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O evento irá ocupar novamente pontos importantes e icônicos de São Paulo entre os dias 25 a 28 de maio

Por Keven Souza

Ela chegou! A 55ª edição da São Paulo Fashion Week (SPFW) começa oficialmente nesta quinta-feira (24). Reunindo personalidades e estilistas importantes do universo da moda, o evento contará com 42 desfiles de grandes marcas, sendo 31 presenciais e 11 fashion films, ocupando o Komplexo Tempo, o Senac Lapa Faustolo, o Iguatemi São Paulo e outros endereços históricos. 

O tema desta edição é “Ressignificar e Origens”, uma provocação direta sobre o caráter diverso e plural que nos une enquanto coletivo humano criativo. A importância do tema para um movimento de pós-eleição e, ainda, de pós-pandemia atravessa, e certamente também resgata, valores ligados às origens e raízes impressas numa consciência social. 

O catwalk do SPFW 

Os desfiles, todos presenciais, acontecem pela manhã no Senac Fau, na parte da tarde no Shopping Iguatemi é apresentado os fashion films e a partir das 18 horas no Komplexo Tempo,  a nata da moda se reúne. 

Ao longo dos quatro dias de evento, o público poderá encontrar processos artesanais, representações da cultura teen (jovem) brasileira por uma pegada não óbvia e ligada ao estilo streetwear, moda inclusiva e militante, além de novos tipos de tecidos, como o Foton, Lycra e Couro. Isso, apenas nas sete novas marcas que estreiam o line-up desta edição, sendo elas: David Lee, Foz, Forca Studio, Gefferson Vila Nova, Marina Bitu, Rafael Caetano e The Paradise.  

 

A programação 

 

25/05 (quinta)

10h – Igor Dadona (Senac)

11h – Gefferson Vila Nova (Senac)

12h30 – Patrícia Viera (Iguatemi)

14h30 – TA Studios (Iguatemi)

17h – Ponto Firme 

19h30 – Localiza 

20h30 – Meninos Rei (Komplexo) 

21h30 – Martins (Komplexo) 

 

26/05 (sexta) 

10h – Rafael Caetano (Senac)

11h – Ronaldo Silvestre (Senac)

12h30 – Apartamento 03 (Iguatemi)

14h30 – Mnisis (Iguatemi)

19h – LED (Komplexo) 

20h30 – Dendezeiro (Komplexo) 

21h30 – The Paradise (Komplexo) 

 

27/05 (sábado)

10h – Maurício Duarte (Senac)

11h – Silvério (Senac)

12h30 – Renata Buzzo (Iguatemi)

14h30 – Marina Bitu (Iguatemi)

16h30 – Forca Studio 

18h30 – Thear (Komplexo) 

19h30 – AZ Marias (Komplexo) 

20h30 – Santa Resistência (Komplexo) 

21h30 – Weider Silveiro (Komplexo) 

 

28/05 (domingo) 

11h – Fernanda Yamamoto

17h30 – Walério Araújo (Komplexo) 

18h30 – David Lee (Komplexo) 

19h30 – Greg Joey (Komplexo) 

20h30 – Lino Villaventura (Komplexo) 

Por Michelle Assis e Carla Chaves

* Texto produzido originalmente para o Minas Trend.

A empreendedora Janaíne Rocha sempre administrou grandes empresas, mas veio ao Minas Trend pela primeira vez com sua própria marca, a Jeraa Premiumm, que foi criada há um ano e meio.

Foto: Beatriz Nithack

A loja está localizada no tradicional bairro de comércio vestuário Bom Retiro, em São Paulo, e traz como diferencial a matéria prima utilizada. Suas peças são feitas com o couro do peixe pirarucu, material autossustentável, que vem de fornecedores autorizados no Brasil, tendo o selo do Ibama para reforçar que todo o produto é legalizado.

O material traz a exclusividade em cada peça, pois nenhuma pele é igual a outra. Além disso, o processo de tingimento é feito sob demanda. A marca passa para o fornecedor a coloração específica que querem para cada coleção, recebendo assim um material único. O metro do couro do peixe, atualmente, é vendido pela Jeraa Premiumm a R$ 1,8 mil. Seus produtos são inspirados em grandes marcas, mas nem por isso perdem a autenticidade, pois em seu trabalho Janaína faz a sua leitura de um material diferente.

Foto: Beatriz Nithack

Além dessa linha, a loja também trabalha com o couro comum, em vários modelos de bolsas, que são vendidas por atacado para todo o Brasil. Porém, o diferencial que ela trouxe para apresentar nessa edição do Minas Trend é a linha feita a partir do couro do pirarucu.

 

 

 

O Minas Trend

O Minas Trend é uma realização do SESI, SENAI e FIEMG, com apoio master do Sebrae Minas e patrocínio da CDL, Bling e Banco Inter.

Por Keven Souza

A preocupação com consumo consciente e impactos ambientais tem sido uma das pertinentes pautas no mundo da moda desde a última década. É “Slow Fashion” pra lá, “Upcycling” pra cá e você perdido sem entender quais ações contribuem efetivamente na hora de montar um guarda-roupa sustentável.  

Se identifica? Calma, preparamos 3 dicas simples e práticas para deixar seu guarda-roupa mais responsável ainda esta semana! 

Conheça o que você já tem

Um guarda-roupa sustentável envolve escolhas mais responsáveis de consumo e de matérias-primas. Uma ótima solução para ajudar a construir um é usar, adaptar e vestir. Essa dica vale ouro, e nada melhor do que usá-la para dar aquela geral e descobrir o que você tem por aí em seu armário, que nunca sai de moda. Quem sabe customizar tais peças ou dar uma nova cara a elas possa não só reduzir os impactos do ciclo de consumo e descarte, como salvá-las.  

Opte por tecidos sustentáveis

Como acabamos de dizer, pessoas têm cada vez mais se atentado à necessidade de buscar peças menos impactantes para o meio ambiente. Um bom caminho é optar por materiais mais resistentes, peças de boa qualidade e lojas de departamento que são simpatizantes com causas ambientais. 

A atenção nas etiquetas das roupas é outra parte fundamental! Hoje, você encontra diversas peças com selo de moda sustentável, que identifica os produtos feitos com matérias-primas e/ou processos menos agressivos para o planeta. Fora que possuem uma alta qualidade que é indiscutível. 

Monte seu armário com princípios da moda circular 

Para fechar o roteiro, consumir peças de brechó e bazar é nossa última dica. Roupas desse nicho da moda se baseiam nos princípios da economia circular, que diz respeito ao fim da vida de um produto. 

No caso das roupas, consumir brechós e/ou bazares significa dar uma maior chance ao ciclo durável da peça, retardando o descarte desenfreado e fugindo da lógica de consumo. É também dar continuidade a histórias e narrativas através delas. Tudo isso feito com carinho, cuidado e processos minuciosos. 

Viu como montar um guarda-roupa sustentável é mais simples do que parece? Agora se jogue nas dicas e monte armário!  

Foto da classe de todos os indicados a edição 95 do Oscar (Richard Harbaugh/A.M.P.A.S)
Foto da classe de todos os indicados a edição 95 do Oscar (Richard Harbaugh/A.M.P.A.S)

Por Lucas Matheus

O grande vencedor da noite é Tudo em todo lugar ao mesmo tempo, filme do estúdio A24 que, além do grande vencedor, conseguiu ganhar na categoria de melhor ator e maquiagem, ambas com A baleia. Banshees de Inisherin e Elvis saem como os grandes azarados da noite, mesmo após campanha gigantesca da Warner para Elvis, no caso.

A HISTÓRIA FOI FEITA

Conforme foi dito anteriormente, as sete estatuetas conquistadas por “TTLMT” foram a de melhor montagem, melhor roteiro original, atriz coadjuvante, ator coadjuvante, atriz principal, direção e melhor filme. As premiações fizeram jus a grande inovação, ao ritmo contagiante e tudo isso, com um orçamento baixíssimo.

Os dois Daniel’s ganharam com muito mérito o prêmio de direção. O baixo orçamento foi superado pela criatividade e por um elenco incrível, que já havia ganhado o prêmio de elenco pelo SAG, sindicato dos atores. Yeoh é perfeita e é a condutora da história e quem entra na trama soma e atua brilhantemente bem. Os prêmios foram muito merecidos.

Elenco principal de “TTLMT” recebendo o principal prêmio da noite, o melhor filme do ano (Patrick T. Fallon/AFP)
Elenco principal de “TTLMT” recebendo o principal prêmio da noite, o melhor filme do ano (Patrick T. Fallon/AFP)

OS ESNOBADOS

Os Banshees de Inisherin, do ótimo Martin McDonagh, saiu de mão abanando em 2023. O filme foi indicado em 9 categorias diferentes e perdeu em todas. As derrotas mais sentidas são a de roteiro original, atriz coadjuvante, ator coadjuvante. Kerry Condon, Brendan Gleeson e Barry Keoghan foram geniais, mas não foi suficiente para academia, embora o filme tenha ido super bem no BAFTA, a academia britânica de cinema.

Os Banshees de Inisherin conta a história de dois amigos de longa data que entra em crise após Colm (Brendan Gleeson) decidir acabar a amizade com Pádraic (Colin Farrell) (FOTO: Searchlight Pictures)
Os Banshees de Inisherin conta a história de dois amigos de longa data que entra em crise após Colm (Brendan Gleeson) decidir acabar a amizade com Pádraic (Colin Farrell) (FOTO: Searchlight Pictures)

Elvis também foi esnobado. A Warner fez uma baita campanha, investiu bastante em várias salas e até onde tinha favoritismo, o grupo estadunidense perdeu. Perdeu em maquiagem para “A Baleia”, algo impensável semana passada, mas sem dúvida nenhuma, a mais sentida foi a derrota de Austin Butler para Brendan Fraser, irei falar em seguida sobre.

O GRANDE DERROTADO

Sem dúvidas, Austin Butler é o grande derrotado da noite. Não me leve a mal, o problema não é com Brendan Fraser, ele foi brilhante no papel. Austin apenas deu azar, competiu no ano errado, contra um papel brilhante de Fraser e que também tinha toda uma narrativa por trás e nem com forte campanha da Warner, Butler conseguiu ganhar.

Foram três anos se preparando, muita preparação e não foi suficiente para a academia. Austin Butler elevou o nível e fez muito melhor que Rami Malek quando ganhou a categoria de melhor ator por Bohemian Rhapsody.

Austin Butler no tapete vermelho do Oscar 95 (LEXIE MORELAND/BILLBOARD)
Austin Butler no tapete vermelho do Oscar 95 (LEXIE MORELAND/BILLBOARD)

OUTROS GANHADORES DA NOITE

Nada de novo no Front ganhou melhor filme internacional, fotografia, trilha sonora e design de produção. Quem ganha muito com isso é a Netflix, que teve seu nome exaltado no palco da premiação e muita busca em seu catálogo pelo filme. Jamie Lee Curtis até que enfim ganhou uma indicação ao Oscar e, de primeira, conseguiu sua estatueta, algo muito vibrado pela plateia presente.

Edward Berger, diretor do filme Nada de novo no Front, teve seu microfone cortado após 40 segundos de discurso (REUTERS/CARLOS BARRIA)
Edward Berger, diretor do filme Nada de novo no Front, teve seu microfone cortado após 40 segundos de discurso (REUTERS/CARLOS BARRIA)

Por Keven Souza

Com a chegada do período carnavalesco, o Brasil só pensa naquilo… bloquinhos e quais são os looks de Anitta para seus shows de pré-carnaval. Todo ano ela brilha com uma coleção temática e neste a cantora chamou atenção pela escolha dos figurinos para os “Ensaios da Anitta”. 

Ela se inspirou em figuras femininas fortes, vida real ou da ficção, que se destacaram na história por quebrar padrões, sendo assim o tema deste ano “Guerreiras”. Ao todo são 16 looks assinados pela sua stylist, a mineira Clara Lima, cada um para uma apresentação em cidades diferentes (a última é em 12 de fevereiro). “Tive a ideia e logo comecei a refletir sobre quem seriam essas personagens”, diz Anitta, em entrevista à Revista ELLE Brasil. 

Tieta (7 de janeiro) 

Na abertura dos Ensaios da Anitta, em Salvador, a dona do hit “Envolver” apostou em um look inspirado em Tieta, personagem vivida pela atriz Betty Faria em 1989, na novela “Tieta do Agreste”. O figurino de Tieta foi composto por um body vermelho, top, luvas e meias na estampa de onça. Acrescentado ainda com botas douradas e óculos. 

Anitta com look inspirado em Tieta do Agreste. Foto: Revista ELLE Brasil.

Marietta Baderna (8 de janeiro) 

Em seu segundo dia de show para os ensaios do carnaval, no Rio de Janeiro, a inspiração foi Marietta Baderna. A bailarina italiana radicada no Brasil que colocou à prova o conservadorismo do século 19 com seu comportamento sexualmente livre. Anitta usou um um vestidinho cut out rosé e prata, composto por pedrarias, luvas, meias e botas cano curto. 

Anitta com look inspirado em Marietta Baderna. Foto: Reprodução e Instagram Anitta.

Valentina Tershkova (14 de janeiro)

Para o terceiro dia de Ensaios da Anitta, em Florianópolis,  a cantora vestiu um look tipo espacial inspirado por Valentina Tereshkova, considerada a primeira astronauta mulher a viajar sozinha ao espaço. Na composição, os recortes no top deixam a pele à mostra, reforçando a identidade sensual de Anitta. Destaque para as luvas, a calça de látex e os brincos redondos prateados. 

Anitta com look inspirado em Valentina Tereshkova. Foto: Reprodução e Instagram Anitta.

Anita Garibaldi (15 de janeiro)

Com um show no Memorial da América Latina, em São Paulo, a poderosa se inspirou na revolucionária brasileira Anita Garibaldi. Mulher engajada em causas sociais e políticas, que desde cedo lutou em batalhas importantes, como a Revolução Farroupilha. O look levou um corset bege, botas marrom e calça vermelha. Unindo a história com a sensualidade da brasileira. 

Anitta com look inspirado em Anita Garibaldi. Foto: Reprodução e Instagram Anitta.

Barbarella (21 de janeiro) 

Para a capital do país, Brasília, Anitta escolheu personagem polêmica para seu show. Posto que, “Barbarella”, filme de 1968, conta a trajetória de uma viajante do espaço do século 41. A personagem usava o corpo e a sexualidade para derrotar seus inimigos e isso, claro, foi polêmica para a época. O look: um macacão bem futurista, com luvas de espinhos e uma espécie de coroa na cabeça, com estrelas desenhadas.

Anitta com look inspirado em personagem de “Barbella” . Foto: Revista ELLE Brasil.

Maria Bonita (28 de janeiro) 

Se Anitta tem sangue de Maria Bonita não sabemos, mas em Recife, ela decidiu homenagear uma das mulheres nordestinas mais fortes do Brasil:  a primeira cangaceira que fez parte do bando de Lampião, tendo sido, inclusive, sua companheira. Com composição inspirada em símbolos nordestinos, a cantora apostou em uma saia vazada, top transversal, braceletes e uma espécie de coroa na cabeça, com sol e lua desenhados.

Anitta com look inspirado em Maria Bonita. Foto: Revista ELLE Brasil.

Guerreira Brasileira (29 de janeiro) 

Neste domingo, Anitta levou brasilidade para seu palco no Rio de Janeiro. Com inspiração nas musas de carnaval do Brasil, a hitmaker se apresentou com look vestido/shorts na cor verde e amarelo, além de incríveis botas azuis e arco de plumas.

Anitta com look inspirado em mulheres brasileiras. Foto: Instagram/divulgação.

 

Com apresentação de Rosalía, Louis Vuitton agitou a web nesta manhã desta quinta-feira (19) ao escolher funk proibidão para desfile da marca

Por Keven Souza

Se antes o funk era escutado apenas por nós, brasileiros, hoje, ele não é mais. Isso porque, na manhã desta quinta-feira (19), a Louis Vuitton colocou os franceses e o mundo inteiro para escutar a música Sento no Bico da Glock, na Semana de Moda Masculina de Paris. 

Com um mini show e curadoria da trilha sonora feita pela estrela espanhola Rosalía, a música do DJ Gabriel do Borel, Mc Lucy e MC Rogê, serviu para ambientar a apresentação da nova coleção de outono/inverno da marca.  E, claro, DJ Gabriel se comoveu no Twitter ao ver a música embalar o desfile da Louis Vuitton.

DJ Gabriel do Borel no Twitter nesta manhã. Imagem: Twitter.
DJ Gabriel do Borel no Twitter nesta manhã. Imagem: Twitter.

Sento no Bico da Glock foi lançada em 2018 e possui mais de 20 milhões de streams somados no Spotify e YouTube. A faixa aparece no minuto 11:24 do desfile. Confira:

Fashion film da Mugler

Esta não é a primeira vez que o funk carioca aparece em desfiles internacionais. Em agosto do ano passado, enquanto a Mugler divulgava em seu canal no Youtube o seu fashion film da coleção de primavera/verão 2022, o público foi à loucura na internet ao perceber a inclusão do ritmo brasileiro na trilha sonora da apresentação. 

Megan Thee Stallion durante o fashion film da Mugler. Imagem: Youtube.
Megan Thee Stallion durante o fashion film da Mugler. Imagem: Youtube.

A música escolhida, Tomando na Pepekinha, foi lançada em 2019 e é também de MC Lucy e DJ Gabriel do Borel. O momento dura cerca de 30 segundos e começa a partir dos 2:20 vídeo. Confira abaixo:

A importância de ritmos brasileiros em cenários mundiais

Para o Brasil, ter sua cultura musical apresentada ao mundo é mais do que essencial. Significa abrir fronteiras em um universo elitista, como é o caso do da moda, e um mercado industrial preconceituoso e obsoleto, como é o da música americana e Europa Centro-Ocidental.  

Diz sobre a Sulamérica, que muitas vezes é marginalizada e ofuscada.  Expressa ainda sobre o desejo de grandes marcas buscarem algo novo, descontraído e despojado nos desfiles de moda. Bem como disse uma vez Casey Cadwallader, diretora criativa do desfile da Mugler, em entrevista à Vogue. E reitera por completo a pluralidade cultural do nosso planeta.