gastronomia

Por Keven Souza

O pão francês, que conquistou o coração dos brasileiros e se tornou presente na nossa cultura, tem um dia para chamar de seu! Nesta terça-feira (21), comemorou-se o Dia Nacional do Pão Francês. Um alimento tradicionalmente indispensável no dia a dia do brasileiro.  

Hoje, em comemoração a essa data, trouxemos uma receita perfeita para você testar o queridinho do Brasil em sua casa neste fim de semana. Quem nos agraciou com a receita foi a chef de cozinha, proprietária do Portalchefachef e professora do Centro Universitário Una, Rosilene Campolina. Confira! 

Receita Pãozinho Francês

Rendimento: 6 unidades

Tempo de preparo: 20 minutos de preparo + 40 minutos de fermentação 

Fonte: Rosilene Campolina/acervo pessoal
Ingredientes:
  • 500g de farinha de trigo Venturelli tipo 00 (de boa qualidade)
  • 10g de fermento biológico seco
  • 5g de açúcar
  • 5g de manteiga 
  •  275ml de água
  • 10g de sal                                        
Modo de preparo:             

1 Separar e pesar todos os ingredientes.


2 Juntar os ingredientes secos e adicionar a água aos poucos e a manteiga por último.


3 Sovar bem a massa até que fique lisa.


4 Deixar fermentar por cerca de 40 minutos;


5 Dividir a massa, modelar os pãezinhos e colocar numa assadeira;


6 Deixar fermentar até dobrar de volume, por cerca de 40 minutos;


7 Fazer o corte adequado usando estilete ou gilete; 


8 Levar ao forno quente a 200 graus com vapor e deixar assar de 12 a 15 minutos, ou até ficar com a casca dourada. Se seu forno não tiver vapor, pode borrifar um pouco de água nos primeiros 5 minutos. 

Quer mais receitas da chef Rosilene Campolina, acesse o site dela.

 

Por Pedro Gonçalves e Bárbara Campos

A sexta-feira chegou e com ela mais uma receita especial! E atendendo pedidos, hoje trouxemos uma opção para os amantes de doce, que é de comer rezando: tiramisu à mineira. 

A receita é fácil e vai surpreender o paladar até daqueles que não curtem o famigerado biscoito de ‘natal’, pois é uma delícia! Vamos aos ingredientes. 

Ingredientes:

– 144g de gemas (aprox. 7 unidades)

– 90g de açúcar

– 1 colher de essência de baunilha

– 180g de requeijão cremoso

– 500g de creme de leite fresco

– 100g queijo canastra; ralado

– 350ml de leite

– 2 colheres de café solúvel 

– 1 pct biscoito champagne

– doce de leite em pedaço; ralado

Modo de preparo: 

Aqueça as gemas com o açúcar em banho-maria até dissolver o açúcar. Passe para uma batedeira e bata até esfriar e formar um creme sedoso. 

Em outro recipiente, bata o creme de leite fresco com o requeijão cremoso e a baunilha até o ponto de pico mole. Incorpore um creme no outro, com auxílio de uma fouet ou espátula de silicone, acrescente o queijo canastra e reserve por 20 minutos na geladeira.

Misture o leite com o café solúvel (umedeça os biscoitos champagne nesse mistura hora de montar).

Montagem:

Intercale camadas de creme, biscoito champagne umedecido e pedaços de doce de leite. 

Siga essa sequência até completar a travessa, sendo a última camada de creme. 

Obs: coloque os pedaços de doce de leite por cima somente na hora de servir para não derreter.

Tiramisu no Terceiro Concurso Prato Junino de BH. Foto: Mateus Felix.
Tiramisu no Terceiro Concurso Prato Junino de BH. Foto: Mateus Felix.

Pela segunda vez consecutiva, faculdade ganha o desafio e faz parte da programação do Arraial de Belo Horizonte 2022. 

Por Keven Souza

Consolidando destaque no setor gastronômico do 43° Arraial de Belo Horizonte, o curso de Gastronomia da Cidade Universitária Una (CDU) está entre os cinco ganhadores da 3° edição do Concurso Prato Junino, finalizado no último dia 16 de julho. “Porcobá” é o nome do prato dos cinco estudantes da Una que levaram o prêmio de R$ 5 mil e terá o alimento comercializado a preço popular durante a festividade, que ocorre de 29 a 31 de julho e também nos dias 6, 7, 13 e 14 de agosto. 

“O concurso é importante para alinhar todo o conhecimento técnico, criativo e interpessoal dos alunos das universidades de gastronomia, para operar em um grande evento de rua como o Arraial de Belo Horizonte”, diz Raquel Oliveira, gerente de marketing da Belotur.  

Nesta 3º edição, a competição reuniu além da Una, alunos das faculdades Uninassau-Univeritas, Promove, Estácio de Sá e Senac, desafiados a criar novas versões de receitas que valorizam a cultura junina e fazem parte da memória afetiva da culinária do estado. Foram elaboradas mais de 30 receitas ou releituras de pratos tradicionais com a temática ‘As Origens da Gastronomia Mineira’. 

Um júri técnico formado por especialistas avaliou e elegeu os cinco pratos vencedores, um de cada universidade. Foram consideradas ideias disruptivas na produção das receitas, o grau de valorização da culinária territorial, além da projeção de custo a ser vendido no dia do evento. 

Segundo Amanda Almeida, uma das juradas da competição, com boa nota nesses quesitos, os estudantes de Gastronomia da Una ganharam destaque pela receita criativa que uniu o porco junto com o fubá. “Cada faculdade tem um estilo próprio e formas diferentes de apresentar os pratos. Na Una, a criatividade e a diversidade do Porcobá foi muito grande, fico feliz pelo nível dos profissionais que estão chegando no mercado. Foram incríveis!”, afirma. 

Grupo Porcobá na apresentação do prato para o juri técnico. Foto: Mateus Felix/ Una

A estudante Julia Menezes, integrante do grupo Porcobá, explica que toda a construção do prato parte não só do esforço de seus colegas, como também do colaborativismo e parceria da instituição. “Todo mundo ajudou no desenvolvimento, dando muitas ideias. Nosso professor de panificação, Renato, ajudou na construção da broinha. A Mariana, que é nossa professora de cozinha brasileira, auxiliou nos conceitos da mineridade do prato. E já o Sinval, nosso professor de jornada do curso, estava sempre presente dando conselhos importantes. A partir disso, chegamos a conclusão do que tirar, do que colocar, e qual seria o melhor modo de preparo”, explica. 

Julia ressalta ainda que terem vencido o concurso é o ensejo de mostrar suas expertises e aumentar o portfólio. “Ter o nosso prato, criado por nós alunos, em um arraial que vai ter tamanha visibilidade com tantas pessoas reunidas, acho que é incrível para nossa vida profissional e também pessoal”, comenta. 

Grupo Porcobá na preparação do prato nos laboratorios de Gastronomia da Una. Foto: Mateus Felix/ Una.

De acordo com o professor de jornada de Gastronomia da Una CDU, Sinval Espírito Santo, o Concurso Prato Junino é uma vitrine de oportunidade que coloca o estudante em contato com profissionais renomados da Gastronomia. 

Para ele, a Una ter vencido pela segunda vez a competição demonstra a qualidade do curso em relação às necessidades do mercado. “Para nós do curso de Gastronomia da Una, é um orgulho enorme ter conseguido essa participação. No último arraial o vencedor também foi aqui da faculdade, então é uma responsabilidade ainda maior manter este troféu aqui com a gente. É, ainda, uma grande visibilidade para a Cidade Universitária Una de demonstrar sua excelência”, pontua.  

Grupo Porcobá com o professor Sinval, após a vitoria do desafio. Foto: Mateus Felix/Una.

O próximo passo do concurso é levar os pratos vencedores até a Vila Gastronômica do Arraial de Belo Horizonte 2022. Com o clássico jeitinho mineiro, o público poderá experimentar as comidas feitas pelos estudantes, entre outras especiarias, em um espaço de alimentação de destaque na Praça da Estação, no centro da cidade. 

O Arraial de Belo Horizonte chega à sua 43ª edição e retorna à Praça da Estação nos dias 29, 30 e 31 de julho e 6, 7, 13 e 14 de agosto. Sendo um evento com realização da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Belotur, com co-realização do Instituto Periférico e parceria com o Serviço Social do Comércio (Sesc-MG), apoio da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-BH), será mais uma vez um festejo junino representativo da Região Sul e Sudeste do Brasil, pela sua valorização e respeito à cultura e às tradições que envolvem o período. 

Receita do Porcobá

Porcobá. Foto: divulgação PBH.

Descrição: sanduíche de broinha de fubá de canjica com refogado de costelinha e limonete de ora-pró-nóbis

Integrantes da equipe: Bruna Mendes Oliveira, Ana Luiza Borelli, Michelle Françoele Caetano de Oliveira, Eduardo Murilo Pinheiro Homobono e Julia Menezes Antunes

Ingredientes – Broinha de Fubá

  • 400ml de água
  • 80g de açúcar cristal
  • 5g de sal
  • 200g de manteiga
  • 150g de farinha de trigo
  • 150g de fubá de canjica
  • 400g de ovos

Ingredientes – Costelinha

  • 600g de costelinha suína
  • 50g de cebola picada
  • 21g de alho
  • 15g de sal
  • 10g de colorau
  • Pimenta do reino a gosto
  • 50ml de suco de limão capeta

Ingredientes – Limonete

  • 180g de cebola roxa
  • 1 maço de ora-pró-nóbis
  • 125g de pimentão amarelo
  • 75g de pimentão vermelho
  • 50g de cheiro verde
  • 60ml de azeite
  • 50ml de suco de limão capeta
  • 5g de sal

Modo de preparo  – Broinha de Fubá

  1. Pré-aqueça o forno a 165ºC;
  2. Aqueça água, açúcar, sal e manteiga até a fervura;
  3. Adicione a farinha misturada com fubá de uma só vez;
  4. Cozinhe até formar uma casca no fundo da panela, aproximadamente 2 minutos;
  5. Transfira para a tigela da batedeira;
  6. Bata até esfriar um pouco;
  7. Incorpore os ovos, um a um, lentamente, até a massa atingir o ponto (quando a massa cai em V do batedor);
  8. polvilhe fubá sobre a bancada e faça as bolinhas, com aproximadamente 100g de massa cada, com ajuda de uma colher;
  9. Polvilhe fubá por cima, enrole e coloque em uma forma untada e polvilhada com fubá;
  10. Asse a 165ºC por 30 minutos ou até ficar dourada.

Modo de preparo  – Costelinha

  1. Marine a costelinha com sal, alho e pimenta do reino e suco de um limão capeta por, no mínimo, 20 minutos;
  2. Cozinhe a costelinha na panela de pressão por 40 minutos;
  3. Desfie a costelinha;
  4. Refogue a cebola e os alhos picados em brunoise no azeite;
  5. Adicione colorau e acrescente a costelinha desfiada;
  6. Corrija o sal, se necessário.

Modo de preparo – Limonete

  1. Pique a cebola e o pimentão em brunoise;
  2. Pique o cheiro verde;
  3. Rasgue as folhas de ora-pro-nóbis grosseiramente;
  4. junte os ingredientes picados em uma tigela;
  5. Acrescente azeite, suco de limão capeta e sal a gosto.

Corte a broinha ao meio e recheie com costelinha e limonete.

Tempo de preparo: 2 horas

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Por Daniela Reis 

O concurso Comida di Buteco está a todo vapor, os bares participantes de BH buscam atrair os clientes e jurados com tira-gosto de primeira qualidade, bom atendimento e cerveja gelada! Hoje é o dia de falar do 1501 Bar, localizado no bairro Grajaú, na região oeste da capital. 

O 1501, apelidado carinhosamente pelos clientes assíduos como “15”, foi inaugurado em janeiro de 2020 com a proposta de levar boa comida, drinks diferenciados e atendimento de qualidade aos frequentadores. Essa é a primeira vez que o estabelecimento participa do concurso Comida di Buteco, como explica a proprietária, Luciana Gazire: “Somos iniciantes no festival, nossa expectativa é atrair pessoas que ainda não conhecem o bar e oferecer a melhor gastronomia e atendimento. Para a gente significa um reconhecimento do nosso trabalho”. 

O prato desenvolvido pelo 1501 é o Ragu de rabada ao vinho tinto com polenta crocante. Um mix da gastronomia de Minas. “A inspiração que queríamos delícias mineiras juntas em um prato só. Uma explosão de sabores e harmonização dos ingredientes que valorizam o nosso estado”, explica Gazire. 

Conhecendo o 1501

Com pouco mais de dois anos de portas abertas, o 1501 conta com espaço aconchegante, mesa na calçada e tira-gostos que são de comer rezando. Destaque para o joelho de porco que essa repórter aqui já experimentou! Os drinks e shots são um espetáculo à parte, as taças contam com recadinhos carinhosos e engraçados que deixam as bebidas com um ar criativo e divertido. Para os amantes de vinhos, há uma variedade de rótulos, a mesma coisa acontece com as cervejas. 

Para quem não abre mão de uma boa música, o lugar também oferece apresentações ao vivo com artistas conhecidos da boemia belorizontina. O repertório é diferenciado, passa do pop rock, ao samba e passeia pela MPB, dando espaço também para o sertanejo. 

Como grande parte dos bares, o 15 passou por momentos sombrios durante a pandemia. Mesmo com tantos obstáculos, a proprietária não desistiu, buscou unir forças com sua equipe e com os clientes fiéis e hoje participa do principal festival de BH. 

O propósito é unir pessoas, não é atoa que a proprietária e seu marido, os grandes anfitriões, fazem questão de conhecer seu público. “A essência do bar é alegria, amizade, somos uma família. Queremos que o público veja nosso bar como a segunda casa deles, se sentirem completamente à vontade!”, completa. 

Endereço:

Rua Contria, 1501 – Loja 03 | Grajaú, Belo Horizonte – MG

Telefone:

(31) 98819-0996

Horário:

Quartas, das 17h às 24h

Quintas, das 17h às 24h

Sextas, das 17h às 24h

Sábados, das 11h à 21h

Domingos, das 11h às 19h

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Por Bianca Morais 

Já faz alguns anos que os ovos de Páscoa de grandes marcas, aqueles que sempre aparecem nos supermercados assim que termina o carnaval, têm divido espaço e muitas vezes até o perdido  para os artesanais. Os brindes dentro deles foram substituídos por recheios gourmet deliciosos, sem contar com o custo-benefício e apoio aos pequenos empreendedores.  

Os tempos mudaram, se antes as televisões exibiam comerciais de um ovo com personagens de desenhos “febre do momento”, fazendo com que as crianças implorassem aos pais por ele, hoje elas pouco assistem televisão. O negócio agora é TikTok, crianças e adultos se perdem mesmo nas tentações de chocolate artesanal que passam por seus feeds. 

Redes sociais são, sem dúvidas, uma das melhores formas de conquistar clientes. Através dos vídeos curtos, o vendedor pode mostrar ao público do que é capaz. Conteudos que têm viralizado nas redes mostram toda a preparação e acabam despertando aquela “água na boca” de quem irá comprar. 

Um exemplo de sucesso é o Bentô cake, um pequeno bolo decorado com frases engraçadas. A palavra da vez é criatividade, decorações personalizadas e bom humor, a chave para tornar seu negócio um sucesso. 

Recentemente os fãs da cantora americana Britney Spears foram a loucura depois que ela repostou em seu Instagram um ovo de Páscoa de uma doceria brasileira. “I really like chocolate”, disse ela em sua rede social, fazendo não apenas a felicidade dos fãs ao verem a cantora reconhecer o país, mas também a da Flakes Brazil, criadores do ovo que a pop star postou. 

Não deu outra, a empresa nomeou o produto de “Ovo Britney”, feito de casca cravejada com drazeas coloridas, recheado com brigadeiro gourmet. Flakes Brazil é uma empresa com mais de 15 mil alunos espalhados em 33 países. A empresa ganhou um publipost de aproximadamente 1 milhão de reais da princesa do pop, e tudo isso pois a criatividade daquele doce encantou Britney. 

Hora de empreender 

Para quem trabalha com chocolate artesanal, essa foi uma excelente oportunidade para investir. Segundo a Associação Brasileira da Industria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicad), nesse ano, a Páscoa movimentou a criação de cerca de nove mil postos de trabalho temporários. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) acredita que as vendas devem movimentar R$ 2,160 bilhões no varejo.  

Gabriel Mendes Neiva é formado em Ciências Econômicas pelo Centro Universitário Una, ele explica que a Páscoa é um bom momento para quem oferta bombons, chocolates e ovos obtenham uma renda extra para complementar suas necessidades. 

Segundo ele, os grandes produtores, aquelas empresas que produzem os doces em larga escala e com baixos custos, aproveitam a demanda sazonal para aumentarem os valores e terem uma margem de lucro maior, sem necessidade de agregar um valor para os produtos. 

O movimento de elevação dos preços, atraem e abrem uma janela de oportunidades para que os pequenos possam entrar no mercado e fazer a produção artesanal.  “O consumidor, querendo ou não, vai fazer a compra de alguém, ele não vai deixar de consumir, até por uma questão cultural”, comenta o economista. 

Pequenos empreendedores, grandes negócios 

Clariane Brandão, formada pelo Centro Universitário Una no curso de gastronomia começou a trabalhar na área em 2018. Seu desejo de começar a trabalho no ramo veio da tia que trabalhava com biscoitos decorados e da avó que fazia canudinhos para vender no interior.  

Sempre apaixonada e influenciada pelos vínculos familiares entrou na área da confeitaria. Durante a Páscoa suas vendas triplicam e para ela é a melhor época do ano para ganhar dinheiro.  

“O diferencial dos meus ovos são que eu só utilizo chocolate puro e todos são de cascas recheadas. Sempre crio algum sabor diferente para cada ano. São sabores que lembram os ovos que eu ganhava na minha infância”, comenta ela.  

Depois de anos trabalhando, Clariane, já garantiu sua freguesia fixa, tem consigo entes que estão com ela desde sua primeira páscoa e já viraram clientes de outras datas. A doceira garante que persistência é tudo, e que apesar das dificuldades tudo vai dar certo. “É devagar, mas as coisas vão encaminhando”, completa a confeiteira.  

Já no caso de Lorrayne Carvalho, criadora da confeitaria Maria Briguenta, ela começou a fazer, despretensiosamente, brigadeiros para vender em sua escola quando tinha apenas 14 anos. Atualmente ela trabalha em casa com bolos e doces sob encomenda em datas sazonais como Páscoa, natal e afins. Foi graças ao dinheiro extra conquistado com a venda dos doces que que ela se formou no ensino médio e na faculdade de Odontologia. 

 “Nunca tive uma loja, comecei em 2011, pelo Instagram vendo desde 2014 e apenas em 2021 eu tive uma operação no IFood”, comenta ela. 

 O início na carreira de doces veio da necessidade pela renda para arcar com os estudos, a jovem então se identificou na cozinha e a habilidade de empreender atrás dos doces. Para ela a arte de ganhar dinheiro com chocolate é saber precificar e divulgar. É nisso que ela investe, e seu diferencial está em bolos e doces de festa feitos com ingredientes de qualidade, e lindos, enchem os olhos. 

 Para ela uma das maiores dificuldades no ramo são as horas exaustivas de trabalho e o desgaste físico. “E é uma solidão as vezes, porque você está por trás das comemorações. Então enquanto tá todo mundo curtindo, você está trabalhando. Doceira não tem fim de semana nem feriado”, confessa a jovem. 

 Com clientela fixa e certa estabilidade depois de anos no ramo, Maria confessa que não é uma tarefa fácil, é preciso estar disposto a se sacrificar, não apenas na confeitaria, mas em qualquer outra área. 

 “É ótimo sim, mas tem o ônus e empreender não é fácil. Invista em estudo, principalmente de gestão financeira e de tempo. E vendas!! Venda é a alma do negócio. Mais do que doces gostosos, você tem que fazer o cliente SABER que seus doces são gostosos”, finaliza. 

 

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Por Keven Souza 

Para os cristãos, a Sexta-feira da Paixão é um dia simbólico quando Jesus Cristo foi julgado, condenado e crucificado. Como tradição, nesta data os fiéis fazem jejum, tiram o dia para oração e muitos não comem carne vermelha. 

Pensando nisso, a professora de Gastronomia da Una, Rosilene Campolina, preparou uma receita especial de Mousseline de Mandioca com com Escalope de Salmão para te ajudar a substituir o famigerado bacalhau. Confira a delícia de receita!

Ingredientes

Para o salmão (ou peixe de sua preferência):

– 200g de filé de salmão (cortado em escalope)

– 1 dente de alho bem picadinho

– Flor de sal com raspas de limão e alho a gosto

– Pimenta do reino a gosto

– 20 ml de azeite

Para a mousseline de mandioca:

– 250g de mandioca crua (reserve as cascas para o chips)

– 30g de manteiga sem sal

– 100 ml de leite de coco

– 20g de queijo Minas ralado

– Sal, pimenta branca e noz-moscada a gosto

– Óleo para fritar o chips de mandioca e tempero a gosto

Para finalizar

– Mostarda de jabuticaba Sabarabuçu

– Flores, brotos e ervas comestíveis (opcional)

– Castanhas de baru do Cerrado

Modo de preparo

Antes de começar, caso prefira, dê uma olhada no passo a passo do modo de preparo através do vídeo da receita no Youtube! 

Salmão:

Temperar com a flor de sal, alho e pimenta do reino moída na hora. 

Deixar  alguns minutos e depois grelhar rapidamente (não passar demais) no azeite dos dois lados em panela quente e grossa (ou frigideira antiaderente). Reservar aquecido. 

Mousseline:

Descascar a mandioca e cortar a casca fininha para chips. Reservar.

Cozinhar a mandioca até ficar bem macia (desmanchando).

Processar reduzindo a purê ou passar numa peneira grossa. 

Dourar a manteiga e acrescentar o açafrão;

Somar a mandioca amassada e manter o fogo baixo.

Temperar com um pouco de sal, pimenta do reino branca e noz-moscada; Mexer bem;

Adicionar o leite de coco aos poucos, acelerando a mexida.

Juntar o queijo ralado e continuar mexendo;

Conferir o tempero (sal, pimenta e noz moscada); 

Deixar em ponto delicado de mousseline (mais mole).

Se precisar, coloque mais leite de coco;

Servir com o escalope de salmão. 

Para o chips de casca de mandioca:

Aquecer o óleo bem quente (160 graus);

Lavar, secar e cortar as cascas da mandioca em tirinhas bem fininhas (julienne);

Passar na farinha de rosca ou de mandioca;

Fritar rapidamente (sem queimar para não amargar) e escorrer em papel absorvente;

Para temperar: polvilhar sal misturado com açúcar de confeiteiro, pimenta do reino e canela. 

Montagem do prato

Dispor num prato bonito a mousseline e por cima o escalope de salmão;

Guarnecer com a mostarda de jabuticaba;

Decorar com ervas, brotos, flores comestíveis e castanhas de baru;

Polvilhar a flor de sal aromatizada com raspas de limão e alho;

Coroar com chips de casca de mandioca (aproveitamento total do alimento).