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Por Bianca Morais

21 de janeiro é comemorado o Dia Nacional do Combate à Intolerância Religiosa. A data foi escolhida em homenagem à Iyalorixá Gildásia dos Santos e Santos, também conhecida como mãe Gilda, ela era do Candomblé e morreu de infarto após ver seu terreiro destruído por fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus.

Apesar de laico, o Brasil é majoritariamente católico e as religiões que mais sofrem preconceito são as afro-brasileiras, fato diretamente ligado ao racismo cultural. A intolerância religiosa existe em todo o mundo, os Estados Unidos e países da Europa, por exemplo, discriminam o islamismo, pois o associam ao terrorismo, no Brasil isso teve início a muitos anos atrás quando os portugueses catequizaram os índios e posteriormente com os escravos.

“O Estado é laico, mas nosso governo é cristão”, disse o presidente Bolsonaro certa vez, com o slogan de campanha “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, o presidente do país exclui todos aqueles que não tem o nome “Deus” como o ser supremo de sua religião. A democracia proíbe um vínculo direto entre Estado e Religião, mas não é isso que se assiste diariamente. 

A maioria dos casos de denúncias contra intolerância religiosa parte de grupos vinculados ao Candomblé e a Umbanda que veem ataques constantes a seus terreiros de orações, e muitas das vezes essas agressões saem do terreiro e passam a ser verbais, físicas, entre outras.

A intolerância religiosa na pele

Sérgio Batista, tem 39 anos e cresceu ao lado da mãe Maria Marli, que faleceu a alguns anos atrás. Marli era cartomancista, benzedeira e fazia simpatias, trabalhos e cirurgias espirituais, pela profissão de sua mãe o rapaz constantemente sofria discriminação na escola.

Sérgio e a mãe Marli

“Chamavam minha mãe de bruxa, batedora de tambor, falavam que ela iria transformar os outros em sapos e que eu vivia em cemitério, jogavam terra de cemitério na porta de casa  e diziam que eu fedia a coveiro”, conta ele.

Criado na umbanda, religião que mistura elementos afro-brasileiros, catolicismo, lendas indígenas e o espiritismo de Allan Kardec, Sérgio foi formado em princípios conceituais de “Luz, Caridade e Amor”, do espiritismo e cultuado no orixás assim como no candomblé, e independente de toda discriminação que a religião traz ele nunca se deixou abalar.

Muito da intolerância religiosa vem na realidade de uma ignorância de milhares de pessoas  que se recusam a conhecer mais a fundo uma religião diferente da dela, por entender que a única visão de mundo possível é a sua, quando se trata de uma cultura negra é ainda pior, pois não é de hoje que existe uma negação a história desse povo. 

“As pessoas falam que macumba é ruim, mas não sabem que na verdade macumba se refere a um instrumento de percussão, falam de terreiro mas não sabem que é um local de orações”, descreve Sérgio.

Outras fés têm o hábito de generalizar as religiões de origem africanas sem buscar entendê-las. Marli por exemplo, nasceu com o dom da revelação e ao descobrir isso soube que precisaria doutrinar aquilo. 

“A medida que a gente doutrina determinados encargos ou pesos essa responsabilidade que é te dada se torna mais leve e tranquila de lidar, porque a partir do momento que você não canaliza esse dom da forma correta ele pode se tornar uma maldição na sua vida”, explica ele.

Os ensinamentos da umbanda

Foi através de muito estudo com pessoas mais velhas como anciões e benzedeiras, que Marli foi aperfeiçoando seu dom até ser uma médium conhecida. Começou como kardecista antes de ir para a umbanda. O kardecismo é basicamente o estudo do espírito em si, do conhecimento, uma linha branca, a partir do momento em que ela chegou até o ápice do seu aprendizado nessa área, ela viu que precisava de mais, porque a linha de seu dom a puxava para outra vertente.

“Na umbanda ela se descobriu, não chegou a virar mãe de santo por falta de oportunidade e sim porque não queria se dedicar àquilo como obrigação única”, esclarece Sérgio.

Marli trabalhava fazendo simpatias na linha branca, aquela que não faz a utilização de sacrifícios apenas meios naturais que vem da natureza, durante um tempo o filho a ajudou, a mãe iniciava e ele procurava o local de fazer a entrega.

“Exemplificando, alguém aparecia com um trabalho para adoçar uma pessoa, nesse tipo de simpatia minha mãe fazia a montagem, as orações e pedia licença para iniciar as atividades, nesse caso eram sete qualidades de doce e colocá-los em um cupinzeiro”, comenta ele.

Por muitos anos pessoas com dons como os de Marli eram internadas em sanatórios e afastadas do resto da sociedade, essa situação começou a mudar à medida que as entidades afro que tinham maior entendimentos chegaram ao país, mesmo assim por muito tempo foram impedidos de fato praticar suas crenças.

Terreiro não é tudo igual

Segundo Sérgio, dentro das origem religiosas afro-brasileiras existe um caminho conhecido como quimbanda, que pratica “magia negra”, rituais de sacrifícios envolvendo sangue, acontece que essa é uma linha muito diferente, por exemplo, do que ocorre dentro da umbanda e candomblé, porém por causa do preconceito outras religiões englobam tudo em um único conceito, tratando todos como iguais.

“É aí que entra toda a intolerância religiosa, porque as outras religiões enxergam todos como um, e não é, assim como evangélicos, católicos tem suas linhas o espiritismo também tem as suas. À medida que você resolve utilizar determinada linha existem responsabilidades, e o preço que é pago por aquilo ali, se você faz o mal, a pessoa que solicitou o mal vai receber o mal e o executante que fez também”, completa.

Médium do bem

Maria Marli morreu a quatro anos de um câncer no pulmão, durante sua vida ela se dedicou a ajudar as pessoas com seu dom, muitos a acusavam de charlatanismo por cobrar os serviços, porém ela não se importava com os comentários maldosos, afinal havia sido sua entidade que a orientou na cobrança, pois ela ajudava aos outros e esquecia de se ajudar.

Mesmo sendo atacada por membros de sua família que diziam não ser normal criar os filhos daquela maneira, constantemente tendo evangélicos na porta de sua casa fazendo orações e a chamando de filha do demônio, acusada de charlatanismo por clientes sem fé e tendo um marido que não lhe apoiava, Marli nunca deixou de cumprir sua missão e usar seu dom para o bem.

“Teve um período que meu pai chegava a trancar minha mãe dentro do quarto para ela não atender as pessoas, isso até determinado ponto que a entidade chegava e ou ele deixava ela atender ou a entidade não dava paz dentro de casa”, relembra Sérgio.

Apesar de tudo que passou, Marli fez sua passagem e cumpriu sua missão na terra de ajudar o próximo. Diferente da visão preconceituosa de muitos, a única coisa que a médium pregava era amor, carinho e prosperidade. 

Respeito acima de tudo

“Respeito é algo primordial, a sociedade deve ter a consciência de que é preciso respeitar a religião do próximo, se não aceitá-la é necessário ao menos respeitar. Entrar dentro do templo religioso de alguém e profanar aquilo é como se elas estivessem desrespeitando a casa de Deus, porque os fiéis daquela religião entram nesses lugares para conversar com o Deus deles, e à medida que o sujeito entra ali com o intuito de vandalizar, ele não tem respeito. As pessoas julgam aquilo que ela não conhece como um ato satânico e não funciona assim, todos as religiões tem seu lado sombrio, e não vai ser a evangelica, a catolica, a espiritual, a kardecista, ou umbandista que vai mudar isso, o que precisa mudar é o respeito”, conclui Sérgio.

Principal Mercado de Belo Horizonte une tradição, contemporaneidade

e encanta turistas por sua singularidade

 

Por Sabrina Gutierrez dos Santos (texto e fotos)

O Mercado mais conhecido de Minas Gerais retomou as suas atividades após o período mais crítico da pandemia, confirmando a sua vocação turística, com uma visitação que cresce a cada dia e segue no enorme espaço, onde produtos variados e de qualidade atendem a todos os gostos.

História

Belo Horizonte tinha apenas 32 anos quando o prefeito Cristiano Machado resolveu reunir, em um só local, os produtos destinados ao abastecimento dos 47 mil habitantes da jovem cidade. Foi assim que o Mercado Central nasceu, no dia 7 de setembro de 1929, unindo as feiras da Praça da Estação e da atual Praça da Rodoviária. Em um terreno com 22 lotes, próximo à Praça Raul Soares, foram reunidos todos os feirantes, centralizando o abastecimento da população.

Nos 14 mil metros quadrados do terreno descoberto, circundando as carroças que transportavam os produtos, as barracas de madeira se enfileiravam para a venda de alimentos. Seus corredores guardam grandes memórias e muitas histórias, segundo o site oficial do Mercado Central, que também traz outras informações.

O Mercado funcionou até 1964, com atividade intensa, quando o prefeito da época, Jorge Carone, resolveu vender o terreno, alegando impossibilidade de administrar os estabelecimentos. Para impedir o fechamento do Mercado, os comerciantes se organizaram, criaram uma cooperativa e compraram o imóvel da Prefeitura. No entanto, teriam que construir um galpão coberto na área total do loteamento no prazo de cinco anos; se não conseguissem, precisariam devolver a área à Prefeitura.

Há duas semanas do fim do prazo dado pela Prefeitura, ainda faltava o fechamento da área. Foi então que os irmãos Osvaldo, Vicente e Milton de Araújo decidiram acreditar no empreendimento e investiram no projeto. Foram contratadas quatro construtoras, ficando cada uma responsável por uma lateral, para que o galpão pudesse ser fechado no tempo estabelecido. Ao fim do prazo, os 14 mil metros quadrados de terreno estavam totalmente cercados. Os associados, com seu empreendedorismo e entusiasmo, viram seus esforços recompensados.

Melhorias com o passar do tempo

Rai Amorim, que trabalha numa das lanchonetes mais tradicionais do espaço, há mais de 30 anos no local, diz que “o Mercado se especializou nesses últimos anos e a administração tem a limpeza como grande foco, porque antigamente as pessoas só viam o mercado como sujo, hoje em dia não, é bem profissional essa questão e a da segurança. Antigamente era barraca ao ar livre e chovia, era muito barro, aí tinha um lamaçal. A partir da década de 1970, com a construção do prédio galpão, a principal mudança foi essa organização. Como o Mercado é uma associação, os próprios comerciantes têm poder de voto, têm um conselho, então a administração está sempre conectada aos lojistas”.

Bem-organizado e com a participação ativa dos proprietários das lojas, a cada dia, ao longo dos anos, o Mercado Central ampliou suas atividades, expandindo seus negócios. Enquanto isso, se transformava em um núcleo não só de produtos alimentícios, mas também de artesanato, tornando-se um dos principais pontos turísticos da cidade e um dos locais mais queridos dos belorizontinos. Com 210 funcionários na administração, limpeza, estacionamento e segurança, o Mercado tem hoje 25.460 metros quadrados de área construída e 420 vagas rotativas no estacionamento.

Atualmente, com mais de nove décadas de vida, representante marcante da cultura mineira, o Mercado Central possui mais de 400 estabelecimentos, com artigos para animais, artesanato, padarias, açougues, restaurantes, hortifrutis, entre outros tipos de mercadorias. Oferece serviço de informações bilíngue, via site e no próprio local, e atrai diariamente milhares de visitantes de todos os lugares do Brasil e do mundo.

As mudanças com a pandemia

Em março de 2020 Belo Horizonte entrou em lockdown devido à pandemia da Covid-19 que se propagou pelo Brasil, causando mais de 600 mil mortes no país e 22,2 milhões de infectados até dezembro de 2021. Com isso, muitas lojas do Mercado Central ficaram fechadas durante o período de isolamento na cidade, que durou por volta de nove meses, e vários lojistas tiveram que trabalhar com aplicativos e delivery.

Segundo o jornal Diário do Comércio, antes da pandemia passavam no Mercado, por dia, 31 mil pessoas. Já no fim de semana a quantidade era maior, por volta de 58 mil visitantes. Hoje esse número foi reduzido, são 25 mil pessoas diárias e 31 mil nos finais de semana, mas com a reabertura das lojas a perspectiva é de que a frequência volte a subir.

Quando o comércio começou a retornar, de maneira gradual, em maio de 2021, com 10% da ocupação, vários bares localizados no Mercado tiveram que colocar mesas e cadeiras para fora do estabelecimento, garantindo a segurança tanto dos clientes quanto dos funcionários, por conta do distanciamento social. Além disso, novos hábitos foram adotados durante a pandemia, como o uso constante do álcool em gel e das máscaras.

Rai Amorim, na entrevista concedida ao jornal Contramão, também contou que “a nossa ordem foi começar a fazer o delivery ano passado (2020), que a pandemia estava menos controlada, o pessoal não tinha se vacinado ainda. O Mercado tinha restrição de 300 pessoas por vez, só podia entrar quando saia alguém, então foi um período bem difícil, sem movimento, mas era necessário, acho que conseguimos administrar bem essa crise”.

Mas, mesmo com o retorno da totalidade das suas atividades, funcionado com 100% da sua capacidade desde agosto de 2021, o Mercado ainda não retomou a mesma frequência de público do período anterior à pandemia. A funcionária Raquel Joana, que trabalha numa das padarias do local, aberta há cinco anos, relata: “o que eu senti de mudança foi o fluxo de pessoas. A gente veio do isolamento, como estava tudo fechado, a gente teve muita dificuldade em questão de venda, as vendas caíram bastante, a gente não podia deixar os produtos expostos, não podia deixar os clientes se alimentarem aqui dentro”. Ela explica que, com a flexibilidade, o público aumentou e que os lojistas criaram boas expectativas em relação às vendas de Natal.

Quanto ao público, o Mercado continua agradando, segundo comentam diversos frequentadores. Andrélia Moreira, aposentada, comenta que “além de oferecerem a segurança necessária para o público, posso tomar uma cervejinha e comer jiló; esse clima que tem aqui, de mineiridade, de descontração, de interior, é muito bom para fazer amizades. Gosto muito do Mercado porque tem mercadoria direto da roça, mas na verdade venho mais pra comer um bom tira gosto e beber”.

Fernanda de Araújo, cabelereira e maquiadora, diz que “o Mercado não é famoso só pela localização, mas também pela qualidade e por essa energia que ele tem, sabe? Gostosa, de interior. Quando entrei aqui pela primeira vez fiquei louca. Eu gosto de tudo, a peixaria, o atendimento, os temperos, as castanhas, tudo é muito bom, difícil escolher uma coisa só”.

Mesmo após o período mais complicado da pandemia da Covid-19, o Mercado Central continua surpreendendo com os cuidados com a segurança, o bom atendimento e os produtos diversificados. O Mercado mantém a sua essência e, em breve, deverá retomar o antigo número de visitantes, seguindo como um ponto turístico privilegiado no centro da cidade, que agrada a todos os gostos.

Para completar 

Os alunos da Unidade Curricular Desenho e Produção de Som desenvolveram um material audiovisial sobre o Mercado Central. A produção conta com entrevistas e muitas curiosidades sobre o local, confira no link.

 

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Um dos melhores pontos turísticos de Belo horizonte, com uma história cheia de empreendedorismo, inovação e boa gastronomia

Por Larissa Emily Ferreira e Hyago da Mata Nasiareno

O Mercado Novo foi construído na década de 1960, tendo sido projetado, num primeiro momento, “para ser um dos mais modernos mercados da América latina, com o objetivo de funcionar como um complemento do Mercado Central de Belo Horizonte”, de acordo com o site 360 Meridianos. O projeto inicial nunca foi finalizado, os lojistas que ali restavam lutaram e se reinventaram para o lugar não fechar de vez.

O local já chegou a ter 65 lojas, como gráficas especializadas em tipografia artesanal, fábricas de velas, lanchonetes e restaurantes populares. Segundo o blog Bendizê, em meados de 2010, “um grupo de artistas inaugurou o Mercado das Borboletas, um espaço para shows e eventos, onde eram realizadas festas com uma pegada mais alternativa às sextas-feiras”. O grupo tinha vários planos para as outras 300 lojas vazias, nessa primeira tentativa de revitalização, que não chegou a ser concluída.

Foto: Larissa Ferreira

Em 2018 o empresário Rafael Quick abriu sua distribuidora Goitacazes, no segundo andar do Mercado, com a ideia de popularizar o consumo de cerveja artesanal. Em conjunto com a Cozinha Tupis, que se instalou logo em seguida, foi dado o impulso que faltava ao Mercado Novo, como informa o blog Bendizê. Aos poucos, outros comerciantes foram percebendo o reaquecimento do local e não demorou muito para que as lojas vazias fossem ocupadas.

Mudanças benéficas

Hoje em dia o Mercado funciona como uma incubadora de negócios ligados à sustentabilidade, nas áreas do Design, Gastronomia, Arte e Cultura. O ambiente também passou a incluir bares e restaurantes tradicionais de Minas Gerais, alguns com serviço direto no balcão, de modo informal e sem garçom, além de lojas com produtos vintage, segundo informações do site Meridianos.

O Mercado é um lugar agradável, preserva a arquitetura do antigo prédio de ar nostálgico, difunde a gastronomia mineira e é frequentado por uma galera animada e de prosa boa. De acordo com um dos lojistas do Mercado, o espaço ficou fechado por grandes períodos durante a pandemia, quando o lockdown estava bem rigoroso. Mas com a flexibilização o Mercado foi se adaptando, sempre com o uso obrigatório de máscara e álcool em gel.

No momento atual, o local tem um limite de no máximo 443 visitantes, e conta com mais de 25 lojas, onde o frequentador pode tomar um bom café, beber uma cerveja artesanal, vinhos, destilados e drinks, comer frutos do mar, massas e pratos italianos, assim como petiscos de boteco e culinária mineira, entre várias outras lojas/galerias que oferecem produtos diversos.

Sinval Espirito Santo, chef do restaurante Fubá, pontua que a vida do Mercado Novo é cheia de mudanças de roteiro, é um lugar que foi pensado para ser apoio para estabelecimentos da cidade e várias coisas aconteceram nesse caminho, como falência da construtora, incêndio, etc. Ele ressalta que o Mercado nunca deixou de ser vivo, sempre teve pessoas ali dentro, e acredita que não houve uma revitalização, mas sim uma nova forma de ocupação do Mercado Novo, que permite que tudo seja integrado.

Sinval, que também leciona no curso de Gastronomia da Una, explica sobre a parceria do Centro Universitário com o Mercado Novo, firmada em dezembro de 2021. O projeto, voltado para ser um centro de produção criativa, vai envolver os cursos de Gastronomia, Cinema, Comunicação e Moda de uma forma muito particular. O objetivo é que seja um espaço para os alunos produzirem conteúdos, materiais e terem a oportunidade de empreender.

Sobre ser um consumidor do Mercado Novo, o estudante Pedro Neto ressalta que a alegria, a agitação e a história do Mercado é o que torna o lugar um dos melhores pontos de Belo horizonte para ele. E que não pode deixar de mencionar a “grande gastronomia e os belos chops que se pode encontrar no Mercado”. Para ele, o Mercado Novo é um lugar sensacional e super agradável.

O primeiro contato com o Mercado (por Larissa Ferreira)

Foto: Larissa Ferreira

Meu primeiro contato com o Mercado Novo foi algo inexplicável. Todos os corredores tinham algo que me impressionava. Bares temáticos, um cheiro delicioso no ar e vários comércios. O que mais me chamou a atenção foi o clima descontraído e animado.

O primeiro bar que parei para conhecer foi o Herbário YVY, que tem algumas opções de drinks, com o famoso gin, cuja fábrica é sediada na nossa vizinha Nova Lima. São deliciosos drinks servidos em copos personalizados da marca, que saem de torneias embutidas na parede.

Foto: Larissa Ferreira
Foto: Larissa Ferreira

O Gira, outro dos bares mais famosos do Mercado, traz várias opções de vinho, de uvas diversas. O tempo em BH estava propício para tomar algumas tacinhas de vinho, então eu aproveitei (rsrs).

Foto: Larissa Ferreira

No Rotisseria Central o público encontra uma culinária de raiz que é deliciosa. Há quem diga que para ter uma experiência completa no Mercado você precisar provar o delicioso torresmo que eles tem como opção no cardápio.

A minha experiência com o Mercado foi totalmente segura em relação à Covid – 19. Em todos os estabelecimentos que passei há a exigência do uso da máscara para ser atendido. O Mercado se tornou um dos meus lugares favoritos em BH, estou ansiosa para voltar e me deliciar mais um pouco com a culinária e os bons drinks que ele traz.

 

Funcionamento

Restaurantes abertos para almoço – segunda a domingo, das 11h às 15h

Vendas de bebidas – quarta a sexta, das 17h às 22h; sábado, das 11h às 22h; domingo, das 11h às 18h.

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Por Bianca Morais 

Chegou o final do ano e junto com ele as festas natalinas, época de reunir a família e amigos, montar árvore de Natal, fazer pedidos ao Papai Noel, ceias recheadas de comidas gostosas, “All i want for christimas” da Mariah Carey e outras musicas natalina, luzes iluminando as casas e toda a cidade, amigo oculto e muito mais.

Agora, caso você queira encontrar tudo isso e um pouco mais, até mesmo neve, não tem lugar melhor que na Netflix, a plataforma de streaming tem diversos filmes e séries natalinas com muitas novidades, além dos clássicos. 

O Jornal Contramão hoje traz algumas sugestões de filmes de natal para maratonar neste mês.

Um castelo para o Natal 

Uma escritora recém divorciada acaba matando um dos personagens favoritos dos fãs em seu livro mais recente, o que provoca a fúria de muitos. Para fugir de toda confusão ela acaba indo para uma cidadezinha onde seu pai havia crescido, no lugar existem muitos castelos e ela acaba com  o herdeiro de um deles.

A mulher tenta a todo custo comprar o castelo desse rapaz que não quer vendê-lo. Os dois acabam vivendo juntos nele e o tempo todo ele tenta fazer  com que ela desistisse de comprar o lugar. A escritora vai vivendo na cidade, conhecendo as pessoas, fazendo amizade e claro, se apaixonando pelo homem. O bom e velho clichê romance ambientado pelo Natal.

 

A Família Noel

O filme conta a história de uma família que acaba de perder o pai e tem que se mudar para outra cidade para ficarem mais perto do avô. O garoto da família (Jules) detesta o Natal, mas descobre que seu avô é o papai noel e por causa de um infarto não poderá fazer as entregas desse ano, Jules então resolve ajudar. O filme é emocionante e trás bastante conceito pra quem perdeu alguém perto de uma data comemorativa.

A princesa e a plebéia

A história é uma franquia com três filmes estrelados pela atriz Vanessa Hudgens, a trama é de duas mulheres que se parecem muito e podem ser parentes distantes, uma é duquesa e outra confeiteira, elas decidem trocar de lugar. Em cada filme uma aventura diferente e nele se aborda a questão da amizade

Um menino chamado Natal

O longa é sobre um garoto que mora na floresta com seu pai, pois perdeu sua mãe. Antes de morrer, ela sempre contava histórias de elfos e dizia que eles já tinham ido à sua vila. O menino tinha fé que existiam, o pai nem tanto, mas a mando do rei foi atrás da vila dos elfos. 

O menino ficou com sua tia, que não era tão legal, por isso, fugiu para encontrar o pai e acabou encontrando um velho elfo que lhe deu poderes, retornando a vila descobre que humanos não eram bem vindos e foi preso, no final consegue fugir e achar seu pai. Esse filme fala muito sobre o luto, como conviver com a dor e fazer o melhor com ela.

​​Tudo bem no Natal que vem

O filme brasileiro protagonizado por Leandro Hassum fez sucesso no ano passado com a história do pai de família que depois de sofrer um acidente acaba vivendo o dia de natal todos os dias, não se recordando de nada que viveu ao longo do ano. A comédia arranca risos e chorar e vale muito a pena.

Recentemente a Netflix liberou uma lista com várias outras sugestões para os assinantes curtirem o fim do ano, confira no Instagram. 

 

 

 

 

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Por Daniela Reis 

A Black Friday é um evento promocional do comércio varejista. A ação que tem como objetivo incentivar as vendas no final do ano surgiu nos Estados Unidos e acontece sempre na sexta-feira após o feriado de ação de graças nos Estados Unidos. Esse ano será no dia 29 de novembro. 

Como surgiu? 

O termo “black friday” é bastante popular e é de conhecimento de muitos que ele se refere ao dia de liquidações de lojistas. No entanto, ninguém sabe ao certo como e porque esse nome foi atribuído ao dia de liquidações após o Dia de Ação de Graças.

Acredita-se que o termo foi usado pela primeira vez no século XIX e teve relação com um esquema criado por dois investidores para enriquecer. Jay Gould e Jim Fisk elaboraram um esquema para que eles controlassem o mercado de ações do ouro nos Estados Unidos. A ação era ilegal e contou até com suborno de um parente do presidente Ulysses S. Grant.

Os dois investidores conseguiram fazer o preço das ações do ouro disparar e enriqueceram, mas o governo interveio na situação e começou a vender o estoque de ouro que tinha guardado. Isso fez com que o preço das ações do ouro despencassem e muitos que tinham comprado para aproveitar a alta perderam muito dinheiro da queda dos preços. Eles nunca foram investigados pelo esquema e saíram ilesos de suas ações. O episódio aconteceu em 24 de setembro de 1869 e ficou conhecido como “black friday”, que significa, em uma tradução livre, “sexta-feira negra”.

Outra hipótese é de que uma revista da década de 1950 que chamou a sexta-feira após o Dia de Ação de Graças de black friday. A justificativa para o termo era que, de acordo com a revista, muitos trabalhadores agiam na sexta após o feriado como se fossem vítimas da black death, a peste negra em inglês, fazendo com que o dia fosse uma black friday.

Já a última teoria sugere que o termo black friday se popularizou na Filadélfia, cidade em que os policiais começaram a usar o termo para se referir à sexta após o feriado, porque era um dia que havia muita gente na rua e que o trânsito ficava sobrecarregado.

Black Friday assinou o passaporte

Por muito tempo, os lojistas canadenses morriam de inveja de seus colegas americanos, especialmente quando seus clientes fiéis colocavam o pé na estrada rumo ao sul em busca de boas compras. Por esse motivo passaram a oferecer as suas próprias liquidações – apesar de o Dia de Ação de Graças no Canadá acontecer um mês antes.

No México, a Black Friday ganhou novo nome – ‘El Buen Fin’, ou “Bom fim de semana”. A comemoração é associada ao aniversário da revolução de 1910 no país, que às vezes cai na mesma data que o Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos.Como o próprio nome sugere, o evento dura o fim de semana inteiro.

No Brasil, onde o feriado de Ação de Graças não existe, a data passou a ser incluída no calendário comercial do país quando os lojistas perceberam o potencial de vendas do dia, estima-se que o movimento começou por aqui em 2010. Desde 2010 para cá, as regiões brasileiras que mais compram na Black Friday são: Sudeste (71,5%), Sul (36%), Nordeste (9,9%), Centro-Oeste (5,2%) e Norte (2,1%).

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Por Daniela Reis

Para os amantes da animação e do Walt Disney, 18 de novembro é uma data especial. Foi nesse dia, no ano de 1928, que o famoso personagem Mickey Mouse apareceu pela primeira vez em um desenho animado. O simpático ratinho e a sua namorada Minnie foram os protagonistas de “Steamboat Willie”, a primeira animação com música e som da história. Esse pequeno filme ficou marcado pela apresentação do personagem ao mundo, datando assim, o seu aniversário.

Dirigido por Walt Disney e Ub Iwerks, produzido pelos Estúdios Walt Disney e distribuído pelo Celebrity Studios, “Steamboat Willie” foi exibido no Universal’s Colony Theater (hoje The Broadway Theatre), em Nova York.

A história de pouco mais de 7 minutos traz Mickey dentro de um barco a vapor em um rio. O ratinho aparece como capitão do barco, mas logo é “deposto” pelo verdadeiro comandante, o carrancudo gato Pete. Em certo momento, a embarcação para e surge Minnie, que se junta ao namorado. O desenho segue com o casal se divertindo fazendo música com o som dos bichos do barco!

Uma curiosidade interessante sobre a produção é que o próprio Walt Disney fez todas as vozes da animação, incluindo as de Mickey e Minnie – na verdade, são mais sons do que propriamente vozes. A trilha sonora teve arranjos de Wilfred Jackson e Bert Lewis, além das músicas “Steamboat Bill”, composição de Arthur Collins de 1911 e “Turkey in the Straw”. O nome da animação é uma paródia do filme de Buster Keaton, “Steamboat Bill Jr.”, que, por sua vez, é uma referência à música de Collins.

Mickey Mouse reapareceria pela segunda vez em um desenho em dezembro de 1928, em “The Gallopin’ Gaucho”.

Curiosidades do rato de suspensório

 – No início, o personagem principal de Walt Disney não era Mickey e sim Oswald, o coelho sortudo. Walt Disney acreditava que o personagem seria um sucesso, mas em uma viagem para tentar conseguir dinheiro para a produção, os investidores deram uma resposta negativa e, como os direitos autorais do personagem pertenciam a eles, assumiram o controle do personagem.

– O primeiro nome de Mickey Mouse, na verdade era…Mortimer!

– O nome “Mickey” foi sugerido por Lillian, esposa de Walt, que achou o nome Mortimer muito pretensioso e sugeriu Mickey. A partir daí, nascia um astro!

– As primeiras palavras de Mickey foram: “Hot Dog! Hot Dog!”, a fala faz parte do curta-metragem The Karnival Kid (1929). Daquele momento em diante, na maioria dos curtas de Mickey durante a Segunda Guerra Mundial foi o próprio Walt Disney que deu voz a Mickey.

– Apesar do nome Mickey Mouse ser conhecido no mundo todo, em italiano, é chamado de Topolino; em alemão, é o Micky Maus; em espanhol, Raton Mickey; em sueco, Musse Pigg; e em mandarim, Mi Lao Shu.

– Mickey participou da cerimônia do Oscar duas vezes. Em 1998, o personagem subiu ao palco para entregar um envelope ao ator Tom Selleck. Já em 2003, Mickey voltou a aparecer na cerimônia como animação ao lado da atriz Jennifer Garner.

– Mickey Mouse chegou à televisão em 1950. Nesta década, Walt produziu um especial de Natal para televisão chamado “One Hour in Wonderland“. O desenho clássico Relojoeiros das Alturas (1937) também foi apresentado como parte das comemorações de fim de ano.