Cultura

Um dos bustos da Praça da Liberdade, homenageia um importante político do estado de Minas Gerais. Mas, você sabe quem foi o Senador Júlio Bueno Brandão, cujo busto está localizado em frente ao prédio do IPSENG?

Nascido a 11 de julho de 1858, em Ouro Fino, Bueno era filho de comerciante, fez o curso primário em sua cidade Natal, onde começou a trabalhar cedo, no comércio junto a seu pai, como balconista. Autodidata, estudou sozinho e prestou exame de qualificação e começou a advogar na comarca de Ouro Fino. Sem ter, sequer, feito faculdade, com apenas o curso primário, foi juiz de Direito de Camanducaia e Juiz municipal de Ouro Fino. Também exerceu cargo de delegado.

Entrou para política como vereador em Ouro Fino. Foi nomeado pelo presidente do Estado de Minas Gerais, Bias Forte, em 1891, presidente do Conselho de Intendência de Ouro Fino. Em 1892 foi eleito presidente da Câmara Municipal da cidade.

A importância para o Estado e a cidade

Como chefe do executivo municipal teve a oportunidade de recuperar a economia do município, em crise desde o esgotamento das minas auríferas; reorganizou a administração local; fundou associação jornalística e literária além do jornal Gazeta de Ouro Fino; criou escola primária municipal; fundou a Escola Prática de Agricultura; construiu estradas municipais; cuidou da urbanização da cidade; ampliou a rede de abastecimento de água e melhorou o serviço de telefonia.
Elegeu-se senador do estado em 1897 e neste cargo, empenhou-se na reforma da lei eleitoral, buscando democratizar o sistema. Em 1930 foi o único senador a votar contra o estado de sítio em Minas Gerais.

A Praça da Liberdade ainda conta com os bustos de Azevedo Junior, Bernardo Guimarães, Crispim Jacoques Bias Fortes e Dom Pedro II.


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Por Daniella Lages

O último dia do evento, Cultura e Pensamento: Juventude e Ativismo, contou com nomeados comunicadores na mesa de debate. O tema foi “Territórios Solidários na Cultura”, o debate busca a aproximação de agentes e instituições para este diálogo intercultural, tão importante no mundo atual.

O mediador, Ibrahima Gaye, é cônsul honorário do Senegal em Belo Horizonte, produtor cultural e fundador do Centro casa África em Belo Horizonte. Junto com Helder Quiroga, coordenador geral do evento, Luiz Morlote, Presidente da Associação Hermano Saiz de Cuba e Rafael Cantero, coordenador cultural e desenvolvimento da ONG Batá (Espanha) abriram o debate falando da importância da construção de redes solidárias de compartilhamento de experiências, conhecimentos e ações.

A mesa de debate, contou também com representantes de instituições de arte, comunicação e educação. As conversas se dividiam entre o português e espanhol e o público podia interagir com os convidados através de tradutores. Hoje a sede do evento foi o auditório do Centro universitário UNA, no campus da Rua Aimorés. A tarde haverá mais mesa de debate e a noite, durante a festa de encerramento do evento, haverá show com o cantor Chico César. A entrada será gratuita.

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Por Daniella Lages

Com o objetivo de divulgar a música e o canto coral, dando oportunidades aos grupos com a divulgação de suas atividades, o BDMG Cultural traz à Praça da Liberdade a apresentação dos corais Cantores da Ramacrisna, Eu canto – TV Globo Minas, Luís de Camões e BDMG.

A promoção é importante para o incentivo de grupos infantis e de formação recente, apoiando aqueles que vêm desenvolvendo trabalhos interessantes de canto polifônico.

Os corais se apresentam hoje, a partir de 19h30, pelo projeto Quatro Cantos – Coral na Praça.

Local: Coreto da Praça da Liberdade
Praça da Liberdade, s/nº – Funcionários
Promoção: BDMG Cultural
Tel. 31- 3219-8382 – Fax. 31- 3219-8519
E-mail: [email protected]
Site: www.bdmgcultural.mg.gov.br/coralbdmg

Por Débora Gomes

Uma das atrações desta manhã, no evento Cultura e Pensamento: Juventude e Ativismo, na Biblioteca Pública Luiz Bessa, e que acontece em quatro pontos de Belo Horizonte, foi o escritor senegalês Boubacar Diop. Ele participou da mesa redonda com o tema “Cultura e Comunicação”.

Um dos maiores escritores e intelectuais africanos de sua geração, Diop é formado em Literatura e Filosofia, é fundador do jornal independente “Sol” e trabalha como jornalista atualmente. Já escreveu peças de teatro, roteiros, contos e ensaios literários. Recebeu o Grande Prêmio da República do Senegal de Literatura por seu romance “Lês tambours de La memoire”, publicado em 1990.

Mestre João e sua esposa Lena Santos vieram participar do debate com o escritor e estavam cheios de expectativas com o evento. “A única coisa de negativo dessas discussões é que elas não chegam às escolas públicas, é preciso debater mais sobre a cultura e o pensamento” contou Mestre João, que é militante nas causas do movimento negro brasileiro e reconhecido mestre de capoeira.

O debate visa promover um diálogo intercultural acerca de questões que permeiam o universo da juventude e das artes no mundo contemporâneo.

Abaixo, foto do trabalho finalizado pelos artistas paulistas Val e Toddy. Eles estarão presentes, hoje, às 15h, para um debate e troca de experiências entre jovens artistas de diferentes nacionalidades.

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Lena Santos e Mestre João na Biblioteca Pública Luiz Bessa

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Painel feito pelos artistas paulistas Val e Toddy

Texto e fotos Daniella Lages

A grave infração ocorreu na praça da liberdade. A verdadeira demonstração de ousadia aconteceu entre a última terça-feira e a manhã de hoje e ninguém sabe quem foi o responsável pelo delito, mas quem passou pela praça se surpreendeu ao parar diante da homenagem ao Imperador. Com espaço livre em meio à estrutura, ficou fácil perceber a ausência da placa em bronze, que é colocada em todas as estátuas localizadas na praça, para identificação das mesmas.

Miguel Tavares estava caminhando na praça e sentiu falta do emplacamento do busto e declarou toda sua insatisfação com o roubo do patrimônio público “A praça é tão bem cuidada por grande parte das pessoas que freqüentam o espaço, por isso é mais triste chegar e perceber que o cuidado de alguns não representa nada para outros. Isso é apenas uma questão de ética”.

Buscamos contato com a prefeitura de Belo Horizonte no telefone 156 e foi transmitida a seguinte informação: Depois da abertura do processo de reconhecimento do roubo, é colocada outra placa no local.

No entanto, ninguém soube informar qual é o investimento e quanto tempo é utilizado para que a placa seja colocada novamente no local.

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Atualmente a praça da Liberdade conta com cinco bustos o do Senador Júlio Bueno, Azevedo Junior, Bernardo Guimarães, Crispim Jacoques Bias Fortes e Dom Pedro II.

Por: Iara Fonseca

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Começou, na segunda-feira desta semana, o evento Cultura e Pensamento: Juventude e Ativismo em quatro pontos de Belo Horizonte. O projeto traz palestras abertas ao público, apresentações musicais, instalações e intervenções artísticas, mostra audiovisuais e de artes plásticas, workshops e encontros entre artistas e intelectuais respeitados no cenário mundial. Também serão realizados grupos de trabalho fechados para estreitar as relações e troca de experiências entre os Coordenadores do Cultura e Pensamento e Juventude e todos os convidados.

Na manhã dessa quarta-feira, dois artistas de São Paulo trabalhavam em frente à Biblioteca Pública Luiz Bessa, um dos locais onde é realizado o evento. Val e Toddy, integrantes do grupo OPNI (Objetos Pixadores Não Identificados), dão vida a personagens e lugares com a arte do grafite.

O grupo surgiu em 1997, com 20 jovens da periferia de São Paulo que tinham como principal objetivo pixar. Toddy e Val mudaram o foco para o graffiti art, ou, como muitos preferem chamar, muralismo. Neste meio-tempo, o grupo adquiriu respeito na cena da arte urbana e extrapolou fronteiras, conquistando a admiração também de críticos, fãs de arte e do público em geral. A tela de 2×5 metros leva o dia inteiro para ficar pronta e geralmente as obras são pintadas a seis mãos. “Os painéis retratam o povo brasileiro na história, nos valores, nas lutas e nas situações do cotidiano” explica Val. Cartola e Chico Science são algumas das personalidades homenageadas nas telas. “Essa arte é um grito de liberdade” conta Toddy.

Os dois artistas participam de um debate nesta quinta-feira, às 15h, na Biblioteca Pública Luiz Bessa, para troca de experiências com outros artistas e com o público. Na região hiperlocal, o evento, que dura até dia 7 de agosto, também tem lugar no Cinema Usiminas Belas Artes e Colégio Imaculada.  O Teatro Sesiminas, no bairro Santa Efigênia, também recebe a mostra, que é aberta ao público.

Confira mais fotos em nossa galeria.

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Texto e fotos Daniella Lages