Musica

Com apresentação de Rosalía, Louis Vuitton agitou a web nesta manhã desta quinta-feira (19) ao escolher funk proibidão para desfile da marca

Por Keven Souza

Se antes o funk era escutado apenas por nós, brasileiros, hoje, ele não é mais. Isso porque, na manhã desta quinta-feira (19), a Louis Vuitton colocou os franceses e o mundo inteiro para escutar a música Sento no Bico da Glock, na Semana de Moda Masculina de Paris. 

Com um mini show e curadoria da trilha sonora feita pela estrela espanhola Rosalía, a música do DJ Gabriel do Borel, Mc Lucy e MC Rogê, serviu para ambientar a apresentação da nova coleção de outono/inverno da marca.  E, claro, DJ Gabriel se comoveu no Twitter ao ver a música embalar o desfile da Louis Vuitton.

DJ Gabriel do Borel no Twitter nesta manhã. Imagem: Twitter.
DJ Gabriel do Borel no Twitter nesta manhã. Imagem: Twitter.

Sento no Bico da Glock foi lançada em 2018 e possui mais de 20 milhões de streams somados no Spotify e YouTube. A faixa aparece no minuto 11:24 do desfile. Confira:

Fashion film da Mugler

Esta não é a primeira vez que o funk carioca aparece em desfiles internacionais. Em agosto do ano passado, enquanto a Mugler divulgava em seu canal no Youtube o seu fashion film da coleção de primavera/verão 2022, o público foi à loucura na internet ao perceber a inclusão do ritmo brasileiro na trilha sonora da apresentação. 

Megan Thee Stallion durante o fashion film da Mugler. Imagem: Youtube.
Megan Thee Stallion durante o fashion film da Mugler. Imagem: Youtube.

A música escolhida, Tomando na Pepekinha, foi lançada em 2019 e é também de MC Lucy e DJ Gabriel do Borel. O momento dura cerca de 30 segundos e começa a partir dos 2:20 vídeo. Confira abaixo:

A importância de ritmos brasileiros em cenários mundiais

Para o Brasil, ter sua cultura musical apresentada ao mundo é mais do que essencial. Significa abrir fronteiras em um universo elitista, como é o caso do da moda, e um mercado industrial preconceituoso e obsoleto, como é o da música americana e Europa Centro-Ocidental.  

Diz sobre a Sulamérica, que muitas vezes é marginalizada e ofuscada.  Expressa ainda sobre o desejo de grandes marcas buscarem algo novo, descontraído e despojado nos desfiles de moda. Bem como disse uma vez Casey Cadwallader, diretora criativa do desfile da Mugler, em entrevista à Vogue. E reitera por completo a pluralidade cultural do nosso planeta. 

Cantora vive a melhor temporada de premiações da sua carreira

Por Keven Souza

“Primeira vez, primeira vez, primeira vez…. Colecionando primeiras vezes”, celebrou Anitta, uma vez em sua rede social. A brasileira vem vivendo o melhor momento de sua vida profissional, em 12 anos de carreira. Gostando ou não da artista, é preciso concordar que os méritos de abrir portas para cantores brasileiros lá na gringa e colocar o Brasil em destaque internacional, é todo dela! E nesta última semana, enquanto vivíamos nossa vida comum, Anitta estava no foco das maiores premiações de música do mundo com todos holofotes para si. 

Destaque no EMAs 2022

Pela primeira vez, Anitta levou a estatueta de “Melhor Artista Latino” no Europe Music Awards no último dia 13 de novembro, em Düsseldorf, na Alemanha. Ela concorria com tal nomeação com Bad Bunny, Becky G, J Balvin, Rosalía e Shakira. 

A intérprete de “Envolver” não compareceu à cerimônia por conta dos ensaios do Grammy Latino, mas agradeceu aos fãs e família por vídeo. Durante a anunciação do resultado da categoria a platéia vibrou muito quando nossa brasileira foi consagrada como “Best Latin”. 

https://www.instagram.com/p/Ck9FyzJSf2F/

Indicação ao Grammy Latino e Americano 

Já passamos da fase de entender que a Anitta sempre surpreende. Continuando a semana de feitos internacionais, a artista foi anfitriã, performer e indicada ao Latin Grammy 2022, que aconteceu dia 15 de novembro, em Las Vegas, EUA. 

Anitta apareceu na lista de indicados duas vezes: em “Gravação do Ano” e “Melhor Performance de Reggaeton”, ambas por “Envolver”. No entanto, acabou perdendo ambas nomeações por Jorge Drexler e C. Tangana pela canção “Tocarte” e Tainy, Bad Bunny e Julieta Venegas com “Lo Siento BB”. Seus fãs não reagiram bem com a perda de Anitta. Na web, criticaram o fato da cantora ter dito um Top 1 Global com “Envolver” e estar sempre presente na cerimônia, mas nunca ter sido premiada. 

Durante a cerimônia, ela mostrou sua simpatia ao apresentar diversas categorias importantes da premiação. Logo em seguida, realizou uma performance ao grande palco do Grammy Latino, com medley de funk para ninguém botar defeito. 

Falando agora do Grammy Americano, que é um dos maiores centros de premiações musicais do mundo, Anitta foi indicada em uma das categorias principais: a Best New Artist. Graças, até então, à sua grande notoriedade em solo americano nos últimos meses.  

A indicação é um marco para o Brasil, visto que somente três artistas brasileiros foram nomeados como “Artista Revelação”. Foram eles Astrud Gilberto (1965), Tom Jobim (1965) e Eumir Deodato (1974). Ou seja, após 48 anos depois, Anitta quebra barreiras e é elegível em uma categoria internacional no Grammy Americano.  

Indicação de Anitta no Grammy Awards. Foto: Instagram e internet.

História no AMAs 2022

Já na noite deste domingo (20), Anitta finalizou sua semana de feitos internacionais, fazendo história, agora, no American Music Awards, realizado em Los Angeles, EUA. A cantora se consagrou como a primeira brasileira a ser nomeada e vencedora na premiação. Ela levou para casa o prêmio de “Artista Latina Feminina”, deixando para trás Becky G, Kali Uchis, Karol G e Rosalía. 

Anitta com sua estatueta de “Artista Latina Feminina”, após seu discurso no AMAs 2022. Fonte: Instagram e internet.

Anitta agradeceu seus fãs pelo esforço nas votações, o apoio de sua família e a si mesma por vir trabalhando tanto no mercado americano. Logo em seguida, mostrou para o que veio e apresentou seu hit “Envolver” e seu último lançamento “Lobby”, ao lado de Missy Elliott. A cantora entregou beleza, sensualidade, dança e muito carisma na gringa. 

Anitta e Missy Elliott cantando “Lobby” no AMAs 2022. Fonte: Portal POPline.

 

Redação com a nova tagline. Foto/divulgação: Site - Itatiaia
Redação com a nova tagline. Foto/divulgação: Site - Itatiaia

Há 70 anos no ar, a Itatiaia tem como objetivo expandir para outros meios de comunicação  

Por Matheus Dias

Celebrou ontem, 25 de setembro, o Dia Nacional do Rádio. Em 2022 completou cem anos desde a primeira transmissão radiofônica no país, muitas emissoras se transformaram nos últimos anos e ampliaram sua cobertura e comunicação para o universo digital, como a Rádio Itatiaia de Minas Gerais, uma das maiores do país. 

A data escolhida é para homenagear Edgar Roquette-Pinto, considerado o pai da radiodifusão no Brasil, mesma data de seu nascimento. A primeira transmissão radiofônica ocorreu no dia 07 de setembro de 1922 no Rio de Janeiro, data que comemorava cem anos da independência do Brasil, com o discurso do então presidente do país, Epitácio Pessoa.

Novo visual da marca Itatiaia. Foto/Divulgação: Site - Rádio Itatiaia
Novo visual da marca Itatiaia. Foto/Divulgação: Site – Rádio Itatiaia

Era de costume as pessoas terem um aparelho de rádio em suas casas para escutarem as notícias, acompanhar as radionovelas, ouvir as transmissões esportivas e os programas de entretenimento,  isso antes da chegada da televisão no Brasil e de sua popularização. 

Houve quem acreditasse que com a chegada da televisão o rádio iria desaparecer. Com o surgimento da era digital também tiveram novos rumores, mas aí ele continua presente e se reinventando. 

ITATIAIA: EMBLEMÁTICA EM MINAS 

Redação integrada de jornalismo, esporte e digital da emissora. Foto/Divulgação: Site - Rádio Itatiaia.
Redação integrada de jornalismo, esporte e digital da emissora. Foto/Divulgação: Site – Rádio Itatiaia.

Uma das três maiores rádios do Brasil está em Minas Gerais, a Itatiaia. Com 70 anos de existência, a chance de um mineiro não conhecê-la é pequena. A rádio emblemática pelo seu jornalismo e esporte é consagrada pela grande audiência e popularidade no estado. 

Genival Aparecido, 53, motorista de aplicativo, mora em Belo Horizonte e também já trabalhou como taxista na cidade, conta que o rádio sempre foi seu companheiro e tem o hábito de escutar a Itatiaia. “Acompanho há 20 anos Itatiaia, todos os dias, desde quando comecei a trabalhar na praça. De manhã até a noite, escuto a Itatiaia”, diz o motorista de aplicativo. 

Fiel a Itatiaia, Genival opta pela emissora por notar que mesmo com o decorrer do tempo  não perdeu a sua agilidade em informar. Um acontecimento que marcou o motorista com a precisão na notícia e na prestação ao público da rádio foi há 30 anos, quando a Itatiaia informou o falecimento de seu sogro: “A Itatiaia dá notícia de tudo e inclusive deu uma notícia para a família de minha esposa, que o pai dela, meu sogro, havia morrido,  informou para que meus cunhados se reunisse em tal local, pois não havia telefone naquela época”, relembra Genival. 

Hoje, além de escutar fielmente a programação da emissora, o motorista interage com os programas pelo WhatsApp para participar de sorteios e enviar mensagens para os comunicadores na hora dos seus programas que tanto admira e se criou uma relação, por exemplo, Eduardo Costa, todas as manhãs. 

NOVA PROPOSTA

Em 2021 a Itatiaia ganhou uma nova gerência com a proposta de ampliar sua comunicação no meio digital e com o desafio de manter a credibilidade e o carinho de sua audiência no tradicional rádio.  

Thais Silva, gerente de marketing da Itatiaia, conta que quando chegou na emissora, há pouco mais de um ano, junto com o atual presidente da rádio, Diogo Gonçalves, foi lançado o desafio e a necessidade de se expandir: “A marca que antes que era somente ouvida, começou a ser vista. A rádio que já estava perfeita na comunicação no meio tradicional  se reposicionou para mudar como era vista e percebida pelo público para alcançar novos patamares e dominar o espaço digital, que é a nossa missão”, destaca a gerente de marketing.   

Estúdio principal da Itatiaia. Foto/Divulgação: Site - Rádio Itatiaia.
Estúdio principal da Itatiaia. Foto/Divulgação: Site – Rádio Itatiaia.

Há um mês, no dia 26 de agosto, a emissora inaugurou sua nova sede em Belo Horizonte, a migração para um novo local se deu por necessidade devido ao crescimento da rádio, pois o antigo prédio não comportava mais. Também a mudança para nova casa foi feita para que tivesse um espaço em que as redações de jornalismo, esporte e do departamento voltado aos conteúdos do digital pudessem ficar mais integradas em um mesmo ambiente. 

Com o novo momento da emissora de ampliação na comunicação focada nos mineiros, o que antes tinha como tagline “A rádio de Minas” se tornou “Itatiaia  tudo que importa para Minas”. Hoje a Rádio está presente em Minas Gerais com filiais e afiliadas que retransmitem o conteúdo gerado e possuem correspondentes em outros locais do país, como em Brasília, e no mundo, por exemplo, na Europa, mas sempre voltado para os assuntos e temas de interesse dos mineiros. 

Atualmente a Itatiaia se prepara para uma das maiores coberturas, a Copa do Mundo do Catar, que ocorrerá em novembro deste ano, com um time de 19 pessoas no país, sendo a maior equipe de emissora de rádio brasileira atuando presencialmente, segundo Thais Silva, e com transmissão para o rádio e com vídeo no digital, que desde 16 de novembro de 2021 a Itatiaia transmite 15 horas de programação ao vivo no YouTube.

O país e o mundo conseguem acompanhar a Itatiaia pela internet e aplicativo, mas pretendem ampliar a cobertura. “A gente quer alcançar uma nacionalização, em um futuro breve queremos que a nossa rádio seja nacional e atingir o Brasil de uma forma mais forte”, comenta Thais Silva. 

NOVOS PÚBLICOS

Há sete décadas no ar, uma nova geração conheceu a Itatiaia e hoje a emissora também tem como objetivo conquistar novos públicos e estar no dia a dia com presença forte em todo o meio digital – YouTube, aplicativo, site e rede social. A estratégia foi investir no visual e produção de conteúdos com a linguagem específica para cada meio. 

Stheffany Marrone Ribeiro, 23, estudante de Direito em Belo Horizonte, acompanha e se informa pela Itatiaia somente pelas redes sociais, não tem costume de escutar o rádio: “Consumo muito a Itatiaia. Sigo o Twitter e acompanho o feed para atualizar todas as notícias, mas não ouço o rádio”, conta a estudante de Direito, que também comenta ter amizade que entra todos os dias no perfil do Instagram da Itatiaia para se informar. 

No YouTube com transmissão ao vivo da programação e com vídeos, a Itatiaia possui mais de meio milhão de inscritos. Nas redes sociais TikTok, Instagram, Twitter e Facebook somam juntos mais de 2,6 milhões de seguidores. Em fevereiro de 2022 a pesquisa Kantar Ibope Media divulgou a Itatiaia como a emissora de rádio mais ouvida no Brasil, que conta com um público variado de idades, classes sociais e econômicas.

rock in rio

Por Keven Souza 

Aconteceu no último domingo (11) o encerramento do Rock In Rio 2022, na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro. O evento que reuniu ​aproximadamente 100 mil pessoas no sétimo dia e contou a presença de mais de 36 artistas dos mais variados gêneros musicais, trouxe vida a Cidade Rock em 12 horas de música constante divididos em oito palcos. 

rock in rio
Dua Lipa, esbanjando talendo e brilho no palco mundo ( Foto: Keven Souza )

A atração mais aguardada da noite foi a cantora britânica de 27 anos, Dua Lipa. A artista era headliner do dia, onde, ao som de “Physical“, subiu ao Palco Mundo com todo um espetáculo de cores, luzes e hits. Esbanjando talento, apresentou o setlist com os sucessos de Future Nostalgia, seu segundo álbum de estúdio. Tudo muito bem pensado para quem estava presente no Parque Olímpico e também acompanhava de casa, pela transmissão do Multishow. 

Das músicas aos figurinos – quatro, ao todo – Dua Lipa brincou com cores e não dispensou brilho. Trouxe seu balé que performou garantindo um show à parte com coreografias. A cantora interagiu ainda com a plateia e finalizou, em português, dizendo: ‘obrigado gatinhos e gatinhas’.  

Megan Thee Stallion, Rita Ora e Ivete também foram outras cantoras que abrilhantaram o último dia de Rock In Rio, se apresentando no Palco Mundo. No Sunset, Liniker mostrou toda força da mulher trans preta juntamente com Luedji Luna. Logo após, Majur,  Agnes Nunes, Mart’nália, Gaby Amarantos e Larissa Luz uniram o samba, soul, blues, brega e jazz em um só espetáculo para homenagear Elza Soares.

Cidade do Rock é baile de favela

rock in rio
Toda a estrutura gigantesca do palco mundo. ( Foto: Keven Souza )

Já a cantora Ludmilla, de 27 anos, que também se apresentou no Palco Sunset, foi uma das artistas mais comentadas do mundo na internet após seu show. Isso porque, ela prometeu que faria algo grandioso e cumpriu. A dona do hit ‘Rainha de Favela” investiu em estrutura de palco, luzes e figurinos luxuosos. Além disso, não deixou de lado o funk!

Ludmilla construiu um setlist único, que privilegiava o gênero musical, fazendo com que a Cidade do Rock por um momento virasse baile de favela. Levou ainda a dupla Tasha e Tracie, MC Soffia, Tati Quebra Barraco e Majur para o palco. Como resultado, fez um show certamente histórico que trouxe questionamentos aos produtores do Rock In Rio sobre a participação de artistas brasileiros no Palco Mundo, que é o principal palco do festival. 

O Rock in Rio promoveu inclusão em seus shows deste ano, como intérpretes de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) e mais artistas negros e LGBTQIA+. Mas a principal crítica do público com os produtores foi colocar artistas femininas de grande público, que é o caso de Ludmilla e Avril Lavigne, em palcos menores, como o Sunset. 

A volta do Rock In Rio no Brasil 

Após dois anos desde a última edição do evento do Brasil, que aconteceu em 2019, a Cidade do Rock recebeu um público de 700 mil pessoas com o forte desejo de se reencontrar. Foram sete dias, 1.255 artistas, 300 shows e mais de 507 horas de experiência. 

As parcerias? Muitas! Stands do Globo Play, Tim, Itaú, TikTok, Coca-Cola, Doritos, Latam, Kit Kat, iFood, entre outros, decoraram o Parque Olímpico com cores e vida. E para mostrar que o Rock In Rio é um festival de números, esta edição foi recorde de turistas no Rio. Foram mais de 420 mil pessoas de outros estados do Brasil e uma estimativa de 10 mil de fora do país. 

O Rock In Rio é um festival que impacta diretamente na economia da cidade. É, ainda, patrimônio cultural imaterial do Rio de Janeiro que expande toda nossa brasilidade para o mundo. Que as próximas edições continue com ​​toda a energia e alto astral, pois o evento além de trazer grandes espetáculos para o Brasil, dá um show como festival de experiências!  

 

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Por Matheus Dias

Nas quartas-feiras ouvimos Rock! É o que propicia o dia de hoje, 13 de julho, em que se comemora o Dia Mundial do Rock. A data foi criada por causa do evento Live Aid, realizado em 13 de julho de 1985 por Bob Geldof – ex-líder do grupo The Boomtown Rats – que tinha o objetivo de arrecadar dinheiro para combater a fome na Etiópia. 

Mesmo com a queda de sua popularidade, sobretudo entre os  jovens de hoje em dia, o Rock é conhecido pelas novas gerações e possui fãs em todo o mundo. E para celebrar tal data, o Jornal Contramão conversou com a banda mineira Coffee Rock Uai, que contou sobre sua trajetória e grande paixão pelo estilo musical. Confira! 

O início 

A Coffee Rock Uai surgiu em 2021, há pouco mais de um ano, e se apresenta em casas de show em Belo Horizonte e na região metropolitana. Além de Rodrigo Caixeta, baixista e idealizador do projeto musical, a banda é, hoje, composta pelo baterista Fausto da Mata, o vocalista Gigio e os violonistas Fábio Fu e Dim, que juntos formam um grupo que leva nostalgia através de seu som. 

O nome da banda surgiu nos ensaios, onde aconteciam momentos de pausa para tomar café (um rito da banda). Por que não colocar o nome da bebida que fez parte da concretização do projeto? Se perguntou o grupo. Juntamente com o questionamento, o tão famoso “uai” do dicionário minerês foi dado como sugestão para mostrar a origem da banda. E nesse mar de ideias, surgiu o Coffee Rock Uai!

Na bio do Instagram a banda define: “Coffee é o convite para curtir um momento intimista e de celebração. Rock, um estilo de vida, e ‘uai’ nossa identidade”. 

Integrantes da “Coffee Rock Uai”.Da esquerda para direita: Dim, Rodrigo Caixeta, Gigio, Fausto Da Mata e Fabio Fu. Foto: Acervo pessoal.

Integrantes da “Coffee Rock Uai”.Da esquerda para direita: Dim, Rodrigo Caixeta, Gigio, Fausto Da Mata e Fabio Fu. Foto: Acervo pessoal.

Resgatar as lembranças no público é um um dos nortes da banda. É o que diz Gigio.”O objetivo é suprir a carência do público em relação às músicas do rock nacional e internacional dos anos 80 e 90. Muitas pessoas gostam, mas relembram através dos discos ou através de plataformas digitais de vídeo. Quando o público vê uma banda tocando essas músicas ficam felizes”, explica. 

A proposta da Coffee Rock Uai também é a diversidade de estilos. Possuem um repertório bem variado, unindo várias bandas que gostam, como por exemplo, Nirvana, Legião Urbana, Beatles, Cazuza, Creed, entre outras. Os shows são no formato acústico, justamente por terem como propósito a nostalgia. “Queremos remeter e resgatar os acústicos dos anos 2000, o acústico do Capital Inicial e Cássia Eller, os programas da MTV”, comenta o vocalista.

Ensaio Ensaio fotográfico da banda “Coffee Rock Uai”. Foto: Acervo pessoal.

Na percepção da banda, o Rock não se renovou e com isso foi perdendo espaços para os outros ritmos musicais. Um dos fatores que citam que podem ter cooperado, é a falta de união no próprio meio musical entre as bandas para propagar o gênero para as novas gerações. Nos seus shows veem que o maior público está na faixa de 35 a 50 anos, aproximadamente, e que os jovens e adolescentes que estão nos shows, e os que se interessam pelo o Rock, vem pelo legado deixado pelos seus pais e família. 

Para conhecer o trabalho da Coffee Rock Uai, a agenda de shows e saber mais sobre sua história, acesse o Instagram da banda.

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Por Daniela Reis 

 

Elis Regina foi um ícone, um estouro! Mulher de personalidade forte e à frente do seu tempo, foi a primeira a dar voz à mistura de estilos que ficou conhecida como Música Popular Brasileira em 1965, quando tinha apenas 20 anos de idade. A cantora nasceu em 1945, no dia 17 de março, na cidade de Porto Alegre (RS). Sua morte precoce a transformou em mito. Diversas canções foram eternizadas na sua voz, entre elas: Águas de Março, Casa no Campo e Como Nossos Pais.

 

Trajetória de sucesso 

A artista começou a cantar ainda menina, aos 11 anos, no programa “No Clube do Guri”, na Rádio Farroupilha, apresentado por Ari Rego. Em 1960, foi contratada pela Rádio Gaúcha. Nesse mesmo ano foi eleita a “Melhor Cantora do Rádio”. Em 1961, com 16 anos, viajou para o Rio de Janeiro onde lançou seu primeiro disco, “Viva a Brotolândia”.

Em 1964, já se apresentava no eixo Rio-São Paulo. Assinou contrato com a TV Rio, para se apresentar no programa “Noite de Gala”. Sob a direção de Luís Carlos Miele e Ronaldo Bôscoli.

Nessa época, Elis criou os gestos que se tornaram sua marca registrada. Quando cantava, levantava os braços e girava-os. Também se apresentava no “Beco das Garrafas”, reduto da Bossa Nova.

Ainda em 1964, Elis muda-se para São Paulo. Em 1965, fez a sua estreia no festival da Record com a música “Arrastão”, de Edu Lobo e Vinícius de Moraes.

Elis recebeu o Prêmio Berimbau de Ouro e o Troféu Roquette Pinto. Foi eleita a melhor cantora do ano.

Entre 1965 e 1967, ao lado de Jair Rodrigues e do Zimbo Trio, Elis apresentou o programa “O Fino da Bossa”, na TV Record em São Paulo.

O programa gerou três discos Dois na Bossa I, II e III. O primeiro “Dois na Bossa” vendeu um milhão de cópias.

Ultrapassando fronteiras

Em 1968, Elis embarcou em uma promissora carreira internacional. No Olympia de Paris, foi ovacionada e voltou ao palco seis vezes depois do final do show.

Artista eclética

Era uma artista eclética, interpretava canções de vários estilos, como MPB, jazz, rock, bossa nova e samba. Levou à fama, cantores importantes como Milton Nascimento, João Bosco e Ivan Lins. Fez dueto com Tom Jobim, Jair Rodrigues, entre outros.

Entre os seus álbuns destacam-se: Ela (1971), Elis e Tom (1974), Falso Brilhante (1976), Essa Mulher (1979), Saudade do Brasil (1980) e Elis (1980).

Grandes sucessos 

Em menos de 20 anos de carreira, Elis gravou 31 discos, onde imortalizou diversas canções da música popular brasileira, entre elas:

  • Águas de Março
  • Como Nossos Pais
  • O Bêbado e a Equilibrista
  • Fascinação
  • Madalena
  • Aprendendo a Jogar
  • Casa no Campo
  • Alô, Alô, Marciano
  • Romaria
  • Upa Neguinho
  • Se Eu Quiser Falar Com Deus.

A mulher

Elis Regina foi casada com o produtor musical Ronaldo Bôscoli entre 1967 e 1972. Juntos protagonizaram brigas homéricas, geralmente em público. Dessa união nasceu João Marcelo Bôscoli (1970).

Entre 1973 e 1981 Elis viveu com o pianista e arranjador musical Cesar Camargo Mariano. Juntos tiveram dois filhos: Pedro Camargo Mariano (1975) e Maria Rita (1977).

O adeus

Elis Regina foi encontrada no chão de seu quarto do seu apartamento no bairro dos Jardins, por seu namorado Samuel MacDowell, que arrombou a porta e tentou socorrê-la, mas ela já chegou sem vida ao hospital.

Elis Regina faleceu com apenas 36 anos, em São Paulo, no dia 19 de janeiro de 1982. Sua morte foi decorrente do consumo de cocaína e o uso exagerado da bebida alcoólica.