CCBB

Confira alguns dos eventos para este final de semana na região Centro-Sul de Belo Horizonte.  A agenda inclui atrações para todos os públicos entre shows, teatro, dança e exposições.

Dança

Inscrição-Memória-Russa

Performance multimídia resultante do trabalho colaborativo entre Dorothé Depeaw, Maya Dalinski e trio experimental  “Infinito Menos”.

CCB ( Praça da Liberdade, 127, Funcionários). Sexta e sábado ás 19h. R$ 10,00.

41ª Campanha de popularização do Teatro e da Dança

Eles também falam de amor

Direção: Raquel Castro. O universo da artista popular que transformou o papel de bala em matéria-prima para suas obras e sua filosofia de sustentabilidade.

SESC Palladium- Teatro Júlio Mackenzi ( Rua Rio de Janeiro,1046, Centro) Sexta, às 18:30h e às 20:30h. R$10,00.

Toda nudez será castigada

Direção: Kalluh Araújo. Com texto de Nelson Rodrigues, a peça faz uma crítica à família de classe média brasileira, expondo suas visões hipócritas e degradações.

Teatro Francisco Nunes ( Avenida Afonso Pena, centro, ao lado do parque Municipal). Sexta e sábado, ás 20h30; e domingo às 19h. R$15,00

 3 vezes comédia… babado e confusão

Direção:  Ilvo Amaral. Três irmãos gêmeos gays, que vivem como drag queens fazendo shows, brigam se acharem diferentes uns dos outros. Para resolver os problemas, eles relembram fatos de suas vidas.

Teatro Izabela Hendrix ( Rua da Bahia, 2.020, Lourdes). Sexta às 21h, sábado às 21h e domingo às 19h. R$ 15,00

Shows     

Péricles Garcia e Beatriz & a fita

Péricles toca rock, com músicas autorais e covers. Beatriz apresenta músicas próprias e releituras de artistas como Arnaldo Antunes, Karina Bhur e Vanessa da Mata.

CCCP( Rua Levindo Lopes, 358, Savassi). Sexta ás 23h. R$ 30,00

Rock de Férias

Show com as bandas Karbono, Tchowzeen, Reds Band, Asfíxya, Incolor, Black Straight e Mundo Virtual.

Matriz ( Rua Guajajaras,  1353, Centro, 3212-6122). Sábado às 20h. Entrada sob consulta.

Exposições

Presença de Inimá

Mostra composta por 26 quadros, revisita a trajetória do artista mineiro.

Museu  Inimá de Paula ( Rua da Bahia, 1201, Centro). De terça a sábado das 10h às 19h; domingo das 12h às 19h. até 28/02

Família Julião

A mostra é composta por esculturas em madeira esculpidas por descentes de Antônio Julião- o Julião Boiadeiro, escultores qye se destacaram na arte popular da cidade de Prados.

Centro de Arte Popular- Cemig ( Rua Gonçalves Dias, 1608, Funcionários). Terça, quarta e sexta, das 10h às 19h; quinta, das 12h ás 21h; sábado e domingo das 12h ás 19h. Até 15/02

Por Felipe Chagas

O Centro Cultural Banco do Brasil recebe a exposição “Ciclos” – Criar com o que temos, inspirada no trabalho do artista francês Marcel Duchamp, que completa em 2014, cem anos dos seus primeiros ready- made. Um estilo de trabalho que revela a arte através de criações feitas com objetos utilizados no cotidiano dos artistas. As obras estão espalhadas por todo o centro cultural, e ainda ocupa a parte externa do local, permitindo a interação do público com as criações.

O projeto traz peças de doze artistas de diferentes nacionalidades, entre elas “Desarme” do mexicano Pedro Reyes e “#720” da norte-americana Petah Coyne. Os objetos utilizados pelos artistas se comunicam com a memória dos visitantes, e além de ganhar novas formas propõe a eles novos significados. O objeto se transforma em outro a partir das sensações causadas pela estrutura e o espaço ocupado por eles.

Um dos exemplos é a composição “Espelho do Lixo”, do israelense Daniel Rozin, em que o artista deu a forma de um espelho ao lixo de Nova York, quando os visitantes se movimentam diante dela a obra reflete sua forma, trazendo a ideia de que o nosso lixo é também um reflexo de nós mesmos.

Outra obra de destaque é a Cabeça de Chiclete, trabalho do canadense Douglas Coupland que convida o público não só visitar a exposição como interagir com ela. Na parte externa do Centro Cultural foi alocado uma estrutura da própria cabeça de Coupland, que propõe às pessoas que passam no local a pregarem chicletes na obra. O objetivo do artista é desafiar a ideia de vandalismo, fazendo um contraponto com a dificuldade para se remover a goma de mascar das superfícies. O canadense traz ainda questionamentos com  “Slogan para o Século 21” – mural com frases que desafiam os pensamentos sobre diversos temas.

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Cabeça de Chiclete

“Ciclos” está aberta para visitação até 19 de janeiro de 2015, de quarta à segunda-feira, de 9 às 21h, com a entrada franca.

Por: Victor Barboza, Felipe Chagas e Ítalo Lopes
Fotos: Felipe Chagas

A 8ª CineBH – Mostra internacional de cinema e 5º Brasil CineMundi foi aberta na noite de quinta-feira, 16, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). A noite de estreia apresentou o longa-metragem “Deserto Azul”, do mineiro Éder Santos. O diretor subiu ao palco com toda sua equipe de produção, incluindo os atores Odilon Esteves e Chico Diaz, protagonistas do filme.

Durante a apresentação, Éder pediu para que todos deixassem os celulares ligados. Sua equipe montou quatro redes de wifi com o nome do filme e distribuíram um código para que pudessem digitar. Durante a projeção, o público pôde obter informações adicionais sobre o que estava sendo exibido, criando assim, uma forma de interação entre os espectadores e o filme em exibição.

O cineasta argentino Santiago Loza, foi surpreendido antes da sessão. A produção preparou uma singela homenagem. “Faço filmes pequenos, muito pessoais e intimistas, não esperava por isso, não imaginava que meus filmes seriam tão reconhecidos”, comentou Loza. A programação aprensenta uma retrospectiva pela carreira  do cineasta.

A sexta-feira, 17, começou agitada no Palácio das Artes. Com 21 convidados internacionais, o 5º Brasil CineMundi – International Coproduction Meeting apresentou uma série de seminários e debates. Entre os temas, “Mercado Audiovisual Brasileiro – Políticas Públicas, Avanços e Perspectivas”, contou com a presença de representantes da Ancine, SAV (Secretaria do Audiovisual) e ABTIV (Associação Brasileira de Produtoras Independentes de Televisão), com mediação do crítico e jornalista Pedro Butcher, no qual debateram diretrizes públicas, ações de intercâmbio e coprodução do audiovisual brasileiro.

Santiago Loza apresentou uma masterclass onde relembrou toda a sua carreira, que passa pelo cinema, literatura e teatro. O crítico mais aguardado da CineBH e Brasil CineMundi foi Tag Gallagher, que também ministrou uma masterclass. Tag, é conhecido no meio do audiovisual como um dos maiores nomes da crítica cinematográfica em atividade, mas ninguém conhecia o rosto dele, nem a produção, nem seus próprios admiradores.

A CineBH e Brasil CineMundi se estende até dia 23 de outubro. Filmes, seminários e oficinas são gratuitos.

Mais informações: https://www.cinebh.com.br/

Por Lívia Tostes

Em parceria com o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), o grupo de teatro Espanca!, fundado em 2004, comemora seus 10 anos com uma programação especial. Após o lançamento nacional da peça “Dente de Leão” no próprio CCBB, a mostra Espanca! 10 Anos dá continuidade as apresentações com o espetáculo “Amores Surdos”. Nela conta-se a história de uma família formada por um pai ausente, uma mãe superprotetora e seus filhos. Além das dificuldades de convivência entre família, a peça traz uma metáfora sobre a passagem para a vida adulta e a perda da inocência.

Sediado em Belo Horizonte e com currículo de 587 apresentações em 57 cidades de 15 estados brasileiros, além da Alemanha, Colômbia e Uruguai, o Espanca! é um dos principais grupos de teatro do Brasil. Com trabalhos que procuram ser reflexos do tempo em que viviemos, o grupo conta com títulos como “Por Elise” (2005), “Amores Surdos” (2006), “Congresso Internacional do Medo” (2008) e “Marcha Para Zenturo” (2010). Em seus 10 anos, o Espanca! também já realizou três edições do “ACTO! – Encontro de Teatro”, um evento que é, ao mesmo tempo, um festival de teatro e um encontro entre companhias brasileiras.

Em entrevista ao Jornal Contramão, Marcelo Castro, 32, ator e co-fundador do grupo, disse que, embora cada peça aborde diferentes temas, os trabalhos não são focados neles em si. “Nos apoiamos no discurso dos textos e a partir dos ensaios vamos construindo o que a peça diz”, afirmou Castro.

O trabalho do grupo já foi vencedor dos principais prêmios brasileiros, como Prêmio Shell SP, SESC SATED MG, SIMPARC MG, Qualidade Brasil e APCA; e participou dos principais eventos de artes cênicas do país, como o Projeto de Intercâmbio com a Cia. Brasileira, o Festival de Cenas Curtas promovido pelo Galpão Cine Horto, além da IX Mostra Latino Americana De Teatro De Grupo.“Tanto a mídia quanto a crítica especializada reconhecem sua produção [do grupo] como de grande relevância para o teatro contemporâneo do país”, destacou Castro.

Para Marcelo, a abertura da sede do grupo, inaugurada em 2010, foi uma das principais mudanças nesses 10 anos de história. “Por sua localização e intensidade acabou influenciando as escolhas estéticas do grupo”, contou.

Programação de aniversário

Hoje, o grupo Espanca! é formado pelos atores Marcelo Castro, Gustavo Bones e a produtora Aline Vila Real. Em celebração aos 10 anos do grupo, a Mostra Espanca! apresentou em março, para o público do ACTO3!, a peça “Marcha Para Zenturo”; em junho “Congresso Internacional do Medo” esteve em cartaz no Teatro Alterosa; e em julho “Por Elise” voltou aos palcos do CCBB. Durante o mês de setembro foi a estreia nacional de “Dente de Leão”, também no Centro Cultural. Após a temporada de “Amores Surdos” (24/09 a 06/10), a montagem “O Líquido Tátil”, dirigida pelo argentino Daniel Veronese, estará em cartaz de 8 a 13 de outubro no teatro do CCBB, encerrará a programação comemorativa do grupo.

Texto: Umberto Nunes

Foto: Guto Muniz, divulgação.

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A exposição, Visões na Coleção Ludwig, que reúne cerca de 70 obras de vários artistas, entre eles Pablo Picasso e Andy Warhol, está no CCBB desde o dia 20 de setembro. A reunião das obras tem como foco mostrar a arte do período do neoexpressionismo alemão, do fotorrealismo e outros movimentos que surgiram a partir da década de 1960.

O que surpreende na mostra, além do belo trabalho de artistas como Picasso é a forma como ela pode ser apresentada. A novidade consiste em dar a pessoas que tem deficiência visual a possibilidade de admirar as obras, usando seus outros estímulos sensoriais. Primeiramente um livro em braile é disponibilizado para que essas pessoas tenham a oportunidade de conhecer melhor sobre a história de cada obra. Logo depois, miniaturas de algumas obras são apresentadas para que eles possam ter
uma análise de como é o trabalho do artista. Sendo a maioria das peças feitas em alto relevo, a experiência torna-se ainda mais agradável para quem não pode visualizar o trabalho.

Vale lembrar que todas as pessoas podem participar da experiência. E para quem quiser experimentar e testar os outros sentidos do corpo que não seja a visão, é disponibilizado uma venda para os olhos, para que a pessoa se limite a descrever a obra usando apenas os outros sentidos.

Eu fui convidado a ter essa experiência, e aceitei, e posso dizer que é surpreendente descobrir que há outras formas de descrever um trabalho artístico usando apenas o olfato e o tato. Pra começar, já vendado, fui acompanhado até uma sala onde um objeto foi me entregue em mãos, para que eu tateasse e descobrisse o que era. Mal- acostumado com a não possibilidade de enxergar, não consegui descobrir em que consistia a peça. E depois dois aromas diferentes foram aproximados, para que eu conseguisse descobrir o que era, e novamente falhei. As duas experiências tinha o objetivo de mostrar de uma forma diferente a obra que estava a minha frente.

Durante o trajeto pelo Centro Cultural, Débora Brasil, 23, que foi minha guia, disse que o projeto também é bom para as crianças, porque os incentiva a desenvolver todos os sentidos. A mostra ficará no CCBB até o dia 20 do mês de Outubro, com essa nova possibilidade de descrever o mundo artístico.

Texto: Ítalo Lopes

Fotos: Ítalo Lopes e Divulgação do CCBB

Na tarde desta quinta-feira, 08, o Centro Cultural Banco do Brasil finaliza o circuito de palestras do “Arte: Diálogo”, que teve inicio na quarta-feira, 07. Com o objetivo de integrar público e arte de forma espontânea, o evento traz para essa tarde, uma programação voltada para o papel da arte na história do mundo.

Ontem, o palestrante Thiago Gomide, destacou vários artistas brasileiros que possuem uma forte identidade nacional e que a partir dessa identidade, conseguiram influenciar outros artistas fora do país, como: Lígia Clark, Almicar de Castro Franz Weissmann, Judith Lauand, Willys de Castro, Ivan Serpa e Lygia Pape. Toda discussão ocorreu de forma descontraída e com a interação total do público.

Hoje as palestras ocorrem das 14h as 20h20, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), localizado na Praça da Liberdade. A entrada é gratuita, porém as palestras então sujeitas à lotação.

Programação:

14h às 15h15 – O que é Arte Contemporânea – Fernando Cocchiarale
15h20 às 16h20 – Artes Visuais – Da imagem analógica à digital – Angélica de Moraes
16h30 às 17h45 – Ícones da Arte Contemporânea – Lucia Santaella
18h às 19h – Arte e Design – Gringo Cardia
19h10 às 20h10 – Mesa Redonda com Leda Catunda
20h10 às 20h20 – Encerramento – O Grivo (instalações e execuções acústicas)

Texto: Babara Carvalhes
Foto: Joao Alves