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A ameaça de chuva não atrapalhou a presença do público durante a apresentação de música coral na noite de ontem, quinta-feira, na praça da Liberdade. O evento é o terceiro dos seis apresentados anualmente no programa Quatro Cantos Coral na Praça, do BDMG Cultural. Apesar da previsão do tempo indicar chuva e de finas gotas d’água causarem certa agitação em momentos anteriores às apresentações, todas as cadeiras dispostas em frente o coreto estavam ocupadas. A apresentadora arriscou usar humor contra a ameaça: “Se a chuva nos permitir…”. Até que, ao começarem as apresentações, a chuva se intimidou e pouco afetou na realização do evento.

Criado em 1993, o Quatro Cantos Coral na Praça é “uma oportunidade de expandir a música coral”, avalia o coralista Madson José da Silva, que se apresentou com o Coral Tom Maior, da cidade de Mariana. O nome do grupo é uma brincadeira com sua história: ele foi criado para que os membros do conjunto infantil Allegretto pudessem continuar a integrar grupos de música coral em que suas vozes, não mais infantis, se adequassem. Fundado há 6 anos, podem participar jovens de até 21 anos, Madson José tem 24. “A gente fica mais um pouquinho, é difícil sair”, reclama.

Além do Coral Tom Maior se apresentaram: a Associação Artística Coral, da cidade de Almenara; o Coral Musicanto, de Contagem; e o Coral BDMG, de Belo Horizonte.

Lêda Santana, coordenadora do projeto Raio de Luz, também do BDMG Cultural, explica que as apresentações acontecem na primeira quinta-feira de cada mês, entre abril e setembro, na praça da Liberdade, somando seis eventos por ano. “São quatro corais, sendo três convidados de diferentes regiões mais o Coral BDMG, de Belo Horizonte. Por isso o nome ‘Quatro Cantos Coral na Praça’”. Santana conta que o banco oferece um curso de preparação vocal – intitulado Grupo Vocal – para que seus funcionários possam integrar o coral, que também conta com a participação de coralistas convidados. Ela observa que a maioria dos que se apresentaram na noite são aposentados.

O público é variado, vai de crianças a idosos. Atraído pela movimentação, o ciclista Gustavo Pucci, 25, que treina diariamente na região acompanha a última apresentação. Ainda em cima da bicicleta, ele tira os fones do ouvido e toma fôlego enquanto assiste ao Coral BDMG. Madson José sintetiza: “O encontro é a oportunidade de brindar a boa música com o canto coral”.

Inauguração do coreto

Lêda Santana informa que, no dia 23 de junho, o coreto da praça da Liberdade será inaugurado. Entre as apresentações que irão marcar a comemoração, está programada a participação do Coral Raio de Luz – que faz parte do programa de responsabilidade social do BDMG Cultural, com objetivo de promover arte e cultura para crianças e adolescentes.

O coreto está interditado desde novembro do ano passado, por problemas estruturais no forro do teto. As obras para restauração do monumento foram iniciadas em fevereiro deste ano, com previsão de inauguração para maio.

Por Alex Bessas e Igor Luan

Foto por Bárbara Barros

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“Antes só do que mal acompanhada”, diz o ditado e há quem diga que isso é recalque. Mas e se for? Faltam apenas duas semanas para a data menos esperada do ano, e nesse tempo não dá para mudar o status de relacionamento do Facebook. Muito menos para tirar fotos, fazer montagens e declarações enormes de um amor tão finito.

12 de junho é uma das datas com mais publicidade veiculadas em todos os tipos de mídia. São comerciais na TV, outdoors pela cidade, anúncios em sites e redes sociais deixando frustrada toda a população carente de namorado (a) da cidade. A solteira e estudante de arquitetura, Pâmella Ceikeira, 23, lembra que a data oprime os solteiros, que não tem vez na publicidade e questiona essa posição das empresas. “Porque eles não fazem nenhum anuncio no dia do solteiro (15 de agosto)? É puramente comercial, por que faz com que as pessoas tenham obrigação de presentar a outra e isso movimenta o comércio. Ou seja, ser solteiro não movimenta o comércio na cabeça deles, o que na minha opinião é bem errado”.

A estudante ainda defende seu julgamento sobre a data usando um argumento comum entre os solteiros, o fato de que eles também são felizes sozinhos. “Eu não gosto da data, porque na maior parte das vezes a mídia lembra a quem está solteiro que a vida dele é péssima porque ele está sozinho, enquanto quem está namorando é super feliz, é uma espécie de lavagem cerebral”, argumenta.

Felizes ou infelizes, os solteiros que pretendem sair no dia 12 de junho podem se preparar para cruzar a todo o momento com os casais apaixonados, pelas ruas. Em cada canto haverá flores, bombons, beijos e um ar de Paris que parece não ter fim. As faculdades vazias, e as filas de cinemas lotadas. Resta aos solitários procurar por uma balada com programação especial ou a dor de cotovelo afundando em suas mágoas.

O promotor Celio Vieira, 19, namora e afirma que a data não faz muita diferença em sua vida. “Pra mim é como se fosse um dia normal, já que não gosto de gastar dinheiro atoa, prefiro sair junto e curtir um pouco, assim um momento especial marca mais que uma lembrança. Na verdade se formos olhar todas as datas comemorativas do ano, ficaríamos pobres”, analisa.

Se existe gente que fica feliz de verdade com a aproximação da data, são as pessoas que fornecem os presentes. Data mais comercial, impossível. De acordo com uma pesquisa realizada pela Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), 26,85% dos 410 entrevistados pela organização, pretendem gastar de R$100,01 a R$ 150,00 com presentes para seus amores. Dos itens mais procurados, a pesquisa revelou que 39,09% das pessoas desejam investir em roupas. Vai ver que o (a) parceiro (a) não está se vestindo bem. Seguido por calçados (20,97%), Perfumes e Cosméticos (12,25%) deixando as românticas e tradicionais flores apenas com 5,20% das intenções.

O fato é que a data deprime muita gente, endivida muita gente, mas faz felizes também aqueles que ainda adoram receber cartões, surpresas em geral e um abraço no fim do dia. Porque vai ver que quem realmente se importa com o significado, ou pelo menos o intuito inicial da data, que é se lembrar de quem te faz bem, não precisa de um dia só pra provar sua importância.

Por Aline Viana e Ana Carolina Vitorino

Ilustração: Diego Gurgel

A exposição “Poética de uma cidade” por Câncio de Oliveira, que está aberta ao público no Memorial Vale desde 08 de maio até 31 de julho, traz fotografias, algumas em preto e branco, de uma Belo Horizonte desconhecida para a juventude atual. Na década de 1950, época em que algumas das fotografias de Câncio a população da Capital não passava dos 352.724 habitantes, número consideravelmente inferior aos 2.375.151 atuais.

O aposentado, Domingos Trece, 91, testemunhou as transformações ocorridas na cidade e as avalia como positivas. “Para uma cidade relativamente grande, é uma beleza. É o que nós precisamos, porque quanto mais cresce, mais oportunidade tem para o povo”, acredita. O aposentado ainda não foi à exposição, mas se recorda de como era BH no anos 1950, das árvores que tomavam conta da avenida Afonso Pena, mas ainda vê beleza na capital mineira. “O ritmo de vida era diferente. Eu trabalhava muito, mas nas horas vagas frequentava cinemas, teatros e até algumas festas. Mas BH ainda tem uma paisagem linda, linda de morrer, quem mora aqui é um privilegiado da natureza”, defende Domingos Trece. Mas quando o aposentado avalia as pessoas dos dias atuais, o tom muda. “O povo mudou pra pior, as pessoas estão maios atrevidas, mais desastrosas”

Senhor Domingos Trece, 91, aprecia a tarde na Praça da Liberdade.

Contudo, a região da Praça da Liberdade permaneceu com as fachadas dos prédios antigos, jardins que realça a permanência de um estilo do passado. Sobre isso, o estudante de arquitetura João Gustavo, 22, relata que do ponto de vista técnico as reformas das edificações tem sido muito bem executadas, com restauro das fachadas, das esquadrias, modificações dos espaços para adequação aos novos usos propostos.

Porém, ele faz uma análise da ocupação desses espaços. “Eu ainda ressaltaria que a decisão de retirar da praça os órgãos públicos que ela antes abrigava também foi muito criticada (pelo menos entre os arquitetos e urbanistas). A ideia de ter um espaço tão privilegiado economicamente, cultural e socialmente ocupado por repartições públicas não é muito atraente, a princípio, mas a quantidade de servidores públicos e da população que utilizava a praça como centro de serviços injetava público e consumo na região do Centro, Savassi e adjacências”, critica.

Por Ana Carolina Vitorino e Gabriel Amorim

Fotos: Ana Carolina Vitorino

No próximo domingo Minas Gerais conhecerá o campeão estadual. O Galo tem a vantagem de perder por até dois gols de diferença. Vantagem conseguida após ter vencido o primeiro confronto pelo placar de 3 a 0.

O Cruzeiro conseguirá reverter a vantagem construída pelo time carijó e será o campeão de 2013?

Ou o Atlético leva o bi estadual para a Cidade do Galo e continua mandando no futebol mineiro?

Vamos falar também de seleção brasileira, aposentadoria de jogador, novo mineirão e muito mais.

Ouça a nossa análise dessa grande final!

 

 

Apresentação: Ana Carolina Vitorino.

Comentários: Hemerson Morais e Ana Carolina Vitorino

Foto: Henrique Laion

Músicas: É dia de comemorar – Biquíni Cavadão e Hasta mi Final – II Divo

Enquanto dois times aproveitavam as sombras e o ar fresco da Praça da Liberdade para disputar uma partida de futebol, nos banquinhos, quase arquibancadas, estavam casais namorando, pessoas estudando e até uma aula de mandarim era lecionada. Os estudantes do 5° ao 9° ano, participantes do projeto Escola Integrada, alunos da Escola Municipal IMACO, utilizavam o corredor central como “campo” e cones para delimitar o espaço do gol. E no momento em que a bola fugia do pé de um dos jogadores – quatro em cada time – e escapava dos limites estipulados para o “campo”, essa população da “Liba” trabalhava como gandula para a turma.

“Eles adoram!”, é o que garante a monitora, Karine Marques, 20, e é o que se percebe ao caminhar por ali. Os tênis desgastados, falsas chuteiras, de meninos e uma menina que corriam atrás da bola, com toda empolgação, enquanto outros ficavam apenas na observação e no bom papo nos banquinhos, como torcedores.

A monitora Karine Marques, que normalmente auxilia a criançada com os deveres de casa, afirma que a turma se diverte na praça e interage com os outros frequentadores. “Surge muita curiosidade pela parte deles, às vezes eles vêem pessoas que se vestem de forma diferente e eles perguntam por que”.

O aluno do 9° ano, Welerson Henrique, 15, acredita que a programação diferente quebra a rotina. “É legal que não ficamos parados, não só por jogar futebol, mas aqui tem uma paisagem muito ampla, reparamos nas pessoas e em tudo, queremos saber um pouco mais. Além do circuito cultural da Praça, que é muito legal”.

Por Ana Carolina Vitorino

Foto: Ana Carolina Vitorino

 A terceira edição da BH Tattoo Convection no final de semana, no Minas Centro, reuniu  setenta e nove expositores de tatuagem e Body Piercing, de varias cidades do país e do mundo, tendo ainda: Premiação de melhor tatuagem, exposição de arte, sorteios, work shops, DJs  e Vjs. Dentre os expositores estava o tatuador Victor Octaviano da cidade de Santo André (SP), reconhecido pela técnica de tatuar em aquarela e conhecido dentre os tatuadores como o cara que está inovando. No Youtube há alguns vídeos que ilustram o trabalho do tatuador;

 A tatuadora Carolina Oliveira participa pela primeira vez do evento, em Belo Horizonte. “As técnicas apresentadas são variadas e vai desde tradicional a preto e branco, pontilismo, mandala  á aquarela, tipos de tatuagens conhecidos no mundo dos desenhos sobre a pele”, explica.

Segundo o presidente da Associação dos Tatuadores e Piercing do Estado de Minas Gerais (ATAP-MG), André Matosinhos, o maior desafio, hoje, da  associação é o reconhecimento da profissão de tatuador. “Mesmo não sendo reconhecida [a profissão] é fiscalizada pela Vigilância Sanitária, pois todos os equipamentos utilizados nos estúdios tem que ter o registro da Anvisa, desde tinta até as agulha. A primeira edição do BH Tattoo Convention foi em 2001 quando da criação da Associação.

A 3° edição do evento foi realizado no espaço do Minas Centro na Rua guajajaras,1022, centro de Belo Horizonte enfrente ao Mercado Central; os ingressos foram vendidos a R$ 20,00 na portaria do local.


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Por: Aline Viana

Foto: Aline Viana