Belo Horizonte Verde

Belo Horizonte Verde

Foto: PBH

De acordo com o censo 2010 do IBGE, BH é a terceira capital mais arborizada do país. Não sabia? Leia mais!

Ao caminhar pela cidade, é possível observar grande quantidade de árvores, seja nas calçadas, canteiros e até mesmo em seus vários parques. A preocupação com o verde está presente desde o planejamento da cidade, na década de 80.  Aliado ao projeto paisagístico, a agrônoma e analista ambiental Kênia Chagas, explica que o hábito da população em plantar e cuidar de espécies arbóreas em suas propriedades contribuiu para que a capital mineira ganhasse o título de “Cidade Jardim” durante décadas.

Contudo, a analista ambiental salienta que arborizar cidades e manter o verde requer planejamento eficiente e responsabilidade ambiental, uma vez que é um trabalho de longo prazo e que afeta o presente e o futuro da população como um todo. Uma das medidas adotadas em Belo Horizonte para observar estas questões foi o projeto “Inventários das árvores de BH”, desenvolvido por Técnicos da Universidade Federal de Lavras e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente em parceria com a Prefeitura de BH e a CEMIG.

Neste estudo, foram catalogados 184,3 mil árvores, de um total estimado em 465 mil. As espécies em maior quantidade na capital mineira são as Murtas, Sibipirunas, Quaresmeira e Licuri. Os ipês, que enchem os olhos, principalmente na primavera, somam 8 mil.

Kênia Chagas trabalhou no projeto e explica que as avaliações executadas durante o inventário incluíram informações sobre o local de inserção das árvores, a identificação botânica, o estado fitossanitário geral, altura e largura do tronco, eventuais conflitos com a rede elétrica e com o trânsito de pedestres. “Baseado nos dados obtidos será possível minimizar o impacto ambiental causado pela ação antrópica necessária para expansão da cidade, melhorando assim o meio ambiente e a qualidade de vida dos seus habitantes”, informa. Leia mais sobre o projeto AQUI

Apesar do crescimento populacional e a decorrente necessidade de ampliação da área construída terem intensificado as condições de artificialidade do meio urbano, o município mantém números positivos em relação a arborização.

O atual índice divulgado de áreas verdes por habitante em Belo Horizonte é de 18m², e inclui a vegetação natural ou cultivada inserida em vias públicas, áreas particulares, praças e parques. De acordo com Chagas, este valor está acima dos 12m² por habitante recomendado pela Organização Mundial de Saúde, “contudo, poderia ser maior se considerarmos os inúmeros benefícios trazidos pelas árvores”, pontua.

Benefícios da Arborização Urbana

Segundo Chagas, as árvores são extremamente eficientes na melhoria do microclima urbano, atuando na diminuição da poluição atmosférica e neutralizando o excesso de poluentes do ar, além de agirem na absorção, interceptação, reflexão e transmissão da radiação solar e na produção de conforto térmico, associado à umidade do ar e ao sombreamento.

Nas rodovias, o verde auxilia na diminuição da poluição sonora e visual, intervem na direção e velocidade dos ventos. Fora a função de amenização de aspectos ambientais diversos, a agrônoma e analista ambiental destaca a importância das árvores urbanas sob os aspectos socioculturais, históricos e paisagísticos, proporcionando prazer estético, bem-estar psicológico e a manutenção do valor histórico das propriedades e melhoria da saúde física e mental da população.

Atualmente, a arborização urbana municipal tem sido incentivada por programas executados dentro da política de Meio Ambiente, “É necessário que os belo horizontinos conheçam e reconheçam a importância do nosso patrimônio arbóreo e se tornem incentivadores e fiscalizadores do processo de tornar a cidade mais habitável e agradável para todos”, finaliza Chagas.

Texto: Bruna Dias
Foto: PBH

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