Entrevista

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Por Ingrid Vidotti

Em meados de dezembro de 2020, Thaina Borges de Souza, 28 anos, deixou sua casa no interior do Rio de Janeiro com uma mala e a determinação de reconstruir sua vida em Belo Horizonte. Essa decisão foi tomada após sua agitada jornada de trabalho como garçonete em um restaurante e a longa distância de duas horas percorrida todos os dias para não perder suas aulas do curso de Ciências Contábeis na capital fluminense afetar sua saúde. “A transição do interior do Rio para Belo Horizonte foi dada para melhorar minha qualidade de vida, que estava sendo muito prejudicada por não conseguir conciliar minha rotina”, afirma.

Chegada em BH

A viagem para Belo Horizonte durou longas oito horas sentada em uma poltrona desconfortável de ônibus. Sua mente não conseguiu descansar em nenhum momento ao longo do percurso, imaginando todos os percalços que poderiam aparecer nesta nova jornada em uma cidade onde conhecia apenas uma única pessoa. 

Sua adaptação aos costumes mineiros foi acontecendo aos poucos com a ajuda de sua noiva belo-horizontina, Andressa Vidotti, que apoiou desde o começo sua mudança de estado e a incentivou a continuar sua graduação. “Thaina veio para Belo Horizonte quando ainda estávamos vivendo um momento complicado da pandemia. Quando o ano virou, ela resolveu encontrar uma nova faculdade que lhe oferecesse uma das melhores grade curricular do curso de Ciências Contábeis. Desde o começo eu incentivei ela a não parar com os estudos, porque independente de toda essa mudança que estava acontecendo, o seu diploma não poderia ser colocado em segundo plano”, conclui.

Sua comadre Paula Renata Soares, que mora no Rio de Janeiro, acompanha toda trajetória de Thaina através de mensagens e ligações de vídeos. A saudade é muito grande, mas Renata entende que essa mudança foi muito importante para seu crescimento pessoal e profissional: “Me sinto feliz, porque ela está conseguindo conquistar tudo que sonhou. Espero que ela continue nesse caminho maravilhoso”, conta.

Atualmente

Hoje em dia, Thaina trabalha como Analista Contábil Pleno em um escritório de contabilidade no Barro Preto e aguarda ansiosamente para o momento de receber em mãos o seu tão almejado diploma no final de 2023.

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Por Eduarda Boaventura

Neste verão vamos fazer uma entrevista rápida com Ronara Vaz, de 47 anos, uma dona de casa que ama água, seja de mar ou de cachoeira. Mineira, nascida e criada na região metropolitana de Belo Horizonte, a praia nunca foi sua principal escolha de viagem, só depois de mais velha que adquiriu o hábito de ir com sua família. 

Você tem costume de ir à praia desde quando?
R:  Tem uns 20 anos que criei o hábito de ir.

E as cachoeiras?
R: Desde dos anos 2000 mais ou menos.

Como você descreve seu cabelo?
R:Tem a raiz lisa e ondulado nas pontas, ele tem a cor castanho claro, mas no momento fiz luzes, então posso me dizer loira!

Quais são seus cuidados com o cabelo no dia a dia?
R: Ah, eu lavo, geralmente um dia sim e um dia não. Procuro usar bons produtos, que gosto. Só lavo, shampoo e condicionador, muito raramente faço uma hidratação nele.

Quando você vai para a praia, uma cachoeira, chega a mudar sua rotina com o cabelo?
R: Não, não mudo nada

E nas suas redes sociais, como tiktok, instagram não aparece nenhuma dica de como cuidar do cabelo principalmente quando viaja?
R: Não aparece não, não fico olhando

Não aparece?
R: Não. Eu pesquiso, quando quero um produto, vejo algo legal, uma coisa que alguém me fala, vejo na tv, parece que é bom, daí eu gosto de pesquisar.

E na praia? Porque o cabelo queima igual a nossa pele, e passamos protetor solar no corpo. Você não passa nada do cabelo?
R: Não passo nada. Tenho o costume de quando ir na praia passar creme de pentear antes e depois quando entro na água. É, só isso de diferente que faço.

Você falou que em luzes no cabelo, desde que começou a fazer sentiu muita mudança quando viaja?
R: Senti mais seco, embola com mais facilidade e o ondulado fica mais frizado e sem formato.

Então, o que tenho que fazer?

A Ronara, como tantas outras pessoas, não imagina o quanto o cabelo sofre na época de verão, seja prendendo ele toda hora por conta do calor, ou por não preparar as mechas para os próximos dias quentes que virão.

Como qualquer parte do corpo exposta ao Sol, temos muitos produtos que ajudam a manter a saúde dos fios, sendo naturais, pintados, lisos, cacheados e trançados. 

  • Antes de viajar é recomendado fazer uma hidratação potente, e outra quando chegar em casa;
  • Existem cremes de cabelo com proteção UV, que é para o Sol e evita ressecamento;
  • Outra dica é fazer igual a Ronara disse e passar creme no cabelo quando sair da água e se puder desembaraçar, ajuda bastante quando for lavar mais tarde;
  • Uma dica – que o meu cabeleireiro me contou recentemente- é quando for lavar, na primeira passada de mão de xampu usar um mais barato e que seja transparente que limpa mais o couro cabeludo, e, na segunda passada, ir com um xampu melhor e mais perolado, que vai ajudar a limpar mais também hidrata mais que resseca.

Por mais que pareça algo sem importância, ficar uma semana lavando as mechas após expor ao Sol, deixa com um aspecto mais seco, com o cabelo ondulado, cacheado ou crespo encontra mais dificuldade em formar cachos e ondas que antes vinham com tanta facilidade. O cabelo mexe com nossa autoestima, cuidar dele trará muito benefícios para você e a sensação de autocuidado, essa dedicação que tem por você, seu amor-próprio. Ele, sim, tem que ser prioridade!!

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Foto/Divulgação: adobe stock/Educa Mais Brasil.

Por Jaqueline Dias

Manter-se até o fim da graduação hoje em dia é um desafio diário. Não só nas questões de saúde mental, mas principalmente na financeira. Além de ter que se preocupar com as mensalidades do curso, existem os gastos “diários” como transporte; lanches/almoço/comidas; xerox, entre outros. 

Existem estudantes que precisam sair da sua cidade por morar longe e não contar com a ajuda de um familiar ou amigo, essa conta aumenta ainda mais com aluguel, contas de água, condomínio e etc. Sem contar a internet, principalmente depois da pandemia, onde aulas online em algumas instituições são uma prática bem comum, e claro, como nem só de estudos vive o universitário, existem as contas dos momentos de lazer.

Nessa reportagem, iremos entrevistar o aluno de Direito da PUC Minas, Igor de Oliveira, para entender melhor como ele faz para ter controle do seu financeiro, qual forma de ingresso na faculdade ele optou, como ele faz para gerir o dinheiro entre faculdade, gastos pessoais e se de alguma forma sobra para ele guardar um troco e o que ele acha do valor da mensalidade, valor oferecido em estágios e a sua expectativa de remuneração futura.

“Sempre tenho que cogitar o quanto estou gastando e o quanto gastarei para conseguir ter um controle das despesas. Isso inclui a passagem do ônibus, alimentação, vestimenta (muito porque a área do Direito exige certo formalismo), lazer (livros, jogos etc) e contas em geral.”

Igor Oliveira. Foto: arquivo pessoal.

1 – Qual foi a melhor forma de ingressar na faculdade? Por que você optou por essa modalidade de financiamento?

R: No Brasil, felizmente, existem diversas formas de ingressar no ensino superior, graças às políticas sociais introduzidas nos últimos 20 anos. Sabendo disto, cogitei entrar na Federal, mas pela deficiência do ensino médio e extrema dificuldade que empregam no ENEM, não obtive êxito em minhas duas tentativas. Posteriormente, soube que a PUC Minas tinha ‘bolsas sociais’ que continham o limite de 50% do valor da mensalidade e, após conversar com minha mãe, prestei o vestibular e consegui a bolsa integral (50%) para o curso de Direito. Optei pela bolsa porque não conseguiria pagar a mensalidade do curso em sua integralidade, muito menos com a ajuda de familiares, uma vez que todos passam por dificuldades comuns a todos os cidadãos nos últimos 6 anos. 

2 – A PUC é uma das maiores faculdades, não só do estado, e em consequência ela é cara. Além disso, o curso que você faz é por si só caro, como você conseguiu um bom financiamento? Foi apenas pela nota do vestibular? Ou a renda familiar também foi um fator?

R: Após a prova de vestibular, submeteram-me a uma entrevista para checarem se me adequa ao ‘tipo’ de pessoa que devia receber o auxílio de 50%. Não somente a nota foi um fator importante, porém expus as dificuldades que minha família estava enfrentando, principalmente financeiras. A partir da análise, consegui a bolsa totalmente. Depois de alguns anos cursando Direito, um amigo próximo, Eustáquio, em suporte com a Província Agostiniana Nossa Senhora da Consolação do Brasil, sabendo de minha dificuldade financeira mesmo com a bolsa, ofereceu-me um auxílio por um ano; aceitei, por óbvio. Com esse auxílio e a bolsa, ainda tenho que pagar um certo valor, porém ínfimo. Isso revela o quão caro é o ensino no Brasil. 

3 – Quais as dificuldades financeiras que você encontrou nessa jornada até aqui? 

R: Às dificuldades, acredito que são as mesmas que muitos jovens enfrentam diariamente. Sempre tenho que cogitar o quanto estou gastando e o quanto gastarei para conseguir ter um controle das despesas. Isso inclui a passagem de ônibus, alimentação, vestimenta (muito porque a área do Direito exige certo formalismo), lazer (livros, jogos etc) e contas em geral. Então, sempre tento gastar o mínimo e o necessário para poder ter o controle de todas essas especificidades que mencionei.

4 – E estágio? A gente entende que alguns cursos têm exigências grandes para conseguir um bom estágio. Você teve que passar a procurar desde cedo? Ou de certa forma morar com os pais te deu um alívio para poder procurar com mais calma?

R: Sempre me preocupei em ajudar financeiramente em casa, contudo, infelizmente, os estágios na área do Direito são exigentes e eu não tinha, à época, sequer vestimenta para me apresentar nesses ambientes. Então, logo no 4° período, consegui meu primeiro estágio na Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e com o pouco que ganhava, construí o básico para procurar um estágio que remunera melhor e ainda ajudar em casa, incluindo o pagamento do restante da ‘bolsa’. Lembrando sempre que tinha de guardar para a tarifa do ônibus. Em relação à alimentação, levava e ainda levo comida feita em casa, voltando a comer apenas quando retorno da faculdade, à noite, também em casa.

5 – Você hoje faz estágio no TRT-3ª região, como você, como estudante, enxerga esse salário que você recebe? Atende bem as suas necessidades?

R: É melhor que o anterior, sem dúvidas. Todavia, não atende completamente às necessidades porque não conseguiria pagar o curso sozinho e ainda manter todas as coisas acessórias que decorrem da vida de um universitário ou sequer ter lazer (que acredito que seja o mínimo). Diria que o salário, para uma jornada de 4 horas, é justo. Agradeço sempre porque sei que existem estágios com as mesmas condições, ou com jornada superior, que pagam menos que R$ 800,00 mensais.

6 – O que você acha do salário recebido hoje pelos estagiários? Acha um valor “justo”? Ou é muito pouco mesmo para quem está começando?

R: Não existe um controle para os salários dos estagiários, pois a lei dos estagiários é omissa neste ponto. Aliás, poucos sabem, mas a remuneração de estagiários não é obrigatória, podem, na verdade, serem pagos com os chamados salários in natura, isto é, livros, cursos, etc, ou sequer serem pagos. Por esse motivo e devido a vários outros fatores externos que são recorrentes no Brasil, os estagiários recebem pouco, longe de ser ‘justo’.

7 – Como você consegue economizar? Você tem lazeres ou outros tipos de gastos? Explica como você gere o seu dinheiro entre faculdade, gastos pessoais, lazeres, contas e etc.

R: Como dito anteriormente, faço o controle de quanto gasto e os gastos no mês seguinte, com tudo incluso, seja com as contas, o lazer (mesmo que não compre coisas todos os meses, pois acho desnecessário) e tarifas de ônibus. Algo diferente que faço desde o primeiro salário é guardar 20% do montante que recebo, não o utilizando para nada, apenas emergências, mas não é algo que acontece com facilidade. Além das emergências, esse valor, hoje significativo, traz uma tranquilidade enorme porque posso usá-lo como bem entender. E algo óbvio, não gasto todo o meu salário, ou seja, tenho dois montantes que vieram da forma como manejo os valores que recebo.

8 – Para finalizar, qual a sua expectativa de remuneração no futuro? O que você espera saindo da faculdade e de certa forma passando esse “sufoco” financeiro? Na sua visão de futuro, acha que isso vai ter retornos significativos?

R: Ao sair da faculdade, espero receber o correspondente ao mercado atuando como advogado, mesmo que seja um início ínfimo, mas melhor que a remuneração de estagiário, progredindo e recebendo cada vez mais (apenas em um futuro próximo). Ao passar do tempo, pretendo ocupar o cargo de Juiz de Direito não me preocupando com tudo que passo atualmente e ajudando minha família, sem pensar se terei dinheiro no dia seguinte, sendo além de significativo, na minha opinião. E não deixarei de economizar mesmo recebendo valores maiores, pois acredito que seja uma questão de responsabilidade financeira com minha pessoa e àqueles à minha volta.

Claro que cada caso é um caso. Universitários têm vivências financeiras diferentes, cada curso é específico em tempo até ter oportunidades em estágios, mas sempre é possível ter uma sobra para as obrigações da vida universitária, da vida de jovem adulto e ainda ter uma “sobra” para guardar e ter um lazer, até porque, nem só de estudo e estágio vive um universitário.

Malu Saraiva e o dia da pizza
Malu Saraiva e o dia da pizza

Por Keven Souza

Hoje, 10 de julho, é celebrado o Dia Mundial da Pizza. O prato é um dos ‘queridinhos’ do brasileiro, presente desde as reuniões formais até as mais casuais, e vem conquistando o paladar das pessoas pela sua variedade de opções, seja vegetariana, doce ou salgada. 

Para celebrar essa paixão mundial pela pizza, o Contramão traz agora uma receita tradicional e caseira, de fácil preparação, deste prato que é amado de norte a sul do Brasil. A receita é da publicitária Malu Saraiva. Confira!

Receita pizza caseira

Rendimento: 2 pizzas grandes (8 pedaços) 

Tempo de preparo: 3h (30 minutos de preparo + 2h tempo de descanso da massa + 20 minutos de forno) 

Ingredientes:

     

400g de farinha de trigo

30g de azeite 

180ml de água

1 ovo

12g de açúcar

12g de sal

4g de fermento biológico seco

                                  

Modo de preparo:       

Acesse o Instagram do Contramão para acompanhar o processo de passo a passo e o resultado do prato.       

1 Junte todos os ingredientes em uma vasilha, misture tudo até virar uma massa homogênea. 

2 Transfira para a bancada e comece a sovar a massa por aproximadamente 10 min, até a massa não grudar mais, e deixe descansar por 1h. 

3 Passado o tempo de descanso, comece a sovar novamente a massa por mais 10 min, divida em 2 bolinhas iguais e deixe descansar por mais 1h. 

4 Depois que a massa descansar coloque farinha na bancada (pode ser farinha de trigo, sêmola ou fubá) faça um disco com a massa usando as mãos, e comece a abrir a massa com o rolo (nessa hora jogue um pouco de farinha em cima da massa também), sempre deixando a massa redondinha e mais fininha. 

5 Para fazer a borda recheada basta circular a massa com o catupiry deixando sempre um pedaço de massa sobrando para conseguir fechar a borda. 

6 Para assar em forno doméstico é recomendado pré assar a massa por 10 min a 230º graus. 

7 Depois é só começar a rechear com tudo que você mais gostar e colocar no forno por mais 10 minutos a 230º graus.

Agora é saborear essa delícia de pizza. 

Por Júlia Garcia

Você já teve dúvida ao realizar uma compra? Encontrou dificuldades para trocar um produto? É comum surgir interrogações ao consumir uma mercadoria ou serviço. Hoje, o Jornal Contramão convida Luna Gouveia, formada em Direito, para responder algumas questões sobre seu direito enquanto consumidor.

Luna, quando o cliente descobre que o desconto de um produto na verdade não é um desconto, o que deve fazer?

Quando se tratar de propaganda enganosa, cabe ao consumidor fazer uma denúncia junto ao PROCON ou Conar. Já uma dica para observar se realmente está tendo o desconto em compras online, é ir até os bu

Divulgação/Arquivo pessoal
Divulgação/Arquivo pessoal

scadores de preço para observar os valores cobrados nos últimos meses do produto desejado.

 

Os direitos de troca e devolução são os mesmos para compras onlines e presenciais?

O Código de Defesa do Consumidor (CDC) traz diretrizes que o consumidor presencial e o consumidor online têm que seguir e são casos específicos. Porém, vemos no cotidiano as lojas oferecendo as trocas ou devoluções como um “agrado” ao cliente. A única obrigatoriedade do estabelecimento de aceitar troca ou devolução é em caso de vício ou defeito do produto, bem como não apresentar o conteúdo real como o anunciado. Para efeitos do CDC, a única exigência é que o estabelecimento deixe bem claro as diretrizes para trocas e devoluções. 

Um exemplo de diferença das modalidades de compra é o direito ao arrependimento, mesmo que não apresente vício ou defeito, porém, essa modalidade é apenas para compras feitas em outros ambientes que não seja o estabelecimento comercial, como compras online, de catálogo e por telefone, podendo devolver o produto no prazo de até 7 dias. 

 

Comprei o último produto do estoque, mas veio com defeito. O que devo fazer?

O CDC traz que caso a troca ou devolução seja de produto que não há mais em estoque/em falta, o consumidor pode exigir o cumprimento forçado da obrigação (se tiver como cumprir), a substituição por produto equivalente ou restituição integral do valor pago. Em relação ao cumprimento forçado da obrigação, o consumidor só não pode exigir quando o produto já não for mais fabricado ou não exista mais no mercado.

 

Entradas masculinas e femininas em eventos podem ser cobradas com valores diferentes?

Essa é uma prática bastante utilizada no Brasil como estratégia de marketing. Mas, juridicamente, há uma discussão sobre como essa prática é um tanto quanto discriminatória, onde fere o princípio da isonomia garantido na Constituição Federal. Mas não há nenhuma regra ou lei que proíba a cobrança diferenciada nos ingressos masculinos e femininos, mas cabe reclamação tanto com a produtora do evento quanto nos órgãos de proteção ao consumidor.

 

Explique para os nossos leitores o que fazer quando se perde a comanda em um estabelecimento. 

O CDC é regido pela boa-fé das partes, então em caso de perda da comanda, deve-se pagar apenas o que foi consumido. É obrigação do estabelecimento manter um controle de cada mesa/indivíduo que ali está consumindo, mas também é obrigação do consumidor guardar a comanda. Cobrar multas ou uma taxa fixa é uma prática abusiva, e caso ocorra, você também pode acionar o Procon de sua cidade.

 

O que fazer quando parcelo uma compra e opto pelo benefício dos 60 dias e a loja cobra juros altíssimos sem um aviso prévio?

O início de pagamento com 60 dias é uma prática do estabelecimento a fim de fidelizar aquele cliente e tornar a compra mais chamativa, não sendo uma modalidade expressa no CDC. O que o CDC traz é o direito do consumidor em ter todas as condições da sua compra explícitas, sendo obrigação do estabelecimento deixar bem claro a política de trocas, devoluções e cobrança de juros. A cobrança de juros de maneira exorbitante e abusiva é vedada pelo CDC, devendo o consumidor procurar algum órgão de proteção e fazer a devida reclamação.

 

Quando o consumidor se sente lesado em relação a uma compra, onde ele pode buscar seus direitos?

Primeiro deve ser feita uma tentativa de resolução com o próprio estabelecimento, demonstrando os motivos de estar sendo lesado, mas em caso de não haver essa resolução entre as partes, o consumidor pode ir até os órgãos de proteção, como o Procon, Conar e até mesmo Juizado Especial Cível e registrar a reclamação. Além disso, o consumidor pode se valer de ferramentas online para demonstrar sua insatisfação até mesmo para alertar outros consumidores também, usando o Google avaliações ou o reclame aqui como forma de complementação a sua reclamação junto a empresa. 

 

Luna, para finalizar, qual recado você deixa para os compradores neste Dia do Consumidor?

Procure saber seus direitos e deveres como consumidor para não cair em práticas enganosas, golpes e situações que deem dor de cabeça. Se notar que está sendo lesado, procure os órgãos de proteção e exija seus direitos. No mais, pesquise bem e faça boas compras. 

Por Júlia Garcia

Celebrado em 08 de março, o “Dia Internacional da Mulher” ficou marcado pelos protestos e manifestações, que operárias realizavam em Nova York. Lutavam para melhores condições de trabalho, como aumento salarial, redução da jornada e direito ao voto.  Mas ainda as mulheres enfrentam preconceito e desigualdade.

Lorena Tárcia. (Acervo Pessoal)
Lorena Tárcia. (Acervo Pessoal)

Lorena Tárcia, jornalista há mais de 35 anos, diferente das operárias, não enfrentou problemas por ser mulher na sua profissão. Desde os 13 anos escrevia colunas em um jornal local. Realizou duas graduações, Jornalismo e Direito, e tinha em mente ser diplomata. Mas, Tárcia se encantou pelo jornalismo. “Acabei me apaixonando […] e pela oportunidade de contar histórias e trazer luz a questões importantes”, relembra. 

 

O machismo presente em todas as profissões

Basta ser mulher para sentir o machismo em inúmeras situações. Seja no dia a dia ou no ambiente de trabalho, o preconceito é presente e a opinião feminina pode ser invalidada pela figura masculina. 

A mulher inserida no jornalismo pode ocupar diferentes cargos nos múltiplos veículos de comunicação. Porém, mesmo com um alto número de mulheres ocupando lugares importantes (ainda sim menores do que homens), é comum se deparar com o machismo.

Lorena afirma que nunca lidou com essas dificuldades, mas em uma de suas experiências profissionais sofreu ameaças. “Sofri ameaças relacionadas a apurações que não eram de interesse de um delegado da Polícia Civil. Apesar disso, não tive medo, pois a empresa sempre apoiou seus profissionais e tínhamos suporte de outras alas da polícia”, diz. 

Futebol e mulheres, qual o problema?

Você, mulher, já foi interrogada por homens ao expor sua opinião sobre esporte? Essa situação é frequente e está presente no jornalismo esportivo. Quantas repórteres foram e são assediadas por torcedores e jogadores durante seu expediente? Ou quantas apresentadoras e comentaristas são questionadas pelas suas opiniões? 

Um exemplo recente é o caso da repórter Jéssica Dias. Enquanto a vítima cobria o pré-jogo de Flamengo x Vélez, ao arredores do Maracanã, foi beijada à força pelo torcedor Marcelo Benevides Silva. Além de Jéssica, outras profissionais também já sofreram e sofrem com o assédio durante o trabalho.

Ícones femininos no jornalismo

Mesmo que seja preciso enfrentar o machismo, a misoginia e todo o preconceito, mulheres jornalistas não desistem. Vão à luta todos os dias quando decidem exercer a profissão. Lorena Tárcia é um dos ícones e lista algumas mulheres parceiras de profissão que admira muito. 

Os ícones citados por Tárcia, são:

Fonte: CNN US.
Fonte: CNN US.

 

Christiane Amanpour, uma das mais renomadas correspondentes de guerra do mundo, que tem se destacado por sua coragem e dedicação em relatar conflitos em todo o mundo.

 

Fonte: El País/Lilo clareto.
Fonte: El País/Lilo clareto.

Eliane Brum. Escritora, jornalista e documentarista que tem se dedicado a contar histórias de pessoas marginalizadas e invisíveis na sociedade brasileira, com profundidade e sensibilidade.

 

Fonte: Instagram/@gloriamariareal
Fonte: Instagram/@gloriamariareal

 

Glória Maria. “Uma das mais icônicas jornalistas de TV do Brasil que se destacou por sua coragem e dedicação em relatar notícias em todo o mundo, além de sua habilidade em entrevistar personalidades importantes.

 

 

 

 Fonte: Britannica/Aaron Favila.

Fonte: Britannica/Aaron Favila.

 

Maria Ressa. Jornalista filipina que fundou a plataforma de notícias Rappler e que tem sido alvo de ataques e intimidação por parte do governo filipino por sua cobertura crítica.

 

 

 

Quero ser jornalista, e agora?

Tivemos a sorte de assistir Glória Maria no Fantástico. Tivemos o prazer de receber notícias de Fátima Bernardes no Jornal Nacional, e nos informar sobre esportes através da competente Fernanda Gentil, no Globo Esporte. 

Milhares de mulheres se inspiram e seguem o caminho do jornalismo por meio do profissionalismo e persistência desses ícones. Lorena afirma que pode ser um campo competitivo e desafiador, mas que é importante acreditar em si mesma. “O jornalismo está em constante evolução e é importante estar aberta a mudanças e adaptações. Muitas vezes pode ser exigente e desgastante, mas também pode ser extremamente gratificante. Certifique-se de que está seguindo uma carreira que ama e que está comprometida em contar histórias importantes e impactantes”, finaliza Tárcia.