gastronomia

Neste mês de outubro, 29 restaurantes e pizzarias de Belo Horizonte participam do Festival Certame Pizza & Pasta de gastronomia italiana. O objetivo é divulgar a culinária da cultura trazendo diversos pratos típicos da região. “Procuramos mostrar como os italianos tem traços marcantes na sua gastronomia”, informa o proprietário do restaurante Cantina Piacenza, Américo Piacenza.

Ainda segundo Américo, o festival tem alcançado a expectativa de público. “É superinteressante porque as pessoas procuram nosso estabelecimento, o que aumenta nossa popularidade e clientela, e não é uma competição, e sim uma divulgação em conjunto da culinária italiana”, conclui.

O funcionário do restaurante Ristorante L’Astigiano, Giorgio Urbani, comenta que “ São clientes variados e dispostos a experimentarem o prato que estamos oferecendo, além de ajudar no reconhecimento do nosso estabelecimento”.

O evento ocorrerá até o dia 31 de outubro e para participar é necessário retirar um guia do festival na rede de supermercados Martplus. Os preços e pratos variam em cada restaurante.

Confira a lista completa dos restaurantes e pizzarias participantes.

Por Ana Carolina Vitorino e Rute de Santa

Fotos: Internet

A partir de hoje, as danceterias e casas noturnas de Belo Horizonte são obrigadas a instalar nas suas dependências internas, em locais visíveis ao público, bebedouros de água potável, para uso gratuito de seus frequentadores. Isto é o que diz a Lei Municipal de nº 10.544, de autoria da vereadora Elaine Matozinhos (PTB), assinada ontem pelo prefeito e publicada hoje no Diário Oficial do Município (DOM).

A Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana informa em nota que: “No prazo de 60 dias, [órgão] normatizará a aplicabilidade da lei. Para a concessão de novos Alvarás de Localização e Funcionamento, o item já será observado. O cumprimento da lei será verificado pelos fiscais integrados e o tema fará parte da rotina de fiscalização”.

 De acordo com a assessora de imprensa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (ABRASEL) Daniela Nunez a instituição é completamente contrária à lei. “Essa é uma lei populista, que só servirá para onerar um dos setores mais lucrativos de Belo Horizonte, o setor de bares, restaurantes e entretenimento em geral”, declara.

Segundo a Daniela Nunez a associação lamenta a falta de diálogo com o setor para a proposição dessa lei que tramita desde 2009 na Câmara dos Vereadores. “Não houve conversa da vereadora Elaine Matozinhos, com o setor, isso a gente quer deixar muito claro. É uma coisa lamentável, fazer uma lei sem antes ouvir essa parte do setor”, critica.

Custos

De acordo com a ABRASEL a proponente não observou os custos operacionais para instalação e manutenção dos bebedouros. “Esses custos terão de ser repassados aos frequentadores”. Segundo Lucas Feliz, um dos proprietários das casas noturnas Dduck, Mary in Hell e Oito Bar, concorda que há uma oneração para o setor. “Acredito que instalar um bebedouro o custo saia em torno de 2 mil reais, fora o aumento da conta de água que teremos, e a diminuição da venda, por não ter mais a renda proveniente da água. Além de ser um equipamento frágil, que tem peças que soltam facilmente e que com certeza vai gerar manutenção”, explica.

Boates

Os representantes do setor questionam não apenas a viabilidade financeira de implantação da lei, mas a forma como ela foi elaborada. “A vereadora propôs essa lei da cabeça dela, sem fazer nenhum tipo de pesquisa ou consultar pessoas relacionadas ao ramo”, declara Lucas Feliz. Para o empresário um problema evidente dessa lei se refere à higiene. “Bebedouro em boate não vai ser uma coisa muito higiênica. A maioria das pessoas vai ao banheiro e não lavam as mãos. Vai ter gente jogando água pra cima, jogando água nos amigos”, afirma.

O promoter da boate UP Ed Luiz, por sua vez pontua o problema os custos gerados pelas obras de instalação. “As boates de Belo Horizonte são pequenas e esses bebedouros ficariam fora do atual lay out”, explica.

Em contrapartida o estudante de direito Hamilton Araújo, se diz satisfeito com a decisão, segundo o estudante essa lei só apresenta pontos positivos. “É um absurdo alguém passar mal numa boate, por exemplo, e muitas vezes ter que pagar um preço exorbitante para beber um copo d’água”.

Lá fora

Alguns jornais, que repercutiram a publicação da lei, pontuaram que no exterior é comum a existência de bebedouros. Para a estudante Aline Mangabeira a instalação de bebedouros em boates não é uma boa ideia. Moradora da cidade de Dublin (Irlanda), a estudante observa que na Europa existem medidas mais higiênicas para que os clientes tenham acesso gratuito à água potável. “Aqui na Irlanda é comum pedirmos gratuitamente água em boates e pubs. Nos restaurantes, os garçons nos servem água com gelo mesmo quando não solicitado”, afirma. “Em Wicklow (Irlanda) nos não temos bebedouros, porém você pede ao bartender e ele servirá sem cobrar absolutamente nada e com a mesma atenção como se você estivesse pagando”, informa o analista em ciências da computação Killian Byrne

A equipe de reportagem tentou, sem exito,  ao longo desta tarde, contactar a vereadora Elaine Matozinhos(PTB), em seu gabinete.

Por: Rafaela Acar

Foto: Hemerson Morais

O queijo canastra é um patrimônio histórico de Minas Gerais e está no centro de uma polêmica sobre a sua produção e comercialização. Um artigo da legislação federal criada em 1952, proíbe a comercialização de produtos feitos com leite cru e restringe a distribuição do produto fora dos limites do estado. “O queijo feito com leite vem desde a época do império romano e todos os países que fabricam bons queijos, como França e Itália, utilizam esta técnica. Acredito que padronizar a produção com outro tipo de leite é acabar com a tradição”, explica o feirante do Mercado Central de Belo Horizonte, Expedito Camilo.

Outro comerciante que preferiu não se identificar disse a nossa reportagem que o queijo Canastra já superou várias barreiras. “Eles tratam nossa produção como clandestina. Chegam aqui e multam a gente. Acredito que isso é para privilegiar as indústrias de queijo”, comenta.

Consumidores comprando queijo no Mercado Central

No estado são ao todo 480 famílias que vivem da venda da produção artesanal do Canastra. Essas famílias aliadas aos chefes de cozinha e gastrônomos organizam um abaixo assinado que será entregue a ANVISA e ao Ministério da Agricultura com o objetivo de derrubar as barreiras que atrapalham a comercialização do produto nacionalmente.

Por João Vitor Fernandes, Marcelo Fraga e Heberth Zschaber

Fotos: João Vitor Fernandes

A capital mineira sedia de 22 de agosto a 4 de setembro a terceira edição da Belo Horizonte Restaurant Week. Neste ano, o evento conta com a participação de 51 restaurantes que oferecem aos apreciadores da boa comida e ambiente aconchegante, pratos exclusivos a preços promocionais.

Os cardápios especiais com entrada, prato principal e sobremesa serão oferecidos a R$29,90 no almoço e a R$39,90, no jantar. As bebidas, serviço e couvert não são inclusos dentro do valor promocional. “A ida durante o festival me proporciona conhecer mais do cardápio da casa e me fez ter mais vontade de voltar lá”, afirma a publicitária Carol Miyuki, 26 anos.

O evento, em sua última edição, chegou a registrar um aumento de até 60% no movimento dos restaurantes credenciados e contou com a participação de cerca de 35 mil pessoas. A estimativa para este ano é que cerca de 60 mil clientes participem da promoção nos próximos dias. O festival tem como objetivo divulgar os estabelecimentos. De acordo com o gerente da Fabricca Spagueteria, José Carlos de Oliveira, informa que o crescimento durante os dias de festival é notável. O evento traz o público pra rua, com um preço acessível e com isso a casa ganha visibilidade. Estamos com várias reservas até o final de semana, avalia.

A ampliação dessa edição leva em consideração a entrada de restaurantes de peso como Benvindo, Flores, Rokkon e Provincia di Salerno, além de novos restaurantes e outros que já são considerados tradicionais da capital como Fabrica, Cantina Piacenza, que entram no festival através de convite. “Estamos contentes de já fazer parte desse evento que entro para o calendário gastronômico nacional”, ressalta o sócio proprietário do restaurante Bangkok, Geovani Doria, que entrou na lista de convidados com apenas 5 meses de funcionamento.

É aconselhável fazer reserva, pois as filas em algumas casas costumam ser grandes, dependendo do dia e do horário.

Prato Principal Almoço Restaurante Benvindo
Prato Principal Almoço Restaurante Benvindo Foto: Arquivo Belo Horizonte Restaurante Week

O festival

O projeto Restaurant Week surgiu, há 19 anos, em Nova Iorque, com a proposta de oferecer aos consumidores a oportunidade de comer bem nos restaurantes mais elegantes da cidade, durante o período do evento.

A idéia deu certo e espalhou-se por mais de 100 cidades do mundo, chegando ao Brasil, em 2007, quando São Paulo teve uma boa resposta do público em sua primeira edição. Hoje, a capital paulista conta com duas edições anuais.

No momento de pagar a conta, o freguês será convidado a incluir R$ 1 a mais por pessoa, pois ao final da Restaurant Week, a quantia arrecadada será destinada ao Hospital da Baleia.

Saiba mais em: www.restaurantweek.com.br.

Por Natália Alvarenga

Fotos Natália Alvarenga e  Jéssica Barroso

Uma das bebidas mais apreciadas pelos brasileiros tinha que ter um dia só para ela. E é por isso que há 15 anos, é comemorado todo dia 24 de maio, o dia Nacional do Café, um dos grãos mais importantes para a economia Brasileira desde os anos 20 até hoje. O produto é consumido, diariamente, por quase 100% dos brasileiros com mais de 15 anos, colocando o país em segundo lugar no consumo da bebida, perdendo apenas para os Estados Unidos.menor1

Misturada a outros ingredientes, a bebida ganha diversos nomes pelas cafeterias de BH, sem perder o sabor natural. “O que a gente mais vende aqui é o Expresso comum e o Mocca Latter, principalmente no frio”, conta a atendente Mara Batista que há 6 meses, trabalha no California Coffee, localizado no Espaço TIM do Conhecimento. Mara conta os ingredientes da bebida Mocca, mas não revela como é feita “O processo é segredo, não podemos revelar”, explica sorrindo.

Confira a receita do Mocca Latter, por Mara Batista:

Data comemorativa inicia o Circuito de Cafeterias 2011

Começou hoje o “Circuito de Cafeterias 2011 – Minas é o Mundo em Café”. Ao todo, são 18 estabelecimentos participantes, espalhados por Belo Horizonte, com o objetivo de incentivar o público a conhecer as cafeterias da capital. “Será entregue um passaporte para cada cliente que vem ao café e experimenta o drink especial, preparado apenas para o evento”, explica Bruna Daiane, que trabalha como barista há 5 anos. “Você visita todos os estabelecimentos do circuito e ganha uma mug, aquelas canequinhas coloridas.”, completa Bruna.

Localizado na Rua Goitacazes, o Café Kahlúa participa pela primeira vez do circuito, com o drink “João Caetano”, preparado com Nutella, Davinci (essência que não contém álcool) de coco e de baunilha, leite vaporizado, expresso, chantili, raspa de coco e raspa de chocolate. “É a primeira vez que o Kahlúa participa e estamos super animados. A intenção não é uma disputa de qual o melhor café, e sim incentivar o pessoal a experimentar coisas diferentes feitas com café. Fugir do cafezinho do dia-a-dia”, conta a barista, que agora atua como auxiliar administrativo dentro da cafeteria.

Confira no site o endereço das cafeterias participantes do circuito: https://www.circuitodecafeterias.com.br

Por Débora Gomes e Felipe Bueno

Fotos Débora Gomes

O tema do mês de maio na Casa UNA de Cultura é “A poesia em todos os lugares – Zona de Invenção Poesia & (ZIP)” e conta com a presença do artista Chico de Paula que sustenta que as experimentações poéticas da ZIP tem como conceito a poieses. “O termos vem do grego arcaico e está ligado ao fazer, ao criar”, esclarece, “a gente trabalha com a poesia no sentido da criação, da imaginação, da invenção”, explica.

A tônica das criações da ZIP alia poesia e tecnologia em sentidos ampliados. “A gente não faz a distinção entre um computador e o corpo. Tudo é tecnologia e linguagem para manifestação da poesia, o computador não é uma ferramenta, ele determina uma linguagem”, explica. “O pincel é uma ferramenta tecnológica, inventada num determinado momento para pintura, mas não é uma ferramenta é um recurso de linguagem assim como é o cinema que nasce junto com a câmera e o vídeo que nasce junto com os aparelhos portáteis de vídeo”, exemplifica. “A tecnologia e a linguagem caminham juntas, não podem ser vistas separadas, toda arte nasce com sua tecnologia e vai demandando novas tecnologias,” finaliza.

Para o artista um exemplo dessa possibilidade vem desde o primeiro grande poema que se tem notícia, segundo ele, “A odisséia”, de Homero, um poema oral, extenso, com origem na forma tradicional oral grega de contar histórias. “Era mais feito para ser cantado do que falado, então a poesia de certa maneira já nasce multimídia, já nasce para ser encenada”, explica Chico de Paula. “A gente costuma dizer que o ato de dizer poesia é muito mais vocalizar do que declamar. Declamar é muito enquadrado, parece mais leitura com interpretação, a gente trabalha mais com vocalizar, reforçar um som, às vezes, alterar a voz; às vezes, usar efeito da voz para a leitura e trabalhar isso conceitualmente”, detalha.

Em 03 de maio, Chico de Paula, em mostra de vídeos, destacou o seu objetivo de recuperar a história do audiovisual e relembrar as origens da poesia e do audiovisual. Durante a exposição, o artista traçou um panorama dos primeiros registros poético no Brasil desde 1.500 até os dias de hoje, passando pelo cinema, pela vídeoarte e pela performance, destacando as iniciativas mineiras nesse campo.

Chico de Paula nos conta mais sobre a produção poética mineira:

Natural de Ouro Preto, Chico de Paula em 1999 juntamente com um grupo de autores criaram o “Projeto Feito a Mãos”, cujo objetivo era investigação da autoria coletiva, interfaces digitais e formas de realização deste trabalho.

O evento sobre poesia na Casa UNA de Cultura vai até o dia dois de junho, para mais informações acesse o site www.casauna.com.br

Por: Bárbara de Andrade

Foto: Felipe Bueno