Authors Posts by editores contramao

editores contramao

782 POSTS 3 COMMENTS

0 718
Foto divulgação
Hoje acontece o primeiro debate temático sobre mobilidade urbana entre as campanhas em disputa no segundo turno eleitoral de Belo Horizonte. O debate é realizado pela campanha #D1Passo, em parceria com o Centro Universitário UNA e o Jornal O Tempo, e acontece hoje, às 19h, no auditório da UNA Aimorés, com entrada aberta.
A campanha #D1Passo, idealizada por quatro movimentos que atuam em Belo Horizonte – BH em Ciclo, Bike Anjo BH, Movimento Nossa BH e Tarifa Zero BH – trabalha, desde o início do primeiro turno, analisando e avaliando os programas de governo dos candidatos e levando às candidaturas propostas como a priorização de quem anda a pé de bicicleta e de ônibus, o barateamento e promoção de melhorias no transporte público de Belo Horizonte e a redução do número de carros e motos que circulam em na cidade.
Foi confirmada a presença de Paulo Lamac, candidato a vice-prefeito na chapa de Alexandre Kalil, representando a chapa do candidato do PHS, e de Luisa Barreto, coordenadora do programa de governo de João Leite, representando a chapa do candidato pelo PSDB.
O debate, cujo formato foi validado pelas assessorias das duas candidaturas, vai ter três blocos. No primeiro, os representantes dos candidatos irão apresentar visão de futuro que o projeto de cada candidato tem para Belo Horizonte, articulando os seus programas com o tema da mobilidade urbana sustentável. Assim, devem também expor seus diagnósticos sobre os principais problemas e sobre temas ligados à mobilidade urbana, e como irão solucioná-los em direção à visão de futuro proposta, interagindo com jornalistas, especialistas e sociedade civil.
No segundo bloco, os candidatos serão perguntados sobre temas ligados à mobilidade urbana a partir do programa apresentado pela D1Passo, com o qual os candidatos tiveram contato ainda no primeiro turno. No terceiro bloco os candidatos farão perguntas entre si sobre temas ligados à mobilidade urbana e também responderão perguntas de internautas.
Para saber mais sobre as propostas acesse https://d1passo.org/programa/. O jornal Contramão irá realizar transmissão ao vivo pelo página do facebook: https://www.facebook.com/contramaojornal/

0 658
Foto: Artur Rocha

A música é talvez a forma mais profunda de se comunicar, com ela podemos sentir a essência da alma e expressar sentimentos que outrora não seriam possíveis somente pelas palavras. Música é ritmo de uma roda de capoeira, batuque dos tambores africanos, ela é corda de um violino ou violoncelo, voz lírica do tenor Pavarotti, rimas do rap, protestos do rock, música é a graça da bailarina, ritmo dançante de James Brow, romantismo de Ed Sheeran que enamora casais. Música dita a vida, música é vida.

A cada época surge um cantor, uma música, uma batida, um som. Alguns passam rapidamente, são de momentos e marcam aquele instante, mas há sons, musicas e cantores que conseguem mais que isso. Eles se transformam em reis e rainhas, e transmutam o tempo, tornam-se referência de seguimento, inspiram uma nova tribo, suas letras parecem transcender a eternidade.

O tempo leva a voz, mas a melodia que é cantada e tocada por quem se sentiu inspirado fica, permanece. No cenário da musica temos diversas pessoas revivendo o que foi levado pelo tempo. Entrevistei duas bandas que revivem o passado se apresentando em casas de shows, bares, e outros diversos lugares. A banda Uai Pode toca sons que marcaram os anos 60,70,80, já a  Banda Killjoy escolheu anos 2000 em diante para fazer parte do repertório.

Banda Uai Pode

Como surgiu a banda? Quem influenciou vocês a formarem um grupo de música?
Influência da família. Já tocamos em outra banda e por divergências separamos e formamos a Uai Pode.

Quem são seus ídolos? Quem é referência na musica para a banda Uai Pode?

Os Beatles, Pink Floyd, Legião Urbana, Elvis Presley, Lulu Santos. Estes e outros ícones da música, colocamos no repertório da banda. Então além de tocar musicas de nossa autoria, acrescentamos os grandes sucessos dos anos 1960 até 1990. Fica bem variado e divertido.

Quais as maiores dificuldades que a banda Uai encontra para tocar?
Se dividir entre o trabalho e a música nem sempre é fácil, tocar nos fins de semana e a noite. Trabalhar com dois empregos é ter duas vidas. O Mercado da música também passa por uma crise, não sei se só financeiramente, mas vemos os Shows ficarem vazios e o número de contratos diminuírem consideravelmente de uma época para cá.

Em quais lugares a banda se apresenta geralmente?

Casamentos, Bares, casas de shows. Hoje vamos tocar no Vinil, mas tocamos na Serra do Cipó (Panela de Pedra) e Bar Gilboa com bastante frequência.

Pensando no futuro, quais são os projetos da banda?

Nos inscrevemos em festivais e programas de reality Show, estamos aguardando sermos chamados. Neste segundo semestre estamos preparando também o lançamento do nosso CD.

Foto: Artur Rocha
Foto: Artur Rocha

@uaipode
Facebook

Banda Killjoy

Como foi formada a banda Killjoy? De quem foi ideia?

Iniciou com o término de outra banda. Chamamos uma baixista e um baterista para compor e iniciamos este projeto no começo de 2016, uma nova configuração de estilo para a banda.

Quais ídolos e  referências na música que a banda Killjoy toca?

Green Day, Michael Jackson, Red Hot Chili Peppers. Pop de 1990 até 2000 no geral, tudo que foi sucesso e marcou.

Lugares que a banda já se apresentou:

Matriz Casa Cultural, Park Rock Bar, Protótipo Bar e Festival São Rock Uai.

Quais são os planos e projetos da banda?

Não pensamos em longo prazo, sempre em médio e curto prazo. Nossa ideia é gravar nossas músicas e buscar apresentações em casas de shows maiores. O propósito da banda é tocar musica de 2000 para frente, pois são musicas que todos conhecem, musicas que nós ouvíamos em nossa adolescência.

Killjoy JPG -e
Foto: Artur Rocha

@bandakilljoy
Facebook

Matéria produzida pelo aluno do quarto período de jornalismo, Artur Rocha, na disciplina de Tidir/JOR2B.

 

0 3687
(Muro em frente à casa do Renato Russo, em Brasília, um dia após show desastroso no Mané Garrincha. Foto: Reprodução internet)

 

O último e histórico show da Legião Urbana em sua cidade natal: 63 presos, 231 feridos e uma onda de ódio à banda.

Mais de 50 mil pessoas foram até o Estádio Mané Garrincha, em Brasília no dia 18/06/1988 para acompanhar o show que marcava a volta da banda Legião Urbana a sua cidade de origem. Toda a cidade se mobilizou para o que seria o maior evento da história de Brasília, mas após sucessão de erros dos organizadores, da banda, Polícia Militar e mau comportamento do público, o show terminou em tragédia com 63 pessoas presas, mais de 230 feridos e uma onda de ódio contra a banda, que nunca mais se apresentou na capital brasileira.

O tumulto começou já na entrada do estádio, a organização do evento não disponibilizou todos os portões do estádio para o acesso do público, o que gerou filas enormes e grande confusão, levando a PM a agir com truculência para conter a agitação. O clima já era tenso no Mané Garrincha quando a Legião Urbana, com mais de uma hora de atraso, deu início ao show, e ainda existiam filas enormes do lado de fora do estádio.

O público parecia contido e o show prosseguia, até que Renato Russo, vocalista da banda fez um discurso de criminalização das drogas. O público não reagiu bem à fala de Renato, o vaiou e começaram a jogar “bombinhas” no palco, mas o ápice da fúria aconteceu assim que o vocalista terminou seu discurso, um homem invadiu o palco e subiu nas costas de Renato Russo, agarrando-o pelo pescoço.

Ouça o discurso de Renato que causou revolta entre os fãs:

Assista ao vídeo do momento em que Renato Russo é atacado:

Imagens: TV Globo

Após esse incidente, o clima que já era de tensão, piorou. O show era paralisado todo o tempo, no gramado e arquibancada do estádio o público entrava em conflito com a PM, enquanto objetos continuavam sendo arremessados no palco. Em 1999 o baterista Marcelo Bonfá e o guitarrista Dado Villa-lobos, em entrevista para a Rádio Cultural/RJ, relataram o que aconteceu no dia, e os prováveis motivos para o fatídico show. Ouça a entrevista, que conta ainda com relato do Renato Russo, dias depois do evento para TV Globo:

Em meio a trocas de acusações a Secretária de Segurança Pública de Brasília abriu um inquérito para investigar as causas e os danos dos incidentes ocorridos durante o evento. Hezir Espindola, representante dos organizadores do show e César Paz representante da Sec. de Segurança Pública, relataram o ocorrido em entrevista para a TV Globo, dias após o show em junho de 1988. Ouça os relatos de Hezir e César, respectivamente:

Com o nível de tensão alto no ambiente, era inevitável que a situação piorasse, aparentemente com a intenção de diminuir os nervos, Renato paralisou uma música e com palavras ásperas encerrou o show, o público revoltou-se novamente e o tumulto piorou, corre-corre, pessoas sendo pisoteadas, a polícia voltou a agir com truculência, as pessoas que foram como fãs da banda, voltaram do estádio com o sentimento de frustração e rancor com a Legião Urbana. Paredes em torno do estádio e próximas a casa da mãe de Renato Russo amanheceram pichadas com palavras de ordem contra a banda. Ouça o momento em que Renato encerra o show:

jornal

(Jornal Correio Brasiliense 20/06/1988)

Carminha Manfredini, mãe de Renato Russo, explicou em entrevista a Rádio Cultural, o quão era importante para seu filho, se apresentar na cidade onde viveu e o tamanho da decepção com o resultado desse dia que entrou negativamente na história de Brasília e a Legião Urbana. Ouça o depoimento de Manfredini:

Assim encerrou-se a história da Legião Urbana com Brasília. Nem só de flores e amor se vive uma paixão.

Matéria produzida pelos alunos do 4º período de jornalismo, João Victor de Castro e Paloma Simões, na disciplina de TIDIR/JOR2B.

 

 

 

 

0 415
Foto Divulgação
  • Skank

Data: 22.10.2016 – 22:00

Local: BH Hall

O set list conta com pouco mais da metade das onze músicas inéditas do recém-lançado “Velocia”, entre elas “Ela Me Deixou”, de autoria de Samuel Rosa e Nando Reis; “Do Mesmo Jeito”, feita em parceria com Lucas Silveira, e “Esquecimento”, o segundo single.
O grupo começa o show com “Noite” e ainda mostra “Alexia” e “Multidão”. Durante a apresentação, a plateia poderá observar nos telões imagens feitas especialmente para cada música.
Claro que os sucessos de Samuel Rosa, Henrique Portugal, Haroldo Ferreti e Lelo Zaneti não ficarão de fora. O público poderá ouvir “É uma partida de futebol”, “Dois Rios”, “Jackie Tequila”, “Saideira”, “Garota Nacional” e “Te Ver”, entre muitas outras.

https://www.chevrolethallbh.com.br/

Telefone: 31 4003-5588

  • Mistura Fina

Data: 22.10.2016 – 22:00

Local: Observatório

A programação desse fim de semana é embalada com MC Guimê e Matheus Lucatto, que vai gravar seu DVD.

https://www.facebook.com/Observatorio.BH/

Telefone: 31 3286-3581

  • Teatro além do gênero

Data: de 22.10.2016 até 23.10.2016

Local: Centro Cultural Pampulha (CCP)

A oficina “Teatro além do gênero”, tem como base a construção de cenas ou performances a partir da vivência de mulheres sobre a violência contra a mulher e a luta pelos seus direitos.
A oficina é aberta a interessados maiores de 16 anos, preferencialmente, mulheres.

Informações Adicionais:

Sábado das 10h às 13h, dom. das 9h às 12h.

https://www.bhfazcultura.pbh.gov.br/

Telefone: 31 3277-9292/3277-9293

Entrada Franca

  • Mês do Museu dos Brinquedos

Data: de 22.10.2016 – 10:00 até 22.10.2016 – 16:00

Local: Museu dos Brinquedos

Oficina de Brinquedo Mirabolante
Exposição de brinquedos
Brincadeiras no pátio
Espetáculo Teatral “A Caixinha de papelão”
Com A Patela Cia de Teatro e Dança.

https://www.museudosbrinquedos.org.br/

Telefone: 31 3261-3992

  • Festival Pampulha Rock 2016

Data: de 22.10.2016 – 16:00 até 22.10.2016 – 20:00

Local: Centro Cultural Pampulha (CCP)

Shows de rock com bandas e artistas independentes da região da Pampulha e outras regionais.
Produzido pelo o grupo O Coletivo – Bandas Independentes.
Bandas:
– A Sombra
– Conflito
– Dr Brian
– Joe
– Rag Dolls
– Studio Zero

https://www.bhfazcultura.pbh.gov.br/

Telefone: 31 3277-9292/3277-9293

Entrada Franca

  • Simplesmente Elis

Data: 22.10.2016 – 21:00

Local: Cine Theatro Brasil Vallourec

Estreando nos palcos de BH, “Simplesmente Elis” é uma homenagem especial a uma das maiores interpretes da música popular brasileira, a cantora Elis Regina, que marcou as décadas de 1960 a 1980, com sua voz inigualável e com tempero apimentado e vendendo 4 milhões de discos em 18 anos de carreira. Qualidade vocal, presença de palco e personalidade colocaram Elis na história como uma das mais importantes cantoras e intérpretes brasileiras.

https://cinetheatrobrasil.com.br/

Telefone: 31 3201-5211

  • Video Games Live

Data: 23.10.2016 – 19:00

Local: Cine Theatro Brasil Vallourec

Uma experiência completamente nova e original para famílias, fãs ou apenas curiosos do mundo dos games. Um evento com o conceito de imersão, que reúne o mundo da música dos games mais populares com a presença ao vivo de orquestra sinfônica, percussionistas eletrônicos, coro, solistas, vídeos e arranjos musicais exclusivos, iluminação sincronizada, ação ao vivo e momentos reais de interação, fantasia e entretenimento explosivo. Este é o Video Games Live™, VGL, que chega à sua décima primeira edição trazendo conteúdo exclusivo para o Brasil em salas do Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

https://cinetheatrobrasil.com.br/

Telefone: 31 3201-5211

  • Gabriel Elias e Ana Gabriela

Data: 23.10.2016

Local: Cine Theatro Brasil Vallourec

Pela primeira vez juntos no mesmo palco, o cantor, compositor e multi-instrumentista Gabriel Elias e Ana Gabriela se apresentam em Belo Horizonte. O projeto, desdobramento do #2em1, encabeçado por Gabriel Elias, busca disseminar a nova geração de talentos da música brasileira em solo mineiro, cedendo espaço para artistas de projeção na web. No repertório, músicas autorais em formato acústico unem elementos do Pop, Reggae e MPB, num duo com duas das mais belas vozes do cenário musical atual.

Informações Adicionais:

Às 16h e às 19h.

https://cinetheatrobrasil.com.br/

Telefone: 31 3201-5211

  • Se eu fosse ladrão… roubava

Data: 23.10.2016 – 19:30

Local: Cine 104

Direção – Paulo Rocha
PORTUGAL, 2011, 87 min
Com Isabel Ruth, Luís Miguel Cintra, Márcia Breia, Chandra Malatitch, Raquel Dias, Carla Chambel
Partindo da memória familiar e da sua obra cinematográfica, Paulo Rocha revisita as suas origens e as referências mais marcantes da sua vida. Para isso, evoca a infância e juventude do pai, em particular o sonho de emigrar para o Brasil, para onde acabou por partir em 1909. Este tema familiar cruza-se constantemente com os seus filmes, algo que o leva a refletir sobre a sua própria necessidade de partir.

Informações Adicionais:

Distribuição de ingressos uma hora antes da sessão.

https:// https://www.cinebh.com.br

https://www.centoequatro.org/

Telefone: 31 3222-6457

Entrada Franca

 

0 743

A fim de conscientizar mulheres sobre a importância da prevenção do câncer de mama, uma caçamba de rejeitos de construção rosa, foi instalada na terça-feira, 18, próximo a lanchonete, Xodó, na Praça da Liberdade, região Centro Sul de Belo Horizonte.

IMG_5432
Caçamba rosa instalada na Praça da Liberdade – Foto: Isabela Castro

A caçamba pertence a empresa Central Locações e segundo a gerente administrativo, Graziele Tavares, a iniciativa é da própria empresa e começou em outubro de 2015, e devido ao resultado positivo dos clientes e da população, decidiram que iam manter para este ano. “A ideia surgiu como uma forma de apoio ao Outubro Rosa e conseqüentemente nos tornar mais um veículo de alerta à população para uma causa tão nobre.”, explica.

Além desta caçamba, foram instaladas outras na praça da Assembléia, na Savassi e outra em frente a Fundação Dom Cabral, porém, de acordo com as normas da PBH, as caçambas não podem ficar por muito tempo no mesmo local, então, eles vão estar sempre remanejando a posição delas, até o fim da campanha.

14650652_612505042262166_4325600279087957271_n
Central Locações promove a campanha “Outubro Rosa” – Foto: Divulgação/Facebook

Ela conta também, que eles promovem a campanha “Novembro Azul”, que é para a prevenção do câncer de próstata, outro mal que atinge muitos homens pelo mundo. “Estamos abertos a novas ideias e projetos que girem em torno de causas como essas.”, comenta.  

O Palácio da Liberdade e o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), também estão promovendo a campanha, acendendo uma luz rosa ao anoitecer.

A campanha “Outubro Rosa”, que é comemorada todos os anos, desde a década de 1990, tem como objetivo conscientizar as mulheres do câncer de mama. Um mal que é comum entre as mulheres do mundo todo. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), espera-se para 2016, 57.960 novos casos de câncer, 840 a mais que o último ano.

Texto: Amanda Eduarda

 

Depois de passar por São Paulo e Rio de Janeiro, a exposição ComCiência, da artista australiana Patricia Piccinini chegou a BH na última quarta-feira,12. Com apenas uma semana de exposição, a obra, que une traços do realismo e surrealismo, tem encantado os mineiros. No evento da mostra no Facebook,  uma internauta avaliou: “Fantástico!”, e outra publicou: “Adorei, indico a todos que tem sensibilidade”.

A enfermeira Bruna Pinheiro, 25, já tinha ouvido falar da exposição, e quando viu a divulgação na página do CCBB BH, anotou a data da estréia para não esquecer de ir e levar a filha, Ana Júlia, a Juju, de 8 anos. Bruna conta que logo no início da mostra a pequena soltou um comentário que fez toda a diferença sobre sua percepção da obra: “repara no olhar dela mãe, é igualzinho de gente”.  

A enfermeira observou que muitos adultos tinham uma certa repulsa às esculturas de Piccinini, devida estranheza das formas, porém, o comentário de Juju a fez ter outra reação: “as obras ganharam vida própria e só despertaram bons sentimentos em mim, sobre o amor, sobre sermos verdadeiramente livres quando nos libertamos de todo preconceito”.

Marcelo Dantas, curador da obra, ressalta exatamente a capacidade da obra de, a partir de figuras tão estranhas, provocar bons sentimentos: “Se em um primeiro momento nossa reação é de repulsa ou de estranhamento diante dessas esquisitas criaturas, em um segundo instante a artista consegue fazer aflorar um sentimento de empatia ao nos colocar diante do olhar profundo de cada um desses seres, promovendo, de maneira surpreendente, um encontro entre algo tão estranho e nossos melhores sentimentos”, observa.

bruna
Bruna Pinheiro e Ana Júlia no CCBB.

Mãe e filha indicam a exposição, “ vão com o coração aberto, dêem duas voltas na exposição, porque na segunda fica mais legal!”, Garantem.

ComCiência

ComCiencia é a primeira exposição individual de Piccinini no Brasil, e faz um amplo apanhado da produção da artista, reunindo alguns de seus principais trabalhos: Big Mother (uma figura agigantada, que se assemelha a uma macaca e amamenta um bebê); The Conforter  (uma menina toda coberta de pelos acalenta um pequeno ser, de pele macia e pés fofos como um bebê humano, mas que tem uma boca agigantada e sem olhos) e The Observer (2010), um curioso menino que observa o mundo de um ponto de vista privilegiado e perigoso, o alto de uma pilha inclinada de cadeiras.

big mother
Big Mother, instalado no CCBB BH. Foto: Bruna Pinheiro

O trabalho da artista é realizado com grande variedade de materiais e linguagens: esculturas feitas de silicone e fibra de vidro, fotografia e vídeo, desenhos e pinturas.

A mostra dialoga tanto com o surrealismo como com o hiper-realismo, e questiona nossa semelhança e vínculo com os seres criados por ela. Leia mais!

O prédio do CCBB está tomado pelas obras (esculturas, relevos e desenhos) da artista. Segundo o curador, Marcello Dantas, a proposta é transformar as salas do centro cultural  como sendo o local onde esses seres vivem, comem e dorme.

SERVIÇO

A mostra estará em Belo Horizonte de 12/10/2016 a 09/01/2017, no CCBB Belo Horizonte. A entrada é franca e as visitas podem ser feitas de quarta a segunda, das 09h às 21h.

Por: Bruna Dias