curiosidade

Foto por Ana Luísa Arrunátegui

Texto por Henrique F Marques
Vídeo e edição por Ana Luísa Arrunátegui e Henrique F Marques

Expedições surgiu de algumas conversas no NUC (Núcleo de Convergência de Mídia) base do Jornal Contramão, este é um projeto baseado na idéia de se aprofundar no desconhecido e conseguir coletar suas histórias, não se importando com a veracidade dela e sim, em mostrar as pessoas ali presentes. Sem nenhuma pauta fixa, com uma mochila, câmeras e quase sem contatos, os representantes do Contramão, chegam a cidade para descobrir o quais são as histórias e lendas do lugar.

No lançamento os estagiários Ana Luísa Arrunátegui e Henrique Faria Marques, viajaram para a cidade de Rio Acima, localizada à cerca de 36km do centro de Belo Horizonte. A região é conhecida pelas suas lindas cachoeiras abertas ao público, com cerca de 8 mil habitantes, a cidade passa a impressão de não ser tão acolhedora, como na verdade é, entre alguns olhares estranhos, que falava “olha os dois turistas”, os viajantes encontraram pessoas que os recebiam, com um pouco de receio, porém com muita educação como por exemplo “Preta”, que tem uma loja no centro do município.

Preta os recebeu muito educadamente e com pouco tempo de conversa, já soltava risadas e contava alguns casos que vira, em companhia de Ninilza, que no começo foi uma pouco mais reservada, explicou um pouco de como as coisas funcionavam por ali.

Mesmo sem pauta fixa, o vídeo abaixo foi produzido com as histórias nos contadas e com elas, temos a idéia de como que a cidade e seus habitantes se comportam, tanto entre si, tanto com seus visitantes.

 

Por: Rúbia Cely

 

Vemos diariamente diversas campanhas que nos incentivam a aderir a doação de sangue, assim como medula e outros órgãos gerais do corpo. Mas, assim como nós, seres humanos, os animais também demandam de cuidados médicos e uma hora ou outra podem necessitar de doação. Vertente veterinária pouco divulgada, resulta na escassez de sangue veterinário nos estoques do país.

Segundo Rafaela Lima, médica veterinária, existem inúmeras causas que podem fazer o animal vir a precisar de uma transfusão sanguínea, conta que geralmente são doenças que causam anemia profunda, como as transmitidas pelo carrapato, leishmaniose, alguns casos de neoplasia (tumor), em casos de cirurgias, hemorragia aguda ou tudo que gera uma baixa de células no sangue, levando os animais a precisarem da doação.

Lima, que trabalha na Element Vital – Banco de Sangue, revela que eles são o primeiro lugar especializado de Minas Gerais, “Existem clínicas que oferecem bolsas, mas a maioria tem o material para atender as demandas internas, podendo acabar vendendo para outras clínicas, mas especializados, somos apenas nós”.

Por existirem poucos locais que trabalham com a demanda de transfusão em animais e somada a pouca visibilidade que campanhas de doação de sangue para estes tem, os estoques dos bancos são insuficientes. Rafaela revela que a maior dificuldade está em encontrar doadores.

Será que seu animalzinho pode ser um doador?

Atualmente em Minas Gerais, a Element Vital é o órgão que recebe as doações, trabalhando atualmente apenas com sangue de cães, e para ser um doador o animal precisa preencher alguns requisitos.

O seu animal deve:

  • Ter entre 1 e 8 anos;
  • Ter o peso maior ou igual à 25kg;
  • Não ter feito transfusão;
  • Ter as vacinas em dia;
  • Ter o controle das pulgas (desejável);
  • Em caso de fêmea: Não estar gestante ou amamentando;

A dálmata Louie em sua segunda doação de sangue para Element Vital.

 

O sangue canino:

Os cães podem ter mais de vinte tipos sanguíneos, mas somente oito tem uma importância clínica. Os grupos sanguíneos dos cães são classificados em dog erythrocyte antigens – antígenos de eritrócitos de cães (Dea), de Dea 1.1 à 1.3 e de Dea 3 à 8. A tipificação sanguínea apenas para Dea 1.1 e 1.2, pois são o grupo que pode causar mais reação durante a transfusão.

A tipagem é um teste muito caro, em termos de mercado dos laboratórios o valor gira em torno de 200 reais, conta Rafaela, explicando que é necessário realizar os testes com os dois animais, o doador e o receptor. Portanto, o teste de compatibilidade costuma ser a primeira escolha por parte das clínicas e clientes por ser mais acessível financeiramente.

A média do valor da bolsa de sangue aqui em Minas é R$300,00, sem contar com o procedimento e internação do animal, podendo variar de acordo com tamanho e peso do animal. Além da Element Vital, outros dois locais realizam transfusão e atuam como banco de sangue.

Para mais informações sobre tipagem, compatibilidade e para doar, você pode ligar para:

Element Vital – banco de sangue

Contato: (31) 99982-4445

Endereço: R. Platina, 165 – Sala B – Prado, Belo Horizonte – MG, 30410-430

 

Pronto Socorro Veterinário

Contato: (31) 3422-5020

Endereço: R. Jacuí, 891 – Bairro Floresta, Belo Horizonte – MG.

 

Life Hospital Veterinário

Contato: (31) 2552-5694

Endereço: Rua Platina, 165 – Prado, Belo Horizonte – MG.

 

foto: bhaz

 

Por Hellen Santos 

Em comemoração aos 120 anos da capital mineira, a Prefeitura de Belo Horizonte, lançou na manhã desta terça-feira, 28, a nova marca da casa e o calendário comemorativo de aniversário. Entre os dias 01 e 12 dezembro, a cidade estará em festa. Está programado mais de 170 eventos distribuídos pela cidade, entre eles Show da banda mineira Skank, na Praça da Estação e apresentação do Grupo Cine Galpão Horto.

 

 

Os centros culturais distribuídos nas nove regionais também entrarão na programação. Segundo a Gerente de Desenvolvimento Turístico da Belotur, Ana Gabriela Baeta, as festividades contam com visitações a pontos turísticos, guiadas e gratuitas. “Os passeios ocorrem entre os dias 01 e 03 de dezembro em dois turnos: manhã e tarde. Haverá visitas na região da Pampulha, Mercado Central e ao Cemitério do Bonfim, onde as pessoas poderão conhecer a história, as escrituras e as obras de artes”, detalha Baeta.

 

 

De acordo com a PBH, para as festividades foram aplicados cerca de 1 milhão de reais no município. Segundo o presidente da BeloTur, Aluizer Malab, a reunião desta manhã também serviu para anunciar as boas novas da capital. “O Hospital Metropolitano Doutor Célio de Castro, no Barreiro está com seus leitos 100% em funcionamento.”, destacou Malab afirmando “Estamos muito felizes e comemorando.”

 


Não quer ficar de fora das comemorações? Então fique atento ao site da PBH que traz toda a programação em detalhes. https://www.belohorizonte.mg.gov.br/120anos

Por Henrique F Marques

O projeto Mulheres Cabulosas da História foi idealizado no dia 8 de março de 2016, Dia Internacional das Mulheres, por um grupo de mulheres do Movimento Social Levante Popular da Juventude.

Ele é composto por dois ensaios fotográficos realizados por mulheres que recriaram imagens de 100 mulheres importantes na história nacional e internacional que foram apagadas, ou melhor, invisibilidades, por homens que estavam ao seu redor como Dandara dos Palmares, que foi liderança e companheira de Zumbi. A primeira parte do projeto encerrou no último dia 24 de novembro, momento no qual encerrou a campanha de financiamento coletivo via Catarse. A segunda parte do projeto consiste no pensamento e discussão das próximas etapas, como por exemplo, a elaboração e diagramação do Livro “100 MULHERES CABULOSAS DA HISTORIA” que deverá ser publicado primeiro semestre de 2018.

Catarse: catarse.me/mulherescabulosasdahistoria
Email: mulherescabulosasdahistoria@gmail.com
Página: facebook.com/mulherescabulosasdahistoria

Divulgação Prêmio Zumbi

Por Lucas Motta

Com a proposta de valorizar e preservar a cultura de matriz africana, a Companhia Baobá Minas realizou o 8° Prêmio Zumbi de Cultura, na noite da última quarta-Feira (22) no Sesc Paladium, Hipercentro de pelo Horizonte, em comemoração da Consciência Negra (20/11).

Idealizadora do Prêmio, a Diretora e coreógrafa da Cia, Júnia Bertolino explica que a festa contempla pessoas que se destacam no campo artístico da política e cultura negra, um espaço para refletir sobre a resistência e as representatividades negra nas artes.

“Estou emocionada e agradecida a todos parceiros pela realização de mais uma edição do VIII Prêmio porque sabemos como é importante a valorização de nossos mestres populares e artistas da cidade.  Sobretudo neste momento de crise política, crise econômica mundial, onde aumenta as disputas e os preconceitos. É importante ter iniciativa de companheirismo, de eventos que despertem a reflexão e motive os artistas e grupos a unir forças e enfatizar que juntos somos mais fortes, reconhecer iniciativas positivas realizadas por pessoas que convivem conosco, seja na escola, trabalho, na cultural e na política“ diz.

Considerada a maior premiação negra do estado, desde 2010, a festa abriu espaço para apresentações de grandes artistas como Mestre Conga, Coral Brasil African Vozes, Sérgio Pererê, Alameda Musical e a Cia Baobá Minas que tem por missão abordar o cotidiano do negro, sua cultura, valores e artes. A festa celebrou a memória de Zumbi dos Palmares que deixou um legado de identidade Africana muito forte, uma cultura que vai além dos livros de história que preserva a ancestralidade.

 

Nesta edição foram 11 homenageados, dentre elas a aluno de Jornalismo do Centro Universitário UNA Sarah Santos, pessoas guerreiras na cidade de  Belo  Horizonte,  com  ações  que  beneficia todo  estado de  Minas  Gerais. Como é  o  caso  do professor  e   escritor  Anelito de  Oliveira que através da  literatura alcança vários  educadores  do  território  nacional  chamando  atenção  para  valorização  da  escrita, religiosidade e  da  cultura.

 

Homenageados  do  Prêmio  Zumbi de Cultura –   Cia Baobá Minas Mamour Bá (Música), Sarah Santos (Protagonismo Juvenil), Maria Luiza –  Luzia (Menção Honrosa), Associação Cultural Fala Tambor (manifestação Cultural), Júlia  Santos  (Teatro), Tania Cristina – Makota Kizandembu – (Atuação Política), Anelito Oliveira (Literatura), Célia Gonçalves – Makota Celinha (Religiosidade), Marilene Rodrigues (Dança), Macaé Evaristo (Personalidade Negra), Isabel Goes Cupertino (Educação).

O prêmio foi distribuído nas seguintes categorias: dança, teatro, música, religiosidade, literatura, educação, manifestação cultural, personalidade negra, menção honrosa, protagonismo juvenil e atuação política. Os contemplados receberam um troféu confeccionado pelo artista plástico Jorge dos Anjos.

PROGRAMAÇÃO

No dia 29/11  às  16h no auditório José  de  Alencar da Assembleia Legislativa (R. Rodrigues Caldas, 30 – Santo Agostinho) recebe a “Roda de conversa: Diálogos e reflexão – homenageados do Prêmio Zumbi de Cultura”,  artistas  e  mestres  populares  estarão reunidos no  espaço  de  debate  político para a construção  e  implementação de  políticas  públicas  para  a  comunidade  negra, reforçando  a  importância de  valorização da  cultura e  da  arte  negra do  povo  brasileiro. Participe!

 

Por Hellen Santos

Há quase 100 anos a Praça Sete vem encantando mineiros e turistas com suas variedades culturais, dentre elas, museus, teatros, músicas ao vivo e seus diversos barzinhos aos redores. Dentro de todo esse brilho, o que mais chama atenção de quem passa pelo centro da capital mineira é a quantidade de vendedores ambulantes, artesões e camelôs.

Aos arredores da praça encontramos praticamente de tudo:  doces, frutas, artigos para celular, brinquedos e até mesmo lingeries. Andando um pouco mais pela região e possível comprar ainda, plantas, flores, artesanatos e quadros de artistas plásticos. Demétrio Silva trabalha cerca de 40 anos no mesmo lugar, segundo ele, o policiamento na região todo o tempo o deixa mais tranquilo, porém, o que vem tirando o sono de Silva é a tentativa de ocupação de imigrantes que estão sendo feitas na praça para, de acordo com ele “roubar” seu espaço de trabalho durante as madrugadas.

Fernanda Santos de 22 anos, que passa todos os dias pela praça, não acredita que o comércio informal no local atrapalhe os comerciantes da região. Para ela está foi a melhor forma que os camelôs encontraram para trabalhar e ganhar seu sustento de uma forma “correta”.

Legalização dos Camelôs

Em junho deste ano, o prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil decretou a retirada e o cadastramento de cerca de mil camelôs das ruas da cidade, com o objetivo de colocá-los em shoppings populares, além de proporcionar aos comerciantes uma qualificação. Porém, na ocasião a proposta não foi bem aceita pelos comerciantes e hoje, quem passar pela praça pode observar a resistência dos camelôs em se manter nas ruas de forma ilegal.

Quem pode estar na rua?

Os únicos profissionais que obtêm o direito de estar nas ruas são os artesões (hippies e indígenas), conforme a LEI n. º 13.180, DE 22 DE OUTUBRO DE 2015, onde presume o exercício de atividade predominantemente manual, tornando assim, uma profissão regulamentar e com direitos de atuar em qualquer espaço público de território Brasileiro. Já em Belo Horizonte, pessoas com deficiência também podem trabalhar como vendedores ambulantes desde que sejam licenciadas pela prefeitura.