Praça da Savassi

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O aumento da prática esportiva está atrelado não apenas na busca do “corpo perfeito” para o verão, uma vez que a procura por academias cresce próximo dessa época, mas também está interligado a uma conscientização da população e uma busca pela vida mais saudável.

Pesquisa divulgada em outubro de 2014, pelo Ministério da Saúde indicou que 33,8% dos brasileiros realizam atividades físicas, e segundo Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico a (Vigitel) 50% são jovens de ambos os sexos.

A atividade física pode ser realizada em ambientes fechados, como academias ou até mesmo em clínica de fisioterapia, ou ambientes abertos, como parques ou academias ao ar livre. São inúmeras opções. Marcus Macedo, 24, optou por praticar corrida e caminhar no parque próximo a sua casa. “Eu não praticava nenhum esporte porque eu não curto e também não gosto de academia, então a melhor escolha foi começar a caminhar no parque. Escolhi lugares abertos porque não gosto de me sentir preso e geralmente os parques são bem grandes. Coloco meu fone e faço geralmente 1h ou 1h15 todos os dias, menos domingo.”, afirma Macedo.

Segundo a fisioterapeuta Janaina Pieczarka, é importante procurar um profissional antes de dar inicio a qualquer exercício, bem como ter o auxílio de um especialista enquanto realiza atividades físicas, “muitas pessoas não conhecem seu corpo, nem suas limitações e possíveis patologias. Quando você é avaliado você tem noção dos seus limites físicos e traça um objetivo. Um exercício mal executado pode prejudicar as articulações e agravar problemas já instalados, como escoliose, desgastes no joelho, quadril, coluna e gerar também lesões (que não existiam) em vários seguimentos do corpo.”, esclarece.

O professor de educação física e personal trainer, Daniel Abreu, também ressalta a importância de procurar um profissional antes de iniciar as atividades físicas, mas que a corrida é uma atividade que pode ser realizada sem acompanhamento, desde que seja por uma pessoa saudável e sem problemas cardíacos. “Não demanda técnica, é só dispor de uma roupa leve, um tênis confortável e sair correndo na medida e limite que seu corpo demandar.” Abreu acentua que os benefícios da corrida são inúmeros, e que vão desde o emagrecimento até na melhora da autoestima, “e pessoas que correm em média 2 horas por semana de forma moderada pode ter a expectativa de vida aumentada em até seis anos”, finaliza.

Gratuidade

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Além de diversas academias particulares e clubes encontrados em Belo Horizonte, existem opções gratuitas para quem quer se exercitar, como as Academias da Cidade, um projeto criado pela prefeitura em 2006, onde pessoas cadastradas no local podem usufruir dos equipamentos e do auxilio de professores até três vezes da semana no período de uma hora.

As academias ao ar livre, que até em 2013, estavam presentes em 56 praças distribuídos em diversos bairros da capital e o projeto Movimente, um treino funcional que conta com exercícios em circuito de força, salto e abdominal na Praça da Liberdade e funciona de segunda a quinta-feira, das 19h20 às 20h20 e das 20h20 às 21h20 e sábado às 9h.

Passeando com cerca de 15 amigos, vestindo roupas pouco confortáveis com direito a uma grande bolsa colorida e um sorriso estampado nos lábios, a senhora Maria Luiza, 71, do bairro Vila Oeste, visita pela primeira vez uma academia ao ar livre situada na Praça José Mendes Junior, no Lourdes. “Estou achando muito bom, todo bairro deveria ter. Precisamos reivindicar uma. Estamos passeando para olhar, descansar e nos divertir um pouco.”

Por Julia Guimarães

Fotos por Raphael Duarte

 

Foto: Marina Rezende

“Manda a Dilma saudar mandioca em Cuba”. Um jovem com, aparentemente, 25 anos, se apresentou à nossa equipe proclamando essa frase. Durante o protesto contra o governo Dilma Rousseff, expressões como essa eram comuns de se ouvir, na tarde do dia 16 de agosto nas praças da Liberdade e da Savassi. Cerca de 6.000 pessoas estavam presentes.

Foto: Marina Rezende
Foto: Marina Rezende

O protesto ocorreu de forma pacífica e a maioria dos manifestantes eram de classe média. Os policiais ficaram no entorno da região e não entraram em conflito com os manifestantes, que elogiavam o trabalho da PM após selfies e cumprimentos.

Os manifestantes tinham nos rostos dois borrões de tinta. um verde e outro amarelo. As mesmas cores das camisas da seleção brasileira de futebol, algumas, inclusive, com nomes personalizados, como “Bárbara,” número 10.  Eles foram escoltados pela Polícia Militar durante todo o protesto que durou quatro horas.

Havia carros com porta-vozes de movimentos que defendiam a retirada da atual presidenta da república do cargo. Algumas dessas pessoas usavam camisas em que se podia ler mensagem como “intervenção militar”. A intervenção não era apoiada por uma parte dos participantes. Quando a reportagem do CONTRAMÃO abordava os manifestantes, alguns diziam: “Eu não sou desses que pedem intervenção militar”.

Enquanto isso…

Do outro lado da avenida Cristovão Colombo, na Praça da Savassi, selfies pipocavam por todos os cantos. As famílias se reuniram erguendo faixas. Partes dessas faixas eram artesanais, com letras em tinta e acabamento caseiro. Bandeiras e camisetas também eram vendidas por ambulantes e em algumas lojas da região. Um vendedor, inclusive, nos parou para reclamar da ação da prefeitura contra o trabalho que exerciam. “Eles  [agentes da prefeitura] agem com truculência: já vem tirando tudo”. Entramos em contato com o setor de regulação urbana da Prefeitura de Belo Horizonte para falarem sobre o caso, mas, até o fechamento da matéria, não houve resposta.

Foto: Marina Rezende
Foto: Marina Rezende

“Deus no coração”

Ainda na Cristovão Colombo, um integrante da Igreja Adventista segurava um cartaz em mão com um endereço na internet (esperanca.com.br). Ele disse não ser completamente a favor das reivindicações e desejou à Dilma paz e “Deus no coração”. O homem afirmou que os problemas do Brasil ocorriam devido ao fim do mundo. “Com ou sem a Dilma não tem melhora para o mundo. Já estamos na reta final”, exclama.

Quando retiramos o microfone com a marca da UNATV, três pessoas começaram a se aglomerar ao lado da reportagem. Elas achavam que entraríamos em link ao vivo e se posicionavam de forma a serem enquadradas pela câmera com suas placas e faixas. Os dois homens e a mulher queriam explicitar suas reclamações não só na rua, como, também, para a mídia. Os manifestantes eram eram solícitos e predispostos a conceder entrevistas.

Nos bares dos arredores de uma das regiões mais badaladas da cidade, os proprietários e gerentes sorriam. Alguns daqueles que vestiam camisa da “seleção canarinho”, certamente, iriam fazer um lanche, almoçar ou, então, beber alguma coisa, água que fosse.

Com 12 anos

Uma mãe segurava uma garrafa de água, enquanto acompanhava a filha de 12 anos no protesto. “Ah, ela é a melhor pessoa para falar sobre isso [o ato]”, disse. “A importância é que todo mundo veio lutar para o Brasil melhor. Pelo bem de cada um e pelo de todo mundo”, declarou a garota com segurança e sem gaguejar.

A garota escutou críticas à educação, feitas por pessoas dos carros de som. “A educação é comunista” e “Professores de história, filosofia e sociologia são ‘comunas'” foram algumas das revelações feitas durante as 4 horas de manifestação. Com 12 anos de idade e borrões verde-e-amarelo no rosto, a pré-adolescente, também, ouviu pedidos para a volta da Ditadura Militar.

A distância de cerca de 500 metros entre a Praça da Liberdade e a da Savassi, após gritos pró-impeachment, a dispersão foi imediata. Um dos porta-vozes, em um dos carros de som, palanque de um movimento, anunciou que iriam para a avenida Raja Gabáglia, poucos que restavam e houve um minuto de aplausos para a ação da Polícia Militar. Depois de 10 minutos as ruas estavam vazias.

Foto: Marina Rezende
Foto: Marina Rezende

Por Gabriel da Silva

Residente no Brasil desde 1971, o pintor espanhol Carlos Carretero, teve suas obras destruídas na segunda-feira, 12. As obras que estavam expostas em seu ateliê no Centro de Cultura Flamenca “Los Del Rocio”, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, foram danificadas e objetos de decoração quebrados. Estipula-se que o valor do dano, no ateliê chegue a R$ 100 mil.

De acordo com o artista, a galeria já havia sido invadida outras vezes, sendo vítima de furtos em certa ocasião, levaram computadores e telefones.  Segundo o pintor, desta vez não levaram nada.

Nos atos de vandalismo, foram escritas frases como “família, paz e sexo”, em alguns quadros do artista.  A obra “Crucificado”, uma das preferidas do autor, recebeu a frase “mais amor, menos crack”, com corações vermelhos.

Para Carlos, as frases são estranhas e sem conexão. “Não há nenhuma relação entre as obras danificadas, destruíram de forma aleatória. Colocaram massa corrida nos manequins e em muitas pinturas. Salas do ateliê foram pichadas com as palavras “Bertini” e “Ber”, acredito que possam ter relação com o autor do ato.”, desabafa.

Segundo Carlos Carretero, estão sendo pensadas medidas para evitar novos ataques. Quando encontrou as obras danificadas e a bagunça no ateliê, foi um choque. Já que não é apenas proprietário, mas também autor das artes. Para ele a primeiro momento foi impactante, mas agora, já olha de outra forma.

Novo olhar

Pensando em mudar o cenário atual do ateliê, Carlos revela um futuro projeto, baseado-se na ideia de um amigo próximo, “ele (amigo) propôs expor as obras danificadas e as fotografias das pichações no ateliê e depois tentar recuperá-las”.

Texto: Victor Barboza
Foto: Ítalo Lopes

As decorações de Natal estão sendo instalados em avenidas, praças e prédios importantes para a capital e região metropolitana. Está marcada para o dia 2 de dezembro a inauguração dos enfeites luminosos pela cidade.

As praças recebem uma atenção especial, explicou Cláudia Travesso, responsável há 9 anos pelas decorações. “Cada praça tem uma temática diferente, todo ano. Por exemplo, a decoração que estamos montando na Praça da Liberdade é uma homenagem ao Circuito Cultural. Em Contagem homenageamos a 8ª edição do Programa da Brigada da Limpeza numa praça e na outra os carroceiros. Vai ter Papai Noel em carroças e Papai Noel varrendo.”

Toda decoração e mão de obra são pagas pela Cemig, por meio de licitações concessionadas. Os encarregados que trabalham instalando todos os enfeites são funcionários da  Encel – Empresa de Engenharia de Construções Elétricas, que é contratada pela Cemig. “Às vezes trabalham 60, outras vezes 300 funcionários” confirmou Cláudia.

O professor de Artes Plásticas da Escola Guignard, Abílio Abdo, gosta das decorações luminosas que vem junto com o final do ano. “A luz faz parte do contexto do Natal, ajuda as pessoas a entrar no clima. Eu trouxe meus filhos quando eram pequenos e ano passado trouxe meu neto. Mas só demos umas 2 voltas em volta da praça de carro, fica muito congestionado. Esse ano vai ser a mesma coisa.” finaliza Abdo.

Texto: Camila Lopes Cordeiro

Foto: Umberto Nunes

Esse ano a marcha das vadias de Belo Horizonte superou as expectativa  de todos inclusive das articuladoras como relata em seu site Adriana Torres, ativista do Movimento Nossa BH e uma das participantes da Marcha, “foi de encher os olhinhos d’água ver mais de mil pessoas – jovens, nem tão jovens, cis, trans, mono, hétero, crianças, unidos com alegria e irreverência na defesa da liberdade e contra a violência”.

 A concentração que começou na Praça Rio Branco,as 13 horas em frente à rodoviária da Capital Mineira, passou pela Praça da Estação, Rua da Bahia, Praça da Liberdade, Savassi. o evento esse ano cresceu, conquistou, e trouxe as ruas o encanto do afeto humano em prol de um só ideal. E agora pressiona, e convida a ir além. A formar uma base de um mundo diferente para nós e para os próximos habitantes desse globo de poucos, loucos, por um intelecto em comum.

As políticas públicas relacionadas à violência contra a mulher está mais focada no “pós-violência”. “Temos poucas ações para conscientização, prevenção e conhecimento de que o machismo, a cultura patriarcal, é um dos principais fatores dessa violência”, afirma Adriana torres.

Vejo que essa reflexão deve começar dentro de nós, transformando em atitudes não machistas, não homofóbicas e não racistas no nosso dia a dia. É fácil admitir isso, não é fácil é olhar para nosso espelho interior e assumir uma postura mais humana, olhando para os outros e menos para nosso próprio umbigo.

No ultimo sábado (25), As ativistas usaram roupas curtas e algumas deixaram os seios a mostra e  o próprio corpo usado como meio de vincular o protesto para contestar o machismo. Com palavras pintadas pelo corpo, cartazes nas mãos e uma grande mistura entre muitos  homens,Crianças , mulheres e afins defendendo que é preciso aprender a respeitar não só as mulheres mas todos os seres que o merecem.

A Marcha das Vadias teve início em 2011 na cidade de Toronto, no Canadá, organizada por estudantes da universidade local. Após uma declaração de um policial na instituição que disse que se as mulheres se vestissem como “vadias” poderiam estimular o estupro.

Como explica o site.

O manifesto pacífico e bem humorado  também foi marcado em São Paulo,Recife e Curitiba, e já teve diferentes versões em diversos países. Assim a marcha chama a atenção da população, para que o preconceito seja banido dos pensamentos controversos dessa sociedade imperfeita.

A nossa conduta não deveria ser alvo de julgamentos, principalmente, porque o defini o caracter de um ser, não é constituída por “fora”, pela “casca” e sim pela essência da integridade sentimental que compartilhamos. Para se juntar a marcha não é preciso se despir, bastar estar confortável, todos são bem vindos desde que venha com alma e coração aberto a liberdade de expressão.

Por: Aline Viana

Foto: Aline Viana

Para criminalista, Antônio Donato dificilmente será condenado por todos os crimes de que é acusado. Pagodão contra o Nazismo, idealizado no Facebook,  está previsto para o dia  20 na Praça Afonso Arinos

As imagens do suspeito de apologia ao nazismo, Antônio Donato Baudson Peret, 24, tentando enforcar o catador de material reciclável Luiz Célio Damásio, 42, ganharam repercussão nacional, desde o dia 05 de abril,  e geraram uma mobilização nas redes sociais, na última semana. No Facebook, está programado para o dia 20, um evento denominado Pagodão contra o Nazismo com o objetivo de “pressionar os órgãos públicos pelo avanço da investigação e das punições”, conforme esclarece uma das organizadoras que prefere se identificar como responsável pela página Anarquistas Ensinam (link).

A mobilização será na Praça Afonso Arinos, na Avenida Álvares Cabral, pretende reunir todo grupo antifascista de Belo Horizonte. “Nosso público é diverso, todas as cores, credos, estilos e etnias. O importante é ser antifascista!”, exclama a responsável. Além de esclarecer que o pagode almeja reunir “uma galera para se divertir, e que estimule os debates e a pressão popular sobre os casos”. A autora do evento explica ainda: “Nosso pagode é uma resposta às manifestações de intolerância e formação de quadrilha nazista que tem ocorrido em Belo Horizonte, que vão desde os trotes racistas na UFMG, até os casos mais recentes envolvendo os boneheads neonazistas”.

Apologia ao nazismo

Antônio Donato foi preso em Americana (SP), na segunda, 15, e esta detido no Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp) São Cristóvão, onde também estão Marcus Vinícius Garcia Cunha, 26 anos, e João Matheus Vetter de Moura, 20 anos, detidos no domingo, também acusados de agressões na capital. Donato responderá por incitação ao crime, apologia ao nazismo e ao racismo, lesão corporal leve, tortura, corrupção de menores (há uma foto de um menor, filho de um dos outros dois acusados, fazendo reverência nazista) e formação de quadrilha, a pena pode chegar a 24 anos de prisão.  Mas para a  advogada criminalista Gabriela Dourado, o suspeito dificilmente será condenado por todos os sete crimes de que é acusado. Ouça o podcast em que a advogada explica cada um desses crimes e suas respectivas penas, além de fazer uma análise do caso.

Por Ana Carolina Vitorino

Ilustração: Diego Gurgell