Beleza

Por Keven Souza

Desenvolver ensino teórico-prático, ampliar autoridade nas redes sociais e fomentar a produção de conteúdo de moda on-line. São estas as premissas do programa Tá na Trend, projeto da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) em parceria com o curso de Moda do Centro Universitário Una

O Tá na Trend é uma das novas propostas criadas para o canal do Youtube do Minas Trend, maior salão de negócios da moda da América Latina, sediado pelo Sistema FIEMG, que possui mais de 8,9 mil inscritos na plataforma. 

Dito isso, o canal está de cara nova!

A primeira vista, o canal retorna com uma recente reestruturação de conteúdos e quadros exclusivos para reforçar o evento enquanto autoridade em negócios e assuntos relacionados à moda no meio digital. Com a iniciativa, estudantes do curso de Moda da Una propõem temas relacionados à sua área e têm a oportunidade de compartilhar seu aprendizado no canal do Minas Trend a partir de um olhar jovial e criativo. É o que explica o analista de comunicação digital da FIEMG, Rafael Figueiredo. 

“Aproveitando a aliança entre a FIEMG e a Una, convidamos o Centro Universitário para ser nosso parceiro nesse projeto. Então, envolver estudantes da Una foi uma forma de aproveitar a parceria e dar oportunidade para que os alunos e as alunas possam ganhar visibilidade no ramo da moda, terem mais uma forma de aprendizado e aumentar as chances de se destacarem profissionalmente”, explica. 

A universidade selecionou três estudantes de Moda para serem os apresentadoras dos conteúdos. Karen Lima, Helena Coutinho e Keren Pimentel são as acadêmicas que participam desta temporada piloto neste semestre de 2022. Ambas atuaram na última edição do Minas Trend e desde então mantêm excelência nos conteúdos produzidos. 

Os conteúdos digitais estão em vigor desde julho deste ano, e os temas são propostos pelas próprias alunas e validado pelas duas instituições. Já a FIEMG é a responsável pela produção e edição dos vídeos que abordam dicas, curiosidades, tendências e outras informações relevantes para pessoas interessadas em moda.

Segundo Helena, uma das jovens participantes, os temas abordados nos vídeos foram pensados de forma estratégica e nada segmentada. “O formato comunicativo precisa ser dinâmico e leve, porque estamos trabalhando diante de um paradoxo que é fazer com que o espectador se sinta próximo ainda que esteja te vendo através de uma tela. É sempre muito legal traduzir o vocabulário técnico que aprendemos para uma linguagem acessível, divertida e atrativa. No Tá na Trend o objetivo é facilitar e democratizar o acesso à informação de moda”, diz. 

Para Keren, estudante do sexto período de Moda da Una, produzir os conteúdos foi uma experiência única. “Foi incrível conseguir repassar ao público toda a informação que eu sabia e ver que aquilo vai ajudar alguém de alguma forma. Isso me fez perceber que estou no lugar certo”, relembra. 

Ao todo, a expectativa é de que nesta primeira temporada do Tá Na Trend sejam produzidos seis vídeos para o Youtube. Publicado um por mês, dois vídeos já foram postados e o terceiro chega ao ar no dia 22 de setembro. O cronograma para os próximos meses está sendo definido, mas possivelmente as publicações acontecerão nos dias 20/10, 17/11 e 15/12. 

Da sala de aula aos estúdios de gravação 

Estudantes da Una e equipe nos estúdios FIEMG, no primeiro dia de gravação. Fonte: Rafael Figueiredo.

Bem como  aprendizado da universidade é fundamental, é na prática que se consegue colocar o conhecimento à prova e perceber a aplicabilidade dele. Por meio do Tá Na Trend, Karen, Keren e Helena se aprofundam em temas na área de Moda ao desenvolverem as propostas de conteúdos. 

Aprendem mais sobre os bastidores de gravação e produção de vídeos, desenvolvem a capacidade argumentativa ao defenderem as propostas, melhoram desenvoltura diante da câmera, ganham autoridade em falar sobre os temas propostos, contato real com o mundo corporativo e mais proximidade com o Minas Trend. 

De acordo com Rafael, até o momento as acadêmicas têm assumido uma postura ativa em relação ao conteúdo proposto. “As alunas têm sido incríveis! Elas se expressam muito bem e são todas muito carismáticas. Tem sido ótimo trabalhar com elas e com toda a equipe da Una envolvida no projeto. Esperamos ter bons resultados e começar uma nova temporada em 2023, com uma turma tão boa quanto a de agora”, afirma.

A estudante Karen diz que, desde já, o projeto tem aberto portas para o mercado. Dando visibilidade pro seu trabalho. “É uma oportunidade de afirmação  para o mercado, da minha capacidade como profissional de moda, o que é de extrema importância para mim”, declara.  

O Tá Na Trend está disponível no Youtube, através do canal do Minas Trend. Para ficar por dentro do projeto, acompanhar os conteúdos e saber mais siga o Minas Trend também no Instagram (@minastrend_). 

Festival promete trazer a heterogeneidade de estéticas como principal atração da Cidade do Rock

Por Keven Souza

A 37º edição do Rock In Rio está cada vez mais próximo do nosso Brasilzão! Durante os dias 2, 3, 4, 8, 9, 10 e 11 de setembro deste ano, a Cidade do Rock está prestes a receber mais uma edição histórica do maior festival do país.

O Rock In Rio foi criado em 1985 e mais do que quebrar recordes atrás de recordes desde sua estreia, o festival fomentou ao longo do tempo um estilo fashion influenciado pelo soft rock. Um subgênero da música rock que enfatiza ganchos pop, produção de estúdio impecável e estética sonora mais agradável.

Foram anos e décadas de edições que contaram com um público que priorizava tendências, como boho e athleisure, que aliam conforto e charme. O Parque dos Atletas, localizado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, foi palco para as peças de couro, os chapéus de cowboy, as camisetas pretas, os acessórios em correntes e franjas e, claro, além das botas, os shorts jeans rasgados.

Imagem/Reprodução
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Mas será que essa estética ainda prevalece? Bom, o que mostra as últimas edições do festival, não tanto quanto antes!

O Rock In Rio embora ainda seja um espaço de shows para distintas faixas etárias, ele está, desde 2019, com uma grande parcela de pessoas da geração Z. Isso motivado pelo line-up diversificado que traz shows de cantores da atualidade, como Anitta, Demi Lovato, Beyoncé, entre outros, que são queridinhos da nova geração.

Hoje, o público que frequenta o Rock In Rio é diferente daquele presente na década de 90 que foi marcado pelo estilo soft rock, por exemplo. Há uma adaptação dessa estética “tradicional” para a atual realidade. Não digo que é difícil encontrar pessoas ainda com esse estilo na Cidade do Rock, mas não será comum tanto quanto antes.

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A heterogeneidade de estilos

A mudança de público é o fator principal para ocorrer esse choque na estética fashion do festival. As pessoas, e especificamente os jovens, estão preferindo looks e peças de forma mais subjetiva, colorida e menos temática. Sem aqueles limites e definições vistos nas décadas passadas. 

Esse comportamento demonstra uma junção de estilos pessoais de diferentes indivíduos em um só lugar. Hoje, ao invés do público se adaptar ao estilo de um festival e criar um certo padrão fashion, eles querem realçar suas particularidades e origens através de suas roupas e visuais.

A liberdade do ser, que é algo muito discutido atualmente, possibilita a heterogeneidade de estilos nos gramados da Cidade do Rock. E a moda, enquanto instrumento de personalidade que acompanha os costumes, ressalta a mistura de gostos no RIR. Que não só diz muito sobre o como é o Brasil, mas abraça as tendências tradicionais (soft rock) e inclui o que está chegando de novo.

Imagem/Reprodução
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De fato, quem for ao Rock In Rio 2022 poderá encontrar estilos do soft rock ao dopamine dressing, já que a criatividade e ousadia serão as atrações principais do maior festival do Brasil. Irá encontrar também looks monocromáticos, com uma pegada solar e mais descontraída.

Agora, se o festival irá quebrar mais recordes com este ano, não sabemos! O que tenho certeza é que daqui alguns anos teremos uma estética ou estilo patenteado pelo Rock In Rio, anunciado pelo universo da moda e abraçado novamente pelo público.

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Por Daniela Reis

Edy Rios é considerado o “Reis dos Cachos” no estado da Bahia. Queridinho de muitas famosas, se especializou em cabelos cacheados e crespos. Recentemente lançou sua própria linha de cosméticos e essa semana ele chega a Belo Horizonte para fazer a cabeça das mineiras. 

O Contramão conversou com o cabeleireiro e hair stylist, confira a entrevista!

Conta pra gente, quando começou a trabalhar com cabelos cacheados e por que focar nesse tipo de fios?

Eu já trabalhava com outros tipos de cabelos, mas focar nos cabelos cacheados foi uma surpresa do destino. Uma grande foi fazer mechas com outro profissional e o resultado não ficou positivo, ela me pediu para corrigir. No início fiquei um pouco receoso, pois não tinha experiência em cabelos crespos, mas quando coloquei a mão na massa, foi uma surpresa! A cor ficou linda, perfeita. Ela começou a me indicar para outras pessoas e o processo foi acontecendo, fiquei reconhecido pelo meu trabalho. 

Como surgiu a referência “Rei dos Cachos”? 

Não foi de um dia para o outro. O mercado dos cabelos crespos e cacheados não tinha um nicho específico. A minha maior propaganda foi boca a boca, as pessoas começaram a me conhecer através das indicações, daí surgiu o “Rei dos Cachos”. 

Muitas mulheres alisavam os cabelos e eram reféns de chapinha e processos químicos. Hoje, elas querem assumir a identidade cacheada como você analisa esse processo? 

A dependência química capilar é como qualquer tipo de dependência química.  Ela limita as pessoas, faz com que as pessoas fiquem na inerência de ter sempre alguém ou alguma coisa. Com relação ao cabelo, a busca pela independência foi o que deu início ao  movimento de libertação. E mesmo com o movimento, me lembro que quando as meninas vinham atrás de mim para cortar o cabelo e retirar a  química, era uma sensação muito estranha, porque eu sentia dor junto com elas.  São muitas as questões que envolvem um processo de mudança, de sair da zona de conforto e mudar a sua textura. Mas no final, esse processo delicado tem um resultado lindo e é  emocionante poder participar desse momento único, em que a mulher consegue se redescobrir, se rever.  Muitas delas não se lembram nem qual é o tipo de cabelo que tinham antes da química e que naturalmente é maravilhoso. 

Quais os cuidados essas mulheres devem ter no processo de transição? 

O processo de transição é bem delicado e difícil. Para algumas pessoas chega a ser doloroso, mexe muito com a pessoa e com a autoestima. Mas quem se propõe, tem que iniciar já pensando no final da transição, no resultado.

Qual a dica você dá para quem quer iniciar esse processo de transição? O ideal é procurar um profissional para manter a saúde dos fios? 

A primeira dica para quem vai iniciar a transição é procurar um profissional especializado antes de começar. Hoje, o acesso às redes sociais ajuda muito. As pessoas conversam sobre o assunto, trocam ideias, pegam indicações de profissionais. Outra dica é ter persistência e paciência, entender que você é o responsável pela sua vida, pelas suas escolhas, então não deve dar ouvidos para alguns comentários durante o processo. Realizar a transição em um espaço que trabalha e foca em cabelos naturais, como o meu, é excelente, pois a pessoa vai ter contato com outras que querem e optam pela mesma coisa que ela.  Recentemente, você lançou sua própria linha de cosméticos, conta um pouco pra gente sobre essa novidade e o que as cacheadas podem esperar dos produtos. 

O lançamento da minha linha aconteceu em um momento bem legal. Eu já estava estudando a possibilidade de trabalhar em cima disso há dois anos. A minha experiência de quase uma década com cabelos naturais me fez entender o que de fato os fios necessitam.  Eu  tentei juntar todos os  produtos em uma linha totalmente liberada pelos órgãos competentes e que foram desenvolvidas com tudo que há de melhor. O resultado ficou surpreendente. Elas podem esperar muito, pois o que eu quero é que o produto cuide dos cabelos assim como eu, com carinho. 

Edy, você passou por um grande susto quando contraiu a Covid-19. Agora recuperado, conta para gente sobre esse período e qual a lição você tirou disso tudo? 

Foi há exatamente um ano atrás que eu contraí o vírus, fiquei em estado grave. Foram dez dias entubado, fiquei com sequelas bem delicadas, tive que realizar a amputação dos dedos dos pés. O que mais aprendi é que nós somos dádivas divinas e que Deus é só amor. Entendi que Ele me ama, que sou capaz de superar qualquer tipo de dificuldade. Enfrentar a Covid foi o momento mais difícil da minha vida, e posso garantir, já enfrentei muitos obstáculos complicados. Eu quero aproveitar para agradecer a Deus e a todas as pessoas que oraram por mim nesse momento tão delicado que venci. 

Você é uma grande referência quando o assunto são os cabelos cacheados. Atualmente você atua em Salvador na Bahia, qual a motivação para vir atender as mineiras? Você já tem uma relação com BH?

Então, eu sou baiano e sair de Salvador para ir em outra cidade, como Belo Horizonte, para mostrar o meu trabalho é uma grande satisfação. Isso é a prova da empatia e reciprocidade que as pessoas têm pelo meu trabalho. É uma forma de carinho! BH foi a primeira cidade que eu vim pra fazer atendimento fora do meu estado. Já tenho uma relação muito legal com a capital mineira, são mais de cinco anos,  então eu me sinto em casa. Quero aproveitar a oportunidade para agradecer Belo Horizonte,  que sempre me recebeu muito bem. 

O cabeleireiro estará na cidade nos dias 12 e 13/03, sábado e domingo. Informações e agendamentos (31) 99957- 6775 (Gaby). Para saber mais sobre o trabalho de Edy Rios acesse seu perfil no Instagram.