Entretenimento

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Evento marca a formatura dos alunos do curso de Gastronomia da Una

O evento acontece no dia 18 de junho a partir das 19h através de live no Facebook

*Por Daniela Reis

O GastroUna, um dos principais eventos de gastronomia do Centro Universitário Una, chega à sua 9ª edição com uma grande novidade: dessa vez o evento acontece online. A mostra acadêmica que marca a conclusão do semestre, já foi tema do III Congresso Nacional de Metodologias Inovadoras no Ensino Superior (o GIZ), em 2017, na UFMG. Isso só reforça a vocação deste evento como excelente oportunidade para os alunos se conectarem com o mercado e terem a experiência completa da criação de um empreendimento, desde a sua idealização, os custos, estratégias de marketing, planejamento, cardápio até sua abertura.

Com data marcada para o dia 18 de junho, o GastroUna será transmitido ao vivo para todo o mundo a partir das 19 horas, no Facebook do curso de Gastronomia da Una. Assim como nas versões anteriores, os alunos deverão apresentar seus empreendimentos e mostrar seus conhecimentos sobre cardápios e bebidas que incluam as Pancs (plantas alimentícias não convencionais) e dialoguem com os eixos temáticos do projeto de forma interativa e criativa, com foco na valorização da história, da cultura e da biodiversidade brasileira.

Para a idealizadora do GastroUna, a professora Rosilene Campolina, a mostra é uma oportunidade de se apresentar ao mercado e ser julgado por ele. “Os talentos merecem ser reconhecidos. Esses novos profissionais precisam atravessar as fronteiras da universidade e ganhar o mercado. O GastroUna foi a metodologia que encontrei, para estabelecer essa rede de contatos (networking) e para servir de vitrine para os alunos”, diz Rosilene.

A professora ressalta que é importante preparar os alunos de forma prática para a empregabilidade. “Eles saem da faculdade com essa experiência, de vivenciar e montar um empreendimento. Não somente como cozinheiros, mas como gestores do seu próprio negócio. Isso envolve logística, gestão de insumos, de estoque, gestão de pessoas, marketing e a forma de administrar uma equipe”, completa.

Para o coordenador do curso de Gastronomia, Edson Puiati, essa prática também é importante para a instituição de ensino.  “A matriz do nosso curso tem um foco em empreendedorismo e gestão de negócios gastronômicos.O GastroUna vem coroar isso com muita criatividade, já que os estudantes colocam em prática tudo que aprenderam na sua trajetória acadêmica. Já para a Una, o evento apresenta para o mercado o que desenvolvemos aqui na academia, uma vez que nossos jurados são profissionais renomados e referências no segmento. Isso faz com que a gente tenha um retorno do público externo sobre o nosso trabalho implementado com estes alunos”, salienta.

Os trabalhos serão julgados por jurados que são figuras importantes para o cenário da gastronomia de Minas Gerais, entre eles, estarão:

Rodrigo Neiva – Vice presidente Acadêmico da Ânima Educação e coordenador da área de Turismo & Hospitalidade.

Ricardo Rodrigues – Presidente da Abrasel MG, FGM e Proprietário do Restaurante Maria das Tranças.

Ana Gabriela Baêta Ale – Gerente de Marketing da Diretoria de Marketing e Promoção Turística da Belotur.

Márcia Nunes – escritora, historiadora e Proprietária e administradora do Restaurante Dona Lucinha.

Eduardo Maya – Gastrônomo, promotor de eventos, Idealizador da Feirinha Aproxima, Festival “Minas é o Mundo” e proprietário da Rede Pitza 1780.

 Miriam Furtado – Empreendedora gastronômica, proprietária da Rede de restaurantes Assacabrasa e a primeira mulher churrasqueira do Brasil.

Carlos Henrique /Prof de bebidas da Una e ABS/Mestre cervejeiro da
Hofbräuhaus BH.

Isabela Lapa – blogueira e criadora do Blog “Coisas de Mineiro” – Um perfil sobre Turismo e Gastronomia em Minas Gerais.

O GastroUna conta com o apoio da Abrasel, Belotur, Emater, FGM – Frente da Gastronomia Mineira e Instituto Eduardo Frieiro.

A cobertura jornalística será realizada pelo Jornal Contramão, Portal BH Eventos e Portal Gastronômico Chefachef.

Sobre os empreendimentos concorrentes

BURGUER INK

Componentes: Artur Cheib, Izabella Haddad, Marco Antonio Lima, Mário Martinelli, Pedro Costa e Samuel Nolasco.

Burger INK vem para revolucionar os padrões de uma hamburgueria que une a gastronomia com os amantes da arte dos tatoos. Através de um cardápio sazonal regional, com valorização dos insumos locais, o estabelecimento propõe uma despojada experiência gastronômica em conjunto com um Estúdio de Tatuagem, presentes em um agradável ambiente que privilegia as práticas sustentáveis e o prazer da convivência.

DI BANANA & CIA

Componentes: Bárbara Cristina, Bruna Bernardes, Fernanda Matias, Gian Ferreira, Lucas Sena, Suile Clarissa eThalia Cordeiro.

A Di Banana & Cia é uma vitrine virtual criada para proporcionar novas experiências gastronômicas. Usando a banana como uma das inspirações, seus derivados estão presentes em diversos produtos e segmentos. A plataforma Di Banana & Cia oferece comodidade por delivery unindo os produtores e fornecedores aos clientes promovendo os produtos que dialogam com as demandas de mercado e tem seu viés agroecológico pautado na sustentabilidade e inclusão social, na inovação e no empreendedorismo.

ELEMENTAR

Componentes: Caio Mancini, Clariane Brandão, Daniela Galastro, Gustavo Vasconcelos, Laura Vasconcelos, Luísa Bonfioli, Michele Novais e Reicler Moreira.

O Elementar é um GastroBar localizado na Praça Minas Gerais, na cidade de Mariana, no interior de Minas. Inspirado nos quatro elementos – terra, água, ar e fogo – o estabelecimento promete envolver todos em uma viagem gastronômica inusitada. Com foco em deliciosos petiscos, a casa também irá contar com pratos e drinks inspirados em cada um dos elementos, além de uma carta de cervejas especiais regionais. Tudo isto, degustado diante da vista mais linda da primaz de Minas, para tornar a sua experiência inesquecível.

Q HARMONIZA

Componentes: Alexandre Rocha de Menezes, Davi Albuquerque, Gabriela Assunção, Izabela do Ébano Pereira, Marcus Vinícius Araujo, Natália Carvalho, Silas Adriano eThaís de Oliveira. 

A “Q Harmoniza” tem o objetivo de apresentar conceitos de harmonização, produzindo e vendendo produtos “Q (que) harmonizam” com o seu queijo ou vinho preferido, focando inicialmente em uma linha de geleias artesanais e conteúdo didático digital sobre harmonização.

UAINEBAR

Componentes: Alexei Fitipaldi, Caroline Minelli, Débora Cristina, Maria Cristina Barbosa, Olívia Torino e Vinicius Venâncio.

A Uainebar coffeworking é um empreendimento que se configura inovador no consumo e comercialização de cafés e vinhos locais em um ambiente “descolado” e acolhedor em que a música mineira também é lembrada. Atua com foco na sustentabilidade e inovação, oferecendo pratos e produtos criativos como por exemplo o inusitado “medalhão de feijoada” enriquecendo os movimentos artísticos, culturais e gastronômicos de BH.

Programação: 

Abertura19h

Burguer Ink – 19h30
Di Banana & Cia – 20h
Elementar – 20h30
Q Harmoniza  – 21h
Uaine bar Coffee Working – 21h30

Apuração/Resultado/Premiação/Encerramento – 22h

Premiação

As equipes vencedoras (1º e 2º lugar) serão agraciados com almoço nos restaurantes Dona Lucinha e Jotapê, kits de produtos da Cristina Misk, do Chefachef com Cafés Segafredo, Cimsal Flor de Sal, vouchers para eventos no Mineirão pós-pandemia, Camisas Atletico/Cruzeiro/América e kit love wine oferecidas pela professora de Eventos Priscilla Machado, convite para participação na Ferinha Aproxima e em festejos juninos de BH, kit da Sabarabuçu, : convite para aula show no Instituto Gourmet, vouchers Assacabrasa, cursos Academia Nova Safra e certificados personalizados da Una.

Acesse o evento pelo link: https://www.facebook.com/Gastronomia-Una-640622375968842

Por: Moisés Martins e Marcelo Duarte 
Foto: Dimi Silva

Em 8 de maio comemora-se o Dia Nacional das Artes Plásticas. Convidamos o artista Edmilson Antônio da Silva, conhecido como Dimi Silva, para um bate-papo.  Aos 35 anos, ele vive de seu trabalho como autônomo em Belo Horizonte. Brinca com as cores, possibilitando a quem vê  viajar por mundos divertidos. A inspiração é ampla, vai da beleza da mulher negra aos autorretratos de Frida Kahlo (1907-1954), uma das principais pintoras do século XX. “É muito importante ter um dia do artista plástico, mas deveria ter mais eventos e feiras para que possamos mostrar nosso trabalho”,  afirma o artista plástico Dimi Silva.

Como e quando você iniciou nas artes plásticas?

A ideia de ser artista plástico foi algo que surgiu em minha vida. O gosto pela arte vem desde criança. Desde cedo aprendi a desenhar. O tempo passou e, a cada dia, queria aprender mais. Comecei a ter contato com novas técnicas e estilos de desenhos, que me fizeram chegar onde estou. Mas não quero parar por aqui. A cada dia que passa eu aprendo mais, para que meu trabalho fique cada vez melhor.

Como você se vê dentro do mundo das artes?

Eu me considero grande artista plástico. A grande maioria das pessoas não dá valor às artes. Então, fica difícil para o artista ser reconhecido pelo seu trabalho.

Dentro da arte, como você usa a tecnologia a seu favor?

A tecnologia tem nos ajuda bastante.  Uso as redes sociais para divulgar meu trabalho. Por meio das postagens, alcanço público amplo, o que aumenta o  reconhecimento do meu trabalho.

Como você apresenta suas obras?

Faço pinturas expostas em  muros da cidade, onde o público tem contato direto com a arte e com o meu processo de produção. Também participo de algumas feiras de artes.

Com qual outra área das artes plástica você teve contato?

Basicamente foi só pintura mesmo. Pintura de telas, murais, desenhos papel e arte digital.

O que você espera do seu futuro nas artes plásticas?

Busco evoluir cada vez mais, sempre buscando novos conhecimentos e com isso reconhecimento pelo meu trabalho.

Você tem contato com outros artistas?

Tenho muitos amigos no meio artístico, com trabalhos maravilhosos e de diferentes estilos. Para mim é um contato muito importante desde a  parte do aprendizado artístico até questão do respeito com a arte do colega.

Você vê muitos jovens inseridos nas artes plásticas?

No meu cotidiano vejo alguns, mas faltam oficinas, eventos e projetos voltados à juventude para poder despertar o interesse dos jovens pelas artes plásticas.

Aqui podemos ver um pouco de suas obras e sua descrição sobre elas;


Mural realizado na pista de skate do Barreiro/Belo Horizonte. “Assim como a maioria dos meus trabalhos não tem muita a explicação exata, gosto de compor obras voltadas para psicodelismo surreal com bastante movimento e cores vibrantes e objetos de mundos distintos tudo em um mesmo lugar”


“Trabalho realizado para uma cliente. Tinta acrílica sobre papel, retratando um ícone e referência. A pintura é releitura de uma das obras de Frida Kahlo, com cores, objetos e movimentos sempre presente no meu trabalho”.

Por Melina Cattoni
Fotografia: Instituto Brasileiro de Museus e Fauno Cultural
Agradecimentos: Circuito Liberdade, Espaço do Conhecimento Ufmg,  MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal, Projeto Museu de Rua.   

 

Fachadas clássicas, arquiteturas antigas e salões espaçosos são características presentes ao pensar em museus. Para reformular esta ideia e mostrar que esses espaços caminham junto ao uso das tecnologias e ao avanço das mídias digitais, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) promove a 16ª Semana Nacional de Museusentre os dias 14 à 20 de Maio.

Com o tema Museus Hiperconectados _ novas abordagens, novos públicos, a décima sexta edição possibilita o diálogo entre público e os espaços culturais. Para Luciana Amormino, jornalista especialista em História da Cultura e da Arte, a temática permite a reflexão sobre a relevância da instituição junto ao público. “Possibilita evidenciar as conexões que fazem um museu acontecer, as parcerias que firmamos para a realização de nossas atividades, com os mais diversos públicos ou até mesmo com outros museus e instituições parceiras”, aponta a coordenadora da programação do Museu das Minas e do Metal.

O diferencial dessa edição está no uso das novas tecnologias e a possibilidade de parcerias. “O Memorial Minas Gerais Vale, por exemplo, em parceria com o Museu Brasileiro do Futebol, sediado no Mineirão, promoverá o intercâmbio de conteúdos como: músicas, vídeos, projeções e ações educativas interativas”, cita a museóloga Maíra Corrêa, coordenadora de programação do Circuito Liberdade. As redes sociais e aplicativos também são recursos utilizados nas oficinas. Como exemplo, o Espaço do Conhecimento da UFMG, oferece a Janela Digital, ferramenta que possibilita ao público conhecer as ações do espaço mesmo com o museu fechado. As pessoas podem assistir a mini vídeos da exposição sem sair de casa. Para a oficina Fotografia imersiva e tecnologias de realidade virtual para museus, ofertada pelo Museu Mineiro, se faz necessário o uso câmeras fotográficas ou smartphones para a experiência.

Quem vai ao Museu?

Das produções cinematográficas às grandes galerias, criatividade, diversão e, principalmente, interatividade são elementos presentes ao entrar em contato com as artes. Presentes nas praças, ruas e becos, o diálogo e a representatividade das artes em todos os locais é importante. Para Laís Flor, estudante do  curso de Museologia da Universidade Federal de Minas Gerais, os museus cumprem sua função com aqueles que têm acesso. A partir do momento que há uma identificação com o aquele espaço e, com o que ele representa, o lugar será aproveitado.

Ao pensar sobre a revitalização urbana e ressignificar  a ‘ida ao museu’, o Projeto Museu de Rua propõe novo tipo de entretenimento para a cidade, bem como a valorização das artes e dos artistas. O idealizador do projeto, Ivan Neves Bechelane, declara que o local das artes é no espaço público. “Qualquer espaço que seja fechado não é para todos. Qualquer lugar que ‘cobre’ entrada não é democrático. A arte tem que estar na rua. Ela é nosso espaço comum. A arte transgride o padrão e traz reflexões que são importantes de serem discutidas no nosso cotidiano”, diz o artista.

 

 

A principal participação do público nas intervenções se dá na “Batalha do Bomb”. Os integrantes do projeto escolhem as palavras que serão escritas no local e parte do público se voluntaria a escrever. “A arte conversa com a sociedade através da rua. Um museu, normalmente, é ambiente que demanda estudo prévio e que traz mensagens, às vezes, fora de contexto dentro de um ambiente versátil. Já a arte de rua expressa a mensagem local e interage esteticamente com o que está em volta”, declara Ivan.

 

 

Para Laís Flor, ainda sim, o reconhecimento e o acesso das comunidades periféricas à essas instituições não é tão abrangente. “Tanto a divulgação, quanto a forma como o museu se comunica com as minorias, são meios de melhorar esse acesso e essa identificação da população com este espaço de cultura”, afirma.

Por Melina Cattoni
Fotografia: Imagem Filmes

 

Liberdade, sonhos e superação. Tudo Que Quero, narra a história de uma jovem diagnosticada com Transtorno de Espectro Autista (TEA). Wendy Welcott, adolescente de vinte um anos, possui uma rotina comum e sistemática. Inteligente e criativa, também possui uma paixão e talento para a escrita. A narrativa é construída em cima das desventuras da adolescente para participar de um concurso para escritores e entregar seu roteiro ao famoso estúdio de cinema Paramount Pictures, em Los Angeles.

Para alcançar o sonho e também a liberdade, Wendy descobre diversos caminhos e reviravoltas do cotidiano. A descoberta começa ao atravessar uma avenida  proibida, percorrer a estrada, enfrentar situações desconhecidas e, principalmente, lidar com diferentes pessoas. Durante as cenas, cada circunstância é acompanhada por uma trilha musical que compõe junto à fotografia os sentimentos daquela jovem. Encantado pela narrativa, o espectador acompanha com o coração na mão e brilho nos olhos toda a caminhada de superação.

 

 

Dirigido por Ben Lewin, o escritor apaixonado por fotografia e escrita narrativa, coleciona em sua carreira documentários, minisséries, programas episódicos e longas-metragens, entre eles, o premiado filme As Sessões em 2012. Já a trilha sonora, assinada por Heitor Pereira, compositor brasileiro que tem em seu currículo algumas faixas do filme Meu Malvado Favorito 2, usa das melodias para transitar entre momentos de apreensão e diversão durante a obra.  

A Imagem Filmes lança nesta quinta-feira, 26 de abril, o filme Tudo Que QueroPreparem o balde de pipoca e os lencinhos, o filme é de emocionar.

Imagem Filmes

Empresa nacional do ramo de entretenimento, atua na distribuição de filmes independentes em todo país. Para mais informações, acessem o site: https://www.imagemfilmes.com.br/ .

Tudo Que Quero

Direção: Ben Lewin
Produção: Lara Alameddine, Daniel Dubiecki Escritores: Michael Golamco, Michael Golamco
Elenco: Dakota Fanning, Toni Collette, Alice Eve, River Alexander, Jessica Rothe, Matt Corboy, Tony Revolori
Música: Heitor Pereira
Direção de Arte: Lindsey Moran

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Por Bruna Valetim

Três anúncios de um crime e o senso dúbio do que é justo

Conquistando êxito nas temporadas de premiações, chegou aos cinemas no último dia 15, o longa “Três anúncios para um crime” que acompanha a história de uma mãe em busca de justiça para o assassinato sem solução de sua filha.

Mildred Hayes é uma mulher que carrega a raiva em seu olhar e meses após o assassinato da sua filha, ela aluga três outdoors em uma estrada de pouco acesso com os dizeres “Estuprada enquanto morria e até agora nenhuma prisão, como é que pode xerife Willoughby?”. A atitude da protagonista gera um efeito dominó na pacata de cidade de Ebbing, Missouri e o filme se desenrola a partir daí, da ação que gera diversas reações e pessoas com opiniões distintas, o filme o tempo todo é moldado pela sensação de injustiça e o senso de justiça que o último seja interpretado de maneiras diferentes pelos personagens. No quesito empatia, os negros, o anão, os pobres, as pessoas geralmente a margem na sociedade e menos privilegiadas estão dos lados de Midred, os policiais, os ricos da cidade estão do lado do Xerife, mais ou menos como o mundo real funciona.

A protagonista é uma mulher fria, desamparada, desiludida pela vida e pela justiça que luta a qualquer custo solucionar o crime que tirou a vida de sua filha. Por mais antipática que Mildred seja, por mais decisões equivocadas que a personagem venha a tomar é impossível não sentir empatia por seus objetivos e torcer para o sucesso de sua saga. Em contraponto a protagonista temos os policiais do distrito, o xerife exposto no cartaz e seu fiel aliado, o ignorante policial Dixon (Sam Rockwell).

Não é um filme bonito é real, é duro, é triste. Você se indigna, sente raiva, angustia, medo, você fica surpreso. É uma transição de sentimentos a todo minuto, uma ação que gera uma reação que vamos de odiar um personagem até ter certa empatia. Mérito claro do time de atores, Frances entrega uma mulher que foge dos clichês de mães sofredoras da cinematurgia, geralmente bondosas, abnegadas, seres de luz. Mildred não é nada disso, não era a mãe do ano nem age diferente com o seu outro filho depois do assassinato que abalou a família, ela não performa nenhuma feminilidade nem muda sua essência acreditando que o perdão salva, ela quer justiça e busca por isso doa a quem doer. Grande favorita ao Oscar, a atriz vem ganhando todos os prêmios de melhor atriz da temporada.

Sam Rockwell pode ser conhecido por papéis com veias mais cômicas como é o caso de seu personagem em “As panteras” está extraordinário, se eu o visse na rua provavelmente teria vontade de socar a cara dele porque Dixon é odioso. Esse tipo de reação só é conquistado perante uma atuação digna. O ator conhecido por comédias é simplesmente muito bom e brilha sem dúvida nenhuma como o melhor personagem de sua carreira. É o personagem com maior evolução ao longo do filme e apesar de atitudes completamente esdruxulamente após um acontecimento traumático e receber um sinal dos céus embarca em uma jornada para se tornar uma pessoa minimamente decente. É a maior aposta para ganhar a estatueta de melhor ator coadjuvante e merece vencer.

Como Rockwell, Woody Harrelson, o xerife Bill Willoughby, também concorre como melhor ator coadjuvante, por um papel que exige um pouco menos, mas o tempo em que aparece em cena convence. O personagem é um homem decente, não provém de uma bondade acima da média, não perde a vida em busca de resolver o assassinato como se fosse um problema seu, mas ao mesmo tempo o xerife se sensibiliza com o caso, faz sua parte, tenta achar o culpado, sem deixar sua vida parar por isso. Em certa parte do filme o personagem tem um monólogo com grande carga dramática, que acredito ter sido o motivo de sua indicação como melhor ator coadjuvante   do personagem é carregada de emoção e interfere de maneira direta na vida de outros personagens e no desfecho do filme.

O filme tem feito sucesso ao redor do mundo e inspirado pessoas a reproduzirem a ideia principal de alugarem três outdoors vermelhos com letras pretas cobrando atitudes de autoridades locais. O filme também não passa batido pela justa problematização. O personagem Dixon é um homem racista, que tem histórico de torturar negros e ser homofóbico. O personagem em uma passagem de total abuso de autoridade joga uma pessoa da janela e destrói um estabelecimento e nada sai basicamente impune. O personagem encontra alguma redenção ao longo do filme com boas ações mas mostra que se você for um homem branco medíocre e de preferência policial, consegue sair impune de qualquer coisa. As piadas racistas dos personagens que o filme aparentemente coloca em forma de crítica só é risível para pessoas brancas, assim como situações que os personagens de Corra passam, outro filme indicado a melhor filme no Oscar desse ano.

O resto do elenco mesmo com participações mais tímidas fazem bom trabalho, alguns como o Lucas Hedges e   Peter Dinklage mereciam mais destaque pois são atores mais que competentes, brilhariam mais se tivessem mais espaço. A trilha sonora lembra os filmes interioranos e independentes e as cores presentes advém de uma paleta em tons neutros, maquiagem não faz parte da caracterização. O longa ao total disputa no próximo dia 4, o prêmio de melhor filme, melhor roteiro original, melhor atriz, ator coadjuvante, melhor trilha sonora e melhor montagem.