TBT

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*Por Bianca Morais

Na última terça-feira, dia 2, completaram-se 25 anos da tragédia que pôs fim a vida de Dinho, Bento, Samuel, Júlio e Sérgio, os eternos Mamonas Assassinas. Grupo que conquistou o Brasil inteiro nos anos 90, com muita música animada e bom humor.

A banda

Mamonas Assassinas foi uma banda brasileira de rock cômico, que nasceu em Guarulhos (SP) no ano de 1989. Em julho de 1995, foi lançado o único álbum da banda com grandes sucessos como: Pelados em Santos, Robocop Gay, Vira-Vira, entre outros. O disco fez tanto sucesso que alcançou recorde de vendas logo no seu primeiro dia, em 12 horas foram vendidos 25 mil cópias, foi o disco de estréia mais bem vendido da música brasileira. E superou com os três milhões de cópias vendidas. 

Após o lançamento do cd, os artistas saíram em turnê pelo Brasil, percorreram 25 dos 27 estados e chegaram a fazer oito shows por semana. Apresentavam-se sempre em programas de televisão,  por onde quer que passavam Mamonas Assassinas levava o público à loucura.

O acidente

Foram sete meses de muito sucesso e muitas expectativas de um futuro promissor. Se em um ano eles fizeram tanto, imagina se tivessem tido mais tempo? Porém no dia 2 de março de 1996, o sonho desses jovens foi interrompido de maneira cruel.

Após uma apresentação memorável no estádio Mané Garrincha, em Brasília, o grupo embarcou por volta das 21h35 no jatinho Learjet com destino a Guarulhos, São Paulo. Por volta das 23h15, o piloto fez o último contato com a torre de controle, avisou que iria arremeter mas não explicou muito bem o motivo. Depois disso o jatinho não foi mais visto.

Os destroços do avião foram encontrados no dia 3 de março, na Serra da Cantareira, onde ele se chocou contra e ocasionou a morte de todos a bordo. Na época a culpa recaiu sobre o piloto, por ter feito uma manobra arriscada. Ele estava em uma jornada de trabalho excessiva, havia feito 16h30, sendo que o máximo permitido eram 11h de voo. A fadiga pode ter sido o motivo dele ter feito a manobra errada, a torre orientou que ele fizesse uma curva à direita ao arremeter e ele virou à esquerda. Porém outros fatores ainda entram no caso, como as condições meteorológicas do dia.

A passagem dos Mamonas Assassinas foi rápida mas de muito sucesso. Até hoje, mais de duas décadas após o acidente, suas músicas ainda são relembradas por muitos.

 

**Revisão: Italo Charles

***Edição: Daniela Reis

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*Por Bianca Morais 

O Tbt desta quinta é sobre o misterioso caso da jovem canadense Elisa Lam, que desapareceu em Los Angeles nos Estados Unidos no ano de 2013. Após 19 dias desaparecida, o corpo da jovem foi encontrado dentro de uma caixa d’água na cobertura do hotel onde estava hospedada.

Na época do desaparecimento de Elisa, uma investigação começou a ser feita pelo departamento de polícia de L.A. A equipe responsável encontrou uma filmagem de Elisa no elevador do hotel, essa que foi sua última aparição viva. O vídeo foi divulgado no site oficial da polícia com objetivo de que as pessoas que vissem a gravação pudessem contribuir com informações para encontrar a turista desaparecida, porém o vídeo deu início a diversas teorias da conspiração.

O material mostrava a jovem com um comportamento muito estranho. Ela entra no elevador e aperta os botões de vários andares diferentes, põe a cabeça para fora e olha para os dois lados, como se estivesse assustada ou fugindo de algo ou alguém. Na sequência ela se encolhe no canto do elevador dando a entender estar se escondendo. Depois de alguns segundos, Elisa sai do elevador que continua com a porta aberta, fica um tempo do lado de fora e volta, aperta mais alguns botões, sai novamente, começa a fazer movimentos estranhos com as mãos como se estivesse querendo pegar algo, conversando com alguém. Depois disso ela some e o elevador fecha a porta. O vídeo ainda apresenta alguns pontos suspeitos, como a data e horário borrado, e a impressão de que foi adulterado. 

Quando a polícia divulgou a gravação jamais imaginou o que estava por vir. Diversas pessoas na internet queriam desvendar o mistério e por isso passaram a criar teorias, algumas até sobrenaturais, sobre o desaparecimento da jovem. Mas, nenhum detetive online e nem polícia conseguiu desvendar o mistério. 

O encontro do corpo

Os hóspedes do Hotel Cecil reclamaram a gerência sobre a baixa pressão da água e um casal chegou a mencionar que a água saia suja e com gosto ruim da torneira. Um funcionário então subiu até a caixa d’água para verificar o ocorrido e foi quando encontrou o corpo da canadense nu e flutuando na água. Restava agora descobrir o motivo da morte. 

Elisa se hospedou em um quarto compartilhado mas acabou sendo colocada em outro, pois suas companheiras reclamavam de seu comportamento. A jovem sofria de transtorno bipolar, por isso, algumas das teorias sugeriram que ela poderia ter sofrido alguma alucinação por ter misturado o remédio com alguma droga ou álcool, porém essa hipótese foi rejeitada depois das análises toxicológicas não mostrarem nenhuma intoxicação. Um outro palpite foi o da  garota ter sido assassinada, no entanto, no corpo dela não foram encontrados sinais de violência, descaracterizando também esse fato. 

No final da investigação, a morte de Elisa foi classificada como um acidente, um afogamento acidental. A jovem estava sem tomar seus medicamentos, o que possivelmente pode ter causado um surto psicótico que a fez agir de tal forma e afogar. Posteriormente, sua família abriu um processo de homicídio culposo, aquele sem intenção de matar, contra o hotel, mas ele acabou sendo arquivado.

As teorias da conspiração

Até hoje muito se questiona sobre a morte de Elisa Lam, afinal, havia apenas duas formas de se chegar a cobertura onde ficavam as caixas d’água. Uma delas era subir pela saída de incêndio,  uma escada bastante íngreme , e pelas últimas imagens registradas da garota, ela não parecia muito capaz de ter feito isso sozinha. A outra alternativa era por uma porta trancada no terraço, a qual, apenas poderia ser aberta por uma chave que somente os funcionários possuíam, ela também disparava um alarme que não soou naquele dia. Além de tudo isso, depois de chegar a cobertura Elisa ainda teria que subir uma outra escada e levantar uma tampa de aproximadamente 10 kg para abrir a caixa d’água. 

Por conta dessas desconfianças, diversas teorias foram criadas para justificar sua morte.  Um espírito maligno perseguia a jovem desde o elevador, ela fugia de um assassino, entre outras. O lugar onde se localizava o hotel é conhecido como Skid Row, a “cracolândia de L.A” e na mesma época um surto de tuberculose assolou a região levando diversos moradores de rua à morte. Elisa chegou a ser apontada como uma arma biológica usada pelo governo para exterminar a população sem teto. Nenhuma das teorias teve de fato embasamentos e não foram levadas a frente. 

O Hotel Cecil:

Todo o misterioso caso da morte de Elisa Lam aconteceu no Hotel Cecil, que antes mesmo de ser palco de tal tragédia já vinha de um passado macabro. 

O hotel foi construído no ano de 1920, localizado no centro da cidade de Los Angeles, era um ótimo local para se hospedar. No entanto, com o passar dos anos e a grande depressão econômica que tomou conta do país, o hotel passou a alugar quartos por períodos longos e preços baixos como forma de não ir à falência. Foi nesse momento que o lugar passou a ser lar de sem teto, prostitutas, bandidos, traficantes, estupradores e até assassinos. 

O local ficou marcado por ter sido o lar de um dos serial killers mais conhecido dos Estados Unidos, Richard Ramirez, o famoso Stalker Night, que tirou o sono de muitos americanos no ano de 1985. Ramirez invadia casas e matava mulheres, homens, jovens, idosos, estuprava e tortura crianas. Em uma das diversas teorias da conspiração sobre a morte de Elisa Lam, uma diz que ela conversava com o espírito de Ramirez fora do elevador. Isso se trata apenas de uma teoria, mas que o hotel no centro de Los Angeles carregava uma energia bem negativa, isso era um fato. 

Além de abrigar criminosos o hotel tinha um histórico de suicídios, uso de drogas, prostituição. 

Em 2014 o hotel foi vendido por 30 milhões de dólares ao hoteleiro Richard Born. O local está fechado desde 2017 para reforma que prometia ser concluída até esse ano de 2021, porém por conta da pandemia pode demorar mais.

O caso de Elisa Lam e os mistérios do Hotel Cecil voltaram a ser discutidos por conta da estréia do documentário no Netflix “Cena do crime, mistério e morte no Hotel Cecil”. Para quem tem interesse em descobrir mais a fundo essa curiosa história, vale a pena assistir.

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Crédito: Reprodução

Cinquentenário da tragédia que matou 69 pessoas e deixou dezenas de feridos

Por Italo Charles

A partir de hoje, às quintas-feiras, o Contramão traz uma série de TBTs de acontecimentos marcantes que foram notícia em BH, no Brasil ou no mundo. E para abrir esse nosso especial, vamos à primeira matéria!

Em Belo Horizonte, o mês de fevereiro é lembrado por muitas famílias pela tragédia ocorrida em 1971. O desabamento do pavilhão do Parque de Exposições da Gameleira (Parque Bolívar de Andrade), que neste ano completa 50 anos, à época, deixou 69 mortos e dezenas de feridos.

O ocorrido foi identificado como a maior tragédia trabalhista brasileira até o desastre de Mariana (rompimento da barragem) e posteriormente o rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão em Brumadinho.

O projeto arquitetônico do Parque, que desabou, foi desenvolvido pelo renomado Arquiteto Oscar Niemeyer e a obra foi executada pela Sergen – Serviços Gerais de Engenharia S.A. Na época, dois engenheiros foram condenados em segunda instância, entretanto, nem a empresa e nem o governo foram responsabilizados.

Mesmo após 50 anos do acontecido, os sobreviventes e familiares das vítimas não receberam indenizações. Durante todo esse período várias ações foram ajuizadas, porém o Governo e as empresas protelaram o pagamento de indenização às vítimas. 

 

Edição: Bianca Morais