Moda

Professores e estudantes da Una durante o Minas Trend. Fonte: Divulgação Una

Por Keven Souza

Durante 02, 03 e 04 de novembro, estudantes dos cursos de Moda, Jornalismo, Cinema e Audiovisual da Una, marcaram presença na 28° edição do Minas Trend que aconteceu no Minascentro em BH. O maior salão de negócios da América Latina, promovido pela FIEMG, contou com palestras, lives e workshops gratuitos, tanto na modalidade remota quanto presencial, e recebeu novamente os alunos que ampliaram suas experiências com o mercado, a partir da parceria Una e FIEMG

Tal parceria possui o objetivo de encurtar a ponte entre universidade e indústria, proporcionando uma formação diversificada para o aluno. É o que destaca a professora de moda da Una, Gabriela Penna. “Aproximar a indústria da universidade coloca o aluno da Una em contato com marcas, fornecedores, profissionais do segmento em um aprendizado transformador. É a porta de entrada para os futuros profissionais do mercado, por meio de vivências exclusivas, ricas e formativas”, afirma. 

Formada por uma equipe multidisciplinar, os alunos experienciaram na prática o exercício de suas futuras profissões. A Comunicação Social ficou por conta da cobertura do evento, ao lado da assessoria do Minas Trend, e a Moda teve o ensejo de produzir, novamente,  um editorial de moda completo com peças dos expositores presentes no salão.

O editorial trabalhou com o conceito da comemoração dos 15 anos do Minas Trend. Nesta edição, o tema desenvolvido foi o Fashion Heritage, proposta ao qual está alinhado o conceito de herança. De olho na celebração desse legado, o plano de styling propôs traduzir em imagens a história do evento para a moda mineira, a afetividade e construção de um legado de anos de salão de negócios. 

Experiências únicas 

Larissa Raydan, aluna de Moda da CDU, conta como foi participar do editorial. Ela desenvolveu atividades relacionadas à produção no backstage. “Participar me proporcionou uma experiência mais profissional da carreira de modelo, que é algo que já trabalho e estou inserida no mercado. Estar no Minas Trend, me colocou em contato com um material exclusivo. Que me trará muita visibilidade e credibilidade dentro da minha carreira”, comenta. 

Para Carla Oberhofer, aluna de Cinema que esteve na produção de conteúdo, a convergência entre marcas, alunos e empresas, contribuiu para desenvolver visão ampla sobre sua área de atuação. “Me ajudou a enxergar como funciona realmente o trabalho. Tirar foto ou gravar um vídeo não é algo simples, é preciso saber o que você vai fazer. Assim, estar ali foi algo muito novo, pois era minha primeira vez no Minas Trend, mas foi uma experiência diferenciada”, pontua. 

Já a estudante de Jornalismo, Caroline Constance Ragi Zuppo, ‘vestiu’ a camisa de assessora e acompanhou de perto a rotina enquanto jornalista. “Foi bem legal! Eu fiquei apaixonada pela quantidade de expositores e também pelas tendências. Entrei no Jornalismo para trabalhar com moda, então foi muito gratificante para mim poder estar no meio desse evento. É um evento que faz brilhar os olhos de quem gosta de moda. Atuar na minha área então nem se fala, perdi o medo e o receio que tinha sobre entrevistar e consegui produzir conteúdos bem legais”, diz. 

Como foi a 28º edição do Minas trend

Em novo local, o maior evento da indústria da moda mineira debutou novas tendências para Outono/Inverno 2023 e movimentou cerca de R$20 milhões em negócios, com o mote “A Moda no Centro”. 

O Minas Trend reuniu os segmentos de vestuários, jóias, bolsas, calçados e bijuterias ao longo dos três dias de evento. Apresentou, ainda, nos largos corredores do Minascentro, o melhor da produção local com a moda global, celebrando 15 anos de empreendimento. E para o público final mostrou como funciona a indústria criativa a partir de palestras, lives e workshops. Fechando com chave de ouro mais uma edição bem sucedida. 

brecho

Por Keven Souza 

Consumo consciente, esse é um conceito que se tornou uma tendência comportamental e se fixou tanto na realidade social das pessoas que saiu do posto de efemeridade e hoje é assunto sério, corriqueiro e mais do que necessário.

Ao falarmos do universo fashion, a ideia de usar tecidos pensando no impacto ambiental ganha ainda mais força. A indústria da moda é uma das mais rentáveis do mundo, ao mesmo tempo em que é a terceira no ranking de poluição.

Partindo dessa premissa é fácil concluir que, atrelado ao consumo consciente, a sustentabilidade também está no foco da atualidade à medida que a indústria têxtil se desenvolve e corrobora para mais poluição e estragos deixados para o planeta. Dito isso, acredito que a maneira mais responsável de se fazer roupa na hoje em dia é não fazendo.

Se pararmos para pensar no volume de peças já existente em todo o mundo e nas que ainda estão por serem produzidas, a certeza disso logo chega. É lógico que parar a indústria têxtil por completo ainda é uma utopia, mas existem algumas medidas que, enquanto consumidores, podemos adotar a fim de fazer desse modo de produção algo mais justo e sustentável. 

Uma dessas medidas é optar por comprar peças que já circulam por aí a mais tempo, tal qual como as peças que encontramos em brechós. Os brechós vêm ganhando espaço entre os consumidores do fast fashion – modo de fabricar roupas em grande escala – por proporcionarem uma experiência de compra diferente. 

Numa loja convencional, como C&A, Renner e Youcom, por exemplo, temos a dimensão do que encontraremos ao entrar: peças feitas de acordo com as tendências, separadas por sessão de gênero ou tamanho de corpo, estilo e por aí vai. Já no brechó, ao comprar uma roupa de reuso você se permite dar à uma peça uma visão atualizada (ou não), construir um olhar apurado para garimpar – prática de achar peças novas e em bom estado de uso – , e consumir de maneira mais consciente, que é um trabalho processual e delicioso.

Hoje, não é muito difícil encontrar brechós nas ruas, em feiras locais de moda, além de nas redes sociais, que é onde muitas delas se encontram na atualidade. O burburinho das redes é um dos fatores que têm ajudado os brechós a reconquistarem um lugar no coração dos consumidores. 

Se quer uma prova de que ser um consumidor de brechó é, quase, uma tendência comportamental, a geração Z, que hoje é o grupo consumidor mais estimado pela indústria, é a prova de que ser um consumidor de brechó é, quase, uma tendência comportamental. Isso porque, eles vêm trazendo esse novo olhar para as compras e têm se mostrado uma parcela exigente quando o assunto é consumo consciente ou sustentabilidade. 

Dito isso, utilizar o que já foi do outro não cabe mais a ideia sobre o que é velho. Ser consumidor de brechós é, no entanto, uma forma encantadora de levantar a bandeira de uma moda mais sustentável e também de dar continuidade a histórias e narrativas através das peças. Por isso, se permita ser também um percursos disso e venha fazer parte de uma sociedade mais responsável. 

Por Keven Souza

Desenvolver ensino teórico-prático, ampliar autoridade nas redes sociais e fomentar a produção de conteúdo de moda on-line. São estas as premissas do programa Tá na Trend, projeto da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) em parceria com o curso de Moda do Centro Universitário Una

O Tá na Trend é uma das novas propostas criadas para o canal do Youtube do Minas Trend, maior salão de negócios da moda da América Latina, sediado pelo Sistema FIEMG, que possui mais de 8,9 mil inscritos na plataforma. 

Dito isso, o canal está de cara nova!

A primeira vista, o canal retorna com uma recente reestruturação de conteúdos e quadros exclusivos para reforçar o evento enquanto autoridade em negócios e assuntos relacionados à moda no meio digital. Com a iniciativa, estudantes do curso de Moda da Una propõem temas relacionados à sua área e têm a oportunidade de compartilhar seu aprendizado no canal do Minas Trend a partir de um olhar jovial e criativo. É o que explica o analista de comunicação digital da FIEMG, Rafael Figueiredo. 

“Aproveitando a aliança entre a FIEMG e a Una, convidamos o Centro Universitário para ser nosso parceiro nesse projeto. Então, envolver estudantes da Una foi uma forma de aproveitar a parceria e dar oportunidade para que os alunos e as alunas possam ganhar visibilidade no ramo da moda, terem mais uma forma de aprendizado e aumentar as chances de se destacarem profissionalmente”, explica. 

A universidade selecionou três estudantes de Moda para serem os apresentadoras dos conteúdos. Karen Lima, Helena Coutinho e Keren Pimentel são as acadêmicas que participam desta temporada piloto neste semestre de 2022. Ambas atuaram na última edição do Minas Trend e desde então mantêm excelência nos conteúdos produzidos. 

Os conteúdos digitais estão em vigor desde julho deste ano, e os temas são propostos pelas próprias alunas e validado pelas duas instituições. Já a FIEMG é a responsável pela produção e edição dos vídeos que abordam dicas, curiosidades, tendências e outras informações relevantes para pessoas interessadas em moda.

Segundo Helena, uma das jovens participantes, os temas abordados nos vídeos foram pensados de forma estratégica e nada segmentada. “O formato comunicativo precisa ser dinâmico e leve, porque estamos trabalhando diante de um paradoxo que é fazer com que o espectador se sinta próximo ainda que esteja te vendo através de uma tela. É sempre muito legal traduzir o vocabulário técnico que aprendemos para uma linguagem acessível, divertida e atrativa. No Tá na Trend o objetivo é facilitar e democratizar o acesso à informação de moda”, diz. 

Para Keren, estudante do sexto período de Moda da Una, produzir os conteúdos foi uma experiência única. “Foi incrível conseguir repassar ao público toda a informação que eu sabia e ver que aquilo vai ajudar alguém de alguma forma. Isso me fez perceber que estou no lugar certo”, relembra. 

Ao todo, a expectativa é de que nesta primeira temporada do Tá Na Trend sejam produzidos seis vídeos para o Youtube. Publicado um por mês, dois vídeos já foram postados e o terceiro chega ao ar no dia 22 de setembro. O cronograma para os próximos meses está sendo definido, mas possivelmente as publicações acontecerão nos dias 20/10, 17/11 e 15/12. 

Da sala de aula aos estúdios de gravação 

Estudantes da Una e equipe nos estúdios FIEMG, no primeiro dia de gravação. Fonte: Rafael Figueiredo.

Bem como  aprendizado da universidade é fundamental, é na prática que se consegue colocar o conhecimento à prova e perceber a aplicabilidade dele. Por meio do Tá Na Trend, Karen, Keren e Helena se aprofundam em temas na área de Moda ao desenvolverem as propostas de conteúdos. 

Aprendem mais sobre os bastidores de gravação e produção de vídeos, desenvolvem a capacidade argumentativa ao defenderem as propostas, melhoram desenvoltura diante da câmera, ganham autoridade em falar sobre os temas propostos, contato real com o mundo corporativo e mais proximidade com o Minas Trend. 

De acordo com Rafael, até o momento as acadêmicas têm assumido uma postura ativa em relação ao conteúdo proposto. “As alunas têm sido incríveis! Elas se expressam muito bem e são todas muito carismáticas. Tem sido ótimo trabalhar com elas e com toda a equipe da Una envolvida no projeto. Esperamos ter bons resultados e começar uma nova temporada em 2023, com uma turma tão boa quanto a de agora”, afirma.

A estudante Karen diz que, desde já, o projeto tem aberto portas para o mercado. Dando visibilidade pro seu trabalho. “É uma oportunidade de afirmação  para o mercado, da minha capacidade como profissional de moda, o que é de extrema importância para mim”, declara.  

O Tá Na Trend está disponível no Youtube, através do canal do Minas Trend. Para ficar por dentro do projeto, acompanhar os conteúdos e saber mais siga o Minas Trend também no Instagram (@minastrend_). 

Por Keven Souza

Desde o último mês, o verde e o amarelo tomou conta das redes sociais. Com a proximidade da Copa do Mundo de 2022, inúmeras marcas e influenciadoras estão apostando no conceito “Braziliancore”. Estilo que consiste em elaborar looks com as cores da bandeira do Brasil e até mesmo com a própria bandeira. Mas diferente do que muitos imaginam, braziliancore não é uma tendência! 

Braziliancore é a junção das macrotendências “diversidade” e “hibridismo cultural”, pautadas pela mistura e acesso entre diferentes culturas propiciadas pelo avanço da internet. E qual o país com maior pluralidade do mundo? O Brasil! 

Em um país onde há tamanho hibridismo de raça, gênero, cor, gosto e estilo, a estética do BC se relaciona mais com o business fashion do que com a manifestação cultural projetada a partir das cores e bandeira do Brasil. 

É uma dinâmica errônea que privilegia aquilo usado pela elite branca, magra e rica, mesmo que esse uso seja originário da periferia. O que é o caso das camisetas de time de futebol. 

Para se ter uma noção, a nova coleção das camisetas “torcedor” do Brasil 2022/23 custam quase R$350,00, enquanto a versão infantil vai ser vendida por cerca de R$300,00. Já as blusas dos jogadores chegam a custar mais de R$500,00. Em um país extremamente desigual como o nosso, o que dizem esses valores exorbitantes?

Os preços das camisetas nos indicam que as classes sociais mais baixas do país, que a priori é o público mais consuminte dos símbolos brasileiros, estão sendo excluídas de ter acesso a um estilo predominante do gueto. 

Símbolos estes que marcas internacionais se apropriam sem dar os devidos créditos, usufruindo das cores e dos códigos e sequer fazem menção ao Brasil como inspiração. E sabe como é… coisa de colonizador. 

Além disso, o mercado roubar as manifestações culturais do Brasil é diferente, por exemplo, dos brasileiros usarem as cores do seu país como forma de homenageá-lo. Um exemplo? Anitta! 

A cantora há algum tempo utiliza de produtos de forte identidade nacional como forma de enaltecer o Brasil e o funk brasileiro. Seu show no Coachella 2022, um dos maiores festivais de música do mundo, foi claramente um manifesto cultural carregado do orgulho de ser brasileira. 

Assim como Anitta, diversos cidadãos ainda sentem a euforia patriota e querem usar livremente a identidade nacional do Brasil como forma de representatividade. Mas, na contramão dessa liberdade, o brasilcore é o uso de uma estética cultural como mais um visual de moda, sem o entendimento devido sobre representatividade. 

Por isso, brasiliancore não é uma tendência, e sim uma apropriação.

Festival promete trazer a heterogeneidade de estéticas como principal atração da Cidade do Rock

Por Keven Souza

A 37º edição do Rock In Rio está cada vez mais próximo do nosso Brasilzão! Durante os dias 2, 3, 4, 8, 9, 10 e 11 de setembro deste ano, a Cidade do Rock está prestes a receber mais uma edição histórica do maior festival do país.

O Rock In Rio foi criado em 1985 e mais do que quebrar recordes atrás de recordes desde sua estreia, o festival fomentou ao longo do tempo um estilo fashion influenciado pelo soft rock. Um subgênero da música rock que enfatiza ganchos pop, produção de estúdio impecável e estética sonora mais agradável.

Foram anos e décadas de edições que contaram com um público que priorizava tendências, como boho e athleisure, que aliam conforto e charme. O Parque dos Atletas, localizado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, foi palco para as peças de couro, os chapéus de cowboy, as camisetas pretas, os acessórios em correntes e franjas e, claro, além das botas, os shorts jeans rasgados.

Imagem/Reprodução
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Mas será que essa estética ainda prevalece? Bom, o que mostra as últimas edições do festival, não tanto quanto antes!

O Rock In Rio embora ainda seja um espaço de shows para distintas faixas etárias, ele está, desde 2019, com uma grande parcela de pessoas da geração Z. Isso motivado pelo line-up diversificado que traz shows de cantores da atualidade, como Anitta, Demi Lovato, Beyoncé, entre outros, que são queridinhos da nova geração.

Hoje, o público que frequenta o Rock In Rio é diferente daquele presente na década de 90 que foi marcado pelo estilo soft rock, por exemplo. Há uma adaptação dessa estética “tradicional” para a atual realidade. Não digo que é difícil encontrar pessoas ainda com esse estilo na Cidade do Rock, mas não será comum tanto quanto antes.

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A heterogeneidade de estilos

A mudança de público é o fator principal para ocorrer esse choque na estética fashion do festival. As pessoas, e especificamente os jovens, estão preferindo looks e peças de forma mais subjetiva, colorida e menos temática. Sem aqueles limites e definições vistos nas décadas passadas. 

Esse comportamento demonstra uma junção de estilos pessoais de diferentes indivíduos em um só lugar. Hoje, ao invés do público se adaptar ao estilo de um festival e criar um certo padrão fashion, eles querem realçar suas particularidades e origens através de suas roupas e visuais.

A liberdade do ser, que é algo muito discutido atualmente, possibilita a heterogeneidade de estilos nos gramados da Cidade do Rock. E a moda, enquanto instrumento de personalidade que acompanha os costumes, ressalta a mistura de gostos no RIR. Que não só diz muito sobre o como é o Brasil, mas abraça as tendências tradicionais (soft rock) e inclui o que está chegando de novo.

Imagem/Reprodução
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De fato, quem for ao Rock In Rio 2022 poderá encontrar estilos do soft rock ao dopamine dressing, já que a criatividade e ousadia serão as atrações principais do maior festival do Brasil. Irá encontrar também looks monocromáticos, com uma pegada solar e mais descontraída.

Agora, se o festival irá quebrar mais recordes com este ano, não sabemos! O que tenho certeza é que daqui alguns anos teremos uma estética ou estilo patenteado pelo Rock In Rio, anunciado pelo universo da moda e abraçado novamente pelo público.

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Por Keven Souza e Michele Assis

Na manhã desta última quarta-feira (13), o curso de Moda da Cidade Universitária Una (CDU) efetuou a entrega de mais de 70 agasalhos para a comunidade da Vila Acaba Mundo, em Belo Horizonte. As peças doadas foram confeccionadas na oficina de costura ‘Agasalhe com Amor’, realizada nos dias 22 e 29 de junho. 

A equipe da Una iniciou o trabalho na Associação Beneficente Bem-me-Quer, indo de encontro às casas dos moradores do bairro posteriormente. Receberam os agasalhos, idosos, adolescentes, famílias e crianças de 3 a 13 anos de idade. Também estiveram presentes estudantes do curso de Moda, Jornalismo, Cinema e Audiovisual da Una, bem como a coordenadora do Núcleo de Moda (NUMO) da CDU, Letícia Dias. 

O olhar de atenção e o sorriso no rosto estava estampado em cada pessoa que recebia o agasalho durante a visita. É o que explica Laysa de Oliveira Andrade Leite, aluna do sexto período de Moda. “Fomos muito bem recebidos, logo no início conhecemos as meninas da associação Bem-me-Quer e enquanto falávamos sobre o projeto víamos os olhinhos brilhando. Quando entregamos os agasalhos ganhamos uma apresentação de dança e muitos abraços e agradecimentos. Em seguida continuamos subindo a vila, havia idosos acamados e muitas famílias, todos estavam muito felizes com a iniciativa, empolgados com a nossa presença ali. Foi um dia emocionante!”, diz. 

Equipe Una entregando os agasalhos na Associação Bem-me-Quer. Foto: Malu Saraiva/Una

A estudante foi a idealizadora de todo o projeto junto de seu pai, Francisco Andrade. Segundo ela, o viés social e o ensino teórico-prático foram os principais pontos para criar a oficina. “Sempre tivemos vontade de desenvolver algo que pudesse ajudar quem precisa através da moda. Com a chegada do frio isso se tornou ainda mais urgente, daí veio a ideia de fazer as oficinas de costura com a confecção de agasalhos para doar”, afirma Laysa. 

O Agasalhe com Amor além de ter sido um eminente projeto, resultou na entrega de inúmeras peças de inverno para a população. Para Dionísio, 72, morador da Vila Acaba Mundo, as doações foram essenciais para a comunidade. “É muito importante, porque apesar de o agasalho que ganhei não servir para mim serve para quem é meu. Se ganhei também posso doar e se não serve em mim serve para outro, porque tem muita gente precisando. O que muita gente está passando aí, não tá mole não. Eu acho bom vocês fazerem isso!”, declara. 

Já o presidente da Associação de Moradores da Vila Acaba Mundo, Laerte Gonçalves Pereira, afirma que o bairro estar em parceria com a universidade é o ensejo da comunidade ter novas oportunidades e outras perspectivas de futuro. “O trabalho dos estudantes aqui é ótimo, porque traz expectativa e conhecimento diferente do que se tem aqui dentro. Nós não sabemos de todas as profissões, de tudo que vem acontecendo nas faculdades, então quando se há uma iniciativa como esta e a comunidade participa disso, é bom, porque traz a inclusão, as crianças começam a ver outros caminhos que elas possam tomar”, comenta.  

Moradores recebendo as peças de inverno. Foto: Malu Saraiva/Una

Acesse o link do drive que contém fotos completas da entrega dos agasalhos.

O que foi o Agasalhe com Amor

A oficina foi um projeto social produzido através de workshop de costura e modelagem básica, realizado em dois dias no mês de junho pelo próprio curso de Moda da Una, através do Núcleo de Moda (NUMO). Teve como objetivo ajudar pessoas carentes que necessitam de assistência social desencadeada pelo frio intenso, através da confecção de agasalhos feitos por alunos da instituição e da comunidade local. 

A ação reuniu cerca de 40 pessoas que costuraram, recortaram e aprenderam técnicas em volta do moletom, jaqueta jeans e poncho, estilo de agasalho fácil de se fazer. Isso foi potencializado por intermédio da doação de 60 metros de tecidos da loja Top Têxtil, localizada no Barro Preto, em BH.