Cultura

Por Tiago Jamarino – Start – Parceiro Contramão HUB

E enquanto você provavelmente assistiu esse trailer uma centena de vezes até agora, há algumas revelações inteligentes, sugestões e ligações que você pode ter perdido.

 

O mais novo vislumbre de Star Wars: Os Últimos Jedi ofereceu uma série de novas informações, provocando mais fãs de cachorros épicos, tiroteios e duelos que esperam ver em uma produção da Lucasfilm. Confira abaixo algumas dessas coisas que talvez você não tenha visto no trailer.

 

Paralelo com Anakin Skywalker

 

A saga Star Wars utiliza muitos motivos recorrentes. Uma das instâncias mais diretas da saga que vem em círculo é as tentativas descaradas de Kylo Ren de viver de acordo com o legado de seu avô.

 

E, embora Darth Vader eventualmente voltou para o lado da luz e terminou o reinado brutal do Imperadorcom seu ato de morte, Ren provavelmente se refere a isso como um “lapso momentâneo de julgamento.”

 

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O Despertar da Força deixou bem claro que quer cumprir a missão de Darth Vader para erradicar a resistência a um regime totalitário e “acabar com o que [ele] começou”. E esses desejos se refletem em algumas imagens muito distintas do novo filme.

 

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Uma cena que parece mostrar Kylo Ren e um esquadrão de soldados da Primeira Ordem invadindo a base da Resistência em Crait é muito semelhante à cena em que Darth Vader e Clone Troopers invadem o Templo Jedi em Corouscant depois que a Ordem 66 foi executada em Star Wars: A Vingança dos Sith.

 

 

Shuttle de Kylo Ren

 

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Claro, sabemos que o líder dos Cavaleiros de Ren obtém um novo modelo TIE Fighter no novo filme, conhecido como TIE Silencer. Mas e sua antigo nave?

 

 

Mas um das primeiras cenas no trailer mostra que não é o caso, com a nave levando a carga no Craitencostado por um quadro dos novos Walkers de assalto pesado.

 

Embora continue a ser visto se o nave vai desempenhar um papel importante no novo filme, mas pode ser seguro assumir, então, com ele aparecendo no trailer e no novo cartaz. Essas são as alas inconfundíveis da nave de Kylo Ren.

 

Mas, Kylo talvez nem estivesse nesse nave para a cena – poderia ser reservado para qualquer oficial superior como o General Hux. De qualquer forma, pelo menos está no filme.

 

Crait Digging

 

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Nós sabíamos que havia algum significado histórico para esta nova localização em Star Wars: Os Últimos Jedi,como evidenciado pela menção de Crait no guia visual para Rogue One: A Star Wars Story, e o anúncio subseqüente de ma HQ da Marvel.

 

Mas a cena da Milênio Falcon sendo perseguido TIE Fighters através de cavernas, enquanto a estalagmita vermelha em protuberância faz com que seja bem claro que este será o caso.

 

À medida que os mergulhos Falcon tecem através da caverna em perseguição, parece que o equipamento de mineração prolifera na área.

 

Não temos certeza do que exatamente está sendo minado no Crait e por que foi valioso o suficiente para ajudar a financiar os esforços de guerra da Rebelião contra o Império, provavelmente aprenderemos mais sobre o recurso que ele fornece quando Star Wars: Os Últimos Jedi estreia nos cinemas.

 

Novas Criaturas 

 

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Algumas pessoas estão chamando-os de lobos de neve ou raposa de gelo ou algo semelhante, mas vamos fazer algo reto: Crait não é um planeta de gelo! Então o lobo da neve não faz sentido!

 

Coyote de cristal, no entanto … agora estamos chegando a algum lugar.

 

Essas novas criaturas parecidas com um cachorro pareciam aparecer em um piscar de olhos – e você perdeu – a cena do novo filme, durante o qual parece que um pacote de animais está indo para dentro de uma grande porta do hangar quando está sendo fechado.

 

Talvez os coyotes de cristal (se esse nome não for cânone, deve ser) pode sentir a destruição iminente de invadir as forças de Primeira Ordem, e está procurando fugir antes que tudo vá para o inferno.

 

É bom que Star Wars: Os Últimos Jedi inclua alguns alienígenas diferentes e não apenas confiar nos Porgs.

 

Rey vs. Snoke

 

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Este é um pouco assustador, provocando alguns desenvolvimentos terríveis para Rey antes do fim do filme.

 

A cena rápida de Snoke com o braço esticado em direção à câmera, acenando para alguém para cumprir seu destino, é seguido rapidamente por uma cena de Rey dobrado para trás e gritando de agonia.
A cena parece ter lugar na sala do trono de Snoke, com os muros vermelhos carmesins e seus momentos da Guarda Pretoriana apenas fora de foco. O raio aparece no fundo, fora de foco e quase indistinguível, senão por suas roupas de ouro ornamentadas.

 

Embora o Rey finalmente possa enfrentar o vilão responsável por todas essas tentações de assassinato que foram horríveis, parece que existe a possibilidade de que ela não possa sobreviver ao encontro.

 

Distração 

 

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Os trailers da Star Wars são notoriamente secretos sobre os detalhes específicos do enredo nos filmes, e este não parece estar tolerando essa tendência.

 

O trailer de Star Wars: Os Últimos Jedi foi editado tão bem que pareceu que as mesmas cenas forma todas juntos.

 

Uma cena específica mostra a Rey dizer a alguém que ela precisa de ajuda para encontrar seu lugar na galáxia, e o trailer termina com Kylo Ren oferecendo sua própria mão.

 

Mas se você olhar de perto, isso pode ser apenas um engano feito nos arredores. Claro, a iluminação nos dois clipes parece muito semelhante, mas se você olhar de perto, você pode ver que a configuração da Rey é bastante básica com poucos efeitos.

 

Escrito e dirigido por Rian Johnson, o elenco de Star Wars: Os Últimos Jedi inclui Mark Hamill como Luke Skywalker, Carrie Fisher como General Leia Organa, Daisy Ridley como Rey, John Boyega como Finn, Adam Driver como Kylo Ren, Oscar Isaac como Poe Dameron, Lupita Nyong’o como Maz Kanata, Kelly Marie Tran como Rose Tico, Laura Dern como vice-almirante Amilyn Holdo, Gwendoline Christie como Capitã Phasma, Andy Serkis como líder supremo Snoke, Domhnall Gleeson como general Armitage Hux, Benicio Del Toro como “DJ”, Joonas Suotamo como Chewbacca, Anthony Daniels como C-3PO e Jimmy Veecomo R2-D2.

 

Star Wars: Os Últimos Jedi está programado para ser lançado nos cinemas em 15 de dezembro de 2017.

 

Fonte : Comicbook.com

Leia também: 5 Momentos marcantes do trailer de ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’ / Confira de perto o visual de Snoke em ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’

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Por Ana Paula Tinoco

A diversidade desembarca em Belo Horizonte (MG) com o Festival TransArte. Entre os dias 4 e 12 de outubro, produtores, artistas e público, pretendem dialogar e explorar temas relacionados a identidade de gênero e sexualidade com espetáculos teatrais, performances, exposições, shows, bate papos e oficinas.

O projeto TransArte que nasceu no coração da Lapa, no Rio de Janeiro (RJ) em 2008, pelas mãos de travestis e transexuais, antes chamados de “Damas em Cena” cresceu e transformou-se em Festival em 2014, com apoio de várias instituições como Sesi Cultural (Rj), Instituto do Ator e Universidade Veida de Almeida. O TransArte busca através da arte, da música e das performances colocar em prática a discussão sobre valores como: o respeito às diferenças, a não-violência, o acesso aos bens culturais, a igualdade de direitos e a liberdade de expressão.

Em sua segunda edição, o festival traz para a capital mineira, cerca de 50 produções com mais de 100 artistas. O produtor e fundador e mestre de artes, Douglas Resende entende que existe uma diversidade de eventos com a temática da identidade de gênero e sexualidade e ressalta que o grupo é resguardado com “seriedade, respeito e comprometimento por todos os seus apoiadores”.

Para ele, é o amor pela arte é o que faz com que ele e outros artistas sigam com o projeto. “Esses são os primeiros guerreiros, os resistentes, os que veem na arte a possibilidade de mudança para uma vida melhor. São nossos primeiros apoiadores.”.

Ministério da Cultura e a Funarte também compraram e abraçaram a ideia do coletivo, sendo eles, os apoiadores institucionais. “Eles compraram a ideia devido a relevância e excelência da iniciativa”, destaca Resende que completa orgulhoso: “O projeto obteve a pontuação máxima na licitação.”.

A diversidade de artistas

A seleção dos artistas passa por uma curadoria que busca a multiplicidade existente em diferentes grupos. “O processo tenta abarcar uma pluralidade de vozes, garantindo um diálogo mais consistente e uma troca produtiva.”, explica o produtor Douglas Resende que garante, “A escolha também sempre considera o que as pessoas querem falar, o que elas querem dizer”.

 

De acordo com a também produtora, Dandara Vital, um evento desse porte tem uma grande relevância para a sociedade pois ele também foca na capacitação de pessoas trans e travestis, mostrando que o nosso lugar é onde a gente quer estar: “Acredito na arte como forma de transformação, temos a possibilidade de atingir pessoas, e assim poder incentivar a não desistir, a resistir.”.

 

Público e expectativa

 

Quando questionados sobre o que o público pode esperar, Douglas Resende revela seu desejo de que a inclusão com o TransArte alcance não só os artistas, mas também os visitantes das oficinas, bate-papos e shows. “Espero que se divirtam, que façam amizades, que conheçam pessoas novas, façam trocas. Espero também que diferentes públicos compareçam ao evento, já que ele preza a diversidade e, portanto, o respeito às diferenças como caminho para uma sociedade mais justa e mais inclusiva.”, finaliza.

 

Drag-se

 

Entre vários grupos e artistas que irão participar da segunda edição do TransArte um deles é a Drag-se, criado em 2014 como “um convite a liberdade”. Segundo Bia Medeiros, uma das fundadoras da marca, o movimento Drag-se celebra a diversidade através da arte, cultura e entretenimento.

Antropóloga e documentarista, Bia Medeiros compartilha a sua experiência e revela como será a participação do grupo no evento. “A Drag-se foi o nosso primeiro projeto voltado para a criação na internet e o YouTube veio como uma das melhores ferramentas para nos consolidar como um canal de referência na arte Drag brasileira.”. De acordo com uma das fundadoras, o Drag-se participa do TransArte em duas etapas: “A primeira será no simpósio na mesa ‘Encontro de YouTubers’ que a Drag-se vai dividir a mesa com o youtuber Lucca Najar do canal Lucca Najar e em um debate sobre internet, ativismo, como a causa LGBTQIA pode ser beneficiada pelo ativismo online. Já a segunda participação será em novembro, em que participaremos como jurados do concurso Transarte Drag-se, lá o público poderá conhecer Marco Aurélio, nosso produtor, Betina Polaroid, nossa drag fotógrafa e Ravena Creole, a drag do povo.”.

 

Serviço:

A programação completa com locais, horários e datas aqui: TransArte.

Da esquerda para direita: Marcelo Miranda (crítico de cinema), Ricardo Moura (guia religioso da Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente e Célio Dutra (Diretor do Documentário)

Por Ana Paula Tinoco

A 11ª Mostra de Cinema de Belo Horizonte chegou ao seu final e não poderia ser de outra forma que se não em grande estilo. Com uma programação variada, o evento contou com várias opções para diferentes gostos e preferências, entre seminários, sessões de cinema e shows musicais, a CineBH 2017 foi um grande sucesso.

Documentários tiveram suas estreias, mas um em particular chamou atenção, não por ser sua primeira exibição, mas pelo seu roteiro que guiou seu diretor através dos ritos e preparativos da celebração do Dia do Preto Velho. Sendo essa uma das mais importantes festas da Umbanda no Brasil, o filme nos leva por uma viagem que parte do primeiro dia em que os fiéis começam sua liturgia até o dia dá tão esperada celebração.

Sobre a ideia do filme o diretor Célio Dutra nos conta como surgiu a ideia para o longa-metragem: “Era vontade minha produzir algo com um amigo meu, eu via o trabalho social que ele fazia, questões que não estavam juntas a religiosidade. E eu tinha aquela vontade de participar, mas não encontrava um jeito. Ele começou a frequentar a casa do Ricardo* e após dois anos dialogando sobre a maneira ideal que refletisse a realidade da casa, que mostrasse o dia a dia, o filme aconteceu”.

O longa apresenta de forma prática, didática e educativa a organização e sistema criado pelos frequentadores do terreiro da lagoinha que dividindo seu tempo entre orações e canções trabalham para que tudo saia perfeito no grande dia. Descontraídos e bem-humorados aqueles que nos falam sobre a religião tentam levar entendimento àqueles que desconhecem a fé e o credo de quem segue as Matrizes Africanas.

“O terreiro é acolhimento, respeito a diversidade. Todos que chegam lá são abraçados e acolhidos como iguais”, fala Pai Ricardo quando o tema intolerância é ressaltado. Para Dutra, o preconceito somente pode ser subjugado pelo respeito, “A intolerância não precisa existir, você tem que conhecer.”

 

 

*Guia religioso da Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente

 

Por Ana Paula Tinoco

“A National Film Board of Canada é uma organização canadense que produz e distribui produções interativas, documentais e animações autorais, com ênfase em inovação, experimentação e impacto social” – 11ª Mostra CineBH

A convidada a nos contar sobre os novos projetos e a realidade da agência cinematográfica foi a diretora executiva de produções em língua inglesa da NFB, Michelle Van Beusekom, esclareceu sobre como opera a produtora foi categórica ao dizer que seu país, o Canadá, foi e é feito por imigrantes. E reafirma isso dizendo que a prioridade na escolha do cineasta é seu endereço e não sua nacionalidade.

A NFB, que tem destaque no mundo cinematográfico, tem 50% de sua verba voltada para cineastas mulheres e é líder ao se tornar o primeiro estúdio de cinema feminino intitulado “Studio D”. A partir de 2016, no Dia Internacional da Mulher, eles começaram a apresentar uma série de iniciativas que tinham como tema a igualdade de gênero.

Sobre a seleção dos projetos Beusekom conta como a mágica acontece: “As pessoas podem mandar seus projetos, mas na realidade poucos são aceitos devido a orçamentos. Normalmente os projetos são escolhidos em festivais ou feitos por parcerias”.

Apresentando alguns documentários, com destaque para “The Apology” – conta a história das mulheres que foram sequestradas ainda crianças para serem escravas sexuais do exército japonês durante a 2ª Guerra Mundial – e do Brasileiro Rogério Santos, que mostra a realidade das famílias que viviam e vivem nos arredores da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

O bate-papo mediado por Paulo Carvalho, colaborador do Brasil CineMundi e curador e produtor da Autentika Films, foi descontraído. Tranquila, Beusekom mostrou insatisfação pela situação política atual de nosso país e comparou nossa nação à dela: “Nós somos países novos que sofremos coma violência do colonialismo, temos vários imigrantes e uma população indígena imensa. Temos muito em comum como partes desse novo mundo e eu vejo no nível criativo sempre o desejo de trabalharmos juntos. É triste ver o que está acontecendo agora. ”

Para conhecer a organização: National Film Board of Canada – NFB

Por Ana Paula Tinoco

Pierre León, cineasta francês de origem russa, é o grande homenageado e possui destaque merecido na 11ª CineBH. Como diretor León tem uma gama de filmes distribuídos entre curtas e longas metragens, sendo que desse apanhado de 30 obras 14 delas serão exibidas em sessões ao longo da semana na Mostra de Cinema.

Talentoso, mas ao mesmo tempo modesto, León diz ter orgulho de suas obras, afirmando que jamais teve vergonha do que tenha sido feito ao longo de sua carreira que começou em 1994 com o longa Li per Li. Questionado sobre pertencer ao Cinema Marginal, ele esclarece: “Não me considero Marginal, sou periférico. Sou do cinema de estoque.”

Sobre a inspiração para suas obras, León poetiza de onde vem a sua inspiração e como suas ideias para filmes surgem ao dizer que vêm da beleza: “Ela (inspiração) pode vir de uma música, um prédio bonito ou até mesmo um belo rosto que eu tenha visto. Eu quero é contar uma história”, diz León com muito bom humor.

Sobre as dificuldades que cineastas independentes encontram, ele diz que não importa como, mas o filme tem que ser feito: “Se não há dinheiro eu consigo, empresto dos amigos, da minha mãe, de quem puder ajudar e faço meus filmes”.

Ao ser questionado sobre o futuro e como ele vê sua obra inserida nele, León diz que gosta de pensar que daqui 50 anos pessoas verão seus filmes. Mas que gostaria que as pessoas soubessem que seus filmes são específicos, pois seus filmes são diferentes uns dos outros, são imagens e salienta: “Eu às vezes faço filmes ruins, mas o fato de mostrar tudo o que uma pessoa fez dá uma ideia melhor. E em 30 anos será possível ver se há coerência no meu trabalho”.

León que também é crítico de cinema, escrevia pra revista francesa Trafic, faceta pela qual muitos o conhecem, diz que o trabalho do crítico é atentar para os detalhes presentes nos filmes e não dizer ao público o que ele deve gostar e cita o cineasta, também francês, Jean-Luc Godard: “Não é porque o público é ruim que os filmes sejam ruins”. E aponta para o fato de que os críticos devem sim falar de filmes que as pessoas não falam, uma forma de levar conhecimento sobre cineastas desconhecidos.

E encerrou o bate-papo com a seguinte frase: “O cinema precisa de invenção!”.

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Por: Kedria Garcia

O Cine Theatro Brasil, recebeu na terça-feira 22 de Agosto, a abertura da 11° edição Mostra CineBH que foi marcada pela exibição do filme Corpo Elétrico dirigido por Marcelo Caetano. O longa narra a história do personagem Elias, assistente de estilista em uma confecção de roupas femininas, seu coração se vê balançado com a chegada de Filipe, imigrante e novo funcionário contratado para trabalhar nas máquinas de corte.

O Corpo Elétrico é o resultado dos curtas-metragens já produzidos por Marcelo, que retratam a vida dos homossexuais que vivem em grande cidades, como São Paulo. Além de abordar temas como as estratégias que as pessoas inventam para escapar da solidão e  a buscar pelo amor e o sentimento de pertencimento. “A ideia principal do cinema que eu faço é o corpo quanto resistência é o quanto a gente consegue se reintegrar com o nosso corpo e de uma certa forma evitar esse aniquilamento do capitalismo na sociedade contemporânea.” Explica Caetano sobre o processo da produção do longa.

O diretor contou também um pouco sobre seu trabalho. “A ideia pra mim é colocar diversas pessoas umas com as outras e entender o que surge disso, como se pegássemos encontros muito improváveis e pegasse aquele pequeno fio de probabilidade, puxasse  e construísse um universo a partir dele.” Marcelo afirma que busca trabalhar com a questão da identidade, fugindo da forma monolítica, trazendo personagens diversos como gays, operários, negros, imigrantes, femininos e masculinos, assim como também personagens cis heterossexuais.

A outra grande atração da noite foi o cinema ao ar livre, a Praça da Estação virou uma sala escura com direito ao céu como teto, o telão juntamente com estrutura montada proporcionou uma experiência única os amantes da sétima arte que apreciaram o filme ao lado do tapete vermelho ou deitados em puffs. A exibição do clássico O Garoto dirigido pelo renomado Charles Chaplin foi acompanhada pela a Orquestra de Câmara do Sesiminas, o que encantou a noite com a trilha sonora ao vivo.