Saúde

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(foto: Rodrigo Clemente/PBH)
A paralisação foi convocada na última sexta-feira (13) e chega ao fim após menos de um dia de movimentação

Por Keven Souza

O Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Belo Horizonte e Região (STTRBH), que contempla os motoristas de ônibus da capital mineira, iniciaram à meia-noite de hoje uma greve para reivindicar direitos da categoria. No fim da manhã desta segunda-feira (16), após audiência de mediação entre o sindicato e o Ministério Público do Trabalho, a greve foi suspensa. 

Por volta das 12h15, estações de integração municipal foram liberadas e o serviço de transporte público foi normalizado, de acordo com a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans). A partir de agora, passageiros que utilizam o coletivo poderão se tranquilizar. 

A audiência de conciliação

A audiência de conciliação realizada às 10h de hoje foi benéfica para ambas partes e teve resultado positivo para os trabalhadores de transporte passageiro. Foi apresentada por parte do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) proposta de reajuste salarial próxima a praticada nos demais municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

Além disso, foi apresentado um reajuste de 8,2% no salário, retorno do ticket alimentação nas férias, a partir de janeiro, e regulamentação do tempo de descanso para 1h20min por dia. Tais exigências, claro, passaram por assembleia e avaliação da categoria. Mas, até o momento está, oficialmente, encerrada a paralisação devido ao acordo de ambas partes. 

Greve acontecia desde a meia noite do dia de hoje 

Nesta manhã, apenas 30% dos coletivos estavam circulando, segundo o Sindicato. A paralisação atingiu linhas que circulam exclusivamente dentro da capital, e aumentou o fluxo no trânsito devido à falta dos coletivos nas ruas. 

Os passageiros que utilizam o serviço de ônibus encontraram coletivos parados, estações de integração municipal fechadas e dificuldade para se deslocar pela capital. O metrô de BH aumentou ainda seu serviço para atender a demanda vinda do sistema de ônibus durante a greve e amenizar os transtornos. Mas nada suscetível. Foram cerca de duas horas até a situação normalizar e o serviço do sistema de ônibus voltar a circular, após audiência de conciliação na Prefeitura de BH

novembro azul
Novembro azul ( Internet divulgação )

Por Matheus Dias 

Hoje, 17 de novembro, é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, a campanha ‘Novembro Azul’ que acontece nesta data é internacionalmente conhecida por dedicar todo o mês ao combate da doença. O movimento teve origem na Austrália em 2003 com objetivo de chamar a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce de doenças que atingem a população masculina e no Brasil  foi comemorado pela primeira vez em 2008. 

No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde,  depois do câncer de pele não melanoma, o câncer mais comum entre homens, sendo 29% dos diagnósticos, é o de próstata. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) mais de 65 mil novos casos são esperados em 2022. 

O Dr. Bernardo Geoffroy, médico urologista, destaca a importância da campanha e diz que as ações e campanhas como a do Novembro Azul estimulam o homem a procurar os consultórios: “Ainda é um tabu na sociedade, que é machista, mas vem caindo aos poucos. Esse tipo de

Dr. Bernardo Geoffroy, médico urologista
Dr. Bernardo Geoffroy, médico urologista. ( Foto: Arquivo pessoal )

iniciativa ajuda a acabar com o tabu, a gente vê isso na prática, os pacientes buscam consultas por causa das campanhas”. 

PREVENÇÃO 

A busca do homem a um consultório médico para consultas e exames em geral é bem menor comparado à mulher, comenta o urologista. A ida periódica para realizações de exames e ter um estilo de vida saudável coopera para que se não tenha câncer na próstata, já que não tem uma medida milagrosa para prevenir, mas o diagnóstico mais precoce possível é essencial para que se não avance.  O tabagismo, excesso de álcool, dieta rica em gordura animal, obesidade e sedentarismo aumentam o nível do câncer na próstata. 

O Dr. Geoffroy destaca a recomendação da Sociedade Brasileira de Urologia de se fazer o rastreio do câncer de próstata a partir de 45 anos  para o grupo de fatores de risco e aos 50 sem os fatores, que também comenta de receber pacientes com uma idade menor em busca do exame: “vemos na prática nos consultórios a preocupação de pacientes já  aos 40 anos”. 

FATORES DE RISCO

Os pacientes com fator de risco são os que tiveram familiares de primeiro grau com a doença (pais e irmãos), sobrepeso e obesidade e a população negra. Questionado sobre o motivo da população negra estar nesse fator de risco, Dr. Bernardo nos diz que “se tem uma série de estudos, mas nada definido. É uma população com incidência maior e a doença é mais agressiva, por isso é importante ter um olhar mais cuidadoso”. 

SINTOMAS 

Por ser uma doença assintomática, quando surge algum sinal já está avançado. Os principais sintomas são: 

  • Presença de sangue na urina e/ou esperma; 
  • dificuldade de urinar; 
  • jato urinário fino;
  • frequência na vontade de urinar;
  • dor ósseas. 

 

EXAMES E TRATAMENTO

O Toque Retal é o exame físico que se faz a avaliação do tamanho e textura da próstata, é o famoso exame carregado de resistência e machismo, mas o Dr. Bernardo Geoffroy avalia que se tem diminuído o preconceito e medo dos homens. Também existe o exame de sangue – Antígeno Prostático Específico, o PSA, que mede a quantidade de uma proteína produzida pela próstata e que consegue identificar também outras doenças na próstata. 

Dr Geoffroy destaca que os exames são complementares e  após a identificação de alguma alteração nos exames, se faz uma biópsia da próstata, que somente assim se tem um diagnóstico final.  

“O tratamento depende de uma série de fatores, como idade do paciente, se o paciente tem doença associada, o que ele deseja e espera do tratamento e o estágio da doença”, conta o urologista. Pacientes com tumor muito pouco agressivo podem tentar uma vigilância ativa, que é acompanhar o paciente de perto com exames seriados e identificar a hora que esse tumor está avançando para tratar de forma definitiva. Pacientes com risco maior a indicação é a radioterapia ou cirurgia. Os tratamentos são oferecidos de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Por Keven Souza

No último sábado (29), aconteceu a premiação da 2° edição do Concurso de Interiores da Una Região Metropolitana e BH na Una Aimorés. Foram mais de 50 equipes inscritas, que envolveram um total de 100 alunos da instituição. O evento foi organizado pelo laboratório de arquitetura da Una Fábrica (NAU), com apoios dos professores, e contou com coffe break para os presentes logo após as premiações aos vencedores, onde marcaram presença coordenadores de cursos, educadores, empresas parceiras, além de convidados.  

O Concurso de Interiores da Una RMBH fomenta vivenciar a experiência de um projeto feito do zero, com todos os processos de um case real. É o que explica Ana Karolina Oliveira, líder do laboratório responsável pelo evento. “Desafios como esse, provocam nossos alunos positivamente e ajudam a complementar a formação e crescimento de cada um. Os problemas reais de uma planta com restrições construtivas, fachada preservada e claro, o tamanho de residências tangíveis, tornam a experiência ainda mais enriquecedora. Além disso, o briefing primoroso proposto pelo cliente convidado, que trouxe consigo desafios que iam de um extremo ao outro, foi pensado para despertar a criatividade e aguçar a aplicação de técnica”, afirma. 

Novos desafios nesta edição

A proposta era atender um cliente solteiro com demanda de um projeto de interiores, ao qual possuía gostos inusitados e exigências desafiadoras. Raphael Paulino, economista, foi o cliente desta segunda edição. Ele conta que almejava um projeto de interiores fora da curva, não bidimensional e muito diferente do comum. 

“Somos uma esfera com polos, nuances, curvas e gostos diferentes. Tentei trazer um pouco disso no briefing, pedia algo muito inusitado no quarto ao mesmo tempo queria uma área voltada para a espiritualidade. Aí eu que sou professor de Economia, que faz aula de canto, queria um quarto acústico onde pudesse praticar os ensaios. Em paralelo sou goiano e gosto de fazer churrasco, logo pedi um espaço externo para receber amigos em casa. Isso tudo foi um desafio para os meninos desenvolverem os projetos, mas em todos eles vi um pouco de mim. Foi gratificante receber projetos que extrapolaram a criatividade e o design de interiores. Espero poder aplicar um dia”, comenta Raphael. 

Embora o Concurso de Interiores seja uma competição, não há estímulo para rivalidade. A ideia principal é o aprendizado técnico e prático de conceitos absorvidos em sala de aula.  Bem como, a construção de portfólio e network para além dos muros acadêmicos. Dito isso, nesta segunda edição, três parceiros apoiaram o concurso: Loja Elétrica, Escola Desenhar e Escritório Aliás Arquitetura. O concurso também contou com uma banca de júri técnico que avaliou criteriosamente cada projeto de interiores. 

Para Thalita Mattos, professora da Una, que participou como jurada, os alunos conseguiram superar as expectativas não só do cliente, como também dos jurados técnicos. “A nossa preocupação sempre foi, de fato, de serem coisas além de lindas, nada executáveis. Nós, que temos um olhar técnico, queríamos projetos maravilhosos, porque sabemos o potencial deles. Mas gostaríamos de ter certeza que quem saísse premiado teria um projeto pronto para sair pra obra. E conseguimos isso!”, explica. 

De 50 inscrições a 5 finalistas 

Ashley Coimbra de Assis Lino e Daniela Cristina Felix Andrade foram as alunas de Arquitetura e Urbanismo que conseguiram emplacar os requisitos desejáveis para se colocarem em primeiro lugar na disputa. Com o projeto Liberté, levaram para casa dois tabletes, duas luminárias da Loja Elétrica, curso de iluminação do Escritório Aliás Arquitetura e 100% de bolsa em qualquer curso da Escola Desenhar, além de certificado de participação e mimos da Una. 

Segundo Dani, esse tipo de iniciativa é de suma importância na sua vivência acadêmica enquanto estudante. “O concurso de interiores na Una, abre muitas possibilidades, uma delas, são as experiências adquiridas durante o andamento do projeto. As pesquisas e as inspirações são fundamentais para propor o layout de acordo com o briefing do cliente. Fora os desafios encontrados durante o percurso, ao qual aprimoramos as técnicas arquitetônicas, detalhamentos e demais áreas”, diz. Já Ashley, sua parceira, disse à equipe do Contramão, que o diferencial do seu projeto foi o detalhamento e soluções entregues no projeto. “Acredito que o principal diferencial foi a quantidade de pranchas de detalhamento que nós entregamos, além de termos seguido o briefing de forma muito fiel e criado soluções inovadoras”, pontua. 

Lado a lado a dupla, Renata Érika Nunes Figueiredo e Josiane Aparecida Ferreira formaram o segundo lugar na classificação, promovendo uma disputa acirrada na decisão. Elas contemplaram duas Alexas, o curso de iluminação do Escritório Aliás Arquitetura e 100% de bolsa em qualquer curso da Escola Desenhar. 

Já em terceiro lugar, ficaram João Victor Vidal Almeida e Daniella Balbino Praes Silva. Eles ganharam duas trenas a laser, como também o curso de iluminação do Escritório Aliás Arquitetura e 100% de bolsa em qualquer curso da Escola Desenhar. 

Fechando o pódio desta temporada, as menções honras foram dadas à Camila Oliveira Campos, Debora Rayane Arantes Barbosa, Lucas Martins Liz Lage e Sabrina Lopes Dias Faria. Ambos brilharam na disputa e receberam também o curso de iluminação do Escritório Aliás Arquitetura, além de 100% de bolsa em qualquer curso da Escola Desenhar.

Clique aqui e veja as fotos do projeto!

 

Por Ana Clara Souza 

Terminei de ler minha primeira revista Vogue, talvez, a minha primeira revista. Isso porque não me recordo de ler do início ao fim nenhuma revista se quer. Lembro que com uns nove anos eu pedi minha mãe para assinar a revista teen Atrevidinha, e recebia todos os meses, durante o período de um ano, capas com famosos do mundo pré-adolescente, como Justin Bieber (primeira revista que recebi), glee (a primeira série que assisti, onde eram abordados vários conflitos interessantes, e falava de arte), e também, capas de pessoas que nunca tinha visto ou ouvido falar. 

Estudava em uma escola particular, e não sabia de muita coisa que o meu ciclo comentava porque não tinha SKY, a TV a cabo de sucesso na época, que ditava as tendências norte-americanas, e por isso, muitas das capas eu ficava sem entender.  

“Você recebe as revistas e não lê tudo?”, disseram. Exatamente! Eu pulava para a parte dos joguinhos, como “descubra se ele está na sua”, “você é mais Emo ou mais paty”; e claro, como seria o meu mês de acordo com a previsão de alguma redatora. 

Eu sempre olhava os títulos das reportagens e só. Se não me engano, a única que li foi a do Justin, pois o universo há de nos unir algum dia e achei importante ler sobre ele falando que a mãe dele cozinha mal (risos). Agora me questiono de onde veio a vontade de ler uma Vogue? É um pouco longo, mas o desejo surgiu ouvindo um podcast, e se consolidou nos relatórios sobre a semana da moda no meu estágio. 

A experiência, meus amores? Simplesmente incrível! Desde a capa, nada mais e nada menos que Anitta comemorando os 47 anos da revista mais importantes do mundo, até o final, com editoriais lindos no decorrer das páginas. 

O intuito era experimentar, mas como graduanda de Jornalismo, eu me fascinei com as matérias, artigos de opinião e descobertas. A primeira vez é sempre estranha. Estranhamente boa ou ruim, e a primeira vez lendo uma Vogue, uma revista completa, foi memorável. 

O conselho que deixo é, se entregue e se permita pelas primeiras vezes. Porque certamente será incrível, assim como a minha experiência. 

Por Keven Souza

Desenvolver ensino teórico-prático, ampliar autoridade nas redes sociais e fomentar a produção de conteúdo de moda on-line. São estas as premissas do programa Tá na Trend, projeto da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) em parceria com o curso de Moda do Centro Universitário Una

O Tá na Trend é uma das novas propostas criadas para o canal do Youtube do Minas Trend, maior salão de negócios da moda da América Latina, sediado pelo Sistema FIEMG, que possui mais de 8,9 mil inscritos na plataforma. 

Dito isso, o canal está de cara nova!

A primeira vista, o canal retorna com uma recente reestruturação de conteúdos e quadros exclusivos para reforçar o evento enquanto autoridade em negócios e assuntos relacionados à moda no meio digital. Com a iniciativa, estudantes do curso de Moda da Una propõem temas relacionados à sua área e têm a oportunidade de compartilhar seu aprendizado no canal do Minas Trend a partir de um olhar jovial e criativo. É o que explica o analista de comunicação digital da FIEMG, Rafael Figueiredo. 

“Aproveitando a aliança entre a FIEMG e a Una, convidamos o Centro Universitário para ser nosso parceiro nesse projeto. Então, envolver estudantes da Una foi uma forma de aproveitar a parceria e dar oportunidade para que os alunos e as alunas possam ganhar visibilidade no ramo da moda, terem mais uma forma de aprendizado e aumentar as chances de se destacarem profissionalmente”, explica. 

A universidade selecionou três estudantes de Moda para serem os apresentadoras dos conteúdos. Karen Lima, Helena Coutinho e Keren Pimentel são as acadêmicas que participam desta temporada piloto neste semestre de 2022. Ambas atuaram na última edição do Minas Trend e desde então mantêm excelência nos conteúdos produzidos. 

Os conteúdos digitais estão em vigor desde julho deste ano, e os temas são propostos pelas próprias alunas e validado pelas duas instituições. Já a FIEMG é a responsável pela produção e edição dos vídeos que abordam dicas, curiosidades, tendências e outras informações relevantes para pessoas interessadas em moda.

Segundo Helena, uma das jovens participantes, os temas abordados nos vídeos foram pensados de forma estratégica e nada segmentada. “O formato comunicativo precisa ser dinâmico e leve, porque estamos trabalhando diante de um paradoxo que é fazer com que o espectador se sinta próximo ainda que esteja te vendo através de uma tela. É sempre muito legal traduzir o vocabulário técnico que aprendemos para uma linguagem acessível, divertida e atrativa. No Tá na Trend o objetivo é facilitar e democratizar o acesso à informação de moda”, diz. 

Para Keren, estudante do sexto período de Moda da Una, produzir os conteúdos foi uma experiência única. “Foi incrível conseguir repassar ao público toda a informação que eu sabia e ver que aquilo vai ajudar alguém de alguma forma. Isso me fez perceber que estou no lugar certo”, relembra. 

Ao todo, a expectativa é de que nesta primeira temporada do Tá Na Trend sejam produzidos seis vídeos para o Youtube. Publicado um por mês, dois vídeos já foram postados e o terceiro chega ao ar no dia 22 de setembro. O cronograma para os próximos meses está sendo definido, mas possivelmente as publicações acontecerão nos dias 20/10, 17/11 e 15/12. 

Da sala de aula aos estúdios de gravação 

Estudantes da Una e equipe nos estúdios FIEMG, no primeiro dia de gravação. Fonte: Rafael Figueiredo.

Bem como  aprendizado da universidade é fundamental, é na prática que se consegue colocar o conhecimento à prova e perceber a aplicabilidade dele. Por meio do Tá Na Trend, Karen, Keren e Helena se aprofundam em temas na área de Moda ao desenvolverem as propostas de conteúdos. 

Aprendem mais sobre os bastidores de gravação e produção de vídeos, desenvolvem a capacidade argumentativa ao defenderem as propostas, melhoram desenvoltura diante da câmera, ganham autoridade em falar sobre os temas propostos, contato real com o mundo corporativo e mais proximidade com o Minas Trend. 

De acordo com Rafael, até o momento as acadêmicas têm assumido uma postura ativa em relação ao conteúdo proposto. “As alunas têm sido incríveis! Elas se expressam muito bem e são todas muito carismáticas. Tem sido ótimo trabalhar com elas e com toda a equipe da Una envolvida no projeto. Esperamos ter bons resultados e começar uma nova temporada em 2023, com uma turma tão boa quanto a de agora”, afirma.

A estudante Karen diz que, desde já, o projeto tem aberto portas para o mercado. Dando visibilidade pro seu trabalho. “É uma oportunidade de afirmação  para o mercado, da minha capacidade como profissional de moda, o que é de extrema importância para mim”, declara.  

O Tá Na Trend está disponível no Youtube, através do canal do Minas Trend. Para ficar por dentro do projeto, acompanhar os conteúdos e saber mais siga o Minas Trend também no Instagram (@minastrend_). 

Sala de cinema doUna Cine Belas Artes ( Foto: José Ricardo da Costa Miranda Junior )

A ação gratuita aconteceu durante manhã e noite no coração do bairro de Lourdes


Por Keven Souza

No dia 16 de agosto, os acadêmicos do curso de Cinema e Audiovisual da Cidade Universitária Una (CDU) exibiram seus filmes no Una Cine Belas Artes. A ação foi fruto da parceria entre a universidade e o cinema, que foi palco para o encerramento de semestre das Unidades Curriculares (UCs) de Direção Cinematográfica e Realização.

Os alunos participantes eram do 5º, 6º, 7º e último período do curso, que apresentaram em um dos últimos cinema de rua de Belo Horizonte, mais de 10 obras divididas em duas sessões que abordavam diferentes temas e gêneros.

Programação do evento ( Foto: José Ricardo da Costa Miranda Junior )

“O encerramento foi muito bem sucedido. Havia uma dinâmica de funcionalidade, ritmo e tom dos filmes, que foi importante para os alunos entenderem o funcionamento de uma plataforma de fato do mercado, que é o caso do Belas Artes, onde é um cinema conhecido e frequentado por pessoas locais”, explica o professor de Cinema e Audiovisual da Una, José Ricardo da Costa Miranda Junior.

Orientados por José e demais professores das UCs, os alunos puderam vivenciar a prática do set e outros ambientes de produção durante a mão na massa dos curtas-metragens. “Consegui ver muita dedicação. A qualidade para produzir o que foi apresentado certamente foi perceptível, pude enxergar o nível de compromisso desses alunos, de entenderem que aquilo seria visto por alguém de fora do círculo de amigos e família”, relembra José.

Cada curta exibido passou pela curadoria dos professores e os diversos temas abordavam datas comemorativas que acontecem anualmente. É o que afirma o professor. “Tivemos filmes que retratavam o Natal, Dia das Mães, Ano Novo, entre outros. Inclusive foram exibidos na ordem do ano”, ressalta.

Julio Sales, que participou da ação e apresentou o filme “Pai em Versos”, relata que o encerramento das UCs no Belas Artes foi parte importante para mostrar seu trabalho ao mercado. “Foi incrível a sensação de estar em um cinema lotado exibindo meu filme.  Ao final da sessão, não pude deixar de me emocionar com os aplausos e ver que o esforço para fazer a história havia sido reconhecido. A recepção calorosa de estar em um cinema tão importante para a história de BH e poder ver as reações pessoalmente transformaram o momento em algo único pra mim, lembrarei disso pelo resto da minha vida”, conta.

O Una Cine Belas Artes

Sala de cinema doUna Cine Belas Artes ( Foto: José Ricardo da Costa Miranda Junior )

Localizado no coração do bairro de Lourdes, na região centro-sul de Belo Horizonte, o cinema possui um público diverso e fiel, que encanta frequentadores há mais de 29 anos. Com seu espaço de café e livraria, além de três salas de cinema, é ponto de encontro para prosear ou manter uma conversa casual.

No ano de de 2021, o Belas recebeu ordem de patrocínio do Grupo Ânima Educação, que é responsável pelo Centro Universitário Una, para permanecer aberto e continuar suas atividades. Hoje, o espaço possui inúmeras salas de cinemas abertas para o público e alunos da universidade, na qual possuem desconto nas entradas e produtos vendidos nas instalações do cinema.