Cultura

Por Melina Cattoni e Ana Luísa Arrunátegui
Fotografia: Ana Luísa Assis Arrunátegui

 

Apresentações audiovisuais e entrega de Troféu emocionaram a todos que estavam presentes no Cine-Teatro Vila Rica. Melodias ao som da Sociedade Musical Senhor Bom Jesus das Flores deram boas-vindas ao público enquanto se preparavam para Abertura da 13ª edição da Mostra de Cinema de Ouro Preto. O evento reafirmou a temática tropical com a escolha da trilha sonora, com músicas de Caetano Veloso e Gilberto Gil, e performances artísticas durante a cerimônia. Idylla Silmarovi e Marcelo Veronez protagonizaram o show de arte e cultura, com a participação dos alunos da Escola Estadual Dom Velloso.

Ao longo da abertura, a homenageada Maria Gladys recebeu o Troféu Vila Rica em tributo aos quase sessenta anos de carreira. Em seu discurso, afirma que vem de uma geração de diversas figuras incríveis e inteligentes, e completa: “quando olho para o meu currículo e para os trabalhos que eu fiz, percebo que sou uma atriz muito brasileira”. O evento arrepiou o público e encerrou com a exibição do curta documental, Maria Gladys, uma Atriz Brasileira, de Norma Bengell e do longa Sem Essa, Aranha de Rogério Sganzerla.

Este foi um resumo da primeira noite em Ouro Preto. Fique ligado na Mostra e veja a tropicália retornar à vida na 13ª Cine OP.

Por Melina Cattoni e Ana Luísa Arrunátegui
Fotografia: Ana Luísa Arrunátegui
Imagens: Equipe “Dando Asas à Imaginação” e Haroldo Borges
Agradecimentos: Arthur Felipe Fiel, João Marcos Nascimento e Paula Teixeira Gomes

A 13ª edição da Mostra de Cinema de Ouro Preto ocorre entre os dias 13 e 18 de Junho. Um dos destaques deste ano serão às Sessões Cine-Escola, com a exibição de curtas animados e documentários que abordam a infância de forma lúdica e carinhosa, ampliando o debate sobre o tema “Educação, História e Preservação do Cinema e do Audiovisual”.

Um dos pontos fortes de grande parte das narrativas animadas é entender que, no fundo, todos nós somos crianças. Fantasias e inovações são algumas das ferramentas utilizadas para abordar com sutileza diversas questões como, por exemplo, a diversidade humana, tema abordado pelo curta Dando Asas à Imaginação. Os protagonistas representam crianças que nem sempre são vistas no cinema ou na televisão, especialmente crianças negras – representadas pela Carol e pelo Carlinhos. A produção expõe a nova configuração social que compõe a sociedade. A exibição para crianças e adultos é interessante, uma vez que “o filme coloca a escola no centro da narrativa e é apresentada como um lugar divertido, colorido e mágico onde tudo é possível. A escola é o portal de entrada para o mundo da imaginação”, aponta o professor e roteirista, Arthur Felipe Fiel.

 

 

A produção de animações em curta-metragem é um convite à experimentação. Diversas técnicas, como Cut-Out digital, agitam o imaginário do espectador. Apesar do processo de distribuição ser competitivo, existem iniciativas, “como a aquisição de curtas animados por parte da TV Brasil e o lançamento do serviço de streaming do AnimaMundi”, relata o animador e bacharel em cinema, João Marcos Nascimento.

Outra obra que será exibida na CineOP é o documentário Jonas e o Circo Sem Lona. Produzida pela Plano 3 Filmes e dirigido por Paula Gomes, mexe com a emoção do público ao apresentar a história de um menino que constrói um circo e luta para mantê-lo vivo em seu quintal. O longa-metragem não apenas contribui para a temática educacional, mas também, trata a escola como fator inseparável do personagem. Ao discutir sobre o sistema educativo e defender que os alunos sejam tratados como indivíduos diversos, Gomes afirma que “a educação e a cultura têm papel protagonista para definir novos caminhos”.

 

 

Para a realização deste documentário, o grande diferencial é a proposta de imersão que o público terá na vida de personagens reais. Por se tratar de uma produção que fala sobre o fim da infância e para onde vão os sonhos quando crescemos, cria-se uma relação profunda e intensa, tanto para o espectador quanto para os envolvidos.

Em suma, cada discussão apresentada na Mostra faz o público e cineastas, crianças e adultos refletir não apenas sobre educação, mas todas as temáticas que envolvem a nossa sociedade. Curtiu? Então acompanhe as redes sociais do Jornal Contramão e fique por dentro de tudo que vai rolar na cidade de Ouro Preto. Nossa equipe desembarca na CineOP e compartilha o que há de melhor na cidade. #vemcomagente.

Por: Moisés Martins e Marcelo Duarte 
Foto: Dimi Silva

Em 8 de maio comemora-se o Dia Nacional das Artes Plásticas. Convidamos o artista Edmilson Antônio da Silva, conhecido como Dimi Silva, para um bate-papo.  Aos 35 anos, ele vive de seu trabalho como autônomo em Belo Horizonte. Brinca com as cores, possibilitando a quem vê  viajar por mundos divertidos. A inspiração é ampla, vai da beleza da mulher negra aos autorretratos de Frida Kahlo (1907-1954), uma das principais pintoras do século XX. “É muito importante ter um dia do artista plástico, mas deveria ter mais eventos e feiras para que possamos mostrar nosso trabalho”,  afirma o artista plástico Dimi Silva.

Como e quando você iniciou nas artes plásticas?

A ideia de ser artista plástico foi algo que surgiu em minha vida. O gosto pela arte vem desde criança. Desde cedo aprendi a desenhar. O tempo passou e, a cada dia, queria aprender mais. Comecei a ter contato com novas técnicas e estilos de desenhos, que me fizeram chegar onde estou. Mas não quero parar por aqui. A cada dia que passa eu aprendo mais, para que meu trabalho fique cada vez melhor.

Como você se vê dentro do mundo das artes?

Eu me considero grande artista plástico. A grande maioria das pessoas não dá valor às artes. Então, fica difícil para o artista ser reconhecido pelo seu trabalho.

Dentro da arte, como você usa a tecnologia a seu favor?

A tecnologia tem nos ajuda bastante.  Uso as redes sociais para divulgar meu trabalho. Por meio das postagens, alcanço público amplo, o que aumenta o  reconhecimento do meu trabalho.

Como você apresenta suas obras?

Faço pinturas expostas em  muros da cidade, onde o público tem contato direto com a arte e com o meu processo de produção. Também participo de algumas feiras de artes.

Com qual outra área das artes plástica você teve contato?

Basicamente foi só pintura mesmo. Pintura de telas, murais, desenhos papel e arte digital.

O que você espera do seu futuro nas artes plásticas?

Busco evoluir cada vez mais, sempre buscando novos conhecimentos e com isso reconhecimento pelo meu trabalho.

Você tem contato com outros artistas?

Tenho muitos amigos no meio artístico, com trabalhos maravilhosos e de diferentes estilos. Para mim é um contato muito importante desde a  parte do aprendizado artístico até questão do respeito com a arte do colega.

Você vê muitos jovens inseridos nas artes plásticas?

No meu cotidiano vejo alguns, mas faltam oficinas, eventos e projetos voltados à juventude para poder despertar o interesse dos jovens pelas artes plásticas.

Aqui podemos ver um pouco de suas obras e sua descrição sobre elas;


Mural realizado na pista de skate do Barreiro/Belo Horizonte. “Assim como a maioria dos meus trabalhos não tem muita a explicação exata, gosto de compor obras voltadas para psicodelismo surreal com bastante movimento e cores vibrantes e objetos de mundos distintos tudo em um mesmo lugar”


“Trabalho realizado para uma cliente. Tinta acrílica sobre papel, retratando um ícone e referência. A pintura é releitura de uma das obras de Frida Kahlo, com cores, objetos e movimentos sempre presente no meu trabalho”.

Por Melina Cattoni
Fotografia: Instituto Brasileiro de Museus e Fauno Cultural
Agradecimentos: Circuito Liberdade, Espaço do Conhecimento Ufmg,  MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal, Projeto Museu de Rua.   

 

Fachadas clássicas, arquiteturas antigas e salões espaçosos são características presentes ao pensar em museus. Para reformular esta ideia e mostrar que esses espaços caminham junto ao uso das tecnologias e ao avanço das mídias digitais, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) promove a 16ª Semana Nacional de Museusentre os dias 14 à 20 de Maio.

Com o tema Museus Hiperconectados _ novas abordagens, novos públicos, a décima sexta edição possibilita o diálogo entre público e os espaços culturais. Para Luciana Amormino, jornalista especialista em História da Cultura e da Arte, a temática permite a reflexão sobre a relevância da instituição junto ao público. “Possibilita evidenciar as conexões que fazem um museu acontecer, as parcerias que firmamos para a realização de nossas atividades, com os mais diversos públicos ou até mesmo com outros museus e instituições parceiras”, aponta a coordenadora da programação do Museu das Minas e do Metal.

O diferencial dessa edição está no uso das novas tecnologias e a possibilidade de parcerias. “O Memorial Minas Gerais Vale, por exemplo, em parceria com o Museu Brasileiro do Futebol, sediado no Mineirão, promoverá o intercâmbio de conteúdos como: músicas, vídeos, projeções e ações educativas interativas”, cita a museóloga Maíra Corrêa, coordenadora de programação do Circuito Liberdade. As redes sociais e aplicativos também são recursos utilizados nas oficinas. Como exemplo, o Espaço do Conhecimento da UFMG, oferece a Janela Digital, ferramenta que possibilita ao público conhecer as ações do espaço mesmo com o museu fechado. As pessoas podem assistir a mini vídeos da exposição sem sair de casa. Para a oficina Fotografia imersiva e tecnologias de realidade virtual para museus, ofertada pelo Museu Mineiro, se faz necessário o uso câmeras fotográficas ou smartphones para a experiência.

Quem vai ao Museu?

Das produções cinematográficas às grandes galerias, criatividade, diversão e, principalmente, interatividade são elementos presentes ao entrar em contato com as artes. Presentes nas praças, ruas e becos, o diálogo e a representatividade das artes em todos os locais é importante. Para Laís Flor, estudante do  curso de Museologia da Universidade Federal de Minas Gerais, os museus cumprem sua função com aqueles que têm acesso. A partir do momento que há uma identificação com o aquele espaço e, com o que ele representa, o lugar será aproveitado.

Ao pensar sobre a revitalização urbana e ressignificar  a ‘ida ao museu’, o Projeto Museu de Rua propõe novo tipo de entretenimento para a cidade, bem como a valorização das artes e dos artistas. O idealizador do projeto, Ivan Neves Bechelane, declara que o local das artes é no espaço público. “Qualquer espaço que seja fechado não é para todos. Qualquer lugar que ‘cobre’ entrada não é democrático. A arte tem que estar na rua. Ela é nosso espaço comum. A arte transgride o padrão e traz reflexões que são importantes de serem discutidas no nosso cotidiano”, diz o artista.

 

 

A principal participação do público nas intervenções se dá na “Batalha do Bomb”. Os integrantes do projeto escolhem as palavras que serão escritas no local e parte do público se voluntaria a escrever. “A arte conversa com a sociedade através da rua. Um museu, normalmente, é ambiente que demanda estudo prévio e que traz mensagens, às vezes, fora de contexto dentro de um ambiente versátil. Já a arte de rua expressa a mensagem local e interage esteticamente com o que está em volta”, declara Ivan.

 

 

Para Laís Flor, ainda sim, o reconhecimento e o acesso das comunidades periféricas à essas instituições não é tão abrangente. “Tanto a divulgação, quanto a forma como o museu se comunica com as minorias, são meios de melhorar esse acesso e essa identificação da população com este espaço de cultura”, afirma.

Por Melina Cattoni
Fotografia: Imagem Filmes

 

Liberdade, sonhos e superação. Tudo Que Quero, narra a história de uma jovem diagnosticada com Transtorno de Espectro Autista (TEA). Wendy Welcott, adolescente de vinte um anos, possui uma rotina comum e sistemática. Inteligente e criativa, também possui uma paixão e talento para a escrita. A narrativa é construída em cima das desventuras da adolescente para participar de um concurso para escritores e entregar seu roteiro ao famoso estúdio de cinema Paramount Pictures, em Los Angeles.

Para alcançar o sonho e também a liberdade, Wendy descobre diversos caminhos e reviravoltas do cotidiano. A descoberta começa ao atravessar uma avenida  proibida, percorrer a estrada, enfrentar situações desconhecidas e, principalmente, lidar com diferentes pessoas. Durante as cenas, cada circunstância é acompanhada por uma trilha musical que compõe junto à fotografia os sentimentos daquela jovem. Encantado pela narrativa, o espectador acompanha com o coração na mão e brilho nos olhos toda a caminhada de superação.

 

 

Dirigido por Ben Lewin, o escritor apaixonado por fotografia e escrita narrativa, coleciona em sua carreira documentários, minisséries, programas episódicos e longas-metragens, entre eles, o premiado filme As Sessões em 2012. Já a trilha sonora, assinada por Heitor Pereira, compositor brasileiro que tem em seu currículo algumas faixas do filme Meu Malvado Favorito 2, usa das melodias para transitar entre momentos de apreensão e diversão durante a obra.  

A Imagem Filmes lança nesta quinta-feira, 26 de abril, o filme Tudo Que QueroPreparem o balde de pipoca e os lencinhos, o filme é de emocionar.

Imagem Filmes

Empresa nacional do ramo de entretenimento, atua na distribuição de filmes independentes em todo país. Para mais informações, acessem o site: https://www.imagemfilmes.com.br/ .

Tudo Que Quero

Direção: Ben Lewin
Produção: Lara Alameddine, Daniel Dubiecki Escritores: Michael Golamco, Michael Golamco
Elenco: Dakota Fanning, Toni Collette, Alice Eve, River Alexander, Jessica Rothe, Matt Corboy, Tony Revolori
Música: Heitor Pereira
Direção de Arte: Lindsey Moran