Desvendando BH
Lugares pouco conhecidos da capital mineira

O Museu de Mineralogia Djalma Guimarães que funcionava no prédio conhecido como Rainha da Sucata desde 2000, funcionará agora no prédio da antiga Secretária de Educação devido ao Circuito Cultural da Praça da Liberdade. Ele se chamará Museu Minas e Metal. Segundo o vigia Geraldo José Mendonça o Museu de Mineralogia Djalma Guimarães fechou suas portas para visitação no dia 30 de dezembro de 2009.
De acordo com Vagner Ferreira supervisor da obra no prédio onde funcionava a Secretária de Educação o Museu dividirá espaço com um teatro, um cinema, um espaço educacional da Vale com a história da empresa e do Brasil e um espaço do Banco do Brasil com a história do banco. O prédio da Secretária de Educação ainda está em obras.

Por: Natália Oliveira

Foto: Débora Gomes

12 de dezembro, Belo Horizonte completa 112 anos. Para comemorar o aniversário da capital, uma série de atrações culturais e inaugurações de projetos e obras da prefeitura acontecerá em toda a cidade durante esse mês. Sendo todos os eventos gratuitos. Na região centro sul, Savassi, o Café com Letras, está com a Exposição de Luminárias “Luzes da Cidade”. Realizada pelo Museu do Cotidiano e Instituto Cidades Criativas. A  Exposição, que teve sua abertura no dia 8 de dezembro, se prolongará até 10 de janeiro.

A partir das 9h, neste sábado na Praça da Liberdade, acontecerá  o Programa Viva a Praça, que trará diversas atrações para a população. O Viva a Praça também marca a oitava edição o Dia V ( dia do  voluntário), evento com várias ações cidadãs, que mobiliza toda a população  para fazer alguma atividade em benéficio da comunidade.

Fechado desde outubro de 2007, para reformas, o Centro de Cultura na rua da Bahia reabre suas portas e volta ao circuito cultural de Belo Horizonte. E no dia 14 reabre suas portas ao publico com a Exposição “Rui, Sete e Raul: memórias de praças do hipercentro”. A Exposição contará com as fotos das praças mais famosas da capital, Rui Barbosa, Sete de Setembro e Raul Soares. Será apresentada também uma mostra de curtas – metragens contemporâneos, de 14 a 18 de dezembro. O Centro de Cultura se localiza na Rua da Bahia, 1.149, Centro.

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Texto e foto: Ana Paula P. Sandim

O conjunto arquitetônico “Encontro Marcado” será transferido da Praça Carlos Drummond de Andrade para a Biblioteca Pública Estadual Luis Bessa. A obra, composta pelas estátuas de bronze em tamanho natural dos escritores Otto Lara Rezende, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e Hélio Pelegrino, ficavam entre a antiga Secretaria de Educação e o anexo da Biblioteca Pública, em frente à Praça da Liberdade.
Helena Maria Alves, arquiteta responsável pela transposição do monumento, esclarece que com a implantação do Circuito Cultural da Praça da Liberdade, as estátuas perderam a visibilidade no lugar onde estavam. “Nada mais conveniente do que trazer o conjunto arquitetônico dos escritos para frente da biblioteca,” ressalta.
A obra, projetada pelo artista plástico Léo Santana, faz alusão ao livro de Fernando Sabino, “Encontro Marcado“, publicado em 1956, e recria um encontro casual dos “quatro cavaleiros do apocalipse”, como eram conhecidos os escritores. O intuito era eternizar a amizade deles.  O monumento, muito popular, foi inaugurado em 2005 e foi alvo de depredações nos anos seguintes.

Por: Natália Oliveira

No cruzamento das ruas Gonçalves Dias com Bahia, o Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual (Sindifisco) protesta contra o governo de Minas. Jovens estendem uma faixa e distribuem panfletos a fim de divulgar a ação. Segundo o sindicato, o governo fezimg_00592 cortes em investimentos sociais como saúde, educação e segurança, enquanto as despesas como o  pagamento da dívida crescem. No panfleto podemos ler: “Nos últimos anos, a dívida do Estado cresceu de R$ 35 bilhões para R$ 60 bilhões e o governo, agora, faz um empréstimo de mais R$ 1 bilhão. O Centro Administrativo, projeto pessoal do governador, orçado em R$ 500 milhões em 2006, já atingiu a cifra de R$ 1,5 bilhão”.

A Assessoria de Impresa do Governo de Minas Gerais rebate as acusações e revela que o custo para a construção da Cidade Administrativa é de R$ 949 milhões, valor inferior ao que estava previsto no início da obra. Sobre os cortes nas áreas públicas, apontados pelo sindicato, o governo garante que continua mantendo os investimentos, mesmo com as perdas sentidas após a crise econômica.

por Mara Rodrigues e Hélio Monteiro

Foto: Hélio Monteiro

Escritor carioca vende suas obras nas calçadas da capital mineira

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“Meus textos são exclusividade das ruas”

“Livrinhos” nas mãos e mochila nas costas. Era assim que carioca Peter Lima parava os pedestres na esquina da Rua da Bahia com Bernardo Guimarães. O rapaz se aproximava das pessoas para vender sua crônica “Coisas de Boteco”. O escritor trabalha de forma independente vendendo sua literatura pelas ruas da cidade por apenas dois reais. Confira a entrevista com o Peter Lima.

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Jornal Contramão: Qual o tema de suas crônicas?

Peter Lima: Primeiro é a vida, não tenho tema específico. Escrevo aquilo que vivo e isso varia a cada momento. Hoje, estou escrevendo crônicas, mas há um tempo escrevia poesias que emitem outras sensações e outros olhares. Depende muito da época que estou passando. É um olhar do homem e sua contingência.

JC: Porque vender nas ruas?

PL: Primeiro porque é uma forma alternativa de divulgar a literatura. O preço é acessível, vendo por 2 reais. E, também, por ser uma iniciativa independente. Vou onde está o leitor. Diferente das livrarias que o camarada tem de ir lá para adquirir o livro, eu acabo surpreendendo as pessoas pelas ruas.

JC: E as pessoas aceitam bem?

PL: Sim, os livros são bem aceitos. É interessante que isso serve para desmistificar o fato das pessoas não gostarem de poesia e literatura. Acredito que as pessoas não leem porque esse tipo de leitura não chegam até elas.

JC: Você é de BH?

PL: Não, sou do Rio, moro em Ouro Preto e sempre venho aqui. Tem 2 anos que moro em Minas.

JC: Você vende apenas aqui na Região da Praça da Liberdade ou também vai para outras regiões da cidade?

PL: Eu ando pelas ruas. Gosto muito da Praça da Liberdade porque ela ainda tem a cultura de praça, não é só um local de passagem. As pessoas param, estão dispostas a ouvir alguém, mas não me prendo somente nela. Nem me prendo a centro cultural algum. Estou nas ruas, à procura de leitores.

JC: Qual a sua formação?

PL: Sou formado em Comunicação pela Federal Fluminense (UFF/RJ) e faço Pedagogia na Ufop. Mas a minha vocação literária veio mais por gostar mesmo de ler e escrever ainda antes de ingressar na Universidade.

JC: É possível encontrar seus textos fora das ruas?

PL: Ainda não tenho nenhuma página na internet, mas estou pensando em montar um blog com uns amigos. Enquanto isso, meus textos são exclusividade das ruas.