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Por Ana Paula Tinoco 

A Mostra de Cinema de Ouro Preto – a CineOP – chega a sua 12ª edição e irá acontecer entre os dias 21 a 26 de junho. Sob o tema “Quem conta a História no cinema brasileiro? ” O enfoque neste ano será “Emergências Digitais” e a entrega do Plano Nacional de Preservação com a temática histórica “Quem conta a História? Olhares e identidades no cinema brasileiro e na Educação, “Emergências Ameríndias”.

 

Os homenageados da 12ª edição serão dois nomes que se destacaram na cena audiovisual brasileira: Antônio Leão e Cristina Amaral. O evento que receberá 100 profissionais de vários Estados do País tem como propósito a preocupação com a preservação do acervo que abriga as obras cinematográficas brasileiras.

Outro destaque presente na Mostra deste ano são as iniciativas que abrirá diálogo direto com os moradores, o Cine-Expressão – A Escola vai ao Cinema e a UFOP – Universidade Federal de Ouro Preto. Os dois programas pretendem oferecer sessões que beneficiaram estudantes e professores.

A mostra que tem sua programação estruturada em três pilares, preservação, história e educação, oferece uma programação variada que inclui exibição de 60 filmes em pré-estreias, retrospectivas e mostras temáticas, homenagens e personalidades do audiovisual, oficinas, workshops internacionais, debates, seminários, exposições, lançamentos de livros, shows e atrações artísticas e tudo isso gratuitamente.

 

Serão três lugares ocupados pela Mostra em Ouro Preto: Cine Vila Rica, Centro de Convenções e a Praça Tiradentes.

Para outras informações: Programação 12ª CineOP

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Por Tiago Jamarino – Start – Parceiros Contramão HUB

Novas imagens de minifigures dos próximos conjuntos para Os Últimos Jedi vazaram online. Duas das figuras mostram um dos nossos principais heróis do filme e também um dos principais antagonistas.

Nós vemos Finn (John Boyega) em sua nova roupa  da Resistência. Embora ele estivesse vestindo a mesma jaqueta que originalmente pertenceu a Poe Dameron (Oscar Isaac), em vez da camiseta e das calças do Stormtrooper, ele agora está vestido com uma roupa da resistência total similar ao uniforme de Poe quando o conhecemos em o Despertar da Força. 

Foto Divulgação

Nós também examinamos mais de perto a minifigure do líder supremo Snoke (Andy Serkis). Este é um personagem que tem sido o centro das teorias de muitos fãs quanto ao fato de ele influenciar a narrativa da Força.

Foto Divulgação

Além disso, foram reveladas duas minifigures com um piloto da Primeira Ordem e uma unidade BB-9E.

Foto Divulgação

Escrito e dirigido por Rian Johnson, Star Wars: Os Últimos Jedi estrela Daisy Ridley, John Boyega, Mark Hamill, Carrie Fisher, Adam Driver, Oscar Isaac, Lupita Nyong’o, Domhnall Gleeson, Anthony Daniels, Gwendoline Christie e Andy Serkis. Introduzidos à saga Star Wars são recém-chegados Laura Dern, Kelly Marie Tran e Benicio del Toro.

 

Star Wars: Os Últimos Jedi será lançado nos cinemas em 15 de dezembro de 2017.

 

 

 

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Por Yuran Khan

 Naomi Kawase é uma cineasta japonesa, nascida em 1969, que cresceu como filha adotiva e desde cedo se questionava sobre a sua própria existência. Ao se deparar com as inúmeras possibilidades de memorizar e eternizar, que o mundo cinematográfico poderia proporcionar, Naomi decidiu então perpetuar as suas questões numa filmografia que conta com obras como: Shara (2003), O Segredo das Águas (2014), Sabor da Vida (2015), Floresta dos Lamentos (2007) e outros. O drama preexiste nos filmes de Kawase. As questões sobre a vida, a morte, a sociedade e o indivíduo, os planos “puros” e longos, os vários silêncios, e outros vários elementos, conduzem o espectador a refletir sobre temas existenciais.

SABOR DA VIDA (2015)

O filme gira em torno de três personagens principais: um chefe de um estabelecimento comercial, estilo lanchonete, que tem como atração principal o Dorayaki (mini panquecas com pasta de feijão); Tokue, uma senhora de idade, abandonada numa residência para leprosos; e uma adolescente, estudante, que frequenta a lanchonete.

Naomi Kawase dá uma percepção da importância da vida, da liberdade e de como a sociedade pode influenciar na felicidade individual. Uma vez que somos seres compostos de vários elementos físicos e psíquicos (neste caso visuais e narrativos, nos filmes de Kawase), a individualidade como um conceito sempre foi questionada pela diretora.

Aos 73 anos, Tukue, recém curada da hanseníase (doença que, com o tempo, atrofia alguns membros e partes do corpo), consegue convencer o chefe do estabelecimento a trabalhar com ela, pela metade do salário que ele oferecia. E a lanchonete logo se torna um sucesso, com a ajuda dela, que faz as melhores pastas de feijão da cidade. Apesar do sucesso, o chefe logo se vê “encurralado”, assim que os cliente ficam a saber do passado da cozinheira, e logo a lanchonete volta a ter uma queda de rendimento.

Kawase tenta mostrar o tempo todo a dificuldade e o preconceito que a cozinheira passa, apesar da eficiência ao servir a sociedade. Muito mais que uma cozinheira que veio para levantar a produtividade da lanchonete com sua saborosa pasta de feijão, Tokue serve como uma espécie de mãe, conselheira e “anjo da guarda” do chefe. O filme é marcado por frases impactantes como: “Acredito que tudo neste mundo tem uma história pra contar”; “Até mesmo o brilho do sol e o vento podem ter histórias que você pode ouvir”; “Tentamos viver nossas vidas de forma irresponsável, mas, às vezes, somos esmagados pela ignorância do mundo.”

Os aspectos visuais e a montagem trazem uma grande contribuição para a proposta da diretora, tais como a combinação de planos longos com movimentos sutis, e a montagem majoritariamente imperceptível. Apesar de imperceptível, os planos montados são muito bem selecionados.

 

FLORESTA DOS LAMENTOS (2007)

Shigeki sofre de uma demência senil e vive num pequeno e tranquilo asilo ao lado de uma vasta floresta. Apegado à memória de sua esposa morta, Mako escreve longas cartas a ela, como testemunho silencioso de seu eterno amor. Próximo do 33º aniversário da morte de Mako, Shigeki viaja, com uma jovem moça, Machiko, que cuida dele.

A relação dos dois é selada pelo luto. Enquanto Shigeki tenta conviver com a perda da sua mulher, Machiko convive com a memória do seu filho falecido. Assim, ele vê nela uma nova companheira (com nome quase idêntico à esposa falecida) e ela vê nele alguém para cuidar como um filho.

O filme é tomado por vários silêncios, e planos quase vazios em elementos visuais, mas carregados de tensão. Naomi Kawase traz mais uma vez a sua percepção da vida e da morte, da presença e da ausência, da importância da natureza, da leveza, do caos. Floresta dos Lamentos é também tomado de falas que justificam o próprio filme, como: “Não há regras formais” (Esta se repete várias vezes ao longo do filme); “A água do rio que passa jamais retorna a sua origem”.

Os movimentos da câmera e a trilha suave nos levam a testemunhar a relação desses personagens e a convivência deles com a ausência. Um filme humano e “terapêutico”, em que Naomi elabora o luto junto com os personagens. Os dois filmes revelam e caracterizam a filmografia autoral da Naomi Kawase, sempre muito humana e sentimental.

 

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Por Tiago Jamarino – Start – Parceiro Contramão HUB

Segundo a Variety Pantera Negra abriu caminho para o topo de comentários nas mídias sociais na semana passada, a semana de 5 de junho, de acordo com a comScore e seu serviço PreAct.

O primeiro trailer do filme Marvel ajudou a elevá-lo bem no topo das paradas, gerando 466 mil novas conversas. Lançado durante o jogo 4 das finais da NBA em 9 de junho, o trailer deu aos fãs seu primeiro olhar real sobre o filme e seu elenco de personagens. O trailer também foi encontrado com uma grande quantidade de elogios dos fãs, companheiros de estrelas da Marvel e até mesmo de grandes figurões da DC. Pantera Negra chega aos cinemas em 16 de fevereiro de 2018.

Em seguida, Homem-Aranha: De Volta ao Lar, que trouxe 88.000 novas conversas na semana passada, em grande parte graças à data de lançamento impedindo, novos spots de TV e provocações sobre o personagem de Zendaya. O filme produziu um total de 1,95 milhões de conversas. Homem-Aranha: De Volta ao Lar chega aos cinemas, 7 de julho de 2017.

Chegando em terceiro lugar foi o Carros 3, com 45.000 novas conversas. Com a abertura do filme nesta quinta-feira, mais o lançamento do trailer final, a próxima criação da Disney-Pixar conquistou 423 mil conversas totais em redes sociais. Carros 3 chega aos cinemas em 16 de junho de 2017.

Transformers: O Último Cavaleiro explodiu a caminho (porque o que mais faz um filme de Transformers?)Para o quarto, no final de um novo trailer e cartazes internacionais. O filme criou 21 mil novas conversas. Transformers: O Último Cavaleiro chega aos cinemas em 21 de junho de 2017.

Por último, mas não menos importante, Star Wars: Os Últimos Jedi procurou 13.000 novas conversas na sequência da sua nova data de lançamento no Reino Unido e vários outros anúncios e notícias relacionados com Star Wars, desde parques temáticos até videogames para filmes de spin-off. Star Wars: Os Últimos Jedi chegará aos cinemas em 14 de dezembro de 2017.

Leia também: Pantera Negra| Ryan Coogler diz que Shuri será igualmente gênio como Tony Stark

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Foto Reprodução internet

Por Manuella Guerra

Originários da Bélgica, os irmãos Dardenne conservam em seu cinema um estilo próprio e singular. Nos primeiros minutos de filme já é possível reconhecer a autoria daquela obra. A semelhança entre os filmes, para além da parte técnica, se dá também no olhar dos diretores para o mundo. Seus personagens são magistralmente humanizados, reais, únicos e emocionantemente imperfeitos.

No meio de alguma ação já em andamento, surge a câmera. Claustrofóbica, incansável, invasiva e fascinada. A câmera, o olhar dos diretores, o nosso olhar: insaciáveis por mais daqueles personagens, acompanhando-os sem cessar.

Planos fechados, às vezes tão próximos que quase podemos sentir a respiração daquelas vidas; a câmera parece pulsar junto à pulsação delas. A câmera é asfixiante, mas também é ela que testemunha e mostra ao mundo o quão asfixiante aquela vida é. As obras dos Dardenne são reflexões políticas e sociais que se dão a partir da individualidade, estimulam nos espectadores uma forte conexão com aqueles seres e seus dilemas.

Os irmãos Dardenne apresentam um olhar sem julgamento, sem ditar regras ou destilar moralismos. Não fornecem respostas prontas, mas apresentam a situação, o objeto de interesse e é como se depois deixassem em nossas mãos os questionamentos, a possibilidade ou não de entender as escolhas e atitudes das personagens.

Ao final dos filmes a sensação talvez seja a de uma incapacidade de julgamento, pois eles parecem criar uma narrativa de modo a evitar uma análise crítica moral dos atos. Os erros, “imperdoáveis”, dentro de contextos específicos e individuais, somos até capazes de compreender, mesmo quando não concordamos. Não há uma moral na história, a intenção dos diretores não é apontar o certo e o errado. Trabalham com as questões sociais, a marginalidade, o vazio, a pobreza, o individualismo, as falhas e degradações causadas pelo sistema capitalista. As necessidades e transformações dos seres humanos dentro das micro-cadeias econômicas e seus dilemas morais.

 

Em A Criança, Bruno, o pai inconsequente, vende o bebê que teve com sua namorada e vive de pequenos furtos. Mesmo assim cativamos por ele no mínimo um sentimento de pena, de empatia maior do que a vontade de punição.

Nos filmes dos cineastas, vemos uma variedade de situações. Rosetta é uma jovem solitária que divide um trailer com a mãe alcoólatra em sua guerra diária por um emprego, por uma vida “normal”; Bruno e Sonia, jovens sem perspectiva alguma que vagam pela cidade com o filho recém-nascido. Um pouco menos à margem, a médica Jenny, solitária e apática, que dedica cem por cento de seu tempo e atenção aos pacientes e Sandra que, além da depressão, tem que vencer também a sua luta para convencer os colegas de trabalho a abdicarem do abono salarial recebido em troca do posto dela na empresa. Todos habitantes de uma Europa pouco próspera, em crise.

Há poucas falas nos filmes, os diálogos são curtos e pontuais, não nos fornecem um contexto completo sobre aquelas histórias. Conhecemos os personagens pelos seus olhares, gestos e atitudes ao longo do filme. Eles mantêm uma opacidade. Essa opção por seguir a nuca (e não os rostos de frente) se relaciona com isso. A ausência de trilha musical também é marca registrada no estilo naturalista dos Dardenne, que se aproxima do documental.

Os filmes apresentam uma Europa mais humilde, problemática e debilitada. Mas existe nos Dardenne uma universalidade. A crueza de seu cinema nos aproxima de uma realidade onde não há como não se abalar com o escândalo das imperfeições, perturbações, angústias e das dores da existência, sentimentos inerentes à raça humana. Possuem uma estética despida e imperfeita em que apresentam um hiper realismo de extrema sensibilidade, simplicidade e acima de tudo, de um humanismo perturbador.

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Por Lucas Henrique – Start – Parceiros Contramão HUB

Recentemente, o produtor executivo da DC, Charles Roven, revelou como a aventura de Arthur Curry vai se encaixar no próximo filme da Liga da Justiça. Ao falar com CinemaBlend, Roven disse que haveria alguns laços definitivos entre os dois.

 

Aquaman fará referência [à Liga da Justiça]. Haverá alguma referência de algo que precedeu Aquaman que será em Aquaman. Eu acredito que é a intenção.

 

Roven continuou em sua descrição sobre o DCEU maior, e como os cineastas não estão segurando-se de volta no mínimo. Com Aquaman tendo lugar depois da Liga da Justiça, e Mulher-Maravilha agindo como um pouco de um prequel, a equipe criativa está disposta a ir em qualquer direção possível com esses filmes.

 

James [Wan] definitivamente sabe onde ele está indo com Aquaman, e esse filme acontece em um mundo onde Liga da Justiça aconteceu, e Homem de Aço aconteceu, e Mulher Maravilha, obviamente, tem lugar antes de Homem de Aço – exceto para os bookends que temos. Então é aí que temos a maior capacidade de forma livre. Poderíamos fazer um filme que acontece depois da Liga da Justiça, podemos fazer um filme que acontece após Batman v Superman … bem, não realmente. Você não pode fazer um filme entre BvS e Liga da Justiça, mas podemos fazer filmes que acontecem depois da Liga da Justiça e podemos fazer filmes que precedem a Liga da Justiça.

 

Alimentado por sua fé restaurada na humanidade e inspirado pelo ato altruísta de Superman, Bruce Wayne pede a ajuda de seu novo aliado, Diana Prince, para enfrentar um inimigo ainda maior. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha trabalham rapidamente para encontrar e recrutar uma equipe de metahumanos para enfrentar esta ameaça recentemente despertada. Mas, apesar da formação desta liga sem precedentes de heróis – Batman, Mulher-Maravilha, Aquaman, Cyborg e The Flash – talvez já seja tarde demais para salvar o planeta de um ataque de proporções catastróficas.

 

Liga da Justiça chega aos cinemas em 16 de novembro no Brasil, com direção de Zack Snyder. O elenco até o momento tem Henry Cavill como Superman, Ben Affleck como Batman, Gal Gadot como Mulher-Maravilha, Ezra Miller como Flash, Jason Momoa como Aquaman, Ray Fisher como Ciborgue, Amber Heard como Mera e Ciaran Hinds como Lobo da Estepe.

Leia também: Gal Gadot fala da Mulher-Maravilha de seu filme solo para ‘Liga Da Justiça’