Desvendando BH
Lugares pouco conhecidos da capital mineira

Quinta é dia de feira na Savassi. Comidas típicas, doces, frutas, verduras, legumes, biscoitos e bebidas, são comercializados, dando ao centro da capital, um aspecto interiorano, lembrando as feiras de domingo. A Feira Modelo é conhecida em Belo Horizonte como a ‘Feirinha da Savassi’, e acontece semanalmente na Rua Tomé de Souza, esquina com Cristovão Colombo, sempre a partir das 14 horas.

Cada barraca é responsável por um produto específico. Feirante há 15 anos, Wilson Lazaro Ferreira, 45, vende doces de diferentes tipos, balas, queijo fresco e feijão.  Ferreira chega à Savassi por volta das 13h e permanece até as 19h. “As outras barracas ficam até às 10 horas da noite, mas a minha não dá movimento até esse horário”, diz. O produto mais vendido é o queijo, tanto para os clientes fiéis e antigos, quanto para os novos.

Um pouco mais a frente, Agda Maria Simeão, 48, cuidava das bebidas.  “No período da noite o pessoal consome bastante.”, diz. Além de cervejas e refrigerantes, Simeão vende sanduíches e pequenas porções de carne. “A freguesia é boa graças a Deus, dá para faturar bem”, conta a feirante enquanto termina de guardar as bebidas no freezer.

Outra atração da feira é a barraca de milho da Ivanilda Rodrigues. Com 57 anos, Rodrigues trabalha como feirante há 40 e vende pamonha, mingau de milho e milho verde cozido há 13 anos na Savassi. O cheiro de milho invade a feira toda, atraindo clientes do Rio de Janeiro e São Paulo, que de acordo com a feirante, sempre voltam para comprar mais. O segredo da pamonha ela não revela: ”o preparo da pamonha dá trabalho. Tem que cortar, passar na máquina, tirar o suco do milho, misturar açúcar, manteiga, queijo e colocar para cozinhar”.

E como não pode faltar em uma boa feira, a barraca de frutas e legumes também atrai sua clientela fiel. A maioria das frutas é comprada no Ceasa, o outras como morango, mexerica, caqui e banana chegam direto do produtor. Giovane Lauriano Teixeira, 44, é feirante há 15 anos. A barraca grande, cheia de frutas e legumes de diversos tipos é resultado de um trabalho em família. “Todos ajudam um ao outro dentro do possível. Aqui na Savassi, todos me conhecem”, diz Teixeira sorrindo, enquanto atendia os clientes. O aposentado Ronaldo Aroeira vai à feira todas as quintas, sempre com um carrinho ou uma sacola bem grande para guardar suas compras. O produto que não pode faltar segundo ele é a ‘mexerica carioca’: “Pode até ter em outro lugar, mas já sei que aqui tem e é bom, então para quê sair daqui?”, diz.

O órgão responsável pela fiscalização e manutenção da feira é o ‘Abastecimento’, da Prefeitura de Belo Horizonte. Cada feirante paga anualmente uma taxa à prefeitura, correspondente ao tamanho de sua barraca. No entanto, uma das reclamações dos feirantes é justamente a ausência dos fiscais da prefeitura no local, que aparecem e passam apenas uma vez ao dia.

Mesmo com algumas dificuldades, o clima de diversão e descontração prevalece na feira. “Costumo dizer que a gente ganha pouco, mas diverte muito”, conta sorrindo o feirante Wilson Lazaro Ferreira.

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Por: Débora Gomes

Repórter: Danielle Gláucia e Iara Fonseca

Fotos: Débora Gomes

São seis horas da tarde, hora do rush na Rua da Bahia, vestindo um pequeno smoking, combinando com o sapato e uma calça social, o menino carregava sua maleta e um hamster soltava de dentro do bolso. O pequeno mágico André de Paula Silva,12, trabalha como artista de rua há seis meses. Ele para em frente às mesas dos bares e começa a fazer seus números.

André aprendeu a fazer truques de mágica com um senhor chamado Henrique, que também é mágico e faz seus números na praça sete, em frente ao MC Donald’s da Avenida Afonso Pena, esquina com rua Rio de Janeiro. Ele conta que sonha em ser mágico desde pequeno e um dia, enquanto passeava pelo centro da cidade, viu Henrique fazer mágicas, deixando o menino maravilhado. Ele chegou perto e pediu para que o mágico lhe vendesse um baralho para que pudesse aprender o ofício. Henrique então deu de presente o baralho e o smoking e outro amigo lhe deu um sapato social, montando assim o figurino do pequeno artista.

Em menos de cinco meses André já tinha aprendido inúmeros truques. “Já sei muita coisa, nem sei quantos números eu já aprendi com o mestre Henrique” conta André que chama o professor de “mestre”.

Durante as apresentações ele faz desaparecer pedaços de plástico, faz truques com baralho e uma pequena caixa de fósforos. “O hamster ainda não tenho truque para ele, estou estudando ainda” relata André. No final da apresentação ele recebe uma gorjeta, que segundo André, usa para ajudar em casa.


Morando em Sabará, André vem todo o dia para a Praça da Liberdade e volta para casa sempre perto das nove horas. “É longe a minha casa e não gosto de deixar a minha mãe preocupada”. André já chegou a ganhar 150 reais em um único dia de trabalho e a maior gorjeta que já ganhou, segundo ele, de um homem muito generoso, foram 50 reais. “Eu ajudo em casa com tudo, mas se ganho um dinheiro extra eu gasto com alguma coisinha pra mim” conta com um sorriso no rosto. “Preciso de mais instrumentos, uma bengala, uma cartola, mas é tudo muito caro pra mim ainda” finaliza André.

Perguntamos o que a mãe de André acha do filho ficar na rua, trabalhando com mágica. “Ela acha o máximo eu ser artista de rua, que mãe não gostaria disso pro filho?” conta orgulhoso o pequeno mágico.

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Por Daniella Lages
Fotos e vídeo Ana Paula P.  Sandim
Edição vídeo Marcos Ramos

A terceira idade abriu portas para o Contramão no Espaço de Convivência Digital do Idoso, localizada na rua da Bahia, dentro da Biblioteca Pública Luiz Bessa. Com objetivo de despertar interesse da população acima de 60 anos, o projeto mantido pelo Conselho do Idoso possui um espaço dentro do prédio onde são ministradas as aulas de informática no período da tarde.

Magda Pimenta diz que as aulas começaram nesta segunda e já tem desenvolvido bastante. A aposentada declara que está adorando o curso e os professores são bastante dedicados.

A aluna Maria Alice Oliveira, diz que tomou conhecimento das aulas através de uma amiga que fez o curso anteriormente. A turma tem 12 alunos e o curso tem duração de um mês. O projeto possui duas turmas com total de 24 alunos. Hoje eles estão aprendendo a colorir, digitar textos e enviar e-mail’s.

Dirce Martins, diz que gosta muito de escrever e que está aprendendo a navegar na Internet para conversar com seus filhos que moram distante, mas enfatiza que não deixou de enviar as cartas manuscritas e que seus filhos também fazem questão de recebê-las.

Quem participa das aulas há mais tempo, Joana Queiroz, relata à importância do mundo digital, ‘‘eu amo esse espaço, faço novas amizades, mando mensagens para minha filha que mora no exterior e escuto música pelo computador ’’.

O instrutor Wesley Pinto da Silva, 17 relata a seriedade do processo seletivo, o qual participou que tinha como prioridade o bem – estar dos idosos. O professor Messias Alves Neves, 17, conta que o método de ensino é seguir no ritmo de cada aluno e o espaço fica aberto nos demais horários para navegação. As aulas são gratuitas e você pode obter informações no local.

Por: Camila Sol e Iara Fonseca

Inaugurado neste domingo, 21 de março, o Circuito Cultural Praça da Liberdade cativou grande parte da população mineira. Os prédios históricos agora restaurados contam com novas instalações, exposições interativas e variadas atrações abertas ao público. Durante toda a tarde a praça contava com a apresentação de malabares, roda de samba e capoeira, break, grafite, tango, teatro, grafite, estátuas vivas entre outras.

inauguracao-circuito-cultural-pca-liberdade-210310-2491O Governador do Estado, Aécio Neves, esteve na praça para prestigiar o evento tirando fotos com o público ali presente. Acompanhado por uma multidão partiu para a inauguração do Espaço TIM UFMG do Conhecimento onde encontrou seu vice, Antônio Augusto Anastasia, o Prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, O vice-presidente da TIM, Rogério Takanayagi e o Reitor da Universidade Federal de Minas Gerais, Clélio Campolina Diniz.

O Espaço TIM UFMG do Conhecimento, foi o único aberto para visitação no dia. A exposição inauguracao-circuito-cultural-pca-liberdade-210310-345que reúne passado, presente e futuro está espalhado pelos cinco andares que retrata “A origem da vida e a trajetória do homem”. Dispõe também com planetário e observatório astronômico que chamou a atenção de todas as idades.

Antes do show via-se dos mais diversos grupos reunidos, uma rica variação de tribos urbanas espalhados por todo o circuito para prestigiar os artistas. Pessoas vieram em grandes grupos, famílias e alguns trouxeram até os cachorros. O momento mais esperado era o Show.

post-2Lô Borges deu inicio as apresentações no palco principal que reuniu milhares de fãs. Milton Nascimento encantou a todos e dividiu o palco com Fernanda Takai, Rogério Flausino, Wagner Tiso, Marina Machado e Telo Borges. As 20 horas encerrou-se as apresentações, mas os arredores continuaram com a animação incial.

 

Todos os acervos culturais estarão abertos a partir desta terça, 23 de março.

Mais fotos na Galeria

Por: Camila Sol

Grande parte de nossas vidas passamos dormindo. Dormir, afinal, é algo necessário, proporciona bem- estar e auxilia a saúde e é essencial para nós manter bem-dispostos para a rotina de trabalho, estudo e práticas esportivas.

No horário de almoço, entre o meio-dia e às 14h, a Praça da Liberdade recebe uma grande quantidade de pessoas que faz nos bancos, sob a sombra das árvores a sua sesta, ou seja, aquela velha sonequinha após a refeição. O auxiliar de serviços gerais, Cleiton Noé, 34, aproveita o horário do almoço, para tirar 40min para dormir, recarregando, assim, as suas energias gastas pela manhã.

Os estudantes, André Cangusso, 21, Ninam Morais, 18, e Ana Claudia, 22, sempre que podem cochilam nos gramados da praça, segundo eles, um ambiente que é bem propicio ao sono. André diz que relaxa, sobre o frescor da praça, esquecendo por alguns minutos os problemas do dia-a-dia, e após a soneca trabalham em seus estágios com mais ânimo.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, uma ‘sonequinha’ após o almoço diminui em 50% o risco de IAM (Infarto Agudo do Miocárdio)’’. Esse momento de descanso proporciona disposição para o restante do dia. site: Medicina Chinesa


Por: Iara Fonseca

Fotos: Iara Fonseca

Os buracos, vilões dos pneus de carros e dos tornozelos de pedestres, fazem parte da rotina daqueles que passam pelas ruas Bernardo Guimarães e Gonçalves Dias, no bairro Lourdes. Ocupando grande parte das calçadas, os buracos causam transtornos e incômodo aos pedestres, que quando não conseguem desviar a tempo, torcem o tornozelo ou até mesmo caem.
De acordo com os funcionários de um restaurante situado na Rua Bernardo Guimarães, é comum ouvir reclamações de clientes sobre os buracos: “Principalmente mulheres que usam salto. Elas sempre passam por aqui reclamando dos buracos, mas ninguém faz nada para arrumar.”, conta um dos funcionários. Para a dona de casa Maria Inês da Silva, 49, os buracos são uma armadilha: “Às vezes a gente passa distraído, sem nem lembrar dos buracos e por pouco não cai. Para pessoas mais velhas é um perigo, principalmente a noite, que não dá para enxergar muito bem.”, afirma a pedestre.
Em contato com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) pelo telefone 156, a informação é que os fiscais tem o prazo máximo de cinco dias úteis para analisar o local após a solicitação de reparo das calçadas e tomar as devidas providencias como uma “operação tapa buracos”.

Por: Débora Gomes
Foto: Débora Gomes