Luta Antimanicomial

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Por Daniela Reis 

Atualmente, as mulheres correspondem 53% do eleitorado brasileiro, são cerca de 78 milhões de títulos registrados em nome delas. Porém, nem sempre foi assim, a luta feminina para garantir o direito ao voto perdurou por muito tempo. E hoje no TBT do Contramão vamos contar sobre essa conquista que aconteceu há exatos 90 anos, em 24 de fevereiro de 1932.

A demanda de mulheres pelo direito de votar e de serem eleitas ganhou corpo no início do século XX, a partir do movimento sufragista brasileiro. Mas o exercício de direitos políticos só seria estendido às mulheres em 1932, quando o novo código eleitoral do país entrou em vigor, em pleno governo provisório do ex-presidente Getúlio Vargas. Dois anos depois, em 1934, o voto feminino passa a ser previsto pela Constituição.

A conquista desse direito também foi impulsionada por várias pioneiras, como a professora Celina Guimarães Viana, que pôde, por meio de um requerimento, votar em 1927 e se tornou a primeira eleitora do país. Outro nome é o de Leolinda de Figueiredo Daltro, uma das fundadoras do Partido Republicano Feminino, criado em 1910. A zoóloga paulista Bertha Lutz, uma das criadoras da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, é apontada como uma das maiores líderes na luta pelos direitos políticos das mulheres.

A conquista do voto não encerrou a necessidade de continuar lutando pelo direito das mulheres na legislatura dos próprios países. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) em 1995 apontavam uma representação média de apenas de 10% entre os membros de todos os parlamentos do mundo.

Atualmente, a média mundial de mulheres nos cargos executivos, governamentais e parlamentares, ainda não passa dos 22%. O destaque vai para Ruanda (64%), Bolívia (53%) e Cuba (49%) que são os únicos três países da lista que atingiram ou superaram a igualdade em seus parlamentos.

Hoje o Brasil ocupa a posição 140 no ranking mundial de representatividade feminina medido pela ONU e a União Interparlamentar. Aqui no Brasil, a Secretaria da Mulher analisou os dados das últimas eleições de 2020 e chegou à conclusão de que, apesar de as mulheres serem 52,5% do eleitorado, apenas 33,3% do total de candidaturas neste ano eram para prefeita, vice-prefeita ou vereadora.

Conheça 8 mulheres que influenciaram a luta pelos direitos femininos no Brasil

Nísia Floresta – A escritora nordestina Dionísia Gonçalves Pinto ficou conhecida pelo pseudônimo de Nísia Floresta Brasileira Augusta. Nascida em Papari — hoje cidade Nísia Floresta — Rio Grande do Norte, em 12 de outubro de 1810, a educadora, escritora e poetisa brasileira é uma das pioneiras do feminismo no Brasil. Foi provavelmente a primeira mulher no país a publicar textos em jornais, na época em que a imprensa nacional ainda engatinhava.

Bertha Lutz – Nascida em São Paulo, em 2 de agosto de 1894, a bióloga Bertha Lutz teve participação direta pela articulação política que resultou nas leis que deram direito de voto às mulheres e igualdade de direitos políticos nos anos 20 e 30. Filha de Adolfo Lutz, renomado médico e cientista brasileiro, foi uma das organizadoras do movimento sufragista no Brasil, após ter tido contato com os movimentos feministas europeus quando estudava na universidade de Sorbonne, na França, no início do século XX. Foi a segunda mulher a ingressar no serviço público brasileiro (1918), criou a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher, o embrião da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (1922).

Mietta Santiago – Maria Ernestina Carneiro Santiago Manso Pereira era o nome completo de Mietta Santiago, que foi a primeira mulher no país a exercer, plenamente, os seus direitos políticos: o de votar e o de ser votada. Estudou na Europa, e quando voltou ao Brasil percebeu que a Constituição Brasileira de 1928 não vetava o voto feminino. O artigo 70 da Constituição então vigente dizia, sem discriminação de gênero: “São eleitores os cidadãos maiores de 21 anos que se alistarem na forma da lei”. Ela entrou com um Mandado de Segurança e, de forma inédita, conseguiu o direito de votar e concorrer ao cargo de deputada federal.

Celina Guimarães Viana – A professora Celina Guimarães Viana foi a primeira mulher a exercer o direito de voto no país, em 1927, na cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte.  Antes de Mietta Santiago ter impetrado o mandado de segurança que jogou luz sobre a questão da Constituição não discriminar o gênero dos eleitores, o governador do Rio Grande do Norte José Augusto Bezerra de Medeiros, sancionou naquele ano uma lei que estabelecia não haver mais ‘distinção de sexo’ para o exercício eleitoral no estado. Com isso, Celina se inscreveu para votar com o auxílio de seu marido e entrou para a história como a primeira mulher a votar no Brasil.

Carlota Pereira de Queirós – Nascida em São Paulo, Carlota Pereira de Queirós foi a primeira mulher brasileira a ser eleita deputada federal. Médica, escritora e pedagoga, viveu na Europa, onde efervesciam as ideias feministas e o movimento sufragista. Na volta ao Brasil, à frente de 700 mulheres, ela organizou a assistência aos feridos da Revolução Constitucionalista. Em maio de 1933, foi a única mulher eleita deputada à Assembleia Nacional Constituinte. Nas eleições de outubro de 1934 torna-se a primeira deputada federal eleita da história do Brasil. Seu mandato foi em defesa da mulher e das crianças.

Patrícia Rehder Galvão (Pagu) – Patrícia Rehder Galvão nasceu em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. Foi escritora, poeta, diretora de teatro, tradutora, desenhista e jornalista. Em 1935, após participar da Levante Comunista, Pagu foi detida, torturada e condenada a dois anos de prisão. Em 1938, voltou a ser presa e foi condenada a mais dois anos. Ao longo da sua vida ela seria presa, ao todo, 23 vezes por causa do caráter transgressor de sua militância. A defesa da mulher pobre e a crítica ao papel conservador feminino na sociedade permearam a vida e as obras da idealista Pagu.

Laudelina de Campos Melo – Fundadora do primeiro sindicato de trabalhadoras domésticas do Brasil, a atuação de Laudelina de Campos Melo é tida como fundamental para o reconhecimento dos direitos da categoria. Nascida em 12 de outubro de 1904, em Poços de Caldas, Minas Gerais, aos sete anos de idade já trabalhava como empregada doméstica. Em 1961, funda a Associação Profissional Beneficente das Empregadas Domésticas. A iniciativa influencia a criação de outras entidades nos estados e culmina, em 1988, com a criação do Sindicato dos Trabalhadores Domésticos. Sua luta, especialmente na década de 1970, foi fundamental para a categoria conquistar o direito à Carteira de Trabalho e à Previdência Social.

Rose Marie Muraro – Rose Marie Muraro foi uma das vozes importantes do feminismo no Brasil. Nasceu praticamente cega, no Rio de Janeiro, o que lhe obrigou a ter determinação suficiente para se tornar uma das mais brilhantes intelectuais de nosso tempo. Autoras de livros que retratavam de forma contundente a condição da mulher na sociedade da época, como “A Sexualidade da Mulher Brasileira”, Rose foi uma das pioneiras do feminismo no país nas décadas de 60 e 70. Intelectual que lutava pela igualdade de direitos para as mulheres, Rose foi reconhecida em 2005 pelo governo federal como Patrona do Feminismo Brasileiro.

 

 

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Oficina de Storytelling

Por Bianca Morais 

Há seis anos eu pisava pela primeira vez na faculdade, essa sensação eu nunca vou me esquecer. Era uma mistura de ansiedade, com preocupação e nervosismo, afinal ali, naquele momento, eu definiria o resto da minha vida.

Logo no primeiro dia comecei meu ciclo de amizades, quatro amigas inseparáveis que faziam todos os trabalhos juntas, acontece que nem sempre todos caminham pelo mesmo percurso. Seja por questões financeiras ou até mesmo descobrir dentro do seu curso que sua paixão é outra e escolhe seguir outro rumo. Para minhas amigas e eu não foi diferente, com o passar dos semestres duas desistiram, e aquele quarteto virou uma dupla, sem contar que naquela sala de trinta jornalistas do primeiro semestre, restaram apenas 4. 

Hoje piso na faculdade como funcionária, loucura, depois de anos como estudante posso voltar como educadora, vejo todos aqueles jovens chegando iniciando sua jornada como eu da mesma maneira que eu: cheios de energia e vontade de viver essa experiência fantástica que é a a graduação.

A faculdade não forma apenas profissionais, forma pessoas e personalidades. Assim como disse uma vez Nelson Mandela “Educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, e é tão gratificante para quem, assim como eu, entende que educação é algo tão fundamental e que ninguém jamais pode tirar de você. Assistir a volta às aulas, uma volta presencial, é gratficante, afinal estamos aos poucos saindo de uma pandemia que afastou os calouros e veteranos da universidade.

Estudante poderia ser sinônimo de energia, de alegrar um espaço com seus planos, ideias, e principalmente seu sonhos. Pergunte a qualquer um deles qual foi a sensação ao pisar pela primeira vez na faculdade e você será preenchido por uma onda de euforia que só eles conseguem transmitir.

E quanto aquelas amigas que iniciaram a jornada comigo e precisaram interromper, é importante enfatizar que a faculdade é também um ciclo difícil, porém muito prazeroso, haverão momentos ruins, no entanto terão muito mais momentos bons.

Finalizo a reflexão de volta às aulas citando meu grande ídolo e o mentor de toda uma geração de jovens, Chorão, “Revolução na sua vida você pode você faz, quem sabe mesmo é quem sabe mais”, busque conhecimento, não se contente com pouco, aproveite cada oportunidade que a faculdade vai te dar e acredite que você pode se tornar o jovem que vai mudar o mundo e ser levado a sério.

 

 

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Por Bianca Morais

Na quarta-feira, dia 2, aconteceu no Cine Una Belas Artes um evento para celebrar a vitória do grande número de alunos do curso de Direito do Centro Universitário Una, que foram aprovados nos exames da OAB. A noite contou com discursos de pessoas influentes no curso e um coquetel especial aos aprovados. O curso recentemente ganhou o selo de qualidade da OAB recomenda, ele representa o coroamento do elevado padrão de ensino do curso e da faculdade.

Para uma instituição receber o selo da OAB é um grande privilégio, são poucas ao redor do país que o possuem, colocando então a Una em uma posição de destaque no cenário nacional. O selo foi uma conquista de anos de alto índice de aprovações dos alunos da universidade, além de outros requisitos avaliados como a excelência no ensino, o corpo docente qualificado e infraestrutura. 

Segundo Núbia de Paula, coordenadora e professora do curso de Direito, além dos requisitos formais, o currículo inovador que integra o aluno da teoria à prática ajudou na conquista do selo e ainda é um indicador muito bom para eles. 

“Sem dúvida o mercado de trabalho abre as portas para as faculdades que colocam no mercado alunos que têm uma boa formação e que tenham o selo reconhecido pela instituição profissional, é um referendo de que aquele aluno vai ser um bom profissional e o mercado pode esperar muito dele”, diz a coordenadora.

O professor Bruno Miguel foi um dos presentes nesse momento e se orgulha de ter acompanhado a turma desde o início, ele garante que o sucesso dos alunos é em conjunto o sucesso dos professores.

“O diferencial desses alunos é sem dúvidas a questão da prática, o saber operar o direito não apenas do ponto de vista teórico. Eu acho que nesse ponto nosso curso tem o grande diferencial que é mostrar ao aluno a aplicação prática do conteúdo”, completa Bruno.

Um dos alunos homenageados na noite de quarta-feira foi Leandro dos Santos Ferreira, que além de estudante do curso também é colaborador da instituição. Inicialmente ingressou como funcionário e ao longo de anos trabalhando na empresa passou a conhecer o curso e entender como ele faria a diferença em sua vida.

“Meu lado profissional já como colaborador da faculdade me incentivou a ser um aluno, esse curso fez tanta diferença em minha vida que trouxe também amigos e família para cursarem, escolhi o Direito da Una por estar aqui dentro e enxergar de perto sua excelência”, comenta ele.

Quem também esteve presente no evento foi Carolina Sarmento, diretora da Cidade Universitária, em seu discurso ela ressaltou a importância da dedicação e empenho dos alunos para conquistar tal feito na carreira deles.

“Sintam-se homenageados, tenham orgulho da conquista que acabaram de conseguir, a gente sabe o tanto que é suado, não é fácil conciliar vida profissional, familiar e estudos, deixar de fazer algo aos finais de semana, muitas pessoas as vezes não entendem que vocês estão abrindo mão daquilo pela carreira de vocês, de seus estudos. Tenham muito orgulho de vocês como nós temos”, disse a diretora em seu discurso.

Tatiana Puiati, atual diretora de Operações da EBRADI, compareceu ao evento e premiou os alunos com uma bolsa 100% em um dos cursos da Escola Brasileira de Direito, além disso, os alunos também foram agraciados com bolsas de 25% em pós-graduação na Una.

 

Edição: Keven Souza

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Por Daniela Reis 

Hoje o Contramão traz uma receita super fácil e deliciosa para os dias quentes. É uma excelente opção para lanche da tarde ou até mesmo para substituir o jantar.

Vamos ao passo a passo!

Torta fria de salmão 

Ingredientes

  • 450g de cream cheese + 450g para cobertura
  • ½ xícara de iogurte grego
  • ½ xícara de cebolinha picada
  • Pão de torta fria
  • 2 xícaras de pepino japonês fatiado + ½ xícara para decorar
  • 150g de salmão defumado + 50g para decorar

Modo de Preparo

  1. Faça a mistura de 450g de cream cheese com o iogurte e reserve para a cobertura.
  2. Depois, misture 450g de cream cheese com a cebolinha, formando uma pastinha e reserve.
  3. Coloque uma fatia de pão em um prato, espalhe uma camada de cream cheese com cebolinha, depois cubra com  o pepino e tempere com sal.
  4. Coloquepor cima,  mais uma camada de pão com a pasta e cubra com o salmão.
  5. Alterne as camadas até ter duas camadas de pepino e duas camadas de salmão.
  6. Após a última camada de pão e espalhe por torta a mistura reservada.
  7. Faça a decoração como quiser.

Dica

Use na decoração salmão e pepino.

 

Parque Municipal Americo Renne Giannetti

Espaços vão além do lazer e contribuem para a vida cultural e a diversidade zoobotânica na cidade

Por: Alexandre Pires dos Santos, André Vitor Barros de Souza, Érica Pena Miranda, Júlia Vilaça de Jesus, Juliana Carvalho de Faria, Leonardo Garcia Gimenez, Louryhaynnyer Counny Neri Marques, Luisa de Matos Resende Couto, Natália Leocádia Fernandes do Carmo, Thayla Araújo Nunes dos Santos.

Belo Horizonte possui 76 parques e nem todos apresentam o mesmo nível de manutenção, é o que diz a pesquisa realizada pelos estudantes de jornalismo do projeto de extensão Cobertura jornalística sobre o meio ambiente em BH.  Esses parques têm para a capital e seu entorno uma importância além do lazer, pois contribuem para a preservação da fauna, flora e recursos hídricos. São espaços favoráveis aos esportes e muito demandados para a realização de diferentes tipos de eventos, bem como servem para projetos na área de educação, saúde, cultura e turismo.

Apesar da seriedade do tema da preservação ambiental, muitos desses parques não recebem a devida atenção da Prefeitura, observando-se uma manutenção desigual. Eles estão assim distribuídos entre as nove regionais da cidade – 19 na Centro-Sul, 16 na Nordeste, 14 na Pampulha, 11 na Região Oeste, cinco em Venda Nova, cinco na Região Norte, quatro no Barreiro e apenas um na Região Leste e na Região Noroeste – mas a divisão da verba destinada a esses espaços é diferente.

A Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB) tem a responsabilidade de gerenciar todos os parques municipais, além do Zoológico, Jardim Botânico, Aquário, quatro cemitérios municipais e os cinco Centros de Vivência Agroecológica (CEVAE) de Belo Horizonte. Seguindo a legislação municipal, a PBH estabelece por meio de leis/decretos/portarias a regulamentação de diversos serviços, como descrito na portaria FPMZB n 006 de 23 de Janeiro de 2021, que trata do orçamento previsto para o ano de 2021.

Promovendo a cultura

Ao longo de um ano, os parques recebem cerca de mil eventos, com diferentes atrações e públicos. A Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica também é responsável pela gestão e planejamento de projetos, especialmente quanto à normatização do uso dessas áreas para a realização de atividades culturais. De acordo com o site da PBH, existem ainda parcerias desenvolvidas com a iniciativa privada, instituições de ensino e outros órgãos públicos, suprindo carências da administração municipal e fortalecendo as ações.

Apenas no ano de 2018, as áreas gerenciadas pela Fundação receberam 948 eventos, que reuniram mais de 185 mil pessoas, sendo que cerca da metade desses acontecimentos tiveram finalidade social, ou seja, apresentações gratuitas como peças teatrais, exposições e shows. No entanto, de acordo com dados de 2014, publicados no site da PBH, não são igualmente distribuídos pela cidade, tendo sua concentração maior na Regional Centro-Sul, denominada a região com maior Índice de Qualidade de Vida Urbana (IQVU) do município.

Os projetos gerenciados são numerosos, abordam diversos gêneros de apresentações culturais, ampliando as oportunidades de lazer para a comunidade, mas apresentam problemas de distribuição geográfica, deixando clara a preferência pelos espaços localizados em bairros mais nobres da cidade, cujos parques, em decorrência disso, têm maior atenção da Fundação.

Parque das Mangabeiras – Divulgação

A situação requer atenção

É importante considerar que os impactos ambientais e sociais como produção de lixo, poluição sonora, engarrafamentos e dano ao patrimônio público, são vistos aos finais destes eventos. Além dessas questões, observa-se que grande parte dos parques não têm uma manutenção regular, necessitando de reformas, revitalização dos jardins, entre outros, como pode ser visto em algumas reportagens veiculadas nos últimos dois anos.

Em 2019, a Record TV Minas produziu uma matéria que informa que mais de 50 parques de Belo Horizonte estavam abandonados pelo poder público. A reportagem também acrescenta que a grande maioria das áreas verdes da cidade não eram frequentadas pelos usuários.

No mesmo ano, a Comissão de Meio Ambiente e Política Urbana, que pertence à Câmara Municipal de Belo Horizonte, apontou que a falta de segurança e o vandalismo eram evidentes no Parque Municipal Carlos de Faria Tavares, mais conhecido como Parque Vila Pinho, situado no Vale do Jatobá, na Região do Barreiro. À época, usuários do parque estiveram presentes na visita, e se queixaram da necessidade de cortar o mato alto, de podar as árvores, de contratar um vigia, de combater o consumo de drogas no local e também de reformar as estruturas esportivas. A matéria sobre a visita pode ser encontrada no site da Câmara Municipal de BH.

Ainda em 2019, uma matéria do portal Hoje Em Dia revelou que os parques de BH seriam monitorados, até o fim do ano, por mais de 300 câmeras de segurança, especialmente para combater o vandalismo e o tráfico de drogas nas 54 áreas verdes então abertas ao público na capital mineira. As inspeções ficariam sob responsabilidade de agentes da Câmara Municipal no Centro Integrado de Operações (COP-BH), que está localizado no bairro Buritis, na Região Oeste.

Parque Jacques Cousteau – Divulgação

Pesquisa elege os melhores e os piores parques de BH – conheça quais são eles

A cidade de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, foi fundada e planejada pelo engenheiro e urbanista Aarão Reis em 12 de dezembro de 1897, com o objetivo de criar a cidade do futuro, devido à ideia de progresso que se instaurou em todo o Brasil do final do século XIX ao início do século XX, com a proclamação da república em 1889. Assim, é grande a presença dos parques na cidade.

Eles são de suma importância para a preservação ambiental, e por consequência, a manutenção da vida de diversas espécies da fauna e flora. Graças a esses ambientes, é possível encontrar biomas do Cerrado, Mata Atlântica, mais de 200 espécies animais e por volta de mil espécies vegetais, além de nascentes que abastecem os córregos da Bacia do Rio São Francisco, segundo a página da Fundação de Parques e Jardins. Além das áreas de natureza, os parques possuem uma estrutura propícia para as crianças se divertirem, como playgrounds, campos de futebol, áreas de lago, pistas de skate, entre outros.

Em uma pesquisa realizada pelos alunos de jornalismo do projeto de extensão Cobertura jornalística sobre o meio ambiente em BH, orientado pela professora Magda Santiago, a desigualdade de manutenção dessas áreas pode ser confirmada. O formulário, distribuído pela rede social WhatsApp, foi respondido por 15 belo-horizontinos que costumam frequentar as áreas de preservação, que elegeram os melhores e os piores parques da capital mineira.

Parque Serra do Curral – Divulgação

Segundo os dados apurados, 26,7% dos entrevistados declararam preferir o Parque Municipal Américo Renné Giannetti, 20% o Parque das Mangabeiras e 13,3% frequentam os parques da Serra do Curral e Ecológico das Águas. Dentre as razões que levam os respondentes a optar por essas reservas em detrimento de outras, está a proximidade de casa. A pesquisa apontou que 66,7% considera a distância como principal fator na escolha.

A segurança também é uma questão determinante, e a escolha dos piores parques de BH está diretamente ligada a este aspecto. Os parques Guilherme Lage, no bairro São Paulo; Maria do Socorro Moreira, no bairro Jardim Montanhês; e do Brejinho, no bairro São Francisco, figuram entre os que menos oferecem uma estrutura adequada, cuidado e proteção. Inclusive, já foram alvo de ocupações irregulares, vandalismo e uso de drogas ilícitas em seus espaços.

Os dados levantados pelas respostas ao formulário apontam que 80,1% dos entrevistados consideram necessárias melhorias nos banheiros, na manutenção dos jardins e no aumento de lixeiras, como as principais ações para atrair a visitação e, principalmente, para contribuir na preservação do meio ambiente em BH.

Parque que foi lixão por 20 anos em BH vira tema de websérie

O Parque Jacques Cousteau, localizado no bairro Betânia, na Região Oeste de Belo Horizonte, foi tema de uma websérie lançada em janeiro de 2021. A área, que foi utilizada como um lixão durante 20 anos, desde 1971 é um espaço para ser aproveitado por turistas e belorizontinos, transformado em um ambiente acolhedor para quem o visita.

A websérie foi roteirizada, filmada, fotografada e produzida por Lilian Nunes e Chico de Paula, que disponibilizaram o acesso gratuito ao material no portal Coreto. As informações foram divulgadas em uma entrevista ao portal do jornal Hoje Em Dia.

 

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Com luzes, enfeites e diferentes árvores, espaços reforçam o espírito natalino na capital mineira

Por Keven Souza

Como marco oficial das festividades de fim de ano, o Natal é uma das datas comemorativas mais aguardadas pelas pessoas. O “bom velhinho”, que é a personificação da bondade, está de volta este ano após ficar um período longe dos pátios comerciais em cenários que prometem não só encantar, como também espalhar a magia do Natal por toda Belo Horizonte. 

O Contramão traz hoje um apanhado dos principais shoppings da cidade que estão abertos, seguindo todos os protocolos sanitários contra a covid-19, devidamente ornamentados para que você e seus familiares possam visitar e deixar essa data ainda mais especial. Confira os cenários instagramáveis!  

Minas Shopping

Foto: divulgação

A magia de Harry Potter está no ar no Minas Shopping! Com o tema “Natal no Wizarding World”, o centro comercial, localizado na região Nordeste de Belo Horizonte, carrega uma decoração natalina inspirada na incrível Escola de Hogwarts e no bruxo mais famoso do mundo. O cenário contém ambientes que remetem às cenas do filme, como o beco diagonal, a estação de trem, a “vassoura dourada” e outros espaços encantados. Neste ano, além do universo da bruxaria, o shopping traz a clássica árvore natalina e o famigerado Papai Noel, para manter o tradicional Natal e permitir aquela tão sonhada foto que é de praste em comemoração à data. 

A decoração foi licenciada pela produtora responsável pela saga, Warner Bros, e permanece até o dia 6 de janeiro para todos os interessados em reviver o clássico Natal com o bom velhinho e viajar no enigmático mundo de Harry Potter. 

Shopping Del Rey

Foto: divulgação

O Natal chegou com tudo no Shopping Del Rey. Localizado na região da Pampulha, o shopping apresenta decoração inspirada nos biscoitos natalinos típicos da tradição alemã e traz elementos cenográficos por todo o complexo comercial para encantar os apaixonados pelo Natal. O cenário conta com espaços de luzes, “biscoitos gigantes”, casas de doces, árvore natalina e um carrossel de cupcakes. O Del Rey também desfruta da presença do Papai Noel neste fim de ano, para abrilhantar ainda mais esta data que é rica de magia, beleza e encanto. 

A programação estará disponível para visitação até dia 25 de dezembro no 1º piso do complexo comercial, destinado a todos os amantes do Natal, do jovem ao idoso. 

BH Shopping

Foto: divulgalçao Instagram

Na região Sul da capital, o Natal do BH Shopping estará completo e todos seus andares em clima natalino. Com tema inspiração na Europa, o shopping apresenta o “Jardim do Papai Noel”, que abriga o Bom Velhinho, a Mamãe Noel e os diversos elfos dentro de uma estufa de vidro, localizada no Piso Mariana. O cenário conta com uma grande árvore, giratória e com música, iluminada para abrigar o trono do Papai Noel. 

Devido o momento ainda atípico, causado pela pandemia, as tradicionais fotos poderão ser realizadas por meio de um totem digital que permite ter a recordação do momento de maneira mais segura e responsável. A decoração fica disponível até dia 02 de janeiro, oferecendo uma experiência única a todas idades.

Diamond Mall

Foto; divulgação Instagram

O Natal do DiamondMall promete despertar o espírito natalino e encher os corações com muita luz e esperança. Localizado no Centro-Sul de BH, o Mall expõe uma decoração memorável com o tema “Natal Brilhante”. O cenário principal fica na praça de alimentação que apresenta uma árvore de 11 metros em tons de vermelho e dourado para proporcionar uma experiência aconchegante. Além disso, a ornamentação conta com renas, cascatas de luzes, bolas de LED, túnel e ponte iluminada. 

Neste fim de ano, assim como no BH Shopping, o Papai Noel está presente no pátio de forma digital e para os visitantes,  têm aquele registro inesquecível de Natal de forma segura e consciente.

Shopping Estação BH 

Foto: Divulgação Instagram

Natal de encher os olhos! No Shopping Estação o “Natal Estação das Luzes” celebra a volta do bom velhinho nos pátios comerciais, ocupando o trono da praça principal. Este fim de ano, o shopping se abrilhanta das cores verde, vermelho e dourado, com a junção de enfeites e luzes para encantar quem passar pelo local. Traz ainda, um cenário digno de visitação com a tradicional guirlanda, além de balanços, estrelas iluminadas, cascata e uma atração aérea visível do primeiro ao quarto piso do shopping. 

O charmoso Papai Noel está presente para incrementar a ornamentação e o público que almeja passear pelo Shopping Estação neste clima natalino deve se apressar, pois a decoração permanece somente até o dia 26 de dezembro.