curiosidade

Redação com a nova tagline. Foto/divulgação: Site - Itatiaia
Redação com a nova tagline. Foto/divulgação: Site - Itatiaia

Há 70 anos no ar, a Itatiaia tem como objetivo expandir para outros meios de comunicação  

Por Matheus Dias

Celebrou ontem, 25 de setembro, o Dia Nacional do Rádio. Em 2022 completou cem anos desde a primeira transmissão radiofônica no país, muitas emissoras se transformaram nos últimos anos e ampliaram sua cobertura e comunicação para o universo digital, como a Rádio Itatiaia de Minas Gerais, uma das maiores do país. 

A data escolhida é para homenagear Edgar Roquette-Pinto, considerado o pai da radiodifusão no Brasil, mesma data de seu nascimento. A primeira transmissão radiofônica ocorreu no dia 07 de setembro de 1922 no Rio de Janeiro, data que comemorava cem anos da independência do Brasil, com o discurso do então presidente do país, Epitácio Pessoa.

Novo visual da marca Itatiaia. Foto/Divulgação: Site - Rádio Itatiaia
Novo visual da marca Itatiaia. Foto/Divulgação: Site – Rádio Itatiaia

Era de costume as pessoas terem um aparelho de rádio em suas casas para escutarem as notícias, acompanhar as radionovelas, ouvir as transmissões esportivas e os programas de entretenimento,  isso antes da chegada da televisão no Brasil e de sua popularização. 

Houve quem acreditasse que com a chegada da televisão o rádio iria desaparecer. Com o surgimento da era digital também tiveram novos rumores, mas aí ele continua presente e se reinventando. 

ITATIAIA: EMBLEMÁTICA EM MINAS 

Redação integrada de jornalismo, esporte e digital da emissora. Foto/Divulgação: Site - Rádio Itatiaia.
Redação integrada de jornalismo, esporte e digital da emissora. Foto/Divulgação: Site – Rádio Itatiaia.

Uma das três maiores rádios do Brasil está em Minas Gerais, a Itatiaia. Com 70 anos de existência, a chance de um mineiro não conhecê-la é pequena. A rádio emblemática pelo seu jornalismo e esporte é consagrada pela grande audiência e popularidade no estado. 

Genival Aparecido, 53, motorista de aplicativo, mora em Belo Horizonte e também já trabalhou como taxista na cidade, conta que o rádio sempre foi seu companheiro e tem o hábito de escutar a Itatiaia. “Acompanho há 20 anos Itatiaia, todos os dias, desde quando comecei a trabalhar na praça. De manhã até a noite, escuto a Itatiaia”, diz o motorista de aplicativo. 

Fiel a Itatiaia, Genival opta pela emissora por notar que mesmo com o decorrer do tempo  não perdeu a sua agilidade em informar. Um acontecimento que marcou o motorista com a precisão na notícia e na prestação ao público da rádio foi há 30 anos, quando a Itatiaia informou o falecimento de seu sogro: “A Itatiaia dá notícia de tudo e inclusive deu uma notícia para a família de minha esposa, que o pai dela, meu sogro, havia morrido,  informou para que meus cunhados se reunisse em tal local, pois não havia telefone naquela época”, relembra Genival. 

Hoje, além de escutar fielmente a programação da emissora, o motorista interage com os programas pelo WhatsApp para participar de sorteios e enviar mensagens para os comunicadores na hora dos seus programas que tanto admira e se criou uma relação, por exemplo, Eduardo Costa, todas as manhãs. 

NOVA PROPOSTA

Em 2021 a Itatiaia ganhou uma nova gerência com a proposta de ampliar sua comunicação no meio digital e com o desafio de manter a credibilidade e o carinho de sua audiência no tradicional rádio.  

Thais Silva, gerente de marketing da Itatiaia, conta que quando chegou na emissora, há pouco mais de um ano, junto com o atual presidente da rádio, Diogo Gonçalves, foi lançado o desafio e a necessidade de se expandir: “A marca que antes que era somente ouvida, começou a ser vista. A rádio que já estava perfeita na comunicação no meio tradicional  se reposicionou para mudar como era vista e percebida pelo público para alcançar novos patamares e dominar o espaço digital, que é a nossa missão”, destaca a gerente de marketing.   

Estúdio principal da Itatiaia. Foto/Divulgação: Site - Rádio Itatiaia.
Estúdio principal da Itatiaia. Foto/Divulgação: Site – Rádio Itatiaia.

Há um mês, no dia 26 de agosto, a emissora inaugurou sua nova sede em Belo Horizonte, a migração para um novo local se deu por necessidade devido ao crescimento da rádio, pois o antigo prédio não comportava mais. Também a mudança para nova casa foi feita para que tivesse um espaço em que as redações de jornalismo, esporte e do departamento voltado aos conteúdos do digital pudessem ficar mais integradas em um mesmo ambiente. 

Com o novo momento da emissora de ampliação na comunicação focada nos mineiros, o que antes tinha como tagline “A rádio de Minas” se tornou “Itatiaia  tudo que importa para Minas”. Hoje a Rádio está presente em Minas Gerais com filiais e afiliadas que retransmitem o conteúdo gerado e possuem correspondentes em outros locais do país, como em Brasília, e no mundo, por exemplo, na Europa, mas sempre voltado para os assuntos e temas de interesse dos mineiros. 

Atualmente a Itatiaia se prepara para uma das maiores coberturas, a Copa do Mundo do Catar, que ocorrerá em novembro deste ano, com um time de 19 pessoas no país, sendo a maior equipe de emissora de rádio brasileira atuando presencialmente, segundo Thais Silva, e com transmissão para o rádio e com vídeo no digital, que desde 16 de novembro de 2021 a Itatiaia transmite 15 horas de programação ao vivo no YouTube.

O país e o mundo conseguem acompanhar a Itatiaia pela internet e aplicativo, mas pretendem ampliar a cobertura. “A gente quer alcançar uma nacionalização, em um futuro breve queremos que a nossa rádio seja nacional e atingir o Brasil de uma forma mais forte”, comenta Thais Silva. 

NOVOS PÚBLICOS

Há sete décadas no ar, uma nova geração conheceu a Itatiaia e hoje a emissora também tem como objetivo conquistar novos públicos e estar no dia a dia com presença forte em todo o meio digital – YouTube, aplicativo, site e rede social. A estratégia foi investir no visual e produção de conteúdos com a linguagem específica para cada meio. 

Stheffany Marrone Ribeiro, 23, estudante de Direito em Belo Horizonte, acompanha e se informa pela Itatiaia somente pelas redes sociais, não tem costume de escutar o rádio: “Consumo muito a Itatiaia. Sigo o Twitter e acompanho o feed para atualizar todas as notícias, mas não ouço o rádio”, conta a estudante de Direito, que também comenta ter amizade que entra todos os dias no perfil do Instagram da Itatiaia para se informar. 

No YouTube com transmissão ao vivo da programação e com vídeos, a Itatiaia possui mais de meio milhão de inscritos. Nas redes sociais TikTok, Instagram, Twitter e Facebook somam juntos mais de 2,6 milhões de seguidores. Em fevereiro de 2022 a pesquisa Kantar Ibope Media divulgou a Itatiaia como a emissora de rádio mais ouvida no Brasil, que conta com um público variado de idades, classes sociais e econômicas.

rock in rio

Por Keven Souza 

Aconteceu no último domingo (11) o encerramento do Rock In Rio 2022, na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro. O evento que reuniu ​aproximadamente 100 mil pessoas no sétimo dia e contou a presença de mais de 36 artistas dos mais variados gêneros musicais, trouxe vida a Cidade Rock em 12 horas de música constante divididos em oito palcos. 

rock in rio
Dua Lipa, esbanjando talendo e brilho no palco mundo ( Foto: Keven Souza )

A atração mais aguardada da noite foi a cantora britânica de 27 anos, Dua Lipa. A artista era headliner do dia, onde, ao som de “Physical“, subiu ao Palco Mundo com todo um espetáculo de cores, luzes e hits. Esbanjando talento, apresentou o setlist com os sucessos de Future Nostalgia, seu segundo álbum de estúdio. Tudo muito bem pensado para quem estava presente no Parque Olímpico e também acompanhava de casa, pela transmissão do Multishow. 

Das músicas aos figurinos – quatro, ao todo – Dua Lipa brincou com cores e não dispensou brilho. Trouxe seu balé que performou garantindo um show à parte com coreografias. A cantora interagiu ainda com a plateia e finalizou, em português, dizendo: ‘obrigado gatinhos e gatinhas’.  

Megan Thee Stallion, Rita Ora e Ivete também foram outras cantoras que abrilhantaram o último dia de Rock In Rio, se apresentando no Palco Mundo. No Sunset, Liniker mostrou toda força da mulher trans preta juntamente com Luedji Luna. Logo após, Majur,  Agnes Nunes, Mart’nália, Gaby Amarantos e Larissa Luz uniram o samba, soul, blues, brega e jazz em um só espetáculo para homenagear Elza Soares.

Cidade do Rock é baile de favela

rock in rio
Toda a estrutura gigantesca do palco mundo. ( Foto: Keven Souza )

Já a cantora Ludmilla, de 27 anos, que também se apresentou no Palco Sunset, foi uma das artistas mais comentadas do mundo na internet após seu show. Isso porque, ela prometeu que faria algo grandioso e cumpriu. A dona do hit ‘Rainha de Favela” investiu em estrutura de palco, luzes e figurinos luxuosos. Além disso, não deixou de lado o funk!

Ludmilla construiu um setlist único, que privilegiava o gênero musical, fazendo com que a Cidade do Rock por um momento virasse baile de favela. Levou ainda a dupla Tasha e Tracie, MC Soffia, Tati Quebra Barraco e Majur para o palco. Como resultado, fez um show certamente histórico que trouxe questionamentos aos produtores do Rock In Rio sobre a participação de artistas brasileiros no Palco Mundo, que é o principal palco do festival. 

O Rock in Rio promoveu inclusão em seus shows deste ano, como intérpretes de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) e mais artistas negros e LGBTQIA+. Mas a principal crítica do público com os produtores foi colocar artistas femininas de grande público, que é o caso de Ludmilla e Avril Lavigne, em palcos menores, como o Sunset. 

A volta do Rock In Rio no Brasil 

Após dois anos desde a última edição do evento do Brasil, que aconteceu em 2019, a Cidade do Rock recebeu um público de 700 mil pessoas com o forte desejo de se reencontrar. Foram sete dias, 1.255 artistas, 300 shows e mais de 507 horas de experiência. 

As parcerias? Muitas! Stands do Globo Play, Tim, Itaú, TikTok, Coca-Cola, Doritos, Latam, Kit Kat, iFood, entre outros, decoraram o Parque Olímpico com cores e vida. E para mostrar que o Rock In Rio é um festival de números, esta edição foi recorde de turistas no Rio. Foram mais de 420 mil pessoas de outros estados do Brasil e uma estimativa de 10 mil de fora do país. 

O Rock In Rio é um festival que impacta diretamente na economia da cidade. É, ainda, patrimônio cultural imaterial do Rio de Janeiro que expande toda nossa brasilidade para o mundo. Que as próximas edições continue com ​​toda a energia e alto astral, pois o evento além de trazer grandes espetáculos para o Brasil, dá um show como festival de experiências!  

 

Sala de cinema doUna Cine Belas Artes ( Foto: José Ricardo da Costa Miranda Junior )

A ação gratuita aconteceu durante manhã e noite no coração do bairro de Lourdes


Por Keven Souza

No dia 16 de agosto, os acadêmicos do curso de Cinema e Audiovisual da Cidade Universitária Una (CDU) exibiram seus filmes no Una Cine Belas Artes. A ação foi fruto da parceria entre a universidade e o cinema, que foi palco para o encerramento de semestre das Unidades Curriculares (UCs) de Direção Cinematográfica e Realização.

Os alunos participantes eram do 5º, 6º, 7º e último período do curso, que apresentaram em um dos últimos cinema de rua de Belo Horizonte, mais de 10 obras divididas em duas sessões que abordavam diferentes temas e gêneros.

Programação do evento ( Foto: José Ricardo da Costa Miranda Junior )

“O encerramento foi muito bem sucedido. Havia uma dinâmica de funcionalidade, ritmo e tom dos filmes, que foi importante para os alunos entenderem o funcionamento de uma plataforma de fato do mercado, que é o caso do Belas Artes, onde é um cinema conhecido e frequentado por pessoas locais”, explica o professor de Cinema e Audiovisual da Una, José Ricardo da Costa Miranda Junior.

Orientados por José e demais professores das UCs, os alunos puderam vivenciar a prática do set e outros ambientes de produção durante a mão na massa dos curtas-metragens. “Consegui ver muita dedicação. A qualidade para produzir o que foi apresentado certamente foi perceptível, pude enxergar o nível de compromisso desses alunos, de entenderem que aquilo seria visto por alguém de fora do círculo de amigos e família”, relembra José.

Cada curta exibido passou pela curadoria dos professores e os diversos temas abordavam datas comemorativas que acontecem anualmente. É o que afirma o professor. “Tivemos filmes que retratavam o Natal, Dia das Mães, Ano Novo, entre outros. Inclusive foram exibidos na ordem do ano”, ressalta.

Julio Sales, que participou da ação e apresentou o filme “Pai em Versos”, relata que o encerramento das UCs no Belas Artes foi parte importante para mostrar seu trabalho ao mercado. “Foi incrível a sensação de estar em um cinema lotado exibindo meu filme.  Ao final da sessão, não pude deixar de me emocionar com os aplausos e ver que o esforço para fazer a história havia sido reconhecido. A recepção calorosa de estar em um cinema tão importante para a história de BH e poder ver as reações pessoalmente transformaram o momento em algo único pra mim, lembrarei disso pelo resto da minha vida”, conta.

O Una Cine Belas Artes

Sala de cinema doUna Cine Belas Artes ( Foto: José Ricardo da Costa Miranda Junior )

Localizado no coração do bairro de Lourdes, na região centro-sul de Belo Horizonte, o cinema possui um público diverso e fiel, que encanta frequentadores há mais de 29 anos. Com seu espaço de café e livraria, além de três salas de cinema, é ponto de encontro para prosear ou manter uma conversa casual.

No ano de de 2021, o Belas recebeu ordem de patrocínio do Grupo Ânima Educação, que é responsável pelo Centro Universitário Una, para permanecer aberto e continuar suas atividades. Hoje, o espaço possui inúmeras salas de cinemas abertas para o público e alunos da universidade, na qual possuem desconto nas entradas e produtos vendidos nas instalações do cinema.

Por Keven Souza

Desde o último mês, o verde e o amarelo tomou conta das redes sociais. Com a proximidade da Copa do Mundo de 2022, inúmeras marcas e influenciadoras estão apostando no conceito “Braziliancore”. Estilo que consiste em elaborar looks com as cores da bandeira do Brasil e até mesmo com a própria bandeira. Mas diferente do que muitos imaginam, braziliancore não é uma tendência! 

Braziliancore é a junção das macrotendências “diversidade” e “hibridismo cultural”, pautadas pela mistura e acesso entre diferentes culturas propiciadas pelo avanço da internet. E qual o país com maior pluralidade do mundo? O Brasil! 

Em um país onde há tamanho hibridismo de raça, gênero, cor, gosto e estilo, a estética do BC se relaciona mais com o business fashion do que com a manifestação cultural projetada a partir das cores e bandeira do Brasil. 

É uma dinâmica errônea que privilegia aquilo usado pela elite branca, magra e rica, mesmo que esse uso seja originário da periferia. O que é o caso das camisetas de time de futebol. 

Para se ter uma noção, a nova coleção das camisetas “torcedor” do Brasil 2022/23 custam quase R$350,00, enquanto a versão infantil vai ser vendida por cerca de R$300,00. Já as blusas dos jogadores chegam a custar mais de R$500,00. Em um país extremamente desigual como o nosso, o que dizem esses valores exorbitantes?

Os preços das camisetas nos indicam que as classes sociais mais baixas do país, que a priori é o público mais consuminte dos símbolos brasileiros, estão sendo excluídas de ter acesso a um estilo predominante do gueto. 

Símbolos estes que marcas internacionais se apropriam sem dar os devidos créditos, usufruindo das cores e dos códigos e sequer fazem menção ao Brasil como inspiração. E sabe como é… coisa de colonizador. 

Além disso, o mercado roubar as manifestações culturais do Brasil é diferente, por exemplo, dos brasileiros usarem as cores do seu país como forma de homenageá-lo. Um exemplo? Anitta! 

A cantora há algum tempo utiliza de produtos de forte identidade nacional como forma de enaltecer o Brasil e o funk brasileiro. Seu show no Coachella 2022, um dos maiores festivais de música do mundo, foi claramente um manifesto cultural carregado do orgulho de ser brasileira. 

Assim como Anitta, diversos cidadãos ainda sentem a euforia patriota e querem usar livremente a identidade nacional do Brasil como forma de representatividade. Mas, na contramão dessa liberdade, o brasilcore é o uso de uma estética cultural como mais um visual de moda, sem o entendimento devido sobre representatividade. 

Por isso, brasiliancore não é uma tendência, e sim uma apropriação.

Por Matheus Dias

No preto e branco ou colorido, no lambe-lambe ou celular, a fotografia informa, guarda e captura desde as ocasiões mais simples até os grandes marcos que vivemos e passamos. O que antes era trabalhoso e precisava de recursos, atualmente, se faz na palma da mão com ajuda da tecnologia. 

Hoje, 19 de agosto, comemora-se o Dia Mundial da Fotografia. Data que marca aquele click que registra momentos inesquecíveis, que podemos guardar tanto nos celulares, quanto em fotografias reveladas, carregadas de sentimentos e certas emoções.   

Possivelmente seus pais ou avós devem guardar álbuns de fotos que já o fizeram passar vergonha ou ficar incomodado quando mostrou para algum parente ou amigo. Fotos reveladas era se comum ter em casa, mas essa prática diminuiu com a tecnologia que possibilitou os álbuns digitais. Mesmo com toda modernidade há quem prefere e não abre mão das fotos impressas.

Elias Santos, 51, jornalista e professor, conta que até hoje possui câmera analógica, em que utilizava para fotografar as férias de suas filhas na infância. Ele diz que há cerca de três anos diminuiu a frequência das fotos na câmera por suas filhas terem crescido, mas que antigamente chegava a ter 70 fotos por ano com dois filmes. 

Para Santos, as fotos impressas são mais valiosas do que as guardadas nas pastas digitais, pois se perdeu uma prática comum entre as famílias que era de reunir para ver fotos. “Mandávamos revelar fotos de férias e aguardávamos duas semanas para sentarmos e vermos juntos. Era um momento de interação entre as pessoas, que hoje o digital não permite. Só manda para as redes sociais. Perdemos a sensibilidade do contato um com o outro”, explica.

Elias e seu pai no Parque Municipal de BH, onde trabalhava como lambe-lambe / Foto: Acervo pessoal.

O pai de Elias era fotógrafo lambe-lambe no parque municipal de Belo Horizonte. Com isso, Elias conviveu com a fotografia desde muito cedo, o que influenciou em sua vida profissional, pois via o cuidado de seu pai com a imagem. 

O jornalista recorda que no início da fotografia com os lambes-lambes nem todas as classes sociais tinham a oportunidade de tirar foto, era elitizado. A fotografia se popularizou com as câmeras portáteis e o lambe-lambe perdeu o seu valor e se tornou um produto mais barato.

O trabalho profissional na fotografia com as novas máquinas continuou e o costume de revelar fotos, que diminuiu drasticamente nos dias de hoje, tornou-se uma opção para ocasiões especiais, como por exemplo, em casamentos. É o que explica a fotógrafa, Jessi Góes, 22. “É mais recorrente entre as pessoas com um poder aquisitivo maior”, comenta. 

Registro de Jessi em um dia de trabalho com seu equipamento fotográfico / Foto: Acervo pessoal.

Jessi conta que mesmo com a baixa frequência de pedidos de álbuns sempre disponibiliza para seus clientes fotos reveladas no formato das câmeras instantâneas, pois enxerga que ter as fotos em mãos, poder tocá-las tem um sentido afetivo e de valor. “Eu desde pequena sempre tive o hábito de ter álbuns de fotos reveladas e ficar olhando com a família, isso é de uma grandiosidade, minha mãezinha sempre fotografava todos os momentos. Hoje em dia, as pessoas fazem isso, mas algo muito calculado e nada espontâneo”, pontua a fotógrafa. 

Uma selfie, uma foto de comida, registros de uma celebração e data ou até mesmo um ensaio fotográfico, são imagens que possuem valor. Valores certamente econômicos, mas na maior parte das vezes também sentimental. 

A fotografia, mesmo que possa passar despercebida, possui a capacidade de nos relembrar de experiências e momentos que contam a história de alguém ou algo. E, neste dia, que possamos celebrar este meio de comunicação visual que tanto se fez presente no passado e ainda é inesquecível nos dias de hoje. 

Por Keven Souza

Chegou o fim do mês e se você, como tantos outros, não pode sair nesta sexta-feira, porque gastou mais do que devia durante esses dois últimos feriados em abril, fique tranquilo! Hoje, o Contramão traz aquela receitinha para quem tende a sextar na sala de casa, de fácil preparo, baixo custo e ótima opção para quebrar o galho. 

O famigerado macacão com sardinha, preparado agora com limão! Vamos ao passo a passo?

 

Ingredientes 

2 xícaras (chá) de macarrão do tipo casareccia (ou outra massa curta de grano duro)

1 ½ xícara (chá) de tomate sweet grape (200 g)

1 lata de sardinha em óleo (125 g)

2 colheres (sopa) de vinho branco (opcional) 

¼ de xícara (chá) de azeite

raspas de 1 limão siciliano

1 folha de louro seco

sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto

2 ovos cozidos para servir

salsinha picada a gosto para servir

 

Modo de preparo 

Primeiro passo: leve uma panela média com água ao fogo alto para ferver. Lave, seque e corte os tomates ao meio, no sentido da largura. Abra as latas de sardinha, transfira os filés para um prato e, com um garfo, descarte a espinha central. Passe os ovos cozidos pelo espremedor de batatas para formar uma farofinha, reserve.

Assim que a água ferver, acrescente 1 colher (sopa) de sal e junte o macarrão. Misture e deixe cozinhar pelo tempo indicado na embalagem, ou até ficar al dente. Enquanto o macarrão cozinha, aproveite para preparar o molho.

Segundo passo: Leve uma frigideira grande com ¼ de xícara (chá) de azeite ao fogo médio. Quando aquecer, junte a folha de louro, os tomates e refogue por 2 minutos até começarem a murchar. Regue com o vinho branco, junte as sardinhas e misture bem. Acrescente as raspas de limão, tempere com sal e pimenta a gosto e deixe cozinhar por 5 minutos, mexendo de vez em quando para formar um molho rústico – os tomates e as sardinhas vão desmanchar parcialmente. Desligue o fogo e reserve.

Assim que o macarrão estiver cozido, reserve ½ xícara (chá) da água do cozimento. Escorra e transfira o macarrão ainda quente para a frigideira. Misture com o molho delicadamente e junte aos poucos a água do cozimento para deixar o molho mais fluido. Sirva a seguir, polvilhado com a farofinha de ovos e salsinha.

 

Dica do Contramão

Procure utilizar utensílios de cozinha antiaderente para facilitar o processo. Se possível, faça uso também de frigideiras e panelas de tamanho médio a grande porte, para não correr o risco de derrubar os ingredientes no fogão. Você não vai querer perder nem um pouquinho desse preparo!

Gostou? Então, faça e conte pra gente o resultado!