Educação

Com lançamento para o segundo semestre de 2022, o curso de graduação é a nova aposta da Cidade Universitária 

 

Por Keven Souza

A Cidade Universitária da Una (CDU) – que inclui os campi Aimorés, Liberdade e João Pinheiro, acaba de lançar o curso superior de Engenharia de Software na capital mineira. É com a ideia de ampliar e transformar o país pela educação, que interessados na área passam a contar com a oferta, agora, na Una de BH, a partir do segundo semestre deste ano, com infraestrutura diferenciada e matriz curricular integrada. 

“O novo curso fortalece os pilares da Una, que são Empregabilidade e Empresabilidade, Acessos e Comodidade e Diversidade e Inclusão. Fortalece, ainda, o viés de Inovação e Hands-on (mão na massa) das Engenharias da Cidade Universitária Una”, enfatiza o coordenador das áreas de Engenharia CDU, Pedro Prates, sobre a chegada do curso de Engenharia de Software. 

Serão ofertadas vagas nos períodos manhã e noite, para os estudantes ingressantes, com eventuais migrações de turnos. Com a chegada deste novo curso, autorizado pelo Ministério da Educação (MEC), o campus da Una Aimorés passa a oferecer oito cursos na área de Engenharias, sendo eles Engenharia Química, Engenharia de Produção, Engenharia Civil, Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica, Engenharia da Computação, Engenharia de Controle e Automação.

O campus conta com uma ampla biblioteca, áreas de convivência, auditórios e laboratórios de informática. E para as Engenharias da CDU, possui laboratório temático ‘Engineering Lab’, parte do projeto Anima Hub. 

Mercado e diferenciais do curso

A Engenharia de Software é um segmento na área de Ciência da Computação que integra metodologias, processos e práticas de forma a otimizar o desenvolvimento de aplicações e programas (softwares), que estão em alta no mercado hoje em dia. É o que explica Pedro. “O profissional da área se diferencia do desenvolvedor pela necessidade de conhecer e trabalhar em conjunto com a área que projeta, mantém e opera o hardware onde os sistemas são executados. Dito isso, estude na Una CDU e explore o melhor que existe em você”, ressalta. 

Na Una, a Engenharia de Software parte de premissas inovadoras e disruptivas que o caracteriza como diferencial do que se tem, hoje, no mercado. O(a) estudante do novo curso irá desenvolver uma visão integrada do ciclo de vida dos softwares e soluções, atuando na arquitetura de ambientes que irão servir de base para outros profissionais de tecnologia realizarem seu trabalho, desde a fase de especificação e projeto, à diferentes processos de execução e testes. 

Além disso, contará com um currículo alinhado com as expectativas das empresas da área, bem como terá acesso a projetos de UCs Duais que são realizados em parcerias com grandes empresas do mercado e que trazem experiências do mundo do trabalho para a sala de aula e possuirá, ainda, o ensejo de realizar atividades de extensão focadas em problemas reais da sociedade. 

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Estudantes do ensino médio vieram ao campus Una Liberdade para conhecer o ambiente universitário e promover interação com rotinas profissionais

 

Por Lucas Requejo

Com o objetivo de ampliar seus horizontes e coincidir com aqueles que ainda estão começando os passos para ter suas escolhas mais claras, a Una, com seus campus, oferece cursos e oficinas para o Instituto Coração de Jesus, que fica no bairro Nova Suíça, região centro-oeste da capital mineira.

Esse movimento se tornou possível após a instauração da nova estrutura curricular do ensino médio, anunciado pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura) em julho de 2021. Nele, além do aumento de horas totais de 2,4 mil para 3 mil horas curriculares, a estrutura do currículo também foi modificada, criando-se os Itinerários Formativos, que são matérias eletivas nas quais o aluno passa a ter liberdade de escolher de acordo com seus objetivos de estudo e afinidade futuros.

Graças a este novo processo, a Una tomou a frente e propôs uma parceria com o colégio, com oficinas e atividades por diversas áreas das quais a faculdade possui cursos ministrados. Assim, as responsáveis de cada ponta exprimem a satisfação com a realização deste projeto.

Do lado da Una, Carla Soares, de 44 anos, celebra a oportunidade de a Una ser pioneira no processo de transformação do presente momento: “Esse projeto já teve um teste piloto para os alunos no 9º ano. O nosso objetivo é, aos poucos, desmistificar o ambiente universitário, colaborar com a construção dos jovens de hoje, que serão o futuro, e, quem sabe, gerar interesse de que estudem na Uma para se formar na profissão escolhida”.

Já em nome do Instituto Coração de Jesus, Aparecida Curto, 60 anos, é coordenadora pedagógica e comemora, com euforia, o desempenho da parceria: “Acho fundamental essa conexão de uma faculdade com o ensino básico. E a Una, além de seu tamanho, foi a única que ouviu e esteve de braços abertos com nossa proposta, desde o projeto piloto dela na PUC (Pontifícia Universitária Católica), no Paraná”.

No dia 29 de abril, numa sexta-feira, mais de 20 alunos se dividiram em dois grupos e se direcionaram aos campus Aimorés e Liberdade para realizar as atividades propostas. No campus Aimorés, parte dos alunos foram conferir a oficina de empreendedorismo; já no Liberdade, os alunos foram conferir uma oficina de fotografia, que já havia sido ministrada outra, de caráter teórico; e, desta vez, trabalhou como se manuseia a câmera para ótimos registros.

Quem acompanhou de perto a atividade em nome da escola, foi o professor Alvacir Carvalho, de 61 anos, professor de geografia da turma do primeiro ano do ensino médio que veio explorar as magias que uma câmera pode fazer.

Segundo ele, é uma honra vê-los empolgados com a oportunidade de estar num ambiente diferenciado e sob novas condições pós-pandemia. “É bom sair um pouco da sala de aula. É uma turma que acompanho desde o oitavo ano e, eles estão muito animados, pois voltamos há pouco tempo com as aulas presenciais, e agora, com a liberação gradual da utilização das máscaras, é bom ver o sorriso deles de novo”.

Durante o exercício na “laje”, os alunos ficaram à vontade, mesmo com a maioria deles não ter nem manuseado uma câmera, como no caso de Mariana, de 15 anos: “É difícil. Mas, confesso que gosto mais de sair nas fotos, e nem penso em alguma profissão que trabalhe com imagens, pois sou de exatas”.

Depois, os alunos foram experimentar como se fotografava no estúdio apropriado. No começo, eles estranharam o ambiente, achando-o pequeno. Assim que a instrutora da oficina começou a explicar a dinâmica do estúdio, eles se animaram com a ideia e se divertiram com os registros que foram possíveis.

Alunos do ICJ no laboratórios de fotografia do Una Liberdade

O que mais se destacou e tirou mais fotos foi Ícaro. Ao ser questionado sobre a intimidade com o objeto principal, ele tem sua razão: “Meu tio mexe com fotos, mas não sei qual é o ramo. Então, desse pequeno ele tirava fotos de mim e me mostra as do seu trabalho, o que me deixa encantado”. E complementa: “Gosto de fotografia e das câmeras. Posso entrar nesse ramo, audiovisual e design gráfico”.

Ao final de toda a atividade, Fabrícia Figueiró, professora de Processos Criativos da Una, 36 anos, ressalta que todos somos criativos e essas atividades podem enriquecer essa noção nos alunos: “A criatividade é vinculada a muitos processos e precisa ser posta em prática. Não é apenas um dom como muitos imaginam”.

O novo ensino médio pode ser confuso para muitos dos professores e seus alunos, mas, com o passar dos anos, tem uma grande possibilidade de, ao menos, deixar no limbo aquela versão maçante e sem sal de antes, tornando o ambiente e convívio escolar mais prazerosos.

 

No terceiro e último dia do Conecta, certezas foram reiteradas e a sensação de dever cumprido já se propaga com convicção.

 

Por Lucas Raquejo

Nesta quinta-feira (28), o Conecta deu início a mais um monte de atividades, divididos entre o período diurno e noturno. E, mais uma vez, vamos mostrar um evento que ocorreu às 9h30, horário de Brasília. Simultaneamente, ocorreram uma oficina inicial de Photoshop e uma palestra sobre os desafios de se construir o próprio escritório de arquitetura.

A palestra foi realizada por Danielle Taurinho, de 25 anos, formada em Arquitetura e Urbanismo na FUMEC (Fundação Mineira de Educação e Cultura) desde 2019. Para ela, a oportunidade de oferecer um conteúdo sobre as dificuldades do processo de estruturação da carreira de arquiteto é estender a mão que ela não teve antes: “Espero mostrar para quem está aqui como é viver a realidade do arquiteto”, diz.

De modo geral, a apresentação de Taurinho mostrou como se forma um arquiteto desde o “embrião”. Ela fez uma linha do tempo desde sua escolha pelo curso, perrengues e aventuras. E até uma recomendação: “Não estagiem em dois lugares simultaneamente. É uma correria descomunal”, afirma. 

No decorrer da parte onde ela mostrou o decorrer do fluxo de processo das atividades, foi dando várias dicas. Até que, pouco tempo depois, começou a detalhar todo o planejamento de um projeto realizado, desde a planta. Neste projeto, detalhou de forma bem dinâmica cada fator importante em que trabalhou e todos os possíveis declínios e imprevistos que podem ocorrer.

 

Forte presença feminina

Sobre o ambiente durante o evento, notei que todas as pessoas presentes eram mulheres, sem exceção. Aliás, nas três atividades apresentadas no último dia do Conecta, a presença de mulheres foi, de longe, muito superior à presença masculina. Isso, somado ao ambiente da minha turma onde me formei em Jornalismo em São Paulo, me levou a uma questão: elas dominam o mercado da comunicação e humanas de fato?

A resposta é: na escolha para a educação, sim; na prática de exercício, não. Um estudo do IBGE de 2019 e divulgado pelo portal Valor Econômico, do Grupo Globo, mostra que as mulheres possuem mais facilidade de ingressar nos estudos de nível superior, passando de 43,2% para 46,8%, mantendo uma média geral maior – 19,4% contra 15,1% dos homens.

E sim, o estudo prova que mulheres migram mais para a comunicação, humanas, estética e educação; enquanto homens são maioria nas áreas de contabilidade, TI e outras de exatas. Mas, na prática do exercício, as mulheres não ocupam muitos cargos de alto escalão, chegando em uma média de 10% apenas.

E, por falar em mulheres, entrevistei duas designers de interiores que participaram da apresentação de Danielle: Raquel Soares, de 41 anos e Adriana Melo, de 49 anos. Elas relataram sobre se há competitividade entre os profissionais do ramo e os de arquitetura. “Tem espaço para todo mundo. Alguns ficam com medo, mas outros sempre sobressaem. Então, não existe competição de espaço, pois podem até trabalhar juntos”, comenta. 

Adriana ressalta a ideia de que este ramo precisa de ousadia e coragem, independente do espaço que é projetado: “A caminhada não é fácil. O estagiário é contratado para fazer de tudo e, por vezes, não tem o apoio dos arquitetos, dificultando a vida do formando”, pontua.

Ao encerrar sua apresentação, Danielle se sentiu muito satisfeita e de objetivo cumprido: “Gostei da interação. Isso se reflete no interesse, pois as pessoas ainda estão se descobrindo dentro das escolhas que optam por fazer”. E, sobre os estágios simultâneos, ela reforçou a importância de ter jogo de cintura: “Quem quer ter seu próprio escritório, tem que aproveitar as oportunidades. Quando trabalhei sob essa condição, trabalhava virando a chavinha, como um robozinho”, conclui.

E o Conecta segue abalando as estruturas da Una. Como hoje é o último dia, à noite ainda tem muito mais atividades para encerrarem esta confraternização com chave de ouro. 

No segundo dia do Conecta, a palestra sobre Direção de Arte mostrou como se faz um produto que pode marcar gerações e inspirar carreiras.

 

Por Lucas Raquejo

Na manhã desta quarta-feira (27), começou mais um dia de atividades do Conecta na Una Liberdade e, com ele, uma palestra de grande oportunidade para um futuro que parecia atolado nas lamas do sofrimento em meio às incertezas que me rondavam e pôde me enriquecer: o tema é de Direção de Arte, ministrado pela Andressa Castro.

E quem diria que, justamente no dia que completo meu “período de experiência”, após 3 meses em Belo Horizonte – cidade que escolhi me desenvolver ainda mais – e ela me nutre com muito amor – teria a chance de entender mais sobre um dos pilares necessários para o meu projeto que finalmente está em construção.

A palestrante foi Andressa Castro, de 26, quase 27 anos. Uma mulher de alma criativa e forte, com meia década de formação, mas com experiências ricas e que deixam seu currículo como um cristal – brilhante e encantador, mesmo que com tempo não tão longo. Na palestra, ela mostrou o seu foco, direção de arte de produto, que é mais visado pela publicidade, mas pincelou nos ramos de animação, fotografia e audiovisual para os alunos ali presente. 

Alunos da Una, na palestra de Direção de Arte.

Inclusive, no meio da sua demonstração, mostrou todas as camadas do processo de direção e produção de conteúdos e peças, que seguem perfis levemente diversificados de acordo com o caráter da peça final. E por falar em peça final, Andressa mostrou um clipe – que, confesso, muitíssimo bem dirigido e executado – da banda de blues. Magistral!

Ao encerrar a palestra, com toda sua simpatia, disse que esse mercado tem uma vantagem e desvantagens. Dentre as vantagens, destacou a amplitude e a versatilidade de produtos a serem trabalhados. As desvantagens, porém, esbarram na exaustiva carga de trabalho (que pode chegar a mais de quinze horas diárias) e por ter pouca abertura em suas conexões. Para ela, o primeiro grande projeto apareceu somente em 2019, por exemplo.

E, sendo bem sincero: ganhei o dia! Saber formas de procurar um profissional de direção de arte para o futuro que, por ora, está se moldando a ser o presente em pouco tempo, me deu mais gás e empolgação para não desistir do que me aguarda. Agora, é agradecer e deixar fluir!

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Esta semana,  acontece no campus Liberdade o evento Conecta, com palestras, ações e oficinas em prol do aprendizado e divertimento dos alunos de Arquitetura e Urbanismo, Moda e Design da Cidade Universitária Una.

 

Por Lucas Requejo

Foi dada a largada do Conecta e hoje, dia 26, o dia começou recheado de atividades no campus Liberdade. Além de flash tattos e ação da Red Bull para o público LGBTQIA+, foram realizadas, no período da manhã, uma palestra que falava sobre os desafios de começar a empreender em escritórios de arquitetura e uma oficina que focou no conceito de se trabalhar as imagens em fotografia iluminada.

Ministrada pela fotógrafa e estudante de Publicidade e Propaganda, Jéssica Góes, a oficina, feita em duas partes, foi apresentada propondo pontos importantes do universo da fotografia. Na teoria, apresentou breve conceito dentro do mecanismo de uma DSLR e, na prática, deixou os participantes registrarem algumas imagens nas dependências da instituição.

Em suas palavras, o principal objetivo é esclarecer os pilares de uma boa série fotográfica. “Na fotografia, você precisa ser bem-visto e conhecer o ambiente a ser registrado. Então, decidi mostrar aos participantes como fazer bons registros, e assim, mostrar que profissionalismo ajuda a alavancar a confiança necessária”, diz.

Este objetivo foi bem-sucedido, visto que os integrantes prestavam toda a atenção em suas explicações, que eram feitas com doçura e simpatia. O resultado dessa aplicação gerou várias interações e trocas de ideias na hora da atividade prática, que foi sob um tempo muito favorável.

Jéssica Góes e alunas durante o segundo dia do Conecta.

Ao final da oficina, os estudantes de Design Gráfico e Moda, Lohan e Jéssica Cristina, respectivamente, adoraram a atividade proposta que já possuem planos para o futuro.  Lohan disse que as orientações de Jéssica auxiliaram na forma de manusear corretamente uma câmera profisional e que, neste ramo, uma coleção de imagens de qualidade sob autoria própria pode enriquecer as artes. “É muito importante ter uma dessas, mas o custo assusta”, afirma.

Sob outras perspectivas, Jéssica Cristina, diz que quer ter seu próprio negócio como freelancer. “Eu gostaria de ter algo meu, mas amaria trabalhar em revistas ou, quem sabe, desfiles e trabalhos de figurino”. E ainda elogiou a sua xará “Ela é muito atenciosa e conhece muito do assunto”, ressalta.

Para a palestrante, Jéssica Góes,  a oportunidade de ensinar foi uma expêriencia enriquecedora, sendo sua primeira oficina prática ministrada. “Não tinha aplicado um conteúdo de fotografia ainda. Fiquei receosa por ter gente mais experiente e ter alguns rebates. Fiquei surpresa de todos serem novatos e consegui fazer um papel de autoridade no assunto com confiança e ver os bons resultados daquilo que ensinei”, pontua.

E o Conecta é isso: experiências a aprender e a compartilhar. Nesta terça, ainda terá diversos conteúdos no período da noite, e vai ter muito mais até dia 28/04.

Venha conferir! Se inscreva em https://www.sympla.com.br/evento/conecta-2022-1-27-04/1526408 e tenha experiências que abrirão novos horizontes.

 

-Edição Keven Souza

 

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Por Bianca Morais 

Hoje é comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down. A data foi criada pela Down Sydrome Internacional em 2006, e escolhida pelo fato de 21/03 representar a singularidade da triplicação (trissomia) do cromossomo 21, que causa está ocorrência genética.  

As pessoas portadoras da síndrome possuem necessidades especiais, mas nada que impeça ela de fazer qualquer coisa, incluindo o acesso à educação. Hoje, o Contramão traz uma entrevista com um bom exemplo de que é possível sim, fazer uma faculdade com down. Letícia Gaspar é estudante do curso de Jornalismo do Centro Universitário Una, ela cursa o 3° período.  

Letícia é exemplo de inclusão e diversidade. Confira. 

Por que você escolheu o curso de Jornalismo?

Escolhi jornalismo porque tenho habilidades em desenvolver textos e outras capacitações em exercícios de fala. Possuo muita oralidade em falar com as pessoas e costumo falar pausadamente. Procuro prestar atenção a todos os acontecimentos que ocorrem ao meu redor. Agradeço a Deus por ter me dado a oportunidade de cursar jornalismo na faculdade Una. 

Como tem sido a sua trajetória na faculdade?

Essa trajetória tem sido com bons resultados e trabalhos bem elaborados de acordo com os professores e colegas de classe, dentro do esperado que eu pretendia exercer enquanto aluna e pessoa. Sou uma estudante que tenho muita vontade de estudar e aprender mais. 

Em qual área você tem vontade de atuar?

Eu pretendo atuar em televisão, na Rede Globo. Nas diversas áreas que envolvam o serviço de jornalista de jornal local, regional ou nacional. 

O que você se sentiu ao pisar a primeira vez na faculdade?

Me senti muito agraciada por viver esse momento de extrema alegria, amor e esperança. Pensava que realmente esse dia custaria muito a chegar, mas chegou rápido e foi muito bom. 

Como tem sido a sua adaptação na faculdade?

A minha adaptação está sendo bem gradual, estou dividindo parte dessa tensão com meus pais, com os colegas, e com todos os professores do curso. E tem sido muito eficiente. 

Você tem tido apoio dos professores e colegas do curso?

Sim, apoio incondicional em diversas situações com as quais exerço dentro e fora da faculdade. 

  O que você mais gosta em estar em uma faculdade? 

O que eu mais gosto na faculdade é a hora do intervalo, pois é um momento mais descontraído com os meus colegas de turma, gosto da universidade e contato com todos. 

Qual a diferença que você enxerga do ensino que você recebia na escola para o da faculdade?

A diferença é que na escola nós temos uma maior rigidez de horário, enquanto na faculdade podemos ter uma liberdade maior escolhendo as nossas matérias, fazendo os nossos horários, e estudando nas horas vagas. 

Em algum momento você sentiu algum medo ou receio ao começar essa nova jornada na sua vida?

Sim, um dia antes de entrar para o primeiro dia, me senti insegura para fazer novas amizades e conseguir aprender todos os conteúdos que antes eu captava pelo online. Pedi conselhos para a minha família que me ajudou a fazer esse meio de campo. Assim, fui tendo mais confiança em entrar para a aula, e com a ajuda da minha mãe, que assistiu comigo a primeira aula da professora Daniela, o meu processo de aprendizagem em sala de aula e meu relacionamento com os colegas foi muito melhor. 

Como seus pais te apoiaram nessa nova fase?

Eles estavam conscientes de que eu deveria exercer uma profissão e me apoiaram bastante desde o online até o presencial, e sabiam que era isso que eu queria. 

Você sente alguma barreira sendo uma pessoa deficiente na faculdade?

Nenhuma, sou a única portadora da Síndrome de Down na UNA, e isso não me impede de estudar em uma faculdade de extrema importância na área de educação. Me sinto capaz de entender os diversos e variados assuntos que fazem parte do meu conhecimento em áreas de extremo desafio, fazendo minha formação com seriedade e inovação. 

Você acha que a faculdade poderia fazer algum tipo de adaptação para facilitar o acesso das pessoas PCD?

A faculdade já tem um setor, o NAPI, que ajuda as pessoas com deficiência, e pode estar sempre escutando todos os alunos da faculdade para trazer novas melhorias através de novas ideias. 

Qual conselho que você daria as pessoas com Síndrome de Down para que vençam o medo e entrem na faculdade?

O conselho que eu daria é para que as pessoas tenham persistência, otimismo, esperança e muita força de vontade, porque todos podem e tem direito de estudar aquilo que desejam, todos nós somos capazes de enfrentar qualquer tipo de desafio e isso é muito bom para ampliar os nossos horizontes.