Artes plásticas

Cartazes e capas podem ser obras de arte? Uma exposição aberta esta semana tenta provar que sim.

O Estúdio de Design 45Jujubas apresenta obras dos designers Juliano Augusto e Marcelo Dante na Quina Galeria. São cartazes, capas de LPs e CDs, cadernos e livros, entre outros produtos que colocam o design no campo da arte.

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O destaque são os cartazes, que são vendidos a preços populares; de R$ 20,00 a R$ 50,00. Juliano afirma que a idéia da exposição é estimular o chamado cartazismo: vendas “a idéia do cartazismo fora do Brasil já é reconhecida, aqui é necessário um incentivo para que as pessoas comecem a consumir esses pôsteres”.

A exposição marca ainda duas datas importantes para os envolvidos: um ano do Estúdio de Design 45Jujubas e a volta às atividades da Quina Galeria, que ficou três meses.

A temática da música é uma das preferidas dos artistas e está presente em diversas obras. Na abertura, no dia 22 de março, eles fizeram uma discotecagem para o público.

Juliano e Marcelo são sócios no 45Jujubas e realizam trabalhos de design como identidade visual, ilustrações, fotografia e música. Produzem para outros estados como Rio de Janeiro e São Paulo e já fizeram trabalhos para a última edição da revista Argentina CarneMag, mas segundo Augusto o foco é Belo Horizonte.

Façam uma visita e conheçam de perto esses trabalhos. A exposição ficará na Quina Galeria, no Edifício Maleta, localizado na Rua da Bahia, 1448/Slj.06 – Centro. Horário de funcionamento: de terça à sexta de 13h às 19h. Fiquem ligados, pois só haverá mais uma semana da exposição, o encerramento ocorrerá no dia 31 de março. Aproveitem a oportunidade!

Texto: Andressa Silva

Foto: Thaline Rachel/ Felipe Buenno

Exposição de Street art (mostra artística desenvolvida no espaço público) migrou das ruas, becos e avenidas direto para a Quina Galeria. Trazendo estilo, traços e cor, o artista Vermelho tomou o cenário da arte contemporânea,  através do Street art, deixando o ambiente da galeria encantador.

Localizada na Rua da Bahia, 1148 slj. 6, a Quina Galeria inaugurou, no dia 6 de Novembro, a exposição “Semântica”, do artista e grafiteiro Vermelho. Na mesma data foi inaugurado o Projeto Parede, que chega com o intuito de deixar as obras dos artistas expostas por mais tempo, pois assim  a população terá mais oportunidade de ver o trabalho dos artistas.

Com a exposição Semântica,  Vermelho foi o primeiro artista a aplicar algumas de suas obras direto na parede da galeria. O trabalho do artista promete muitas surpresas agradáveis ao público, pois nele estão reunidas sutilezas, personalidade e muita variedade.

Esta é a primeira exposição individual que Vermelho apresenta em Belo Horizonte. O artista contou, em declaração para a Quina Galeria, que esta exposição vem com um sentido mais particular e subjetivo: “Trata-se de uma visão do mundo sobre o ponto de vista de um determinado assunto e como enxergamos o mundo de acordo com nossas experiências e referências de vida”, declara Vermelho.

A exposição Semântica segue até o dia 23 de Novembro,  de segunda a sexta-feira de 13h às 19h e sábado de 14h ás 18h. A entrada é franca.

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Por: Iara Fonseca

A Galeria Passarela Cultural da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa apresenta a exposição “Retrato, fragmento de uma identidade”, repleta por trabalhos em pintura, fotografia, vídeo e projetos gráficos. A exposição é fruto de um projeto criado e desenvolvido pelas artistas plásticas Liliam Medeiros e Maira Paiva e visa compartilhar e investigar as possibilidades de trabalhar a fotografia e a pintura com dependentes químicos e pacientes de outras patologias na clínica Central Psíquica.


Os trabalhos foram desenvolvidos em conjunto, todos os pacientes que participaram do projeto contribuíram com alguma informação resultando em uma exposição de diversas identidades. O principal objetivo do projeto foi trabalhar com pacientes dispostos a compartilhar experiências e novas idéias.


Os autores das obras trabalham com temas como memória e assuntos do cotidiano, misturam ficção com processos fotográficos, vídeos e imagens retiradas do Google. Alguns foram afixados nas paredes de vidro da passarela na Biblioteca e parecem se encaixar com a paisagem de fundo: ora da Praça da Liberdade, ora da Rua da Bahia com seu trânsito.


Liliam Medeiros e Maira Paiva, por meio do projeto, fazem a promoção da arte como meio de informação e expressão, ao mesmo tempo em que se valem da experiência do trabalho para dar continuidade às suas pesquisas em arte.


A exposição segue até 29/10 e o local para visitação é o anexo da Biblioteca Pública Estadual na Rua da Bahia, 1889 – 2º: piso – Funcionários – Belo Horizonte MG.

De segunda a sexta de 8:00 as 20:00 horas e aos sábados de 8:00 as 13:00 horas.



Fotos dos trabalhos expostos


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Por Danielle Pinheiro

Baseada no último livro da Bíblia Sagrada, a exposição da artista Lígia Vellasco, inaugurada hoje na Biblioteca Pública Luiz Bessa, mostra a série “Apocalipse”. O livro, escrito por São João Evangelista, a partir de suas visões na ilha de Patmos, oferece uma fonte de inspiração rica, sugestiva e dramática para a artista, que trabalha a dois anos na série.

Lígia explora visualmente algumas das figuras e situações descritas no texto do Apocalipse, por exemplo, os quatro cavaleiros (peste, fome, guerra e morte), a mulher vestida de Sol, o anjo da Morte, o anjo que abre as portas do inferno ou a prostituta da Babilônia que sai do mar montada em um monstro.

As pinturas são livremente inspiradas nas visões, a partir daí, a artista trabalha com liberdade na criação das imagens. Uma das telas que chama atenção é a que retrata um grande desastre ecológico. As pinturas são fortes, sombrias, como o próprio Apocalipse.

A exposição até o dia 06 de setembro e a entrada é franca.

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Por Daniella Lages

A divertidíssima exposição My Paper Sunglasses comprova que os óculos servem não só para nos proteger dos raios ultravioleta. Na mostra, do idealizador e curador Otávio Santiago, os óculos servem também para nos “cegar às avessas”. Eles se tornam um curioso suporte de revelação.

Vários artistas de diversas áreas foram convidados por Santiago a fazer uma intervenção sobre as lentes de papel dos óculos, através das suas próprias criações.

Os óculos aparecem como painéis ou telas, e em cada uma das superfícies, um ponto de vista particular: a imagem de si mesmo que sempre quis ver, ou melhor, exibir.

O público também é convidado a experimentar os óculos, escolher um perfeito e fazer uma foto. Durante as duas primeiras intervenções de convidados, foram feitas várias fotos dos autores das criações e de quem passou para conhecer a exposição.

Um editorial também foi inspirado nas idéias apresentadas em My Paper Sunglasses. A exposição ficará na Mini Galeria, na Avenida Cristóvão Colombo, 550, até o dia 24/08.

Veja mais fotos na nossa galeria.

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Por Daniella Lages

Música, maquiagem, luzes e efeitos entram em cena esperando aplausos do grande público. O Centro de Cultura Belo Horizonte recebe a exposição “E as Luzes brilharam outra vez” que reuni fotografias dos espetáculos realizados durante os 12 anos do FIT (Festival internacional de teatro palco e Rua) de Belo Horizonte. Comemora-se neste momento com a exposição que passeia pelo universo teatral no espaço localizado na Rua da Bahia com Augusto de Lima.  O momento é de alegria para mais um ano de sucesso e consolidação e o público pode conferir algumas ocasiões mais que especiais durante toda a trajetória.

Com pequenas tiras de renda amarada ao monóculo e uma linha imaginaria desenhando uma cortina, painel de letras misturando o preto e branco, e uma cortina de veludo vermelha despertam os visitantes para um mundo de encanto.

Na exposição também são exibidos dois filmes curtas-metragem que apresentam as fotos do evento nas imagens em movimento. No inicio da exposição, havia sessões reservadas para apresentação dos filmes, eram exibidos no telão, mas devido à baixa procura da população, eles passaram a ser exibidos em uma TV comum.

Recentemente o Centro Cultural da Rua da Bahia passou por uma extensa reforma, e os recursos do governo para tal chegaram a atingir R$1.800,000, 00 melhorando a qualidade do espaço para que as pessoas possam usufruir dos trabalhos apresentados ali. “A população não procura, não participa, muitas pessoas já me disseram na rua que sentem vergonha de entrar aqui, a maioria (das poucas pessoas que vem) são formadas, povo mesmo não vem” conta Jefferson, estudante e monitor da exposição.

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Por Iara Fonseca e Danielle Pinheiro