Entretenimento

Onde a coruja dorme é o nome do documentário que presta homenagem ao músico Bezerra da Silva, que será lançado amanhã, no Centro Cultural Cento e Quatro.  Com duração de 72 minutos e produzida em 2010, à obra tem direção de Márcia Derraik e Simplício Neto.  “O documentário aborda a vida do cantor e todas as parcerias que ele fazia, além de mostrar o ambiente musical em que ele vivia”, comenta o programador do Cine Cento e Quatro, Daniel Queiroz.

O longa relata as histórias por trás das canções que sempre retratavam as condições sociais das comunidades.  Conta também um pouco da conturbada trajetória do cantor que viveu na Baixada Fluminense, nascido em 23 de fevereiro de 1927 em Recife e falecido em  2005.

Bezerra deixou sua marca, não porque era o hit das paradas de sucesso, mas porque conquistou um público tão grande quanto sua paixão por apresentar através de sua música a realidade dos morros e favelas.

O Centro Cultural Cento e Quatro irá exibir o longa metragem de 2 a 8 de novembro, às 17h30 e às 19h30 (o espaço não funciona às segundas-feiras). A entrada custa R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).

Por Ana Carolina Nazareno e Rute de Santa

Fotos: Internet

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL) promove, a partir de hoje (1º), a sexta edição do Festival Bar em Bar. Este ano, 34 estabelecimentos do Estado participarão de evento. A maioria (28) está localizada na capital. A campanha deste ano tem como slogan “A alegria é por nossa conta” – os bares e restaurantes participantes oferecerão pratos com o valor de R$ 10,00. “Esperamos vender bastante. Já participamos de edições anteriores e o movimento cresceu bastante”, afirma Ana Lúcia Pereira, 38, gerente do Assacabrasa há sete anos.

O festival apresenta também uma maneira descontraída para estimular a conscientização dos clientes, “Os dez mandamentos do cliente do bar”, dentre os mandamentos estão: ”Não dirigirás após consumir bebidas alcoólicas”, “Não incomodarás vizinhos e outros clientes”, “Não fumarás em ambientes fechados” e “Não estimularás a violência”.

Não é somente o preço o atrativo para os clientes, os bares apresentam também petiscos criativos ao misturar ingredientes tradicionais com inusitados, como o prato “Coma suíno, mas use filtro solar” – uma combinação de carne de sol suína servida com redução de aceto com tangerina e rapadura e acompanhamento de minibatatas com bacon – servido no bar Rima dos Sabores (situado no bairro Prado). Entre os estabelecimentos participantes estão Assacabrasa, Bhar Savassi, Bar Ideal e Maria das Tranças (Lourdes e Savassi).

O evento vai até o dia 18 de novembro, sempre das 18h até às 21h. Confira todos os estabelecimentos participantes aqui.

 

Por Marcelo Fraga e Rafaela Acar

Foto: Rafaela Acar

O fim de semana em BH está cheio de opções para quem não quer ficar em casa. Da MPB ao folk, são várias as possibilidades de entretenimento por toda a cidade com preços que vão de R$10 à R$200. O grupo Kid Abelha se apresenta, hoje, às 22h, no Chevrolet Hall. Os ingressos de 1° lote custam R$ 80 (inteira) / R$ 40 (meia-entrada), 2° lote R$ 100 (inteira) / R$ 50 (meia-entrada) e 3° lote R$ 120 (inteira) / R$ 60 (meia-entrada). O show extra a pedido de fãs, devido ao sucesso da última apresentação da banda em BH no dia 25 de agosto, traz músicas inéditas e sucessos da década de 80.

Ainda nesta sexta a cantora Mariana Nunes traz seu show “Lábia” à Biblioteca Pública Luiz de Bessa, às 21h. Com entradas à R$ 16 (inteira) / R$ 8 (meia). A banda Fresno faz show também na capital, hoje, às 21h no Music Hall e os ingressos custam R$30 antecipadamente e RS40 na bilheteria, ambos, meia-entrada.

No sábado, é a vez do cantor Almir Sater se apresentar no Palácio das Artes, às 21h, trazendo os sucessos de seus 30 anos de carreira. Os preços variam entre: R$100 (Plateia I e II) e R$80 (Plateia Superior).

No domingo, a atração é a banda mexicana Maná, que faz show no Chevrolet Hall, a partir das 22h. Os ingressos do 1° Lote custam R$ 160 (inteira) / R$ 80 (meia-entrada), 2°Lote R$180 (inteira) /R$90 (meia-entrada) e 3° Lote R$ 200 (inteira) / R$ 100 (meia-entrada). Além da apresentação do grupo Tambor Mineiro e Danuza Menezes na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, às 18h, cuja entrada vale R$10 inteira e R$5 meia.

A cidade dos botecos ainda tem diversas opções em bares, restaurantes e casas noturnas.

Por Ana Carolina Vitorino e Rute de Santa

Fotos: Internet

“Seguindo em frente contra a corrente” é o tema da 16º edição do Fórum Internacional de Dança (FID). O festival, que investe em produção local, se inspira no fenômeno da piracema para montar a edição deste ano. “Entendemos que as trocas internacionais e o financiamento à cultura continuariam sempre a se concentrar somente no circuito SP/RJ, daí a ideia de nadar contra a correnteza”, explica a diretora artística do fórum, Adriana Banana.

Navegando por essa ideia de ir contra a correnteza, o FID apresenta espetáculos que retratam esta realidade, como é o caso de Piracema, da Lia Rodrigues Companhia de Dança e Cribles Live, dirigido pela coreógrafa francesa Emmanuelle Huynh. Enquanto o primeiro retrata a realidade de uma comunidade que luta pela sobrevivência, o segundo questiona a falta de individualismos dentro de uma sociedade heterogênea.

Um dos diferenciais do evento é o FIDinho que, desde 2008, tem uma programação com apresentações voltadas especialmente para o público infantil. Neste ano dois espetáculos fazem parte do programa para as crianças: “Têtes à Têtes”, de Maria Clara Villa Lobos e “Kodak”, de Neto Machado.

A tradicional FIDoteca continua ativa, disponibilizando o acervo de todas as edições do evento em vídeo. Neste ano ela será instalada no Acervo Artístico e Literário do Sesc-Palladium.

O evento ocorre do dia 26 de outubro até o dia 04 de novembro. Veja a programação.

Por: João Vitor Fernandes e Rafaela Acar

Foto: divulgação

 

O poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade é o homenageado da vez no projeto Café com Poesia do Museu das Minas e do Metal. O evento integra as Noites Drummonianas e recebe nesta quinta, 25, o poeta Wilmar Silva e o músico Celso Adolfo. Segundo Silva, o grande diferencial de Drummond é a sua capacidade dele de refletir através da poesia sobre a ‘natureza humana’. “Isso o coloca como um dos maiores poetas de todos os tempos. Não tenho a menor dúvida de que Drummond é um escritor que falou de seu tempo, mas conseguiu transcender o tempo em que ele viveu”, avalia.

O músico Celso Adolfo fará uma apresentação especial com repertório falado e cantado das muitas Minas Gerais. “A interpretação que Drummond foi capaz de fazer da vida e de todos os seus fatos é impressionante, e uma versão muito especial”, relata. Adolfo ressalta que para qualquer pessoa que goste de leitura, sempre é tempo de iniciar-se nessa prazerosa tarefa que é conhecer Carlos Drummond de Andrade. “A homenagem a Drummond já é um atrativo em si mesmo”.

Para Wilmar Silva,Drummond é um artista universal. “Em qualquer lugar do mundo as pessoas se identificam com a poesia dele, porque ele falava do homem, e os conflitos do ser humano são os mesmos, desde a idade da pedra lascada, das cavernas. É claro que passamos por revoluções, mas as questões do ser humano continuam sendo as mesmas, sobre a sua condição no mundo e o desejo de amar e ser amado”.

O poeta acredita, ainda, que os textos de Drummond são atemporais. “A sua linguagem é uma linguagem de fácil acesso e de fácil compreensão para todas as pessoas, independentemente do seu grau de formação. A poesia de Drummond abre uma grande perspectiva para a sensibilidade humana. Eu vejo que pessoas de diferentes idades e de diferentes níveis sociais e culturais compreendem e por isso ela continua atual, continua sendo uma poesia do tempo presente”.

A equipe do CONTRAMÃO foi às ruas homenagear Drummond e registrou, na Praça Liberdade, pessoas declamando o poema “Destruição”. Veja:

Por Ana Carolina Vitorino e Rute de Santa

Fotos: Divulgação do evento

Vídeo: Mariah Soares

Um dos grandes nomes da Nouvelle Vague, Eric Rohmer é homenageado com uma mostra no Cine Humberto Mauro que abrange as diversas vertentes do artista, mostrando seu lado ator, diretor e crítico do cinema francês. Durante a mostra serão exibidos 16 filmes produzidos por Rohmer e dois relacionados à sua obra.

Um dos destaques em cartaz é o “O Raio Verde”, de 1986, vencedor do Leão de Ouro do Festival de Veneza. O filme conta a história de Delphine, uma mulher solitária que, além de ter que lidar com seus sentimentos, precisa resolver diversas situações inesperadas. Outros destaques são “A Inglesa e o Duque”, “O Homem e as Imagens” e “As contemplações de Victor Hugo”.

Sobre Eric Rohmer

Eric Rohmer (1920-2010) se destacou como um cineasta, crítico de cinema, roteirista, professor e ator. Foi um dos principais idealizadores da Nouvelle Vague Francesa. Seu primeiro filme de sucesso foi “A Minha Noite em Casa de Maud”, de 1969 e em 2001, ganhou um Leão de Ouro no Festival de Veneza, em homenagem à sua carreira.

A mostra será exibida no Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes, a partir de hoje (24/10) até o dia quatro de novembro. A entrada é gratuita.

Veja a programação.

 

Por João Vitor Fernandes e Rafaela Acar

Foto: divulgação