Hiperlocal
Notícias da região da Praça da Liberdade, rua da Bahia e Savassi - onde está o ampus da Faculdade de Comunicação e Artes da UNA

0 254

Por Italo Charles

Pela primeira vez Belo Horizonte recebe o festival Semana de Cinema Negro. O evento, que acontece de forma online e gratuita, promove uma perspectiva sobre memórias e registros pessoais e coletivos.

Com programação extensa, o festival é dividido em cinco mostras temáticas e traz aos espectadores 50 filmes nacionais e internacionais produzidos por pessoas negras brasileiras, africanas e diapóricas. 

Para além dos filmes exibidos, o festival  apresenta uma gama de debates, homenagens e oficinas. As obras podem ser  acessadas na plataforma de streaming todesplay.com.br, e os debates pelo canal do festival pelo Youtube.

A mostra principal comemora os 51 anos do FESPACO – Festival Panafricano de Cinema e Televisão de Ouagadougou, considerado o maior festival do continente africano, com curadoria da pesquisadora Janaína Oliveira. 

A idealizadora do festival, Layla Braz – formada em Cinema e Audiovisual -, aponta que durante a graduação sentiu muita falta da cinematografia negra e africana e diante da situação, em 2018, começou a projetar o festival, porém só em 2019 conseguiu apresentar o projeto para a Lei Municipal de Incentivo à Cultura.

“Eu sentia muita falta de explorar a cinematografia africana, na universidade eu não tive acesso a esses conteúdos, mas, principalmente, senti falta de não ter a divulgação aqui em Minas. Daí então, surgiu a ideia de criar um festival que levasse um olhar diferenciado para essa cinematografia”, comenta Layla Braz.

Ainda segundo Layla, o festival tem grande importância para a comunidade, uma vez que existe a falta de acesso a conteúdos cinematográficos relacionados à cultura negra. “Nós consumimos muitos filmes, estrangeiros e até brasileiros, mas não sob a ótica e construção negra, então o festival possibilitará ao público a aproximação com a cinematografia negra. 

O evento deixará como memória permanente um catálogo com cerca de 250 páginas com informações sobre a programação, textos inéditos e ensaios que completam os pensamentos acerca dos filmes. O catálogo tem como destaque memórias do FAN-BH – Festival de Arte Negra, um dos mais importantes eventos do segmento fora do continente africano.

Confira a programação (online e gratuita):

Instagram: https://www.instagram.com/semana.cinemanegrobh/

Site: www.semanadecinemanegro.com.br

 

A matéria foi produzida sob a supervisão da jornalista Daniela Reis

0 277
Crédito: Tuca Vieira

Existência, sobrevivência, respeito e dignidade são alguns aspectos que pautam o dia a dia de várias comunidades taxadas como minorias, em especial a população LGTBQIAP+

Por Italo Charles

A trajetória pela conquista dos direitos LGBTQIAP+ é longa e repleta de adversidades, e ainda continua assim. Segundo dados revelados na pesquisa “Homofobia de Estado”, desenvolvida pela International Lesbian, Gay, Bisexual, Trans and Intersex Association (ILGA) em 2020, cerca de 69 países, dos 193 membros da ONU, criminalizam práticas relacionadas à orientação afetivo-sexual.

Esses dados afetam diretamente a população LGTBQIAP+ ao redor do mundo. No caso do Brasil, a homossexualidade não é criminalizada. Entretanto, os grupos que formam a população LGBTQIAP+, no país, sofrem diariamente pela falta de direitos que constituem uma vida digna.

Por mais que o Artigo 5º da Constituição Brasileira (BRASIL, 1988) garanta que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”, é visto que as minorias são tratadas de forma distinta do que se estabelece a lei e, para além, existe a pressão social e a perda de direitos que inferioriza esses grupos.

A falta de amparo, muitas vezes legal, inviabiliza a prospecção de vida das pessoas LGBTQIAP+ resultando em violência, segregação e até homicídios contra essas pessoas. Os dados da Associação Nacional de Transexuais e Travestis (Antra), no seu último boletim, mostraram que o Brasil continua no ranking de assassinatos contra pessoas LGBTQIAP+, sobretudo transexuais e travestis.

A resposta, que fica clara, para essa situação é que ainda vivemos em um país dominado pelos preceitos e estereótipos brancos, heteronormativos e com poder aquisitivo elevado, o que fomenta a construção de uma sociedade pautada pelo machismo estrutural, misoginia, racismo e homofobia.

Direito à cidade

O conceito de “Direito à Cidade” foi desenvolvido pelo filósofo francês, Henri Lefebvre, em  seu livro de 1968 “Le droit à la ville”. Lefebvre define como o direito à não exclusão da sociedade urbana das qualidade e benefícios da vida. No texto é destacado a segregação socioeconômica e seu fenômeno de afastamento. 

A referência se dá à “Tragédia dos Banlieusards” que obrigava pessoas a viver em espaços residenciais distantes das cidades. Devido ao cenário, Lefevre institui o direito à cidade como recuperação coletiva do espaço urbano por grupos marginalizados que vivem nos distritos periféricos da cidade. 

Em meados da década de 1990, as ideias de Lefebvre sobre direito à cidade foram aderidas no planejamento urbano em várias partes do mundo suscitando uma explosão de movimentos sociais.

Para a arquiteta urbanista e líder do Núcleo de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Una, Ana Karolina Oliveira, o direito à cidade vai além dos aspectos de moradia e infraestrutura.  “Poder andar na rua em qualquer horário, dar a mão para o seu companheiro ou companheira sem ofender ninguém e ter a possibilidade de transitar livremente e com segurança, isso é direito à cidade”.

População LGBTQIAP+

O direito de ir e vir serve para todos. Mas, os grupos denominados como minoria sofrem, diariamente, com a falta de liberdade de poder frequentar espaços e se habitar livremente. Pois, se tratando de uma sociedade que visa a padronização de corpos, classe e orientação sexual, é, quase que, inviável viver de maneira igualitária.

Andar na rua de mãos dadas, transitar em qualquer horário do dia para a maior parte da população – hétero e branca-, pode ser normal, mas para os demais grupos isso surge como estigma, insegurança e medo.

“Projetar ambientes de convívio público que permitam que as pessoas transitem de forma segura sem se sentirem julgados e com o mínimo de estrutura é papel do urbanista para promover o direito à cidade”, comenta Ana Karolina. 

A população LGBTQIAP+ até hoje é vista como um grupo marginalizado que percorre em meios às margens da sociedade em busca de existência e resistência, sofrendo violências, negações e muitas vezes a falta de estrutura para uma vida justa.

O direito à cidade pauta, também, a garantia de segurança, saneamento, moradia e espaços de convivência para todos os públicos. Entretanto, na maioria das vezes esses direitos são negados e as ditas minorias sofrem com essa situação

Papel da arquitetura 

A arquitetura e urbanismo, neste contexto, tem como função primordial promover meios para melhoria da infraestrutura urbana, de forma inclusiva projetando espaços de convívio e acolhimento, não somente para a população LGBTQIAP+, mas também para todas as pessoas.

Pensar no papel do Arquiteto Urbanista na construção de direito à cidade, é pensar não apenas no alcance e conquista à moradia, educação, saúde e segurança é, mais do que isso, pensar em profissionais que exerçam a capacidade básica de socialização do habitar, se fazendo indivíduos ativos na apropriação do espaço urbano e garantindo o direito à cidade para todos.

“Nós, enquanto arquitetos e urbanistas temos o dever de desenvolver  projetos urbanísticos que tenham como base a infraestrutura  para garantir os direitos básicos da população”, comenta Ana Karolina Oliveira.

Neste cenário, existe outro papel fundamental que não cabe somente aos urbanistas, mas também à população. Trata-se da verba distribuída para manutenção de infraestrutura das regiões da cidade.

Ana Karolina explica que muitas vezes as regiões que ficam com a maior parte da verba são as que já tem mais infraestrutura, com isso, as localidades periféricas continuam distantes do processo de melhoria.

“O problema está na distribuição de verba para infraestrutura das regiões, por se tratar de bairros mais próximos aos centros, esses locais acabam recebendo mais verba e as periferias continuam da mesma forma ”, completa Ana.

 

*Edição: Bianca Morais

**Revisão: Daniela Reis

Estatuetas customizadas em tamanho real de um bebê elefante, encontram-se espalhadas pela cidade.
Por Moíses Martins

Uma das maiores exposições de Arte Pública do Mundo, Elephant Parade, desembarcou recentemente na capital mineira. O projeto começou em 2006, com inspiração em Mosha, um bebê elefante de 7 meses que teve uma de suas patas dianteiras amputadas depois que pisou em uma mina terrestre, próximo à fronteira entre Tailândia e Mianmar. A Elephant Parade foi a forma encontrada para buscar recursos para cuidar da elefanta Mosha, comprar sua prótese anualmente (uma vez que o tamanho da prótese muda conforme ela cresce), além de ajudar todos os outros elefantes asiáticos que sofrem com as minas terrestres e com os maus tratos praticados por caçadores em busca de Marfim (material arrancado das presas dos elefantes).

Querubins | Foto Moisés Martins

Ao final de cada exposição, as estátuas de elefantes são leiloados e parte da quantia arrecadada é destinada à filantropia local, a projetos de preservação dos elefantes e aos artistas participantes.

O maior valor pago por uma estátua da Elephant Parade em um leilão foi de £155,000 o que equivale aproximadamente R$ 724.555. A estátua foi criada pelo artista Jack Vettriano, em 2010, na Elephant Parade London.

O ateliê de pintura oficial, bem como a exposição dos elefantes, está acontecendo no Shopping Pátio Savassi, onde ficará exposta até o dia 15 de maio. Outras peças também estão expostas em áreas livres da cidade, como Praça da Liberdade e Praça da Savassi.

 

 

por Moisés Martins (aluno do 3° período de Jornalismo Multimídia)

O tema da primeira mesa foi “Resistências Cotidianas”, inspirado pelo Dia Internacional da Mulher, celebrado no último dia 8 de março. O Mulheres Comunicam tratou em toda discussão, as condições das mulheres na contemporaneidade.

As convidadas da primeira mesa; Polly do Amaral, Larissa Metzker, Gilmara Silva Souza, Cristina Tolentino, trataram de temas importantes e atuais, como o papel da mulher na sociedade moderna, machismo, feminismo entre outros.

A noite foi marcada por frases fortes, lágrimas, indignações e pequenas manifestações contra a morte da Vereadora Marielle Franco assassinada a tiros no Rio de Janeiro, no último dia 14.

Gilmara Souza começou o seu discurso sem palavras e disse que: “No silêncio e no sorriso tem muita coisa”. Disse também que: “Tem humanos que podem existir tem humanos que não, Marielle não podia”

Outra frase Marcante foi da Jornalista Larissa Metzker que disse “A gente precisa romper, tentar intervir nessa política”. A noite não parou por aí, a segunda mesa falou sobre “Desafios no Trabalho”, onde as convidadas falaram sobre empreendedorismo feminino no trabalho.

Ao entrevistar uma convidada que participou do encontro, a Pedagoga formada pela UFMG Kenia Araújo, disse que a temática lhe interessou bastante, e que um ponto positivo do encontro foi levar os presentes a reflexão sobre o lugar que cada um ocupa no mundo, considerando o outro como sujeito que também tem direitos.

Aberto ao público, o Ciclo de Debates e Mostra de Cinema ocorrerão no Campus Liberdade e no Anexo I (prédio do ICBEU), entre os dias 14 e 24 de março de 2018.

 

Por Hellen Santos 

 

Para regulamentar o funcionamento dos serviços de transporte por aplicativo e proporcionar segurança aos usuários e prestadores do serviço, a prefeitura de Belo Horizonte publicou nesta última quarta-feira (24), no Diário do Município (DOM) o Decreto Nº 16.832 de 23 de janeiro de 2018. Os aplicativos mais conhecidos como Uber, Cabify e 99 pop terão que pagar 1% do valor de cada viagem a PBH. Essa taxa nomeada de preço público será repassada às diretrizes do Plano Direto de Mobilidade Urbana da capital mineira (PlanMob-BH).

O presidente da BHTrans Célio Bouzada e o secretário de Planejamento de BH, André Reis anunciou na coletiva desta manhã (25) o critério e valor a ser pago para processo de regulamentação. “Olhamos todas as cidades onde eles são regulamentados. Vamos optar pelo cobrar o menor valor de utilização das vias, que é um 1% do faturamento da corrida. Isso, no nosso entendimento, não onera em nenhum momento os aplicativos. Vão continuar oferecendo o que já fazem, mas com esse regramento simples, ” relatou o presidente da BHTrans.

As empresas de transporte serão conhecidas agora como Operador de Transporte Individual Remunerado (Otir). Os aplicativos ainda têm o domínio do valor que será cobrado dos passageiros e também por todo diálogo entre os usuários e motoristas.

Critérios necessários para a regulamentação

Credencial de Otir emitido pela BHTrans; Carteira de identidade e CPF; Carteira nacional de habilitação explicitando o exercício de atividade remunerada; certidões negativas de distribuição de feitos criminais; aprovação em curso para prestação do serviço de transporte de passageiros.

Em nota o aplicativo Uber se posicionou sobre a decisão da prefeitura:

“O decreto publicado hoje pela Prefeitura de Belo Horizonte é um passo na direção de uma regulação moderna para a cidade, considerando os milhares de motoristas parceiros e usuários da Uber, preservando sua liberdade de escolha. A Uber vai cumprir sua obrigação de avaliar os impactos das novas regras e se preparar para responder às adaptações necessárias para o cumprimento do modelo estabelecido. Iniciativas para regulamentar o transporte individual privado por meio de aplicativos são positivas, desde que não imponham burocracias desnecessárias que inviabilizem o sistema. Queremos manter um diálogo aberto com a Prefeitura para continuar a discutir os benefícios que a tecnologia pode trazer para as pessoas e para as cidades. ”

Votação no Senado

Na última terça-feira (23) o senado aprovou com 46 votos o projeto que impõe algumas regras nos aplicativos de transporte. Foram retirados a obrigação que o Uber e Cabify tivessem placa vermelha, e que o carro usado para trabalho fosse de propriedade do motorista. O conteúdo retornou para a câmara que decida continuar com as alterações ou prosseguir com o texto anterior. A proposta escolhida ficará pendente até a análise dos deputados. Lindbergh Farias (RJ), líder do PT afirma que tem que abaixar a taxa que é cobrado por viagens ao motorista: “É um absurdo que os aplicativos cobrem 25% pelo serviço prestado pelos motoristas. Nossa proposta é reduzir esse valor para 10%”.

Foto : ( Capricho)

 


Música

“Que tiro foi esse”. A autora da música mais falada do mês desembarca em BH nesta sexta-feira (19), para participar de um evento que ocorrerá no Parque Municipal, a partir das 19h. A cantora é convidada do Bloco “Já é sensação”.

No sábado (20) a partir das 18h30, a banda BaianaSystem irá reunir com os blocos Chama o Sindico e Pena de Pavão de Krishna, também no parque. O evento tem como objetivo, estimular a reflexão sobre a sustentabilidade em BH, dando ênfase no respeito e na liberdade de expressão.

Valor:  R$ 15 o lote extra /  BLOCO DO PIMPÃO – JOJO TODYNHO

Endereço:  Parque Municipal. Avenida Afonso Pena, 1.377, Centro

 

 

Artes Visuais

O Centro Cultural Banco do Brasil reúne 120 obras do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE) na exposição “Disruptiva”. A mostra começa nesta sexta-feira (19) e vai até dia 19 de março. A entrada é gratuita e a classificação é livre. 

Endereço: Praça da Liberdade, 450 – Funcionários, (Praça da Liberdade)

 

Saúde

A Prefeitura de Belo Horizonte vai reforçar a vacinação contra febre amarela neste final de semana. Os 152 centros de saúde vão funcionar neste sábado, dia 20 de janeiro, para vacinação. O horário de funcionamento será das 08 às 17 horas. Saiba mais no link.

 

 

 

Por Hellen Santos