Saúde

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The concept of dental treatment. The doctor looks at the model of the tooth.

Por Keven Souza

Em comemoração ao Dia do Cirurgião-Dentista, entre os dias 25 e 29 de outubro acontece a Semana de Odontologia realizada pela Una Contagem e Cidade Universitária (Una Guajajaras). De forma online e totalmente gratuita, acontecerão palestras e rodas de conversas que trarão profissionais renomados do mercado para debater temas instigantes em volta das diversas especialidades que envolvem a área da Odontologia. Para participar e ficar por dentro das ações é necessário retirar os ingressos através da plataforma do Sympla

A história da Odontologia no Brasil é antiga e traçada por procedimentos irregulares incumbidos pelo tratamento de soldados durante ou após as guerras. Durante o século XVI, cirurgias em geral não eram realizadas por médicos, mas por barbeiros-cirurgiões, que realizavam pequenas cirurgias, como arrancar dentes, além de cortar o cabelo e a barba. Hoje, o cirurgião-dentista é o profissional apto a cuidar e preservar toda a saúde bucal humana, um responsável interino que atua, de forma menos genérica em relação ao início da área, por meio de procedimento seguros e voltados diretamente ao combate de doenças, remoções, restaurações, cirurgias e limpezas, relacionadas a parte bucal. 

Desde de 1884, se comemora anualmente no dia 25 de outubro o Dia do Dentista Brasileiro e para esta data especial confira as ações da Una em homenagem a este profissional, na Semana da Odontologia:

Programação:

25/10 – SEGUNDA-FEIRA

18h às 19h – Palestra “Como se formar em um cirurgia bucomaxilofacial?” | Prof. Samuel Costa

Cirurgião Dentista- universidade federal de minas gerais. Turma 151/ 2017. Doutorando em Cirurgia Bucomaxilofacial FORP/USP. Cirurgião bucomaxilofacial- hospital João xxiii. Título de Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pelo CFO. Cirurgião da clínica facialis. Membro aocmf. Membro international association of oral & maxillofacial surgeons. Membro do colégio brasileiro de cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial. Membro do Latin America Study Group for trauma. Membro do Latin America Committee for trauma. Next-gen trainee program of the international association of oral & maxillofacial surgeons.

26/10 – TERÇA-FEIRA

18h às 19h – Palestra “Importância da Odontologia hospitalar na pandemia da Covid-19” | Profa. Juliana Gross

Graduada em Odontologia pela PUC-MG. Destaque acadêmico PUC-MG 1997, 1998 e 1999. Pós-graduada em Odontopediatria UFMG, em Prótese fixa e Cirurgia Periodontal UNIFRAN-SP e em Implantodontia. Habilitação em Odontologia Hospitalar – Hospital Albert Einstein/SP. Habilitação em Laser USP-SP. Mestre em Clínicas Odontológicas com ênfase em Endodontia pela PUC-MG. Professora Especialização Endodontia FUNORTE – Ipatinga. Coordenadora Odontologia Hospitalar – Hospital da Baleia – BH. Doutoranda em Patologia Oral- UFMG.

27/10 – QUARTA-FEIRA 

18h às 19h – Palestra “Abrangência dos procedimentos da harmonização orofacial na Odontologia | Profa. Amanda Mesquita

Graduada em Odontologia – UFMG. Pós graduada em Dentística e Prótese dentária. Capacitação em Lentes de Contato Dental e Fotografia. Especialista em Harmonização Orofacial – FAIPE. Imersão em Fresh Frozen Cadavers – HOF ANATOMY EXPERIENCE. Professora de Especialização em HOF-FAIPE. Professora do Instituto Fix – Face Analysis.

19:30h às 20:30h – Palestra “Clareamento dental” | Profa. Juliana de Souza Silva Zica

Cirurgiã-dentista. Especialista em Dentística e Prótese dentária. Mestre em Dentística pela Faculdade de Odontologia da UFMG.

28/10 – QUINTA-FEIRA

18h às 19h – Palestra “Odontologia para pacientes com necessidades especiais: desmistificando o atendimento clínico” | Profa. Natália Carneiro

Graduada em Odontologia- UFMG, Especialista em Ortodontia- Uningá, Mestre em Odontopediatria- UFMG, Doutora em Odontopediatria pela UFMG com período sanduíche na Universidade de Alberta, Canadá, Pós Doutoranda em Epidemiologia- UFMG.

29/10 – SEXTA-FEIRA

18H às 19h – Palestra “Avanços tecnológicos em endodontia e tratamento em única sessão” | Profa. Kelma Campos

Cirurgiã-Dentista. Mestre- especialista em clínicas odontológicas com ênfase em endodontia – PUCMINAS. Doutora em Medicina Molecular – UFMG e UTHealh – Texas – EUA. Pós doutora em Medicina Molecular.

Para participar e retirar o ingresso acesse o link: Sympla.com.br/unacontagem 

Mais informações acesse o site disponível ou o Instagram oficial da Una. 

Por Keven Souza

Cidade grande é foda! Sinto que acordo quando me preparo para a primeira competição do dia, a caminho do meu trabalho luto por pequenas satisfações como conseguir sentar em um metro de plástico estofado para completar a carga horária de sono que é impossível de fazer a noite, pois, chego tarde e saio cedo. Porque a cidade grande é foda!

Com muitas janelas, poucos com muito e muitos com pouco (tipo eu), com luzes batendo em frestas e diversos barulhos, observo a movimentação já dentro do ônibus. Estou estressado por estar em pé – afinal a cidade parece ter pressa – comecei a observar que faz tempo que não vejo o sol queimar minha pele e sentir o calor em meu rosto. Talvez, seja porque meu privilégio é apenas sentar em um banco de ônibus e ter o corpo bronzeado é privilégio demais para o proletariado. Deixo isso restrito para meu patrão, que me faz bater ponto às 6h da manhã para enriquecer o bucho dele, que tem pressa para que eu chegue, mas não tem pressa para chegar. 

O trânsito está caótico, dentro no ônibus um rebuliço, são vários como eu que percebem a pressa da cidade e que estão cansados demais para acompanhá-la. É notável o semblante de cansaço, a sensação é de que estou em um filme de zumbi. Cochilando em pé me esbarro em uma moça segurando uma bolsa cor vinho que ocupa grande espaço no ônibus, peço perdão, mas não sou ouvido já que a próxima parada é a sua descida, e como havia falado: a cidade tem pressa! 

Um momento de alívio, ufa! Consigo me sentar. Usufruir do conforto desse assento é o que ainda me resta, mas continuar o cochilo que completa a carga horária de sono é o que mais quero agora, porém, será impossível. 

Vejo que se aproxima da minha parada, e o meu corpo segue inexpressivo, mas tenho que tirar forças de dentro para conseguir vencer mais um dia e suportar toda pressão de cobranças do meu patrão. Essa é a realidade do trabalhador na cidade grande no dia a dia. Dormir pouco e trabalhar muito, é a mesma rotina de sempre, porque no final das contas ela tem pressa.

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Por Bianca Morais

O câncer de mama é o tipo mais comum da doença entre as mulheres em todo o mundo, e não apenas elas, como também os homens, são acometidos por essa doença. O Outubro Rosa é uma campanha de conscientização com o objetivo de advertir as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e mais recentemente sobre o câncer de colo do útero.

No Brasil, por mais que pensem que o câncer de mama está diretamente ligado ao fator genético, ele representa apenas 10% dos casos. Sua maior porcentagem está ligada a estilo de vida como exemplo, a má alimentação. Uma dieta balanceda e saudável vai muito além de manter o corpo em forma, mas ajuda a prevenir muitas doenças e é essencial a todos. 

Nesse Outubro Rosa, o Jornal Contramão traz uma entrevista com Lorena Nogueira, nutricionista clínica do Hospital Sofia Feldman e mestre em Ciências da Saúde, que explica o quanto um cardápio rico em nutrientes pode fortalecer o organismo, dar disposição e contribuir para o restabelecimento da saúde em casos de mulheres que enfrentam a batalha contra o câncer de mama.

Lorena Oliveira – Nutricionista

Tratamentos como a quimioterapia costumam causar enjoos e perda de apetite, impedindo as mulheres de se alimentarem adequadamente. O que pode ser feito nessa situação?

Mesmo com os enjoos e a falta de apetite, é muito importante que a paciente continue se alimentando bem. Alimentos nutritivos combatem a fadiga, a fraqueza e auxiliam o corpo a se recuperar.

Algumas dicas podem ajudar:

– Prepare seus alimentos favoritos. Como o apetite está reduzido, uma preparação que te apetece pode fazer a diferença.

– Coma porções menores. É melhor comer pequenas quantidades várias vezes ao dia do que se forçar a comer grandes porções de uma vez.

– Dê preferência a alimentos mais práticos. Quando estiver bem, pique as frutas e deixe na geladeira, deixe alguma refeição pronta congelada, para que nos dias de fraqueza e desânimo, a refeição já esteja pronta.

– Tente se hidratar ao longo do dia. Com pequenas quantidades por vez.

– Evitar frituras e alimentos gordurosos. São de difícil digestão e podem causar desconforto.

– Algumas preparações podem ser enriquecidas com azeite extra-virgem, ovos, queijos, etc, de acordo com a orientação de seu nutricionista. Durante a perda do apetite, alguns suplementos podem ser utilizados, também de acordo com a orientação individualizada de uma nutricionista.

– Em caso de enjoos e vômitos, dê preferência para alimentos secos. A inclusão de gengibre na alimentação também pode ajudar, como chás de frutas com gengibre. Também é importante identificar os alimentos e cheiros que causam as náuseas para evitá-los.

 

Quais são os alimentos mais indicados para fortalecer o organismo das mulheres com câncer?

De uma maneira geral, comida de verdade.

Variar os alimentos também é importante para aumentar e fortalecer a imunidade, além de uma boa hidratação.

 

Quando o caso é falta de apetite, existe algo que possa ajudar a abri-lo?

Preparar alimentos que sejam da preferência da paciente, pode ajudar.

Oferecer pequenas porções é sempre mais interessante do que encher o prato.

Alimentos mais leves e com maior digestibilidade também têm melhor aceitação. Vitaminas ou sopas podem ser boas opções.

Além disso, alimentos em temperatura ambiente ou frios tem maior aceitação, como frutas, água de coco e iogurtes.

 

Quais as principais reclamações feitas por elas em relação à alimentação no período de tratamento?

Além das náuseas/vômitos e da perda de apetite, algumas pacientes relatam diarreia ou intestino preso, alterações no olfato e no paladar e boca seca.

 

E como você as aconselha?

Aconselho sempre a ouvir o que o nosso corpo está dizendo e acolher esta informação. Vamos por partes, dia após dia. Pensando em estratégias que possam gerar mais conforto de acordo com cada demanda específica.

 

O que é preciso evitar e por quê?

Alguns alimentos e bebidas podem ser vetores de substâncias específicas que atuam como carcinogênicas. Alguns exemplos são: carne vermelha em excesso, salsicha, presunto, linguiça, bebidas alcóolicas e refrigerantes.

De maneira geral, é preciso evitar:

– alimentos ultraprocessados (fast food, bolachas recheadas, macarrão instantâneo, carnes processadas, entre outros);

– bebidas alcóolicas;

– carne vermelha em excesso.

 

Quais hábitos alimentares podem prejudicá-las?

Consumo frequente de fast food, carnes processadas como a salsicha e os embutidos, bebidas alcoólicas, alimentos pobres nutricionalmente falando como os ultraprocessados que não agregam em nada na imunidade e pelo contrário, debilitam o nosso organismo e diminuem a nossa capacidade de reagir e combater o câncer.

 

Estudos mostram que uma dieta deficiente em certos alimentos pode levar ao câncer de mama. Por que isso acontece? E quais são esses alimentos?

Ter uma alimentação deficiente em alimentos de origem vegetal como frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, e rica em alimentos ultraprocessados, como aqueles prontos para consumo e as bebidas açucaradas, pode aumentar os riscos do desenvolvimento do câncer.

Os alimentos saudáveis possuem antioxidantes, fornecendo ao organismo substâncias imprescindíveis para combater os radicais livres que atacam as células.

Alguns antioxidantes e onde eles podem ser encontrados:

– Vitamina A – Encontrada nos alimentos alaranjados, amarelos e vermelhos. 

– Vitamina C – Encontrada nas frutas cítricas. 

– Vitamina E – Encontrada nos óleos vegetais, grãos e nozes. 

– Zinco – Mineral encontrado nas castanhas. 

– Selênio – Mineral presente nas carnes, leite, nozes e castanhas. 

 

Quais fatores atribuídos a nutrição estão ligados a consequência do câncer?

Existem alguns mecanismos biológicos que podem estar associados à incidência do câncer como por exemplo:

– A associação do consumo excessivo da carne vermelha e processada e o risco aumentado de câncer: o cozimento de carnes a temperaturas elevadas resulta na formação de aminas heterocíclicas e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, que têm potencial mutagênico e têm sido associados ao desenvolvimento de câncer em estudos. O alto teor de sal da carne processada pode resultar em danos ao revestimento da mucosa do estômago, levando à inflamação, à atrofia e à colonização por Helicobacter pylori.

– Bebidas alcoólicas: são vários os mecanismos pelos quais o consumo de álcool pode levar ao câncer. O acetaldeído, um metabólito tóxico da oxidação do etanol, pode ser carcinogênico para alguns tipos de células, por exemplo colonócitos, em razão da conversão de etanol em acetaldeído pelas bactérias do cólon. O maior consumo de etanol pode induzir estresse oxidativo por meio do aumento da produção de espécies reativas de oxigênio, que são genotóxicas e carcinogênicas. O álcool também pode atuar como um solvente para a penetração celular de carcinógenos dietéticos ou ambientais, por exemplo tabaco, ou interferir nos mecanismos de reparo do DNA.

 

O que uma boa alimentação pode ocasionar na vida de uma pessoa que está enfrentando um câncer?

Uma alimentação saudável e rica em antioxidantes fortalece o sistema imunológico e favorece uma melhor e mais rápida recuperação.

 

Como nutricionista, como você enxerga a relação dos pacientes com câncer com os alimentos?

De modo geral, os pacientes com câncer começam a entender melhor a relação das boas escolhas alimentares com uma melhor recuperação e também para diminuir o risco de reincidência da doença.

Passada a fase de falta de apetite e enjoos, a tendência é de melhora da qualidade do que se come.

 

Pacientes em tratamento de câncer notam alguma alteração no paladar? (Algumas medicações tende a dar um gosto metálico na boca)

A alteração do paladar é um efeito colateral comum da quimioterapia. A ação de algumas medicações podem deixar a paciente com gosto de metal na boca. Nestes casos, tentamos utilizar panelas de vidro e utensílios e talheres de plástico para minimizar este desconforto. Outra sugestão é marinar a carne a ser consumida em sucos de frutas.

 

Muitos pacientes nessa fase perdem peso. É indicado algum suplemento a eles?

Qualquer suplemento ou aumento da densidade calórica nas refeições deve ser calculada de forma individualizada para cada paciente.

 

Além da alimentação, o que você aconselha as mulheres com câncer?

Acredito que seja o momento de uma reflexão mais ampla. Além de uma alimentação saudável, é preciso eliminar ou reduzir bastante a exposição a agentes cancerígenos como o tabaco, por exemplo. Se houver liberação para a prática de atividades físicas, mesmo que leves, também é muito importante. É preciso cuidar da saúde mental! Acompanhamento com psicólogos e uma rede de apoio verdadeira podem fazer a diferença.

 

Em caso de mulheres saudáveis, existem alimentos que podem auxiliar na prevenção do câncer?

Ter uma alimentação saudável é uma das formas de se evitar o câncer, como já foi dito. Alimentos de origem vegetal como frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, são ricos em antioxidantes e fibras que podem ajudar na prevenção da doença.

Por outro lado, a obesidade e os modos de vida sedentários podem alterar o ambiente metabólico sistêmico do organismo, de modo que originam microambientes celulares que conduzem ao desenvolvimento do câncer. Exercite-se!

Outro conselho importantíssimo: AMAMENTE. O ato de amamentar, principalmente de forma prolongada (até os dois anos ou mais) protege as mulheres contra o câncer de mama, além de proteger a criança contra a obesidade.

 

Nesse Outubro Rosa, na sua visão de nutricionista, o que você acredita que pode ser feito para ajudar essas mulheres?

É preciso ser rede de apoio para estas mulheres. Facilitar (fazer compras e preparar) refeições práticas e saudáveis pode fazer a diferença no dia a dia de quem luta contra o câncer.

Mas divulgar a importância de uma boa nutrição na PREVENÇÃO da doença também se torna algo que devemos fazer. Espalhar informações de qualidade e baseadas em evidências científicas é fundamental.

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Por Daniela Reis 

Um diagnóstico que muitas vezes assusta e amedronta. Uma doença que interfere no corpo e na autoestima da mulher. O câncer de mama é uma doença que atinge mulheres de diferentes faixas etárias e que tem outubro como o mês destinado à sua conscientização. Hoje o Contramão traz uma matéria especial com dados e entrevistas que mostram que é possível vencer essa enfermidade. 

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) no triênio 2020/2022 devem ser diagnosticados mais de 66,2 mil casos de câncer de mama no Brasil. No ano de 2018 ocorreram 2,1 milhões de novos diagnósticos no mundo, o equivalente a 11,6% de todos os cânceres estimados. 

A doença acomete pacientes do sexo feminino e masculino, porém é muito mais incidente entre as mulheres e ocupa a primeira posição em mortalidade por câncer entre pacientes do sexo feminino no país, com taxa de mortalidade ajustada (que mede os riscos em termos percentuais) por idade, pela população mundial. Para 2019, de 14,23 por 100 mil habitantes. As maiores taxas de incidência e de mortalidade estão nas regiões Sul e Sudeste do Brasil.

Mesmo com números tão elevados de mortalidade, a médica ginecologista e integrante do corpo clínico da Rede Consultar, Nathalie Fantoni, explica que o diagnóstico precoce é um fator que contribui muito para a recuperação. “Quanto mais cedo identificamos um problema de saúde, maiores são as chances de cura e mais simples são os tratamentos necessários. Por isso, é importante que os exames de rastreio sejam realizados. Os exames de rotina não evitam o câncer de mama, mas evitam que, uma vez que a doença ocorra, ela cause ainda mais complicações de saúde”.

Ainda de acordo com Fantoni, o câncer é uma doença multifatorial e seu surgimento está relacionado a fatores genéticos, ambientais e fisiológicos. “Maus hábitos como tabagismo, falta de atividade física e ingestão regular de álcool estão associados ao maior risco dessa doença no geral. Especificamente no câncer de mama, outros fatores de risco são: idade, menarca precoce, menopausa tardia, não ter tido filhos, exposição à radiação, terapia de reposição hormonal, obesidade e história familiar”, ressalta

Apesar de, mais de 70% dos diagnósticos acontecerem em mulheres na faixa etária dos 50 anos, a médica alerta que mulheres jovens também podem sofrer com a doença, é  importante o autoexame e os controles periódicos com o(a) médico(a) ginecologista. “Por isso é essencial conhecer o próprio corpo e passar por exame clínico periódico mesmo antes dessa idade”. Ela salienta que em pacientes mais novas os exames de imagem só serão solicitados se houver sintomas. “Não há rastreamento previsto para mulheres jovens sem fatores de risco e com exame físico normal”, finaliza. 

 

Sintomas

É importante que todas as mulheres conheçam o próprio corpo e realizem o autoexame para verificação de alguma anormalidade nas mamas e também visitar seu médico uma vez ao ano. “A consulta de rotina com o ginecologista deve ser anual, para passar por exame clínico e tirar dúvidas. A coleta do preventivo e a solicitação de mamografia serão feitos de acordo com a periodicidade dos protocolos do Ministério da Saúde, mas a consulta é fundamental”.

Cada tipo de câncer de mama manifesta diferentes tipos de sintomas, que variam de paciente para paciente. Mas segundo a médica os mais comuns são: nódulo duro, irregular e geralmente indolor, saída de secreção espontânea do mamilo (se a paciente não estiver amamentando), alteração da pele da mama ou do mamilo e inversão do mamilo.

Mulheres que possuem casos na família também devem ficar alertas. “Familiares de primeiro grau do sexo feminino com câncer de mama é fator de risco. Se houver algum parente homem com câncer de mama na família, é considerado fator de risco em qualquer grau de parentesco. Nesses casos, o acompanhamento médico deve ser mais criterioso e o rastreio é iniciado mais precocemente”, completa a ginecologista Nathalie Fantoni.

 

Histórias que inspiram

Apesar do susto do diagnóstico e da rotina pesada de tratamentos invasivos, é possível encarar o câncer de maneira mais leve e confiante, como mostram Roberta Albuquerque e Liosdete Bonaccelli. Ambas dividiram conosco as suas histórias para inspirar outras mulheres. 

 

Roberta Albuquerque 

A luta de Roberta começou em 2016, quando ela foi diagnosticada com carcinoma lobular invasivo, o segundo tipo mais comum de câncer de mama. “A notícia foi uma bomba. E embora a doença seja assustadora, o que mais me preocupava era meu filho portador de necessidades muito especiais. Autismo severo e síndrome de down, altamente dependente de mim pra tudo! Naturalmente qualquer mãe em uma situação como essa se apavora”, conta.

A falta de uma rede de apoio para auxiliar Roberta com o filho, fez com que ela adiasse o tratamento. “Tive que internar meu filho em uma clínica, visto que, eu não tenho família em BH. Mas só o fiz depois de fazer uma criteriosa pesquisa. Durante 5 meses, com um tumor enorme, enfim encontrei o local. Então eu já podia fazer minha cirurgia tranquilamente”.

Ela fez a retirada total das duas mamas, cirurgia denominada mastectomia radical e logo depois iniciou o tratamento. “Fiz o procedimento nas duas mamas, embora o tumor estivesse apenas em uma, eu não queria correr o risco de ter que passar por tudo novamente. Iniciei logo em seguida o tratamento, quimioterapia e depois radioterapia”, explica.

A maior preocupação era como mãe, Roberta pedia a Deus por sua vida, ela não queria partir e deixar seu filho especial sem suporte e sem o amor materno. Mesmo sendo especial, o garoto não tinha problemas sérios de saúde, porém na mesma semana em que ela perdeu todo o cabelo, consequência comum nos tratamentos de câncer, seu filho partiu do plano físico para o espiritual. 

Sem a família por perto, ela recebeu apoio à distância de seus entes queridos e explica a importância de se sentir amada em um momento tão difícil. E ao perguntar de onde ela tira tanta força a resposta é: “Deus! E a certeza de que ninguém vai embora antes da hora. Acordar com saúde é um privilégio negado a muitos”.  

O câncer ainda a assombra, ela continua sua luta de cabeça erguida e acreditando sempre no melhor. E quis compartilhar conosco um texto que ela postou no ano de 2020 em suas redes sociais e que diz traduzir o sentimento dela em relação à doença. 

“O câncer me ensinou que momentos valem ouro, que nosso corpo é nosso templo, que a vida pode ser curta e que não podemos depender de ninguém pra ser feliz. 

O câncer me ensinou o lugar das coisas, das pessoas e o meu lugar no mundo. 

Me ensinou a gostar das coisas simples, me deu um lugar de fala e de pertencimento. 

Não virei Santa e nem mais sábia, sou apenas alguém que entendeu a oportunidade que lhe foi dada, sendo assim, eu vivo com exagero toda minha simplicidade… A vida é o agora!”

 

Liosdete Bonaccelli

O diagnóstico de Liosdete aconteceu em janeiro de 2021. A descoberta veio através de um exame de mamografia após ela sentir uma coceira insistente na auréola de uma de suas mamas. “Eu recebi o resultado do exame e dia 13 tive certeza absoluta com a confirmação do médico. Descobri o câncer através de uma coceira que tive na auréola do meu seio esquerdo. Como já havia feito mamografia no início de 2020 e não havia dado nenhum nódulo, resolvi, então, pedir uma nova mamografia a minha Endocrinologista, pois o médico ginecologista havia dito que eu tinha feito uma mamografia no início do ano, e não me deu novo pedido”, explica. 

Ela conta que na sua família há anos atrás duas primas também sofreram com o câncer de mama e que havia informado isso à técnica que realizou uma das suas mamografias, mas que mesmo assim a profissional não deu importância a esse fator e nem as manchas que acusaram no seu exame. Então, quando o médico lhe deu o diagnóstico, não houve espanto. “Para mim, não foi uma coisa assustadora. Não chorei e também não me desesperei, o médico até perguntou “Não está surpresa?” Eu disse: Não, porque eu estava suspeitando, por causa da coceira e meu cabelo estava caindo. Pensei comigo “Agora é cuidar, seguir em frente e colocar nas mãos de Deus.” Pois na vida, nada acontece por acaso. A minha preocupação era em comunicar a minha família, pois perdi um sobrinho no mesmo dia que descobri o câncer”.

Segundo Liosdete, a parte mais dolorosa de tudo isso é o tratamento de quimioterapia. “A quimioterapia que enfraquece, que transforma você em um ser sem vida. As injeções que são em veias invisíveis, praticamente. O enfraquecimento das pernas, a dor estomacal, a perda do olfato e do paladar, um pouco de perda de memória, fora o cansaço físico”, afirma.

O tratamento doloroso influencia muito na rotina de pacientes e com Liosdete não foi diferente. Ela que tinha paixão por cozinhar, parou de preparar suas delícias, pois não aguentava sequer o cheiro da comida. Também parou com o curso que fazia e até atividades prazerosas foram prejudicadas. “Com a colocação do cateter não posso fazer natação ou hidroginástica, que era um dos objetivos para esse ano. Já não saio mais de casa, por medo de contrair doenças oportunistas, pois a imunidade com o tratamento fica muito baixa. Ainda peguei covid-19 através de visitas que vieram em minha casa e infelizmente estavam contaminadas”.

Mas, as mudanças não são apenas negativas. A doença trouxe uma nova visão de vida. “Me vejo hoje, uma pessoa melhor a cada dia. Me sinto uma pessoa mais perseverante, mais independente, com uma nova visão da vida, tipo: não deixe para amanhã o que pode fazer hoje, me apeguei mais aos amigos e procurei aqueles que há muito não via. Coloquei a família, irmãos, primos, sogra, cunhadas(os) em segundo lugar e em primeiro lugar veio a minha saúde que nunca deixei de cuidar, mesmo na pandemia, faço meus exames frequentes. Então, a vida me ensinou que nós devemos viver, sermos mais humanos, mais amigos, mais chegados, ter mais fé, confiar mais em Deus e acreditar que tudo passa”, ressalta

E com essa energia positiva ela deixa um recado: “Eu diria que, na vida, enquanto pessoas, estamos sujeitos a tudo e a todo tipo de doença. Mas, não devemos colocar obstáculos na nossa frente pois tudo passa. Devemos erguer a cabeça e continuar porque ainda que venham as dores do tratamento, somos mais do que vitoriosas e não devemos desistir. Devemos pensar na família, se tivermos filhos, nos filhos. E que essa experiência só nos faz melhores seres humanos. Que olhem para dentro de si e vejam a força que existe em cada uma de nós. Eu ainda estou fazendo tratamento, e depois de passar pela quimioterapia vejo como eu fui, através da minha dor, e talvez até do meu egoísmo, em pensar só em mim, em desistir, o quanto fui covarde. Vendo nos olhos de quem me ama como família e amigos, o choro da sinceridade com que eles me abraçavam e choravam por mim. Então, eu só digo: Não desistam. Essa é uma luta de todas nós, com gosto de vitória”.

 

 

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Por Daniela Reis 

O Contramão traz hoje um TBT que encheu o mundo de esperança. Exatamente no dia 11 de agosto de 2020, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou a aprovação da primeira vacina do mundo contra a Covid-19. 

Durante uma reunião transmitida ao vivo pelos meios de comunicação, disse que a vacina se mostrou eficiente durante os testes, oferecendo imunidade duradoura contra o coronavírus. Ele também afirmou que uma de suas filhas já havia sido inoculada. 

O imunizante recebeu o nome de “Sputnik V”, em referência ao pioneiro satélite soviético lançado nos anos 1950, que marcou o início da corrida espacial.

A Rússia foi o primeiro país do mundo a registrar e aprovar para uso da população uma vacina contra o coronavírus. No entanto, muitos cientistas no país e no exterior se mostraram céticos em relação à fase de testes. 

Sputnik V

Entre todas as vacinas contra a Covid-19 já registradas no mundo, a Gam-COVID-Vac (nome oficial da Sputnik V), produzida pelo Instituto Gamaleya, na Rússia, é a única desenvolvida com dois adenovírus inofensivos, nomeados de D-26 D-5. Esses adenovírus não causam doença no ser humano e são aplicados um em cada dose, o que pode ser considerado duas vacinas em uma.  

Os adenovírus são uma família de vírus que atacam humanos e animais e, quando inativados, são considerados vetores, ou seja, servem para transportar material genético de um vírus diferente – no caso a proteína Spike encontrada no coronavírus – para uma célula humana.

Na primeira dose, o D-26 leva a proteína S para dentro das células humanas, o que causará uma resposta imune do organismo, que começa a criar defesa contra a proteína e, consequentemente, anticorpos contra o coronavírus.

Na segunda dose, entra em cena o D-5, outro adenovírus que fará o mesmo papel, mas ao mesmo tempo tende a ser o diferencial mais assertivo do imunizante. Isso porque, segundo cientistas, por ter duas ‘fórmulas’ diferentes, essa vacina pode ajudar a produzir mais anticorpos contra o coronavírus e ser a responsável pela alta eficácia contra o vírus Sars-CoV-2. 

A vacina que leva o nome do primeiro satélite espacial soviético, lançado em 1957, atingiu uma taxa de eficácia de 97,6%, segundo o Instituto Gamaleya.

 

Revisão: Keven Souza 

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Por Keven Souza 

O mercado de trabalho vive uma constante evolução em relação a qualificação dos profissionais, e tem exigido indivíduos cada vez mais comprometidos e capazes de operar em diferentes âmbitos ocupacionais. No Centro Universitário Una, as agências, os projetos de extensão e a Fábrica, que é o coletivo dos laboratórios de Economia Criativa, fazem parte dos núcleos que  desenvolvem habilidades consistentes aos alunos e proporcionam experiências profissionais reais e diversificadas.

E o Contramão traz hoje uma agência que faz parte da Fábrica e que se configurou como o núcleo do curso de Relações Públicas, mas que abrange diversos cursos acadêmicos com o objetivo de conceder aos alunos destaque no mercado de trabalho, mediante a participação na produção de eventos, para capacitá-los profissionais de diversas formações e habilidades.

A Una 360 é uma agência multidisciplinar, situada na Cidade Universitária Una, no campus Liberdade e atua no mercado desde 2014. Os serviços fornecidos no setor de produção, aprimoram a experiência dos estudantes ao conhecerem a estrutura dos grandes eventos em etapas de organização, logística, cobertura fotográfica e jornalística e até mesmo o resultado final.

Alunos em cobertura jornalística

Atualmente, a 360 é gerida pela líder interina Larissa Santiago, que está cobrindo provisoriamente a licença maternidade de Débora Lisboa Quirino (líder efetiva), com o suporte de treze extensionistas de diferentes cursos da área de comunicação e de outros como Arquitetura, Design Gráfico, Cinema e Direito. 

Segundo Larissa Santiago, líder interina e coordenadora da agência LUNA, a Una 360 desenvolve profissionais para o futuro, que além das habilidades técnicas, possuem uma visão humanística nas relações e produções, e entendem a importância de suas ações nas reflexões culturais. Em que, os extensionistas são uma equipe unilateral que trabalha em conjunto nos projetos, e a diversidade de contextos sociais, fortalecem a equipe que é vibrante, múltipla, expansiva e colaborativa. 

Na Una 360 o foco é treinar e revelar novos talentos mediante as produções realizadas, sendo um meio de exposição no que diz a respeito aos extensionistas saírem da agência, na maioria dos casos contratados, em que ambos têm a oportunidade de crescerem profissionalmente e serem reconhecidos no mercado de trabalho em virtude de sua participação no núcleo.

Para o estudante Patrick Bryan Ferreira do Nascimento, que foi um dos extensionistas de jornalismo no ano de 2019, sua participação foi inesquecível e trouxe muitas propostas de trabalho. “Trabalhei para a Rede Minas, por indicação de um colega que trabalhava com a gente nos eventos, e hoje estou indo para uma nova proposta, já formado, pela experiência que tive na Una”, afirma. 

Segundo ele, suas funções eram deliberadas a partir de sua formação, e desenvolveu habilidades fundamentais como profissional e que sua atuação como assessor de imprensa e social media na Una 360, trouxe a oportunidade de cobrir eventos e entrevistar famosos como a Ivete Sangalo, Fernanda Gentil, Iza, Seu Jorge, Melim e outros, nos mais de duzentos eventos produzidos ao longo de sua participação. 

“Sempre fui interessado no entretenimento desde criança e de repente, tão cedo, você estar na produção de um mega show, na sala de imprensa com artistas que você sempre ouviu e admirou é muito emocionante”, explica Patrick. 

À frente de tantos outros projetos focados na produção de eventos, a Una 360 viabiliza contribuir com a experiência e o network dos alunos, e amparar na prática os conhecimentos aprendidos em sala de aula com assertividade. 

As oportunidades são únicas, capazes de ofertar o contato com o mundo exterior, que ao convergir com o amadurecimento profissional, acarreta no estímulo dos sonhos dos alunos de prestarem serviços à grandes festivais. Por essa razão, promover eventos corporativos ou de entretenimento na agência, é construir experiências enriquecedoras, inesquecíveis e divertidas, que auxiliam os estudantes a iniciarem as carreiras. 

Isabella Rosa Tavares, que está no décimo período do curso de Direito, afirma que, o que a levou ser extensionista da Una 360, e possuir jornada a mais de três anos na equipe, foi a possibilidade de trabalhar com eventos dentro de sua área, focada em otimizar seu tempo aos estudos e agregar conhecimento acadêmico.

Para ela, a agência motivou o seu sonho de produzir eventos, porque durante as festividades lidava com pessoas e grupos distintos, e se permitiu descobrir que é ótima em trabalhar com o público. E, que hoje ama participar dos eventos e o sentimento que permanece a cada produção é o de dever cumprido.

“Me sinto realizada e preparada para encarar o que vier pela frente, porque foi exatamente essa junção de teoria e prática que abriu não só o leque do conhecimento, mas também me tornei uma pessoa muito melhor do que a Isabella que ingressou no início da graduação”, desabafa Isabella.

Parceria e serviços 

Devido ao cenário imposto pela pandemia de Coronavírus, o setor de eventos é um dos mais afetados e as produções externas permanecem estagnadas para a realização de festividades. Entretanto, os principais serviços prestados pela Una 360 dão oportunidades aos extensionistas de participarem ativamente de ações como planejamento de espaços e plantas arquitetônicas, atendimento em postos médicos, assessoramento digital, cobertura fotográfica e produção de filmagem, coletivas de imprensa, acompanhamento e interface com fornecedores contratados, processos de marketing, apoio logístico, gestão de contratos e uma infinidade de outras tarefas que fazem parte da realização de um grande evento. 

Neste momento, a agência tem se adaptado para executar exclusivamente projetos de caráter online, que viabilizam a prestação de serviços seguindo as normas de segurança contra a Covid-19, e atividades como a gestão de redes sociais, cenografia, websérie, produção de conteúdo, cobertura fotográfica e audiovisual, têm sido as principais tarefas realizadas atualmente. 

Em Belo Horizonte, a Una 360 cresceu no mercado diante da sua trajetória, e reúne em média mais de duzentos eventos anuais com parcerias entre produtores de pequeno a grande porte, como o Planeta Brasil, Sarará, Prazeres da Mesa, Bloco Pirraça, Tardezinha e tantos outros renomados do setor de produção. Além de realizar eventos institucionais do Centro Universitário, como o GastroUna (gastronomia) e o UnaTrends (moda). 

Para a estudante Thalia Aparecida da Costa, que está no sexto período do curso de Relações Públicas, é através dos serviços realizados ao longo de sua participação na 360, que alcançou uma maior agilidade na resolução dos problemas que surgem durante os eventos, sua postura firme foi trabalhada diante das situações que lidava com o público diretamente. E afirma que atualmente a habilidade que mais tem desenvolvido é a sua criatividade na criação de conteúdos.

Segundo ela, ter a possibilidade de se conectar com a profissão, ainda na faculdade, é uma maneira de abranger o seu conhecimento e entendimento da área, além de auxiliar no networking para o mercado de trabalho.

Um dos eventos realizados pela agência foi o Festival internacional de jazz, que antes da pandemia de Covid-19, trazia para Belo Horizonte artistas nacionais e internacionais, privilegiando o jazz clássico de New Orleans, anualmente na Praça do Papa com apresentações gratuitas. 

Na época, a atuação da Una 360 ocorreu desde os anos de 2016 a 2020 (última edição realizada por causa da pandemia), sendo contratados para enviar convites, confirmar presenças, apoiar no desenvolvimento da planta arquitetônica e montagem do evento, identificar os convidados na portaria do evento, apoiar na logística do traslado dos convidados, fiscalizar e apoiar durante o coquetel, quick massage, fotografia e filmagem do evento. 

I Love Jazz – Foto: Marcos Vieira
I Love Jazz – Foto: Marcos Vieira

Vércia Oliveira, que é Gerente de Eventos do Grupo Diários Associados de Minas Gerais e a responsável pela contratação da Una 360 neste festival, afirma que a parceira é uma mão de via dupla, que além se ter o custo-benefício em relação a mão-de-obra para o organizador, é ofertado diretamente a oportunidade ávida dos alunos vivenciarem momentos reais com ação proveitosa para proporcionar o crescimento imprescindível para torná-los profissionais mais completos. 

Para ela, as inúmeras parcerias com a agência são sempre muito enriquecedoras e ao longo dos anos muitas produções aconteceram e em todas elas o comprometimento da equipe foi excepcional para serem reconhecidos no setor de eventos.

“Eu espero, em todas as produções, ter passado um pouco de nós pra eles, pois sempre deixaram muito deles conosco.  Somos muito gratos às parcerias realizadas com a Una 360!” diz Vércia.