Empreendedorismo

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Por Bianca Morais 

Já faz alguns anos que os ovos de Páscoa de grandes marcas, aqueles que sempre aparecem nos supermercados assim que termina o carnaval, têm divido espaço e muitas vezes até o perdido  para os artesanais. Os brindes dentro deles foram substituídos por recheios gourmet deliciosos, sem contar com o custo-benefício e apoio aos pequenos empreendedores.  

Os tempos mudaram, se antes as televisões exibiam comerciais de um ovo com personagens de desenhos “febre do momento”, fazendo com que as crianças implorassem aos pais por ele, hoje elas pouco assistem televisão. O negócio agora é TikTok, crianças e adultos se perdem mesmo nas tentações de chocolate artesanal que passam por seus feeds. 

Redes sociais são, sem dúvidas, uma das melhores formas de conquistar clientes. Através dos vídeos curtos, o vendedor pode mostrar ao público do que é capaz. Conteudos que têm viralizado nas redes mostram toda a preparação e acabam despertando aquela “água na boca” de quem irá comprar. 

Um exemplo de sucesso é o Bentô cake, um pequeno bolo decorado com frases engraçadas. A palavra da vez é criatividade, decorações personalizadas e bom humor, a chave para tornar seu negócio um sucesso. 

Recentemente os fãs da cantora americana Britney Spears foram a loucura depois que ela repostou em seu Instagram um ovo de Páscoa de uma doceria brasileira. “I really like chocolate”, disse ela em sua rede social, fazendo não apenas a felicidade dos fãs ao verem a cantora reconhecer o país, mas também a da Flakes Brazil, criadores do ovo que a pop star postou. 

Não deu outra, a empresa nomeou o produto de “Ovo Britney”, feito de casca cravejada com drazeas coloridas, recheado com brigadeiro gourmet. Flakes Brazil é uma empresa com mais de 15 mil alunos espalhados em 33 países. A empresa ganhou um publipost de aproximadamente 1 milhão de reais da princesa do pop, e tudo isso pois a criatividade daquele doce encantou Britney. 

Hora de empreender 

Para quem trabalha com chocolate artesanal, essa foi uma excelente oportunidade para investir. Segundo a Associação Brasileira da Industria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicad), nesse ano, a Páscoa movimentou a criação de cerca de nove mil postos de trabalho temporários. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) acredita que as vendas devem movimentar R$ 2,160 bilhões no varejo.  

Gabriel Mendes Neiva é formado em Ciências Econômicas pelo Centro Universitário Una, ele explica que a Páscoa é um bom momento para quem oferta bombons, chocolates e ovos obtenham uma renda extra para complementar suas necessidades. 

Segundo ele, os grandes produtores, aquelas empresas que produzem os doces em larga escala e com baixos custos, aproveitam a demanda sazonal para aumentarem os valores e terem uma margem de lucro maior, sem necessidade de agregar um valor para os produtos. 

O movimento de elevação dos preços, atraem e abrem uma janela de oportunidades para que os pequenos possam entrar no mercado e fazer a produção artesanal.  “O consumidor, querendo ou não, vai fazer a compra de alguém, ele não vai deixar de consumir, até por uma questão cultural”, comenta o economista. 

Pequenos empreendedores, grandes negócios 

Clariane Brandão, formada pelo Centro Universitário Una no curso de gastronomia começou a trabalhar na área em 2018. Seu desejo de começar a trabalho no ramo veio da tia que trabalhava com biscoitos decorados e da avó que fazia canudinhos para vender no interior.  

Sempre apaixonada e influenciada pelos vínculos familiares entrou na área da confeitaria. Durante a Páscoa suas vendas triplicam e para ela é a melhor época do ano para ganhar dinheiro.  

“O diferencial dos meus ovos são que eu só utilizo chocolate puro e todos são de cascas recheadas. Sempre crio algum sabor diferente para cada ano. São sabores que lembram os ovos que eu ganhava na minha infância”, comenta ela.  

Depois de anos trabalhando, Clariane, já garantiu sua freguesia fixa, tem consigo entes que estão com ela desde sua primeira páscoa e já viraram clientes de outras datas. A doceira garante que persistência é tudo, e que apesar das dificuldades tudo vai dar certo. “É devagar, mas as coisas vão encaminhando”, completa a confeiteira.  

Já no caso de Lorrayne Carvalho, criadora da confeitaria Maria Briguenta, ela começou a fazer, despretensiosamente, brigadeiros para vender em sua escola quando tinha apenas 14 anos. Atualmente ela trabalha em casa com bolos e doces sob encomenda em datas sazonais como Páscoa, natal e afins. Foi graças ao dinheiro extra conquistado com a venda dos doces que que ela se formou no ensino médio e na faculdade de Odontologia. 

 “Nunca tive uma loja, comecei em 2011, pelo Instagram vendo desde 2014 e apenas em 2021 eu tive uma operação no IFood”, comenta ela. 

 O início na carreira de doces veio da necessidade pela renda para arcar com os estudos, a jovem então se identificou na cozinha e a habilidade de empreender atrás dos doces. Para ela a arte de ganhar dinheiro com chocolate é saber precificar e divulgar. É nisso que ela investe, e seu diferencial está em bolos e doces de festa feitos com ingredientes de qualidade, e lindos, enchem os olhos. 

 Para ela uma das maiores dificuldades no ramo são as horas exaustivas de trabalho e o desgaste físico. “E é uma solidão as vezes, porque você está por trás das comemorações. Então enquanto tá todo mundo curtindo, você está trabalhando. Doceira não tem fim de semana nem feriado”, confessa a jovem. 

 Com clientela fixa e certa estabilidade depois de anos no ramo, Maria confessa que não é uma tarefa fácil, é preciso estar disposto a se sacrificar, não apenas na confeitaria, mas em qualquer outra área. 

 “É ótimo sim, mas tem o ônus e empreender não é fácil. Invista em estudo, principalmente de gestão financeira e de tempo. E vendas!! Venda é a alma do negócio. Mais do que doces gostosos, você tem que fazer o cliente SABER que seus doces são gostosos”, finaliza. 

 

Por Bianca Morais 

Saboaria é a arte de fabricação de sabonetes sem utilização de maquinários. De alguns anos para cá muito se ouviu falar da prática como forma de empreendedorismo, com o grande número de desempregados no país, as pessoas passaram a optar por formas alternativas de sustento e as atividades artesanais são uma maneira fácil e barata de conseguir certa verba.

O Centro Universitário Una, muito além de levar educação a seus alunos, também cumpre uma função de ajudar e dar suporte a eles nas mais diversas áreas, ensinando questões mercadológicas e de empreendedorismo.  Pensando nisso, a unidade da Una Catalão propôs uma iniciativa às estudantes mulheres do lugar, a de aprenderem o ofício da produção dos sabonetes de forma artesanal, utilizando plantas com cunho medicinal na sua composição.

A ideia partiu diante do projeto Plantas que Curam, outra atividade executada pelos discentes da instituição, onde os estudantes da área da saúde, em parceria com alguns da agronomia, cultivaram plantas de cunho medicinal como camomila, alecrim, gengibre, hortelã e lavanda. 

As plantas foram estudadas e uma abordagem científica utilizada para seleção delas, depois do plantio de um horto medicinal, elas ficaram disponíveis no campus para alguma demanda, foi então que apareceu a proposta de utilizar o alecrim para fazer velas, o hortelã para álcool gel, balas com o gengibre e a camomila para os sabonetes.

As alunas dos cursos de biomedicina, fisioterapia e nutrição foram convidadas pela professora idealizadora do projeto, Ana Carolina Mesquita, para participarem.

“O projeto torna-se importante por apresentar uma possibilidade de renda extra, demonstrando que é possível o empreendedorismo de mulheres que desejam atuar na área”, comenta Ana Carolina.

As mulheres que participaram do projeto descreveram a experiência como uma oportunidade única e ainda relataram a vontade de dar continuidade a saboaria com diferentes plantas medicinais. Uma delas é Lorrany Andrade, estudante do 2°período de Biomedicina.

Lorrany é uma jovem de 26 anos e sempre teve o desejo de cursar a área da saúde, a biomedicina é um curso que vem se destacando no mercado e tem tido um importante papel no desenvolvimento da pesquisa e avanço, principalmente em relação ao COVID – 19, foi assim que ela escolheu seu curso e a Una para realizar esse sonho. 

Uma das áreas que Lorrany mais se interessa dentro curso é a parte de estética. “É um ramo que está se consolidando gradativamente e está em constante expansão no mercado, pois as pessoas estão cada vez mais preocupadas com a saúde e seu bem estar”, complementa. 

Quando topou participar do projeto Saboaria Artesanal, Lorrany buscava experiências que a fizessem se destacar e a auxiliassem no seu crescimento profissional.

“O projeto visa a utilização de plantas medicinais para fins terapêuticos, o que eu acho incrível, pois apesar do desenvolvimento da ciência ainda sim utilizamos as plantas para nos auxiliar. O método alternativo artesanal também é de grande relevância para nós, pois proporciona mais naturalidade no processo além de ser ecologicamente e economicamente viável”, comenta a futura biomédica.

O material utilizado na atividade foi adquirido com parcerias de locais na cidade que vendiam os materiais necessários, porém por ser uma técnica manual e fácil de conduzir a saboaria pode facilmente ser criada em casa. No projeto, além de ensinar como fazer, foi apresentado desde o gasto com os materiais necessários, o custo dos vasilhames, derretimentos de glicerina, adição do chá forte de camomila, colocação nas formas de silicone e cura. 

“Mostrar às mulheres a possibilidade de construir uma saboaria artesanal além de demonstrar o protagonismo das mesmas na execução de uma técnica manual e detalhista, proporciona uma ampliação no mercado de trabalho, não só para si mas para agregar valores a outras que gostariam de empreender”, conclui Ana Carolina.

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Por Bianca Morais

Hoje as crianças crescem cercadas de informações, influenciadores, aplicativos como Instagram e TikTok, e cada vez mais tem despertado nelas a vontade de empreender. Enquanto antigamente elas montavam barraquinhas de limonada na rua, agora elas vão além, investindo com apoio dos pais em diversos segmentos.

Um dos maiores incentivadores dessa garotada são os canais no YouTube, sendo alguns muito educativos, ensinam desde valores importantes como respeito e lealdade, até como como produzir um objeto para vender, por exemplo, pulseiras de miçanga, doces, entre outros. 

Além dos youtubers, quem também está à frente da responsabilidade de guiar os menores para o melhor caminho são os pais, o empreendedorismo pode ser estimulado ou inibido, depende então dos responsáveis pelo menor, estimular essa criatividade na fase mais importante em que ela pode ser ativada: na infância. 

Instigar o pensamento da criança, dar força para ela gerir seu próprio negócio da maneira que for melhor, explicar a ela como precificar seus produtos, anotar cada compra com seu valor.

Relevante ressaltar, que esse tipo de empreendedorismo não pode ser considerado um trabalho infantil, muito menos exploração do menor. Trabalhar com foco na educação das crianças e de uma forma que elas também se divirtam no processo só tende a trazer benefícios a elas. 

O empreendedorismo infantil não é sobre resultados financeiros, é muito além disso, é explicar aos pequenos o preço de cada objeto, para que elas inclusive, aprendam a dar valor aos bens materiais, saber que vivemos em uma situação de crise financeira no país, que nada é barato, e tudo é conquistado com esforço. 

Empreendedorismo infantil é sinônimo de criatividade, já se diziam por aí, as crianças são o futuro do país, então se elas têm o desejo de começar algo surpreendente, por que não apoiá-las nesse caminho? Prepará-las para o futuro?

Essa proatividade infantil desperta nelas um perfil para determinadas áreas, maturidade, raciocínio lógico e tomada de decisão, até as mais tímidas conseguem se soltar quando colocadas para desenvolverem seus dons naturais. Nessa fase a maior preocupação não é não é o lucro, e sim explorar ideais, se divertir. 

Hoje o Jornal Contramão conta a história de Bruna, uma menina de dez anos que se aventura desde cedo no comércio.

A mente enorme da pequena Bruna

Bruna Morgado sempre foi uma criança muito esperta, criativa, e claro, um pouco bagunceira. 

Quando tinha seus três anos de idade, pegou lápis e giz de cera e desenhou  na parede de seu quarto. Uns acharam travessura, mas se procurar olhar com outros olhos aquilo era apenas o início de uma bela mente criativa. Para completar a estripulia, Bruna ainda culpou a “Fofoca”, a sua foca de pelúcia.

“Meu marido chegou, pegou a Fofoca, apontou para parede e explicou a ela que não podia fazer aquilo, Bruna ainda pequena respondeu baixinho: tá bem., como se fosse a Fofoca falando”, conta a orgulhosa mãe, Fabiane Morgado.

Ainda pequena, Bruna já inventava além da farra, as desculpas perfeitas para se defender.

A menina, frequentemente, pedia a mãe para vender alguma coisa, sempre com uma ideia de fazer uma lojinha na garagem de sua casa, para que as pessoas que passavam em sua rua comprassem, porém a rua das duas passam poucas pessoas e Fabiane sabia que não iria fazer sentido, adiando os sonhos da pequena.

A mãe trabalhadora

Desde de nova, Fabiane já trabalhava, sua mãe a ensinou a ser uma mulher independente e dona de si, todo aquele ensinamento teria um propósito importante, já que ela a perderia cedo, aos 19 anos.

Sem os pais, Fabiane aprendeu muito nova o significado de fazer o seu e correr atrás, afinal nada na vida vem de graça, e foi exatamente essa garra que Bruna herdou da mãe.

“Por ter perdido minha mãe ainda cedo eu procuro mostrar a realidade a Bruna, nada é fácil, é preciso arrumar o quarto e ter obrigações, afinal para enfrentar o mundo aqui fora é preciso ser forte. Debaixo da minha asa é muito fácil, eu protejo, sou uma leoa, porém eu empurro, porque se eu faltar ela vai saber se virar sozinha”, diz Fabiane. 

Orgulho dos pais

Bruna ainda é uma criança e apesar de viver na realidade tecnológica atual, também gosta das brincadeiras “mão na massa”, além de assistir Youtube e TikTok, a pequena ainda tira parte do tempo para cuidar de suas bonecas, brincar de cozinha e de vendas.

“Eu gosto de colocar as roupas da minha mãe e fazer maquiagens engraçadas”, conta Bruna.

A garota é um orgulho para a mãe, estudiosa, sua matéria preferida é Ciências e é muito dedicada. Inclusive, esse ano apesar da pandemia e ensino online, muitas vezes desanimador aos estudantes, Bruna, se empenhou, fez a concorrida prova do Colégio Militar e aguarda ansiosa pelo resultado.

“Tenho muito orgulho da minha filha, na escola, por exemplo, a mãe dos meninos mais frágeis me elogiam, falam que a Bruna é incrível, que defende os filhos delas, tem um carinho especial pelas crianças que sofrem bullying e os protegem”, compartilha Fabiane.

O começo dos negócios

Fabiane tem um salão de beleza, que funciona dentro de sua casa. Diariamente ela trabalha e recebe clientes. Foi em um dia comum de suas atividades depois de muita insistência por parte da filha, que a mãe teve uma ideia no começo do ano, fazer uma cestinha para que Bruna pudesse dar início a seu primeiro trabalho.

“Ela vivia dizendo que queria vender e ganhar seu próprio dinheiro, porém no meio de tanta correria eu deixava passar batido, até que finalmente tivemos a ideia de vender bombons”, diz a mãe.

Ao ir ao supermercado, Leonardo, pai de Bruna, sugeriu que ela comprasse salgadinhos, balas e chocolate para começar seu pequeno negócio. Dessa forma eles já viriam prontos, e por hora, enquanto eles não tivessem tempo para ajudá-la no preparo dos bombons, ela já poderia iniciar as vendas das guloseimas.

“Desde menor eu sempre quis vender para ganhar meu dinheiro e poder comprar brinquedos, roupas, comprar minhas coisas e poder brincar, enchia o saco da minha mãe então um dia a gente foi no supermercado, compramos e agora vendo no salão dela”, compartilha Bruna.

Fabiane é uma mãe que sempre procura estimular a criatividade da filha, na sua opinião, tudo isso pode ajudar Bruna a amadurecer.

“Meu sonho é ver minha filha crescer, se sustentando sozinha, dando conta da própria vida, respeitando as pessoas e os lugares, com a casinha dela e seguindo em frente”, diz Fabiane.

Alma de empreendedora 

Bruna tem muitos planos e sonhos para o futuro. Começou com a caixa registradora, fazendo os familiares comprarem os produtos que ela vendia tirados diretamente dos armários da cozinha.

“No balcão que tem na minha sala eu vendia as comidas, maionese, azeitona, macarrão, de verdade, fazia todo mundo ficar na fila do supermercado e comprar”, conta a pequena.

Bruna já quis ser policial, mas hoje trocou a ideia de lutar contra o crime para ser veterinária, ter seu próprio petshop, dar banho e cuidar dos bichos, porém também não descarta a ideia de ser professora.

Além de empreendedora nata, Bruna juntamente sabe administrar seu dinheiro, sabe o preço de seus produtos, e no momento, o dinheiro que ganha ela paga a mãe que comprou os alimentos. A mãe administra por trás, mas deixa a filha livre para fazer a reposição e o dinheiro.

“Eu até pensei em dar o dinheiro, mas refleti que seria muito fácil, ela tem que ver que para começar a ganhar dinheiro, em qualquer tipo de negócio, primeiramente você nem vê a cor dele, depois que o lucro vem”, explica Fabiane.

Bruna, apesar de chefe do negócio é muito honesta, sempre que pega uma guloseima de sua caixa faz questão de pagar, e o mesmo vale para os pais.

Em relação a expandir os negócios, depois de um tempo vendendo apenas os salgadinhos e doces, Bruna agora também vende brigadeiros, feitos por ela e a mãe.

“Eu tenho muitos sonhos,  um deles é ir para a Disney, Estados Unidos, comprar brinquedos, por exemplo, eu tenho aquelas cozinhas, só que apenas o microondas e eu quero poder comprar aqueles fogãozinhos, geladeiras, com meu dinheiro”,  conclui a jovem empreendedora.

Conheça a história de Igor Raboni que saiu praticamente do zero e conseguiu realizar o sonho de montar o próprio negócio, com investimento inicial de R$172https://www.youtube.com/aoraboni

*Por Flávio Figueiredo, Patrick Ferreira eTales Ciel

Em 2014, Igor Raboni iniciou a construção de um sonho, lavando carros. Desde sempre apaixonado pela estética, sempre fez mais do que lavar e passar um “pretinho” no pneu. Aproveitando a popularização do YouTube, em parceiria com a esposa Maria Luiza criou seu canal Ao Raboni em 2018, com a proposta de trazer o universo da estética automotiva além do que se vê. No canal eles comentam desde custos até como desinfetar o veículo para beneficiar a  saúde dos passageiros. Em 6 meses, o canal já havia atingido a marca dos cem mil inscritos. Hoje, são mais de 680 mil inscritos no Youtube e no Instagram, eles já reúnem mais de 200 mil seguidores.

O empresário é de Belo Horizonte e conseguiu realizar o sonho de montar o próprio negócio saindo praticamente do zero. As portas se abriram quando Raboni resolveu pegar mangueira e balde para começar a lavar carros, juntou vontade e mais R$ 172,00 em um negócio desacreditado até pelos mais próximos. Igor conta que após a sua decisão de empreender, até a sua família se posicionou contra. Nesse bate-papo, vamos conversar com esse jovem que está revolucionado o mercado automotivo mineiro e faturando o seu primeiro milhão em meio a pandemia.

Igor Raboni e a esposa Maria Luiza
  • Como aconteceu essa mudança de lava-jato para estúdio de estética automotiva?

No começo do meu negócio, investi apenas R$ 172, na porta de casa, com muita determinação e com ajuda da minha esposa, Maria, que me ajudava na captação de novos clientes, bem como no atendimento, o lava-jato foi crescendo com a utilização da internet, principalmente com o nosso canal no YouTube, que hoje possui mais de 600 mil inscritos, que abriu caminho para divulgação e expansão do negócio que virou um estúdio de sucesso.

 

  • Em decorrência da pandemia, várias cidades tiveram lockdowns. De que forma o seu negócio se adaptou a esse desafio?

Foi um momento de levar conscientização para os nossos clientes de como poderíamos trazer soluções pra vida deles no combate ao vírus. Fizemos, inclusive, uma ação de um dia inteiro com tratamento de ozônio gratuito no carro deles, essa estratégia impactou muito, mas com os clientes o desafio foi menor pelo fato de sempre reforçarmos em nossas redes sociais a importância do cuidado e higiene do carro.

 

  • O seu estúdio tem uma pegada bem diferente dos demais, provavelmente isso contribuiu para que vocês alcançassem o lucro de R$1,7 milhão em plena pandemia. Além da temática automotiva, o que mais você oferece no espaço?

Com o crescimento do negócio, sempre almejei oferecer serviços diferenciados para os meus clientes, tendo isso em vista, criamos barbearia, lanchonete, e uma plataforma de cursos online e presenciais, gerando capacitação acessível e mão de obra para o mercado de trabalho, tudo no mesmo complexo. A nossa ideia é oferecer um grande espaço de convivência, enquanto o cliente espera o seu carro ficar pronto.

 

  • O que você fez para se reinventar em meio a pandemia e crescer o seu negócio?

Nessa pandemia o crescimento foi de aproximadamente 314%, isso devido a agilidade da nossa empresa ao criar as estratégias para o período, e por antes da pandemia já termos estruturado um curso online, que tinha como respaldo nossa própria empresa como case de sucesso da eficiência do método que ensinávamos, isso unido ao fato de várias pessoas perderem seus empregos, resolveram investir naquilo que amam, e esse fato nos fez ter um crescimento exponencial, com mais de mil alunos formados.

 

  • Como você avalia ver o capital de R$ 172,00 investido se multiplicar em 10 mil vezes ao longo de seis anos de trabalho intenso?

Esse sucesso pra gente significa muito mais que os números de um faturamento, é uma quebra de tabu, pra gente que veio de família simples, ver que há 6 anos começávamos com 170 reais. Nosso propósito sempre foi pessoas, transformar e impactar a vida delas de alguma forma, o dinheiro é uma das várias consequências positivas de executar um projeto de forma bem-feita. Por isso sempre dizemos a todos, tenha um propósito que vai além do dinheiro e dos boletos, é esse propósito que te fará levantar da cama nos seus piores dias.

 

  • O que você espera para o futuro?

Com certeza em crescer, após essa pandemia, já temos em mente uma ideia de criar franquias do nosso empreendimento em várias cidades do país. Quero fazer muito mais do que se imagina com R$ 172,00 reais.

 

  • E qual o conselho você daria para quem está começando agora o seu próprio negócio?

Sempre digo que o segredo não é o negócio, e sim a estratégia. Não é o que se faz, e sim como se faz. Todos nós precisamos aprender a fazer de um jeito diferente e assim encantar nossos clientes de um jeito diferente.

 

Mais detalhes da história de Igor Raboni nas redes sociais:

Instagram: https://www.instagram.com/aoraboni/

YouTube: https://www.youtube.com/aoraboni

 

**Edição: Daniela Reis

“Meu trabalho consiste em levar soluções eficientes às famílias, casas e as empresas, de forma em que haja mais qualidade de vida às pessoas”

Por Italo Charles

Organizar espaços e torná-los funcionais nem sempre é uma atividade fácil. Para muitas pessoas pode parecer uma tortura, mas para outras pode ser algo prazeroso e até mesmo  uma profissão.

Em meados da década de 1980, nos Estados Unidos, um grupo de amigas empreendedoras – Bewerly Clower, Stephanie Culp, Ann Gambrell, Maxine Ordesk  e Jeanne Short – se reuniram para oferecer serviços de organização na cidade de Los Angeles.

A partir de então, a prestação de serviços do grupo ganhou grandes proporções e em menos de três anos fundaram a National Association Productivity & Organizing, que atualmente conta com mais de 4 mil membros.

No Brasil, a atividade de organização se iniciou por volta dos anos 2000. Não há registros da primeira pessoa que começou a atuar nesse ramo de forma profissional no país. Mas sabe-se que a maioria começou auxiliando familiares e amigos.

Ao decorrer do tempo, os serviços prestados foram crescendo e em 2006 profissionais da área se juntaram para criar uma associação a fim de subsidiar e regulamentar a profissão, porém apenas em 2013 que de fato a Associação Nacional de Profissionais de Organização e Produtividade (Anpop) foi estabelecida.

Mas, ainda hoje existem rumores e desconhecimentos sobre a profissão  e atuação de Organizers no Brasil. Em entrevista ao Jornal Contramão, Karina Carneiro Elian Costa, personal há três anos e proprietária da Kaetrenos Organização, fala sobre a profissão e dá dicas de como deixar o home office mais organizado e eficiente.

 

Como você descobriu a área de atuação como “Personal Organizer”? 

A organização sempre foi um dom, um hobbie e uma ferramenta de organização dos próprios sentimentos e emoções (organizar algo ou algum ambiente, sempre foi para mim uma forma de me organizar internamente).

Mas, como nenhuma profissão se faz apenas com dom ou habilidades, comecei a ver a possibilidade de profissionalizar esse, até então hobbie, a partir do olhar de amigos próximos, familiares e posteriormente, alguns programas de canais fechados de TV.

Após pesquisas, descobri que a profissão já existia fora do Brasil há mais de 20 anos, mas aqui (Brasil) ainda não era conhecida e muito menos regularizada. Comecei então a ler a pouca literatura existente antes de me profissionalizar em um curso e, como pedagoga de formação, reconheço que é um mercado que exige muito conhecimento (de diversas naturezas).

E, claro, com um olhar empreendedor de natureza, esses conhecimentos foram aos poucos, ao encontro das necessidades das pessoas ao meu redor. Organizar a casa, organizar o espaço de trabalho, a agenda, entre outros.

Apesar de parecer uma novidade, a profissão de Personal Organizer surgiu na década de 1980 nos Estados Unidos,

 

Quais foram/são os maiores desafios? 

No início, confesso que o maior desafio era enxergar a atuação de organizer como profissão reconhecida e valorizada. A grande maioria da população brasileira não sabia o que era (o que ainda é uma realidade hoje) ou, achava que era um serviço supérfluo e destinado à Classe A.

O meu maior desafio hoje é apresentar o serviço de organização para todos os níveis sociais. Mostrar como a vida organizada (interna e externamente) traz inúmeros benefícios e, não necessariamente é preciso ter a casa mais bonita, decorada, os melhores organizadores e etc.

Hoje a profissão tem crescido bastante, mas ainda é preciso percorrer um longo caminho, sobretudo no que diz respeito a valorização de mercado.

Infelizmente, muitas pessoas ainda acham que é só ter o dom e acabam entrando no mercado sem qualificação, o que desvaloriza a profissão.

 

Como funciona a rotina de um profissional Personal? Há passos fundamentais a serem seguidos? 

Sim… Há alguns passos fundamentais na minha rotina de organizer.

O primeiro deles é ouvir o cliente: entender um pouquinho da sua rotina e quais as suas principais queixas em relação à organização atual do seu espaço. Também é  dar a oportunidade de conhecer melhor como funciona o trabalho, o portfólio e esclarecer as suas dúvidas, etc.

A partir daí, começamos o trabalho na visita técnica. É nessa visita, que pode ser presencial ou através de vídeo conferência e até mesmo por vídeos e fotos, que consigo entender a real necessidade do meu futuro cliente, qual a sua rotina, espaço e o que ele espera de mim. 

Uma Personal Organizer não organiza apenas closets, o serviço é amplo e pode ajudar em qualquer âmbito da vida de uma pessoa, desde a organização de documentos, mudanças, residências e empresas inteiras!

Nessa hora muita gente fica com vergonha, com medo do que a personal organizer vai pensar quando ver a bagunça. Mas, um profissional sério não tem olhos julgadores para o espaço. E pode acreditar que, com nosso olhar apurado, até a bagunça nos ajuda a entender o que não está funcionando ali e buscar soluções que tragam um resultado eficiente. Quanto mais soubermos sobre a rotina no espaço a ser organizado, melhor será o resultado da organização.

É o resultado desta etapa que vai me permitir criar o projeto com mais eficácia e esclarecer o que pode ser esperado do resultado da organização do seu espaço.

Essa é a próxima etapa: criar um projeto baseado no que foi conversado e visto do local, apresentando as soluções pensadas para aquele cliente especificamente. Ou seja: tudo é personalizado porque ninguém tem o mesmo espaço, a mesma quantidade de objetos, a mesma rotina.

No projeto, além das soluções, também envio o orçamento e a quantidade de tempo que será necessária para a transformação acontecer. Não existe uma tabela de preços. Cada profissional decide o seu preço e, em geral, leva em conta a sua experiência, os custos necessários para manter a sua estrutura, entre outras questões. Assim como em qualquer profissão.

Na maior parte dos projetos, também sou eu quem faz a compra dos produtos organizadores, previamente acordados com o cliente. O que também é opcional. Trabalho de uma forma que tento, ao máximo, otimizar e aproveitar tudo o que o cliente já possui. Mas, é claro que, na maior parte das vezes, como as pessoas não costumam investir tanto nisso ou não possuem conhecimento específico em organização, é necessário levar itens básicos que permitirão a “mágica” da organização acontecer.

Uma Personal Organizer também ajuda a cliente a se livrar de objetos que fazem mal emocionalmente para ela (e). Orientar e escutar é uma das rotinas cruciais na organização. 

Como o mercado e o público entendem a profissão e atuação dos profissionais? 

Quando comecei, esse era um grande mercado adormecido no Brasil, o da organização pessoal, residencial e corporativa. Não havia empresas, sites ou blogs que falassem tanto assim no assunto.

Porém, o mercado tem estado cada vez mais aberto e o tema organização e produtividade tem sido referência constante na mídia. Novas empresas, blogs e sites surgem a cada dia. Principalmente pelo fato de que, na pandemia, as pessoas passaram a conhecer melhor os seus lares, e assim, passaram a enxergar os “vilões” de um espaço e uma vida desorganizada. 

Os tempos modernos fazem com que o tempo fique mais curto e mais valioso. É nesse cenário que o trabalho de um Personal Organizer passa a ganhar um papel cada vez mais importante. A tendência é que as pessoas utilizem seu tempo com a sua família, com o lazer ou com o seu próprio desenvolvimento pessoal. 

Hoje, também cresce a compreensão da necessidade de se otimizar os espaços residenciais (mais praticidade e economia) e de trabalho (mais produtividade e menos stress) e, para alcançar tudo isso é necessário organizar, e é exatamente aí que entra o Personal Organizer, oferecendo serviços, orientação e soluções para uma vida mais organizada, e claro, com mais praticidade e produtividade.

Se ficarmos atentos, considerando que tudo evolui, assim como no mercado americano, que já tem quase 30 anos de desenvolvimento, iremos entender que há muito ainda por acontecer por aqui. Até o mercado do varejo está mais atento ao mercado da organização. Grandes lojas já contam com setores específicos para a venda de produtos desse segmento.

 

Acredito que exista um tabu em relação à profissão e que muitas pessoas acham que não é pra elas por ser “caro”, como mudar essa visão? 

Esse tipo de serviço foi por muito tempo e ainda é considerado para para uma classe mais provida de recursos financeiros. É aí que entra um dos meus diferenciais no mercado pois, a organização está para todos, e nos mais variados aspectos das nossas vidas.

Por muito tempo, a organização estava associada a um espaço planejado, decorado, estruturado e, principalmente, para quem tinha espaço. Com a mudança dos espaços residenciais para casas cada vez menores, as rotinas de trabalho e cada vez mais corridas das pessoas e com isso, a falta de tempo, a organização se faz necessária para todas as pessoas. Com ela, deixamos de perder tempo, multiplicamos o espaço que temos, alcançamos uma vida mais produtiva e temos mais prazer em nosso dia a dia. Bem estar é tudo!

 

O serviço de personal organizer não está condicionado somente a casas, certo? Em quais outros espaços ocorre essa atuação? 

Os clientes estão em todos os lugares e as necessidades de uma vida organizada se fazem em todas as áreas. Com os diversos cursos existentes no mercado hoje, já temos especialização para as diferentes demandas: residencial (que é o mais demandado), pré e pós mudanças, organização corporativa, organização baby e infantil, arquivos digitais, organização de fotos e documentos, organização de barcos, luto, malas/viagem.

Depende da segmentação que você fizer do seu negócio. Algumas organizadoras só dão consultoria. Outras, só organizam armários.

Com o crescimento do mercado, as organizadoras profissionais estão se especializando cada vez mais.

Durante esse período de pandemia em que as pessoas estão a maior parte do tempo em casa, trabalhando em casa, fica até difícil manter uma organização  e talvez, para além disso, dificulte o seu trabalho.  Como tem sido atuar nesse período, quais os desafios e, sobretudo, como as pessoas podem manter o espaço de casa e trabalho organizados? 

De fato, o período da pandemia trouxe um olhar extremamente diferenciado para os ares, adicionando esse ambiente fundamental nos dias de hoje: o home office.

Não é tão difícil assim criar esse ambiente de produtividade, mesmo para aqueles que não possuem um escritório em casa, ou seja, um espaço para ler, trabalhar, produzir…A importância de se manter um escritório em casa organizado vai além da questão estética, auxiliando também na concentração e aumentando a produtividade.

Como personal organizer, recebi muitas demandas de auxílio/consultoria, para organizar e até mesmo criar esses espaços nos lares. O maior desafio do momento, é estar auxiliando meus clientes presencialmente. Porém, com a tecnologia a nosso favor, tenho me re-inventado e criado atendimentos adaptados para trazer soluções ao meu público.

No exemplo do home office, é importante que esse espaço seja pensado de forma específica dentro de casa, através de local que não tenha tanto barulho, que sejam aproveitados ambientes com iluminação natural

Crie um local (casinha) para todos os objetos necessários para o trabalho (agendas, canetas, blocos, fios dos eletrônicos, papéis, livros…) 

Utilize mobília, tapetes e divisórias como painéis móveis para criar múltiplos espaços e aumentar a funcionalidade

Use acessórios organizadores como caixas e revisteiros para manter os itens guardados (nesse caso, para quem não tem gavetas disponíveis). Opte sempre pelos organizadores móveis

Mantenha a mesa limpa: quanto menos objetos espalhados, maior a sensação de limpeza e organização

 

Sua conta no Instagram é bem ativa, como surgiu a ideia de usar a Internet como complemento do seu trabalho? 

Acredito muito no poder da internet há algum tempo. Claro que hoje, além de importante, usar esse espaço é essencial. A melhor forma de ser visto e reconhecido, sem dúvida.

Como comecei na organização atuando como pedagoga empresarial, essa foi uma maneira de dizer às pessoas não próximas a mim que esse também seria o meu trabalho. Fez parte do processo de transição de carreira, me estabelecer como P.O e ser vista assim. 

Existe a possibilidade de prestar o serviço de personal organizer virtualmente? 

Claro!! E como dito anteriormente, após a pandemia, foi necessário me reinventar e deu super certo. Até mesmo para aquelas pessoas que achavam ser impossível contratar uma personal organizer, essa também foi uma solução. Hoje em dia, além da consultoria online, onde conheço virtualmente o espaço do cliente e apresento as melhores soluções, também faço a venda dos acessórios (atualmente estou desenvolvendo uma linha de produtos organizadores que já conta com colméias organizadoras, ganchos e planner), e material exclusivo ensinando as técnicas (dobras) em um ou dois encontros virtuais. A pessoa executa, mas todo o projeto é proposto por mim e acompanhado.

 

Conheça mais sobre o mundo da organização acessando o perfil de Instagram @kaentrenos.organizacao da Karina.

 

“Organizar é solucionar!!!

E todo mundo merece uma vida e um ambiente em ordem”  – Karina Carneiro

 

*A entrevista foi produzida sob a supervisão da jornalista Daniela Reis

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E hoje tem mais uma live especial sobre aviação!

O bate-papo desta vez será sobre Empreendedorismo e Aviação será com o Dr. Ozires Silva, nosso excelentíssimo patrono da Aviação e Engenharias, que tem uma trajetória inspiradora na aviação, com o Kerley Alberto, coordenador dos cursos de Manutenção de Aeronaves e Pilotagem Profissional de Aeronaves, nossos ex-alunos e o Cláudio Luchesi, editor da revista Asas.

Dr. Ozires

Engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico Aeronáutico (ITA), contribui para grandes feitos na concepção da aviação hoje.

Dr. Ozires foi um dos fundadores da Embraer, uma das maiores empresas aeroespaciais do mundo. Além do grande alcance no setor aeronáutico, presidiu a Petrobrás e foi ministro da Infraestruturae das Comunicações. Em 2008, iniciou sua trajetória no grupo Ânima.

👉 Não perca!!!!
Empreendedorismo e Aviação ✈
22 de outubro, às 19h

Transmissão via Youtube:
bit.ly/empavi2210