceu profundamente marcada pela ideia de defesa dos direitos humanos e de resgate da cidadania dos que carregam transtornos mentais. No Brasil, tal movimento começou no final da década de 70 com a mobilização dos profissionais da saúde mental e dos familiares de pacientes com transtornos mentais. Esse movimento se inscreve no contexto de redemocratização do país e na mobilização político-social que ocorre na época, e a partir da inserção da nova política, foi possível o paciente ter seu direito de convívio em sociedade preservada, um tratamento humano e assistido por profissionais comprometidos.

A Política Nacional de Saúde Mental, apoiada na Lei nº 10.216/2001, tem por finalidade proteger e garantir os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e consolidar a importância no tratamento dessas doenças. Conforme o artigo 3º desta lei é responsabilidade do Estado: “O desenvolvimento da política de saúde mental, a assistência e a promoção de ações de saúde aos portadores de transtornos mentais, com a devida participação da sociedade e da família, a qual será prestada em estabelecimento de saúde mental, assim entendidas as instituições ou unidades que ofereçam assistência em saúde aos portadores de transtornos mentais.”.

Postos de saúde tem papel importante em atendimento

“No início foi difícil conversar com alguém que eu não conhecia, mas se não fosse isso, talvez eu não tivesse aguentado. É muita angústia.” diz Hudson do Nascimento Reis, 45 anos, sobre o acompanhamento psicológico que teve no Centro de Saúde Dom Joaquim, localizado no bairro Fernão Dias, região nordeste de Belo Horizonte. “Se minha família não tivesse insistido eu nem teria procurado ajuda, ainda bem que procurei.” conta Reis, que foi diagnosticado com depressão após a morte da sua esposa Camila do Rosário Silva Reis de 40 anos que sofria com um câncer no intestino, e foi a óbito em 2012. Ele foi encorajado pela família a buscar apoio para a doença na rede pública de saúde.

A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), informa que a Política de Saúde Mental de Belo Horizonte segue as diretrizes da Reforma Psiquiátrica e os princípios da luta antimanicomial do Ministério da Saúde.

Quanto ao atendimento, cada unidade do Centro de Referência em Saúde Mental (Cersam) atende demanda espontânea e, também, usuários que são referenciados pelos centros de saúde, UPAs e outros serviços de saúde, além da rede de acolhimento e proteção.

Os casos em crise, que necessitam de um acompanhamento mais sistemático e intenso são encaminhados para outros serviços especializados, dependendo de cada caso, mas mantendo a referência do caso na APS (Centros de Saúde). Atualmente, a média de usuários em tratamento na modalidade de permanência/dia é de 70 usuários, em cada um dos CERSAMs, além do atendimento ambulatorial. O tratamento pode variar de 60 a 70 dias e não existe limite quanto ao número de atendimentos quanto à permanência. Todos os usuários que procuram o serviço são atendidos e encaminhados de acordo com a demanda apresentada.

Grupos de apoio oferecem ajuda psicológica

A psicóloga Elayne Aparecida Costa Almeida Dias, 23 anos, ressalta sobre a importância desses grupos para o bem estar do paciente e familiares. “Os grupos de apoio têm, portanto, a função de inserção social, bem como de conscientização não somente do paciente, mas também de sua família”, esclarece Dias.

Por vezes às pessoas com doenças psicológicas sofrem algum tipo de comportamento hostil por parte de alguém sendo sua maioria da própria família, porém, o problema é grave, deve ser reconhecido e tratado com a devida atenção.

“É um local onde ambos terão a oportunidade de se expressarem, serem ouvidos e orientados. O Psicólogo nesses grupos tem, portanto, a função de mediador das conversas ali tidas, promovendo debates, acolhimento, assistência e orientação.” explica Dias.

A ABRATA, abreviação para Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos, é um dos mais reconhecidos centros de atendimento psicológico sem fins lucrativos. Tem por objetivo apoiar psicossocialmente as pessoas com depressão e transtorno bipolar, seus familiares e amigos, reduzir o estigma e melhorar a qualidade de vida das pessoas com transtornos afetivos.

Os recursos para manter a instituição são provenientes de contribuições de associados, eventos de captação, eventuais patrocínios e doações de empresas. “A iniciativa partiu da convivência num grupo chamado GRUDA que fica o Hospital das Clínicas e atuava com médicos e pacientes. Daí nasceu à ideia de criar algo que funcionasse como um grupo apenas com os portadores ou familiares sem presenças dos médicos”, relata o diretor de Comunicação da ABRATA, Ricardo Esteves.

Atualmente, a instituição conta com 5.400 associados e 45 voluntários, sendo 13 psiquiatras e 4 psicólogos, com 2.830 pacientes ativos e atendidos (levantamento feito em 2015) “Eu mesmo comecei participando dos grupos em 2008 e atualmente sou voluntário”, revela Esteves. Entre as atividades de apoio, estão palestras abertas ao público que esclarece sobre sintomas, tratamentos, e dificuldades sobre a depressão e transtorno bipolar, assim como, grupos nos quais os participantes fazem relatos, tiram dúvidas e trocam experiências, possibilitando um conforto entre os iguais.

Ricardo Esteves (ao fundo), palestrando. Foto: Facebook oficial da ABRATA
Ricardo Esteves (ao fundo), palestrando. Foto: Facebook oficial da ABRATA

“A sede é em SP e estamos abrindo o primeiro núcleo fora que ficará em Santos. Qualquer necessidade de um portador ou familiar e amigo, basta entrar em contato com a ABRATA que sempre haverá orientação.” informa Esteves. A ABRATA possui parcerias com outros grupos de apoio, como o CVV (Centro de Valorização da Vida), ASTOC (Associação Brasileira de Síndrome de Tourette, Tiques e Transtorno Obsessivo Compulsivo), ABTB (Associação Brasileira de Transtorno Bipolar).

Em Minas Gerais, também, há grupos de apoio com a mesma base solidária, seguem os mesmos padrões de atendimento, com atividades diversas para melhorar a qualidade de vida e bem-estar dos pacientes. A iniciativa tem que partir do próprio membro e a família é essencial nesses casos.

 

por: Lorrayne Chacon

 

Matéria produzida pela aluna do terceiro período de jornalismo, Lorrayne Chacon, na disciplina de TIDIR/JOR2B