Artes plásticas

A exposição “Jardim Negro” exibe xilogravuras e imagens das obras do artista Maurício Humberto, 48, na Galeria de Arte do BDMG Cultural. O artista plástico recolhe madeiras descartadas e as utiliza para compor suas obras com a ajuda do tempo. Ao todo, 20 peças estão expostas na galeria. “Eu procuro uma madeira que seja detalhada, deixo ao relento, o tempo que interfere nas figuras, apenas dou alguns toques para definir mais as imagens”, explica.


Algumas das obras foram produzidas, exclusivamente, para a esta exposição como parte do Programa Mostras BDMG, realizado em 2010. Outras obras do artista podem ser vistas no livro “Inflamável”, que retratam imagens em xilogravura, lançado em 2010, pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Imagens dessas obras editado no livro podem ser vistas na galeria.

A exposição pode ser vista até o dia 29 de fevereiro, de 10h às 18h, na Galeria de Arte do BDMG Cultural, Rua Bernardo Guimarães, 1.600, Bairro de Lourdes.

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Por Anelisa Ribeiro

Fotos Anelisa Ribeiro e Bárbara de Andrade

Humberto Guimarães, 64, professor, expõe suas obras, uma mistura entre artes plásticas e partituras musicais. A ideia da união das ilustrações infantis com as partituras musicais vem da infância, a partir das partituras antigas de sua mãe. “Os desenhos são minha vida e quis demonstrar isso nesta exposição. Assim como as pautas são essenciais para uma partitura e para a construção musical, os desenhos são vitais para mim. A arte deve ser um guia e um alicerce para todos”, afirma Humberto Guimarães.

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O artista utiliza como recurso gráfico uma série de 25 desenhos que compõem a exposição “Pautas Musicais”. Desta forma, Guimarães utiliza a flexibilidade entre as duas manifestações artísticas para associar vida e arte.

De acordo com Humberto Guimarães, “a Ilustração é a variante destes desenhos, as obras não são fruto de nenhum texto específico, é feito através de pesquisa de conteúdo,” conclui.

A AM Galeria exibe a Mostra entre os dias 7 e 26 de Outubro.

Endereço: Rua Cláudio Manoel, 155, Loja 04 – Funcionários – Belo Horizonte

Informações: (31) 3223-4209

www.amgaleria.com.br

Por Anelisa Ribeiro e Bruno Maia

Fotos: Anelisa Ribeiro e Bruno Maia

O Festival de Arte Digital, FAD, abriu sua 5ª edição na noite desta quarta-feira, 31, com uma apresentação que rendeu palmas por aproximadamente 2 minutos. A performance LOSS-LAYERS, do grupo francês A.lter S.essio impressionou ao mostrar um jogo de ilusão e realidade. Som, imagem e corpo foram explorados e transpostos ao olhar do espectador. O espetáculo cênico induz ao campo conflitivo das significações, em que a pessoa é conduzida a uma reflexão do tempo e espaço em que se insere. A bailarina vive no palco uma experiência multi-sensorial, resultado de movimentos, luzes, projeção de vídeo e música eletrônica.

Bailarina na performance LOSS-LAYERS
Bailarina na performance LOSS-LAYERS

Para o videomaker Guilherme Costa, 29, que estava na platéia, o trabalho do A.lterS.essio é “uma síntese de como um ser humano vive num meio urbano e como esse meio interfere na sua vivência. Apesar de ter sentimentos, o meio consegue também deixar mecânico o ser humano”, afirma, referindo-se à dança que apresenta ao mesmo tempo movimentos do corpo semelhantes a de um robô e expressões faciais como o sorriso e o medo.

O festival, que já passou por diversos espaços de Belo Horizonte como Casa do Conde, estação de metrô, o Espaço Cento e Quatro e o Oi Futuro, constrói uma relação entre tecnologia, arte e cinética em um mundo onde é cada vez mais comum a adequação de hábitos ao universo digital.

A cinética e a obra

“A escolha da arte cinética como tema deste ano partiu de uma intenção de proximidade do festival de se relacionar com outras áreas conexas da arte contemporânea. Então a gente lincou [sic] as duas coisas, o que faz com que o festival fomente conceitos mais fortes, mais bem pensados, de forma a não ficar um festival só tecnologia por tecnologia”, explica o curador do FAD Tadeus Mucelli Tee. Assim, é possível enxergar de uma ótica especifica um tema, a cinética, e, um objeto, a tecnologia, de forma integrada. Isso possibilita uma compreensão maior da proposta arte digital.

Na obra do português Void, O Jardim do Tempo, inspirado no texto “O Jardim dos Caminhos que se Bifurcam”, de Jorge Luís Borges, o mecanismos puramente cinéticos se fazem necessário para que a arte cumpra o seu objetivo, que é apresentar diversas possibilidades de percurso dentro de um labirinto.

A obra O Jardim do Tempo de Void.
A obra O Jardim do Tempo de Void.

Sediado no Museu Inimá de Paula do dia 1º de setembro a dois de outubro, o FAD -Festival de Arte Digital apresenta 21 trabalhos de artistas brasileiros e estrangeiros, entre eles performances, instalações interativas, oficinas, workshops e debates. A entrada é gratuita. Para mais detalhes da programação e os horários entre no site: https://www.festivaldeartedigital.com.br/

Por Felipe Bueno

Fotos: Felipe Bueno

Está em cartaz na Fundação Clovis Salgado a exposição Marina Nazareth-Paisagem, com curadoria de Marconi Drummond.

Criadas entre 2002 e 2010, são 12 pinturas, 15 desenhos e uma animação em video. Este último, sem intenção de entretenimento, vem roubando a cena: “Quando recebemos escolas, evitamos mostrar outras obras antes, pois acaba dispersando. Nós vamos direto ao vídeo para tirar toda a curiosidade, para depois continuar a visita, quando estão mais calmos também”, diz a educadora e monitora da exposição Fernanda Cardoso, 27. Ela explica que o intuito do vídeo não era ser interativo, mas por possuir animação visual e sonora, as pessoas acabam interagindo com ele, dançando, se movimentando de acordo com o som e com os bancos giratórios do cenário. “É interessante que eles acabam fazendo performance, concluiu.

Cenário da animação em vídeo
Cenário da animação em vídeo

Artista desde os anos 1960, Marina sempre expos retratos e paisagens mortas. Há menos de uma decada, suas artes vem se modificando através das linhas do horizonte e de seu extremo interesse por paisagens mineiras, onde nasceu.

A exposição está em cartaz desde o dia 5 de julho e será encerrada em 28 de agosto, na sala Espaço Mari’Stella Tristão, com entrada franca. Está aberta ao público de terça a sábado, das 9h30 às 21h, e domingo, das 16h às 21h.

Por Jéssica Moreira

Fotos: Bárbara de Andrade

Os quadros da Exposição Fé, do pintor e publicitário Helio Faria, proporcionam um olhar de forma diferente pelas passagens da Bíblia, vista com o olhar de uma criança. A exposição está no Museu Inimá de Paula,

Estas obras refletem o íntimo de um pintor e de um homem de fé, integrados em uma mesma atividade, as telas.

Artista mineiro, de Belo Horizonte, sempre gostou das paisagens, quis mostrá-las por pensar que não são muito abordadas. Acompanhou o crescimento da cidade, com seus casarões, fazendas. Hélio nunca fez uma grande exposição. O museu foi escolhido, por sua pintura ser aproximada a de Inimá de Paula, o qual ensinou muito ao pintor.

O artista Helio Faria
O pintor e publicitário Helio Faria

Começou a pintar as paisagens de Minas Gerais e, depois começo a misturá-las com os santos. Também começou a utilizar como tema os bandeirantes. Tais temáticas estão presentes na exposição, em um contexto histórico.

Hélio mistura barroco, paisagens mineiras, ilustração infantil, e um pouco de publicidade, ja que ele é publicitário. Então as obras dele mostram sempre temas de morros, os santos, o Menino Jesus, personagens na favela, mistura a realidade com o seu gosto pela arte.

Gabriela Fernanda Navarro Antoniase, 26 anos, coodenadora de arte, afirma: “ Helio é um artista sacro, sempre gostou de desenhar e suas ilustrações são muito parecidas com as ilustrações infantis. Sempre foi uma pessoa de muita fé, viajou pelo Vaticano, então quis juntar várias paixões – pintura, Minas Gerais e temas sacros.”

“É resultado de trabalho muito grato pra mim, porque une a minha fé ao meu trabalho, eu procuro retratar passagens da Bíblia, com Minas Gerais, que são minhas duas grandes paixões. Fui convidado a expor minhas obras aqui e aceitei o convite,” conta o artista.

Ana Carolina Luciano, 28, empresária, comenta sobre a exposição: “Está fantástica, lindissima, o Sr. Hélio conseguiu passar para o pincel, a ideia da fé, da religião, do cristianismo. Ele mostrou de uma forma bem brasileira, com linhas bem demarcadas, com cores vivas, que dá vontade de entrar no quadro e fazer parte desta cena. Foi retratada de uma forma muito bem selecionada.”

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Por Anelisa Ribeiro

Fotos Anelisa Ribeiro e Bárbara de Andrade

A partir de amanhã, 02 de agosto, às 19h, a Biblioteca Pública estadual Luiz Bessa abriga a exposição “Escrito na Embalagem” que une Artes Plásticas e Publicidade. “O título da exposição faz uma referência às informações que, normalmente, vem contidas em rótulos de produtos”, explica o publicitário e artista plástico Lamounier Lucas Pereira Junior, o criador das obras. “A gente sempre presta atenção nos slogans publicitários e no que está escrito neles, convivemos com as embalagens boa parte de nossas vidas”, destaca.

O publicitário e artista plástico Lamounier Lucas
O publicitário e artista plástico Lamounier Lucas

Uma das obras que compõe a exposição é uma embalagem de Polvilho Antiséptico Granal. Estampada nas suas diversas versões para que o observador acompanhe a evolução da peça publicitária, o artista plástico e publicitário incrementa a imagem com a foto de uma negra. A mulher estampada no quadro é uma empregada da sua avó, ela não gostava de negros e não se sentia como uma, após tomar banho ela se encharcava com o polvilho para que ela ficasse branca. Essas lembranças que guardam relação com uma memória afetiva das pessoas foi o critério para a seleção de rótulos a serem trabalhados artisticamente, de acordo com Lamounier Lucas.

Lamounier explica ainda como escolheu as embalagens: “O recorte para a escolha das obras partiram desse ponto de vista afetivo. Não escolhi marcas quaisquer, não escolhi marcas que fosse de mais fácil acesso. A escolha foi por marcas que de alguma forma marcaram a minha infância e adolêscia, marcas que são conhecidas por boa parte das pessoas e marcas que tenham uma certa vida, uma certa história”.

A exposição fica aberta ao público até o dia 26 de agosto. A visitação é de segunda a sexta das 8h às 20h e, aos sábados, das 8h às 13h.

Por: Bárbara de Andrade e Felipe Bueno

Foto: Felipe Bueno