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Evento começa hoje e vai até o dia 10/10 no CCBB

Espetáculos de dança contemporânea, dança de rua, cultura negra, Hip Hop, batalha entre linguagens múltiplas, espetáculo infantil e workshops compõe a programação do MID, Movimento Internacional de Dança, que começa nesta quinta-feira, 29, com espetáculos nacionais e internacionais de países como França, Itália, Espanha e Bélgica.

Ao todo, sete peças serão apresentadas ao longo dos 11 dias de mostra, sendo seis inéditas em Belo Horizonte. Anita Mathieu, Sérgio Maggio, Yara de Cunto e Gisella Rodrigues foram responsáveis por selecionar os espetáculos de dança contemporânea. De acordo com o criador e coordenador do MID, Sérgio Bacelar, os números foram escolhidos a partir da qualidade técnica e da capacidade de entreter públicos de faixas etárias distintas, com espetáculos para maiores de 12 anos e outros livres. As classificações etária e programação completa podem ser consultadas AQUI.

Além da troca de informações e aumento do repertório através da diversidade apresentada, outra proposta do MID é promover grupos locais. Em BH, os mineiros Rui Moreira e o coletivo de Hip-Hop, Família de Rua, participam do evento.

FAMÍLIA DE RUA

Neste final de semana, 01 e 02 de outubro, a Família de Rua participa da programação do MID com o projeto “FDR All Styles – Desafio na Pista”. Conforme o grupo informa em sua página no Facebook, o FDR é fruto do “Duelo de MC’s, que, ao lado do “Família de Rua Game of Skate”, ações que acontecem no Viaduto Santa Tereza desde 2007, são os principais projetos do grupo.

No CCBB, a partir da improvisação de movimentos ao som do DJ LB – que tocará diversos estilos musicais, “do baião ao rap”, como informa o EVENTO no Facebook – dançarinos e dançarinas de breaking, popping, locking, hip hop dance, house, vogue, dança contemporânea e outros estilos duelarão em uma grande celebração da cultura HIP HOP.

As batalhas serão julgadas por Priscila Patta, Lola Peroni e Eduardo Sô. A inscrição é gratuita e contemplará os 60 primeiros participantes que chegarem ao local. A premiação da batalha será de mil e quinhentos e reais. Mais informações AQUI.

O COLETIVO

Em 2016 a Família de rua completa nove anos de atuação nas ruas de BH. “O FDR All Styles” é apenas uma de suas ações. “A família de Rua é uma organização que acredita na essência da cultura e das manifestações artísticas urbanas. Para tanto, trabalha focada na promoção da cultura Hip Hop e do Skate em seus moldes originais, preservando a originalidade e a força presentes na arte e no estilo de vida daqueles que respiram a rua cotidianamente.”

WORKSHOPS

Além das apresentações, o MID contará com workshops destinados a estudantes de dança e dançarinos profissionais, ministrados pelo coreógrafo espanhol Albert Quesada e o bailarino moçambicano Idio Chicava. As inscrições devem ser feitas até amanhã, 30/09, pelo e-mail danca@alecrim.art.br. Os interessados devem encaminhar um parágrafo com demonstração de interesse em participar bem como o currículo.

Informações sobre o Workshop com Albert Quesada AQUI 
Informações sobre o Workshop com Idio Chicava AQUI 

Texto: Bruna Dias

 

Moradores de rosa Leão, da ocupação Izidora, na região norte da cidade de Belo Horizonte, se concentram para marcha. Ao todo, mil moradores atravessaram a cidade até o Tribunal de Justiça de Minas Gerais para acompanhar o julgamento que definiu o futuro da ocupação. Fotografia: Lucas D'Ambrosio

Após seis horas e quase 25 quilômetros percorridos em marcha, cerca de mil moradores da ocupação urbana Izidora atravessaram a cidade de Belo Horizonte em busca de justiça. A longa e exaustiva caminhada, na quarta-feira, 28, teve início na região norte da cidade, até chegar ao centro da capital. O destino: Palácio da Justiça, sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Os moradores realizaram a marcha em forma de protesto e foram até as portas do tribunal, localizado na avenida Afonso Pena, acompanhar o julgamento que iria decidir os rumos jurídicos da ocupação. Iniciado às 13h30, o Pleno do TJMG, composto por 19 desembargadores, julgou o Mandado de Segurança impetrado pela defesa da Izidora, que tentava garantir a segurança, por meio de medidas conciliatórias, o despejo das famílias que moram na região.

Moradores da ocupação Izidora atravessam mata e estrada de terra para alcançarem o asfalto que leva até a Avenida Cristiano Machado. Fotografia: Lucas D'Ambrosio
Moradores da ocupação Izidora atravessam mata e estrada de terra que levam até o asfalto que dá acesso à avenida Cristiano Machado. Fotografia: Lucas D’Ambrosio

 

A marcha atravessou a cidade através da Avenida Cristiano Machado. Fotografia: Lucas D'Ambrosio
A marcha atravessou a cidade pela avenida Cristiano Machado, cruzando bairros da capital, Belo Horizonte, em direção ao centro. Fotografia: Lucas D’Ambrosio

 

As pessoas ali presentes, das crianças de colo até os mais idosos, estavam concentradas na porta do tribunal e se aglomeram em volta da escadaria. Correntes de oração e rostos apreensivos transformaram o semblante dos que estavam presentes, aguardando o resultado.

 

Cerca de 30 mil pessoas moram atualmente nas ocupações Rosa Leão, Vitória e Esperança, que integram a ocupação Izidora. Nas 8 mil famílias, cerca de 7 mil crianças também moram na região. Fotografia: Lucas D'Ambrosio
30 mil pessoas moram atualmente nas ocupações Rosa Leão, Vitória e Esperança, que integram a ocupação Izidora. Nas 8 mil famílias, cerca de 7 mil crianças também moram na região. Fotografia: Lucas D’Ambrosio

 

 

Enquanto aguardavam o anúncio do julgamento, moradores se posicionaram nas escadarias do Palácio da Justiça, sede do TJMG, na Avenida Afonso Pena, região central de Blo Horizonte. Fotografia: Lucas D'Ambrosio
Enquanto aguardavam o anúncio do julgamento, moradores se posicionaram nas escadarias do Palácio da Justiça, sede do TJMG, na Avenida Afonso Pena, região central de Belo Horizonte. Fotografia: Lucas D’Ambrosio

 

Depois de três horas de julgamento, por 18 votos a 1, ficou decidido o não acolhimento do mérito do referido mandado, autorizando a reintegração da posse. O anúncio da decisão foi realizado por meio de uma comissão de advogados que estava presente no julgamento e eram responsáveis pela defesa e representação dos interesses da ocupação.

Comovidos, os advogados se pronunciaram para os presentes, sobre futuros planos para tentar a reversão da decisão do TJMG no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. O recurso pretende suspender a ordem de reintegração da posse e do despejo das famílias, que pode acontecer a qualquer momento, após a publicação do recente julgamento.

 

Frei Gilvanderson Luís Moreira, ao lado da comissão de advogados que representou a ocupação no processo do TJMG, anuncia a decisão que autoriza a reintegração de posse da área ocupada pelas forças policiais. Fotografia: Lucas D'Ambrosio
Frei Gilvander Moreira, ao lado de advogados que representaram a ocupação no processo do TJMG, anuncia a decisão que autorizou a reintegração de posse da área ocupada pelas forças policiais. Fotografia: Lucas D’Ambrosio


Revolta instaurada

Durante todo o dia, os gritos entoados eram um só: direito à moradia. Nos últimos anos, a região em que está localizada a ocupação Izidora é objeto de disputa e especulação imobiliária envolvendo diferentes partes: Prefeitura de Belo Horizonte, Governo do Estado de Minas Gerais, Governo Federal, a empresa Granja Werneck SA, a construtora Direcional e os 30 mil moradores da região.

 

São cinco mil casas, gente! Aonde nós vamos enfiar toda essa gente? Maria da Silva, moradora da Izidora. "Eu vim a pé, carregando uma faixa! Nós não vamos aceitar!”. Fotografia: Lucas D'Ambrosio
“São cinco mil casas, gente! Aonde nós vamos enfiar toda essa gente?” Maria da Silva, moradora da Izidora.  Fotografia: Lucas D’Ambrosio

 

A Izidora – ocupação formada por outras três: Rosa Leão, Vitória e Conquista – está localizada na região norte de Belo Horizonte e abriga 30 mil pessoas distribuídas em 8 mil famílias. Uma característica que é defendida pelos moradores é a existência de casas construídas de alvenaria. Eles defendem que essas construções não sejam destruídas, pelo contrário, sejam aproveitadas em um plano de urbanização da região.

L.C, 17, é estudante e moradora da Rosa Leão, uma das três ocupações pertencentes à Izidora. Sob o sol quente, enquanto percorria a Avenida Cristiano Machado, L.C demonstrou os motivos que a levaram marchar até o centro da cidade, “Estou aqui lutando por uma moradia digna. Todo ser humano tem esse direito. É uma dignidade do ser humano. A maioria das pessoas acham que estamos parando a cidade por vandalismo, mas estamos fazendo isso por um bem e por um direito de todos nós”, afirmou a estudante que é moradora da Izidora.

Fotografia: Lucas D'Ambrosio
Fotografia: Lucas D’Ambrosio

 

Um dos representantes da ocupação, Frei Gilvander Moreira lamentou a decisão proferida pelo colegiado do TJMG, “Parece que querem fomentar uma guerra civil em Belo Horizonte. As ocupações estão em processo de consolidação e essa decisão do tribunal (TJMG) foi um absurdo. São 30 mil pessoas morando nas ocupações da Izidoro. Tem crianças, idosos, gente de todas as idades. Se a polícia for lá para fazer o despejo, essas pessoas não vão desistir de brigar pela moradia delas”, afirmou Moreira em coletiva de imprensa.

Déficit Habitacional

O conflito latifundiário e urbano da ocupação Izidora é considerado o maior da América Latina. Desde 2011, cerca de oito mil famílias ocupam a região do norte da cidade de Belo Horizonte, conhecida como “Mata do Isidoro”. Composta por três ocupações: Vitória, Conquista e Rosa Leão, a Izidora se tornou referência na luta pelo direito à moradia no Brasil.

 

As casas de alvenaria, construídas desde 2011, chamam a atenção na ocupação Rosa Leão, na Izidora. Cerca de 5 mil casas estão construídas em toda a ocupação, o que não justificaria a derrubada delas, de acordo com os moradores. Fotografia: Lucas D'Ambrosio.
As casas de alvenaria, construídas desde 2011, chamam a atenção na ocupação Rosa Leão, na Izidora. Cerca de 5 mil casas estão construídas em toda a ocupação. Os moradores acreditam que a derrubada delas para a construção de casas populares, seria injustificada. Fotografia: Lucas D’Ambrosio.

 

Garantido constitucionalmente, esse direito visa assegurar a moradia justa, digna e necessária para os brasileiros. De acordo com informações da Fundação Clóvis Salgado, nos anos de 2013 e 2014, o déficit habitacional por situação do domicílio e déficit habitacional relativo aos domicílios particulares permanentes e improvisados, da região metropolitana de Belo Horizonte, foi de 140.707 (2013) e 155.393 (2014) de unidades.

Minas Gerais é o segundo estado do Brasil com o maior déficit, sendo que no ano de 2013 o déficit habitacional no estado é de 493 mil unidades e em 2014, 529 mil. Esse déficit é apurado conforme a quantidade de unidades das moradias consideradas inadequadas. Este critério é determinado, por exemplo, se nas moradias existe água encanada, destinação adequada para o lixo, saneamento, forma de iluminação do domicílio, entre outros.  

Fotografias e Reportagem: Lucas D’Ambrosio

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As criaturas em questão são rentáveis. E sim, digo no plural. Porque são inúmeras espécies que povoam nosso imaginário e essa verdade é notada quando você se depara com tantos filmes, jogos e séries. Claro que em cada uma dessas formas de entretenimento há aqueles que se superam e são considerados melhores, e há aqueles em que você se delicia apenas pelo motivo de a própria obra não se levar a sério, mas que cumpri perfeitamente o seu papel que é nos entreter. Mas você conhece o porquê de estarmos todos contaminados?

Apresentado em 1932 e dirigido por Victor Halperin, o clássico “Zumbi Branco” (White Zombie, no inglês) foi o primeiro filme a trazer os mortos-vivos a vida, trocadilhos a parte, a história apresenta o vilão Legendre (Bela Lugosi) que transforma pessoas saudáveis em trabalhadores zumbis.

Em 1968, surgi o diretor americano George Romero e com ele a repaginação desses monstros, em “A noite dos mortos-vivos” ele traz um conceito que serviria de base para o que vemos hoje nas telinhas, telonas e videogames: cadáveres em decomposição, andar arrastado (se você não estiver assistindo Guerra Mundial Z), grunhidos e cérebros como prato principal.

Chamado de pai dos zumbis modernos, Romero abriu espaço para as grandes produções ao longo dos anos. Lembra de “Thriller”? Esse é apenas um exemplo, curta-metragem em que Michael Jackson reinventa a forma de fazer videoclipes.

Uma coincidência? Tanto na obra de Romero como na série The Walking Dead os monstrinhos não são chamados de zumbis, o que nos leva a ter certeza de que os personagens não fazem ideia do que está acontecendo ao seu redor.

Abaixo algumas séries, filmes e jogos em que os zumbis são personagens principais e cada um com sua peculiaridade:

Por Ana Paula Tinoco

No dia 22 de setembro foi realizado em em Belo Horizonte, “Dia Nacional da Paralisação e Mobilização – rumo à greve geral contra o governo Temer”, para debater a Proposta de Emenda à Constituição (PEC)  241/16, em pauta no Congresso Nacional. Ela prevê o congelamento das despesas públicas para os próximos 20 anos. A concentração para o ato foi realizada nas praças, Afonso Arinos, Sete e Estação, ambas na região central de BH. Os manifestantes percorreram as ruas da capital e se reuniram na praça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

 

Paralisação nacional no dia 22 de Setembro reúne sindicalistas na Praça da Assembléia de Minas Gerais. Fotografia: Lucas D' Ambrósio.
Paralisação nacional no dia 22 de Setembro reúne sindicalistas na Praça da Assembléia de Minas Gerais.
Fotografia: Lucas D’ Ambrósio.

A mobilização contou com sindicatos mobilizados pela CUT – Central Única dos trabalhadores. Entre eles, estavam presentes o FETAM – Federação de Empresas de Transporte em MG, CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Sind UTE – Sindicatos Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais, AMES – Associação Mineira de Engenharia de Segurança, FENET – Federação Nacional dos Estudantes do Ensino Técnico e UJR – União da Juventude Rebelião.

Beatriz Cerqueira, presidente da CUT/ MG. Fotografia: Lucas D' Ambrósio.
Beatriz Cerqueira, presidente da CUT/ MG.
Fotografia: Lucas D’ Ambrósio.

R.O, auxiliar administrativo do CREA, estava próximo à praça observando a manifestação acompanhando de outros funcionários da Instituição. “Isso aqui é uma falta de respeito com quem trabalha na região, não vai dar em nada. Não é golpe e o governo não vai voltar atrás. Está só atrapalhando.”, comentou o rapaz, desaprovando a mobilização e os transtornos que ela poderia causar para o trânsito da região.

Segundo Beatriz Cerqueira, presidente da CUT/MG, o dia 22 de setembro é um marco para as lutas sociais e sindicais, “é o dia nacional de paralisações com atos em todas as capitais e uma pauta muito concreta. Estamos lutando contra os retrocessos anunciados pelo governo Michel Temer, seja sobre a reforma da presidência, seja em relação à PEC 241 ou à reforma trabalhista que irá estabelecer mudanças drásticas na CLT. Também nos reunimos contra a flexibilização da agenda no mundo do trabalho.”, explicou Cerqueira.

Apreensão de menor e incidente com ambulantes

Um grupo de menores, estudantes da rede pública de ensino, participava do ato, quando foram abordados por três soldados da Polícia Militar (PMMG), um deles identificado como SD (soldado) Vasconcelos. De acordo com o estudante J.A, os militares ordenaram que ele e seus amigos encostassem em uma árvore para serem revistados. Ao informar que era menor e apresentar seus documentos, J.A alegou ter sido agredido por um soco na mão e teve os documentos jogados fora do seu alcance pelo referido policial. Outro menor, amigo de J.A, também foi agredido.

Estudante apreendido durante a manifestação. Fotografia: Lucas D' Ambrósio.
Estudante apreendido durante a manifestação.
Fotografia: Lucas D’ Ambrósio.

Manifestantes que testemunharam a abordagem, na tentativa de intervir, também foram revistados. Tentando acompanhar o procedimento realizado, as pessoas foram dispersadas pela PMMG que utilizou a cavalaria e gás de pimenta contra elas. Inclusive, profissionais da imprensa também foram atingidos. Durante a ação, o menor F.B.M foi detido, aparentemente por estar de capuz, e encaminhado à 5ª DP, no bairro Floresta. Ao serem questionados sobre a apreensão do menor, policiais presentes na ação alegaram que não estavam autorizados a falar e que as informações seriam posteriormente divulgadas pela assessoria de imprensa da PMMG, através de contato por meio do 190.

“É aquela coisa da polícia fascista não se importar com a gente, não se importar com quem é estudante, com quem é negro, com quem é gay, com quem é trans. Porque, sinceramente, eu quero ver eles abordarem alguém do Santo Agostinho, Bernoulli (colégios de BH). Mas quando é de escola pública, Villa Lobos, Estadual Central, acontece esse tipo de coisa.” desabafa o menor, estudante.

Ambulantes que estavam trabalhando no local foram proibidos pelos seguranças da Assembleia de vender seus produtos próximo às escadarias do prédio. De acordo com J.J.B, 33, vendedora ambulante, ela e outros comerciantes foram impedidos de comercializar seus produtos no espaço frontal ao prédio da ALMG. “Os seguranças chegaram e falaram que não pode vender em frente a Assembléia.”, lamentou a comerciante que não quis ter sua identidade revelada. De acordo com informação fornecida por representantes da segurança, a ordem foi realizada pela presidência da ALMG.

Ambulantes foram obrigados a desocupar o centro da Praça da Assembléia por ordem da presidência da Casa Legislativa. Fotografia: Lucas D' Ambrósio.
Ambulantes foram obrigados a desocupar o centro da Praça da Assembléia por ordem da presidência da Casa Legislativa.
Fotografia: Lucas D’ Ambrósio.

Rumos para a greve geral
Depois de uma tentativa frustrada de tentar utilizar o Plenário Central para realização da Assembléia, os sindicatos e manifestantes reuniram-se na entrada do prédio para debater e ouvir os representantes. Entre eles estava Patrus Ananias, que em entrevista coletiva comentou,

Deputado Federal Patrus Ananias, durante coletiva de imprensa na paralisação nacional do dia 22 de Setembro. Fotografia: Lucas D' Ambrósio.
Deputado Federal Patrus Ananias, durante coletiva de imprensa na paralisação nacional do dia 22 de Setembro. Fotografia: Lucas D’ Ambrósio.

“O Congresso Nacional quer aprovar a PEC 241 à toque de caixa, não querem que ela seja discutida porque sabem muito bem que o tempo trabalha contra eles. Se for debatida, a sociedade brasileira irá perceber que é a ‘PEC do desmonte’: desmonta a Constituição brasileira e com ela o estado democrático de direito. Portanto, é uma PEC à serviço dos grandes interesses do capital internacional.”, finalizando sua entrevista antes de se dirigir à mesa de mediação da reunião com os sindicalistas.

Reportagem: Gabriella Germana

Fotografias: Lucas D’Ambrosio

A primavera, época marcada pelo desabrochar das flores, começou nesta quinta-feira,22. Em Belo Horizonte, cidade conhecida pela farta área verde, já é possível observar, por exemplo, os ipês florescendo e colorindo a capital. Nesta sexta,23, a tradicional Feira das Flores, localizada no quarteirão fechado entre a rua Ceará e a Av. Brasil, estava movimentada por pessoas inspiradas pela estação que se inicia.

A aposentada Vera Lúcia, 68,  tem o hábito de ir à feira todas às sextas escolher flores para enfeitar sua casa. Porém, é na primavera que sua flor favorita é encontrada com mais facilidade, “ as gérberas, minhas prediletas, gostam muito de sol, então nessa época elas estão mais bonitas e eu as acho com mais variedade de cores”, conta.

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A feira possui grande diversidade de flores, perpassando entre samambaias e flores de grande porte, à lírios, orquídeas, margaridas, miniaturas de árvores, e claro, as gérberas de Dona Vera Lúcia, que são vendidas individualmente, em arranjos, ou em dúzias de R$ 20,00.

Gérberas, R$ 20,00 meia dúzia
Gérberas

Além das flores e plantas, ao caminhar pelo corredor da feira, encontra-se também mudinhas de vegetais, ervas, hortaliças e outras variedades alimentícias. De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, a feira conta com mais de 60 espécies.

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Por tratar-se de uma feira onde a exposição é realizada diretamente com os produtores, os preços são mais acessíveis. Há mudinhas de plantas comercializadas à R$2,50, vasinhos de cactos e margaridas à R$ 5,00, arranjos com flores diversas à R$ 20,00… Os valores mais altos sofrem um contraste: são dedicados às flores de grandes portes e as miniaturas: os famosos bonsais. A feirante, Maria Aparecida, explica que quanto mais antigo for as arvorezinhas, mais o preço aumenta, devida sua raridade.

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Encontra-se à venda também vasos ornamentais e demais produtos para o plantio.Os comerciantes possuem infraestrutura para enviar pedidos.

 

SERVIÇO:

Feira das Flores

ONDE: Quarteirão fechado entre a rua Ceará e a Av. Brasil, ao lado do Colégio Arnaldo.

QUANDO: Às sextas-feira, de 6h00 às 18h00

INFORMAÇÕES: (31) 3277-4914

 

Texto: Bruna Dias

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Foto: Laís Brina

Deusa da agricultura, Perséfone é a única filha de Zeus e Demeter, que enquanto criança preocupava-se apenas em colher flores. Mas, à medida em que crescia sua beleza se tornava evidente, encantando a todos, até mesmo a Hades. Ao pedi-la em casamento, sua mãe negou, o que não impediu o senhor dos mortos de persegui-la e sequestra-la.

Ao levar Perséfone em sua carruagem, Demeter não se conformou e obrigou Zeus a trazer sua filha de volta. Não concordando, Hades arquitetou um plano para que ela continuasse em seus domínios. Para isso, ele deu a ela uma romã, fruto do casamento. Ao ingerir os grãos, ela não poderia mais deixa-lo, e assim ela passou a ter períodos alternados entre ele e sua mãe.

Arte: sandara krew
Arte: Sandara Krew

Daquele dia em diante, a cada vez que a deusa estava no mundo inferior a terra se tornava gelada e sem vida, era inverno. E quando ela subia ao Monte Olimpo tudo se tornava verde e com isso a natureza fazia brotar flores e frutos. E assim nasceu o mito de Perséfone ou como conhecemos: a Primavera.

 

Por Ana Paula Tinoco