Teatro

 

O espetáculo teatral Pas de Deux para duas Mulheres volta aos palcos nesta quinta-feira, 25, resgatando três obras da escritora inglesa Virginia Woolf, “Mrs. Dalloway”, “Orlando” e “Flush – Memórias de um Cão”. A peça é dirigida pelo diretor e dramaturgo Henrique Vertchenko e a realização é do Coletivo Líquido, que reúne profissionais das mais diferentes áreas com o objetivo de criar arte propositiva que pretenda uma multiplicidade de vozes e visões.

“O grande desafio que tivemos para montar a peça e interpretar as personagens da obra da Virginia Woolf, foi que, suas histórias são construídas pela técnica do “fluxo de consciência”, então passar para a ação todas as formas de pensamento e todo esse universo psicológico complexo que é construído em volta dos protagonistas foi a parte mais difícil. Uma alternativa que encontramos foi alternar durante a peça narrativas e o diálogo entre as intérpretes.”, explica Luciana Veloso uma das atrizes e integrante do Coletivo Líquido.

A peça ficará em cartaz até domingo dia 6, com sessão as 20h na Funarte, e faz parte da 42ª Campanha de Popularização de Teatro e Dança.

Obra

O espetáculo é inspirado em três obras da escritora inglesa Virginia Woolf, “Mrs. Dalloway” (1925) que conta a história de Valentina, uma mulher presa em uma eterna rotina de preparação de festas, “Orlando” (1928) uma biografia ficcional de um lorde que passa por uma abrupta transformação de gênero, vivendo mais de 400 anos como florista, e “Flush – Memórias de um Cão” (1933) contando a história de um cocker spaniel e suas percepções sobre o mundo e si mesmo. Como um entrelace dos personagens principais destas três obras, a peça é montada como uma narrativa não-linear evidenciando as características que assolam suas vidas como um grande conflito.

Virginia Woolf foi uma grande e importante escritora inglesa considerada precursora da literatura modernista. Uma de suas maiores características foi a problematização do tempo através da técnica chamada de “fluxo de consciência”, que é o processo utilizado para transcrever as formas de pensamento, fazendo com que o leitor tenha um contato muito maior com o universo psicológico da personagem. Virginia se matou em 1941 depois de ter entrado em uma severa depressão.

Por Gael Benitez