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Notícias da região da Praça da Liberdade, rua da Bahia e Savassi - onde está o ampus da Faculdade de Comunicação e Artes da UNA

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tempofriu-0122De acordo com o site climatempo, o tempo ficará chuvoso até quinta-feira em Belo Horizonte. Isso explica o grande número de pessoas vestidas com blusas de frio pela capital. Entretanto, com a queda da temperatura há quem se arrisque no verso. “Por mais que eu saia agasalhado, por ser um poeta, nunca me sinto agasalhado”, poetiza Bacabau de Cascobel.

por: Hélio Monteiro e Mara Rodrigues

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A chuva de hoje pela manhã atrapalhou a exposição que mostra o futuro Circuito Cultural da Praça da Liberdade. O corredor da exposição está fechado, isolado com fita zebrada. Homens trabalham na manutenção e conserto do que foi danificado.  Uma lona cobre parte da exposição, madeiras e telhas estão sendo utilizadas na obra.  Segundo informação dos responsáveis pela obra, o corredor deve reabrir amanhã.

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Na Rua Espírito Santo com Aimorés, na altura do número 1545, o passeio foi danificado com quatro buracos. Segundo o proprietário da banca de revista, localizada no mesmo passeio, os buracos estão perto de completar o 4° mês de aniversário e nenhuma providência foi tomada até o momento.

 

 

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 20/08 – 14h30

Nessa sexta, por volta das 14 horas, a Polícia Militar se preparava para uma possível manifestação dos Agentes Penitenciários na Praça da Liberdade. “Eles estão reunidos na Praça da Estação e provavelmente vão subir até o Palácio. Estamos nos prevenindo para qualquer situação”, explica o Cabo Fieis. Cordas estavam sendo colocadas na frente do Palácio para a passagem dos manifestantes não interferir no trânsito.

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No último dia 14, manifestantes de vários sindicatos e grupos sociais participaram da Jornada Nacional de Lutas em Belo Horizonte. A passeata, que aconteceu em alguns estados do país, reivindicava, entre outras pautas, redução na jornada de trabalho sem diminuição salarial, protestava contra as demissões devido à crise econômica e exigia mais investimentos nas políticas sociais.

A concentração dos manifestantes aconteceu no início da tarde, na Praça da Estação. O grupo seguiu rumo à prefeitura, onde exigiram soluções para suas reivindicações. O encerramento foi por volta das 19h, na Av. João Pinheiro, onde foram impedidos de contornar a Praça da Liberdade pelo batalhão do choque da polícia militar.

A UNE também participou da passeata e fez o seu protesto em relação ao meio-passe estudantil. “Esse movimento é apenas o início de uma série que estão por vir. No dia 16 de setembro faremos outra manifestação na luta pelo meio-passe. BH é a única capital onde esse direito não existe”, disse Leonardo Péricles, diretor da UNE e estudante da UFMG.

Escritor carioca vende suas obras nas calçadas da capital mineira

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“Meus textos são exclusividade das ruas”

“Livrinhos” nas mãos e mochila nas costas. Era assim que carioca Peter Lima parava os pedestres na esquina da Rua da Bahia com Bernardo Guimarães. O rapaz se aproximava das pessoas para vender sua crônica “Coisas de Boteco”. O escritor trabalha de forma independente vendendo sua literatura pelas ruas da cidade por apenas dois reais. Confira a entrevista com o Peter Lima.

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Jornal Contramão: Qual o tema de suas crônicas?

Peter Lima: Primeiro é a vida, não tenho tema específico. Escrevo aquilo que vivo e isso varia a cada momento. Hoje, estou escrevendo crônicas, mas há um tempo escrevia poesias que emitem outras sensações e outros olhares. Depende muito da época que estou passando. É um olhar do homem e sua contingência.

JC: Porque vender nas ruas?

PL: Primeiro porque é uma forma alternativa de divulgar a literatura. O preço é acessível, vendo por 2 reais. E, também, por ser uma iniciativa independente. Vou onde está o leitor. Diferente das livrarias que o camarada tem de ir lá para adquirir o livro, eu acabo surpreendendo as pessoas pelas ruas.

JC: E as pessoas aceitam bem?

PL: Sim, os livros são bem aceitos. É interessante que isso serve para desmistificar o fato das pessoas não gostarem de poesia e literatura. Acredito que as pessoas não leem porque esse tipo de leitura não chegam até elas.

JC: Você é de BH?

PL: Não, sou do Rio, moro em Ouro Preto e sempre venho aqui. Tem 2 anos que moro em Minas.

JC: Você vende apenas aqui na Região da Praça da Liberdade ou também vai para outras regiões da cidade?

PL: Eu ando pelas ruas. Gosto muito da Praça da Liberdade porque ela ainda tem a cultura de praça, não é só um local de passagem. As pessoas param, estão dispostas a ouvir alguém, mas não me prendo somente nela. Nem me prendo a centro cultural algum. Estou nas ruas, à procura de leitores.

JC: Qual a sua formação?

PL: Sou formado em Comunicação pela Federal Fluminense (UFF/RJ) e faço Pedagogia na Ufop. Mas a minha vocação literária veio mais por gostar mesmo de ler e escrever ainda antes de ingressar na Universidade.

JC: É possível encontrar seus textos fora das ruas?

PL: Ainda não tenho nenhuma página na internet, mas estou pensando em montar um blog com uns amigos. Enquanto isso, meus textos são exclusividade das ruas.