Praça da Liberdade

Foto: Yuran Khan

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Belo Horizonte é uma cidade marcada por pontos turísticos que vão desde as obras arquitetônicas de Oscar Niemeyer até as praças, parques e festivais. O ano de 2014, por exemplo, recebeu mais de 355 mil turistas durante a Copa do Mundo, segundo pesquisa da Secretaria de Estado de Turismo e Esportes, arrecadando de receita direta R$ 451 milhões. Além de grandes eventos, a capital mineira atualmente abriga um dos maiores carnavais de rua do país, reunindo 2 milhões de pessoas segundo a PM em 2016.

A estimativa realizada pela prefeitura de Belo Horizonte aponta que em 2020 a cidade receberá cerca de 5.442.980, 3.185.491 a mais de turistas que no ano de 2010.

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Pontos Turísticos

Muito dos pontos turísticos em Belo Horizonte, atualmente, são identificados com placas dos nomes, engenheiros e ano em que foram construídos, além de uma pequena história. Semáforos também foram alterados com novas máscaras para atrair a curiosidade dos turistas e divulgar museus, igrejas, dentre outros patrimônios. Além das construções históricas, a capital também atrai pessoas devido a sua culinária com circuito de restaurantes e bares.

Veja abaixo uma lista com atrativos turísticos destacados pela PBH como os mais visitados:

Atrativos Culturais

Palácio da Liberdade, Casa do Baile, Igreja São Francisco de Assis, Museu Histórico Abílio Barreto, Museu de História natural e Jardim Botânico, Museu de Arte da Pampulha, Mercado Central, Conservatório Mineiro de Música, Catedral Nossa Senhora da Boa Viagem, Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, Casa Fiat da Cultura, Centro Cultural UFMG, Centro de Cultura de Belo Horizonte, Fundação Clóvis Salgado, Museu de Ciências Naturais, Museu das Telecomunicações, Museu de Artes e Ofícios, Museu Mineiro e Museu das Minas e dos Metais.

Realizações técnicas

Zoológico, Aquário e Planetário

Atrativos Naturais

Parque Ecológico da Pampulha, Parque Estadual da Baleia, Conjunto Paisagístico da serra do Curral, Parque das Mangabeiras e Parque Municipal Américo Renê Gianetti.

Eventos Permanentes

Expo-Cachaça, Axé Brasil, Casa Cor Minas, Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, Festival Internacional da Dança (FID), Festival Internacional de Teatro de Bonecos, Festival Internacional de Teatro de Palco e Rua, Festival Internacional de Quadrinhos, Feira de Artes e Artesanato da Avenida Afonso Pena, Festival Gastronômico Brasil Sabor e Festival de Arte Negra.

 

 

Texto e fotos por Julia Guimarães

Reunindo profissionais da saúde, pacientes e familiares, o Movimento da Luta Antimanicomial traz para as ruas a alegria e diversão na letra do samba enredo: “Eles passarão, nós passarinho”, o protesto contra o retrocesso que nos encara e diminui de forma eminente a conquista dos direitos de todos os cidadãos com sofrimento mental ou não.

“É a questão de olhar o outro e enxerga-lo assim como você gostaria de ser enxergado. Enxergar a diferença como todas as outras.”, nos conta João Vitor de Campos, estudante de jornalismo.

A data, que ainda não foi instituída formalmente como pessoa jurídica, conquistou seu espaço e possui forte representatividade e legitimidade na área da saúde e entre seus profissionais. O movimento, hoje, possui três cadeiras na Comissão Intersetorial de Saúde Mental do Conselho Nacional de Saúde. E traz como bagagem um ponto importante na área da saúde mental: a Reforma Psiquiátrica.

“É um trabalho que a gente vem executando. É contra os serviços prestados nos manicômios. Para atender essas pessoas nós temos a Central de Convivência, Cersam, Conversa de Rua, entre outros, que estão sempre de portas abertas. A proposta é dar atendimento onde a pessoa estiver. E é por isso estamos na luta por 25 anos.”, esclarece a psicóloga Carla Paulino.

 A luta que teve seu início em 1987 tem como objetivo a extinção dos manicômios, por meio de uma intervenção social, assim como a melhoria do tratamento de pessoas com sofrimento mental, já que naquele ano tornou-se público os absurdos que aconteciam nas instituições e o reconhecimento de seus direitos como cidadãos. Tudo isso embalado ao lema: “Por uma sociedade sem manicômios”.

“Eu acho importante o diálogo desse movimento, a luta antimanicomial, devido a triste historia que as pessoas com distúrbios mentais passam. Mas, movimentos como esse do dia 18 de maio são importantes para acabar com o preconceito.”, Opina Campos, Estudante de Jornalismo.

Texto: Ana Paula Tinoco/ Fotos: Yuran Khan

Na manhã de segunda-feira, 09 de Maio, o deputado Waldir Maranhão (PP-MA) divulgou em sessão a decisão que tenta anular a admissibilidade do Impeachment da Presidenta Dilma Rousseff que foi realizado no dia 17 de Abril.
No mesmo dia, porém, o presidente interino da Câmara voltou atrás de sua decisão e autorizou, novamente, a abertura do processo contra a nossa Presidenta. “Revogo a decisão por mim proferida em 9 de maio de 2016, por meio da qual foram anuladas as sessões do plenário da Câmara dos Deputados ocorridas nos dias 15, 16 e 17 de abril de 2016, nas quais se deliberou sobre denúncia por crime de responsabilidade número 1 de 2015”, esclarece Maranhão em carta liberada por sua assessoria de imprensa.
Diante desse impasse e reviravoltas, o Jornal Contramão foi às ruas ouvir os cidadãos, afinal, você é a favor ou contra o impeachment da Presidenta Dilma Rousseff?

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“O maior absurdo que a gente vive nesse momento político é um lixamento da nossa Presidente. E tenho orgulho de tê-la elegido duas vezes. E sem dúvida a oposição está com raiva por não ter o número de votos para ganhar, por isso eles estão usando desse artifício. Estou indignado como o vandalismo político nesse momento no nosso país. Nós não nos vendemos e nem nos rendemos.”, explica Manoelito Pereira, Agricultor aposentado.

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“O que eles estão querendo fazer com a nossa Presidente eleita é uma covardia. E baseado nisso eu gostaria de saber na mão de quem que fica? Eles estão entregando o galinheiro para as raposas. Por isso eu sou contra o Impeachment.”, a opinião de Itamar Carlos de Paula, Motorista.

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“Deve haver democracia. E infelizmente, muitas pessoas da população voltaram atrás no seu voto. Eu, mesma, fui uma que votou na Dilma, com o decorrer do tempo, da crise e devido às consequências de decisões erradas eu sou a favor do Impeachment.”, conta Daine Garcia, assistente administrativa.

Matéria Ana Paula Tinoco/ Fotos Júlia Guimarães

Entidades que compõe a CUT-MG, frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo ocupam a Praça da Liberdade desde domingo (01) em um acampamento a favor da democracia que está previsto para durar até a quarta-feira (11), quando ocorrerá a votação no senado para decidir a aprovação ou não da abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma.lBQclnvMkjg

Para o jornalista Thiago Alves da Frente Brasil Popular o acampamento é um espaço público de denúncia, um espaço para debater o que está sendo proposto para a sociedade brasileira, para defender e propor um novo modelo que amplie os direitos sociais, e não que os corte.  “Nós consideramos existir hoje, no Brasil um processo de golpe. Apesar de ser um governo com limitações, e a Frente Brasil tem muitas críticas quanto à condução da política econômica e social, mas nós consideramos que temos que avançar e não retroceder”, afirma Alves.

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Além do espaço ocupado pelo movimento, que até a primeira contagem já estava com cem pessoas acampadas, as frentes irão realizar ações de visitas em algumas periferias de Belo Horizonte com grupos de militantes para conversar com os moradores sobre a atual situação do país. “Muita gente não compreendeu ainda porque o Brasil está dividido nesse momento, o que está em jogo. Queremos gerar esse debate e conscientização”, salienta o jornalista.

Todos os dias serão realizados ações na Praça da Liberdade, às 18h30 como exibição de filmes e debates.

Tragédia de Mariana

A Frente Brasil Popular planeja para o dia 05 de abril um ato na Praça da Liberdade para lembrar os seis meses da tragédia de Mariana. “Nós estamos pensando em chamar a imprensa, possivelmente a participação das viúvas e parentes. Queremos fazer a denuncia, lembrar que o crime fez seis meses e até o momento ninguém foi preso. Mais para frente teremos informações”, finaliza Thiago Alves.

Por Julia Guimarães

Diante da crise econômica que se instala no país nos últimos dois anos, Belo Horizonte vivência um aumento no número de roubos. Em média a polícia registrou cinco ocorrências deste tipo a cada hora na capital. O número de casos subiu em 40% em relação ao mesmo período do ano de 2015.

Segundo dados da Secretária de Estado de Defesa Social (SEDS), os números praticamente dobraram se compararmos com o ano anterior. As estatísticas mostram que houve um aumento de 40,64%, apenas nos dois primeiros meses deste ano. Foram registrados 8.230 roubos consumados, número que foi de 5.852 no mesmo período do ano anterior. Já os dados para furtos consumados na cidade de Belo Horizonte cresceram em 14,94%, fechando com 11.035, enquanto em 2015 esse número foi de 9.601 furtos. A participação da capital com relação aos roubos do estado é de 37,73%, representando 11% da população.

Em Minas Gerais, os dados também apresentaram um crescimento acentuado em comparação com os dois primeiros meses do ano de 2015. Houve um aumento de 32,19% nos casos de roubo consumado em todo o estado, totalizando em 21.808 casos. Os dados de furtos consumados chegaram a 53.569 casos, representando um aumento de 8,63%.

O estado alega que não houve falta no policiamento e coloca empecilhos como o desemprego, à alta na inflação e o descontrole da economia, e garante que esses fatores aumentam a criminalidade. “Os furtos e os roubos na cidade de Belo Horizonte, derivam-se principalmente da reincidência criminal. Os bairros do Centro Sul que de cada 100 pessoas presas, 50 já foram liberadas e já cometeram novamente a mesma modalidade criminosa. No centro de Belo Horizonte esse número é de 100 para 30”, destaca Cabo André, coordenador do Centro de Policiamento da Capital (CPC).

Segundo ele, a PMMG tem trabalhado de maneira efetiva para a segurança dos cidadãos: “Em números podemos esclarecer que nos últimos dois anos (2015 e 2014) e no primeiro trimestre de 2016 a Polícia Militar prendeu e apreendeu 65.211. Desse total 13.980 reincidiram ao crime, cometeram novamente o crime uma ou duas vezes e 2338 foram presos mais de três vezes pelo mesmo crime.”, esclarece.

O jornalista Felipe Bueno foi uma das vítimas de roubo recentemente no centro da capital ao sair de um show no Palácio das Artes: “Eu tenho o hábito de andar a pé pela cidade, é uma escolha minha. Eu gosto desse exercício de caminhar pelas ruas e ser menos dependente possível de qualquer meio de transporte”, esclarece o jornalista.

Para ele foi um momento traumático: “Foi por volta das 23:30 de uma sexta-feira. Eu estava a caminho do ponto de ônibus, de passagem pelo centro de Belo Horizonte, onde os assaltantes me cercaram. Dois deles vieram por trás de mim, enquanto o terceiro caminhava na minha frente, e veio em minha direção quando os outros dois falaram para eu parar e passar o celular”, conta.

Por Raphael Duarte

Crédito da Imagem: Divulgação Internet

Foto: Rafael Barra

Na tarde desta terça-feira, 12 de abril, por volta das 13h, um homem que vivia em situação de rua morreu na fonte central da Praça da Liberdade, na região Centro Sul da Capital. A equipe do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento de Urgência Móvel (Samu) foram acionados e tentaram, junto com a Guarda Municipal, reanimá-lo sem sucesso. A vítima ainda não foi identificada e corpo encontra-se no local à espera da perícia.

Segundo uma menor que também vive em situação de rua, o homem entrou na fonte para lavar um short e, minutos depois, já estava inconsciente. Para a jovem, que preferiu não ser identificada, é hábito entre a população de rua utilizar as dependências da praça para esse tipo de atividade, já que muitos deles não possuem lugares onde possam cuidar de sua higiene de um modo geral.

A Guarda Municipal confirma essa informação e alerta que o fato de não haver nenhuma lei que os proíba de nadar ou lavar roupas nas fontes da capital pode acarretar em riscos de acidentes. “É preciso ficar atento, não somente com os moradores que nadam no local, mas as pessoas que lá frequentam, já que a fonte possui fios que podem acarretar choques elétricos.”, informa.

Texto por Ana Paula Tinoco

Foto: Rafael Barra