Entretenimento

Por Bianca Morais 

Atire a primeira pedra quem nunca gostou de um artista ou banda famosa, colocou poster d pelo quarto, mandou uma mensagem no Instagram, ou foi em um show cantar bem alto suas canções. 

A série de reportagens de sonhos adiados vai contar hoje a história das amigas Isabella e Mayura, que chegaram muito perto de ver a banda que gostam ao vivo depois de muitos anos sem assisti-los, mas que com a pandemia tiveram que adiar o sonho de ver os ídolos de pertinho. 

O início 

Isabella Procópio e Mayura Rinco são amigas de infância, e por volta do ano de 2004, no auge de seus 14 anos, Isabella apresentou a Mayura uma banda que havia conhecido na internet, o Mcfly. 

“Lembro que eu estava baixando música na internet, procurando dos Beatles e apareceu um cover do Mcfly. Eu já gostei de cara, da voz de tudo, baixei mais duas músicas e me viciei, escutava o dia todo”, conta Isabela.

Logo depois que ela conheceu a banda, os artistas estouraram com por terem uma música na trilha sonora do filme “Sorte no Amor”. Isabela conheceu ali a sua maior paixão de fã. Vale lembrar que na época, conhecer músicas de artistas internacionais não muito famosos, não era uma tarefa fácil, e se não fosse a coincidência de achar o cover deles dos Beatles ou o filme, as duas jamais teriam tido acesso a eles.

“Eu nunca gostei tanto de uma banda na minha vida igual eu gostei dessa, foi um vício que assim, ninguém na minha casa estava aguentando mais, eu só ouvia eles, só falava deles”, completa ela.

Isabella não podia viver esse sonho sozinha, por isso, apresentou a melhor amiga Mayura uma música e na mesma hora ela se apaixonou também. 

“Como toda boa amiga ela empurrou para mim o conteúdo e eu tive que aprender a gostar”, relembra Mayura.

Mas no fundo não foi nenhum sacrifício, a banda formada por quatro jovens artistas ingleses, encantou as duas logo no início e de longe elas sempre sonharam em poder ir a um show dos rapazes.

 

A primeira vez a gente nunca esquece

Foi em 2008, quando as duas descobriram que eles viriam ao Brasil pela primeira vez, para as adolescentes foi algo muito emocionante, afinal a banda era algo muito distante, e por não serem muito conhecidos jamais acreditavam que conseguiriam assistir um show deles ao vivo no Brasil. 

“Era algo que a gente só via pela internet, nem na tv, eles não eram muito famosos a ponto de aparecer sempre, então quando eles vieram em 2008 fizemos de tudo para ir”, conta Mayura.

Na época, Mayura era menor de idade e trabalhava apenas meio horário na loja de seu tio, Isabella tinha acabado de completar 18 anos e mesmo com pouco dinheiro, juntaram o que tinham e embarcaram para São Paulo. O irmão de Isabella morava na cidade, por isso, as duas tiveram onde ficar, no entanto, o dinheiro que tinham para passar os dias, acabaram comprando ingresso para outro dia de show.

“Iriam ter dois dias de show, 28 e 29 de maio, o show principal era dia 29, como esgotou eles abriram outro show extra, a gente comprou ingresso para o dia 29 e chegando lá nós pegamos todo o dinheiro que tínhamos para comer e compramos ingressos para ir no dia 28 também. E passamos dois dias só comendo promoção do McDonalds”, explica Mayura

“A gente tinha 18 anos, só que assim, as duas sem trabalhar, aquela confusão, mas conseguimos juntar dinheiro e pensamos vamos. No primeiro dia ficamos quase seis horas na fila, assistimos o show e depois que acabou, voltamos para fila do segundo, tudo isso para poder assistir a banda” relembra Isabella. 

A dupla de amigas já passou por vários perrengues pela banda, dormiram na fila do show para ficar na grade, passaram frio e tomaram chuva. Mayura acabou se sentindo mal e tiveram que ir para a parte de trás. Na volta para Belo Horizonte, Mayura foi internada com amidalite. Enfim, nada que uma boa fã não faria pelo ídolo adorado.

As amigas na fila do show

No ano de 2009, Mcfly voltou ao Brasil, dessa vez para a capital mineira, Isabella e Mayura “ganharam” uma promoção da Jovem Pan, com a ajuda de um primo da Isabella que trabalhava na rádio e conseguiram conhecer a banda pela primeira vez.

“Foi o primeiro show deles em bh, foi maravilhoso, mesmo esquema, horas na fila, só que esse ano, foi mais especial porque a gente conseguiu pela primeira vez ver eles de perto, foi bem rapidinho, só deu tempo de falar oi, mas foi sensação de outro mundo”, conta Isabela.

Na época, realizar todos aqueles sonhos era algo muito inédito para as duas, redes sociais como Instagram, onde os fãs conseguem ter contato muito próximo com seus ídolos era algo que não existia. 

“Eles eram inalcançáveis e de uma hora para outra se tornaram reais. Nessa fase o máximo que nós tínhamos era orkut, então colocávamos na frente do nome um parêntese com as datas com quantos dias faltava para o show”, completa Mayura.

Mayura e Isabela com a banda Mcfly

As expectativas para o retorno da banda aos palcos

As duas jovens aproveitaram e muito o pico da banda que gostavam. Acontece, que depois de muito tempo nas paradas, o Mcfly deu uma longa pausa nos palcos, e nesse tempo Isabella e Mayura, aquelas adolescentes que dormiam na fila do show, cresceram, amadureceram, Isabella acabou saindo do país para morar um tempo fora e Mayura se formou em odontologia e seguiu a carreira de dentista.

Em setembro de 2019, o grupo britânico anunciou o retorno aos palcos, nenhum show tinha sido confirmado ainda no Brasil, mas as expectativas e certezas das meninas eram altas. 

“A sensação era maravilhosa, a gente velha já, vários anos depois, não quisemos nem saber, iríamos de qualquer jeito”, confidencia Isabela.

No mês seguinte a banda confirmou, para a alegria dos fãs, os shows em março de 2020. A tour passaria pelas cidades de Belo Horizonte, Uberlândia, Rio de Janeiro, São Paulo, Ribeirão Preto, Curitiba e Porto Alegre. Em questão de segundos depois de começarem as vendas, elas já estavam com ingressos em mãos, se dependesse delas, comprariam para todas as cidades, porém acabaram adquirindo apenas para Belo Horizonte e Uberlândia.

“A gente ia ver em BH e em Uberlândia, BH porque a gente mora aqui e Uberlândia porque acreditávamos que seria mais fácil ter acesso a banda por lá, por ser uma cidade menor, encontrá-los no hotel para tirar fotos. Mas eu acho que no final das contas eu ia acabar fazendo alguma dívida e ia pro Rio de Janeiro ou São Paulo também. Eu ia fazer outra loucura igual eu fiz da primeira vez que não tinha grana para pagar”, brinca Mayura.

Para as duas, os shows seriam além de reviver toda aquela paixão pelo Mcfly, também o reencontro, já que Isabella estava morando em Portugal na época, e viria ao Brasil apenas para assistir aos shows ao lado da amiga.

“Começamos a fazer os planos e se preparar logo depois da confirmação, mesmo sem ter certeza se daria pra ir, até porque eu morava em portugal, estava estudando lá na Universidade do Porto, então eu fui na loucura, falei que ia, mas sem saber se daria certo. Foi de setembro até março nessa expectativa”, recorda Isabella. 

 

A chegada da Pandemia e o adiamento de tudo

Os shows do Mcfly no Brasil estavam programados para acontecer a partir do dia 19 de março, o primeiro inclusive, seria em Uberlândia onde as meninas já estavam com ingresso comprado e hotel reservado.

“Quando chegou janeiro e a pandemia começou a se espalhar pela Europa comecei a ficar com medo, só que eu não tinha ideia que ia chegar na proporção que chegou, porque até então o Brasil ainda estava teoricamente tranquilo” pensava Isabela. 

Acontece que desde o começo daquele mês uma grande quantidade de shows, principalmente internacionais, estavam sendo adiados ou cancelados no Brasil, já que a pandemia da Covid-19 começava a se expandir pelo país. 

Até o último momento elas não deixaram de acreditar que os shows aconteceriam, apesar de tudo ao redor dizer que não. Foi de fato no dia 13 de março, faltando menos de uma semana para que elas enfim pudessem assistir novamente, quase 10 anos, a banda favorita ao vivo, que saiu o anúncio do adiamento.

“De jeito nenhum eu imaginei que isso aconteceria, foi tanto tempo esperando, literalmente quase uma década, para faltando poucos dias ele ser adiado”, desabafa Mayura.

“Eu ainda fazia planos, Mayura e eu combinamos tudo, comprei a passagem, com muito custo, até porque eu nem podia, é muito cara viajar de lá para cá e eu já tinha vindo em dezembro, mas pelo Mcfly eu dei um jeito. Estava muito empolgada, mas o tempo passou e percebi que não ia ter o show, nem tinha como, mesmo assim eu vim na expectativa, e só quando eu cheguei aqui eu tive a confirmação de fato que ia ser cancelado”, revela Isabela.

Por fim, a pandemia não adiou apenas os shows mas também o reencontro das amigas, pois Isabela chegou a vir para o Brasil mas as duas não conseguiram se encontrar por causa do isolamento social.

Os prejuízos

Antes da pandemia, quando uma empresa responsável por um show tinha que adiar ou cancelar algum evento, geralmente cada uma tinha sua política, mas de uma maneira geral o consumidor poderia solicitar a devolução do dinheiro. No entanto, com o cancelamento em massa de shows, o governo estabeleceu uma medida provisória que dispensava essas empresas de reembolsarem em dinheiro, permitindo a devolução em créditos.

Com isso, não apenas Isabela e Mayura ficaram no prejuízo pelos ingressos adquiridos para dois shows, como todos os outros fãs ao redor do Brasil que haviam comprado ingresso para ver o ídolo. 

“Foi muito frustrante, principalmente porque não sei se foi algo adiado ou cancelado, não adiou para uma data certa, não sabemos até hoje quando eles podem vir novamente. Quanto ao dinheiro nem tento mais, apenas tenho retornos automáticos, aquelas mensagens padrão que enviam para todo mundo”, diz Mayura.

“Eu tenho esperança que vai ter o show e que eu vou poder usar esse ingresso, até porque eu tenho certeza se eu vender o ingresso, quando eles voltarem eu vou surtar e querer ir de qualquer jeito, prefiro deixar ele garantido, a esperança é a última que morre, ainda mais fã de Mcfly que está acostumado a nunca desistir”, confessa Isabella.

No caso de Isabella, o prejuízo não foi apenas do show, mas a garota veio ao Brasil exclusivamente para assisti-lo. “Comprei a passagem para o começo de março e voltaria no começo de abril, porém com a pandemia os aeroportos fecharam e não consegui voltar para Portugal”, lembra ela.

Isabella estava em período de provas e trabalhos na faculdade, mas sem condições de voltar, acabou se prejudicando. “Eu entrava em contato com a companhia aérea, com o aeroporto, com tudo, mas o mundo estava parado. E quando consegui realmente voltar a passagem estava absurdamente mais cara”.

A sensação de se adiar um sonho além de frustrante também é decepcionante, para Mayura além de estar indo ver sua banda favorito depois de ano, seria também a primeira vez que teria condições financeiras para não passar por perrengues como sobreviver a base de mcdonalds, dessa vez como adulta que se tornou poderia fazer algumas refeições a mais e ainda assistir os ídolos de perto. Também seria a primeira vez que iria viajar de carro para longe, enfim vários sonhos que foram adiados mas de forma alguma cancelados.

Foram 10 anos esperando a banda retornar aos palcos, as garotas já até tinham se acostumado a ideia de talvez nunca mais os ver juntos ao vivo e compartilhar aquele sentimento antigo de cantar bem alto todas as canções, cercadas de outros milhares fãs. O Mcfly voltou, elas viram de longe pelas redes sociais, os shows que aconteceram no final de 2019 em Londres e aguardavam ansiosamente pela sua vez, aquela sensação que permaneceu adormecida por uma década voltou com tudo, e elas chegaram muito próximas de reviver a juventude, dias, horas, porém a pandemia mais uma vez atrapalhou os sonhos planejados.

Nunca no último século o mundo cogitaria viver uma situação parecida com o que a pandemia da Covid-19 causou, ela abalou as crenças de muitos, mas como vimos na série de reportagens, sonhos nunca devem ser cancelados, e sim adiados, e a dupla de melhores amigas sabem disso, independente do prejuízo, elas vão manter os ingressos, porque sabem que pode demorar um, dois, ou até dez anos, como já aconteceu, mas elas vão esperar pelo Mcfly, assim como a Jordania seu intercâmbio e a Enza seu casamento. 

Pelo olhar do artista

Cantor Thiago Pinelli

Os impactos foram ainda maiores para os músicos. Muitos artistas, principalmente os independentes sofreram e muito com os efeitos causados pela pandemia. Nossa equipe entrevistou o cantor Thiago Pinelli, de 31 anos, que nos contou como tem sido superar esses obstáculos. 

Thiago é cantor sertanejo, antes do isolamento social se apresentava em bares, festas e casas de shows em Belo Horizonte e cidades de Minas. Já tocou em lugares de renome como Alambique e Observatório, agora com a retomada dos eventos está preparando muitas coisas novas para o público. Confira: 

  • Há quanto tempo você está no mercado da música e como começou nele?

Estou no mercado há dez anos. Na verdade, comecei minha carreira cantando em igreja. Em casa eu e meu irmão cantávamos de brincadeira e reuniões de família e amigos, quando numa dessas brincadeiras surgiu a vontade de formarmos uma dupla e cantar profissionalmente.

 

  • Como era a situação do mercado de shows para você antes da pandemia?

Quando dupla fazíamos bastante shows na região de Ouro Branco e Lafaiete, viemos para Belo Horizonte onde também fomos bem recebidos pelo público e casas noturnas, posso dizer que não ficávamos parado, sempre tínhamos shows e apresentações.

 

  • Tinham muitos marcados para acontecer?

Sim, estávamos com uma agenda muito satisfatória para quem tinha recém-chegado à Belo Horizonte.

 

  • Quando começou a pandemia você tinha ideia de que ela poderia atrapalhar tanto o seu trabalho como artista?

Não, Era uma doença nova e só com passar dos dias é que percebemos a gravidade disso tudo. Junto com o vírus vieram os cancelamentos das datas já marcadas, ai sim foi que a ficha caiu e passamos a perceber o que realmente estava acontecendo.

 

  • Como foi quando caiu a ficha de que os shows, todos os planos de gravações e novos projetos teriam que ser adiados?

Em Abril de 2020, quando os contratantes começaram a ligar para o escritório e cancelar as datas dizendo que estavam assustados com as reportagens e que não teriam datas certas para voltar aos shows, ai foi um baque pois no inicio da pandemia as datas eram adiadas e depois passaram a ser canceladas. Isso tanto nos shows como nos estúdios para gravações.

 

  • No começo da pandemia, quais foram as maiores dificuldades pelas quais você passou?

Largamos tudo o que tínhamos de segurança em nossa cidade para abrir novos espaços em Belo Horizonte, com a pandemia a maior dificuldade foi nos mantermos aqui na capital, sem shows e sem renda. 

 

  • O que os shows significavam para você tanto em questão de carreira quanto de realização pessoal?

Tudo! Cantar é minha paixão, eu estando no palco cantando é uma realização pessoal e profissional ou seja os dois andam lado a lado, juntos e misturados! E agora em carreira solo, significa mais ainda!  

 

  • Você teve prejuízos em relação a contratantes, quebras de contratos, atraso de salários?

Não digo prejuízo, posso dizer que deixei de ganhar. Os contratantes não tiveram culpa de algo que atingiu o mundo, não podemos cobrar deles essa conta. Mas, é complicado ficar parado, deixar de estar perto dos fãs, de fazer o que eu mais gosto!

 

  • Você trabalha apenas como músico ou tem trabalho paralelo para se manter?

 Vivo da Música, sou focado 100% na minha carreira, porém na pandemia fui ajudar meu pai na empresa de engenharia elétrica dele, precisava me manter! 

 

  • Como tem sido a sua rotina sem os shows ao vivo? Tem surgido alguma oportunidade de trabalho nesse tempo? Chegou a fazer lives?

Agora as coisas estão retomando devagar. Abri a agenda e já estou fazendo algumas apresentações em bares e casas de show em BH e Nova Lima. Mas, quando tudo estava parado, fiz apenas uma live na cidade de São Lourenço (MG). 

 

  • Pensou em algum momento em desistir da carreira?

Jamais! A música é minha vida, não me vejo fazendo outra coisa. Aproveitei esse momento para me dedicar à carreira solo, ensaiar bastante e focar em projetos para o pós-pandemia. 

 

  • E quais são esses projetos?

Bom, na verdade já comecei a colocar em prática um sonho que tenho há muito tempo, com a pandemia e os cancelamentos de shows, os trabalhos parados eu e meu irmão conversamos e resolvemos seguir caminhos diferentes. Como disse, meu sonho antigo era seguir carreira solo e venho fazendo meu trabalho gravando vídeos e movimento minhas redes sociais para que quando voltar a vida normal, o público e os contratantes já saberem desta nova fase da carreira solo.  

 

  • Quais são suas expectativas para quando voltar aos palcos?

Apesar de já ter completado 10 anos de carreira, acaba que nessa nova trajetória tudo ainda é novidade, mas claro que a expectativa é voltar a agenda recheada e conquistar meu espaço no mercado. Para isso, eu e meus produtores estamos realizando um trabalho intenso de preparação e produção de conteúdo. Queremos trazer muitas novidades e muita música boa para meu público. 

Conheça o trabalho do Thiago Pinelli no Instagram.

 

Revisão: Daniela Reis 

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Evento marca a formatura dos alunos do curso de Gastronomia da Una

O evento acontece no dia 18 de junho a partir das 19h através de live no Facebook

*Por Daniela Reis

O GastroUna, um dos principais eventos de gastronomia do Centro Universitário Una, chega à sua 9ª edição com uma grande novidade: dessa vez o evento acontece online. A mostra acadêmica que marca a conclusão do semestre, já foi tema do III Congresso Nacional de Metodologias Inovadoras no Ensino Superior (o GIZ), em 2017, na UFMG. Isso só reforça a vocação deste evento como excelente oportunidade para os alunos se conectarem com o mercado e terem a experiência completa da criação de um empreendimento, desde a sua idealização, os custos, estratégias de marketing, planejamento, cardápio até sua abertura.

Com data marcada para o dia 18 de junho, o GastroUna será transmitido ao vivo para todo o mundo a partir das 19 horas, no Facebook do curso de Gastronomia da Una. Assim como nas versões anteriores, os alunos deverão apresentar seus empreendimentos e mostrar seus conhecimentos sobre cardápios e bebidas que incluam as Pancs (plantas alimentícias não convencionais) e dialoguem com os eixos temáticos do projeto de forma interativa e criativa, com foco na valorização da história, da cultura e da biodiversidade brasileira.

Para a idealizadora do GastroUna, a professora Rosilene Campolina, a mostra é uma oportunidade de se apresentar ao mercado e ser julgado por ele. “Os talentos merecem ser reconhecidos. Esses novos profissionais precisam atravessar as fronteiras da universidade e ganhar o mercado. O GastroUna foi a metodologia que encontrei, para estabelecer essa rede de contatos (networking) e para servir de vitrine para os alunos”, diz Rosilene.

A professora ressalta que é importante preparar os alunos de forma prática para a empregabilidade. “Eles saem da faculdade com essa experiência, de vivenciar e montar um empreendimento. Não somente como cozinheiros, mas como gestores do seu próprio negócio. Isso envolve logística, gestão de insumos, de estoque, gestão de pessoas, marketing e a forma de administrar uma equipe”, completa.

Para o coordenador do curso de Gastronomia, Edson Puiati, essa prática também é importante para a instituição de ensino.  “A matriz do nosso curso tem um foco em empreendedorismo e gestão de negócios gastronômicos.O GastroUna vem coroar isso com muita criatividade, já que os estudantes colocam em prática tudo que aprenderam na sua trajetória acadêmica. Já para a Una, o evento apresenta para o mercado o que desenvolvemos aqui na academia, uma vez que nossos jurados são profissionais renomados e referências no segmento. Isso faz com que a gente tenha um retorno do público externo sobre o nosso trabalho implementado com estes alunos”, salienta.

Os trabalhos serão julgados por jurados que são figuras importantes para o cenário da gastronomia de Minas Gerais, entre eles, estarão:

Rodrigo Neiva – Vice presidente Acadêmico da Ânima Educação e coordenador da área de Turismo & Hospitalidade.

Ricardo Rodrigues – Presidente da Abrasel MG, FGM e Proprietário do Restaurante Maria das Tranças.

Ana Gabriela Baêta Ale – Gerente de Marketing da Diretoria de Marketing e Promoção Turística da Belotur.

Márcia Nunes – escritora, historiadora e Proprietária e administradora do Restaurante Dona Lucinha.

Eduardo Maya – Gastrônomo, promotor de eventos, Idealizador da Feirinha Aproxima, Festival “Minas é o Mundo” e proprietário da Rede Pitza 1780.

 Miriam Furtado – Empreendedora gastronômica, proprietária da Rede de restaurantes Assacabrasa e a primeira mulher churrasqueira do Brasil.

Carlos Henrique /Prof de bebidas da Una e ABS/Mestre cervejeiro da
Hofbräuhaus BH.

Isabela Lapa – blogueira e criadora do Blog “Coisas de Mineiro” – Um perfil sobre Turismo e Gastronomia em Minas Gerais.

O GastroUna conta com o apoio da Abrasel, Belotur, Emater, FGM – Frente da Gastronomia Mineira e Instituto Eduardo Frieiro.

A cobertura jornalística será realizada pelo Jornal Contramão, Portal BH Eventos e Portal Gastronômico Chefachef.

Sobre os empreendimentos concorrentes

BURGUER INK

Componentes: Artur Cheib, Izabella Haddad, Marco Antonio Lima, Mário Martinelli, Pedro Costa e Samuel Nolasco.

Burger INK vem para revolucionar os padrões de uma hamburgueria que une a gastronomia com os amantes da arte dos tatoos. Através de um cardápio sazonal regional, com valorização dos insumos locais, o estabelecimento propõe uma despojada experiência gastronômica em conjunto com um Estúdio de Tatuagem, presentes em um agradável ambiente que privilegia as práticas sustentáveis e o prazer da convivência.

DI BANANA & CIA

Componentes: Bárbara Cristina, Bruna Bernardes, Fernanda Matias, Gian Ferreira, Lucas Sena, Suile Clarissa eThalia Cordeiro.

A Di Banana & Cia é uma vitrine virtual criada para proporcionar novas experiências gastronômicas. Usando a banana como uma das inspirações, seus derivados estão presentes em diversos produtos e segmentos. A plataforma Di Banana & Cia oferece comodidade por delivery unindo os produtores e fornecedores aos clientes promovendo os produtos que dialogam com as demandas de mercado e tem seu viés agroecológico pautado na sustentabilidade e inclusão social, na inovação e no empreendedorismo.

ELEMENTAR

Componentes: Caio Mancini, Clariane Brandão, Daniela Galastro, Gustavo Vasconcelos, Laura Vasconcelos, Luísa Bonfioli, Michele Novais e Reicler Moreira.

O Elementar é um GastroBar localizado na Praça Minas Gerais, na cidade de Mariana, no interior de Minas. Inspirado nos quatro elementos – terra, água, ar e fogo – o estabelecimento promete envolver todos em uma viagem gastronômica inusitada. Com foco em deliciosos petiscos, a casa também irá contar com pratos e drinks inspirados em cada um dos elementos, além de uma carta de cervejas especiais regionais. Tudo isto, degustado diante da vista mais linda da primaz de Minas, para tornar a sua experiência inesquecível.

Q HARMONIZA

Componentes: Alexandre Rocha de Menezes, Davi Albuquerque, Gabriela Assunção, Izabela do Ébano Pereira, Marcus Vinícius Araujo, Natália Carvalho, Silas Adriano eThaís de Oliveira. 

A “Q Harmoniza” tem o objetivo de apresentar conceitos de harmonização, produzindo e vendendo produtos “Q (que) harmonizam” com o seu queijo ou vinho preferido, focando inicialmente em uma linha de geleias artesanais e conteúdo didático digital sobre harmonização.

UAINEBAR

Componentes: Alexei Fitipaldi, Caroline Minelli, Débora Cristina, Maria Cristina Barbosa, Olívia Torino e Vinicius Venâncio.

A Uainebar coffeworking é um empreendimento que se configura inovador no consumo e comercialização de cafés e vinhos locais em um ambiente “descolado” e acolhedor em que a música mineira também é lembrada. Atua com foco na sustentabilidade e inovação, oferecendo pratos e produtos criativos como por exemplo o inusitado “medalhão de feijoada” enriquecendo os movimentos artísticos, culturais e gastronômicos de BH.

Programação: 

Abertura19h

Burguer Ink – 19h30
Di Banana & Cia – 20h
Elementar – 20h30
Q Harmoniza  – 21h
Uaine bar Coffee Working – 21h30

Apuração/Resultado/Premiação/Encerramento – 22h

Premiação

As equipes vencedoras (1º e 2º lugar) serão agraciados com almoço nos restaurantes Dona Lucinha e Jotapê, kits de produtos da Cristina Misk, do Chefachef com Cafés Segafredo, Cimsal Flor de Sal, vouchers para eventos no Mineirão pós-pandemia, Camisas Atletico/Cruzeiro/América e kit love wine oferecidas pela professora de Eventos Priscilla Machado, convite para participação na Ferinha Aproxima e em festejos juninos de BH, kit da Sabarabuçu, : convite para aula show no Instituto Gourmet, vouchers Assacabrasa, cursos Academia Nova Safra e certificados personalizados da Una.

Acesse o evento pelo link: https://www.facebook.com/Gastronomia-Una-640622375968842

Por: Moisés Martins e Marcelo Duarte 
Foto: Dimi Silva

Em 8 de maio comemora-se o Dia Nacional das Artes Plásticas. Convidamos o artista Edmilson Antônio da Silva, conhecido como Dimi Silva, para um bate-papo.  Aos 35 anos, ele vive de seu trabalho como autônomo em Belo Horizonte. Brinca com as cores, possibilitando a quem vê  viajar por mundos divertidos. A inspiração é ampla, vai da beleza da mulher negra aos autorretratos de Frida Kahlo (1907-1954), uma das principais pintoras do século XX. “É muito importante ter um dia do artista plástico, mas deveria ter mais eventos e feiras para que possamos mostrar nosso trabalho”,  afirma o artista plástico Dimi Silva.

Como e quando você iniciou nas artes plásticas?

A ideia de ser artista plástico foi algo que surgiu em minha vida. O gosto pela arte vem desde criança. Desde cedo aprendi a desenhar. O tempo passou e, a cada dia, queria aprender mais. Comecei a ter contato com novas técnicas e estilos de desenhos, que me fizeram chegar onde estou. Mas não quero parar por aqui. A cada dia que passa eu aprendo mais, para que meu trabalho fique cada vez melhor.

Como você se vê dentro do mundo das artes?

Eu me considero grande artista plástico. A grande maioria das pessoas não dá valor às artes. Então, fica difícil para o artista ser reconhecido pelo seu trabalho.

Dentro da arte, como você usa a tecnologia a seu favor?

A tecnologia tem nos ajuda bastante.  Uso as redes sociais para divulgar meu trabalho. Por meio das postagens, alcanço público amplo, o que aumenta o  reconhecimento do meu trabalho.

Como você apresenta suas obras?

Faço pinturas expostas em  muros da cidade, onde o público tem contato direto com a arte e com o meu processo de produção. Também participo de algumas feiras de artes.

Com qual outra área das artes plástica você teve contato?

Basicamente foi só pintura mesmo. Pintura de telas, murais, desenhos papel e arte digital.

O que você espera do seu futuro nas artes plásticas?

Busco evoluir cada vez mais, sempre buscando novos conhecimentos e com isso reconhecimento pelo meu trabalho.

Você tem contato com outros artistas?

Tenho muitos amigos no meio artístico, com trabalhos maravilhosos e de diferentes estilos. Para mim é um contato muito importante desde a  parte do aprendizado artístico até questão do respeito com a arte do colega.

Você vê muitos jovens inseridos nas artes plásticas?

No meu cotidiano vejo alguns, mas faltam oficinas, eventos e projetos voltados à juventude para poder despertar o interesse dos jovens pelas artes plásticas.

Aqui podemos ver um pouco de suas obras e sua descrição sobre elas;


Mural realizado na pista de skate do Barreiro/Belo Horizonte. “Assim como a maioria dos meus trabalhos não tem muita a explicação exata, gosto de compor obras voltadas para psicodelismo surreal com bastante movimento e cores vibrantes e objetos de mundos distintos tudo em um mesmo lugar”


“Trabalho realizado para uma cliente. Tinta acrílica sobre papel, retratando um ícone e referência. A pintura é releitura de uma das obras de Frida Kahlo, com cores, objetos e movimentos sempre presente no meu trabalho”.

Por Melina Cattoni
Fotografia: Instituto Brasileiro de Museus e Fauno Cultural
Agradecimentos: Circuito Liberdade, Espaço do Conhecimento Ufmg,  MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal, Projeto Museu de Rua.   

 

Fachadas clássicas, arquiteturas antigas e salões espaçosos são características presentes ao pensar em museus. Para reformular esta ideia e mostrar que esses espaços caminham junto ao uso das tecnologias e ao avanço das mídias digitais, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) promove a 16ª Semana Nacional de Museusentre os dias 14 à 20 de Maio.

Com o tema Museus Hiperconectados _ novas abordagens, novos públicos, a décima sexta edição possibilita o diálogo entre público e os espaços culturais. Para Luciana Amormino, jornalista especialista em História da Cultura e da Arte, a temática permite a reflexão sobre a relevância da instituição junto ao público. “Possibilita evidenciar as conexões que fazem um museu acontecer, as parcerias que firmamos para a realização de nossas atividades, com os mais diversos públicos ou até mesmo com outros museus e instituições parceiras”, aponta a coordenadora da programação do Museu das Minas e do Metal.

O diferencial dessa edição está no uso das novas tecnologias e a possibilidade de parcerias. “O Memorial Minas Gerais Vale, por exemplo, em parceria com o Museu Brasileiro do Futebol, sediado no Mineirão, promoverá o intercâmbio de conteúdos como: músicas, vídeos, projeções e ações educativas interativas”, cita a museóloga Maíra Corrêa, coordenadora de programação do Circuito Liberdade. As redes sociais e aplicativos também são recursos utilizados nas oficinas. Como exemplo, o Espaço do Conhecimento da UFMG, oferece a Janela Digital, ferramenta que possibilita ao público conhecer as ações do espaço mesmo com o museu fechado. As pessoas podem assistir a mini vídeos da exposição sem sair de casa. Para a oficina Fotografia imersiva e tecnologias de realidade virtual para museus, ofertada pelo Museu Mineiro, se faz necessário o uso câmeras fotográficas ou smartphones para a experiência.

Quem vai ao Museu?

Das produções cinematográficas às grandes galerias, criatividade, diversão e, principalmente, interatividade são elementos presentes ao entrar em contato com as artes. Presentes nas praças, ruas e becos, o diálogo e a representatividade das artes em todos os locais é importante. Para Laís Flor, estudante do  curso de Museologia da Universidade Federal de Minas Gerais, os museus cumprem sua função com aqueles que têm acesso. A partir do momento que há uma identificação com o aquele espaço e, com o que ele representa, o lugar será aproveitado.

Ao pensar sobre a revitalização urbana e ressignificar  a ‘ida ao museu’, o Projeto Museu de Rua propõe novo tipo de entretenimento para a cidade, bem como a valorização das artes e dos artistas. O idealizador do projeto, Ivan Neves Bechelane, declara que o local das artes é no espaço público. “Qualquer espaço que seja fechado não é para todos. Qualquer lugar que ‘cobre’ entrada não é democrático. A arte tem que estar na rua. Ela é nosso espaço comum. A arte transgride o padrão e traz reflexões que são importantes de serem discutidas no nosso cotidiano”, diz o artista.

 

 

A principal participação do público nas intervenções se dá na “Batalha do Bomb”. Os integrantes do projeto escolhem as palavras que serão escritas no local e parte do público se voluntaria a escrever. “A arte conversa com a sociedade através da rua. Um museu, normalmente, é ambiente que demanda estudo prévio e que traz mensagens, às vezes, fora de contexto dentro de um ambiente versátil. Já a arte de rua expressa a mensagem local e interage esteticamente com o que está em volta”, declara Ivan.

 

 

Para Laís Flor, ainda sim, o reconhecimento e o acesso das comunidades periféricas à essas instituições não é tão abrangente. “Tanto a divulgação, quanto a forma como o museu se comunica com as minorias, são meios de melhorar esse acesso e essa identificação da população com este espaço de cultura”, afirma.

Por Melina Cattoni
Fotografia: Imagem Filmes

 

Liberdade, sonhos e superação. Tudo Que Quero, narra a história de uma jovem diagnosticada com Transtorno de Espectro Autista (TEA). Wendy Welcott, adolescente de vinte um anos, possui uma rotina comum e sistemática. Inteligente e criativa, também possui uma paixão e talento para a escrita. A narrativa é construída em cima das desventuras da adolescente para participar de um concurso para escritores e entregar seu roteiro ao famoso estúdio de cinema Paramount Pictures, em Los Angeles.

Para alcançar o sonho e também a liberdade, Wendy descobre diversos caminhos e reviravoltas do cotidiano. A descoberta começa ao atravessar uma avenida  proibida, percorrer a estrada, enfrentar situações desconhecidas e, principalmente, lidar com diferentes pessoas. Durante as cenas, cada circunstância é acompanhada por uma trilha musical que compõe junto à fotografia os sentimentos daquela jovem. Encantado pela narrativa, o espectador acompanha com o coração na mão e brilho nos olhos toda a caminhada de superação.

 

 

Dirigido por Ben Lewin, o escritor apaixonado por fotografia e escrita narrativa, coleciona em sua carreira documentários, minisséries, programas episódicos e longas-metragens, entre eles, o premiado filme As Sessões em 2012. Já a trilha sonora, assinada por Heitor Pereira, compositor brasileiro que tem em seu currículo algumas faixas do filme Meu Malvado Favorito 2, usa das melodias para transitar entre momentos de apreensão e diversão durante a obra.  

A Imagem Filmes lança nesta quinta-feira, 26 de abril, o filme Tudo Que QueroPreparem o balde de pipoca e os lencinhos, o filme é de emocionar.

Imagem Filmes

Empresa nacional do ramo de entretenimento, atua na distribuição de filmes independentes em todo país. Para mais informações, acessem o site: https://www.imagemfilmes.com.br/ .

Tudo Que Quero

Direção: Ben Lewin
Produção: Lara Alameddine, Daniel Dubiecki Escritores: Michael Golamco, Michael Golamco
Elenco: Dakota Fanning, Toni Collette, Alice Eve, River Alexander, Jessica Rothe, Matt Corboy, Tony Revolori
Música: Heitor Pereira
Direção de Arte: Lindsey Moran