Esportes

Por Hellen Santos

Nesta terça-feira, 19, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil desmentiu a notícia do aumento das passagens dos ônibus que vem abalando a população. Após reunião com empresários das empresas de ônibus da capital, o prefeito informou que enquanto “não se abrir a caixa preta da BHTrans” não haverá aumento das passagens.

Kalil comunicou que os empresários não gostaram da resposta negativa e alertou para que os envolvidos procurassem seus direitos e contatos. Na cidade, mais de 30 milhões de pessoas utilizam diariamente o serviço de transporte público e segundo o prefeito, enquanto não houver auditoria, não terá aumento de tarifa nenhuma.

Por falta de acordo entre as partes, é possível que as empresas de transporte público venham a entrar de greve geral. Os empresários alegam que tal atitude afetará o pagamento dos funcionários e o repasse dos custos com o Diesel. Além disso, conforme depoimento de Joel Jorge Paschaolin presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH) os novos ônibus com ar condicionado vêm aumentando os custos operacionais.

No dia 15 deste mês Kalil fez um comentário sobre a notícia do reajuste na tarifa dos ônibus pela sua conta em uma rede social. “Aumento de 10,5% na tarifa? Calma gente. Belo Horizonte tem prefeito”.

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Por Yuran Khan

 Naomi Kawase é uma cineasta japonesa, nascida em 1969, que cresceu como filha adotiva e desde cedo se questionava sobre a sua própria existência. Ao se deparar com as inúmeras possibilidades de memorizar e eternizar, que o mundo cinematográfico poderia proporcionar, Naomi decidiu então perpetuar as suas questões numa filmografia que conta com obras como: Shara (2003), O Segredo das Águas (2014), Sabor da Vida (2015), Floresta dos Lamentos (2007) e outros. O drama preexiste nos filmes de Kawase. As questões sobre a vida, a morte, a sociedade e o indivíduo, os planos “puros” e longos, os vários silêncios, e outros vários elementos, conduzem o espectador a refletir sobre temas existenciais.

SABOR DA VIDA (2015)

O filme gira em torno de três personagens principais: um chefe de um estabelecimento comercial, estilo lanchonete, que tem como atração principal o Dorayaki (mini panquecas com pasta de feijão); Tokue, uma senhora de idade, abandonada numa residência para leprosos; e uma adolescente, estudante, que frequenta a lanchonete.

Naomi Kawase dá uma percepção da importância da vida, da liberdade e de como a sociedade pode influenciar na felicidade individual. Uma vez que somos seres compostos de vários elementos físicos e psíquicos (neste caso visuais e narrativos, nos filmes de Kawase), a individualidade como um conceito sempre foi questionada pela diretora.

Aos 73 anos, Tukue, recém curada da hanseníase (doença que, com o tempo, atrofia alguns membros e partes do corpo), consegue convencer o chefe do estabelecimento a trabalhar com ela, pela metade do salário que ele oferecia. E a lanchonete logo se torna um sucesso, com a ajuda dela, que faz as melhores pastas de feijão da cidade. Apesar do sucesso, o chefe logo se vê “encurralado”, assim que os cliente ficam a saber do passado da cozinheira, e logo a lanchonete volta a ter uma queda de rendimento.

Kawase tenta mostrar o tempo todo a dificuldade e o preconceito que a cozinheira passa, apesar da eficiência ao servir a sociedade. Muito mais que uma cozinheira que veio para levantar a produtividade da lanchonete com sua saborosa pasta de feijão, Tokue serve como uma espécie de mãe, conselheira e “anjo da guarda” do chefe. O filme é marcado por frases impactantes como: “Acredito que tudo neste mundo tem uma história pra contar”; “Até mesmo o brilho do sol e o vento podem ter histórias que você pode ouvir”; “Tentamos viver nossas vidas de forma irresponsável, mas, às vezes, somos esmagados pela ignorância do mundo.”

Os aspectos visuais e a montagem trazem uma grande contribuição para a proposta da diretora, tais como a combinação de planos longos com movimentos sutis, e a montagem majoritariamente imperceptível. Apesar de imperceptível, os planos montados são muito bem selecionados.

 

FLORESTA DOS LAMENTOS (2007)

Shigeki sofre de uma demência senil e vive num pequeno e tranquilo asilo ao lado de uma vasta floresta. Apegado à memória de sua esposa morta, Mako escreve longas cartas a ela, como testemunho silencioso de seu eterno amor. Próximo do 33º aniversário da morte de Mako, Shigeki viaja, com uma jovem moça, Machiko, que cuida dele.

A relação dos dois é selada pelo luto. Enquanto Shigeki tenta conviver com a perda da sua mulher, Machiko convive com a memória do seu filho falecido. Assim, ele vê nela uma nova companheira (com nome quase idêntico à esposa falecida) e ela vê nele alguém para cuidar como um filho.

O filme é tomado por vários silêncios, e planos quase vazios em elementos visuais, mas carregados de tensão. Naomi Kawase traz mais uma vez a sua percepção da vida e da morte, da presença e da ausência, da importância da natureza, da leveza, do caos. Floresta dos Lamentos é também tomado de falas que justificam o próprio filme, como: “Não há regras formais” (Esta se repete várias vezes ao longo do filme); “A água do rio que passa jamais retorna a sua origem”.

Os movimentos da câmera e a trilha suave nos levam a testemunhar a relação desses personagens e a convivência deles com a ausência. Um filme humano e “terapêutico”, em que Naomi elabora o luto junto com os personagens. Os dois filmes revelam e caracterizam a filmografia autoral da Naomi Kawase, sempre muito humana e sentimental.

 

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Por Débora Gomes – .as cores dela. – Parceira Contramão HUB

Hoje fez um dia bonito, como nem sempre são os dias aqui. As amenidades de outono gelaram minha manhã e, se pudesse, teria ficado todo o tempo em casa, sentada em frente ao computador, lendo, escrevendo, desenhando um pouco. Talvez sentisse menos tua falta. É que a sinto (muito!), principalmente quando saio às ruas e vejo rostos nada semelhantes ao teu. “As pessoas aqui carregam uma alegria triste”, pensei. E concluí que vem daqui essa minha mania de sorrir nos lábios o que os olhos tanto choram.

Te guardo em saudade, já lhe falei várias vezes. Ocorreu-me agora, aquele poema falado pela Matilde Campilho, com seu cantado sotaque “português-de-Portugal”:

“é terrível a existência de duas retas paralelas

porque elas nunca se cruzam. 

e elas apenas se encontram no infinito”.

Sei que se interessas por essas questões de infinito e por qualquer outra coisa que pareça te tirar daqui, das gaiolas desse mundo. Ele às vezes também ressoa como algo do qual nunca fizeste parte, eu sei. Mas consegues lidar com isso bem melhor do que eu, que ando desfazendo um tanto de nó, tentando o encontro de um único laço.

É estranho pensar que o que mais nos afasta foi meu maior começo de amor. Lembro bem quando você me disse: ‘eu ando sempre distraído demais nesse passo que é viver’. E eu compreendi ali que dizias sobre liberdade e teu amor pelo vento no rosto em dias de estrada. Sempre soube ler tuas entrelinhas, embora eu pareça chegar quando você já está partindo.

“Não se esqueça de me escrever”, eu deveria ter dito. No entanto, espero sempre uma fresta de sol nos dias frios, para me aquecer as meias e o moletom escuro. Você não vem, eu já sei. ‘Nem em palavra e nem em verbo’, repito para não esquecer. Porque algumas vezes, eu deixo de me lembrar que te conheci em uma manhã de primavera, quando a gente ainda acreditava no amor. E se hoje eu aprendi a temer os silêncios, é porque entendi que eles podem ensurdecer qualquer coração partido. 

[te guardo nessas palavras. para que se torne o motivo da minha terceira fuga…]

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Tem novidade no Contramão!!! Estamos hoje lançando nosso mais novo projeto:  “CONTRAMÃO HUB”.

A ideia é estabelecer parcerias de conteúdo entre o Jornal Contramão e toda uma rede de canais, blogs, sites e portais criados e alimentados por alunos e ex-alunos do Centro Universitário Una. ?

E já temos um segundo parceiro ❤️ : o blog Kickoff Minas. O canal foi idealizado pelo ex-aluno do curso de Jornalismo Multimídia da UNA, Victor Barboza. Segundo o idealizador do Kickoff Minas, o objetivo do blog é: “Trazer todas as novidades do mundo da bola oval e notícias exclusivas das equipes mineiras. 

Se quiser fazer parte também do CONTRAMÃO HUB e ser nosso parceiro, entre em contato com a gente. Mensagem Inbox ou email para contramao@una.br

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Foto reprodução

Na madrugada desta terça (29) veio ao conhecimento de todos os amantes do futebol, uma notícia que ninguém espera receber antes de sair de casa. Quando nos preparávamos para mais uma semana quente de bola rolando veio a bomba: O acidente envolvendo o avião que transportava o time da Chapecoense para Medelín. Lá, o clube catarinense iria disputar o primeiro jogo da final da Copa Sul-americana contra o Atlético Nacional.

No vôo, havia 81 pessoas, nove tripulantes e 72 passageiros. Dentre eles, jogadores, comissão técnica, dirigentes e jornalistas. Os únicos sobreviventes do vôo foram os jogadores Alan Ruschel (lateral esquerdo da Chape), Neto (zagueiro) e Jakson Follmann (goleiro reserva); a aeromoça Ximena Suárez, o mecânico Edwin Tumiri e o jornalista Rafael Henzel.

Foi um golpe duro, nesses momentos em que as pessoas normalmente param e percebem não só como a vida é muito frágil, mas também como as pessoas que mais amamos podem não estar mais conosco de um dia para o outro. Acima de tudo eram vidas, e isso não tem valor mensurável.

As pessoas que mais se comoveram foram àquelas ligadas ao esporte. Rapidamente foram surgindo nas redes sócias movimentos e mensagens de apoio e solidariedade às famílias e os envolvidos no acidente. Os clubes brasileiros alteraram sua imagem de perfil para o escudo da Chapecoense em preto em branco em forma de luto. A rashtag #ForçaChape foi trending topics mundial no Twitter, com mais de 195mil Tweets.

Principalmente os torcedores, fizeram com que a internet se tornasse um mar de homenagens às vitimas. Em Liverpool, a torcida local cantou sua música mais famosa ‘You will never walk alone (Vocês nunca estarão sozinhos, em tradução livre) antes do minuto de silêncio. Na Suíça, a torcida do Copenhague ergueu uma faixa em português escrita: “estamos todos juntos com você, Chapecoense”. Na Colômbia, a torcida do Atlético Nacional que faria a final com a equipe brasileira se reuniu em seu estádio na hora marcada para a partida e cantaram uma música criada para a ocasião: “Que escutem em todo continente, sempre recordaremos da campeã Chapecoense”.

Mas além da dor e comoção pela perda de vidas, houve também uma preocupação de muitos amantes e profissionais do esporte com relação ao futuro do clube catarinense. Mas a preocupação sobre a continuidade das atividades do alviverde catarinense não duraram tanto. A CBF decretou luto oficial de sete dias e remarcou todas as partidas do futebol brasileiro. Os clubes brasileiros rapidamente se mobilizaram e no começo da tarde foi publicada uma nota oficial nos sites de vários deles se disponibilizando a emprestar jogadores para a Chapecoense a custo zero. Também solicitam a entidade máxima do futebol brasileiro, que conceda isenção de rebaixamento á Chape por três anos.

Fora do país, houveram outras ajudas oferecidas. O Benfica, de Lisboa, por meio do site oficial se dispôs a dar apoio na criação de condições para minimizar as perdas no acidente. No Paraguai, o Libertad emitiu nota disponibilizando todo o time titular para qualquer evento esportivo. O Atlético Nacional de Medelín, também em nota, sugeriu a Confederação Sul-americana de Futebol (Conmebol), que entreguem o título da Copa à Chapecoense em homenagem póstuma às vítimas e assim, o dinheiro do prêmio também fique com o time de Santa Catarina.

Além de apoio pelas redes, torcidas de diversos times brasileiros estão se mobilizando para ajudar também de forma financeira. Um torcedor do Grêmio que mora em Curitiba sugeriu no Facebook que torcedores se associem ao clube alviverde de Chapecó. Até as 18h00, a publicação já passava de 1600 compartilhamentos. Essa e outras campanhas estão surgindo na rede com iniciativa dos próprios torcedores de outros clubes que desejam ajudar para que o clube possa se reerguer depois de tal tragédia. Há também diversas mensagens incentivando a compra da camisa oficial do clube em forma de ajuda, mas até o momento do fechamento deste texto, nenhuma campanha foi oficializada.

O time de Chapecó já vinha conquistando a simpatia de torcedores de todo o país pelo exemplo de boa gestão e bons resultados em campo. Vale lembrar que é um clube com orçamento muito menor que os principais clubes do país e, em seis anos, saiu da quarta divisão do futebol nacional e alcançou a Série A, sem nenhum rebaixamento.

A Chapecoense fez uma campanha histórica, primeira final de torneio internacional, uma história com capítulos extremamente emocionantes e contornos épicos e que infelizmente não teve um final feliz. O time que vinha sendo comparada com o campeão inglês Leicester (que foi zebra e campeão) agora é comparado aos Mamonas Assassinas, que no auge da carreira, também nos deixaram em um avião rumo aos céus.

A parte mais importante para os fãs do futebol foi descobrir e testemunhar, mais uma vez, que o mundo da bola ainda respira, por mais que tenha perdido um pedaço. E que, mais do que nunca, não se trata apenas de um jogo.

#ForçaChape

Por Pedro Rodrigues

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Reprodução Internet

Donos de uma das maiores rivalidades do futebol sul americano, quiçá do mundo, a Seleção Brasileira enfrentará hoje, 10, a Argentina pelas eliminatórias. O clássico que acontecerá em terras tupiniquins, terá como o palco o Mineirão, tendo seu início às 21h45 e faz parte das eliminatórias que garantirá uma vaga na Copa do Mundo de 2018.

Saiba as rotas e horários na foto abaixo e não perca o clássico. Para aqueles que não conseguirão ir ao Mineirão, o jogo será transmitido por Rádio Bandeirantes, Bradesco Esportes FM, Band News FM, Globo e SporTV.

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Por Ana Paula Tinoco

Fonte: Metro Jornal