Esportes

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Por Daniela Reis

O vôlei brasileiro já trouxe muitas alegrias e medalhas para o Brasil, mas nem sempre foi assim. O Brasil se consolidou como uma potência mundial de vôlei efetivamente a partir da década de 1990, embora a geração de prata já tenha feito história nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984. Aquela foi a primeira medalha das seleções brasileiras no vôlei em Olimpíadas.

Seleção masculina de 1984

O Brasil é o segundo país com mais medalhas na história da disputa do vôlei em Jogos Olímpicos. As seleções brasileiras conquistaram 5 ouros, 3 pratas e 2 bronzes, totalizando 10 medalhas.

Entre os homens, o Brasil é o líder do quadro de medalhas. Já no feminino, a União Soviética ainda ocupa a primeira colocação. Brasil é tricampeão olímpico e líder no quadro de medalhas do vôlei masculino

Maiores campeões do vôlei masculino em Olimpíadas

  1. Brasil – 6 medalhas (3 de ouro)
  2. União Soviética – 6 medalhas (3 de ouro)
  3. Estados Unidos – 5 medalhas (2 de ouro)
  4. Rússia – 4 medalhas (1 de ouro)
  5. Japão – 3 medalhas (1 de ouro)
  6. Holanda – 2 medalhas (1 de ouro)
  7. Iugoslávia – 2 medalhas (1 de ouro)
  8. Polônia – 1 medalhas (1 de ouro)
  9. Itália – 6 medalhas (0 de ouro)

Maiores campeões do vôlei feminino em Olimpíadas

  1. União Soviética – 6 medalhas (4 de ouro)
  2. China – 6 medalhas (3 de ouro)
  3. Cuba – 4 medalhas (3 de ouro)
  4. Japão – 6 medalhas (3 de ouro)
  5. Brasil – 4 medalhas (2 de ouro)
  6. Estados Unidos – 5 medalhas (0 de ouro)
  7. Rússia – 2 medalhas (0 de ouro)

Primeiro ouro olímpico do Brasil no vôlei

Seleção masculina e o primeiro ouro em Olimpíadas

Mais acostumado a disputar medalhas, o Brasil conquistou seu primeiro ouro no vôlei em Jogos Olímpicos na edição de Barcelona, em 1992.

O time comandado por José Roberto Guimarães contava com atletas bastante promissores, como Giovane, Marcelo Negrão, Tande, Maurício, Paulão e Carlão.

Depois de vencer todos os 5 jogos da primeira fase, o Brasil bateu o Japão nas quartas de final e os Estados Unidos nas semifinais.

Na decisão, a Seleção Brasileira enfrentou a Holanda e venceu por 3 a 0, chegando ao lugar mais alto do pódio pela primeira vez.

Primeira medalha de ouro do vôlei feminino brasileiro

Seleção feminina e o primeiro ouro em Olimpíadas

Se a derrota para a Rússia em Atenas deixou uma imagem negativa, as jogadoras da Seleção Brasileira entraram com vontade de calar os críticos nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.

Após vencer todos os 5 jogos da fase inicial, a equipe comandada por José Roberto Guimarães fez 3 a 0 sobre Japão e China, nas quartas de final e nas semifinais, respectivamente.

Na disputa pelo ouro, o Brasil derrotou os Estados Unidos, por 3 a 1, coroando a geração de Fofão, Fabi, Sheilla, Mari, Paula Pequeno, Fabiana, Jaqueline, Carol, Thaísa, Walewska, Valeska e Sassá.

 

 

 

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Crédito: Rodney Costa

Thiago Guimarães Valu

A cobertura esportiva jornalística, acompanha as mais variadas práticas e modalidades, há pelo menos, 150 anos. Nesse tempo, evidentemente, muita coisa aconteceu.

Aqui,  trataremos, justamente, daquele que é declarado, pela “grande massa”, como o esporte mais popular do mundo, o futebol. Tenho vivido a experiência da cobertura do esporte, como jornalista, nos últimos seis anos,  e cada vez mais me faço as perguntas: “Qual o limite da liberdade jornalística na cobertura de um clube de futebol?” e “Qual a relevância real”?

Atualmente, sou repórter no canal do YouTube Cruzeiro Sports, onde produzimos conteúdos de cunho jornalístico e opinativo sobre o Cruzeiro Esporte Clube. É um canal democraticamente aberto a todos, mas, logicamente, mais consumido por adeptos do clube em questão. Atingimos a importante marca de 150 mil inscritos, recentemente, e a empresa é registrada como veículo de comunicação jornalística. Todos os seus integrantes estão registrados no Ministério do Trabalho como jornalistas, mas o clube não nos reconhece,  nem considera nosso trabalho dessa forma.

O Cruzeiro Esporte Clube segue, a cada dia, mais afundado em crises financeira, política e estrutural sem precedentes, desde que denúncias de irregularidades, tiveram conhecimento público, no dia 26 de maio de 2019, no programa Fantástico, da Rede Globo, graças a grande trabalho jornalístico da repórter Gabriela Moreira. Em um primeiro momento, a tentativa, por parte dos dirigentes, foi mostrar que se tratava de algo tendencioso, já que, no discurso dos gestores do clube, tentava-se criar um ambiente de instabilidade, já que o Cruzeiro  vivia a incomodar no âmbito desportivo. O que se viu, e se vê, desde aquele dia, é o tremendo desmoronamento de uma instituição centenária, que, graças a gestões temerárias, caminha, desde então, sem rumo e luminosidade.

Quer dizer:- a imprensa, antes querida, ao tratar dos títulos e das grandes partidas, passou a ocupar o  posto de “inimigo número” um do “estado”. A verdade é que a cobertura é agradável aos assessores de imprensa dos clubes e direções, enquanto o enquadramento das notícias e informações, favorece não ao clube, mas à imagem de quem ocupa as cadeiras mais importantes das instituições futebolísticas.

Tenho credencial de jornalista validada na AMCE (Associação Mineira Dos Cronistas Esportivos), mas, no entendimento do clube,  não passo de um influencer. Por isso, as perguntas redigidas por mim, direcionadas ao técnico do clube, na coletiva aberta a toda  imprensa, seguem ordem expressa de não serem lidas. O curioso é que  me preparo para cada jogo, do qual fazemos a cobertura, como os profissional da Rede Globo, da rádio Super ou da Itatiaia,que, aliás, me enxergam e reconhecem  como colega de trabalho. Já o Clube, não.

Pergunto, então:- se o conteúdo não fosse crítico e independente como é, será que teríamos o mesmo tratamento por parte dos mandatários do Cruzeiro? Ou seja, a liberdade para coberturas dentro dos clubes de futebol, parece estar, definitivamente, atrelada aos interesses de pessoas que detêm o poder interno, e não dos torcedores.

*Edição: Professor Mauricio Guilherme Silva Jr.

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Bandeira com as cores da causa LGBT no Beira-Rio (Reprodução)

          Time belo horizontino fundado em 2019 possibilitou a inserção de pessoas LGBTQIA+ no futebol

Por: João Gabriel

O futebol é mesmo fascinante e sempre conquista mais amantes ao redor do planeta, sendo indivíduos de diferentes classes sociais, nacionalidades, etnias, idades, gerações e gêneros. Todos reunidos ansiosamente à espera do gol, acompanhando lances protagonizados pelos artistas do jogo.

Com a missão de proporcionar um espaço inclusivo e de aceitação no esporte, nasceu em 2017, no Rio de Janeiro, a primeira edição do campeonato de futebol gay do Brasil: A Champions LiGay – nome inspirado na famosa Champions League – que por sua vez é organizada pela LGNF (Ligay Nacional de Futebol), disputada em quadras society. A segunda edição do torneio foi disputada em Porto Alegre/RS e passou de 8 para 12 clubes, a mais recente aconteceu em Belo Horizonte no ano passado, desta vez com 28 clubes de diversas partes do Brasil.

Com a boa recepção do campeonato, várias outras equipes do gênero continuam a surgir pelo país entre elas o “Predadores FC” do bairro Ipiranga, região Nordeste de Belo Horizonte. O clube mineiro teve sua criação em 19 de Fevereiro de 2019 com a proposta de acolher e inserir LGBTs no futebol.

Seu surgimento se deu neste período após a dissidência entre integrantes de outros clubes da categoria. A equipe conta com staff que inclui comissão técnica formada por duas treinadoras, personal trainer e psicólogo esportivo que se encarregam na manutenção da filosofia de trabalho, da técnica e autoestima dos atletas durante as competições oficiais e treinamentos.

Reiterando o espírito coletivo e a seriedade do trabalho realizado, o presidente Marcos Berna comentou “Nossos atletas/irmãos são muito conectados a família Predadores Futebol Clube. A frente da psicologia  desportiva temos o grande profissional Nil Costa que sempre pratica intervenções no cotidiano, e passa várias técnicas de relaxamento, auto controle e ansiedade.”  Segundo ele, as treinadoras e o psicólogo desempenham a função de forma voluntária.

Fora das quatro linhas o time ‘Predadores’ não contempla o amparo e auxílio de padrinhos ou patrocinadores, embora muitas vezes surgem interessados ou aproveitadores que acabam declinando o projeto no meio do caminho por inúmeros motivos “Tivemos apoiadores temporários, muitas promessas feitas e poucas cumpridas. Sempre aparecem pessoas que querem divulgar sua marca sem ajudar em nada a equipe. Mas, aos poucos identificamos as reais intenções e afastamos alguns. Alguns resolvem não patrocinar pela equipe ser LGBT, outros não renovam por opção própria ou tendo outras modalidades em vista”, esclareceu Marcos.

Quanto a escolha dos atletas, o clube adota uma política que vem a corroborar com o sentido de diversidade em todos os níveis, sem impor restrições a possíveis jogadores quanto a faixa etária, biótipo, padrão estético ou fisiológico. “Basta ter vontade de competir, recrear, que está dentro de nossa filosofia. O único pré requisito básico é ser integrante da nossa sigla LGBTQIA+. Aos interessados, só nos procurar no Instagram, via direct ou demonstrar interesse e comparecer em nossos treinos. Todos são muito bem vindos”, reforçou o presidente.

Sobre a presença de pessoas que sejam heterossexuais na composição do elenco, ela é parcialmente permitida, porém, sob algumas regras e exceções “Na categoria feminino podem sim atletas heterossexuais, no masculino permitimos treinos esporádicos, mas veremos a participação em campeonatos. Porque seria (caso acontecesse) uma forma de excluir os LGBTs que estão conosco no dia a dia.” 

Como consequência em torno dessa ação, mudanças positivas são proporcionadas no cotidiano dos jogadores envolvidos. Henrique Júnio, 21, relata sua sensação de poder vivenciar a experiência “Quando cheguei no time fui bem recebido por todos, não sabia que tinha time gay. Foi onde comecei a me abrir mais, foi uma experiência muito boa, hoje tenho o Predadores como minha segunda família. Não abro mão dele por nada.”

A rejeição à comunidade LGBTQIA+ no ambito geral do esporte revela sinais de mudanças mundo afora. Em pesquisa divulgada pela BBC em 2016, a conclusão é que 82% dos torcedores britânicos de várias modalidades, não se importariam se um jogador de seu time anunciasse ser gay. Apenas 8%, disseram que fariam questão de deixar de acompanhar a equipe se isso ocorresse. Neste mesmo levantamento 71% dos entrevistados defenderam que os clubes devem contribuir no combate a homofobia.

Em solo brasileiro já podemos notar esforços, ainda que tímidos por parte de federações  neste sentido, desde a iniciativa de incluir o número 24 (medida adotada por alguns clubes na numeração de uniformes). Estigma que começa a cair aos poucos, mas que perdurou por bom tempo no imaginário coletivo, até a abolição de cânticos homofóbicos nos estádios, sob pena de multa a instituição que não se enquadrar. Atitude até então simples, que a médio/longo prazo pode trazer transformações profundas em outras áreas no país.

Esta modalidade que diferente de outras, não necessita um tipo físico específico para praticá-la (no âmbito amador), sendo sua aplicação acessível às pessoas de características singulares, baixos a altos, de franzinos a mais fortes, de magros a gordos. Considerado o  esporte mais popular do mundo, que em tese, deveria exercer seu principal valor social, a inclusão, independente das diferenças sejam quais forem. Como todo entretenimento é um reflexo de nossas qualidades e fraquezas enquanto sociedade, o futebol tem em sua história tristes capítulos, com episódios de racismo e homofobia ainda muito corriqueiros.

História

Em 1990, época a qual o tópico em relação à orientação sexual não era sequer mencionado e discutido no mundo do futebol, Justin Fashanu, jogador inglês de futuro promissor, foi o primeiro – e até hoje, único –  atleta do futebol da história a revelar publicamente sua homossexualidade estando em atividade na carreira, enquanto atuava na primeira divisão do campeonato inglês. Passou por clubes tradicionais do país como Manchester City e West Ham. Também vale destacar que ele foi o primeiro jogador britânico a valer 1 milhão de Libras em uma transferência.

Em virtude de sua declaração pública no ano de 1990 apesar de possuir destreza ímpar com a bola nos pés, Justin perdeu cada vez mais espaço no meio futebolístico sofrendo frequentes boicotes por parte de cartolas de outros clubes, passando a conviver com ataques homofóbicos cada vez mais pesados derivado de companheiros de time, torcida, dirigentes e imprensa, que volta e meia especulava a sua sexualidade e até mesmo de seu irmão John Fashanu, que também era jogador e passou a rejeitá-lo.

A somatória de acontecimentos negativos em sua carreira e vida pessoal atribulada, culminou no melancólico fim de Justin Fashanu, que decidiu pôr fim a sua vida  em 1998, após falsa acusação de abuso sexual por parte de um jovem de 17 anos. Antes de sua morte, Justin deixou uma carta, onde negava as acusações, afirmando  que o ato sexual foi consensual e que sofreu uma chantagem por parte do jovem que queria dinheiro, e ainda considerou a possibilidade de não ter um julgamento imparcial e justo em virtude de sua orientação sexual.

Eu percebi que já tinha sido considerado culpado. Não quero envergonhar minha família e amigos. Ser gay é uma personalidade muito difícil, mas não posso reclamar. Queria dizer que não agredi sexualmente o jovem. Tivemos sexo consensual, mas no dia seguinte ele me pediu dinheiro. Ao recusar o pedido, ele falou ‘espere e você vai ver só’. Se esse é o caso, eu ouço vocês dizerem, por que eu fugi? A justiça nem sempre é justa. Percebi que não teria julgamento justo por conta da minha homossexualidade”.

O ex jogador Richarlyson, que embora nunca tenha se declarado a respeito, como Justin, foi outro caso notório de como a intolerância e a discriminação no futebol ainda continuam presentes. O anúncio de sua contratação, feita pelo Guarani em 2017 foi recebido de forma negativa e jocosa, com piadas por parte da torcida rival, de figuras públicas como o vereador Jorge Schneider  e protestos da própria torcida do “Bugre”, apelido do clube de Campinas.

A decisão de um atleta em revelar este lado da vida pessoal divide opiniões. Falas controvérsias à respeito disso, como a do conhecido treinador Renato Portaluppi podem colaborar, ainda que indiretamente, para a invisibilidade de gays no futebol profissional. Em entrevista para o jornal Folha de São Paulo, há alguns quando indagado se um jogador deveria assumir ou não sua condição Se tem um gay na música é normal, se tem um gay ator é normal, se tem um gay em qualquer profissão é normal. Mas se tem um gay no futebol, vira notícia mundial. Por quê? Não entendo isso”, opinou.

 

* Matéria supervisionada por Italo Charles e Daniela Reis

 

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*Divulgação

*Por Gabriel Barros

50 campeonatos disputados, 44 finais e 37 títulos. Essas são as impressionantes marcas do Sada Cruzeiro em sua história. O time, comandado pelo argentino Marcelo Mendez, é hoje o clube mais vitorioso do vôlei brasileiro, sendo considerado por muitos jogadores renomados e jornalistas da área como o maior da história.

Visto à proporção que o Sada alcançou, tanto no cenário nacional, quanto no internacional, a qualificação dos profissionais internos se tornou um grande diferencial para que o clube alcance marcas expressivas e positivas. A Assessora de Imprensa do SADA Cruzeiro, Ana Flávia Goulart, nos contou um pouco de como é a cobrança e o trabalho desenvolvido dentro do clube.

“Acredito que a frase que mais ouvi no Sada Cruzeiro durante todos esses anos foi: chegar ao topo não é fácil, mas é ainda mais difícil permanecer. E esse pensamento permeia todas as ações do clube, desde as atividades técnicas e táticas, aos cuidados com a quadra ou mesmo na comunicação da equipe. É um time formado por profissionais com mentalidade vencedora, dispostos a uma doação imensurável dos seus esforços para que os resultados continuem sendo atingidos. O próximo campeonato é sempre o mais importante, seja ele regional ou mundial.”

Ela ainda ressaltou o que mais a fascina dentro da instituição. “A filosofia que permeia todas ações do Sada Cruzeiro é a sede de vencer. Ainda que peças sejam alteradas, que os desafios se multipliquem ano após ano, a meta é sempre chegar ao topo. E isso dá a todos os profissionais do clube a responsabilidade de ser referência. Por tudo o que já construiu, como a equipe mais vitoriosa da história do voleibol nacional, o Sada Cruzeiro é um modelo, um exemplo a ser seguido por outras instituições. Isso é desafiador na rotina de trabalho, pois te motiva a buscar o melhor sempre”, reforça.

No atual cenário, com a pandemia do Coronavírus que assola todo o mundo, o Sada decidiu abandonar a Superliga Masculina, mesmo antes da determinação da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei). Para muitos, foi uma decisão acertada, e para outros o receio de uma punição era iminente. Considerando todo esse cenário, o jornalista Leonardo Gimenez, explica que a decisão está de acordo com tudo que o clube acredita e demonstra dentro e fora das quadras. “O Sada Cruzeiro sempre demonstrou intensa organização, planejamento e responsabilidade. Pelo momento crítico que estamos vivendo e pelo fato da equipe possuir atletas estrangeiros, vejo como uma medida extremamente humana e responsável. Juntos, os clubes optaram pelo stand-by nesse momento. Só tempo vai dizer se o Sada impactou ou não. Fato é que tentou tomar alguma decisão. Como sempre o fez”, afirma.

Ao perguntar ao jornalista sobre o “título” de maior time dos esportes coletivos, Leonardo é enfático. “Tenho certeza que sim. Pelo histórico invejável de conquistas, crescimento em momentos decisivos, formação de atletas, trocas de jogadores fundamentais pelo sistema de ranking, mas sempre com uma equipe muito bem preparada e treinada para vencer. Está no DNA do Sada Cruzeiro. Não me lembro de ver uma instituição com um aproveitamento tão espetacular no que diz respeito a participações e títulos.”.

O respeito e a visibilidade que o Sada Cruzeiro adquiriu ao longo dos anos se deve ao exemplo de gestão e planejamento que o clube demonstra a cada dia, como destacaram Ana Flávia e Leonardo. O questionamento que fica é: o que ainda vem pela frente? O clube conseguirá manter o seu nível técnico por mais quanto tempo? Até quando a hegemonia do Sada será mantida? Existe uma certeza: a torcida do time mineiro está ansiosa pelos próximos capítulos da vitoriosa história do Sada Cruzeiro.

 

*A matéria foi produzida sob a supervisão da jornalista Daniela Reis

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Elas também curtem esportes radicais e buscam por mais espaço

Os desafios da crescente presença feminina na vida esportiva radical

*Por: Thainá Hoehne

Pela primeira vez na história, no ano de 2020, os jogos olímpicos de Tóquio tiveram presença feminina superior à dos homens na fase de convocação, sendo 80 vagas femininas, 65 masculinas e 7 do hipismo, que tem disputa mista.

Considerando que, na primeira edição dos jogos, em 1896, as mulheres eram proibidas de competir, como na Grécia antiga, a participação das esportistas tem crescido, mas ainda é significativamente menor que a dos homens, principalmente nos esportes radicais, em que há distinção de gênero muito marcada.

“As mulheres são criadas para ficar em casa… O mundo dos esportes ‘outdoor’ é composto, majoritariamente, por homens, mas isso vem mudando aos pouquinhos”, analisa Paloma Galvão, profissional de slack e highline.

Ela descobriu o esporte há nove anos, e nunca mais parou. Apesar das dificuldades ao longo do caminho, principalmente com aquisição e montagem de equipamentos, Paloma, hoje, tem conhecimento necessário para uma prática segura, a ponto de participar de intervenção urbana com highline em 2017.

“Montamos um highline em cima do ‘Pirulito’ da praça 7, em BH, e, literalmente, paramos a cidade. Foi incrível.”, conta.

Representação

Para entender a experiência feminina nos esportes radicais, foram realizadas entrevistas com oito mulheres, profissionais e praticantes de diferentes esportes, entre os quais, modalidades de ação, como motocross, skate e MMA, e de aventura, a exemplo do highline, escalada e voo livre.

Apesar de as mulheres estarem cada vez mais inseridas nos esportes radicais, ainda não têm as mesmas condições e oportunidades dos atletas masculinos. Das entrevistadas, 87,5% confessaram já ter passado por algum tipo de preconceito ou situação constrangedora.

“Um dos maiores constrangimentos foi no primeiro voo. Ao chegar ao local, me deparei com um grupo de homens que voavam de parapente e ficaram indignados com o fato de uma ‘menininha’ pretender voar… Antes do voo, eles chegaram a me falar que era loucura e suicídio. Eu só precisava de concentração e paz”, lembra Beatriz de Souza, a Bya, atleta de pêndulo e tecido acrobático em alturas – hoje, considerada uma atleta única no mundo, por unir esportes radicais à arte.

De acordo com estudo realizado em 2015, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sobre prática de esporte e atividade física, as modalidades preferidas por homens destacam são ciclismo (75,2%); lutas e artes marciais (70%); e atletismo (64,5%). Já entre as mulheres, destacam-se dança e balé (85%); ginástica rítmica e artística (80,5%); caminhada (65,5%) e fitness (academias de ginástica: 64,4%).

Isso nos leva a perceber o porquê de os esportes radicais serem, majoritariamente, atribuídos aos homens, enquanto a imagem da mulher esportista, na maioria das vezes, é retratada não como campeã, mas por meio de atributos relacionados ao corpo e à beleza da atleta.

Laiane Amaral, skatista profissional, começou na prática do skate com seus 18 anos de idade. Hoje, com 21, já conquistou o pódio dez vezes em campeonatos variados.

“A maioria não acreditava que eu ia chegar longe. A maioria dizia que eu ia parar, que não ia mais evoluir. Diziam que mulher usava skate como moda, para tirar fotos, essas coisas.”, comenta.

O papel da mídia é questionado quanto à contribuição na diminuição do preconceito e da discriminação impostos às mulheres atletas, por reportar comentários sobre vida social, beleza e formas físicas para além do desempenho esportivo.

Medo, adrenalina e felicidade

Apesar das barreiras impostas dentro dos esportes radicais, são nítidas a paixão e a coragem de cada entrevistada por fazer o “impossível”, de modo a inspirar outras mulheres incríveis e a conquistar cada vez mais espaço.

Gleicy das Neves, empresária e praticante de motocross, foi a única entre as participantes que afirmou nunca ter sofrido preconceitos por ser mulher. Segundo ela, nos campeonatos de motocross de que participou, os direitos são iguais e as mulheres podem até mesmo competir com os homens. “Quando colocamos amor, dedicação, e mentalizamos o desejo de ser, o resultado tem grande possibilidade de vir a seu encontro”, comenta.

Entre as palavras mais citadas com relação aos sentimentos das atletas, as principais foram: medo, adrenalina e felicidade, respectivamente. O medo pelos riscos, a adrenalina que dá asas à coragem e a felicidade da superação.

“No momento que senti que era possível atravessar uma fita grande, em minha caminhada sobre alinha monstro do pântano, de 230 metros de distância, no festival Dibson Team, me conectei à fita e o momento foi único, de superação e auto controle. Foi a primeira vez que chorei de emoção e alegria na fita.”, relembra a highliner Laís Rodrigues, que superou o medo de altura e a falta de confiança nos equipamentos, os principais desafios enfrentados no começo de sua jornada no esporte.

Palavras das minas

“Não deixem a idade, a falta de tempo ou a vergonha atrapalhar seus objetivos. Precisamos sempre sair de nossa zona de conforto.” Tarciara Santos, atleta profissional de MMA

“Não se baseiem em outros corpos ou opiniões. Vão e façam. Raquel Froes, escaladora

“Não liguem para o que os outros falam… apenas sejam vocês mesmas e façam o que amam de verdade.” Gabriela Marques, atleta de motocross.

Projetos mineiros que apoiam a cena feminina dos esportes radicais

  • @minasdepedra – Coletivo de escaladoras mineiras.
  • @highlinedasmulheres e @Highline_feminino_brasil – Projetos voltados à evolução e à divulgação das mulheres no highline.
  • @minasnoskate – Marca coletiva para incentivar e divulgar o skate feminino.

 

*A matéria foi produzida sob a supervisão do professor Maurício Guilherme Silva Jr. e da jornalista Daniela Reis

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Imagem: Bruno Cantini/Divulgação/Atlético-MG

Por: Raphael Segato

Após a demissão do técnico venezuelano Rafael Dudamel, pelos maus resultados, o Atlético anunciou a chegada do argentino Jorge Sampaoli, de 60 anos, ex-comandante de Santos-SP e das seleções chilena e argentina, que já iniciou os trabalhos na Cidade do Galo. O comandante chega ao Galo cercado de expectativas, tanto por parte da diretoria do clube quanto da torcida e da imprensa mineira.

A grande expectativa da torcida alvinegra se dá pela volta das boas atuações do Atlético. Para tal, Sampaoli terá um trabalho longo pela frente, e, também, um grande desafio: manter-se no cargo durante todo seu contrato – algo que só Cuca, treinador do Atlético entre 2011 a 2013, conseguiu nos últimos anos, já que seis treinadores se sucederam durante a gestão de dois anos e três meses do presidente Sérgio Sette Câmara.

Sampaoli já demonstra dar retorno imediato fora de campo. Esperam-se muitas adesões ao novo sócio torcedor, lançado pelo Atlético no dia 10 de março. Há promessa, também, de casa cheia nos jogos em casa. Isso tudo devido à imagem e à visibilidade que Sampaoli transmite ao clube.

Guilherme Frossard, jornalista do site globoesporte.com, que realiza a cobertura do clube, conta que o Atlético vem de dois anos ruins, com pouca relevância e resultados ruins em campo. “Afinal, o time investiu em um treinador de seleção, com trabalhos sólidos na América do Sul e na Europa. Isso tudo passa um recado aos patrocinadores, a clubes concorrentes, a atletas. Gera maior expectativa, e traz holofotes. Isso tudo, se bem explorado, pode ajudar muito”, comenta.

Twitter da Fifa

Após o anúncio da chegada de Sampaoli, diversos veículos de comunicação noticiaram o grande acerto do treinador com o clube mineiro. A visibilidade foi tão grande que a Federação Internacional de Futebol (Fifa) mencionou, em sua página oficial, no Twitter, a publicação do anúncio feito pelo presidente do clube. No post, a Fifa cita o retrospecto de Sampaoli, o primeiro título da seleção chilena, a quebra da invencibilidade de 40 jogos do Real Madrid, o vice-campeonato brasileiro do Santos, no ano passado, e o terceiro lugar como melhor técnico do mundo, em 2015, disputado com Luís Henrique e Pep Guardiola.

Fora de campo, este é um dos vários efeitos de Sampaoli no Atlético – e, até mesmo, em Minas Gerais. Dentro de campo, quais resultados o técnico pode trazer ao clube?  Frossard fala do estilo de ataque do time e do jeitão do treinador: “Já é possível ver o estilo Sampaoli no dia a dia. Dentro de campo, viu-se um time mais agressivo, dominante, com posse de bola e jogo mais vertical. A estratégia de controle precisa ser aprimorada, mas já é possível observar uma linha de raciocínio tático”.

No que diz respeito ao comportamento fora de campo, fica claro o perfil “durão” do argentino. “Ele não é muito de papo, nem gosta muito de falar à imprensa. Além disso, fecha praticamente todas as atividades, mas, dentro de campo, entende-se bem com os atletas, desde que estejam comprometidos”.

Quanto à postura da diretoria, cujo pensamento anterior buscava austeridade nas finanças, tudo mudou: agora, pretende-se adotar a busca por reforços. “Sampaoli, cobra um time competitivo, além de reforços. A diretoria já tem se movimentado neste sentido, para buscar reforços e montar um elenco qualificado, com foco nos atletas, para que tenham espaço”.

Na visão do jornalista, tudo isso é consequência natural da pressão implícita com a chegada de Sampaoli ao Atlético. “São elementos que ‘obrigam’ o clube a pensar grande, a vislumbrar objetivos audaciosos”, esclarece, ao ressaltar: “Resumidamente, Sampaoli traz, ao Atlético, um perfil competitivo, determinado a entrar nas competições para disputar título, e não só para participar. Significa que vai dar certo? Não, necessariamente. Mas é um bom começo”.

Certo é que, hoje, o Atlético Mineiro entra em busca do título brasileiro, que não vem há 49 anos. Sem dúvida, trata-se da obsessão de dirigentes, jogadores e torcedores do clube.

 

*A matéria foi produzida sob a supervisão do professor Maurício Guilherme Silva Jr. e da jornalista Daniela Reis