Crítica

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Hoje comemoramos o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa e para marcar essa data deixamos aqui o manifesto do curso de Jornalismo da Una, escrito pela professora Carla Maia. O texto também se transformou em vídeo gravado por alunos e ex-alunos, confira no link.

Manifesto 

“Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda”

Liberdade, essa palavra com a qual levantamos nossa bandeira. Ainda que tardia, ainda que árdua, ainda que arda, ainda que soe como ameaça para os senhores que nos querem escravos, é a liberdade que buscamos, é por ela que trabalhamos.
Trabalhamos pelo direito à liberdade de expressão, de informação, de ir e vir. Liberdade para emitir opinião e – por que não? – para mudar de opinião. Pois é livre aquele que sabe confrontar as ideias falsas com as palavras justas.

Liberdade para buscar os fatos e comunicá-los com senso de justiça. Liberdade para ir contra tudo e todos que ameaçam o direito à vida, à dignidade e à equidade.
Liberdade para investigar o passado, mapear nossos erros e assim projetar outro futuro. Liberdade para assumir responsabilidade e arcar com as consequências de nossas escolhas.
Assumimos, nesse dia que celebra a profissão que escolhemos, o compromisso de usar nossa liberdade a favor de uma sociedade menos fundada em equívocos e, por isso, com chance maior de acertos.

Mobilizamos a força de nossa ação contra tudo que limita nosso direito de pensar em voz alta, nosso direito de ser livres ao exercer nossa capacidade crítica e reflexiva.
Selamos um pacto com todos que resistem à ignorância e à alienação, todos que não desistem de pensar e de criar, livre e coletivamente.

Porque é isso, ser jornalista: um exercício de honra aos direitos humanos fundamentais.
Liberdade é a nossa praça, é nossa praia. É nosso território afetivo e inventivo. É onde podemos nos encontrar para celebrar nossa existência em comum.
Somos jornalistas pela Liberdade e cá estamos para desejar, a todos que nos acompanham, dias melhores.

*Por Bianca Morais

No mês de outubro os cursos de aviação do Centro Universitário Una completam dez anos, para comemorar o Jornal Contramão vai trazer uma série de matérias relacionadas ao assunto. E para abrir as felicitações trazemos uma importante reflexão: Os negros na aviação e o preconceito.

Quando o assunto em pauta é a questão racial, independentemente de ser no meio social ou profissional, sabemos que existe discriminação, seja velada ou não. Agora imagina uma área como a aviação, onde majoritariamente os profissionais são brancos e de uma elite dominante.

Na aviação encontramos os mais diferenciados tipos de racismo, seja aquele institucional que é o tratamento diferenciado entre raças no interior de organizações, por exemplo, quando vemos mais pilotos e comissários de bordo brancos dentro de um avião, do que negros. Também existe o racismo recreativo, aquela “piadinha” que alguém faz com a aeromoça negra em um voo. Racismo não é apenas quando alguém chama um negro por um apelido pejorativo, a questão vai muito além disso.

Acontece que muitos desses negros que sofrem preconceitos preferem se calar, eles como profissionais respeitam a empresa em que trabalham, e claro, temem pelas consequências de suas denúncias, a falta de credibilidade perante um branco e o medo de perder o emprego silenciam as vozes de muitos descriminados.

A aviação é uma área com formação alto custo e a desigualdade social muitas vezes impede muitos até de pensar em ingressar nessa área de atuação. Além da falta de verba, a exigência de conhecimento em línguas estrangeiras acaba desmotivando essas pessoas. Para grande parte da população viajar de avião ainda é um luxo, uma realidade distante, imagina atuar como profissional pilotando ou até mesmo na manutenção de uma aeronave.

A estrutura aeroportuária é elitista, é muito difícil encontrar um negro no cargo de chefia, agora é bem comum encontrá-los na limpeza das aeronaves e dos aeroportos. A falta de representatividade é também um dos principais motivos que justificam o baixo número de negros na aviação. O estereótipo da aviação é branco, e não somente da tripulação propriamente dita, mas dos passageiros, se comparado aos brancos o número deles é muito menor. Discutir sobre o assunto é necessário, em um país como o Brasil, onde a população é consideravelmente mista entre brancos, pardos e negros, encontrar menos de 5% de negros em um ambiente de trabalho é preocupante.

Histórias que valem a pena conhecer

Apesar de tudo, aos poucos e com muito luta eles estão conquistando seu lugar. Como é o exemplo de Thiago Daltro, 32 anos, formado em aviação civil, é piloto de avião. Contradizendo as estatísticas, ele conquistou um cargo de muita responsabilidade. A grande maioria dos pilotos no Brasil, são brancos, então imagine o compromisso social que Thiago carrega. Ele afirma que quer ser inspiração para os negros que têm vontade de ingressar na aviação, mostrar que lugar de negro é onde ele quiser, e não somente no check-in ou guardando bagagem no avião, mas também estando no controle dele.

Ele também conta que já sofreu sim, racismo velado. Thiago, muitas vezes mesmo vestindo uniforme de piloto que é diferente de todos os outros da tripulação, é confundido, tanto por passageiros como funcionários da própria linha aérea que acham que ele é despachante e perguntam quantos passageiros tem a bordo e até por comandantes.

“O comandante já apertou na minha mão, me cumprimentou, conversou comigo e depois de meia hora perguntou cadê o co-piloto. Situação chata mas tem que revelar”, conta.

Thiago explica que quando se trata da sua capacidade, ninguém nunca o questionou, quando se chega em um patamar da companhia área onde poucos chegam, como ele chegou, as pessoas apresentam um pouco mais de respeito por conta de sua posição.

“Quando você é negro e chega nessa posição você deve mostrar duas vezes mais que as outras pessoas, elas já pensam que por eu ter chegado até aqui, eu sei o que estou fazendo e não me questionam tanto”.

Outra história é a de Filipe Amâncio, 30 anos. Ele teve um tio piloto como inspiração. Sempre quis ingressar na área da aviação, porém como os cursos são caros não teve condições e acabou optando por fazer o curso de manutenção de aeronaves. Antes de se formar, já havia conseguido o primeiro emprego na área como auxiliar técnico de manutenção, onde ficou por dois anos.

Filipe que hoje mora na Austrália, afirma que consegue ver uma nítida de diferença de comportamento comparado ao Brasil. “Fora do Brasil é muito comum você ver pessoas negras em um avião, já no Brasil é muito difícil. Você anda no aeroporto e em um dia inteiro você vai ver umas 3 ou 4 pessoas da tripulação negras”, conta ele.

O rapaz também compartilha da ideia de que a cor da pele estimula preconceitos na mente das pessoas, da capacidade e do conhecimento que ele possa ter.

“Se a pessoa é negra, ela veio de uma escola ruim, fez uma faculdade ruim e por isso o aprendizado que ela tem não é bom o suficiente”, desabafa.

Larissa Lacerda, 24 anos e Letícia Andrade, 29, são duas comissárias de voo, jovens, mulheres e negras no mundo da aviação. Além do preconceito pela cor da pele, elas ainda têm que encarar o assédio.

“Comentários típicos do racismo estruturado como: você tem uma beleza exótica. Não tem aquele narigão; Você fica muito mais bonita de megahair que com esse cabelo; Não, você não é negra, você é morena”, compartilha Letícia.

Desde o cabelo até as curvas de seu corpo, mulheres negras são vistas como atrativo até mesmo quando estão correndo atrás de seus sonhos.

“Uma vez um passageiro me falou que eu deveria estar na Europa ou sambando no carnaval. Isso tudo porque neguei o embarque dele por motivos de segurança”, descreve Larissa.

Fernanda Nascimento, 37 anos, atua como comissária de voo há um ano. Tendo dentro de casa seu maior exemplo, a aeromoça cresceu vendo sua mãe, mulher negra e nordestina ocupando cargo de chefia no trabalho, por isso, ela sempre soube que poderia chegar aonde quisesse, o mais alto possível, e o céu foi o seu limite.

Diferente do relato de muitos, Fernanda, representa uma esperança em meio a tanto preconceito vivenciado pelo negro na aviação, segundo ela, sempre foi acolhida de braços abertos por sua tripulação, a empresa em que trabalha visa muito a questão da diversidade, e se já chegou a sofrer algum questionamento foi de pessoas de fora da aviação que se espantam ao saber de sua profissão.

“O martelo sempre será mais pesado pra nós, então sempre digo que temos que ir em busca daquilo que realmente nos faz feliz, pois cobrança vai existir em qualquer meio. Meu conselho: Estude muito, poupe dinheiro e acredite sempre em você!”

Não pertencer a esse universo, por quê?

Laiara Amorim Borges, 32 anos, nunca quis trabalhar presa em um escritório ou numa rotina corriqueira, a mineira sempre quis conhecer o mundo, foi então que procurando por profissões que pudessem abrir essa porta, encontrou a aviação. Seu sonho no começo era pilotar aviões, porém por ser um investimento muito alto, preferiu guardá-lo.

Depois de um tempo, Laiara optou por fazer o curso de comissária de bordo,  por conta das possibilidades do mercado e por não conhecer uma pilota de avião mulher e negra, ela achava que o curso de pilotagem não pertencia a ela. Em episódios como esses é possível retornar na questão da representatividade, até certo ponto a jovem mineira não se sentia representada em uma profissão como aquela, então, preferiu seguir uma profissão diferente deixando seu desejo de lado.

Em 2011, começou o curso de comissária, na época o custo era em torno de sete mil reais e para ela, que sustentava sua casa, dificilmente sobrava dinheiro para manter outras contas, principalmente se tratando de estudo. É um investimento alto, mas como a própria contou o retorno é rápido, o problema é o tempo que se leva para chegar lá.

A comissária passou por dificuldades para conseguir ingressar na profissão, via colegas de curso, sem nenhuma experiência ou idiomas passando em processos seletivos e ela não. A questão do racismo sempre esteve presente, o que ela não conseguia era mensurar o tanto que isso a afetava. Precisou começar por baixo, em solo, para desta forma tentar uma migração interna.

“Eu vejo hoje uma reclamação de muitas pessoas que a maioria dos negros que trabalham na aviação, antes trabalharam em solo, dificilmente vão diretamente para voo”, relata.

Laiara, hoje é chefe de voo e relata como mesmo estando em uma posição superior ainda precisa provar sua competência. Seu cargo dentro da equipe lhe concedeu uma faixa no uniforme diferente dos outros funcionários, porém mesmo com essa diferenciação é muito comum terceiros chegarem e questionarem quem é o responsável. Isso acontece principalmente quando está ao lado de colegas brancos, é muito difícil para algumas pessoas enxergarem um negro em posição de poder.

Para além do ser negro na aviação, mais difícil é ser uma mulher negra na aviação. Laiara que está há oito anos na área, já passou por muitas fases. Atualmente as companhias áreas vêm se esforçando para manter uma igualdade entre a tripulação, porém é chocante acreditar que até alguns anos atrás, como compartilha a comissária, mulheres negras de cabelo crespo ou ondulado eram obrigadas a prendê-los em um coque, enquanto aquelas de cabelo liso ou escovado tinha a escolha de deixá-los soltos ou em rabo de cavalo. Padrões não podem ser construídos encima de algo que possa ferir a raça de alguém.

Laiara entrou na aviação para conhecer o mundo e está conseguindo, está vencendo, nem sempre é fácil e ela passa constantemente por desafios, mas sua de força de vontade lhe dá motivos para continuar. E aquele sonho do começo de ser piloto, ela está correndo atrás, já está cursando a faculdade de ciências aeronáuticas e em muito breve será possível reconhecer mais uma mulher negra, pilota de avião.

Quem olha para Kenia Aquino, 34 anos, hoje e vê uma chefe de cabine, forte e determinada nem imagina o tanto que ela lutou para alcançar essa posição. Já vimos que cursos ligados à aviação não são baratos, mas isso não foi um empecilho na jornada dessa guerreira, ela que trabalhava em um hospital onde não recebia tão bem, gastava um pouco mais que a metade do salário para custear os estudos, não foi nem um pouco fácil, mas não seria uma dificuldade financeira que a afastaria de seu sonho de infância.

“Sempre fui uma criança inquieta e absolutamente apaixonada pelo céu. Quando viajei de avião pela primeira vez aos 16 anos, eu pude ver de cima para baixo as nuvens e eu me apaixonei de vez e sempre tive esse desejo”.

O começo não foi nem um pouco fácil para a Kenia, com 12 anos de estrada ela relembra como foi difícil passar no processo seletivo.

“Eu fiz quatro seleções, consegui ser aprovada apenas na quarta, nas outras três eu não consegui e em uma delas eu tenho certeza que foi por motivos raciais embora eu não tenha como comprovar”.

No processo seletivo em questão, a gaúcha conta que fez todas as provas e chegou a fazer o exame admissional com o médico da empresa, quando chegou na hora de ir para São Paulo assinar os documentos e a carteira de trabalho os responsáveis ligaram para ela afirmando que ela havia sido reprovada nos exames. Dentro desse episódio lamentável, é importante ressaltar que Kenia já havia assinado documentos da própria empresa afirmando que estava apta para as funções e que, além disso, na época ela havia feito exames da aeronáutica e tinha habilitação de saúde. Mas de nada isso valeu, e uma pessoa de pele de clara ficou com sua vaga no final.

Episódios como esses infelizmente são frequentes na vida de Kenia. A comissária já sofreu vários episódios de racismo tanto da parte de passageiros como de colegas de trabalho esse foi um dos motivos por ela ter se afastado do serviço por recomendações psiquiátricas no último ano. São diversos relatos, em determinada ocasião uma passageira em tom de piada disse que as comissárias de voo sentem muito calor por serem “queimadinhas”, isso se dirigindo diretamente a Kenia. Um outro recusou a água que ela havia oferecido para pedir a uma outra comissária branca.

“Eu não posso dar uma resposta como eu gostaria, então eu acabo não respondendo nada para não me prejudicar, para não prejudicar meu trabalho”.

Muitos passageiros, também não respeitam as instruções passadas por Kenia da mesma forma que respeitam quando é outra aeromoça falando.

“Se eu pedir é uma ofensa, agora se uma colega loira pedir ele obedece”.

Kenia e Laiara, colegas de trabalho, achavam que aqueles episódios de racismo velado eram coisas de suas cabeças, mas a partir do momento em que elas viram que as histórias se pareciam e se repetiam, perceberam um comportamento e uniram forças para combater isso.

Kenia é dona da página @voonegro. Antigamente denominada “black’s in the air”, o principal objetivo era dar espaço a imagens negras da aviação. Kenia sempre via vários perfis exaltando comissários de voo no instagram, porém todas elas brancas. Cansada disso criou seu próprio perfil, enaltecendo os negros da área. O tempo passou e a aeromoça viu que o nome inglês não fazia mais tanto sentido e mudou para Voo Negro.

Existe um problema hoje na aviação que é o preconceito, todos citados nessa reportagem contaram pelo menos uma situação em que sentiram o racismo na pele, a indiferença. É necessário colocar mais gente negra na aviação para que episódios como esse parem de acontecer, ou aconteçam com menos frequência, porque quando as pessoas passarem a ver mais representatividade é esperado que essa discriminação diminua, porque o negro não estará mais sozinho ali.

“É preciso colocar mais gente negra consciente de sua negritude na aviação, porque essa dor que a gente sente por ser discriminado a bordo, não é justo que a próxima geração de negros sinta também. Porque se estamos sentindo essa dor hoje, precisamos trabalhar para que esse problema se não solucionado, pelo menos diminua”, desabafa Kenia.

Quilombo Áereo

Vendo que o voo negro passou a ser uma causa de luta pela inserção do negro na aviação, ela uniu forças com a Laiara que também tem sua página @voe_como_uma_garota_negra e criaram o Quilombo Áereo.

O que é o Quilombo Aéreo ?        

“Somos o Quilombo Aéreo, coletivo que visa trazer à visibilidade as/aos tripulantes negras/os da aviação civil brasileira. Temos um grupo de advogadas, psicólogas, mestres e doutoras negras nos apoiando e nos ajudando na construção e consolidação da nossas pautas”.

Quando e como surgiu o coletivo?         

“O coletivo nasceu no final de 2018 do aquilombamento de 4 tripulantes Kenia Aquino, Shirlei Reis, Jivarlos  Cruz e  Laiara Amorim e duas paginas no instagram o @voonegro e o @voe_como_uma_garota_negra, unidos pela dororidade das pautas raciais outrora não discutidas na aviação civil brasileira. Nasceu pela necessidade de fazer algo dentro da área e criar oportunidades de inclusão e estratégias de enfrentamento ao racismo.

Qual objetivo do comitê?       

Nossa Missão: Mitigar os efeitos do racismo na Aviação; desenvolver estratégias de autocuidado e cuidar da saúde mental das/os negras/os aeronautas; além de conscientizar as empresas sobre os efeitos do racismo institucional.

Nossa Visão: Contribuir com as pautas antirracistas também na aviação; abrir espaço para o ingresso e permanência de mais mulheres negras e homens negros na área.

Quantas pessoas o projeto já atendeu?               

O projeto uniu cerca de 80 tripulantes negros em dois grupos um misto que é aberto para diversas pautas do cotidiano dos tripulantes, para debates, dúvidas troca de experiências e acolhimento. Um outro grupo voltado para as mulheres negras aeronautas/aeroviárias sobre empoderamento estético o que se faz muito importante nessa área já que ela gira em torno de um padrão eurocentrista que tenta enquadrar todas as pessoas como únicas não respeitando a nossa pluralidade e diversidade e muita vezes nos violentando com imposições estéticas de embranquecimento.

O cômite atua no país inteiro?         

Sim, o coletivo visa atender tripulantes no Brasil inteiro embora nesse momento nossa atuação é mais ativa em SP,POA,BH.

Vocês já tem sentido um retorno positivo do comitê ajudando a comunidade negra?   

Sim, somos pioneiras(os) nesse braço da militância, trouxemos ao conhecimento público dados e informações que ainda eram omitidos ou não verbalizados, temos colhido muitos frutos como aprovações em editais que possibilita o auxilio ao impulsionamento na carreira, parcerias com instituições e grupos que trabalham a diversidade étnico-racial, MTP e  sindicatos. Tivemos que repensar nossas estratégias de enfreamento ao racismo institucional a partir da pandemia e criar novas formas de atuação.

A ideologia do racismo coloca o negro em lugares estratégicos onde querem que ele esteja, empurrando essa população para o subemprego, por exemplo, o trabalho doméstico, e não que esse tipo de trabalho seja menos digno, ao contrário, porém é nesse lugar que o racismo quer que o negro permaneça. Movimentos como o Quilombo Aéreo nada mais quer do que a inserção do povo negro aonde ele quiser, é dar oportunidade, mostrar a população uma nova perspectiva de trabalho para além daqueles que eles estão acostumados, democratizar o acesso ao espaço aéreo.

Alguém um dia disse “Nem o céu é o limite quando os sonhos são maiores que o próprio universo”, e é essa força, é essa tripulação de comissários, pilotos, comandantes, mecânicos que não viram limites e alcançaram seus sonhos de estarem nas alturas, e estão, muitos até mesmo sem perceber, abrindo portas para que no futuro, muitos mais negros estejam na aviação.

 

*A matéria foi produzida sob a supevisão da jornalista Daniela Reis

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*Por Ana Flávia da Silva 

O mercado de trabalho é um ambiente onde a desigualdade está presente, principalmente se olharmos para questões como raça e gênero. A mulher negra dentro deste âmbito encontra inúmeros desafios, que estão diretamente relacionados ao racismo estrutural e institucional.

A desigualdade no mercado de produção está diretamente associada ao desequilíbrio social que vivemos no Brasil. Os dados apontam um crescimento do número de pessoas negras alfabetizadas e concluintes do ensino médio. Contudo o índice de analfabetismo entre as mulheres negras é duas vezes maior do que as mulheres brancas, segundo uma pesquisa realizada pelo IBGE em 2014. No mercado de trabalho não seria diferente, tendo em vista de que o acesso à educação ainda é muito precário. Grande parte das mulheres negras que se formam do ensino médio encontram dificuldades de ingressar no ensino superior, os dados apontam que apenas 10% conseguem se formar na faculdade.

Segundo dados da Previdência Social, 39,08% das mulheres negras estão inseridas em relações precárias de trabalho, fazendo parte também do maior número de pessoas que trabalham sem carteira assinada e recebendo os menores salários. Em diversas áreas do mercado a presença de trabalhadoras negras é praticamente inexistente. Um bom exemplo é o Cinema Brasileiro, até o momento apenas duas cineastas negras conseguiram lançar longas-metragens.

“Embora vivamos em uma sociedade multirracial e haja muitos discursos de que no Brasil não há racismo, as mulheres negras têm grande dificuldade em se inserir em determinados lugares. Basta observarmos quantas mulheres trabalham em atividades de maior retorno financeiro. Quantas ocupam cargos políticos ou mesmo estão em altos escalões do governo?”, questiona Yone Gonzaga, Consultora em Relações Étnico-Raciais e de Gênero e Doutora e Mestra em educação pela UFMG.

A mulher negra ao buscar uma vaga de emprego por muitas vezes poderá ser julgada pela cor de sua pele, por seu cabelo entre outros atributos físicos. “Outra barreira é o fato de os Setores de Gestão de Pessoas ou Recursos Humanos das empresas, não estarem aptos tecnicamente para compreenderem a dimensão racial como um entrave para o ingresso de pessoas negras no mercado de trabalho”, conta Yone.

Dentro das empresas elas são a minoria, sendo que pouquíssimas conseguem chegar aos cargos de liderança. Conversando com um grupo de mulheres negras, foi possível encontrar alguns pontos em comum em seus depoimentos. O principal deles é de que dentro das empresas muitas vezes elas têm sua forma de trabalho questionada, e precisam sempre se reafirmarem para não terem suas ideias ou opiniões invalidadas.

O racismo estrutural como consequência do nosso processo de colonização corrobora com a situação de desigualdade dentro do mercado de trabalho. É interessante observar que o racismo muitas vezes não ocorre de forma explícita, e sim através de um comentários considerados inofensivos. Essas pequenas atitudes do cotidiano precisam ser reavaliadas, essa é uma batalha constante que precisa ser combatida por todos.

Ainda de acordo com Yone, a melhor forma de derrotar o racismo estrutural é a denúncia. “O silêncio em relação às diversas formas de discriminação racial e de opressão de gênero permite a reincidência. Penso que a questão racial é um problema que deve ser enfrentado por toda a sociedade brasileira e não somente pelo segmento negro. Afinal, não basta as pessoas fenotipicamente brancas fazerem discursos de que não são racistas. Elas precisam se posicionarem e agirem contra todas as formas de discriminação e opressão que têm no pertencimento racial a sua origem”, afirma.

O feminismo negro

A pauta da igualdade de gênero e racial está sendo discutida constantemente. Podemos dizer que o feminismo tem sido um grande auxílio para que as mulheres negras possam alcançar seus objetivos em suas respectivas carreiras. Está havendo uma ruptura nos padrões impostos pela sociedade, isto fica claro quando observamos o fenômeno da transição de cabelos. É possível perceber que esse foi um grande marco do feminismo negro no Brasil, colocando em evidência outros assuntos que estão diretamente relacionadas à diversidade. A rede de apoio que foi possível criar através do feminismo, tem servido de inspiração para que mulheres negras possam discutir os principais desafios que enfrentam na sociedade e partir disso encontrar soluções para mudar o cenário atual.

 

*A matéria foi produzida sob a supervisão da jornalista Daniela Reis

Por: Moisés Martins e Marcelo Duarte 
Foto: Dimi Silva

Em 8 de maio comemora-se o Dia Nacional das Artes Plásticas. Convidamos o artista Edmilson Antônio da Silva, conhecido como Dimi Silva, para um bate-papo.  Aos 35 anos, ele vive de seu trabalho como autônomo em Belo Horizonte. Brinca com as cores, possibilitando a quem vê  viajar por mundos divertidos. A inspiração é ampla, vai da beleza da mulher negra aos autorretratos de Frida Kahlo (1907-1954), uma das principais pintoras do século XX. “É muito importante ter um dia do artista plástico, mas deveria ter mais eventos e feiras para que possamos mostrar nosso trabalho”,  afirma o artista plástico Dimi Silva.

Como e quando você iniciou nas artes plásticas?

A ideia de ser artista plástico foi algo que surgiu em minha vida. O gosto pela arte vem desde criança. Desde cedo aprendi a desenhar. O tempo passou e, a cada dia, queria aprender mais. Comecei a ter contato com novas técnicas e estilos de desenhos, que me fizeram chegar onde estou. Mas não quero parar por aqui. A cada dia que passa eu aprendo mais, para que meu trabalho fique cada vez melhor.

Como você se vê dentro do mundo das artes?

Eu me considero grande artista plástico. A grande maioria das pessoas não dá valor às artes. Então, fica difícil para o artista ser reconhecido pelo seu trabalho.

Dentro da arte, como você usa a tecnologia a seu favor?

A tecnologia tem nos ajuda bastante.  Uso as redes sociais para divulgar meu trabalho. Por meio das postagens, alcanço público amplo, o que aumenta o  reconhecimento do meu trabalho.

Como você apresenta suas obras?

Faço pinturas expostas em  muros da cidade, onde o público tem contato direto com a arte e com o meu processo de produção. Também participo de algumas feiras de artes.

Com qual outra área das artes plástica você teve contato?

Basicamente foi só pintura mesmo. Pintura de telas, murais, desenhos papel e arte digital.

O que você espera do seu futuro nas artes plásticas?

Busco evoluir cada vez mais, sempre buscando novos conhecimentos e com isso reconhecimento pelo meu trabalho.

Você tem contato com outros artistas?

Tenho muitos amigos no meio artístico, com trabalhos maravilhosos e de diferentes estilos. Para mim é um contato muito importante desde a  parte do aprendizado artístico até questão do respeito com a arte do colega.

Você vê muitos jovens inseridos nas artes plásticas?

No meu cotidiano vejo alguns, mas faltam oficinas, eventos e projetos voltados à juventude para poder despertar o interesse dos jovens pelas artes plásticas.

Aqui podemos ver um pouco de suas obras e sua descrição sobre elas;


Mural realizado na pista de skate do Barreiro/Belo Horizonte. “Assim como a maioria dos meus trabalhos não tem muita a explicação exata, gosto de compor obras voltadas para psicodelismo surreal com bastante movimento e cores vibrantes e objetos de mundos distintos tudo em um mesmo lugar”


“Trabalho realizado para uma cliente. Tinta acrílica sobre papel, retratando um ícone e referência. A pintura é releitura de uma das obras de Frida Kahlo, com cores, objetos e movimentos sempre presente no meu trabalho”.

Por Tiago Jamarino – start – Parceiros Contramão Hub 

Vingadores: Guerra Infinita é o apogeu de 10 anos da Marvel nos cinemas, entregando um “épico” com drama, mesmo dentro de sua caixinha

 

Vingadores: Guerra Infinita é a culminação de 10 anos do Universo Cinematográfico Marvel, desde 2008 com o Homem de Ferro inaugurando a era da Marvel nos cinemas, o MCU tem construído um lindo universo e legado diante o mundo dos super-heróis. Muito se discute se esses longos anos com a temática tenha saturado aos seus espectadores, mas ao ver a este filme tenho plena certeza que está era está apenas começando. Guerra Infinita veio com a árdua missão de ser o apogeu de tudo que foi construído até então, incontáveis heróis, em vários grupos e uma gama de possibilidades, nada melhor que a casa das ideias para ter um leque nas mãos, após tanto tempo, é hora de soltar o clímax. O filme é satisfatório em vários sentidos, tanto em suas cenas de ações, em um drama dosado, suas piadas, mas é muito inchado e não tem uma história digna do hype. Os irmãos Russos tiveram um grande supletivo com Capitão América: Guerra Civil, aprenderam a trabalhar com vários personagens, com diversas locações e dosar os pontos certos, tanto que este filme a momentos grandiosos e de tensão. Mas no fritar dos ovos, nem só de bons momentos vive um filme de super-herói, é preciso mais, uma história e acabar com paradigmas que filme do gênero não precisa de um roteiro eficaz. O que vemos em Guerra Infinita é um filme bom, que tem um forte legado com 10 anos de aprendizado, mesmo contendo erros é um filme que conseguiu ser diferente em vários quesitos, mesmo tendo a nítida sensação de ser mais um filme dentro da caixinha.

Guerra Infinita se inicia logo na cena pós-créditos de Thor Ragnarok, onde a nave de Thanos se encontra com a nave dos refugiados Asgardianos, logo já temos a consolidação do Titã Louco como o grande vilão do MCU, digno de todo o hype criado. O desenrolar destas cenas já é o cartão de visita para sentir a grande ameaça que o vilão será ao longo do filme. Acabando com a curiosidade geral da nação sobre o vilão, direi já, afirmo com todas as letras, Thanos é o maior vilão de todo o MCU e se não dos filmes de heróis. Thanos é imponente, sagas, poderoso, vilanesco sem frases canastronas de sou mal, sua ameaça é sentida por todos. O grande detalhe em seu tratamento é fenomenal, a Marvel aprendeu com erros passados, o texto na mão de Josh Brolin é algo espetacular, assim como o dialogo visto até no trailer, “A diversão não é um fator quando se tentar equilibrar o universo. Mas isto, põe-me um sorriso no rosto.” As motivações de Thanos são aceitáveis, pode parecer rasas em um certo ponto de vista, mas não diferentes de vários ditadores que se levantaram pelo mundo. Os personagens do Universo cinematográfico da Marvel são especiais, estão nas nossas vidas há uma década, é fácil se identificar com todos eles, mesmo não sendo tão significativo o crescimento de cada personagem, ao longo dos anos eles evoluíram, este filme mostra onde esse crescimento os levou.

Guerra Infinita é o ponto de jornada de um vilão, em um certo ponto de vista, o filme mostrará a jornada de Thanos em um grande desafio cósmico de juntar todas as joias megapoderosas. O público já sabe onde estão todas essas joias, exceto uma, a joia da alma. A joia da alma está presente, mas o que mais é interessante o modo como ela é procurada ou meio que digamos sem spoilers, “achada”. A ordem Negra de Thanos é apresentada com esses ganchos, mas é o ponto mais fraco do filme, a tropa de elite de Thanos não é tão bem-dita e sentida sua ameaça assim, vai ver é culpa do grande vilão que os ofusca. O longa não depende de você ser um fã de uma década da casa das ideias, mas para se ter a total experiência é necessário ter acompanhado tudo de perto, isso é explicado na dramaturgia como uma forma de se conectar e importar com o personagem, dentro desta premissa, o tempo todo o filme te passará uma sensação de perigo. O que acontece ao longo do filme é uma verdadeira montanha-russa de sentimentos, alegria, euforia, medo e tristeza somados a uma carga dramática que não estava presente em Guerra Civil, em Guerra Infinita apresentam esse peso e pela primeira vez uma consequência de verdade.

A direção mais uma vez fica a cargo dos irmãos Russos, que já trabalharam na casa, com o excelente Capitão América: O Soldado Invernal (2015) e encare como queira, Vingadores 2.5 ou Capitão América: Guerra Civil (2016). A dupla de direção é bastante competente, eles sabem o que estão fazendo, o grande mérito é trabalhar com uma escala maior, mesmo a história sendo ausente. As cenas de ações são formidáveis, vamos explicar por partes, como o elenco é dividido em vários núcleos, temos o planeta Terra e o Espaço. Dito isso, a ação no espaço conta com um CGI esplendoroso, é o auge da Marvel em criação de mundos, cada planeta e em batalhas especiais, os poderes apresentados em tela, é lindo, dignos de uma space-opera. A ação na terra exatamente em Wakanda é mais prejudicada, a geografia do lugar e os planos usados causam um pouco de estranheza, se no espaço os diferentes poderes foram bem usados, na terra a uma variação esquisita e vários deslizes, mas não é nada que totalmente penaliza o conjunto da obra.

A estética do filme é diretamente a culminação de uma década, a Marvel está no auge, o vilão Thanos é feito por captura de movimento, por trás do CGI existe um ator, Josh Brolin, a ILM ( Industrial Light & Magic)responsável por esses efeitos fizeram um trabalho primordial, deixando a vista todas as expressões de Brolin e fazendo a magia acontecer de forma crível. Diferente de Lobo da Estepe em Liga da Justiça, Thanos é crível e sua presença não causa estranheza perto dos demais personagens que estão na mesma cena com ele. O filme dispõe de uma gama de vários personagens, o CGI compões tudo com bastante esmero, mas tudo isso não seria possível graças a montagem. A montagem, em contrapartida, é perfeita, conciliando todos os pontos e interligando diferentes atos e diferentes núcleos, a algumas quebras de ritmos, mas o trabalho da edição fecha com chave de ouro. As paletas de cores são cores vivas e reagem as diferentes facetas do filme, quando o drama é presente, ela fica mais escura, tudo é interligado com o que ocorre em tela. A trilha sonora ainda não é memorável como tantas da cultura pop, mas a musiquinha dos Avengers estão ali.

O roteiro é o ponto que será mais discutido ao longo do tempo, escrito pela dupla Christopher Markus e Stephen McFeely. O texto apresentado faz um bom trabalho, mediante aos vários personagens que são apresentados, temos o vilão e sua jornada com sua trupe e do outro lado, as dezenas de super-heróis que estão no longa. A história é bem simples de se entender, não espere nada complexo como os (quadrinhos) base, O Desafio do Infinito e Saga do Infinito, a história é a mais previsível possível, o que não quer dizer que o filme é ruim, mas carece de algo que poderia dar a ele um lugar ao sol. Os diálogos e as interações de vários núcleos poderiam se manter o filme todo que pagaria o meu ingresso, é divertido ver essas tão esperadas interações, felizmente, todas funcionam. A tão criticada fórmula Marvel está presente, á piadas, nós personagens que levam o humor no cerne, assim como um momento de grande drama que é quebrado por um alívio cômico, ainda está presente, mas no que diz respeito aos filmes anteriores, em Guerra Infinita, a sensação do perigo e o clima fúnebre é algo nunca visto antes.

O elenco é impossível falar de um por um, falarei bem superficialmente sem dar detalhes que possam estragar a experiência. Thor de Chris Hemsworth é meu favorito do filme, depois de Thanos, claro, o deus do trovão encontrou o ponto de equilíbrio certo entre a comédia e a piração de uma divindade. O texto não esquece do Ragnarok, tão pouco das consequências do seu primeiro ato, o Odinson carrega um peso de seus atos e sua interação com os Guardiões da Galáxia é a melhor coisa que vemos neste filme. O núcleo dos Guardiões teve seu texto escrito por James Gunn, o nível dos personagens está como dos filmes anteriores. Gamora (Zoe Saldana)Nebulosa (Karen Gillan), Quill (Chris Pratt) que junto com Tony Stark (Robert Downey Jr.), Homem-Aranha (Tom Holland), Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) tem uma interação incrível e inesperada. O núcleo da terra Pantera Negra (Chadwick Boseman) e sua turma de Wakanda, assim como Steve (Chris Evans) e sua trupe, .Scarlett Johansson, Mark Ruffalo,Don Cheadle, Sebastian Stan, Anthony Mackie, Paul Bettany e Elizabeth Olsen. Robert Downey Jr ainda encanta, mesmo sendo a sua mesma performa de sempre, ainda sim o ator consegue entregar sempre o melhor. Pela primeira vez, Chris Evans, consegue ser o símbolo de inspiração que deveria ser em vários filmes passados, mas ficava só como escada para um humor de Tony, desta vez o Capitão bota para quebrar. Peter Dinklage, de Game of Thrones, também está no filme, com um personagem ainda mantido em segredo, mas sua participação se torna memorável, apesar do pouco tempo de tela.

Vingadores: Guerra Infinita é o filme da Marvel que você está esperando há dez anos. Tudo o que aconteceu nos leva a esse evento climático. Thanos é uma força da natureza e o vilão mais mortal da Marvel Studios que já existiu. Ele facilmente leva a coroa de Michael B. Jordan’s Killmonger. O filme sofre com umas piadinhas fora de contexto, não da tempo de tela necessário a alguns personagens, por motivos óbvios é claro, a trama é bem rasa e a história não é digna de um grande épico. Dizer que o filme é o Imperio Contra-Ataca da Marvel depende do ponto de vista, por seu tom, pelo seu desfecho, dizer isso, só o tempo dirá. Mas para quem está a uma década acompanhando e amando todos esses personagens este filme é um deleite, é um filme que vai agradar tanto críticos mais conservadores como o povão, em geral.

FICHA TÉCNICA

DIREÇÃO
Anthony Russo, Joe Russo

EQUIPE TÉCNICA
Roteiro: Christopher Markus, Stephen McFeely
Produção: Kevin Feige
Fotografia: Trent Opaloch
Trilha Sonora: Alan Silvestri
Estúdio: Marvel Studios
Montador: Jeffrey Ford, Matthew Schmidt
Distribuidora: Walt Disney Pictures

ELENCO
Angela Bassett, Annie Pisapia, Anthony Mackie, Benedict Cumberbatch, Benedict Wong, Benicio Del Toro, Blair Jasin, Bradley Cooper, Callan Mulvey, Chadwick Boseman, Chris Evans, Chris Hemsworth, Chris Pratt, Danai Gurira, Dave Bautista, Don Cheadle, Elizabeth Olsen, Ethan Dizon, Florence Kasumba, Floyd Anthony Johns Jr., Gwyneth Paltrow, Hye Jin Jang, Idris Elba, Isabella Amara, Jeremy Renner, Jon Favreau, Josh Brolin, Karen Gillan, Kerry Condon, Letitia Wright, Linda Cardellini, Mark Ruffalo, Matthew Zuk, Michael Pierino Miller, Paul Bettany, Paul Rudd, Perla Middleton, Peter Dinklage, Pom Klementieff, Robert Downey Jr., Scarlett Johansson, Sean Gunn, Sebastian Stan, Terry Notary, Tiffany Espensen, Tom Hiddleston, Tom Holland, Tom Vaughan-Lawlor, Vin Diesel, Winston Duke, Zoe Saldana

Por Melina Cattoni
Fotografia: Imagem Filmes

 

Liberdade, sonhos e superação. Tudo Que Quero, narra a história de uma jovem diagnosticada com Transtorno de Espectro Autista (TEA). Wendy Welcott, adolescente de vinte um anos, possui uma rotina comum e sistemática. Inteligente e criativa, também possui uma paixão e talento para a escrita. A narrativa é construída em cima das desventuras da adolescente para participar de um concurso para escritores e entregar seu roteiro ao famoso estúdio de cinema Paramount Pictures, em Los Angeles.

Para alcançar o sonho e também a liberdade, Wendy descobre diversos caminhos e reviravoltas do cotidiano. A descoberta começa ao atravessar uma avenida  proibida, percorrer a estrada, enfrentar situações desconhecidas e, principalmente, lidar com diferentes pessoas. Durante as cenas, cada circunstância é acompanhada por uma trilha musical que compõe junto à fotografia os sentimentos daquela jovem. Encantado pela narrativa, o espectador acompanha com o coração na mão e brilho nos olhos toda a caminhada de superação.

 

 

Dirigido por Ben Lewin, o escritor apaixonado por fotografia e escrita narrativa, coleciona em sua carreira documentários, minisséries, programas episódicos e longas-metragens, entre eles, o premiado filme As Sessões em 2012. Já a trilha sonora, assinada por Heitor Pereira, compositor brasileiro que tem em seu currículo algumas faixas do filme Meu Malvado Favorito 2, usa das melodias para transitar entre momentos de apreensão e diversão durante a obra.  

A Imagem Filmes lança nesta quinta-feira, 26 de abril, o filme Tudo Que QueroPreparem o balde de pipoca e os lencinhos, o filme é de emocionar.

Imagem Filmes

Empresa nacional do ramo de entretenimento, atua na distribuição de filmes independentes em todo país. Para mais informações, acessem o site: https://www.imagemfilmes.com.br/ .

Tudo Que Quero

Direção: Ben Lewin
Produção: Lara Alameddine, Daniel Dubiecki Escritores: Michael Golamco, Michael Golamco
Elenco: Dakota Fanning, Toni Collette, Alice Eve, River Alexander, Jessica Rothe, Matt Corboy, Tony Revolori
Música: Heitor Pereira
Direção de Arte: Lindsey Moran