Artes plásticas

Por Keven Souza

No último sábado (29), aconteceu a premiação da 2° edição do Concurso de Interiores da Una Região Metropolitana e BH na Una Aimorés. Foram mais de 50 equipes inscritas, que envolveram um total de 100 alunos da instituição. O evento foi organizado pelo laboratório de arquitetura da Una Fábrica (NAU), com apoios dos professores, e contou com coffe break para os presentes logo após as premiações aos vencedores, onde marcaram presença coordenadores de cursos, educadores, empresas parceiras, além de convidados.  

O Concurso de Interiores da Una RMBH fomenta vivenciar a experiência de um projeto feito do zero, com todos os processos de um case real. É o que explica Ana Karolina Oliveira, líder do laboratório responsável pelo evento. “Desafios como esse, provocam nossos alunos positivamente e ajudam a complementar a formação e crescimento de cada um. Os problemas reais de uma planta com restrições construtivas, fachada preservada e claro, o tamanho de residências tangíveis, tornam a experiência ainda mais enriquecedora. Além disso, o briefing primoroso proposto pelo cliente convidado, que trouxe consigo desafios que iam de um extremo ao outro, foi pensado para despertar a criatividade e aguçar a aplicação de técnica”, afirma. 

Novos desafios nesta edição

A proposta era atender um cliente solteiro com demanda de um projeto de interiores, ao qual possuía gostos inusitados e exigências desafiadoras. Raphael Paulino, economista, foi o cliente desta segunda edição. Ele conta que almejava um projeto de interiores fora da curva, não bidimensional e muito diferente do comum. 

“Somos uma esfera com polos, nuances, curvas e gostos diferentes. Tentei trazer um pouco disso no briefing, pedia algo muito inusitado no quarto ao mesmo tempo queria uma área voltada para a espiritualidade. Aí eu que sou professor de Economia, que faz aula de canto, queria um quarto acústico onde pudesse praticar os ensaios. Em paralelo sou goiano e gosto de fazer churrasco, logo pedi um espaço externo para receber amigos em casa. Isso tudo foi um desafio para os meninos desenvolverem os projetos, mas em todos eles vi um pouco de mim. Foi gratificante receber projetos que extrapolaram a criatividade e o design de interiores. Espero poder aplicar um dia”, comenta Raphael. 

Embora o Concurso de Interiores seja uma competição, não há estímulo para rivalidade. A ideia principal é o aprendizado técnico e prático de conceitos absorvidos em sala de aula.  Bem como, a construção de portfólio e network para além dos muros acadêmicos. Dito isso, nesta segunda edição, três parceiros apoiaram o concurso: Loja Elétrica, Escola Desenhar e Escritório Aliás Arquitetura. O concurso também contou com uma banca de júri técnico que avaliou criteriosamente cada projeto de interiores. 

Para Thalita Mattos, professora da Una, que participou como jurada, os alunos conseguiram superar as expectativas não só do cliente, como também dos jurados técnicos. “A nossa preocupação sempre foi, de fato, de serem coisas além de lindas, nada executáveis. Nós, que temos um olhar técnico, queríamos projetos maravilhosos, porque sabemos o potencial deles. Mas gostaríamos de ter certeza que quem saísse premiado teria um projeto pronto para sair pra obra. E conseguimos isso!”, explica. 

De 50 inscrições a 5 finalistas 

Ashley Coimbra de Assis Lino e Daniela Cristina Felix Andrade foram as alunas de Arquitetura e Urbanismo que conseguiram emplacar os requisitos desejáveis para se colocarem em primeiro lugar na disputa. Com o projeto Liberté, levaram para casa dois tabletes, duas luminárias da Loja Elétrica, curso de iluminação do Escritório Aliás Arquitetura e 100% de bolsa em qualquer curso da Escola Desenhar, além de certificado de participação e mimos da Una. 

Segundo Dani, esse tipo de iniciativa é de suma importância na sua vivência acadêmica enquanto estudante. “O concurso de interiores na Una, abre muitas possibilidades, uma delas, são as experiências adquiridas durante o andamento do projeto. As pesquisas e as inspirações são fundamentais para propor o layout de acordo com o briefing do cliente. Fora os desafios encontrados durante o percurso, ao qual aprimoramos as técnicas arquitetônicas, detalhamentos e demais áreas”, diz. Já Ashley, sua parceira, disse à equipe do Contramão, que o diferencial do seu projeto foi o detalhamento e soluções entregues no projeto. “Acredito que o principal diferencial foi a quantidade de pranchas de detalhamento que nós entregamos, além de termos seguido o briefing de forma muito fiel e criado soluções inovadoras”, pontua. 

Lado a lado a dupla, Renata Érika Nunes Figueiredo e Josiane Aparecida Ferreira formaram o segundo lugar na classificação, promovendo uma disputa acirrada na decisão. Elas contemplaram duas Alexas, o curso de iluminação do Escritório Aliás Arquitetura e 100% de bolsa em qualquer curso da Escola Desenhar. 

Já em terceiro lugar, ficaram João Victor Vidal Almeida e Daniella Balbino Praes Silva. Eles ganharam duas trenas a laser, como também o curso de iluminação do Escritório Aliás Arquitetura e 100% de bolsa em qualquer curso da Escola Desenhar. 

Fechando o pódio desta temporada, as menções honras foram dadas à Camila Oliveira Campos, Debora Rayane Arantes Barbosa, Lucas Martins Liz Lage e Sabrina Lopes Dias Faria. Ambos brilharam na disputa e receberam também o curso de iluminação do Escritório Aliás Arquitetura, além de 100% de bolsa em qualquer curso da Escola Desenhar.

Clique aqui e veja as fotos do projeto!

 

Divulgação: Filme Kevin
Divulgação: Filme Kevin

Produção cinematográfica chega aos grandes telões a partir desta quinta-feira

Por Keven Souza

No dia 03 de novembro, as salas de cinemas de todo o Brasil abrem as portas para receber a estreia do filme “Kevin”. Amantes do audiovisual nacional que residem em Belo Horizonte poderão assistir a pré-estreia do longa-metragem no Una Cine Belas Artes, que é um dos últimos cinemas de rua da cidade, através da compra de ingressos pelo site ou pela bilheteria do cinema. 

O documentário “Kevin” diz respeito à amizade, ao qual narra o reencontro da diretora com sua amiga ugandense, Kevin Adweko, abordando questões como sororidade, relações interraciais e a posição da mulher. Ele é produzido pela Bukaya Filmes, em coprodução com Anavilhana e Vaca Amarela Filmes, e com distribuição nacional da Embaúba Filmes. 

O filme é uma obra de arte dirigida e estrelada pela roteirista e diretora, Joana Oliveira, que trabalha na área audiovisual desde 1999 e possui curtas que já foram exibidos em vários festivais internacionais, como o Festival Internacional de Cine de Huesca (Espanha), e no Brasil em festivais como a Mostra de Cinema de Tiradentes. 

imagens do filme Kevin
Imagens de divulgação – Filme: Kevin

Hoje, o Contramão traz um bate-papo com Joana, que relembra como foi a construção do documentário, bem como sua carreira no cinema, e diz como está a expectativa para o lançamento nesta quinta-feira. Confira! 

 

Joana, como começou sua carreira no cinema? Você sempre soube que seria cineasta? 

Eu sempre gostei muito de assistir a filmes. Desde pequena adorava ir ao cinema ou à locadora de vídeo escolher os filmes para assistir no fim de semana. Era um barato levar as fitas VHS para casa! Mas, nunca tinha imaginado estudar cinema porque não havia cursos de graduação em Belo Horizonte. Fiz vestibular no final de 1995 e não havia Enem, ou seja, um vestibular unificado para todo o Brasil. Não pensava em sair da cidade. Porém, quando comecei a fazer Comunicação Social, vi que eu poderia ingressar no mundo do cinema e comecei a trabalhar em produções, que eram muito poucas, em Belo Horizonte. Trabalhei em um curta e um longa-metragem e decidi que era o que queria fazer da vida. 

Em 2002, fui estudar Direção de Cinema no curso regular da Escuela Internacional de Cine y TV de San Antonio de Los Baños, Cuba, onde consegui uma bolsa da própria escola para uma parte do custo e outra do governo brasileiro para a outra parte.

Divulgação: Filme Kevin
Divulgação: Filme Kevin

Qual foi o momento em que passou a entender que havia um mercado audiovisual esperando seus filmes? 

Logo que fiz meu primeiro vídeo experimental na faculdade de Comunicação, entendi que havia muitas pessoas que assistiam a curtas-metragens. O vídeo foi selecionado para alguns festivais, inclusive o VideoBrasil que é um grande festival de arte digital e para a Mostra de Cinema de Tiradentes. Então, percebi que as pessoas tinham interesse na arte que eu estava começando a produzir. Foi um grande impulso para eu seguir em frente e ir estudar cinema.

 

Você imaginava ter produções cinematográficas notadas pelos grandes festivais nacionais e internacionais de cinema?  

Na verdade, o que queria era inventar histórias e produzi-las! Claro que eu queria que o maior número de pessoas assistisse, mas não imaginava que meu trabalho viajaria para tantos lugares! 

Divulgação: Kevin - Filme
Divulgação: Kevin – Filme

Falando agora do documentário, de onde ele nasce? 

O documentário nasce da minha vontade de rever a Kevin e ter um projeto em conjunto com ela. Sobretudo, a vontade era de celebrar a amizade! A minha amizade com ela, claro, mas também de colocar no centro de um filme a amizade entre mulheres que é um tema tão pouco retratado no cinema. Além disso, ele existe para celebrar a sororidade! “Kevin” é um filme feminista, antirracista e que promove o encontro.

 

Explique como foi gravar metade do filme em Uganda e outra parte em Belo Horizonte. Houve dificuldades de locomoção, língua ou cultura? 

O esforço de produção que houve é realmente incrível porque não tínhamos tanto dinheiro para viajar com equipe, para ficar tanto tempo na Uganda, etc. A Luana Melgaço, produtora do filme, é muito experiente e conseguiu muitos bons acordos de produção. E o filme existe também porque a Kevin se envolveu na produção, uma vez que ela nos recebeu maravilhosamente. Foi ela quem procurou um lugar para que toda a equipe ficasse, foi ela que nos apresentou tudo. Uma coisa é você receber sua amiga. Outra coisa é você receber uma equipe de filmagem que vem com ela – risos. Ela facilitou tudo. Mas realmente foi um desafio filmar em outro país! 

Entretanto, o filme é sobre minha amizade com a Kevin, então, por mais que estivéssemos na Uganda, não era um filme sobre a Uganda. Eu não conseguiria fazer um filme sobre um país que tinha acabado de chegar e não conhecia profundamente. Então, me concentrei na Kevin, que lidou com a equipe super bem. Ela é um talento natural e eu estava ali para e por ela. Filmamos de acordo com a agenda que ela estabeleceu e deu certo. 

 

Você e Kevin Adweko são as protagonistas do documentário. Como se deu essa amizade? Você sabia que seriam amigas? 

A Kevin diz que a gente se aproximou porque queríamos muito rir e nos divertir. A Alemanha, que foi onde nos conhecemos, é um país muito sério. Especificamente o lugar da Alemanha onde estávamos. Nos aproximamos de forma muito espontânea e divertida, conversando depois das aulas de alemão.

O que é legal é que não tinha a menor ideia se conseguiríamos ou não manter a amizade. Muitas relações se perdem no tempo. A internet em 1999 era ainda algo de acesso restrito. Nós nos escrevíamos cartas longas e e-mails extensos. Mas, houve muitos momentos que ficamos bastante tempo sem conversar. Em 2005, eu fiz um intercâmbio entre a minha escola de cinema em Cuba e a Alemanha. Esse momento de reencontro com a Kevin ao vivo depois de 6 anos foi muito emocionante. Acho que aí eu percebi que a amizade iria perdurar.

 

É a primeira vez que o filme “Kevin” estreia em salas de cinemas, qual sua expectativa para o lançamento? 

Kevin, na verdade, estreou na Mostra de Cinema de Tiradentes do ano passado. Também ganhou uma menção honrosa do júri do festival FEMINA deste ano. Mas, todas essas exibições foram feitas online. Agora, é a estreia do filme presencial no Brasil nos cinemas comerciais. Eu nunca tive um filme que entrou em cartaz nas salas de cinema e isso é muito emocionante! Na terça-feira, dia 01 de novembro, em Belo Horizonte, haverá uma pré-estreia em que Kevin estará presente. É muita emoção envolvida!

Para o público que irá assistir “Kevin” nesta quinta-feira, o que você diria? 

Kevin é um filme sobre o encontro. E, depois de tanto tempo em que estivemos separados das pessoas por causa da Covid-19, celebrar o encontro e a amizade é de extrema importância! 

Assista o trailer de “Kevin”

Sinopse – É a primeira vez que Joana, brasileira, visita Kevin, na Uganda (África). Elas se conheceram há 20 anos, quando estudaram juntas na Alemanha, e faz muito tempo que não se veem. A partir desse encontro, o filme tece a fina trama que é uma conversa entre duas amigas: as histórias do passado, os desejos, os caminhos trilhados, os diferentes modos de encarar os desdobramentos da vida. Disso ressurge um elo de amor e parceria que resiste à distância e ao tempo.

Sala de cinema doUna Cine Belas Artes ( Foto: José Ricardo da Costa Miranda Junior )

A ação gratuita aconteceu durante manhã e noite no coração do bairro de Lourdes


Por Keven Souza

No dia 16 de agosto, os acadêmicos do curso de Cinema e Audiovisual da Cidade Universitária Una (CDU) exibiram seus filmes no Una Cine Belas Artes. A ação foi fruto da parceria entre a universidade e o cinema, que foi palco para o encerramento de semestre das Unidades Curriculares (UCs) de Direção Cinematográfica e Realização.

Os alunos participantes eram do 5º, 6º, 7º e último período do curso, que apresentaram em um dos últimos cinema de rua de Belo Horizonte, mais de 10 obras divididas em duas sessões que abordavam diferentes temas e gêneros.

Programação do evento ( Foto: José Ricardo da Costa Miranda Junior )

“O encerramento foi muito bem sucedido. Havia uma dinâmica de funcionalidade, ritmo e tom dos filmes, que foi importante para os alunos entenderem o funcionamento de uma plataforma de fato do mercado, que é o caso do Belas Artes, onde é um cinema conhecido e frequentado por pessoas locais”, explica o professor de Cinema e Audiovisual da Una, José Ricardo da Costa Miranda Junior.

Orientados por José e demais professores das UCs, os alunos puderam vivenciar a prática do set e outros ambientes de produção durante a mão na massa dos curtas-metragens. “Consegui ver muita dedicação. A qualidade para produzir o que foi apresentado certamente foi perceptível, pude enxergar o nível de compromisso desses alunos, de entenderem que aquilo seria visto por alguém de fora do círculo de amigos e família”, relembra José.

Cada curta exibido passou pela curadoria dos professores e os diversos temas abordavam datas comemorativas que acontecem anualmente. É o que afirma o professor. “Tivemos filmes que retratavam o Natal, Dia das Mães, Ano Novo, entre outros. Inclusive foram exibidos na ordem do ano”, ressalta.

Julio Sales, que participou da ação e apresentou o filme “Pai em Versos”, relata que o encerramento das UCs no Belas Artes foi parte importante para mostrar seu trabalho ao mercado. “Foi incrível a sensação de estar em um cinema lotado exibindo meu filme.  Ao final da sessão, não pude deixar de me emocionar com os aplausos e ver que o esforço para fazer a história havia sido reconhecido. A recepção calorosa de estar em um cinema tão importante para a história de BH e poder ver as reações pessoalmente transformaram o momento em algo único pra mim, lembrarei disso pelo resto da minha vida”, conta.

O Una Cine Belas Artes

Sala de cinema doUna Cine Belas Artes ( Foto: José Ricardo da Costa Miranda Junior )

Localizado no coração do bairro de Lourdes, na região centro-sul de Belo Horizonte, o cinema possui um público diverso e fiel, que encanta frequentadores há mais de 29 anos. Com seu espaço de café e livraria, além de três salas de cinema, é ponto de encontro para prosear ou manter uma conversa casual.

No ano de de 2021, o Belas recebeu ordem de patrocínio do Grupo Ânima Educação, que é responsável pelo Centro Universitário Una, para permanecer aberto e continuar suas atividades. Hoje, o espaço possui inúmeras salas de cinemas abertas para o público e alunos da universidade, na qual possuem desconto nas entradas e produtos vendidos nas instalações do cinema.

Por Bianca Morais

Restauração é o ato de restaurar, consertar algo desgastado, ou seja, recuperar aquele objeto, na maioria das vezes, uma obra de arte, dando seu brilho de volta sem perder a essência. O restauro se sustenta em um conjunto de procedimentos técnicos de intervenção, realizados na arte para recuperar sua integridade, uma restauração não pinta por cima da arte original, e sim se alia a ciência para reintegrar as cores da pintura. 

A restauração não é focada em criar uma nova obra, mas recuperá-la para mostrar como ela era no  olhar inicial do artista. É pensando nisso que o Circuito Cultural da Praça da Liberdade, constantemente proporciona essa experiência aos seus visitantes.

A Casa Fiat de Cultura

Em comemoração aos seus 15 anos, a Casa Fiat de Cultura oferece uma proposta muito interessante ao seu público, nomeada “Aleijadinho, a arte revelada o legado de um restauro”, o projeto leva seus visitantes a conhecerem o cuidadoso restauro de três obras do artista, sendo elas: São Manuel, São Joaquim e Sant’ana Mestra.

Até o dia 30 de novembro serão realizados os restauros das imagens de São Manuel e São Joaquim e no dia 2 de dezembro inaugurada a mostra delas, a de Sant’ana continuará em processo de restauro, ao vivo, para o público.

As obras foram trazidas de igrejas mineiras e depois das exposições serão devolvidas restauradas às suas comunidades de origem, valorizando então esse patrimônio artístico tão importante. 

“Desenvolvemos uma iniciativa inovadora ao possibilitar ao público o acesso a um processo de restauro de obras cujo estado de conservação se encontravam em diferentes estágios. Foram escolhidas obras que precisavam de intervenções em níveis diferentes mas com o mesmo objetivo: a valorização do patrimônio cultural, o aspecto educativo que estamos desenvolvendo em torno do projeto e a importância do legado do restauro para as futuras gerações”.

A restauração das três obras de Aleijadinho está sendo feita pelo Grupo Oficina de Restauro, com o acompanhamento técnico do IPHAN. A dinâmica a ser desenvolvida na Casa Fiat de Cultura permitirá a aproximação entre os visitantes e os restauradores, que poderão acompanhar todo o passo a passo e conhecer os bastidores de um restauro, seja por meio de visitas presenciais agendadas, seja através das vitrines do espaço ou, ainda, pela programação virtual, que inclui a websérie “Aleijadinho, arte revelada: o legado de um restauro na Casa Fiat de Cultura”

Além do restauro de Aleijadinho, a Casa Fiat tem o painel “Civilização Mineira”, de Candido Portinari. Após a execução de 16 etapas de trabalho e mais de 500 horas de pesquisa e minuciosa intervenção, a Casa Fiat de Cultura restaurou o painel “Civilização Mineira”, de Candido Portinari,  em 2013, garantindo a salvaguarda desta obra de inominável valor simbólico e material para a cultura nacional  e, sobretudo, mineira. 

Centro de Memória do Centro Cultural Unimed-BH Minas

Outros espaços do Circuito também já realizaram restaurações, um exemplo é o Centro de Memória. 80% das intervenções realizadas pelo Centro de Memória são de Conservação. Ou seja, tratamento (higienização e acondicionamento) do bem cultural – Acervo de Objetos / Premiações (troféus, taças, medalhas, troféus); Mobiliário, Indumentária Esportiva; Acervo Fotográfico e Acervo Arquivístico. 

Os outros 20% das intervenções são de Restauração. São episódicas e muito importantes pela diversidade e relevância dos acervos que são recuperados.  Os serviços são terceirizados. 

Exemplos de trabalhos de Restauração realizados:

 – Conjunto de 12 negativos de vidro 18 x 24, restaurados em novembro de 2011. Trabalho realizado por Pedro Brito Soares, Flávio de Paula, Leandro Araújo Nunes.

– Cadeira geminada que pertenceu ao antigo Ginásio do MTC. Trabalho realizado em 2018 por Thais Cristina Coelho Carvalho Caixeta.

– Sede Social rua da Bahia (edificação tombada pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte /CDPCBH). Restauração realizada em 2016.

– Conjunto de 100 cadeiras pertencentes ao Restaurante do Minas, tombado  pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de BH.  Trabalho realizado em 2019, por Paulo Henrique Maciel Senra. Restaurar – Conservação e Restauração de Móveis / restaurarmarcenaria@gmail.com

– Troféus, com partes soltas e faltantes que exigiram soldagem. 2021.  Elizabeth Alves Kiefer

– Fotografias avulsas e álbuns de fotografia, desde 2014. Blanche Porto de Matos

– Premiação Vôlei Feminino. Campeonato Mundial de Vôlei. Premiação em porcelana procedente da China / conjunto de chá. Trabalho realizado em janeiro de 2019 por Iara Restaurações  / Júlio ( especializado em recuperação de objetos de porcelana).

– Pintura a óleo sobre tela com desprendimento de policromia. Trabalho realizado em 2019, Elizabeth Alves Kiefer.

Circuito Liberdade

O Circuito Liberdade é um complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.

 

“Meu trabalho consiste em levar soluções eficientes às famílias, casas e as empresas, de forma em que haja mais qualidade de vida às pessoas”

Por Italo Charles

Organizar espaços e torná-los funcionais nem sempre é uma atividade fácil. Para muitas pessoas pode parecer uma tortura, mas para outras pode ser algo prazeroso e até mesmo  uma profissão.

Em meados da década de 1980, nos Estados Unidos, um grupo de amigas empreendedoras – Bewerly Clower, Stephanie Culp, Ann Gambrell, Maxine Ordesk  e Jeanne Short – se reuniram para oferecer serviços de organização na cidade de Los Angeles.

A partir de então, a prestação de serviços do grupo ganhou grandes proporções e em menos de três anos fundaram a National Association Productivity & Organizing, que atualmente conta com mais de 4 mil membros.

No Brasil, a atividade de organização se iniciou por volta dos anos 2000. Não há registros da primeira pessoa que começou a atuar nesse ramo de forma profissional no país. Mas sabe-se que a maioria começou auxiliando familiares e amigos.

Ao decorrer do tempo, os serviços prestados foram crescendo e em 2006 profissionais da área se juntaram para criar uma associação a fim de subsidiar e regulamentar a profissão, porém apenas em 2013 que de fato a Associação Nacional de Profissionais de Organização e Produtividade (Anpop) foi estabelecida.

Mas, ainda hoje existem rumores e desconhecimentos sobre a profissão  e atuação de Organizers no Brasil. Em entrevista ao Jornal Contramão, Karina Carneiro Elian Costa, personal há três anos e proprietária da Kaetrenos Organização, fala sobre a profissão e dá dicas de como deixar o home office mais organizado e eficiente.

 

Como você descobriu a área de atuação como “Personal Organizer”? 

A organização sempre foi um dom, um hobbie e uma ferramenta de organização dos próprios sentimentos e emoções (organizar algo ou algum ambiente, sempre foi para mim uma forma de me organizar internamente).

Mas, como nenhuma profissão se faz apenas com dom ou habilidades, comecei a ver a possibilidade de profissionalizar esse, até então hobbie, a partir do olhar de amigos próximos, familiares e posteriormente, alguns programas de canais fechados de TV.

Após pesquisas, descobri que a profissão já existia fora do Brasil há mais de 20 anos, mas aqui (Brasil) ainda não era conhecida e muito menos regularizada. Comecei então a ler a pouca literatura existente antes de me profissionalizar em um curso e, como pedagoga de formação, reconheço que é um mercado que exige muito conhecimento (de diversas naturezas).

E, claro, com um olhar empreendedor de natureza, esses conhecimentos foram aos poucos, ao encontro das necessidades das pessoas ao meu redor. Organizar a casa, organizar o espaço de trabalho, a agenda, entre outros.

Apesar de parecer uma novidade, a profissão de Personal Organizer surgiu na década de 1980 nos Estados Unidos,

 

Quais foram/são os maiores desafios? 

No início, confesso que o maior desafio era enxergar a atuação de organizer como profissão reconhecida e valorizada. A grande maioria da população brasileira não sabia o que era (o que ainda é uma realidade hoje) ou, achava que era um serviço supérfluo e destinado à Classe A.

O meu maior desafio hoje é apresentar o serviço de organização para todos os níveis sociais. Mostrar como a vida organizada (interna e externamente) traz inúmeros benefícios e, não necessariamente é preciso ter a casa mais bonita, decorada, os melhores organizadores e etc.

Hoje a profissão tem crescido bastante, mas ainda é preciso percorrer um longo caminho, sobretudo no que diz respeito a valorização de mercado.

Infelizmente, muitas pessoas ainda acham que é só ter o dom e acabam entrando no mercado sem qualificação, o que desvaloriza a profissão.

 

Como funciona a rotina de um profissional Personal? Há passos fundamentais a serem seguidos? 

Sim… Há alguns passos fundamentais na minha rotina de organizer.

O primeiro deles é ouvir o cliente: entender um pouquinho da sua rotina e quais as suas principais queixas em relação à organização atual do seu espaço. Também é  dar a oportunidade de conhecer melhor como funciona o trabalho, o portfólio e esclarecer as suas dúvidas, etc.

A partir daí, começamos o trabalho na visita técnica. É nessa visita, que pode ser presencial ou através de vídeo conferência e até mesmo por vídeos e fotos, que consigo entender a real necessidade do meu futuro cliente, qual a sua rotina, espaço e o que ele espera de mim. 

Uma Personal Organizer não organiza apenas closets, o serviço é amplo e pode ajudar em qualquer âmbito da vida de uma pessoa, desde a organização de documentos, mudanças, residências e empresas inteiras!

Nessa hora muita gente fica com vergonha, com medo do que a personal organizer vai pensar quando ver a bagunça. Mas, um profissional sério não tem olhos julgadores para o espaço. E pode acreditar que, com nosso olhar apurado, até a bagunça nos ajuda a entender o que não está funcionando ali e buscar soluções que tragam um resultado eficiente. Quanto mais soubermos sobre a rotina no espaço a ser organizado, melhor será o resultado da organização.

É o resultado desta etapa que vai me permitir criar o projeto com mais eficácia e esclarecer o que pode ser esperado do resultado da organização do seu espaço.

Essa é a próxima etapa: criar um projeto baseado no que foi conversado e visto do local, apresentando as soluções pensadas para aquele cliente especificamente. Ou seja: tudo é personalizado porque ninguém tem o mesmo espaço, a mesma quantidade de objetos, a mesma rotina.

No projeto, além das soluções, também envio o orçamento e a quantidade de tempo que será necessária para a transformação acontecer. Não existe uma tabela de preços. Cada profissional decide o seu preço e, em geral, leva em conta a sua experiência, os custos necessários para manter a sua estrutura, entre outras questões. Assim como em qualquer profissão.

Na maior parte dos projetos, também sou eu quem faz a compra dos produtos organizadores, previamente acordados com o cliente. O que também é opcional. Trabalho de uma forma que tento, ao máximo, otimizar e aproveitar tudo o que o cliente já possui. Mas, é claro que, na maior parte das vezes, como as pessoas não costumam investir tanto nisso ou não possuem conhecimento específico em organização, é necessário levar itens básicos que permitirão a “mágica” da organização acontecer.

Uma Personal Organizer também ajuda a cliente a se livrar de objetos que fazem mal emocionalmente para ela (e). Orientar e escutar é uma das rotinas cruciais na organização. 

Como o mercado e o público entendem a profissão e atuação dos profissionais? 

Quando comecei, esse era um grande mercado adormecido no Brasil, o da organização pessoal, residencial e corporativa. Não havia empresas, sites ou blogs que falassem tanto assim no assunto.

Porém, o mercado tem estado cada vez mais aberto e o tema organização e produtividade tem sido referência constante na mídia. Novas empresas, blogs e sites surgem a cada dia. Principalmente pelo fato de que, na pandemia, as pessoas passaram a conhecer melhor os seus lares, e assim, passaram a enxergar os “vilões” de um espaço e uma vida desorganizada. 

Os tempos modernos fazem com que o tempo fique mais curto e mais valioso. É nesse cenário que o trabalho de um Personal Organizer passa a ganhar um papel cada vez mais importante. A tendência é que as pessoas utilizem seu tempo com a sua família, com o lazer ou com o seu próprio desenvolvimento pessoal. 

Hoje, também cresce a compreensão da necessidade de se otimizar os espaços residenciais (mais praticidade e economia) e de trabalho (mais produtividade e menos stress) e, para alcançar tudo isso é necessário organizar, e é exatamente aí que entra o Personal Organizer, oferecendo serviços, orientação e soluções para uma vida mais organizada, e claro, com mais praticidade e produtividade.

Se ficarmos atentos, considerando que tudo evolui, assim como no mercado americano, que já tem quase 30 anos de desenvolvimento, iremos entender que há muito ainda por acontecer por aqui. Até o mercado do varejo está mais atento ao mercado da organização. Grandes lojas já contam com setores específicos para a venda de produtos desse segmento.

 

Acredito que exista um tabu em relação à profissão e que muitas pessoas acham que não é pra elas por ser “caro”, como mudar essa visão? 

Esse tipo de serviço foi por muito tempo e ainda é considerado para para uma classe mais provida de recursos financeiros. É aí que entra um dos meus diferenciais no mercado pois, a organização está para todos, e nos mais variados aspectos das nossas vidas.

Por muito tempo, a organização estava associada a um espaço planejado, decorado, estruturado e, principalmente, para quem tinha espaço. Com a mudança dos espaços residenciais para casas cada vez menores, as rotinas de trabalho e cada vez mais corridas das pessoas e com isso, a falta de tempo, a organização se faz necessária para todas as pessoas. Com ela, deixamos de perder tempo, multiplicamos o espaço que temos, alcançamos uma vida mais produtiva e temos mais prazer em nosso dia a dia. Bem estar é tudo!

 

O serviço de personal organizer não está condicionado somente a casas, certo? Em quais outros espaços ocorre essa atuação? 

Os clientes estão em todos os lugares e as necessidades de uma vida organizada se fazem em todas as áreas. Com os diversos cursos existentes no mercado hoje, já temos especialização para as diferentes demandas: residencial (que é o mais demandado), pré e pós mudanças, organização corporativa, organização baby e infantil, arquivos digitais, organização de fotos e documentos, organização de barcos, luto, malas/viagem.

Depende da segmentação que você fizer do seu negócio. Algumas organizadoras só dão consultoria. Outras, só organizam armários.

Com o crescimento do mercado, as organizadoras profissionais estão se especializando cada vez mais.

Durante esse período de pandemia em que as pessoas estão a maior parte do tempo em casa, trabalhando em casa, fica até difícil manter uma organização  e talvez, para além disso, dificulte o seu trabalho.  Como tem sido atuar nesse período, quais os desafios e, sobretudo, como as pessoas podem manter o espaço de casa e trabalho organizados? 

De fato, o período da pandemia trouxe um olhar extremamente diferenciado para os ares, adicionando esse ambiente fundamental nos dias de hoje: o home office.

Não é tão difícil assim criar esse ambiente de produtividade, mesmo para aqueles que não possuem um escritório em casa, ou seja, um espaço para ler, trabalhar, produzir…A importância de se manter um escritório em casa organizado vai além da questão estética, auxiliando também na concentração e aumentando a produtividade.

Como personal organizer, recebi muitas demandas de auxílio/consultoria, para organizar e até mesmo criar esses espaços nos lares. O maior desafio do momento, é estar auxiliando meus clientes presencialmente. Porém, com a tecnologia a nosso favor, tenho me re-inventado e criado atendimentos adaptados para trazer soluções ao meu público.

No exemplo do home office, é importante que esse espaço seja pensado de forma específica dentro de casa, através de local que não tenha tanto barulho, que sejam aproveitados ambientes com iluminação natural

Crie um local (casinha) para todos os objetos necessários para o trabalho (agendas, canetas, blocos, fios dos eletrônicos, papéis, livros…) 

Utilize mobília, tapetes e divisórias como painéis móveis para criar múltiplos espaços e aumentar a funcionalidade

Use acessórios organizadores como caixas e revisteiros para manter os itens guardados (nesse caso, para quem não tem gavetas disponíveis). Opte sempre pelos organizadores móveis

Mantenha a mesa limpa: quanto menos objetos espalhados, maior a sensação de limpeza e organização

 

Sua conta no Instagram é bem ativa, como surgiu a ideia de usar a Internet como complemento do seu trabalho? 

Acredito muito no poder da internet há algum tempo. Claro que hoje, além de importante, usar esse espaço é essencial. A melhor forma de ser visto e reconhecido, sem dúvida.

Como comecei na organização atuando como pedagoga empresarial, essa foi uma maneira de dizer às pessoas não próximas a mim que esse também seria o meu trabalho. Fez parte do processo de transição de carreira, me estabelecer como P.O e ser vista assim. 

Existe a possibilidade de prestar o serviço de personal organizer virtualmente? 

Claro!! E como dito anteriormente, após a pandemia, foi necessário me reinventar e deu super certo. Até mesmo para aquelas pessoas que achavam ser impossível contratar uma personal organizer, essa também foi uma solução. Hoje em dia, além da consultoria online, onde conheço virtualmente o espaço do cliente e apresento as melhores soluções, também faço a venda dos acessórios (atualmente estou desenvolvendo uma linha de produtos organizadores que já conta com colméias organizadoras, ganchos e planner), e material exclusivo ensinando as técnicas (dobras) em um ou dois encontros virtuais. A pessoa executa, mas todo o projeto é proposto por mim e acompanhado.

 

Conheça mais sobre o mundo da organização acessando o perfil de Instagram @kaentrenos.organizacao da Karina.

 

“Organizar é solucionar!!!

E todo mundo merece uma vida e um ambiente em ordem”  – Karina Carneiro

 

*A entrevista foi produzida sob a supervisão da jornalista Daniela Reis

Por: Moisés Martins e Marcelo Duarte 
Foto: Dimi Silva

Em 8 de maio comemora-se o Dia Nacional das Artes Plásticas. Convidamos o artista Edmilson Antônio da Silva, conhecido como Dimi Silva, para um bate-papo.  Aos 35 anos, ele vive de seu trabalho como autônomo em Belo Horizonte. Brinca com as cores, possibilitando a quem vê  viajar por mundos divertidos. A inspiração é ampla, vai da beleza da mulher negra aos autorretratos de Frida Kahlo (1907-1954), uma das principais pintoras do século XX. “É muito importante ter um dia do artista plástico, mas deveria ter mais eventos e feiras para que possamos mostrar nosso trabalho”,  afirma o artista plástico Dimi Silva.

Como e quando você iniciou nas artes plásticas?

A ideia de ser artista plástico foi algo que surgiu em minha vida. O gosto pela arte vem desde criança. Desde cedo aprendi a desenhar. O tempo passou e, a cada dia, queria aprender mais. Comecei a ter contato com novas técnicas e estilos de desenhos, que me fizeram chegar onde estou. Mas não quero parar por aqui. A cada dia que passa eu aprendo mais, para que meu trabalho fique cada vez melhor.

Como você se vê dentro do mundo das artes?

Eu me considero grande artista plástico. A grande maioria das pessoas não dá valor às artes. Então, fica difícil para o artista ser reconhecido pelo seu trabalho.

Dentro da arte, como você usa a tecnologia a seu favor?

A tecnologia tem nos ajuda bastante.  Uso as redes sociais para divulgar meu trabalho. Por meio das postagens, alcanço público amplo, o que aumenta o  reconhecimento do meu trabalho.

Como você apresenta suas obras?

Faço pinturas expostas em  muros da cidade, onde o público tem contato direto com a arte e com o meu processo de produção. Também participo de algumas feiras de artes.

Com qual outra área das artes plástica você teve contato?

Basicamente foi só pintura mesmo. Pintura de telas, murais, desenhos papel e arte digital.

O que você espera do seu futuro nas artes plásticas?

Busco evoluir cada vez mais, sempre buscando novos conhecimentos e com isso reconhecimento pelo meu trabalho.

Você tem contato com outros artistas?

Tenho muitos amigos no meio artístico, com trabalhos maravilhosos e de diferentes estilos. Para mim é um contato muito importante desde a  parte do aprendizado artístico até questão do respeito com a arte do colega.

Você vê muitos jovens inseridos nas artes plásticas?

No meu cotidiano vejo alguns, mas faltam oficinas, eventos e projetos voltados à juventude para poder despertar o interesse dos jovens pelas artes plásticas.

Aqui podemos ver um pouco de suas obras e sua descrição sobre elas;


Mural realizado na pista de skate do Barreiro/Belo Horizonte. “Assim como a maioria dos meus trabalhos não tem muita a explicação exata, gosto de compor obras voltadas para psicodelismo surreal com bastante movimento e cores vibrantes e objetos de mundos distintos tudo em um mesmo lugar”


“Trabalho realizado para uma cliente. Tinta acrílica sobre papel, retratando um ícone e referência. A pintura é releitura de uma das obras de Frida Kahlo, com cores, objetos e movimentos sempre presente no meu trabalho”.