Moda

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*Por Ana Carolina Nunes Abreu

Por muito tempo – e principalmente antes da Segunda Guerra Mundial – a ideia de moda se concentrou na Europa, oriunda de maisons luxuosas na elite europeia, com tecidos raros, vindo das melhores grifes e produção feita à mão pelos estilistas, para os nomes da mais alta sociedade. Até hoje, por exemplo, a rainha Maria Antonieta é vista como o símbolo do pioneirismo da moda.

Com as guerras, os estilistas precisaram migrar para regiões pouco afetadas economicamente, como os Estados Unidos. Por esse motivo, foi necessária a criação de um modelo de compra e venda de peças que facilitasse tanto a produção, quanto a recepção dos artigos de moda. Assim, surgiu o prêt-à-porter. Pierre Cardin, estilista francês, criou este termo para denominar sua primeira coleção para uma loja de departamento. Ou seja, a primeira ideia de peças de roupas feitas de forma idêntica, apenas com tamanhos diferentes para a clientela. Foi o primeiro passo para o Fast Fashion e, também, para a democratização da moda.

O termo Fast Fashion foi criado em 1990, para denominar a produção massiva e industrial de artigos de moda, em grande escala, grande margem de lucro e baixa qualidade. Lembra das calças e jaquetas jeans que sua mãe usava e se gabava dizendo que duravam 10, 20 anos? Pode esquecer.

A ideia é criar lançamentos frequentes, sazonais e que buscam suprir o mercado com as tendências atuais e que, com a mesma velocidade que é feita, pode ser descartada. A cada segundo no mundo, o equivalente a um caminhão de lixo de roupas é descartado ou queimado em aterros sanitários no mundo inteiro. Em 2014, um consumidor médio comprou 60% mais artigos de moda do que em 2000.

A revista Environmental Health realizou, em 2018, uma pesquisa apontando que aproximadamente 85% das peças de roupa consumidas pelos norte-americanos são enviadas para o aterro sanitário como resíduo sólido.

Você consegue imaginar o impacto ambiental de tudo isso? Apenas para ilustrar: para fabricar uma camisa de algodão, são necessários 2.700 litros de água. O bastante para uma pessoa beber por 2,5 anos. Toda produção de roupa enquadrada no modelo de “moda rápida” exige gastos em água, emissão de poluentes e desmatamento, para a plantação de algodão, por exemplo.

A luta para conscientizar e diminuir o consumo do Fast Fashion começou há pouco tempo. Para amenizar os danos, foi criado um movimento, em 2004, que vai de encontro com o modelo anteriormente citado: O Slow Fashion.

Promovendo uma consciência socioambiental, valorizando e priorizando comércios e recursos locais,  essa produção visa a prática de confiança entre os produtores e seus respectivos consumidores, praticando preços reais, muitas vezes com os custos sociais, estimulando uma criação de pequena e média escala. De acordo com a professora Valesca Sperb Lubnon do curso de Design de Moda do Unipê, “Assim como houve na primeira Revolução Industrial, quando saímos do artesanal e fomos para a produção em escala, agora estamos em um início de uma nova era, na qual voltamos nossa atenção à qualidade do produto, à valorização do profissional e do conhecimento”. 

Este novo cenário fez as gerações mais atuais repensarem o conceito de moda, principalmente a facilmente descartada. E bem antes desse movimento ser considerado, já havia um modo de consumo que partia da sustentabilidade, baixo preço e apreciação do comércio local, os brechós e bazares.

Existentes desde o final do século XIX, esses comércios visavam atender a população mais carente, que não tinha condições financeiras de ostentar produtos de departamentos, mesmo aqueles com preços mais baixos. Com peças e artigos usados e de segunda mão, os brechós eram, antes de tudo, a única forma de consumo de roupas que muitas pessoas tinham.

Vislumbrando as décadas mais antigas, os comércios de segunda mão passaram a ser vistos como espaços retrôs e vintages, usado por jovens para reconstruir o estilo de gerações anteriores. Isso mesmo, roupas de cós alto, alfaiataria, oxfords, blusas estampadas de botões, jaquetas jeans e outros acessórios que compõem looks conhecidos como “anos 80”, já faziam parte do vestuário de quem não podia consumir em lojas conhecidas em shoppings e demais malls, mas não com a visão crítica da moda, e sim por necessidade.

Uma reflexão acerca desse estilo de vida se baseia nas estruturas excludentes das lojas de departamento aliadas ao Fast Fashion. E por mais informal que a loja seja, ainda tem, em si, atributos capazes de afastar a população de classes mais baixas. Desde a modernização das lojas aos acontecimentos cotidianos e estruturais, como pré conceitos estabelecidos de acordo com o padrão de consumidor que a loja espera. Frequentemente você pode ouvir um atendente falando para outra pessoa “é pra parcelar de quantas vezes?”, mesmo diante de uma compra com o valor baixo. Já parou pra pensar nisso?

Com a ascensão do brechó, muitas vertentes da discussão acerca da moda surgiram. “Por que eu compraria uma peça por R$100,00, se eu posso comprar por R$10,00 em um brechó?”, questionam os novos consumidores. Esse comportamento, apesar de contribuir para os pequenos comerciantes e donos de brechós, traz consigo a problemática de outro consumo massivo e vazio, aquele no qual você usa de pretexto a sustentabilidade, mas consome o dobro de peças por ser mais acessível, por ser mais “cool” e por ser pauta de elogio dos seus amigos em bares.

Esse tipo de consumo pode, consequentemente, encarecer os brechós, que entendem que seus consumidores atuais são, na verdade, pessoas mais preocupadas com a estética do que realmente um público que tenha a necessidade de comprar ali.

As vendas diretas no mercado de peças usadas passa por um momento de aumento expressivo no Brasil. Nestes últimos 10 anos, o consumo cresceu de forma quase exponencial. O mercado dos brechós, conhecido também como second hand, deve dobrar até 2025. De acordo com a pesquisa do GlobalData, o valor desse segmento deve ir de US$ 24 bilhões para US$ 51 bilhões.

Você, consumidor de brechó ou apenas um curioso, já entrou em uma loja com essa denominação, mas ao conferir os produtos e os preços percebe que, além de terem em sua maioria peças de primeira mão, precificam as roupas de forma a beirar o absurdo com o pretexto de “curadoria e garimpo bem feitos”? É o reflexo do consumo acelerado, que dita aos proprietários dos brechós a glamourização daquele ambiente, já que atualmente é tendência.

Entenda: não é para você parar de consumir em brechós e bazares. Mas esses dados aqui servem para abrir seus olhos diante do seu consumo. Ele é consciente, ou você só compra usando o conceito e a tendência como seus aliados?

Outra forma de mudar seus hábitos de consumo é, também, conhecer lojas e comércios que buscam a produção desacelerada e sustentável dentro do Slow Fashion. Não só roupas, mas também produtos de beleza, sapatos, acessórios etc. Esses ambientes podem, muitas vezes, apresentar um preço maior, mas em troca oferecem um produto eco consciente, sem grandes danos ao meio ambiente e, muitas vezes, não testados em animais.

Como dica para se inserir nesse movimento e conhecer ainda mais sobre essa proposta, listamos algumas lojas com a política Slow Fashion.

Confere aí:

Gioconda Clothing 

Comas

Pântano de Manga

Nuu Shoes 

 

*A matéria foi produzida sob a supervisão da jornalista Daniela Reis

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Festival de Moda de Belo Horizonte traz programação extensa e aberta ao público

O evento acontece entre os dias 20 e 23 de novembro e conta com a participação de alunos da Una

*Por: Bianca Morais

Que Belo Horizonte já é um dos polos da Moda do Brasil, já sabemos. A cidade tem recebido muitos eventos na área e um exemplo recente foi o Minas Trend, que agitou a capital no final de outubro apresentando tendências e gerando negócios.

Agora chegou a vez MOOD – Festival de Moda 2019. Em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Belotur e Mumo (Museu da Moda), o evento acontece entre os dias 20 e 23 de novembro trazendo dezenas de atividades.

BH reúne grandes nomes da indústria da moda e se reinventa constantemente com a chamada economia criativa, o que serviu de inspiração para os debates que visam reafirmar esse posicionamento da capital como ambiente de moda, inovação e criatividade.

O Mood  apresenta uma programação robusta com desfiles, palestra e oficinas que prometem estabelecer vínculos entre indústria, atacado, varejo e consumo. As ações coordenadas com projetos e intervenções com capilaridade pelas diferentes regiões, tem o objetivo de promover a moda mineira, o acesso e a inclusão.

Una marca presença no Mood

Os eventos estarão espalhados por toda a cidade e o desfile de encerramento acontece no dia 23 de novembro, no Mercado Central, e conta com a produção do renomeado estilista Renato Loureiro. O Curso de Moda do Centro Universitário Una é um dos convidados para participar desse desfile, ao todo, quatro alunos e ex-alunos da instituição irão apresentar dez “looks” (desenhados e produzidos por eles). Além disso, outros três alunos participarão como assistentes de produção, auxiliando estilistas e modelos.

De acordo com a Líder do Numo (Núcleo de Moda da Una), Letícia Dias, eventos como esse são de extrema importância para os alunos, uma vez que é de grande visibilidade e proporciona uma conexão com o mercado:

“Aceitamos de imediato a participação com o objetivo de promover aos alunos experiências que proporcionem desenvolvimento, networking, prática do conteúdo das disciplinas e vivência fora no ambiente acadêmico. O Numo esteve aberto a todos os momentos para recebê-los e acompanhá-los nesse processo. Participar de desfiles é o sonho de muito alunos, principalmente aberto ao público, com a presença de grandes nomes da moda e da imprensa.”

A ex aluna da Una, Maria Cepellos, convidada a participar do desfile, irá apresentar 5 looks. Inspirada em Arquitetura, comidas e bebidas típicas sua coleção está dividida em três linhas:

“Trabalhei a arquitetura da fachada, criei uma tela em viés e crochê aplicado representando o artesanato. Com estampas inusitadas de queijo com azeitonas, pimentas com a data que surgiu o mercado, garrafas em forma de mandala e galhinhos de cevada. Criei uma estampa inspirada nas cerâmicas do Jequitinhonha que são vendidas no Mercado Central e trabalhei as tramas dos balaios em barbante. Também tem a linha que traz max estampas de orquídeas e a trama do restaurante exatamente em suas formas no viés. Toda a coleção em tons terrosos que são típicos do mercado, como ocres, cobre, laranja e vermelho”.

Assim como Maria, outros artistas estarão expondo a criatividades na passarela, o evento será gratuito e aberto ao público, confira a programação completa no site oficial.

 

  • A aluna escreveu a matéria sob a supervisão da jornalista Daniela Reis

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Foto: Marcelo Soubhia Divulgação

O evento contou com a participação de grandes estilistas e proporcionou grandes possibilidades de negócios. 

 

*por: Joyce Oliveira e Ítalo Charles

 

“Tecendo Futuros” esse foi o tema escolhido para a 25ª edição do Minas Trend, que aconteceu entre os dias 21 e 25 de outubro no Expominas, em Belo Horizonte. O evento considerado o maior salão de negócios da América Latina, trouxe as propostas de tendências para o outono/inverno 2020. 

 

O Desfile de abertura que aconteceu no primeiro dia, apenas para convidados,  apresentou dezenas de looks de diversos estilistas, dentre eles as marcas da capital mineira Norb Brand, Valéria D Valéria e Florent. Com tonalidades em branco, prata e rosado, as peças carregavam uma pegada  fluida, soltas no corpo e com uso de maxi acessórios. A marca Norb é do estilista Norberto  Resende, aluno do curso de Moda, do Centro Universitário Una, que contou em entrevista como foi a experiência de participar desse momento especial. 

 

“O convite para que a Norb apresentasse as peças na passarela surgiu de forma inesperada. Recebi uma ligação do stylist Paulo Martinez me convidando. Foi uma satisfação enorme. Após um longo processo de desenvolvimento da coleção, em uma colab proposta por mim com vários alunos da Una. Tivemos a oportunidade de fazer todo o processo de criação até à passarela. Foi enriquecedor e para nós estudantes isso é uma importante conexão com o mercado.” avalia Norberto.

 

A programação oficial aberta ao público teve início na terça feira, dia 22 e foi muito além das passarelas. O evento também contou com palestras e oficinas dentro e fora de BH. A semana que é destaque no mundo da moda recebeu visitantes e expositores de várias partes do país e também estrangeiros. De acordo com dados da FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), edição o salão de negócios teve um crescimento cerca de 50% de marcas de diferentes segmentos da moda, isso inclui roupas, calçados e acessórios.

 

A apresentação das coleções assinadas por Lethicia Bronstein e Anne Est Folle marcaram o primeiro desfile da noite do dia 23. Conhecida internacionalmente, Lethicia costuma ser a escolhida das famosas, em moda festa e noivas. A paulista trouxe para o Minas Trend uma coleção espelhada na mulher forte, sexy, independente e sonhadora, com tons pastéis e utilização de rendas e tules com transparência. As modelos  Cintia Dicker, Barbara Berger e Renata Kuerten foram destaque no desfile com as criações da estilista. A platéia também contou com presenã vips, as atrizes Bia Arantes, Erika Januza e Mariana Rios conferiram todas as novidades atentas aos detalhes e tedências. Por outro lado, a grife Anne Est Folle apresentou a coleção Lotta Love, com roupas casuais e fluídas, que buscam conforto e elegância. O ponto chave dos looks foram a diversidade de estampas e texturas.

 

Na mesma noite, por volta das 21 horas, aconteceu o desfile da Passarela Têxtil, onde as  indústrias mineiras Cataguases, Cedro Têxtil, Fabril Mascarenhas, Santanense, Cia João Joanense e Tear Têxtil fizeram uma parceria com o SENAI MODATEC, e apresentaram mais de vinte looks com propostas de usabilidade que iam além das passarelas.

 

A estilista Denise Valadares, grande nome da moda festa mineira, abriu a noite de desfiles. Em parceria com o stylist Alberth Franconaid, a ideia uniu a ludicidade de Alberth e a criatividade de Denise originaram a coleção “Caminhos” que apresentou uma reformulação de peças de criações anteriores e peças que segundo a estilista, é comum se ter dentro do armário. 

 

O último desfile da temporada foi da grife Victor Dzenk, que apresentou a coleção ‘Heroínas da Odisseia”, inspirada em produções hollywoodianas que marcaram os gêneros ficcionais e futuristas. Os filmes ‘O quinto elemento’, ‘Blade Runner’ e ‘Matrix’ foram usados como referência para traduzir a mulher clássica, moderna e empoderada. Uma mistura que ressaltou a sensualidade, com o uso de fendas e transparências, e valorizou a moda clássica da alfaiataria, com mangas bufantes, blazers e trench coats.

 

As palestras e oficinas foram ministradas por grandes nomes do cenário mineiro e nacional. A presença do Estilista e Stylist Dudu Bertholini, que possui uma carreira consolidada no ramo, possibilitou ao público uma experiência única em uma palestra sobre a diversidade no mundo da moda.

 

Durante o evento, várias apresentações culturais também encantaram o grande público. O grupo Primeiro Ato, com sede em BH, proporcionou a quem assistia um instante de descontração com o espetáculo de dança contemporânea “Passagem”. Já o grupo Cisne Negro levou ao ExpoMinas o espetáculo “Trama”. 

 

A programação se encerrou com a Orquestra de Câmara SESIMINAS que contou com a participação dos músicos Flávio Venturini e DoContra. O MinasTrend fecha mais uma temporada com grandes tendências e aquecendo o mercado que cresce cada ano mais na capital, Belo Horizonte deixando os presentes já na expectativa para a próxima edição. 

 

  • Os alunos escreveram a matéria sob a supervisão da jornalista Daniela Reis

 

 

 

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BH recebe 25ª edição do evento

Entre 21 e 25 de outubro BH recebe grandes nomes da moda

Por: Italo Charles e Joyce Oliveira

 

Destacar o setor têxtil fazendo do algodão o fio condutor das histórias contadas sobre as perspectivas da moda suscitou a criação do 25° Minas Trend, que acontece entre os dias 22 a 25 de outubro, no Expominas, em Belo Horizonte. Repleta de novidades, a semana de moda mineira, apresentará as propostas de tendências para o outono/inverno 2020. Com a participação de grandes marcas como Denise Valadares, Lethicia Brostein e Victor Dzenk, o evento promete agitar a capital.

 

A edição batizada de “Tecendo Futuros”, traz reflexões sobre inovação, democratização e a diversidade no mundo da moda. Com direção criativa de Rogério Lima, o evento, que é o maior salão de negócios do setor na América Latina, promete levantar discussões acerca do aperfeiçoamento da cadeia produtiva de moda, com uma programação que inclui palestras, oficinas e desfiles. Pela primeira vez, as indústrias têxteis serão as estrelas da passarela. Ao todo, seis empresas mineiras do ramo irão se apresentar em um desfile coletivo, composto de 20 looks confeccionados pela equipe técnica do Senai Modatec.

 

A marca Norb Brand, dirigida por Norberto Resende, estilista e estudante do curso de moda do Centro Universitário Una, é um dos destaques do desfile de abertura, que acontece na noite dessa segunda-feira (21). A marca eleita pela Codemge (Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais) como empresa tendência, estará presente no salão de negócios pela segunda vez consecutiva e de acordo com Norberto a inspiração vem das drags queens.

“A coleção foi inspirada no universo drag e nas pesquisas da Brigitte Baptiste, uma transexual que fala sobre os seres híbridos da natureza. As peças vão trazer muito volume e babado, seguindo a essência da Norb reforçando o exagero das drags”.

 

Coleção de aluno da Una é destaque

O estilista não trabalhou sozinho. Com ele há uma equipe de estudantes de moda da Una, que auxiliam no projeto de costura e modelagem.

“A gente montou uma equipe com vários alunos que participaram da produção, e acompanharam a ideia, desde sua criação no papel até sua chegada às passarelas. Foi uma experiência excelente que proporcionou a eles vivenciar  todos os desafios que é a produção completa de uma coleção”, salienta.

 

Fora da Capital

Uma grande novidade dessa edição é a extensão das atividades do Minas Trend para cidades do interior do estado. Com programação exclusiva e gratuita, que vai dia 14 de outubro a 09 de novembro, Tiradentes, Ouro Preto, Itaúna e Uberaba recebem palestras e oficinas.

A edição se encerra no dia 24 de outubro (quinta-feira) às oito e meia da noite com a Orquestra de Câmara do SESI e com o músico Flávio Venturini. Os ingressos para o público estão a preços populares nos valores de 20 reais a inteira, e 10 reais a meia entrada. Já palestras e oficinas são gratuitas. Mais informações e inscrições no site do Minas Trend.

 

 

*(Os estagiários escreveram a reportagem sob a supervisão da jornalista Daniela Reis)

As ruas de Belo Horizonte já estão habituadas a quebra de rotina proporcionada pelo carnaval: as buzinas são substituídas pelo som dos bloquinhos, o caminhar apressado dos pedestres fica um tanto quanto mais lento e ritmado. Automóvel, nessa época, só se for o caminhão do trio elétrico.

Nos últimos cinco anos, no entanto, a festa mineira têm tomado proporções maiores, alcançando o título de terceiro maior carnaval do país. Em 2017, de acordo com a Belotur, a expectativa é de que 2,4 milhões de foliões prestigiam a cidade.

Tamanha dimensão tem chamado a atenção para os possíveis empreendimentos proporcionados pela festa. Além do recorde de cadastramento de ambulantes que circularão durante a folia, somando 8.940 vendedores, nas redes sociais foi observado o crescimento da busca e produção de adereços e fantasias feitos artesanalmente.

O Contramão listou logo abaixo 8 produtoras independentes. Escolha sua fantasia e divirta-se!

 

MAHABHUTA ATELIÊ

Instagram: @mahabhuta

Facebook: Mahabhuta Ateliê

O Mahabhuta ateliê estreou sua produção de fantasias este ano, mas a Isabel Guimarães, que administra o projeto ao lado de Cybele Guimarães e Yasmin Kayano, produz fantasias desde 2013. Isabel conta que a idéia de criar o ateliê surgiu após confeccionar fantasias para ela mesma e sua irmã, “como todo mundo gostava muito, resolvi tentar vender e fiquei feliz com a resposta! Estou com muitas encomendas e bastante elogios”, comemora. Um diferencial que tem agradado os consumidores são os bolsos escondidos, para guardar celular, identidade e dinheiro.

 

As fantasias variam de R$ 30,00 à R$ 90,00, dependendo do material e da dificuldade. As peças são feitas sob medidas, e as encomendas são online, através do Facebook, Instragram ou WhatsApp:

(31) 9 9507-0370.

IZZIE FLORIDA

Instagram: @Izzie_Florida

Facebook: Izzie Florida

As irmãs Beatriz e Patrícia Costa criaram a marca especializada em adereços Izzie Florida, após a constatação de que faltava em BH opções diferenciadas e artesanais. Os preços variam entre R$ 25,00 e R$ 45,00, “Tentamos colocar um preço acessível para que todas comprem até mais de um adereço!”, conta Patrícia.

As encomendas podem ser feitas pelo Facebook, Instagram e WhatsApp: (31) 9 8262-9575

ATELIÊ TODOS OS OLHOS

Instagram: @tolhos

Facebook: Ateliê Todos os olhos

Os adereços da Todos os Olhos são confeccionados pela Letícia Rocha e variam entre R$ 15,00 à R$ 30,00. Letícia conta que ela e algumas amigas resolveram criar adereços para usar no carnaval do ano passado, o produto final deu tão certo que este ano elas fizeram até um editorial!

As encomendas são feitas pelo Facebook do ateliê ou da própria Letícia.

ARAMADUM

O Aramadum, até então, era um ateliê apenas de bijuterias, até que a proprietária, Regina Alves, fez um acessório de carnaval para ela mesma e percebeu que poderia ser comercializado, e, garante, “está fazendo o maior sucesso!”.

Os preços variam entre R$25,00 e R$ 35,00. Todos os produtos são todos banhados no ouro. As compras podem ser feitas na Feira Hippie ou diretamente no Facebook da Regina. 

SAGRADO ENTRELAÇADO

Instagram: @sagradoentrelacado

Facebook: Sagrado Entrelaçado

O sagrado entrelaçado é formado pela Leila Girassol e seu companheiro, “um auxilia o outro na produção, por isso temos peças lindas e exclusivas!”, explica. Este é o segundo ano que o casal se dedica a produção e venda de acessórios com temática carnavalesca e os preços vão de R$5,00 á R$ 50,00, dependendo do material e trabalho.

 

Os produtos são vendidos pelas redes sociais, pelas ruas de BH “ou de onde o coração mandar a gente ir!”

MIMOS CARNAVALESCOS

Facebook: Mimos Carnavalescos

A Mimos Carnavalescos também estreou este ano, em janeiro. Quem confecciona os adereços que custam de R$ 20,00 à R$ 45,00 é a Gabi Pacheco, com o auxílio da design de moda Thayane Pacheco.

Os produtos podem ser adquiridos pelo Facebook Mimos Carnavalescos.

PROJETO MIMOS

Instagram: @projetomimos

Facebook: Projeto Mimos

A Paloma Scarpa, do Projeto Mimos, teve uma idéia diferente, ela apostou em itens bastante utilizados nesta época do ano. Foi assim que surgiu o kit com 1 cílios colorido, 2 gliters, 1 stencil, 3 mini cartelas de adesivos e 1 colinha.

As encomendas são feitas pelas redes sociais.

Por: Bruna Dias. 

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Inspirados no Conjunto Arquitetônico da Pampulha, que recentemente foi reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade, e o Barroco mineiro, o Minas Trend, voltou a Belo Horizonte, nesta terça-feira, 04, com o tema “Aqui se Cria”. Tornando os dois como ícones da vocação mineira para a inovação, estabelecendo uma aparência formal entre os elementos do barroco e no modernismo.

“O tema propõe um resgate do novo, da ruptura e da experimentação como fonte de inspiração dentro do processo criativo, resgatando a importância da identidade cultural como diferencial competitivo dentro da indústria de moda.”, destacam os organizadores.

A edição reúne mais de 200 expositores dos segmentos e vestuário, calçados, bolsas, jóias e bijuterias, todos reunidos para proporcionar uma experiência incrível para os compradores. Além das exposições dos lojistas, na sexta feira, 07, às 15h, o evento terá uma palestra com o designer, Marnei Carminatti, que vai falar mais sobre o que é a Conexão Inspiramais – Verão 2018. Acesse para fazer a inscrição.

O evento que ocorre no Expominas, região oeste da capital, começou ontem, 04, e vai até sexta-feira, 07. Para ter acesso, basta fazer o credenciamento como comprador no site do Minas Trend.

Texto: Amanda Eduarda