curiosidade

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Venha conhecer mais sobre essa banda que é destaque no cenário musical de BH

*Por Bianca Morais

A velha guarda do rock belorizontino foi representada neste almanaque pelo trio de bandas parceiras, os “frendes” que estão nessa estrada há mais de 10 anos. O estilo rock tem sumido e não que ele esteja morto, mas é cada vez mais raro você ver aqueles meninos de 17 ou 18 anos, amigos de colégio, formarem uma banda de rock. Em meados de 2014 e 2015 houve um boom desse fenômeno, mas hoje a frequência é muito menor. Os jovens de hoje se influenciam por outros tipos de música. Por isso, quando apareceu a Chico e o Mar, a Devise vibrou.

Quem é Chico e o Mar e porque eles cativaram as bandas de rock de BH, eu vou contar agora.

O nome da banda Chico e o Mar não nasceu do Rio São Francisco que deságua no Oceano Atlântico. Na verdade, nasceu de um brainstorming de ideias vindas de uma noite qualquer na cobertura do apartamento do vocalista Daniel Moreira, onde estava ele, o Caio Gomes, baterista, o primo Paulino e o Jairo da banda Young Lights.

*Escutem Young Lights nas plataformas de streaming. A banda, além de parceira dos caras da Devise, também apadrinhou a banda Chico e o mar e serve de muita inspiração para os garotos.*

A banda precisava de um nome e de uma coisa eles tinham certeza, queriam algo brasileiro e leve. O avô do Dan se chama Chico e o vocalista sempre quis colocar o nome dele em algum projeto. Pois bem, a noite terminou e no dia seguinte o Jairo mandou uma mensagem pela manhã para o Dan escrito “Chico e o Mar”, e foi isso. A banda agora tinha um nome para se apresentar.

Você quer algo mais brasileiro que o nome Chico e mais leve do que a palavra mar?

Ao longo do tempo, o nome começou a tomar outras proporções. No início, era algo que foi criado na pressa para suprir a demanda da banda de ter um nome, mas com a entrada dos outros integrantes foram atribuindo novos significados. Quanto mais o grupo de cinco garotos se conhecia e trocava experiências, mais o nome ganhava sentido diferente na cabeça de cada um. O mar é algo infinito, que nos faz navegar por oceanos desconhecidos e descobrir novas coisas. O nome é amplo e permite descobrir novos caminhos a cada dia.

A Chico e o Mar é uma banda independente que vem buscando sempre fazer as coisas com sua cara e encontrar o espaço dela no cenário. Nunca gostaram de tocar covers. Eles têm uma ideia muito forte de que você tem que ir a um show deles, escutar as músicas e depois de três ou quatro shows você já vai saber cantar todas suas músicas e gostar do trabalho deles. E eles estão errados? Claro que não. É muito comum bandas com medo de se arriscar no cenário musical e, por isso, acabarem colocando covers no repertório para agradar ao público. A Chico não quer isso. Eles não querem que vocês gostem deles por músicas de terceiros e o tempo que gastariam treinando música de outras pessoas, eles preferem gastar trabalhando nas próprias músicas.

Destemidos, eles sempre estão em busca de mostrar que BH não é somente o circuito do rock com banda cover. Eles querem ser a resistência, um grito de “tem música boa em BH”.

Com dois anos de banda, eles tem se sentido mais à vontade para percorrer diferentes cenários musicais. Se você escutar a primeira música “Vida” e a última “Afogado”, vai ver que eles deixaram de ser aquela banda que tocava somente romance e passaram a abordar novos temas como amizade, coisas que gostam de fazer juntos, um dia legal, trocas e relações familiares.

É muito gostoso escutar Chico e o Mar, principalmente se você é um jovem de 16 a 24 anos, porque você consegue se enxergar nas experiências. Ao longo do tempo, a nossa narrativa de vida muda, conforme vamos vivendo e ganhando experiência. Tem períodos que você passa por um término de namoro e outros que você está feliz com a vida.

Como tudo começou

Daniel Moreira tinha um projeto solo, mas ele não queria ser solo, queria os amigos perto dele. Foi então que lá em 2015 uma amiga em comum apresentou o Dan vocalista para o Caio baterista, já na intenção de que dali iria surgir um cunho musical. Acontece que além da música, nasceu uma amizade muito íntima e os dois começaram a construir juntos o sonho de uma banda.

Da primeira formação até hoje, muitas coisas mudaram. Com o primeiro baixista, o Bode, a Chico apresentava um som bem diferente, algo mais dark, que dizia muito a respeito do que passavam na época, adolescentes vivendo um contexto caótico (quem nunca passou por problemas na juventude, não é mesmo?). Mas esse som mais pesadão não deu certo e o Bode resolveu meter o pé.

Caio e Dan não desistiram do seu objetivo e pelo caminho encontraram o Calil, onde nasceu a segunda versão da Chico. O Calil era um tunisiano, não falava português, muito classudo no seu modo de tocar. Caio e Dan eram músicos que queriam se expressar pela música, colocar suas coisas no mundo e todo aquele perfil técnico do baixista não se encaixava a eles. O ritmo não inseria, mas era o que tinha para o momento.

Nesse meio os irmãos Guilherme Vittoraci e Gustavo Vittoraci entraram na banda trazendo consigo uma sintonia muito forte. O Caio tocou em igreja durante muito tempo de sua vida, o Guilherme e o Gustavo também. Tocar todos os finais de semana para um determinado público trouxe para eles muita segurança e capacidade de improvisação. Por isso, no primeiro ensaio deles rolou aquele clássico jam que durou uns 10 minutos e no final um olhou para o outro e falou “NU, que doido!”.

A Chico começava a crescer, mas ainda faltava um elemento, já que o Calil resolveu seguir seu caminho, pois viu que ali já não cabia mais.

Coincidências engraçadas, BH é um ovo. Lembra daquele encontro de rua que fez o Leo e o Rapha da Ous terem a ideia de voltarem com a banda? Então, aparentemente encontros ao acaso são muito mais comuns no mundo da música do que parece. Porque foi em uma ida à academia para cancelar sua inscrição que o Dan encontrou o Gabriel Frade.

Pois bem, quem é Gabriel Frade? O Frade é músico profissional há um tempão, já tocou em um milhão de bandas e foi desses rolês que ele conheceu o Dan. E ele também já estudou com o Guilherme lá em 2015. Ou seja, ovo.

No encontro na academia, o Dan contou para o Frade que estava procurando um baixista e o chamou para um ensaio. Frade enxergava no Dan uma determinação e vontade de crescer rápido e, por isso, foi todo nervoso para esse ensaio. Se preparou como se fosse uma entrevista de emprego, com medo. Mas deu certo. E até hoje ele está aí.

A chegada do Frade trouxe à banda um conhecimento de mercado. Eles já tinham músicas, ensaios, mas a chegada dele foi como sair da imaturidade e procurar se profissionalizar.

Os meninos não se conheceram no colégio, mas a vida os uniu e os fez compartilhar de uma amizade muito forte que qualquer um que acompanha a banda um pouco consegue perceber. As capas dos singles sempre são eles tumultuados, juntos, um em cima do outro. No Instagram, as fotos demonstram o carinho que têm um pelo outro, abraço, beijo no rosto, arrumar o cabelo, abotoar o botão da camisa, coisas simples de convivência que criaram e demonstram muito o que a Chico e o Mar é: jovens garotos com um sonho em comum e uma amizade linda.

As composições

As músicas da banda na maioria são composições que o Dan trouxe com ele da sua carreira solo e então os cinco repaginaram para a versão Chico e o Mar. Antes era uma versão mais Dan, mais grunge e a Chico colocou aquela pegada divertida, alto astral, leve, brasileira, dançante. Eles são o que eles próprios chamam de Indie Pop dançante.

Dan e Gui tem uma capacidade de composição rápida. É algo muito orgânico, depois que sai das mãos deles, o Caio pensa em um riff e uma melodia e em seguida vai para o Frade e para o Gui contribuírem.

A história por trás da música Vida:

Vida é uma canção que representa muito a ideia de como as letras que o Dan trouxe da carreira solo foram transformadas pela banda em conjunto. Ela nasceu de um romance que ele viveu, um relacionamento que ia e voltava (claro que você está passando ou já passou por isso, certo?).

“Claro que não vou te deixar

Para de pensar assim

Deixa o coração guiar

Segue o que ele mandar”

No final ela foi embora, o relacionamento acabou e o Dan estava solteiro, mas não sozinho, porque a vida o trouxe o Caio, o Gui, o Gu e o Frade. Juntos eles mudaram a melodia daquela canção e adicionaram um detalhe ao final.

“Mas não é você quem vai me fazer feliz

Não é você quem vai me deixar aqui”

Foi importante contar que depois de tudo positivo que a música trouxe, o romance acabou. Estamos acostumados a não querer que as coisas vão embora, mas uma hora acaba acontecendo.  A música então serve como abraço, um consolo para esses corações partidos.

Mas não só de tristeza e melancolia vive a Chico e o Mar. Sereno, a segunda música, já tem algo mais dançante, flertando com o pop.

A banda não se prende a estereótipos. Sempre se expressam da forma que querem e autenticidade é uma palavra boa para definir. E por falar em autenticidade, a banda já foi campeã de uma Sessão Autêntica, evento que acontece na casa Autêntica. Falaremos dela mais para frente.

Festa é uma pegada mais orgânica e lenta, com inspirações no Clube da Esquina. Carnaval é uma música mais animada. Já o último lançamento, Afogado, quebra todas as expectativas, ritmo lo-fi, baixa produção. O Gui fez o beat do celular e o Dan gravou em um fone de 10 reais. Mesmo assim, a música bomba nas plataformas de streaming.

A relação com os fãs

Se você está procurando uma banda para ser fã, a Chico e o Mar é uma ótima opção. Eles vão te tratar como amigos, trocar ideia com você e te chamar para beber junto antes dos shows. Como eles denominam o rolê, “Chico e o bar”. E se depois do show você ainda estiver animado, pode encontrá-los pela Savassi para beber mais e se divertir.

A banda é construída em um conceito de amizade e, por isso, eles tentam quebrar a ideia de ídolo e tentam se aproximar dos fãs pela interação. “Chico e o zap” é o grupo de Whatsapp onde eles realizam uma troca mais íntima com quem curte o som deles. Esse público apresenta um retorno muito positivo ajudando a banda com divulgação, seja comparecendo em shows, divulgando clipes novos ou filtro do Instagram.

A ideia de Economia Colaborativa:

A Chico e o Mar é uma banda jovem, cheia de energia e vontade de produzir o novo. Porém, jovens e estudantes no começo da carreira, passam pela famosa dificuldade de todas as bandas independentes: a grana.

Acontece que a geração Z de mentes jovens e revolucionárias como a Chico e o Mar aprendeu como administrar essa situação a seu favor. Com a noção de economia colaborativa, a banda aprendeu a abraçar quem está por perto, fazendo trocas com as pessoas que estão no cenário da arte.

Belo Horizonte sempre foi um lugar de muito fluxo de produção. Principalmente em um momento que existem olhos voltados para a capital mineira, a ideia de pessoas produzindo em conjunto, crescendo e ganhando visibilidade é algo muito importante.

Ao invés de pensar no melhor fotógrafo da cidade, a banda vai em busca de pessoas que eles acreditam que são boas e possam trabalhar de forma colarativa com eles. Todos ganham. A banda tem crescido para fora da capital mineira, por isso, o trabalho de quem os ajuda também.

 

*Esse produto resultado do Trabalho de Conclusão de Curso do Centro Universitário Una da Jornalista Bianca Morais.

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Diogo Medeiros - o cantor nordestino que tem um cantinho pernambucano em BH

No dia 08 de outubro é celebrado o Dia do Nordestino. De Pernambuco à BH, do canto de bar ao Canto de Mainha

*Por Italo Charles

A região nordestina é repleta de paisagens exuberantes, sua cultura extrapola barreiras. Do cordel ao canto do sertão, da produção de renda aos famosos artesanatos que ganham vida através de insumos ali coletados.

Cenários de filmes, terra de gente grande, valente. Bairros, cidades e estados que gozaram o feito de dar vida aos grandes artistas. O nordeste foi berço para o rei do Baião, Luiz Gonzaga,  e é território de uma grande geração.

Em Recife, nasceu Diogo Alcântara de Medeiros, por tempos, conhecido como Diogo Recife – apelido da época em que atuava como jogador profissional de futebol.

Filho da capital pernambucana, Diogo Medeiros (nome que utiliza no ramo artístico), teve o primeiro contato com a música ainda criança. Mesmo sem a proximidade com um músico profissional, a relação foi realçada através das reuniões familiares que o  pai programava. 

“As reuniões eram frequentadas por meus tios,  tias e amigos. Tinha muita cantoria e nessa época não havia músico em minha família, as canções eram todas a capela, a galera gostava de cantar. E eu, desde os 12 anos, já ficava nas rodas cantando músicas de Raul Seixas, Zé Ramalho e Fábio Júnior, e o pessoal gostava porque naquela época era incomum crianças saberem essas letras”.

Chegada a fase da adolescência até completar 26 anos, a vida se encarregou de levar  Diogo aos campos, período que atuou como atleta profissional, mas, devido a uma lesão grave sua carreira como jogador foi encerrada.

Dois anos depois, surgia a oportunidade de ir a Angola – para trabalhar como gestor de uma famosa marca de calçados brasileira. Foi lá que a paixão pela música, gerada enquanto criança, tomou forma e possibilitou caminhos para realização de um sonho. “Minha vida profissional na música começou por lá. Até então me considerava como amador, mas na Angola tive a oportunidade de tocar em festas de amigos”.

Após as tocadas nas festas, em bares e com o convite para tocar no “sushi” de um amigo a carreira musical tomou novos rumos. Durante um longo período de estudos, sobre arranjos, canções e, com dois anos de carreira estabelecidos no país, Diogo medeiros alcançou grandes patamares.

No decorrer da estada no país, a produção de eventos e shows fazia parte da rotina. O convite para estrelar e produzir grandes encontros consolidou sua carreira. “Em dois anos eu fiz a festa da embaixada brasileira lá Angola. Fui convidado para produzir o evento e para ir para ser a atração principal, fiz também o Carnaval fora de época.  Graças a Deus foi um sucesso”.

Em meio a tanto trabalho, seja na carreira artística ou na carreira executiva, a possibilidade de encontros ainda existia. Foi em uma dessas idas e vindas que Diogo conheceu Fernanda, sua esposa.

Passado os anos no país africano e, em passeio no Brasil, sua ainda namorada o trouxe a Belo Horizonte para conhecer família e viajar por Minas Gerais. “Me apaixonei de cara, logo quando cheguei em BH.

Com  grande visão empreendedora e percepção de que o cenário musical e artístico na cidade era promissor, a ideia de tentar a carreira na cidade o deixou esperançoso. “Na primeira vez eu fiz dois shows aqui, em barzinhos.. E eu achei muito bacana a cidade, com muitos bares, mercado gigante para quem trabalha com música”.

Canto de Mainha – O pedacinho do Pernambuco em BH

 Em uma das primeiras visitas a BH, um espaço vazio chamou a atenção de Diogo, localizado no bairro Buritis, parecia um local favorável a construção de um bar. “Falei para minha esposa – nossa, aqui daria um barzinho muito legal”.

Com as ideias solidificadas e o então retorno para voltar a morar no Brasil, o anseio em não trabalhar mais para outras pessoas era grande. “Vou voltar para o Brasil e trabalhar com música”.

Desde pequeno com o contato com a arte, Diogo foi aprimorando seus estudos e a cada dia se entendia como autodidata. Nunca frequentou uma escola musical, o que aprendera esteve relacionado ao estudos que buscava fazer.

Ainda sem saber como seria sua vida dali em diante, a certeza de voltar e erguer sua carreira era gigante. Os desafios eram grandes, sem saber se atuaria como cantor de barzinho, músico ou produtor,  a vontade era grande.

Em primeiro momento, de volta ao Brasil, estudar foi uma das prioridades, durante um período Diogo estudou canto, violão e musicalização. Nesse meio tempo, foi convidado a cantar e tocar todas as sextas no então “Canto do Buritis”.

Através da ideia de expandir seus projetos, uma proposta foi feita ao dono do estabelecimento. Diogo então comprou metade da participação do empreendimento que logo passaria por reformas.

No ano seguinte da conquista, em Abril, o sócio decidiu vender sua parcela do empreendimento, então, Diogo a comprou e criou o hoje conhecido Canto de Mainha. “Hoje eu olho para trás e vejo que o Canto de Mainha é a realização de um sonho, a gente conseguiu transformar ele em um lugar alegre, familiar, cultural, onde tem muita música e muita gente ligada a cultura”.

Entre anos e anos passados com a conquista do Canto, o espaço foi utilizado para realização de vários shows e atrações culturais. Lá foram feitos muitos eventos para beneficiar a população da região.

O pensamento de montar um bar nunca havia sido como forma de ganhar dinheiro, mas inicialmente como meio de integração e valorização das culturas mineira e nordestina. “Foi mais um sonho mesmo, queríamos um  lugar que a gente poderia reunir amigos. E eu como Nordestino, minha vontade era trazer um pouco de da minha cultura, do meu lugar para cá”.

Solidificar a carreira levou tempo, mas garantiu ao artista grandes conquistas. Diogo possui um projeto de música nordestina chamado “MNP’ (Música Popular Nordestina), que leva ao público na maior parte dos shows. 

Hoje, a maior conquista de Diogo é sua família. Casado com Fernanda, pai de um casal de gêmeos, empresário no Canto de Mainha, artista e dono de uma energia contagiante.

Como diz o poeta  Braúlio Bessa:

“Sou nordeste brasileiro;

Sou cantador violeiro, sou alegria ao chover;

Sou doutor sem saber ler, sou rico sem ser granfino;

Quanto mais sou nordestino, mais tenho orgulho de ser;

Da minha cabeça chata, do meu sotaque arrastado;

Do nosso solo rachado, dessa gente maltratada;

Quase sempre injustiçada, acostumada a sofrer;

Mais mesmo nesse padecer eu sou feliz desde menino;

Quanto mais sou nordestino, mais orgulho tenho de ser…”

Conheça o trabalho do Diogo Medeiros no seu Instagram (@diogomedeirosvoz).

Serviço

Canto de Mainha 

Rua Heitor Menin, 115 – Buritis

Funcionamento:

Terça a quinta: 17 às 22hs
Sexta: 11 às 22hs
Sábado: 12 às 22hs
Domingo: 12 às 16hs

 

*A matéria foi produzida sob a supervisão da jornalista Daniela Reis

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Receita by @chefl.santos

*Por Daniela Reis

Hoje, 23 de setembro, é celebrado o dia do sorvete! Para comemorar essa delícia, que paixão mundial, trouxemos um conteúdo especial com muitas histórias e curiosidades. Ahhh… e final tem uma receita maravilhosa, confira:

Criação do Sorvete

São muitas as histórias dessa iguaria gelada, mas acredita-se que ele foi criado há mais de 3 mil anos, na China. Naquele tempo, o sorvete nada mais era que uma pasta de leite de arroz, misturado com neve. Ainda bem que as coisas evoluíram e hoje temos inúmeros sabores, não é?

Sorvete no Brasil 

A delícia só chegou ao Brasil em 1834, no Rio de Janeiro. As lojas, na época duas, foram inauguradas por Lourenço Fallas, sendo uma na Rua do Ouvidor e outra no Largo do Passo. Para garantir que os produtos não derretessem vierem, de navio, dos Estados Unidos mais de 215 toneladas de gelo.

Hora marcada

Como naquela época não havia como conservar o sorvete depois de pronto, as sorveterias anunciavam a hora certa de tomá-lo. Um anúncio colocado em 4 de janeiro de 1878 no jornal A Província de São Paulo dizia: “Sorvetes todos os dias às 15 horas, na Rua Direita nº 14″.

Casquinha

A famosa casquinha só caiu no gosto popular em 1904, depois que um imigrante sírio que participava de uma feira de alimentos na Louisiana, Estados Unidos, ficou sem pratos de papel. Para resolver o problema, ele serviu o sorvete em cones feitos de uma massa parecida com o waffle, chamada zalabia.  Uma outra versão conta que o italiano Ítalo Marciony cansou de ver seus clientes quebrarem os copos de vidro em que servia o produto e optou pelo cone crocante.

Uma receita especial para você, leitor

A receita de hoje é um delicioso sorvete de jabuticaba, desenvolvida pelo ex-aluno do curso de Gastronomia do Centro Universitário Una, Luan Henrique dos Santos (@chefl.santos). Ele trabalha como personal chef e é proprietário da Sanxav Paradaria Atesanal.

Sorvete de Jabuticaba

Ingredientes:
6 gemas de ovos
250g de açúcar
300ml de leite
250ml de creme de leite fresco
1 colher de sopa de essência de baunilha
60g de compota de casca de jabuticaba
100 ml de licor de jabuticaba

Modo de preparo:
1 – Misture a compota de jabuticaba com o licor e deixe incorporar por 6h;
2 – Bata as gemas e o açúcar até formar um creme firme e claro;
3 – Em uma panela coloque o creme de leite fresco e o leite, leve ao fogo. Assim que começar a ferver, retire essa mistura e despeje cuidadosamente aos poucos sobre o creme feito com a gema e o açúcar e misture na batedeira para encorpar bem;
4 – Em outra panela, faça um banho maria e leve essa mistura, cozinhe até engrossar;
5 – Retire e acrescente a essência de baunilha;
6 – Coloque a mistura em uma forma de alumínio larga e refrigere levando ao freezer;
7 – Assim que começar a congelar bata novamente;
8 – Coloque novamente no freezer ou congelador e repita o processo mais duas vezes;
9 – Após a última batida colocar apenas a casca da compota que estava no licor e misturar com uma colher;
10 – Deixe que congele totalmente e sirva.

E aí gostou? Deixe seu comentário!

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Dependência dos animais em relação aos tutores pode desencadear ansiedade da separação ao final da quarentena

*Por Camila Toledo

Quem tem um animal de estimação sabe que ele precisa – além de muito amor – de cuidados com a saúde. Porém, muitas vezes, alguns comportamentos indicativos de problemas psicológicos podem passar despercebidos. E não se trata apenas de cães e gatos: pássaros, roedores e outros animais exóticos também têm suas particularidades e necessitam de ainda mais atenção. Falta de espaço, alojamento inadequado e apresentação de um novo companheiro de forma brusca podem acarretar uma série de problemas que vão desde a perda de apetite do animal à automutilação.

Foi o caso da Calú, a calopsita da Milena Hanazaki, de 20 anos, que conversou com a gente sobre o assunto. “Percebi que tinha algo errado com a Calú quando ela começou a se coçar muito, deixava de comer e brincar pra ficar se coçando. Ela não sabia se coçava as costas, a barriga, o rabo, se pudesse coçava tudo ao mesmo tempo. A princípio suspeitei de ácaros ou piolhos, que acabam sendo comuns nas aves, mas como o medicamento não teve efeito, o veterinário indicou exames suspeitando alguma alergia ou protozoários internos, mas todos deram negativo. Ela se coçava a ponto de machucar e, como não parava, as feridas não curavam fácil.”

Histórias como a da Calú não são casos isolados. Bruno Campos, que é médico veterinário formado pela UFMG e instrutor em medicina comportamental e psicologia canina do Núcleo de Treinamento e Adestramento de cães (NUTRA) da PMMG, explica que o estresse de um animal pode se agravar quando o dono e o veterinário não identificam comportamentos anormais, normalmente confundindo os sinais que um pet pode dar de que está estressado com problemas fisiológicos:

“As aves quando se encontram em estado de estresse tendem a arrancar as próprias penas, ingerir menos água, comer menos e ter estereotipias (movimentações compulsivas), como forma de aliviar o estresse. Algumas podem ficar balançando de forma rítmica de um lado pro outro na gaiola. Podemos encontrar na internet vídeos de pássaros fazendo isso e os donos filmando e achando bonitinho, quando na verdade isso é um sinal que o animal apresenta de que está estressado. Inclusive, existem animais que se automutilam na tentativa de drenar essa frustração. Casos como o da Calú são comuns em meus atendimentos principalmente pela dificuldade em se fazer um diagnóstico preciso do problema comportamental por aquele colega que não tenha essa casuística em sua rotina de trabalho.

Alguns animais podem ter repercussões fisiológicas como vômito, queda de pelos, diarreia e inapetência. Muitos tutores no intuito de resolverem rápido o quadro clínico buscam saídas medicamentosas para o problema, mas vale ressaltar que os psicofármacos devem ser usados com critério e serem prescritos por um veterinário. Geralmente ajustes na rotina e no enriquecimento ambiental podem ser suficientes na resolução sem lançarmos mão de métodos mais invasivos.”

Sem diagnóstico do veterinário, Milena foi quem percebeu que Calú estava acuada por causa de seu companheiro de gaiola: Nick, que havia chegado já adulto à sua casa quando Calú tinha nove meses. Segundo a tutora de Calú, os dois viveram juntos por um ano até tudo começar a acontecer:

“Eu não sabia mais o que fazer, até que um dia eu vi o Nick – minha outra calopsita – avançando na Calú enquanto ela comia e surgiu a hipótese de estar incomodada com a presença dele. Fui direto conversar com o veterinário sobre essa possibilidade e ele confirmou que era possível que a mudança de comportamento dela fosse devido a estresse. Primeiro decidimos fazer um teste tirando o Nick de casa, levei ele pra casa da minha mãe e no segundo dia a Calú já mudou o comportamento, apesar de não ter parado de se mutilar porque o estresse estava em um grau muito elevado. Quando percebi a melhora rápida da Calú, decidi com muito pesar doar o Nick. Hoje ela está curada e feliz, mas ao todo foram 11 meses de tratamento intenso, muitos remédios para tratar as feridas, anti-fungos, anti-inflamatórios, entre outros.”

Quando se trata de cães e gatos não é diferente: uma mudança no ambiente pode causar problemas por muitos meses se o tutor não entender o comportamento e as necessidades do seu animal, como explica Bruno:

 “Qualquer coisa que altere a rotina de um animal é passível de evocar nele o estresse. Barulhos que ele não tenha sido acostumado, alterações da rotina – muitos clientes entraram em contato comigo já durante essa situação de quarentena dizendo que o cão está apresentando um comportamento diferente, e isso se deve ao fato de que ter os tutores em casa todos os dias, o tempo todo, não fazia parte do contexto de vida deles.  

Nesse período de isolamento que estamos vivendo eu prevejo um aumento exponencial dos casos não só de estresse, mas também de ansiedade da separação, que é quando o animal não lida psicologicamente bem com a ausência abrupta do tutor, e isso vai ocorrer ao fim dessa quarentena. Eu recomendo aos tutores nesse momento proporcionar momentos de autonomia emocional aos pets para que eles possam brincar sozinhos, ter prazer em estarem sozinhos, e pra isso é muito importante o enriquecimento ambiental específico pra cada animal. Não precisam ser muitos brinquedos, mas sim brinquedos que estimulem o cognitivo deles e os aproximem daquilo que teriam na natureza.”

Além do relacionamento do pet com o tutor, a convivência de um animal com outro que viva no mesmo ambiente também deve ser observada. O instinto de dominação, por exemplo, pode desencadear uma série de problemas entre animais, principalmente se houver interferência – mesmo que involuntária – do tutor nessa ordem natural, como destaca Francisco Daniel Schall, médico veterinário pela FEAD – MG, que também é membro da ONG Asas e Amigos e trabalha no Zoológico de Itabirito:

“Os próprios cães definem quem vai ser o dominante, então quando o tutor percebe que um animal está mais tenaz, a recomendação é para que o cão dominante seja o primeiro a receber carinho, comida, para deixar a dominância bem estabelecida entre os animais e evitar que aconteçam brigas. Se o tutor bagunça essa ordem, o cão dominante tende a bater no outro pra ficar na frente.”

Já a médica veterinária Anna Luiza Machado Sampaio, graduada pela Universidade Federal do Pampa, ressalta que os gatos são mais facilmente estressáveis do que os cães, porém se divertem com pouco:

“Gatos são animais que só vão mostrar que estão doentes em último caso, então o tutor precisa estar atento a qualquer mudança de comportamento. Eles se estressam muito fácil, então precisam de enriquecimento ambiental, brinquedos – e não precisam ser coisas caras, pode acontecer de você comprar um brinquedo novo e o gato gostar mais da caixa em que ele veio. Além disso, precisam também de um cuidado especial ao apresentar um novo animal.

Os felinos são animais muito sensíveis e podem ter uma descarga de adrenalina que resulte numa parada cardíaca em um pico de estresse – o que também pode acontecer com cães de pequeno porte. Eu já atendi um caso em que o gato desenvolveu uma cistite – que é a inflamação da bexiga – emocional porque os tutores mudaram os móveis da cozinha de lugar.”

Animais de zoológico, exóticos, também estão são suscetíveis ao estresse, na maioria das vezes pelo fato de estarem confinados, como explica Daniel Schall:

“O comportamento de animais estressados por estarem presos num zoológico é semelhante a uma pessoa que está na cadeia, procurando o que fazer e alguns reproduzindo ações repetitivas. Os macacos, por exemplo, mexem no cadeado, uma vez que relacionam a entrada de alguém na jaula com aquele objeto, destroem tronco de árvores e objetos do recinto, mordem gravetos.”

De acordo com um estudo realizado em 2010 pelo periódico científico Ciência Rural, da Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande de Sul, tendo como amostra 101 médicos veterinários de hospitais e unidades de atendimento veterinário de faculdades e universidades de todas as regiões do país, 90,2% dos profissionais afirmaram serem mais consultados sobre distúrbios de comportamento em cães do que em gatos (5,4%), e 4,3% dos médicos veterinários não identificaram a espécie com maior frequência para esse tipo de queixa.

Nesse estudo também foi perguntado aos entrevistados qual comportamento mais motiva o proprietário a abandonar ou solicitar a eutanásia do seu cão: 58,7% caracterizaram a agressão como muito frequente e 41,3% dos médicos veterinários indicaram os comportamentos destrutivos como muito frequentes.

É importante salientar que toda espécie de animal tem sua particularidade e precisa de cuidados específicos. Por isso, antes de ter um pet, é imprescindível que você pesquise sobre o que seu novo bichinho precisa para viver saudável e feliz.

*A matéria foi produzida sob a supervisão de Italo Charles e Daniela Reis

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Sua empresa e/ou produto com maior visibilidade nas redes

*Por Mariana Siqueira

Às vezes você fica sem saber como criar um post para sua empresa? Não sabe de onde tirar ideias? Preparamos um conteúdo especial para auxiliar você alavancar seu negócio na rede.

É fato que as empresas estão investindo em suas redes sociais e de acordo com os últimos dados divulgados pelo Instagram, apenas a rede possui mais de dois milhões de anunciantes ativos. Usar o Instagram para promover negócios e produtos é fácil, barato e pode trazer resultados bastante significativos. Mas, para fazer sua empresa ter uma boa imagem na rede é necessário seguir alguns passos. De acordo com Hugo Andrade, redator da empresa G30, é importante acompanhar as tendências do mercado e conhecer bem o seu cliente.

Ele conversou com a nossa equipe e explicou como faz no seu dia a dia:

“Nosso repertório é o que nos define. Reúno o que aprendo em páginas que me inspiram com aquelas que têm a ver com o universo do meu cliente. Durante a produção, sempre confiro se tudo está coeso e alinhado com o posicionamento on-line dele. Isso me ajuda a escrever mais. Quanto mais escrevo, mais perto chego do resultado ideal. Para isso, preciso dos 4 “quis” de um bom redator.

Em tempos de bombardeio de informações, tenho que saber sintetizar.

Tenho que saber falar a mesma coisa, de maneiras diferentes.

Tenho que escrever corretamente. Um erro de português tira toda credibilidade do cliente.

Tenho que saber escrever título. É isso o que vai te diferenciar de tantos outros posts. Fazer um bom título é saber colocar uma ideia em uma frase. Note que ele diz sobre todos os “quis” acima”, explica.

Passo a passo para montar seu post

  • Entenda o que estão pedindo:

Ao receber sua demanda, você precisa compreender o que é solicitado. É necessário saber o que pesquisar e o que a empresa necessita.

  • Faça uma pesquisa aprofundada:

É importante você estar por dentro do assunto! Fazer pesquisas e estudar sobre o que foi pedido é um passo super importante desse processo. Assim, lá no final do seu trabalho você vai ter mais facilidade em fechar o trabalho.

  • Qual linguagem utilizar?

Existe a linguagem da internet. Os bordões e expressões são formas informais para facilitar a leitura de quem lê o conteúdo. Assim como existe a linguagem que cada área e cada empresa aborda. Você precisa ponderar e equilibrar duas na hora de conversar com o público.

  • Faça um brainstorming:

Antes de começar a legenda, é bom ter alguns insights. Colocar no papel tudo o que pensou até esse quarto passo. Jogue todas as ideias para a tela do seu computador. Assim você vê o que pode ser utilizado ou não.

  • Hora de produzir:

Agora você está pronto para fazer a sua legenda. Ufa! Ficou fácil, né?! O indicado é ter aproximadamente 3 linhas, ou seja, faça uma rápida introdução, ligue ao assunto/informação essencial do post e conclua seu texto. Não se esqueça das hashtags, no máximo 5, viu?!

  • Imagem:

Chegamos à imagem! É hora de dar sentido ao seu texto. Lembre-se, você não pode encher de textos e é necessário chamar seu leitor para ler a legenda.

  • Revisão:

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*A matéria foi produzida sob a supervisão da jornalista Daniela Reis

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Elas ganham espaço nessa arte marcada pelo protesto

A arte está quebrando os tabus da sociedade e abrindo espaço para as artistas

*Por Marcelo Duarte Gonçalves Junior

A voz feminina no grafite vem ganhando forças. A arte democrática é bastante presente em Belo Horizonte e pode ser vista em muros e prédios ao longo de toda a cidade. Alguns desses trabalhos foram produzidos e executados apenas por mulheres, que inspiram-se em formas, sentimentos e protestos.  “Para mim, o grafite é empoderamento e coragem. Sempre me escondi muito e quando passei a me dedicar à essa arte de rua, me soltei mais. O grafite foi uma válvula de escape, porque eu enfrentei vários problemas com autoestima,  e as tintas foram para mim uma terapia, uma forma de reconhecer quem eu sou.”  Comenta a estudante de publicidade Samira Fernandes, conhecida no universo grafiteiro pelo seu apelido Sam.

Para a estudante, Joice Oliveira, saber que o grafite vem ganhando reconhecimento e que também as mulheres estão conquistando cada vez mais espaço na arte é um indicativo de que nós estamos no caminhando para a igualdade na arte. “É muito interessante ver que o grafite à tempos vem ganhando os muros e prédios de BH, colorindo e trazendo muita diversidade,  e é extremamente importante ver que as mulheres vem ganhando espaço e podendo expressar cada dia mais que também pertencem a este movimento, que sempre foi tão predominado pelos homens”.  pontua.

Buscando sempre um olhar de inclusão o grafite é a forma de se expressar, muitas vezes com o teor de protesto, o que faz a arte sempre ser vistas sempre por várias interpretações. “O grafite é uma arte muito democrática, vai ter diversas interpretações e isso vai depender de cada um”. comenta a grafiteira Krol (Carolina Jaued).

Para Tina Funk (Marcia Cristina), artista plástica e grafiteira, a cada dia o mercado do Grafite é agraciado com a presença das mulheres, que buscam sempre inspirar umas às outras. “O reconhecimento é muito gratificante, é ótimo poder ver que as pessoas se encantam com um muro grafitado por nós.  Eu acho de extrema importância  poder grafitar e inspirar outras mulheres, no dia-a-dia”, comenta.

Mas engana-se quem pensa que ainda não existe machismo dentro da arte, muitas vezes algumas artistas são inviabilizadas dentro da arte não ganhando os devidos créditos. “Nós continuamos enfrentando barreiras, principalmente o preconceito, ainda somos vistas com olhares misóginos , como se o grafite pertencesse somente aos homens”, comenta a grafiteira Krol (Carolina Jaued).

Para a aluna do ensino médio Marcelly Fernandes, buscar cada dia mais a igualdade feminina dentro da arte do grafite é o primeiro passo para quebrarmos alguns estigmas que ainda rondam a sociedade. “Quando eu vejo um grafite a primeira coisa que me chama atenção é como a arte é transmitida por cores e formas que atraem o olhar, muitas vezes, a primeira impressão que temos é de nós perguntar quem foi o grafiteiro que fez. E esquecemos que uma mulher poderia ser a autora do desenho. Temos que mudar essa visão machista sobre a arte do grafite e um dos primeiros passos para acabar com isso é sempre incentivar as mulheres a conquistar o seu espaço.”, comenta ela.

Novas gerações

O grafite é uma arte que vem sendo passada de geração para geração, sempre carregada de bastante protesto. Mesmo tomando os muros da capital mineira para Carolina ainda temos muito ainda o que aprender e também podermos ensinar sobre a arte. “A cidade de Belo Horizonte ainda é muito fechada, as pessoas tem aquele jeitinho antigo e a cultura não muda de um dia para outro. As novas gerações que veem o grafite de forma diferente, aceitam os desenhos como arte e isso colabora para o crescimento do movimento”,  comenta Krol.

 

*A matéria foi produzida sob a supervisão da jornalista Daniela Reis