Entretenimento

De hoje até o próximo dia 8, Belo Horizonte sediará, no Teatro João Ceschiatti, no Palácio das Artes, a 204º reunião da Comissão Nacional de Incentivo a Cultura (CNIC). O órgão, que é vinculado ao Ministério da Cultura (MinC) auxilia na aprovação dos projetos apresentados nos editais da lei Rouanet. A comissão, que reúne em Belo Horizonte representantes do setor cultural da região sudeste, tem um formato itinerante e tem como objetivo aproximar os agentes culturais de cada região ao Minc.

A participação na lei de incentivo se da através de editais abertos pelas secretarias estaduais e municipais de cultura. “A gente escreve um projeto dentro do que é pedido no edital e ai vai para apreciação das secretarias que decide se aprova ou não o projeto”, explica o músico violinista Luiz Henrique.

Um dos projetos mantidos pela lei de incentivo a cultura em Belo Horizonte é a Orquestra Uirapuru, que tem suas ações voltadas para práticas em grupo no cenário musical da capital mineira. “Estamos com um tema este ano que se chama Mágica Música, que tem uma interação entre artes. Tem música, tem um mágico, tem um mímico e uma exposição de artes plásticas”, relata Luiz Henrique.

A Lei Rouanet é conhecida por sua política de incentivos fiscais que possibilitam pessoas físicas ou jurídicas de aplicar parte do imposto de renda devido em ações culturais. Os apoiadores tem benefícios fiscais sobre o valor investido e fortalecem iniciativas culturais que não se enquadram no projetos do Ministério da Cultura.

Por Ana Carolina Vitorino e João Vitor Fernandes

Foto: Internet

Esta semana, a mostra Tati por Inteiro exibe a obra completa do cineasta francês Jacques Tati, rememorando os 30 anos da morte do artista. Totalizando onze obras audiovisuais, o evento conta ainda com um documentário sobre o homenageado, dirigido por sua filha Shopie Tatischeff, e uma aula inaugural com o crítico francês, Stéphane Goudet.

Segundo o professor de crítica cinematográfica, Athaídes Braga, Jacques Tati, com sua personagem Mr. Hulot, é um somatório de Charles Chaplin e Buster Keaton, reconhecidos como os primeiros grandes cômicos do cinema. “Mr. Hulot é uma verdadeira corporização da graça, o humor dele é único, não depende de texto”, afirma Braga.

Um dos filmes que serão exibidos no evento será “Meu Tio” (Mon oncle, França, 1956) que faz uma sátira à vida mecanizada e é considerado por Braga a obra prima de Jacques. “É o filme onde percebo a maior piada visual, é o humor de uma pessoa anacrônica àquele ambiente”, opina.

De acordo com Braga, depois do anos 80, raras foram as vezes em que algum filme de Tati foi exibido em salas de cinema brasileiras, “Acho muito importante ele ser resgatado pelos jovens, pois é este público que encontra uma grande facilidade de informação, porém uma falta de cultura”, completa.

Sobre Jacques Tati

Jacques Tati (1907 – 1982) nasceu na França, onde começou sua carreira como ator e roteirista em 1932. Sua carreira decineasta começou em 1947 com ” Jour de Fête” que lhe rendeu o prêmio de melhor roteiro no Festival de Veneza, na Itália e o Grande Prêmio do Cinema Francês em 1950. Destacou-se por seu tema e estilo que sempre remetiam a uma constante luta entre o homem e a máquina.

A mostra será exibida no Sesc Palladium, a partir de hoje (05/11) até o dia 18 de novembro. A entrada é franca.

Veja a programação.

Por: Ana Carolina Vitorino e Rafaela Acar

Ilustração: Diego Gurgell

Onde a coruja dorme é o nome do documentário que presta homenagem ao músico Bezerra da Silva, que será lançado amanhã, no Centro Cultural Cento e Quatro.  Com duração de 72 minutos e produzida em 2010, à obra tem direção de Márcia Derraik e Simplício Neto.  “O documentário aborda a vida do cantor e todas as parcerias que ele fazia, além de mostrar o ambiente musical em que ele vivia”, comenta o programador do Cine Cento e Quatro, Daniel Queiroz.

O longa relata as histórias por trás das canções que sempre retratavam as condições sociais das comunidades.  Conta também um pouco da conturbada trajetória do cantor que viveu na Baixada Fluminense, nascido em 23 de fevereiro de 1927 em Recife e falecido em  2005.

Bezerra deixou sua marca, não porque era o hit das paradas de sucesso, mas porque conquistou um público tão grande quanto sua paixão por apresentar através de sua música a realidade dos morros e favelas.

O Centro Cultural Cento e Quatro irá exibir o longa metragem de 2 a 8 de novembro, às 17h30 e às 19h30 (o espaço não funciona às segundas-feiras). A entrada custa R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).

Por Ana Carolina Nazareno e Rute de Santa

Fotos: Internet

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL) promove, a partir de hoje (1º), a sexta edição do Festival Bar em Bar. Este ano, 34 estabelecimentos do Estado participarão de evento. A maioria (28) está localizada na capital. A campanha deste ano tem como slogan “A alegria é por nossa conta” – os bares e restaurantes participantes oferecerão pratos com o valor de R$ 10,00. “Esperamos vender bastante. Já participamos de edições anteriores e o movimento cresceu bastante”, afirma Ana Lúcia Pereira, 38, gerente do Assacabrasa há sete anos.

O festival apresenta também uma maneira descontraída para estimular a conscientização dos clientes, “Os dez mandamentos do cliente do bar”, dentre os mandamentos estão: ”Não dirigirás após consumir bebidas alcoólicas”, “Não incomodarás vizinhos e outros clientes”, “Não fumarás em ambientes fechados” e “Não estimularás a violência”.

Não é somente o preço o atrativo para os clientes, os bares apresentam também petiscos criativos ao misturar ingredientes tradicionais com inusitados, como o prato “Coma suíno, mas use filtro solar” – uma combinação de carne de sol suína servida com redução de aceto com tangerina e rapadura e acompanhamento de minibatatas com bacon – servido no bar Rima dos Sabores (situado no bairro Prado). Entre os estabelecimentos participantes estão Assacabrasa, Bhar Savassi, Bar Ideal e Maria das Tranças (Lourdes e Savassi).

O evento vai até o dia 18 de novembro, sempre das 18h até às 21h. Confira todos os estabelecimentos participantes aqui.

 

Por Marcelo Fraga e Rafaela Acar

Foto: Rafaela Acar

O fim de semana em BH está cheio de opções para quem não quer ficar em casa. Da MPB ao folk, são várias as possibilidades de entretenimento por toda a cidade com preços que vão de R$10 à R$200. O grupo Kid Abelha se apresenta, hoje, às 22h, no Chevrolet Hall. Os ingressos de 1° lote custam R$ 80 (inteira) / R$ 40 (meia-entrada), 2° lote R$ 100 (inteira) / R$ 50 (meia-entrada) e 3° lote R$ 120 (inteira) / R$ 60 (meia-entrada). O show extra a pedido de fãs, devido ao sucesso da última apresentação da banda em BH no dia 25 de agosto, traz músicas inéditas e sucessos da década de 80.

Ainda nesta sexta a cantora Mariana Nunes traz seu show “Lábia” à Biblioteca Pública Luiz de Bessa, às 21h. Com entradas à R$ 16 (inteira) / R$ 8 (meia). A banda Fresno faz show também na capital, hoje, às 21h no Music Hall e os ingressos custam R$30 antecipadamente e RS40 na bilheteria, ambos, meia-entrada.

No sábado, é a vez do cantor Almir Sater se apresentar no Palácio das Artes, às 21h, trazendo os sucessos de seus 30 anos de carreira. Os preços variam entre: R$100 (Plateia I e II) e R$80 (Plateia Superior).

No domingo, a atração é a banda mexicana Maná, que faz show no Chevrolet Hall, a partir das 22h. Os ingressos do 1° Lote custam R$ 160 (inteira) / R$ 80 (meia-entrada), 2°Lote R$180 (inteira) /R$90 (meia-entrada) e 3° Lote R$ 200 (inteira) / R$ 100 (meia-entrada). Além da apresentação do grupo Tambor Mineiro e Danuza Menezes na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, às 18h, cuja entrada vale R$10 inteira e R$5 meia.

A cidade dos botecos ainda tem diversas opções em bares, restaurantes e casas noturnas.

Por Ana Carolina Vitorino e Rute de Santa

Fotos: Internet

“Seguindo em frente contra a corrente” é o tema da 16º edição do Fórum Internacional de Dança (FID). O festival, que investe em produção local, se inspira no fenômeno da piracema para montar a edição deste ano. “Entendemos que as trocas internacionais e o financiamento à cultura continuariam sempre a se concentrar somente no circuito SP/RJ, daí a ideia de nadar contra a correnteza”, explica a diretora artística do fórum, Adriana Banana.

Navegando por essa ideia de ir contra a correnteza, o FID apresenta espetáculos que retratam esta realidade, como é o caso de Piracema, da Lia Rodrigues Companhia de Dança e Cribles Live, dirigido pela coreógrafa francesa Emmanuelle Huynh. Enquanto o primeiro retrata a realidade de uma comunidade que luta pela sobrevivência, o segundo questiona a falta de individualismos dentro de uma sociedade heterogênea.

Um dos diferenciais do evento é o FIDinho que, desde 2008, tem uma programação com apresentações voltadas especialmente para o público infantil. Neste ano dois espetáculos fazem parte do programa para as crianças: “Têtes à Têtes”, de Maria Clara Villa Lobos e “Kodak”, de Neto Machado.

A tradicional FIDoteca continua ativa, disponibilizando o acervo de todas as edições do evento em vídeo. Neste ano ela será instalada no Acervo Artístico e Literário do Sesc-Palladium.

O evento ocorre do dia 26 de outubro até o dia 04 de novembro. Veja a programação.

Por: João Vitor Fernandes e Rafaela Acar

Foto: divulgação