Saúde

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Por Keven Souza 

O mercado de trabalho vive uma constante evolução em relação a qualificação dos profissionais, e tem exigido indivíduos cada vez mais comprometidos e capazes de operar em diferentes âmbitos ocupacionais. No Centro Universitário Una, as agências, os projetos de extensão e a Fábrica, que é o coletivo dos laboratórios de Economia Criativa, fazem parte dos núcleos que  desenvolvem habilidades consistentes aos alunos e proporcionam experiências profissionais reais e diversificadas.

E o Contramão traz hoje uma agência que faz parte da Fábrica e que se configurou como o núcleo do curso de Relações Públicas, mas que abrange diversos cursos acadêmicos com o objetivo de conceder aos alunos destaque no mercado de trabalho, mediante a participação na produção de eventos, para capacitá-los profissionais de diversas formações e habilidades.

A Una 360 é uma agência multidisciplinar, situada na Cidade Universitária Una, no campus Liberdade e atua no mercado desde 2014. Os serviços fornecidos no setor de produção, aprimoram a experiência dos estudantes ao conhecerem a estrutura dos grandes eventos em etapas de organização, logística, cobertura fotográfica e jornalística e até mesmo o resultado final.

Alunos em cobertura jornalística

Atualmente, a 360 é gerida pela líder interina Larissa Santiago, que está cobrindo provisoriamente a licença maternidade de Débora Lisboa Quirino (líder efetiva), com o suporte de treze extensionistas de diferentes cursos da área de comunicação e de outros como Arquitetura, Design Gráfico, Cinema e Direito. 

Segundo Larissa Santiago, líder interina e coordenadora da agência LUNA, a Una 360 desenvolve profissionais para o futuro, que além das habilidades técnicas, possuem uma visão humanística nas relações e produções, e entendem a importância de suas ações nas reflexões culturais. Em que, os extensionistas são uma equipe unilateral que trabalha em conjunto nos projetos, e a diversidade de contextos sociais, fortalecem a equipe que é vibrante, múltipla, expansiva e colaborativa. 

Na Una 360 o foco é treinar e revelar novos talentos mediante as produções realizadas, sendo um meio de exposição no que diz a respeito aos extensionistas saírem da agência, na maioria dos casos contratados, em que ambos têm a oportunidade de crescerem profissionalmente e serem reconhecidos no mercado de trabalho em virtude de sua participação no núcleo.

Para o estudante Patrick Bryan Ferreira do Nascimento, que foi um dos extensionistas de jornalismo no ano de 2019, sua participação foi inesquecível e trouxe muitas propostas de trabalho. “Trabalhei para a Rede Minas, por indicação de um colega que trabalhava com a gente nos eventos, e hoje estou indo para uma nova proposta, já formado, pela experiência que tive na Una”, afirma. 

Segundo ele, suas funções eram deliberadas a partir de sua formação, e desenvolveu habilidades fundamentais como profissional e que sua atuação como assessor de imprensa e social media na Una 360, trouxe a oportunidade de cobrir eventos e entrevistar famosos como a Ivete Sangalo, Fernanda Gentil, Iza, Seu Jorge, Melim e outros, nos mais de duzentos eventos produzidos ao longo de sua participação. 

“Sempre fui interessado no entretenimento desde criança e de repente, tão cedo, você estar na produção de um mega show, na sala de imprensa com artistas que você sempre ouviu e admirou é muito emocionante”, explica Patrick. 

À frente de tantos outros projetos focados na produção de eventos, a Una 360 viabiliza contribuir com a experiência e o network dos alunos, e amparar na prática os conhecimentos aprendidos em sala de aula com assertividade. 

As oportunidades são únicas, capazes de ofertar o contato com o mundo exterior, que ao convergir com o amadurecimento profissional, acarreta no estímulo dos sonhos dos alunos de prestarem serviços à grandes festivais. Por essa razão, promover eventos corporativos ou de entretenimento na agência, é construir experiências enriquecedoras, inesquecíveis e divertidas, que auxiliam os estudantes a iniciarem as carreiras. 

Isabella Rosa Tavares, que está no décimo período do curso de Direito, afirma que, o que a levou ser extensionista da Una 360, e possuir jornada a mais de três anos na equipe, foi a possibilidade de trabalhar com eventos dentro de sua área, focada em otimizar seu tempo aos estudos e agregar conhecimento acadêmico.

Para ela, a agência motivou o seu sonho de produzir eventos, porque durante as festividades lidava com pessoas e grupos distintos, e se permitiu descobrir que é ótima em trabalhar com o público. E, que hoje ama participar dos eventos e o sentimento que permanece a cada produção é o de dever cumprido.

“Me sinto realizada e preparada para encarar o que vier pela frente, porque foi exatamente essa junção de teoria e prática que abriu não só o leque do conhecimento, mas também me tornei uma pessoa muito melhor do que a Isabella que ingressou no início da graduação”, desabafa Isabella.

Parceria e serviços 

Devido ao cenário imposto pela pandemia de Coronavírus, o setor de eventos é um dos mais afetados e as produções externas permanecem estagnadas para a realização de festividades. Entretanto, os principais serviços prestados pela Una 360 dão oportunidades aos extensionistas de participarem ativamente de ações como planejamento de espaços e plantas arquitetônicas, atendimento em postos médicos, assessoramento digital, cobertura fotográfica e produção de filmagem, coletivas de imprensa, acompanhamento e interface com fornecedores contratados, processos de marketing, apoio logístico, gestão de contratos e uma infinidade de outras tarefas que fazem parte da realização de um grande evento. 

Neste momento, a agência tem se adaptado para executar exclusivamente projetos de caráter online, que viabilizam a prestação de serviços seguindo as normas de segurança contra a Covid-19, e atividades como a gestão de redes sociais, cenografia, websérie, produção de conteúdo, cobertura fotográfica e audiovisual, têm sido as principais tarefas realizadas atualmente. 

Em Belo Horizonte, a Una 360 cresceu no mercado diante da sua trajetória, e reúne em média mais de duzentos eventos anuais com parcerias entre produtores de pequeno a grande porte, como o Planeta Brasil, Sarará, Prazeres da Mesa, Bloco Pirraça, Tardezinha e tantos outros renomados do setor de produção. Além de realizar eventos institucionais do Centro Universitário, como o GastroUna (gastronomia) e o UnaTrends (moda). 

Para a estudante Thalia Aparecida da Costa, que está no sexto período do curso de Relações Públicas, é através dos serviços realizados ao longo de sua participação na 360, que alcançou uma maior agilidade na resolução dos problemas que surgem durante os eventos, sua postura firme foi trabalhada diante das situações que lidava com o público diretamente. E afirma que atualmente a habilidade que mais tem desenvolvido é a sua criatividade na criação de conteúdos.

Segundo ela, ter a possibilidade de se conectar com a profissão, ainda na faculdade, é uma maneira de abranger o seu conhecimento e entendimento da área, além de auxiliar no networking para o mercado de trabalho.

Um dos eventos realizados pela agência foi o Festival internacional de jazz, que antes da pandemia de Covid-19, trazia para Belo Horizonte artistas nacionais e internacionais, privilegiando o jazz clássico de New Orleans, anualmente na Praça do Papa com apresentações gratuitas. 

Na época, a atuação da Una 360 ocorreu desde os anos de 2016 a 2020 (última edição realizada por causa da pandemia), sendo contratados para enviar convites, confirmar presenças, apoiar no desenvolvimento da planta arquitetônica e montagem do evento, identificar os convidados na portaria do evento, apoiar na logística do traslado dos convidados, fiscalizar e apoiar durante o coquetel, quick massage, fotografia e filmagem do evento. 

I Love Jazz – Foto: Marcos Vieira
I Love Jazz – Foto: Marcos Vieira

Vércia Oliveira, que é Gerente de Eventos do Grupo Diários Associados de Minas Gerais e a responsável pela contratação da Una 360 neste festival, afirma que a parceira é uma mão de via dupla, que além se ter o custo-benefício em relação a mão-de-obra para o organizador, é ofertado diretamente a oportunidade ávida dos alunos vivenciarem momentos reais com ação proveitosa para proporcionar o crescimento imprescindível para torná-los profissionais mais completos. 

Para ela, as inúmeras parcerias com a agência são sempre muito enriquecedoras e ao longo dos anos muitas produções aconteceram e em todas elas o comprometimento da equipe foi excepcional para serem reconhecidos no setor de eventos.

“Eu espero, em todas as produções, ter passado um pouco de nós pra eles, pois sempre deixaram muito deles conosco.  Somos muito gratos às parcerias realizadas com a Una 360!” diz Vércia. 

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Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

Por Thiago Guimarães Valu

Não é difícil ao andar pelas ruas, vez ou outra, a gente se deparar com pessoas muito jovens, acima do peso. Eu mesmo, durante parte da minha infância, toda adolescência e grande parte da vida adulta, estive nessa situação. Hoje, não posso me declarar como uma pessoa de biótipo exemplar, mas sou alguém que pratica exercícios físicos e segue uma boa alimentação.

Vivemos em um tempo, onde a comida é de rápido preparo, farta e nada nutritiva. São inúmeras as opções dos chamados fast foods, onde o universo de gorduras trans e açúcares, são quase ilimitados. Mas vamos tentar ir um pouco mais além, do que a visão nos sugere. Onde realmente começam os problemas, para uma juventude obesa?

Um tempo de mudanças

A puberdade é um período de muitas mudanças, os hormônios estão agindo para a transformação de crianças em jovens adultos, e isso agrega uma série de processos no organismo. Agora muitas vezes, é proveniente de algo mesmo antes do período da adolescência, sendo assim ela é multi fatorial, desde questões genéticas e estresse na gestação, até questões de mudanças alimentares e do meio ambiente de uma forma geral. Tudo isso, acaba por propiciar o aumento de peso.

Reconhecendo o problema

Algo importante para se resolver qualquer situação, é de forma primária, entender e enxergar que é necessária uma ajuda. Muitos pais, infelizmente não estão prontos para conduzir um jovem com esse tipo de problema, então como podemos cobrar que ele encontre os meios para sair dessa realidade? É preciso que os hábitos alimentares saudáveis, além de serem ensinados desde “o berço”, tenham uma extensão ao longo da vida. Talvez uma criança que não teve acesso ou educação sobre a importância de alimentos saudáveis, pode vir a tomar ciência disso em seu aprendizado escolar ou em campanhas fortes do governo na televisão, coisas que são historicamente defasadas em nosso país.

Quebrando o ciclo

De acordo com a Dra. Maria Flávia Gatti, médica endocrinologista em Belo Horizonte, umas das formas de se mudar esse caminho, passa pelas mudanças mental e corporal.

“Este aumento da obesidade na adolescência, é decorrente da mudança dos hábitos aliados ao consumo de alimentos processados além do sedentarismo. Infelizmente além da pandemia atual do COVID-19, nos encontramos também em meio a uma situação de pandemia da obesidade. Situações que já seriam mais difíceis em tempos comuns de serem contornadas, se agravam ainda mais em meio a esse cenário” afirma a médica.

É importante ressaltar, que a tendência de um adolescente obeso se tornar um adulto obeso, é grande. E o com isso, na fase adulta, aumenta-se o risco de desenvolver doenças como, diabetes, hipertensão  e cardiovascular.

O que pode mudar esse quadro?

De fato é preciso que desde os primeiros anos de vida, os bons hábitos alimentares sejam incluídos na vida da criança. Como vimos acima também nessa mesma reportagem, na palavra da Dra. Maria Flávia Gatti, fatores emocionais desde a gestação de uma criança, podem comprometer o seu comportamento alimentar no futuro. Novamente ela fala conosco a respeito de um possível caminho melhor para o futuro.

“É preciso uma atenção especial para as classes sociais mais baixas, a escola pode exercer um papel muito importante nesse sentido de conscientização alimentar. Através de campanhas e da própria merenda sempre nutritiva e saudável oferecida para os alunos. O estímulo a atividade física, também é parte fundamental para a mudança, as crianças estão muito sedentárias ao passar dos anos. E é claro, é preciso que o acesso ao alimento saudável,  seja melhor para toda  população.” Afirma a Dra. Maria Flávia Gatti.

É neste caminho  e com várias ações ainda que isoladas, é que podemos nos próximos anos, mudar hoje a realidade preocupante com relação a obesidade entre os adolescentes. Se faz preciso, de uma vez por todas, que isso seja tratado como aquilo que verdadeiramente o é, uma doença.

 

Edição: Daniela Reis

Revisão: Bianca Morais e Keven Souza

Hoje o Contramão traz o artigo opinativo da nossa ex-estagiária de jornalismo, Joyce Oliveira. Ela que conclui sua graduação ainda esse semestre e atua como social média e produtora de conteúdo.

A mudança das redes sociais

Por Joyce Oliveira

Em 2020, o mundo se deparou com uma realidade completamente atípica. A chegada da Covid-19 forçou a sociedade a mudar sua rotina e as formas de relacionamento. Isso, obviamente, influenciou na maneira como as pessoas utilizam as redes sociais. A distância física fez com que os indivíduos procurassem se conectar ainda mais virtualmente, a ponto de comerciantes, empreendedores e empresários buscarem, no ambiente on-line, uma maneira de se reinventar. Todo esse ciclo tem transformado os padrões de consumo na internet e a presença das pessoas nas redes sociais.

Essa necessidade de conexão tem explicação na psicologia. De acordo com tal campo de estudo, as pessoas precisam se conectar umas às outras para manter qualidade de vida e boa saúde mental. Portanto, estar presente nas redes, em um momento de distanciamento físico, tornou-se a forma mais fácil de manter as relações e, também, de aliviar um pouco da saudade e da solidão.

Esse movimento acelerou ou adiantou mudanças nos padrões de uso e consumo da sociedade. O marketing digital e as estratégias de mídia mostraram, às pessoas, que a enorme necessidade de conexão com o outro acabou se tornando algo rentável– e até as empresas começaram a buscar humanização.

Por falar em negócios, até as próprias redes sociais iniciaram uma corrida sobre quem alcançaria mais pessoas e quais atualizações poderiam fazer para que o público ficasse cada vez mais “preso”. Só no último ano, o TikTok ganhou mais de 600 milhões de novos usuários, o Instagram aderiu a mudanças na plataforma– incluindo “Reel” e “Instagram Shop” – e muitas outras alterações no algoritmo. O que nos leva a pensar que são estratégias para tornar o público cada dia mais dependente das plataformas, além de mostrar que elas podem ser extremamente versáteis, tanto para posts pessoais, quanto para compra e venda de produtos e serviços, criando a sensação de uma realidade paralela, na qual é possível encontrar tudo em um só lugar.

A cada dia, está mais claro que toda essa transformação causada pela pandemia, mundo afora, não é uma coisa temporária. Na verdade, há novos padrões que, provavelmente, sofrerão mudanças e avanços, mas farão parte de nossa rotina, ou, como costumamos chamar, nosso “novo normal”. Cabe a nós aprender e nos adaptar a esse turbilhão de informações, que, agora, mais do que nunca, circula por todas as redes sociais. Precisamos, também, entender se estamos preparados para acompanhar tudo. Mas, isso é assunto para outra conversa.

 

 

Por Carlos Fernandes 

Naquele 7 de março de 2020, quanto o árbitro apitou o fim do clássico entre Atlético e Cruzeiro, com mais uma vitória do alvinegro, não imaginávamos o que estava por vir. Até a data de hoje, foi a última vez que vimos as arquibancadas do Mineirão lotadas, e não temos perspectivas de quando voltaremos a prestigiar o show das torcidas mineiras.

Desse modo, o futebol perde parte de seu encanto. Parece outro esporte, não tão apaixonante. Muitos são os que defendem as atividades futebolísticas ativas em meio à pandemia, tendo como argumento que se trata de uma das “alegrias do povo”. De fato, é. O espetáculo, porém, está, hoje, sem seu principal personagem: o torcedor.

Obviamente, o momento pede, e devemos seguir as recomendações da OMS. No momento, é impossível imaginarmos torcida nos jogos de futebol. Entretanto, também é impossível pensar no futebol como um esporte tão apaixonante… sem torcida.

Quer um exemplo? A última final da Libertadores foi protagonizada por duas equipes paulistas, dois rivais, Santos e Palmeiras. Um dos assuntos mais comentados nas redes sociais foi a falta de “clima de final” no jogo, ou, até mesmo, a “falta de graça”. Alguns até disseram ter sido “a pior final de Libertadores que já vi na vida”.

Para desvalorizar o feito histórico de Santos e Palmeiras, os torcedores de outros clubes até alfinetaram: “Final com dois que ninguém liga”.

Sabemos, contudo, que não é nada disso. O Santos, com suas três conquistas da América, e o Palmeiras, com uma conquista até a final, sabiam bem o peso, e tinham uma história do tamanho de final de Libertadores. Mas, não adianta. Sem o personagem principal, sempre teremos a sensação de que faltou algo. E a resposta é uma só: faltou o torcedor. Faltou o grito de “UUUUUUUUH!”, em um lance de quase gol, faltou a vaia quando o time adversário está com a bola, faltou comemoração, faltou alegria.

No futebol mineiro, o Galo, talvez, encare sua temporada de maior desafio. Com altos investimentos, o clube e a torcida esperam grandes conquistas em 2021. O Cruzeiro atravessa a pior crise de sua história, e, mais do que nunca, precisa do torcedor. Por fim, o América, que volta à primeira divisão depois de cinco anos, após uma temporada espetacular. Nenhuma dessas histórias tem sido vista de perto pelo torcedor. É angustiante.

No clássico do dia 11 de abril de 2021, houve o reencontro entre Atlético e Cruzeiro, pouco mais de um ano depois. As situações são parecidas às de 2020: Atlético na Série A, cheio de esperanças; Cruzeiro na Série B, enfrentando crises. O que muda são as arquibancadas do estádio, que, pela primeira vez na história do clássico, estarão vazias. Não sei o que representa tal clássico, para além da sensação de “jogo-treino em estádio”.

 

*Edição: Professor Maurício Guilherme Silva Jr.

Por Daniela Reis 

Quem acompanha nossas postagens, sabe que na sexta-feira a gente adora trazer aquela receitinha especial! Hoje vamos com a tradicional Ambrosia, porém com um toque de café que deixou essa maravilha ainda mais gostosa. A receita é do Wessery Zago, técnico do laboratório de Gastronomia da Una.

Vamos ao passo a passo?

Ambrosia de Café

INGREDIENTES:

– 5 litros de leite gordo;

– 1 litro de creme de leite fresco (caso o leite seja tipo A)

– 750g de açúcar refinado;

– 8 ovos (sendo 8 claras em neve e 8 gemas peneiradas);

– 2g  de bicarbonato de sódio;

– 2 unidades de pau de canela;

– 2 colheres de sopa de café solúvel meia torra.

Modo de Preparo

– Dissolver o açúcar no leite, misturando ainda frio;

– Se for o caso, acrescentar o creme de leite fresco e continuar mexendo;

– Levar ao fogo, preferencialmente em tacho de cobre bem limpo;

– Manter o fogo médio até começar a ferver, mexer vagarosamente para não derramar;

– Acrescentar o bicarbonato de sódio (serve para escurecer um pouco o doce);

– Acrescentar o café solúvel e mexer bem;

– Quando estiver no ponto de véu, quando passa uma colher e o fundo dela é coberto por

uma fina camada do doce, chega o momento de acrescentar os ovos;

– Bater as claras em neve bem firmes, acrescentar as gemas peneiradas e bater

novamente;

– Juntar ao doce e aguardar o cozimento por uns 10 minutos;

– Revirar os ovos batidos sobre a calda e aguardar mais 10 minutos de fervura;

– Por fim, misturar mais uma vez e cozinhar até que o doce fique homogêneo por cerca de

mais 10 minutos;

– Conservar o doce em potes de vidros e sob refrigeração.

Dica:

– Após aberto os vidros, servir em até 15 dias.

Por Tales Ciel

Ainda me lembro de quando vi a minha primeira parada gay. Vi pela janela do carro; vi, porque participar eu jamais iria. Lembro-me de pensar “ainda bem que não sou eu”, para muitas das ações incabíveis que estavam fazendo – dois homens que se gostam beijando? O sacrilégio! Mal sabia o pequeno eu o que essa frase iria fazer. Às vezes ainda penso no que poderia ter sido se não tivesse sido doutrinado assim, se não tivesse negado tanto, se não teria começado a perceber mais cedo e me poupado de ter que ir no ritmo que a pandemia me permite, mas sei que não vale à pena ficar pensando nisso. Antes tarde do que nunca, é o que dizem.

Para muitas juventudes LGBTQ+, a percepção de que algo está “errado”, incomodando, começa bem cedo. Para outros ela vem mais devagar, aos pouquinhos. Se é algo do destino ou do subconsciente não tem como dizer e pode ser que seja um pouco dos dois, porque tem pessoas que precisam de mais tempo que outras para entender algo que deveria ser apenas mais uma faceta de existir. Mas o medo, ele nos para, faz com que enxerguemos esses pequenos fatos e condições como errôneos e ruins, com que esses seres humanos que são diferentes – pois é apenas isso que somos, diferentes do “padrão” – se odiarem tanto por dentro, até não acreditarem que merecem viver. Que podem ter uma vida normal, um emprego, uma pessoa para amar. Faz um garotinho olhando duas pessoas que se amam pela janela do carro agradecer por não ser como eles.

E é um absurdo pensar que condicionamos o nosso direito de existir nos padrões que um grupo alheio de pessoas seguem. Que temos que justificar com evidências e provas, um slide de 100 e mais páginas e um estudo de 60 anos o porquê merecemos viver. É uma noção retrógada, nociva e cruel, que muitos não param para perceber. Especialmente num tempo em que os números e fatos que deveriam estar sendo levados em consideração é, talvez, o primeiro lugar que o Brasil ocupa mundialmente no assassinato de pessoas transgêneros ou a relação de uma morte por homofobia a cada 16 horas. Tanto que quando invertemos as cartas, há muitas mais evidências de que nenhum dos que nos subjugam podem provar porquê não podemos, porquê somos “errados”.

Em quase todas as espécies de animais no planeta há a presença de todos as cores do arco-íris, por exemplo existem casais de leões, pinguins, elefantes e muito mais, homoafetivos. Até mesmo nas plantas, com árvores que trocam entre serem do sexo feminino e masculino sem motivação ou interferência externa, apenas o fazem. Sexualidade, gênero e identidade são coisas que fazem parte da mãe natureza e, por extensão, fazem parte da natureza humana. Talvez o problema não seja quem somos, talvez não seja quem amamos, como no chamamos ou queremos vestir. Talvez, o problema não sejamos nós, não seja o menino gay que agradece por não ser o que, na verdade, é. Talvez, o problema seja o medo que aprendemos a ter.