gastronomia

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL) promove, a partir de hoje (1º), a sexta edição do Festival Bar em Bar. Este ano, 34 estabelecimentos do Estado participarão de evento. A maioria (28) está localizada na capital. A campanha deste ano tem como slogan “A alegria é por nossa conta” – os bares e restaurantes participantes oferecerão pratos com o valor de R$ 10,00. “Esperamos vender bastante. Já participamos de edições anteriores e o movimento cresceu bastante”, afirma Ana Lúcia Pereira, 38, gerente do Assacabrasa há sete anos.

O festival apresenta também uma maneira descontraída para estimular a conscientização dos clientes, “Os dez mandamentos do cliente do bar”, dentre os mandamentos estão: ”Não dirigirás após consumir bebidas alcoólicas”, “Não incomodarás vizinhos e outros clientes”, “Não fumarás em ambientes fechados” e “Não estimularás a violência”.

Não é somente o preço o atrativo para os clientes, os bares apresentam também petiscos criativos ao misturar ingredientes tradicionais com inusitados, como o prato “Coma suíno, mas use filtro solar” – uma combinação de carne de sol suína servida com redução de aceto com tangerina e rapadura e acompanhamento de minibatatas com bacon – servido no bar Rima dos Sabores (situado no bairro Prado). Entre os estabelecimentos participantes estão Assacabrasa, Bhar Savassi, Bar Ideal e Maria das Tranças (Lourdes e Savassi).

O evento vai até o dia 18 de novembro, sempre das 18h até às 21h. Confira todos os estabelecimentos participantes aqui.

 

Por Marcelo Fraga e Rafaela Acar

Foto: Rafaela Acar

O Mercado Central, em parceria com a multinacional Nestlé oferece, através do Projeto Cozinha Escola, aulas gratuitas de culinária. As aulas são abertas ao público, mediante inscrição prévia, e disponibilidade de vagas. “Através da programação, os alunos podem se inscrever nas receitas em que têm interesse. As aulas duram cerca de 1h30m e terminam com uma degustação”, explica a auxiliar administrativa do projeto, Vanessa Teixeira.

As aulas têm a participação do Cheff Eduardo Maya acompanhado de sua equipe. Os alunos aprendem a preparar os pratos desde o início, inclusive recebendo instruções de como fazer a limpeza dos alimentos e a higienização do local. “A maioria das pessoas que fazem o curso tem certa dificuldade com relação à culinária, e muitos acabam utilizando o que aprendem como uma fonte de renda”, comenta a assistente do Cheff, Ana Carolina Araújo.

A Cozinha Escola fica no segundo piso (estacionamento) do Mercado Central e as inscrições podem ser feitas gratuitamente no local. As aulas acontecem as terças e quintas em dois horários, 10h e 15h, e aos sábados às 11h.

Por Marcelo Fraga e Paloma Sena

Foto: Marcelo Fraga

Neste mês de outubro, 29 restaurantes e pizzarias de Belo Horizonte participam do Festival Certame Pizza & Pasta de gastronomia italiana. O objetivo é divulgar a culinária da cultura trazendo diversos pratos típicos da região. “Procuramos mostrar como os italianos tem traços marcantes na sua gastronomia”, informa o proprietário do restaurante Cantina Piacenza, Américo Piacenza.

Ainda segundo Américo, o festival tem alcançado a expectativa de público. “É superinteressante porque as pessoas procuram nosso estabelecimento, o que aumenta nossa popularidade e clientela, e não é uma competição, e sim uma divulgação em conjunto da culinária italiana”, conclui.

O funcionário do restaurante Ristorante L’Astigiano, Giorgio Urbani, comenta que “ São clientes variados e dispostos a experimentarem o prato que estamos oferecendo, além de ajudar no reconhecimento do nosso estabelecimento”.

O evento ocorrerá até o dia 31 de outubro e para participar é necessário retirar um guia do festival na rede de supermercados Martplus. Os preços e pratos variam em cada restaurante.

Confira a lista completa dos restaurantes e pizzarias participantes.

Por Ana Carolina Vitorino e Rute de Santa

Fotos: Internet

A partir de hoje, as danceterias e casas noturnas de Belo Horizonte são obrigadas a instalar nas suas dependências internas, em locais visíveis ao público, bebedouros de água potável, para uso gratuito de seus frequentadores. Isto é o que diz a Lei Municipal de nº 10.544, de autoria da vereadora Elaine Matozinhos (PTB), assinada ontem pelo prefeito e publicada hoje no Diário Oficial do Município (DOM).

A Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana informa em nota que: “No prazo de 60 dias, [órgão] normatizará a aplicabilidade da lei. Para a concessão de novos Alvarás de Localização e Funcionamento, o item já será observado. O cumprimento da lei será verificado pelos fiscais integrados e o tema fará parte da rotina de fiscalização”.

 De acordo com a assessora de imprensa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (ABRASEL) Daniela Nunez a instituição é completamente contrária à lei. “Essa é uma lei populista, que só servirá para onerar um dos setores mais lucrativos de Belo Horizonte, o setor de bares, restaurantes e entretenimento em geral”, declara.

Segundo a Daniela Nunez a associação lamenta a falta de diálogo com o setor para a proposição dessa lei que tramita desde 2009 na Câmara dos Vereadores. “Não houve conversa da vereadora Elaine Matozinhos, com o setor, isso a gente quer deixar muito claro. É uma coisa lamentável, fazer uma lei sem antes ouvir essa parte do setor”, critica.

Custos

De acordo com a ABRASEL a proponente não observou os custos operacionais para instalação e manutenção dos bebedouros. “Esses custos terão de ser repassados aos frequentadores”. Segundo Lucas Feliz, um dos proprietários das casas noturnas Dduck, Mary in Hell e Oito Bar, concorda que há uma oneração para o setor. “Acredito que instalar um bebedouro o custo saia em torno de 2 mil reais, fora o aumento da conta de água que teremos, e a diminuição da venda, por não ter mais a renda proveniente da água. Além de ser um equipamento frágil, que tem peças que soltam facilmente e que com certeza vai gerar manutenção”, explica.

Boates

Os representantes do setor questionam não apenas a viabilidade financeira de implantação da lei, mas a forma como ela foi elaborada. “A vereadora propôs essa lei da cabeça dela, sem fazer nenhum tipo de pesquisa ou consultar pessoas relacionadas ao ramo”, declara Lucas Feliz. Para o empresário um problema evidente dessa lei se refere à higiene. “Bebedouro em boate não vai ser uma coisa muito higiênica. A maioria das pessoas vai ao banheiro e não lavam as mãos. Vai ter gente jogando água pra cima, jogando água nos amigos”, afirma.

O promoter da boate UP Ed Luiz, por sua vez pontua o problema os custos gerados pelas obras de instalação. “As boates de Belo Horizonte são pequenas e esses bebedouros ficariam fora do atual lay out”, explica.

Em contrapartida o estudante de direito Hamilton Araújo, se diz satisfeito com a decisão, segundo o estudante essa lei só apresenta pontos positivos. “É um absurdo alguém passar mal numa boate, por exemplo, e muitas vezes ter que pagar um preço exorbitante para beber um copo d’água”.

Lá fora

Alguns jornais, que repercutiram a publicação da lei, pontuaram que no exterior é comum a existência de bebedouros. Para a estudante Aline Mangabeira a instalação de bebedouros em boates não é uma boa ideia. Moradora da cidade de Dublin (Irlanda), a estudante observa que na Europa existem medidas mais higiênicas para que os clientes tenham acesso gratuito à água potável. “Aqui na Irlanda é comum pedirmos gratuitamente água em boates e pubs. Nos restaurantes, os garçons nos servem água com gelo mesmo quando não solicitado”, afirma. “Em Wicklow (Irlanda) nos não temos bebedouros, porém você pede ao bartender e ele servirá sem cobrar absolutamente nada e com a mesma atenção como se você estivesse pagando”, informa o analista em ciências da computação Killian Byrne

A equipe de reportagem tentou, sem exito,  ao longo desta tarde, contactar a vereadora Elaine Matozinhos(PTB), em seu gabinete.

Por: Rafaela Acar

Foto: Hemerson Morais

O queijo canastra é um patrimônio histórico de Minas Gerais e está no centro de uma polêmica sobre a sua produção e comercialização. Um artigo da legislação federal criada em 1952, proíbe a comercialização de produtos feitos com leite cru e restringe a distribuição do produto fora dos limites do estado. “O queijo feito com leite vem desde a época do império romano e todos os países que fabricam bons queijos, como França e Itália, utilizam esta técnica. Acredito que padronizar a produção com outro tipo de leite é acabar com a tradição”, explica o feirante do Mercado Central de Belo Horizonte, Expedito Camilo.

Outro comerciante que preferiu não se identificar disse a nossa reportagem que o queijo Canastra já superou várias barreiras. “Eles tratam nossa produção como clandestina. Chegam aqui e multam a gente. Acredito que isso é para privilegiar as indústrias de queijo”, comenta.

Consumidores comprando queijo no Mercado Central

No estado são ao todo 480 famílias que vivem da venda da produção artesanal do Canastra. Essas famílias aliadas aos chefes de cozinha e gastrônomos organizam um abaixo assinado que será entregue a ANVISA e ao Ministério da Agricultura com o objetivo de derrubar as barreiras que atrapalham a comercialização do produto nacionalmente.

Por João Vitor Fernandes, Marcelo Fraga e Heberth Zschaber

Fotos: João Vitor Fernandes

A capital mineira sedia de 22 de agosto a 4 de setembro a terceira edição da Belo Horizonte Restaurant Week. Neste ano, o evento conta com a participação de 51 restaurantes que oferecem aos apreciadores da boa comida e ambiente aconchegante, pratos exclusivos a preços promocionais.

Os cardápios especiais com entrada, prato principal e sobremesa serão oferecidos a R$29,90 no almoço e a R$39,90, no jantar. As bebidas, serviço e couvert não são inclusos dentro do valor promocional. “A ida durante o festival me proporciona conhecer mais do cardápio da casa e me fez ter mais vontade de voltar lá”, afirma a publicitária Carol Miyuki, 26 anos.

O evento, em sua última edição, chegou a registrar um aumento de até 60% no movimento dos restaurantes credenciados e contou com a participação de cerca de 35 mil pessoas. A estimativa para este ano é que cerca de 60 mil clientes participem da promoção nos próximos dias. O festival tem como objetivo divulgar os estabelecimentos. De acordo com o gerente da Fabricca Spagueteria, José Carlos de Oliveira, informa que o crescimento durante os dias de festival é notável. O evento traz o público pra rua, com um preço acessível e com isso a casa ganha visibilidade. Estamos com várias reservas até o final de semana, avalia.

A ampliação dessa edição leva em consideração a entrada de restaurantes de peso como Benvindo, Flores, Rokkon e Provincia di Salerno, além de novos restaurantes e outros que já são considerados tradicionais da capital como Fabrica, Cantina Piacenza, que entram no festival através de convite. “Estamos contentes de já fazer parte desse evento que entro para o calendário gastronômico nacional”, ressalta o sócio proprietário do restaurante Bangkok, Geovani Doria, que entrou na lista de convidados com apenas 5 meses de funcionamento.

É aconselhável fazer reserva, pois as filas em algumas casas costumam ser grandes, dependendo do dia e do horário.

Prato Principal Almoço Restaurante Benvindo
Prato Principal Almoço Restaurante Benvindo Foto: Arquivo Belo Horizonte Restaurante Week

O festival

O projeto Restaurant Week surgiu, há 19 anos, em Nova Iorque, com a proposta de oferecer aos consumidores a oportunidade de comer bem nos restaurantes mais elegantes da cidade, durante o período do evento.

A idéia deu certo e espalhou-se por mais de 100 cidades do mundo, chegando ao Brasil, em 2007, quando São Paulo teve uma boa resposta do público em sua primeira edição. Hoje, a capital paulista conta com duas edições anuais.

No momento de pagar a conta, o freguês será convidado a incluir R$ 1 a mais por pessoa, pois ao final da Restaurant Week, a quantia arrecadada será destinada ao Hospital da Baleia.

Saiba mais em: www.restaurantweek.com.br.

Por Natália Alvarenga

Fotos Natália Alvarenga e  Jéssica Barroso