Economia

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Todo domingo após o feriado da Paixão de Cristo, ocorre à troca de chocolates entre familiares e amigos. A expectativa é ainda maior para as crianças que esperam ansiosas pelos ovos de páscoa, mais pelo brinquedo surpresa que vem dentro da fina camada de chocolate, do que o doce em si. Mas assim como nas datas comemorativas de Páscoa anteriores, o comércio sofre com a queda de venda, que segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio) foi prevista no inicio do mês para 3,4% em relação ao ano de 2015. Uma queda considerável, já que a maior retração havia sido de 5,3% em 2004, e a melhor Páscoa para os varejistas ocorreu em 2010, com um aumento das vendas estimadas em 9,3%.

Já os números estimados pelo Departamento de Economia da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), os supermercadistas acreditam que a queda de vendas até o dia 27 de março possa chegar a 5,3%.

Ainda segundo pesquisa do ABRAS, comparado com a Páscoa de 2015, o grupo dos chocolates em geral apresentou aumento de 8,9%. As caixas de bombom subiram 8,7%, os Ovos de Páscoa com até 150 gramas 6,3% e os Ovos de Páscoa acima de 500 gramas subiram 6,2%. Em Belo Horizonte, segundo o Mercado Mineiro, os Ovos de Páscoa aumentaram 46,19% em relação ao ano passado, mas realizando uma pesquisa entre diversos supermercados e lojas a diferença de preços entre o mesmo produto pode chegar a 60%.

Para driblar a crise e embalar as vendas, muitos estabelecimentos comerciais foram cautelosos e investiram em caixas de bombons, barra de chocolate e ovos de Páscoa menores com até 150 gramas, deixando os com até 500 gramas para segundo plano, tentando assim atrair os consumidores com os preços menores. “Esse ano não irei comprar Ovo de Páscoa, está absurdamente caro. Outro dia vi um ovo de 215 gramas por R$80! Já não compro há anos, mas nesse eu nem fiquei triste”, afirma a historiadora Mariana Xavier. Em contrapartida Karina Souza, não acha que os chocolates estão muito caro. “Os mais caros são os de marca. Mas nas americanas você consegue encontrar uns baratinhos por R$6,99.”

Comércio no feriado

Segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), nenhum comercio lojista poderá funcionar com a mão de obra de funcionários, mas as atividades comerciais tidas como essenciais como padarias, supermercados, farmácias, postos de gasolina, bares, restaurantes, dentre outros, irá abrir suas portas durante o feriado da Paixão de Cristo que ocorro hoje, sexta-feira (25).

Por Julia Guimarães.

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Caminhando pelo centro de Belo Horizonte, você avista um estabelecimento e resolve comprar uma garrafa de água para matar a sede. Diversos adesivos nas prateleiras de vidro informa que aquele estabelecimento aceita pagamentos no crédito e débito, então decidido segue até o balcão e estende seu cartão, mas é pego de surpresa pelas palavras do vendedor: “Desculpa, mas pagamento no cartão apenas acima de R$6,00”.

Impor um limite mínimo nas compras em cartão não é um incidente raro de se encontrar em diversos estabelecimentos da capital ou até mesmo em outras cidades do país, que além do valor mínimo também costumam dar descontos nas compras com dinheiro ou cheque e não permitem venda de alguns produtos como cigarros e bebidas no cartão, determinando a proibição daquela forma de pagamento.

Uma vez que o estabelecimento aceita todas as formas de pagamento, impor determinado valor sobre as compras efetuadas no cartão, aumentar ou diferenciar o preço de pagamentos em cartão ou dinheiro e principalmente negar-se a venda de qualquer produto para o consumidor que quiser adquiri-lo, é abusivo, afirma Ricardo Amorim, assessor jurídico do Procon-MG.

A prática é tão abusiva, que no estado de São Paulo, foi sancionada uma lei estadual no inicio do ano para defender o consumidor nesses casos. Alguns comerciantes costumam impor limites nas vendas de produtos nos cartões devido ao prejuízo ou lucro zero que pode ser gerado nas vendas com valores mais baixos, como de uma quantidade pequena de balas ou uma garrafa de água no valor de R$2,50. Já quando o assunto é o cigarro ou a bebida, e os próprios estabelecimentos apenas dizem aceitar dinheiro, criando-nos próprios clientes uma dúvida se aquilo é um ato legal ou não. Essa falsa regra determinada pelo gerente ou dono do estabelecimento se deve ao alto valor de impostos e do próprio produto nas negociações com fornecedores, já que existe uma tabela entre comerciante e fornecedor, mas que os preços existentes não são algo imposto pelo governo.

“É um problema do comerciante com o fornecedor, o cliente não tem nada a ver com a margem de lucro que irá ou não render ao dono do estabelecimento e o produto deve sim ser pago de acordo com a vontade do consumidor”, esclarece Amorim.

Penas podem ser aplicadas caso haja abusividade dos estabelecimentos para com os consumidores através de denuncias no Procon, podendo gerar sanções administrativas e multas. Atualmente casos como o do exemplo acima, estão sendo julgados pelo Superior Tribunal da Justiça (STJ) ressalta o assessor jurídico do Procon-MG.

Para saber mais sobre seus direitos como consumidor acesse aqui.

Por Julia Guimarães

Um grupo de aproximadamente 100 pessoas, com várias faixas e cartazes, saiu às ruas em uma manifestação para a nomeação dos aprovados no concurso público de 2013 para o cargo de agente penitenciário, eles exigem uma reunião com o governador do estado para discutir as questões referentes às nomeações, já que eles alegam que existem pessoas contratadas trabalhando no lugar dos aprovados excedentes. Eles se reuniram na Praça da Liberdade, depois iriam descer pela Avenida João Pinheiro e seguir pela Avenida Afonso Pena.

Os manifestantes afirmam que já foram aprovados na prova escrita e no teste físico. Entretanto, resta apenas a sexta fase, que é o curso de formação para agentes. Apesar do concurso, eles apontam que o governo tem mantido apenas os aprovados em processos seletivos simplificados.

Para o manifestante Milerson Martins, 30, que é um dos aprovados no concurso, ele explica que o sistema prisional se encontra em déficit e que a nomeação precisa ser rápida ‘’Faço parte da comissão do concurso de 2013, e estamos reivindicando a nomeação dos excedentes aprovados nesse concurso ASE 2013, estamos na quinta etapa do concurso e falta apenas a convocação para a sexta etapa, que é o curso de formação, onde que até agora o nosso governo não deu nenhuma posição para a convocação e estamos fazendo uma manifestação pacífica aqui na Praça da liberdade, para que essa nomeação aconteça e que possamos participar do curso de formação, para posteriormente tomar posse do cargo.”

Paolo Leite, 35, que é o presidente da comissão dos aprovados no concurso para o cargo de agentes penitenciários e sócio-educativos do estado de Minas Gerais explica que foram 3550 vagas e que suprem a necessidade do sistema prisional. ”No estado de Minas Gerais, nós temos hoje, a segunda maior população carcerária do Brasil, e a nossa reinvindicação aqui hoje é para que o governo cumpra com o prometido, que é a convocação de todos os candidatos aprovados na prova do concurso público”, esclarece.

Para Leite, a manifestação é pacífica e tem por objetivo convocar um diálogo com o governador do estado Fernando Pimentel, que ainda não se pronunciou esse ano sobre o concurso “Infelizmente ano passado recebemos a notícia de que o governador não iria nomear os excedentes aprovados no concurso e iria manter os contratos provisórios, exigimos o bom uso do dinheiro da máquina pública”, complementa.

Até o fechamento dessa matéria, nossa redação não conseguiu contato com a Secretária de Estado da Defesa Social para esclarecimentos sobre a nomeação dos aprovados no concurso de 2013 para o cargo de Agente penitenciário e socioeducativo.

Por Raphael Duarte

Veterano de oitenta e poucos anos destaca-se entre os diretores que estão iniciando suas carreiras com filmes de longa-metragem. O roteirista e diretor baiano, Luiz Paulino dos Santos, está entre os setes filmes escolhidos para a Mostra Aurora – espaço que prestigia iniciantes, com o documentário “Índios Zoró – Antes, Agora e Depois?”.

Não que Paulino não tenha em seu currículo grandes filmes, mas por ter ficado muitos anos sem produzir algum, os curadores selecionaram sua nova obra para competir com outros diretores dessa nova geração, como as cariocas Julia De Simone e Aline Portugal do filme Aracati e Lincoln Péricles, diretor do Filme de Aborto.

Com mais de sessenta anos de carreira, o roteirista e diretor Luiz Paulino dos Santos tem muita história para contar sobre sua jornada, tanto no cinema quanto vida pessoal. Nascido no interior da Bahia no ano de 1932, Santos foi criado por sua irmã mais velha, sua mãe veio a falecer quando ele acabara de nascer, foi o único dentre seus irmãos a ser alfabetizado. “Venho de uma família pobre, minha irmã comprou um ABC e me colocou na escola”, conta. Nunca quis ser médico ou doutor. “Passava a maior parte do meu tempo no cinema”, ressalta do diretor.

No início de sua carreira, mais precisamente em 1960, Luiz Paulino criou o roteiro e dirigiu o curta-metragem “Um dia na rampa”, filme tombado como Patrimônio Audiovisual, que se passava na rampa do Mercado Modelo, na capital da Bahia, Salvador, e mostrava as idas e vindas dos homens e os relacionamentos místicos com o mar. Além deste curta, Santos possui em seu currículo projetos como Barravento (1962), Mar Corrente (1967), Insônia (1980) e Crueldade Mortal, filme indicado ao Kikito de melhor filme no Festival de Cinema de Gramado em 1976.

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19ª Mostra de Cinema de Tiradentes

Índios Zoró – Antes, Agora e Depois?”, exibe o retorno do diretor Paulino após trinta anos a tribo indígena dos Zoró. Os adultos de hoje, que eram as crianças que tomavam banho nos rios durante sua primeira visita e alegravam a tribo, agora estão evangelizados e muito da sua cultura foi modificada. “Eles diziam que antes estavam perdidos adorando outros deuses que não existiam”, explica do Santos. “É um filme para nos fazer pensar no próximo, para pessoas do governo assistir e se conscientizar”, finaliza.

Assista no vídeo abaixo a entrevista do diretor Luiz Paulino dos Santos na 19ª Mostra de Cinema de Tiradentes:

Matéria por Julia Guimarães
Fotos: Gael Benítez

Filme Clarisse ou alguma coisa sobre nós dois encerra trilogia sobre a morte do diretor Petrus Cariry

O longa-metragem, Clarisse ou alguma coisa sobre nós dois, do diretor Petrus Cariry, conta a história e os dilemas de Clarisse para conseguir sua “libertação” após traumas vividos na infância que insistem em retornar durante a última visita feita a seu pai.

Com direção e fotografia de Petrus Cariry, a produção foi toda realizada no Ceará, “com uma equipe 90% cearense”, destaca a produtora e irmã do diretor, Bárbara Cariry.  O filme de suspense vem para encerrar a trilogia sobre a morte, produzida por Cariry.

Durante a exibição do filme, nesta quarta-feira (27), no Cine-Tenda na Mostra Transições, uma forte chuva despencou na cidade de Tiradentes, deixando a sala de projeção com um ar ainda mais apreensivo durante as cenas de suspense vividas pela personagem principal. “Algumas pessoas me perguntaram se as trovoadas faziam parte do filme ou eram da chuva. Não temos nenhum som de trovão no longa”, brinca o diretor. “Fui para a sala de projeção ajustar o som, já que o barulho da chuva e do vento estava mais alto. Foi interessante ver dali de cima a apreensão das pessoas”, conta.

Nesta quinta-feira (28), um bate papo entre publico e diretor foi mediado pelo curador e professor Pedro Maciel Guimarães, com a presença da crítica Guiomar Ramos.

Cariry possui uma longa conexão com a Mostra de Cinema de Tiradentes, já que seu primeiro filme da trilogia sobre a morte, “O Grão”, participou da Mostra Aurora há dez anos. O segundo filme da trilogia, foi gravado com orçamento de curta, e se chama “Mãe e Filha”.  O diretor, além de conversar sobre o filme e deixar uma interrogação sobre a história que ronda na sua produção, que pode ser interpretado das mais diversas formas, também apresentou ao publico um pouco do seu novo projeto previsto para ser lançado no segundo semestre de 2016. “O Barco será um filme menos sombrio, mas também fala sobre deslocamentos e sobre a luta para sair da ilha”, finaliza.

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O resultado das Mostras competitivas acontecerá no sábado dia (30) no Cine-Tenda e terá cobertura completa pelo Jornal Contramão em parceria com o Jornal Hoje em Dia.

Por Julia Guimarães e Gael Benítez
Foto capa: Divulgação do filme

Um tapume entre as Ruas da Bahia e Antônio Aleixo, localizadas no bairro Funcionários, na região Centro-Sul da capital mineira, chama a atenção de todas as pessoas que passam pelo local e levantam o seguinte questionamento: Será que as discussões sobre a situação política e econômica que o país está vivenciando, são realizadas apenas nas redes sociais?

Podemos notar que as pessoas estão interagindo fora das redes sociais em um local de grande circulação, com montagens de jornais e revistas, com críticas ao governo da atual presidente Dilma Rousseff e ao Partido dos Trabalhadores (PT).

A estudante Ana Carolina Rodrigues, 20, acredita que esse tipo de manifestação política é interessante, mas tem a visibilidade muito pequena: “acho importante expor a situação do país, mas que existe maneiras melhores e mais eficazes, não que a iniciativa não tenha sido boa, realmente foi, só que infelizmente em um espaço onde as pessoas não dão atenção”, atualmente a estudante prefere não entrar nas discussões pelas redes sociais “não discuto, pois evito esse tipo de desgaste por meio virtual, se possuo um problema ou um desentendimento com uma pessoa, procuro resolver pessoalmente”, complementa Rodrigues.

Para a historiadora Mariana Xavier, muitos movimentos históricos tem manifestações em muros da cidade como meio de divulgação de ideias, “como é o caso, por exemplo o caso da Comuna de Paris e de movimentos anti-ditatoriais do século XX na América do Sul, frequente nas universidades brasileiras entre os anos 1960 e 1980, além de todo o embate entre republicanos e monarquistas na transição de Império para República no Brasil”, explica.

A historiadora explica que é preciso se analisar a essência da mensagem a ser transmitida, “Os movimentos citados acima eram bem estruturados, e os cartazes nos muros eram frequentemente documentos que divulgavam e aprofundavam os princípios políticos destes movimentos. O que se vê nestas imagens são embates ofensivos com pouco aprofundamento de argumento, apesar do trabalho em recortar, colar e escrever levar mais tempo do que “digitar e enviar” nas redes sociais – tempo esse que poderia ser reflexivo. Há uma imagem em especial que demonstra duas características que retratam o atual momento de embate político brasileiro: a reprodução do ódio (em sua face escondida) e o sexismo, sem uma análise reflexiva adequada anterior”, esclarece Xavier.

Polêmica

O Deputado Federal, Jean Wyllys, do PSOL, já foi vítima de vários ataques agressivos em suas redes sociais, por fazer diversos projetos de lei que causam polêmica, entre eles a PEC 4.211/2012, conhecida como Lei Gabriela Leite, que tem como objetivo regulamentar a profissão das prostitutas em todo o Brasil.

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Por Raphael Duarte