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Por Hellen Santos

 

Neste sábado, 20, todas as unidades de saúde da capital estarão abertas das 08h às 17h para o fornecimento das vacinas contra a febre amarela. Ao todo, 152 centros em toda Belo Horizonte e região vão intensificar a vacinação contra a doença que já fez sua 15ª vítima no estado.

 

Na manhã desta quarta-feira,17, o presidente da Rede Minas, Flávio Henrique Alves de Oliveira teve registrado Febre Amarela em seu quadro clínico, sendo ele, a 12ª vítima confirmada na região metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com dados de epidemiologia da capital, Oliveira pode ter contraído o vírus em uma região de sítios ou matas da grande BH. Outro ponto que ocorreu desta contaminação é que o paciente não era vacinado.

 

Na região do Barreiro, um morador veio a óbito no dia 11 de janeiro, por febre amarela, como consta na confirmação de exame de laboratório concluído nesta terça (16). Esse foi o primeiro caso na capital. Conforme relatos da Secretaria Municipal da saúde, a vítima não tinha registro de vacinação e estava com baixa imunidade. A cidade de Nova Lima lidera os casos de febre amarela, com mais de cinco vítimas. Segundo os órgãos de saúde, os primeiros sintomas do paciente infectado é febre repentina, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas e no corpo em geral, náuseas e vômito, fraqueza e fadiga.

 

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) destaca a importância da vacinação, principalmente para aqueles que irão viajar para regiões rurais. Vale ressaltar que uma dose é equivalente a uma proteção para a vida toda.

 

 

 

Google/Reprodução
Google/Reprodução

 

Por Bruna Valentim

 

Os jovens não estão usando camisinha e isso é um fato. Os índices de doenças sexualmente transmissíveis vêm aumentando consideravelmente entre a juventude no Brasil é um sinal alarmante para a nova geração.No Brasil de acordo com o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, a taxa de infectados explodiu entre 2006 e 2015 na faixa etária​ entre entre 15 e 29 anos e diminuiu entre a população mais velha. Em uma roda de conversa com  pessoas nascidos nos anos 90, quando o tópico doenças sexualmente transmissíveis (DST) surge as experiências e declarações são semelhantes, o maior medo é a AIDS porque não tem cura, mas em contraponto a maioria não usa preservativo em suas relações por confiar na saúde de seus parceiros.

 Acredita-se que a doença teve origem no início do século vinte no continente africano quando caçadores da região buscavam carne de macacos para se alimentarem e ao entrarem em confronto com o animal o sangue do macaco contaminava as feridas dos caçadores. O vírus chamado SIV podia ser encontrado no sistema imunológico dos chimpanzés e dos macacos-verde africano. Apesar de não deixar esses animais doentes, o SIV por ser um vírus altamente mutante, teria dado origem ao vírus HIV que quando não tratado dá origem a AIDS. Nos anos 70 o vírus começou a ser propagado ao redor do mundo e no início dos anos 80, foi reconhecido como uma nova doença que pouco se sabia, mas muito se temia.

 

 Na década de 80 o medo se alastrou pela população mundial e muito se especulava entorno dos motivos da doença e suas vítimas. A princípio acreditava-se erroneamente que a transmissão do vírus se assemelhava a forma que se contrai uma gripe, teoria que mais tarde foi posta por terra. Também acreditavam que a doença seria uma espécie de “cólera divina” um castigo enviado por Deus para os homossexuais, prostitutas e pessoas que levavam uma vida considerada desregrada, mas com os avanços das pesquisas e o passar dos tempos foi comprovado que a história era diferente, o vírus era transmitido sexualmente, por meio do compartilhamento de seringas e sangues já contaminados e que absolutamente qualquer pessoa expostas a essas situações poderia entrar em contato com o vírus se infectar. Na época a doença matava em pouco tempo e não havia qualquer esperança de cura. Ter hiv era como receber uma sentença de morte, o que vitimou muitas pessoas, sem distinção de classe social, raça e credo.

 

As pessoas então começaram a se proteger e o uso da camisinha virou primordial nas relações nas últimas décadas do século passado.  Quem viveu o surto da AIDS tomava precauções e fazia exames regularmente. Os índices de contaminação diminuíram e com o surgimento do coquetel a doença se tornou tratável e a qualidade de vida dos infectados melhorou. Hoje uma pessoa contaminada pelo vírus se tratada corretamente segue uma rotina normal e com uma alta expectativa de vida.

 

As novas gerações, porém, parecem não se dar conta da gravidade da doença, não é incomum escutar jovens dizendo que temem mais uma gravidez indesejada do que a AIDS, e portanto seguem tendo comportamentos sexuais irresponsáveis o que resultou no aumento do índice de contaminação entre os mais jovens. Desde o início dos anos 2000 o número de diagnósticos no país aumentou em 6%, enquanto no resto do mundo o número de infectados pelo vírus teve uma queda de 28%.

 

Em 2015, porém, pela primeira vez desde o surgimento do vírus o Comitê Consultivo sobre Drogas Antivirais, que aconselha a Agência Americana de Drogas e Alimentos (FDA, na sigla em inglês), aprovou o uso do Truvada, medicamento Profilaxia pré-exposição que busca prevenir a AIDS e a Organização Mundial de Saúde Recomendou que os grupos considerados de risco (homossexuais, transexuais, profissionais do sexo) fizesse o uso da Truvada.

 

O uso do medicamento que chegou recentemente ao Brasil pelo sistema único de saúde (SUS) se assemelha ao uso de remédios anticoncepcionais, o medicamento vem em uma cartela com 30 comprimidos, que devem ser ingeridos uma vez por mês durante todo o mês. O uso pelo SUS ainda é restrito é  o preço da cartela varia entre 290 e 400 Reais. O remédio ainda não é popular no Brasil e causa dúvida sobre o seus benefícios.

“Bom, eu não sei se eu usaria. Teria que fazer uma pesquisa muito grande a respeito de efeitos colaterais (não quero ter trombose igual o anticoncepcional feminino pode causar), mas acho que é uma ótima possibilidade, principalmente para quem tem uma vida sexual ativa e bem movimentada, sabe? Vou passar o carnaval no Rio e atividade sexual essa época é mais intensa, então acredito que remédio ajudaria porque não teria tanta preocupação com camisinha estourar ou pelo alto número de parceiros.
Porém acho que isso tem que ser extremamente conversado, porque muita gente acha que os métodos contraceptivos substituem a camisinha e não é bem assim, né? Pilula não substitui, DIU também não, etc”. É o que diz o universitário de 25 anos, João Bicalho.

 

A clínica geral Neuzilene Maurício vê no remédio um avanço ao combate ao HIV, mas tem algumas ressalvas “Creio que o truvada é uma importante ferramenta para reduzir novos casos de infecção por HIV, e nesse sentido todas novas ferramentas são bem vindas, levando em consideração que o vírus é uma pandemia de suma importância para a saúde pública e todas as armas para barrar seu crescimento são importantes. Porém vejo com cautela a disseminação midiática do medicamento como método mágico em detrimento ao uso do preservativo, que continua sendo a melhor ferramenta de prevenção, sobretudo em dias atuais que  observamos o crescimento nos casos de sífilis e hepatites virais por exemplo, que por vezes ficam minimizadas pela sociedade. Como é um medicamento novo só podemos medir a eficácia com tempo, embora pesquisas mostrem o beneficio do uso, nem sempre o uso em massa reflete o mesmo benefício”.

 

É importante ressaltar  que meio  considerado mais eficaz para a prevenção de dsts ainda é a camisinha e que ela deve ser sempre a primeira opção quando se trata de sexo, barata e por vezes gratuitas, é de fácil acesso para toda a população. Vale lembrar que anticoncepcionais são apenas meios de controle reprodutivos e não é servem para proteger doenças. Em caso de comportamento de risco, buscar a unidade de saúde mais próxima dentro das primeiras 72 horas após a exposição para avaliação profissional. O exame de dst pode ser feito de maneira gratuita em centros de testagem e aconselhamentos, onde o processo é rápido, seguro e sigiloso.

 

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Por: Rúbia Cely

 

Vemos diariamente diversas campanhas que nos incentivam a aderir a doação de sangue, assim como medula e outros órgãos gerais do corpo. Mas, assim como nós, seres humanos, os animais também demandam de cuidados médicos e uma hora ou outra podem necessitar de doação. Vertente veterinária pouco divulgada, resulta na escassez de sangue veterinário nos estoques do país.

Segundo Rafaela Lima, médica veterinária, existem inúmeras causas que podem fazer o animal vir a precisar de uma transfusão sanguínea, conta que geralmente são doenças que causam anemia profunda, como as transmitidas pelo carrapato, leishmaniose, alguns casos de neoplasia (tumor), em casos de cirurgias, hemorragia aguda ou tudo que gera uma baixa de células no sangue, levando os animais a precisarem da doação.

Lima, que trabalha na Element Vital – Banco de Sangue, revela que eles são o primeiro lugar especializado de Minas Gerais, “Existem clínicas que oferecem bolsas, mas a maioria tem o material para atender as demandas internas, podendo acabar vendendo para outras clínicas, mas especializados, somos apenas nós”.

Por existirem poucos locais que trabalham com a demanda de transfusão em animais e somada a pouca visibilidade que campanhas de doação de sangue para estes tem, os estoques dos bancos são insuficientes. Rafaela revela que a maior dificuldade está em encontrar doadores.

Será que seu animalzinho pode ser um doador?

Atualmente em Minas Gerais, a Element Vital é o órgão que recebe as doações, trabalhando atualmente apenas com sangue de cães, e para ser um doador o animal precisa preencher alguns requisitos.

O seu animal deve:

  • Ter entre 1 e 8 anos;
  • Ter o peso maior ou igual à 25kg;
  • Não ter feito transfusão;
  • Ter as vacinas em dia;
  • Ter o controle das pulgas (desejável);
  • Em caso de fêmea: Não estar gestante ou amamentando;

A dálmata Louie em sua segunda doação de sangue para Element Vital.

 

O sangue canino:

Os cães podem ter mais de vinte tipos sanguíneos, mas somente oito tem uma importância clínica. Os grupos sanguíneos dos cães são classificados em dog erythrocyte antigens – antígenos de eritrócitos de cães (Dea), de Dea 1.1 à 1.3 e de Dea 3 à 8. A tipificação sanguínea apenas para Dea 1.1 e 1.2, pois são o grupo que pode causar mais reação durante a transfusão.

A tipagem é um teste muito caro, em termos de mercado dos laboratórios o valor gira em torno de 200 reais, conta Rafaela, explicando que é necessário realizar os testes com os dois animais, o doador e o receptor. Portanto, o teste de compatibilidade costuma ser a primeira escolha por parte das clínicas e clientes por ser mais acessível financeiramente.

A média do valor da bolsa de sangue aqui em Minas é R$300,00, sem contar com o procedimento e internação do animal, podendo variar de acordo com tamanho e peso do animal. Além da Element Vital, outros dois locais realizam transfusão e atuam como banco de sangue.

Para mais informações sobre tipagem, compatibilidade e para doar, você pode ligar para:

Element Vital – banco de sangue

Contato: (31) 99982-4445

Endereço: R. Platina, 165 – Sala B – Prado, Belo Horizonte – MG, 30410-430

 

Pronto Socorro Veterinário

Contato: (31) 3422-5020

Endereço: R. Jacuí, 891 – Bairro Floresta, Belo Horizonte – MG.

 

Life Hospital Veterinário

Contato: (31) 2552-5694

Endereço: Rua Platina, 165 – Prado, Belo Horizonte – MG.

 

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Por Ana Paula Tinoco

Orientação sexual, aparência física, gênero e etnia, apesar de estarmos em 2017, ainda são pontos fortes no que tange adolescentes e crianças quando o assunto é bullying. De acordo com pesquisa realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) no ano passado, 100 mil crianças divididas entre 18 países são vitimadas por outros jovens em escolas e ruas. No Brasil, a porcentagem gira em torno dos 43%, número que se aproxima de nossos vizinhos de América: Argentina (47,8%), Chile (33,2%), Colômbia (43,5%), Uruguai (36,7%).

Dados liberados pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) são ainda mais alarmantes, em 2015 um estudo apontou que uma criança a cada 10 sofre constante violência física, psicológica ou ambas em escolas de todo o Brasil. Para Aline Ottoni Moura Nunes de Lima, psicóloga, professora e coordenadora do curso de psicologia, o primeiro passo é reconhecer o problema e admitir que isso acontece em ambiente escolar: “É fundamental encararmos de frente que as situações de violência vivenciadas cotidianamente em nosso país acontecem também dentro das escolas, ou seja, a primeira ação é efetivarmos políticas públicas de enfrentamento à violência no Brasil. ”, explica.

Contudo, apenas reconhecer o problema não é o bastante. É preciso capacitar professores para que os mesmos possam lidar com o problema de forma clara e objetiva. Segundo Lima o corpo docente da instituição assessorados por uma equipe multidisciplinar (psicólogas, assistentes sociais, pedagogas e outras profissionais) terão maior êxito ao desenvolverem estratégias junto ao próprio corpo discente para que assim se possa superar os ataques cotidianos, “O melhor intermédio é o diálogo. ”, arremata.

É preciso que se tome medidas preventivas e assim colocar fim em situações de constrangimento que podem deixar sequelas permanentes em quem sofre esse tipo de ataque. E isso se prova com o relatório que embasou a pesquisa da ONU, “O bullying é uma experiência danosa, apesar de evitável, para muitas crianças no mundo. Não importa como seja definida, as pesquisas internacionais recentes com crianças relatam uma taxa entre 29% e 46% de crianças alvo de bullying nos países estudados”, afirmou o responsável.

Relatos, que trazem em suas linhas a tristeza das vítimas, são constantes em blogs, páginas especializadas provando que esse tipo de violência, principalmente a psicológica, pode deixar sequelas e moldar a personalidade de quem se encontra no olho do furacão. É o que relata Heloísa*, estudante de 20 anos que tímida e retraída, atribui ao que sofreu o fato de ser uma pessoa ansiosa e com dificuldade de socializar, “Hoje eu sou uma pessoa completamente complexada, não consigo fazer coisas simples sem muito esforço. Cheguei a fazer uma intervenção cirúrgica para me adequar e não vou mentir falando que fiz por saúde física, foi por estética e por medo de nunca encontrar meu espaço na sociedade e ainda não encontrei.”.

Ainda segundo o relatório da ONU, a história de Heloísa* é algo real e preocupante, “Quando as crianças são afetadas pelo bullying, elas não conseguem tirar vantagens das oportunidades de desenvolvimento aberta a elas nas comunidades e escolas nas quais vivem”, afirma.

Como saber se meu filho ou filha sofre bullying?

Aline Ottoni Moura Nunes de Lima, psicóloga, professora e coordenadora do curso de psicologia explica que há sinais, mudanças na personalidade da criança ou adolescente que podem ser notados, como baixa autoestima, queda no rendimento escolar, resistência ou recusa em frequentar o ambiente escolar, choro frequente, isolamento. E completa, “Os pais ao se ocuparem dos filhos e das filhas tem condições de identificar mudanças no comportamento e buscar a escola e os serviços de saúde para superação do estado de sofrimento.”.

Brigas e agressões sistemáticas:

É preciso entender o que é bullying e como ele se difere de brigas comuns entre adolescentes. Elas que estão relacionadas diretamente à conflitos se distanciam das agressões sistemáticas, já que estas estão ligadas diretamente à intimidação, “Uma pessoa ou grupo colocam a outra pessoa numa situação de inferioridade tal que a deixam sem condições de defender-se. Enquanto as brigas fazem parte da constituição psíquica dos indivíduos e dos grupos as agressões sistemáticas causam dor, angústia e tem a intenção de discriminar e/ou excluir a pessoa do grupo social. ”, esclarece Aline Lima.

* A estudante não quis revelar seu nome.

*Arte Patrick Cassimiro/ Nova Escola

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Por Ana Paula Tinoco

Na década de 1950, o feminismo abriu portas para novas discussões e uma delas foi a liberação sexual e a construção da identidade feminina, pauta que foi possível após o lançamento do livro “O Segundo Sexo”, de Simone Beauvoir. O livro, que foi publicado originalmente em 1949, traz em suas páginas um estudo que leva o mito da “natureza feminina” a cair por terra A obra que dividiu opiniões e gerou polêmicas há quase 70 anos pode ser considerada atual quando levamos em consideração como a sexualidade da mulher ainda está envolta a muitos tabus.

A Psicóloga Tatiane Tinoco de Santana enfatiza que a ignorância, preconceito e intolerância da sociedade é o que leva o prazer sexual feminino a ser tratado como algo ruim. Males que atribuídos a falta de informação e diálogo leva mulheres de todas as idades a se perderem em relações sexuais não satisfatórias. “As pessoas precisam admitir que gostam e necessitam de sexo.  Ainda é feio para a mulher admitir que sente tesão, prazer, tem orgasmos, conhecer o próprio corpo; o sexo ainda é visto como pecado, impuro. ”, enfatiza.

Segundo Santana por ser uma parte importante na vida da maioria das pessoas, o sexo praticado entre aqueles quem possuem relacionamentos de longas datas ou não, deve ser construído em cima do diálogo, “quando tem liberdade para conversar sobre o assunto, tudo fica mais fácil, o sexo tende a ficar melhor. ”, a psicóloga ressalta que a falta de interesse do parceiro ou parceira podem atrapalhar a busca por algo mais satisfatório, “Muitas mulheres enfrentam problemas e dificuldades para falar sobre o assunto com seus parceiros/parceiras. ”, finaliza.

Entretanto, quando se trata de casais com longos relacionamentos, Santana esclarece que a maioria das mulheres se queixa por não haver cumplicidade e companheirismo em suas relações o que dificulta o diálogo. Mas, quando essa barreira é derrubada as relações amadurecem e o sexo se transforma em troca como é relatado pela esteticista de 24 anos Caroline* que está em um relacionamento há 7 anos e vai mais além ao dizer que a cumplicidade deve ser presente em todos os âmbitos da vida, “Acho que seu parceiro tem que saber de tudo que você sente ou se não sente para buscar uma melhora para os dois”.

Santana elucida que em muitos casos “os companheiros são mais fechados, pensam mais no próprio prazer. Alguns ainda são agressivos, não tem conversa”. A profissional salienta ainda que é preciso o contato, o cuidado um com o outro, algo que só surgirá através do diálogo, da disponibilidade do casal e aceitação que se torna possível minimizar essas dificuldades.

Como é o caso da instrutora de academia Silvana Silva de 46 anos, que compartilha suas duas experiências, descobertas, de maior significação, “A primeira vez foi com um parceiro, não estava preparada. Foi acontecendo, tipo por impulso do momento. Na segunda experiência foi a verdadeira descoberta, com uma parceira. Aí sim foi o que queria viver e sentir. Com total cumplicidade! ”. E deixa claro que a falta dessa parceria atrapalha e que a amizade e conversa são essenciais, “É muito mais do que o momento, um impulso, uma necessidade. ”, afirma.

 

*  A entrevistada não quis revelar seu nome.

Por Hellen Santos

A saúde vai além de só pensar em se cuidar. Uma boa saúde é a combinação de estabilidade física, cerebral e biológico. O conjunto de exercícios físicos e uma alimentação saudável, cortando o consumo de gordura e aumentando ao consumo de água e também um momento de descanso e muito lazer.

No Brasil foi decretado o dia 05 de agosto como o dia Nacional da saúde para homenagear o médico Oswaldo Cruz pelo seu trabalho pela erradicação de perigosas epidemias (exemplos como febre-amarela e varíola) que angustiava o Brasil, no final do século XIX e início do século XX. A data tem como objetivo promover a informação para população sobre a importância da educação sanitária. Esta data visa despertar valores relacionados a saúde, cuja definição vai muito além da ausência de doenças, pois está diretamente relacionada a presenta de uma autêntica qualidade de vida no cotidiano da população, que abranja sentidos mentais.

Em mais um dia Nacional da Saúde, ainda percebemos pouco avanço na saúde. Em nosso país vivemos um momento delicado quando se trata da saúde pública. Para a enfermeira Rogéria Celestino de 48 anos e com mais de 29 anos de carreira na saúde pública o que falta para melhoria da saúde pública é Ética dos gestores e comprometimento real com as necessidades da população.

Segundo a enfermeira, para a melhoria das condições de trabalho na rede pública precisaria de melhores áreas físicas, qualidade e quantidade de materiais, melhor remuneração e melhores condições de trabalho. “Falta também um setor de Recursos Humanos no suporte dos profissionais. Se a remuneração fosse boa diminuiria as cargas horárias e com isso os profissionais ficariam em apenas um emprego consequentemente a qualidade da assistência aos pacientes melhoraria, infelizmente o profissional da saúde não é valorizado”, diz Celestino.

Gustavo Henrique Machado Miranda de 28 anos, Assistente Administrativo na Prefeitura de Belo Horizonte, desde 2005 diz que a falta qualificação dos gestores prejudica o rendimento, “Muitos que lideram não possuem o conhecimento necessário. Praticamente para ser um gestor da saúde precisa ter só curso superior e ser concursado, eles esquecem da necessidade de conhecimentos administrativos públicos”.

Miranda destaca ainda que o que precisa melhorar na saúde é a transparência. “Ouvimos muito que o governo disponibiliza vários valores para a saúde pública e o que observamos aqui de dentro é a péssima aplicação desse dinheiro, por exemplo: necessita de um material para as unidades; não existe uma pesquisa mais qualificada e a compra é feita sempre de um determinado grupo que tenha algum interesse político e quanto compra esse material é escasso, isso sem contar nos desvios”.

 

O acumulo de atividades é uma das preocupações de Miranda que revela o favoritismo de um profissional. “A gestão sobrecarrega um profissional que desempenha melhor as atividades do setor, esquecendo de outras pessoas que também trabalham no local. Grande parte dos servidores públicos trabalham sem compromisso, apenas com intuito de receber o salário no fim do mês, sem se preocupar que prestação de serviço é para população e nós somos a população”.

Indignado Miranda desabafa: Quem realmente trabalha é apenas um “peão” do sistema e não tem mérito nem valor. “Os profissionais que possuem apoio político, esse já é extremamente valorizado, até por não fazer nada e as vezes nem trabalhar diretamente com a saúde”.

 

Condições de Trabalho

 

Muitas unidades não possuem o básico para que o profissional na saúde possa exercer o seu trabalho, é uma questão que sempre é levantada, mas sempre resolvem da mesma forma, dizendo que há verba.

Pesquisas realizadas pela Datafolha, destaca que 90% dos brasileiros estão insatisfeitos com o Sistema Único de Saúde (SUS). As reclamações vão de ausências de profissionais, demora no atendimento e em marcação de exames, até higiene sanitária dos hospitais públicos na opinião dos usuários. Já a dos profissionais é a ausência de pagamentos em dia. O Brasil tem muito a evoluir e um dos pontos a mudar e a valorização dos profissionais da saúde.

O cuidado com a saúde é um hábito que todos devem ter. É importante lembrar de nossa saúde todos os dias. Priorize sua saúde, pense em menos em trabalho e mais em sua saúde, sem ela não somos nada!