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A Associação Municipal de Assistência Social (AMAS) em parceria com o Programa de Ações Integradas e Referenciais de Enfrentamento à Violência Sexual Infanto-Juvenil (PAIR), com a Prefeitura de Belo Horizonte, os nove Conselhos Tutelaras da cidade, entre outras entidades, promoveu no dia 25 de fevereiro o lançamento da Campanha de enfrentamento da exploração sexual no carnaval. O evento foi realizado no Complexo Esportivo do Aglomerado da Serra – Estádio Mario Ferreira, o Baleião.

Autoridades Municipais, a Comissão local da Copa 2014, atores da rede de proteção, atletas, empresas do trade do turismo, marcaram presença no evento para fortalecer o objetivo da campanha, que visa promover o debate nacional para proteção dos direitos humanos de crianças e adolescentes, além de buscar a sensibilização da sociedade para que as denúncias sejam feitas.

“Através do esporte temos condições de fazer mais por essas crianças, orientando, alertando para que não possam ir para o caminho perdido. E se por acaso alguém presenciar este acontecimento com as crianças, denuncie para que a gente possa acabar com essa vergonha”, comentou o ex-jogador da seleção Brasileira e os eternos ídolos da torcida atleticana Paulo Isidoro, que prestigia a campanha.

Durante o evento, os jovens atendidos pelo Projeto socioeducativo AMAS/ BHTrans trouxeram alegria ao evento, ao apresentarem uma animada bateria de samba e performance circense, com pernas de pau. Dançaram ao ritmo de músicas carnavalescas, mostrando que lugar de crianças e adolescentes não é nas ruas sendo vítimas de exploração sexual. Segundo o ex-jogador do Cruzeiro e tri-campeão mundial em 1970 Wilson Piazza, “é preciso ajustar a forma conveniente para que a gente chegue até essas crianças, protegendo-as, orientando-as, assistindo-as, seja na saúde, no esporte, na educação, do lazer, para que a gente possa em um futuro não muito distante, termos cidadãos conscientes e mais respeitados”.

Outras atividades estão sendo desenvolvidas durante esta semana, como nas rodovias (em parceria com a Polícia Rodoviária Federal), nos aeroportos (em parceria com a Infraero) e na Estação Rodoviária de Belo Horizonte.

Este é o foco da Campanha, não fique de fora, denuncie! Disque 100 ou entre em contato com o Conselho Tutelar da sua cidade.

Faça você parte desta campanha! Violência sexual é crime!

Texto: Thaline Araújo

Foto: Andressa Silva

A sacolinha de plástico convencional está com os dias contados em BH. A partir de 28 de fevereiro, entra em vigor a Lei 9.529/08, que proíbe o uso das embalagens que não sejam produzidas de material reciclável ou biodegradável.

A medida passa a valer para todos os estabelecimentos comerciais da cidade, que terão de oferecer alternativas ecologicamente corretas. Segundo especialistas, o saco de plástico tradicional é um dos grandes vilões do meio ambiente, já que pode levar até 400 anos para se decompor, enquanto os não provenientes do petróleo levam, no máximo, 18 meses para se degradar.

O vendedor, Gabriel Sousa, 26, funcionário da Savassi Games, fica satisfeito com a nova lei. “Eu acho muito boa essa ideia, é bom saber que a era das sacolas plásticas vai chegando ao fim, pois eu sei muito bem dos malefícios que ela traz. E os proprietários da loja já estão se movimentando para aderir às sacolas de papel, que é bem melhor”.

Na loja, as novas sacolas, deverão ser utilizadas a partir do dia 29 de fevereiro. O vendedor afirma que caso o cliente queira comprar algum objeto de grande porte, ele deverá levar sua própria sacola.

A nova lei estabelece que supermercados, lojas em geral, padarias, açougues e todos que não cumprirem a norma estão sujeitos à multa de R$ 1 mil, aplicada em dobro na reincidência, a cassação do alvará de funcionamento e até a interdição. Alguns supermercados e lojas da capital já aderiram à substituição das sacolas.

Por Arthur Henrique Costa.

A partir do último fim de semana de janeiro, um projeto que incentiva a prática da caminhada começa a percorrer as praças de Belo Horizonte.

A programação se inicia na Praça da Liberdade, cartão-postal da capital mineira, nos dia 29 e 30, e tem continuidade em mais três espaços públicos da cidade. São esperadas 10 mil pessoas em quatro fins de semana. O projeto ainda vai ser realizado na Praça Floriano Peixoto, no Parque JK e no Marco Zero, na orla da Lagoa da Pampulha.

Nas praças onde haverá o Projeto Caminhar, uma estrutura é especialmente montada para atender aos praticantes de caminhada, das 8h às 12h. Neste ano, profissionais especializados vão medir a relação peso e altura; vão dar palestras e orientações sobre hidratação.

Veja os locais e datas do projeto:

Praça da Liberdade – 29 e 30/01/11
Parque JK – 5 e 6/02/11
Praça Floriano Peixoto – 12 e 13/02/11
Marco Zero da Lagoa da Pampulha – 19 e 20/02/11

Nas datas, uma equipe médica vai atender quem quiser medir a pressão arterial e receber informações sobre cuidados com o coração e alimentação adequada. A forma correta de se alongar vai ser orientada por fisioterapeutas e educadores físicos.

Por Arthur Henrique Costa

Um dos pontos turísticos mais famosos de Belo Horizonte, a Praça da Liberdade, vem apresentando marcas dos vândalos que passam por lá e não respeitam a história e a cultura que o local possui.

Uma das placas distribuídas pela praça foi depredada há pouco tempo. Até mesmo o Coreto, que está interditado para obras, foi depredado. A Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Belo Horizonte, via atendimento online, assegurou que “os atos de vandalismo ocorreram no último fim de semana.” Guardas Municipais que fazem ronda na praça afirmaram ter visto adolescentes no Coreto no sábado, 13 de novembro, mas não conseguiram detê-los. Além de depredar o sistema de luz interno, os adolescentes entraram no Coreto, o que seria uma infração, pois há um isolamento para impedir que as pessoas entrem e corram perigo, pelo fato de o Coreto estar com risco de queda.

Outro exemplo dos aos de depredação foi o furto da placa da estátua do rosto de Dom Pedro II, homenagem em nome do povo mineiro fornecida pela Sociedade Mineira de Bellas Artes.

Esses fatos demonstram que a praça não está totalmente segura. Para evitar que certos vândalos “ataquem” a Praça da Liberdade, será reforçada a presença da Guarda Municipal. Com a proximidade das festas de fim de ano, a decoração natalina já está sendo preparada, o torna mais necessário o aumento da vigilância deste “cartão postal” de Belo Horizonte.

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Luminária quebrada no Praça da Liberdade

placas-de-aviso-editadaPlaca danificada na Praça


Por Arthur Henrique de Figueiredo Costa

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Nesta quinta-feira, o Sindieletro reuniu os eletricistas da Cemig em uma passeata pelas ruas da capital. Com o lema “Uma outra Cemig é possível com a adesão de todos à greve!”, cerca de 400 funcionários e dois carros de som iniciaram a manifestação, na Av. Barbacena, em frente à sede da Cemig. A passeata prosseguiu até a porta do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), na Av. Getulio Vargas, onde aconteceu uma reunião de conciliação para o Dissídio Coletivo e aumento salarial.

De acordo com os grevistas, a manifestação busca uma negociação que garanta evolução no Plano de Cargos e Remuneração, fim da terceirização, participação nos lucros e resultados de forma linear e aumento real. Segundo Rogério Henrique Cardoso, 40, que se identificou apenas como sendo um funcionário da Cemig, a greve visa reconhecimento. “Reivindicamos um aumento salarial de 6%, mas só tivemos 0,98%”, explica.

A greve já dura 14 dias e segundo os grevistas só terminará quando tiver um acordo que atenda às reivindicações. O eletricista que se identificou apenas como Argemiro conta que foi aberto concurso público para apenas um funcionário. O que, segundo ele, é injusto. “Tem que abrir concurso para todos os funcionários”, afirma.

Em uma carta aberta enviada para o governador Antônio Augusto Anastásia, para a diretoria e para o quadro gerencial da Cemig; a Sindieletro-MG afirma que caso não se chegue a um acordo, vários consumidores comerciais e residenciais vão ficar sem luz por várias horas e, até, por dias devido à falta de mão de obra provocada pela greve.

Foto: João Marcelo Siqueira
Texto: João Marcelo Siqueira
Laís Sena

Ao longo da Rua da Bahia há uma série de árvores cujos galhos estão emaranhados aos fios de alta tensão e transformadores dos postes deixando a rede elétrica vulnerável. Comerciantes e moradores da região temem, por circunstância das chuvas, que as árvores caiam provocando transtornos. “Um galho pode cair ou quebrar, quando estiver chovendo, e resultar em um curto-circuito”, afirma a moradora Poliana da Silva.

“Isso aconteceu no ano passado, uma árvore caiu na Av. Augusto de Lima e toda região ficou mais de duas horas sem luz, tive até que fechar o estacionamento, as escolas dispensaram os alunos”, relembra o manobrista Hailton Silva Santos, 32, que trabalha na Rua da Bahia, há dez anos. Ainda de acordo com Santos, durante todo esse tempo trabalhando no local, testemunhou poucas vezes a prefeitura realizando podas nas árvores. “É muito descaso da prefeitura. Por que eles não plantam árvores menores? Sou a favor da natureza, mas a poluição sufoca a natureza, as árvores crescem apertadas no meio da rede que, em caso de chuva, pode ficar danificada”, afirma.

A Prefeitura de Belo horizonte (PBH) informou que poda, recolhimento de galhos, corte ou plantio são serviços que devem ser solicitados, pela população, presencialmente ou pelo telefone 156.

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) responsável pela manutenção das redes elétricas informou que criou, em parceria com a PBH, o Programa Especial de Manejo Integrado de Árvores e Redes (Premiar) com o objetivo de encontrar soluções que compatibilizem meio ambiente e rede elétrica. “Para realizar os serviços de manejo de arborização, a Cemig conta com arboristas especializados em sistemas elétricos. Essa equipe é formada por profissionais de nível superior com formação em engenharia florestal ou agronomia sendo responsável por garantir o melhor convívio entre as redes de distribuição de energia elétrica e a arborização urbana”, explica comunicadora da gerência de comunicação e relacionamento com a comunidade, Raquel Jorge.

Em relação aos planos futuros para que essa relação da natureza e redes elétricas deixe de ser um problema, Raquel Jorge informou que o Premiar atua na troca de redes de distribuição, de acordo com a indicação dos arboristas, ou seja, a troca de redes nuas por redes protegidas ou isoladas. “Essa é uma das ações do programa quando é constatado que existe grande concentração de árvores em bom estado e que, com a troca da rede, será possível compatibilizar o convívio harmônico com as árvores”, explica. Dessa forma o problema seria sanado evitando acidentes como curto-circuito e queima de eletrodomésticos, interrupção no fornecimento de energia e riscos para pessoas.

A substituição das redes aéreas pelas subterrâneas também seria uma solução, embora mais cara e complexa para o problema, mas, de acordo com Raquel Jorge, os estudos feitos para esse tipo de substituição avaliam critérios técnicos, econômicos, legais e ambientais e sua aplicação está associada principalmente a garantia da prestação dos serviços e na revitalização das áreas centrais dos grandes centros urbanos, condomínios residenciais e cidades históricas.

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Em frente à Igreja de Lourdes

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Galhos misturam-se aos fios na Rua da Bahia

Por Danielle Pinheiro